Se educação fosse a prioridade das prioridades para a Frente Popular, a escola seria também um belíssimo espaço cultural.
Mas nada de novo na educação acriana, somente o óbvio se mantém. O trivial.
Deveria haver ótimas salas de cinema em nossas escolas públicas com ótimos acervos de filmes nacionais e internacionais.
Mas cultura nunca foi o forte da Frente Popular. No ano passado, por exemplo, não houve a bienal do livro e muito menos a vinda de grupos teatrais de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minhas Gerais. Para que serve mesmo a Usina de Arte João Donato no governo do Tião?
Estrada e pontes nos darão identidade cultural, não é mesmo, governador? Quando um babaca de São Paulo afirmar na rede social que o Acre não existe, que aqui só mora gente inferior, diremos a ele como defesa que aqui tem ponte, viaduto e sinal de trânsito cronometrado como as cidades grandes, por isso somos desenvolvidos, não é mesmo, prefeitos?
(KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK)
Lugar de identidade regional chama-se filmoteca, localizada na igual charmosa Biblioteca do Estado.
Raro neste país aluno de escola pública ter acesso a um espaço tão elegante e simples para a formação de jovens. O ambiente também nos educa.
Só lamento haver um só ambiente desse para nossos alunos. Filmotecas deveriam ser edificadas nas escolas.
De forma muito educada, muitos jovens assistiram a uma obra-prima do século 21 segundo Bernardo Bertolucci, um dos maiores cineastas do mundo.
Complexo, chato para alguns estudantes, "Lavoura Arcaica", de Luís Fernando Carvalho, provoca a inteligência por causa de seu estranhamento estético, por causa de ser um filme autoral. Ele faz pensar, muito diferente dos nossos políticos e dos sindicalistas da educação.
Há um bom tempo, não passava essa película de Luís Fernando.
Com essa obra, desejo que eles percebam conceitos
importantíssimo para a vida, por exemplo, ordem, prazer, obediência, paixão, lei, desobediência, família, sexo.
No filme, bem diferente do dicionário, a palavra é relação entre indivíduos; é vida na verossimilhança cinematográfica.
No filme, a palavra é exemplo em ação. Em 1990, eu já lecionava com bons filmes. Hoje, após 22 anos, não consigo imaginar aulas de literatura, de história, de filosofia, por exemplo, sem a presença mágica da 7ª Arte.
Mas nada de novo na educação acriana, somente o óbvio se mantém. O trivial.
Deveria haver ótimas salas de cinema em nossas escolas públicas com ótimos acervos de filmes nacionais e internacionais.
Mas cultura nunca foi o forte da Frente Popular. No ano passado, por exemplo, não houve a bienal do livro e muito menos a vinda de grupos teatrais de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minhas Gerais. Para que serve mesmo a Usina de Arte João Donato no governo do Tião?
Estrada e pontes nos darão identidade cultural, não é mesmo, governador? Quando um babaca de São Paulo afirmar na rede social que o Acre não existe, que aqui só mora gente inferior, diremos a ele como defesa que aqui tem ponte, viaduto e sinal de trânsito cronometrado como as cidades grandes, por isso somos desenvolvidos, não é mesmo, prefeitos?
(KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK)
Lugar de identidade regional chama-se filmoteca, localizada na igual charmosa Biblioteca do Estado.
Raro neste país aluno de escola pública ter acesso a um espaço tão elegante e simples para a formação de jovens. O ambiente também nos educa.
Só lamento haver um só ambiente desse para nossos alunos. Filmotecas deveriam ser edificadas nas escolas.
De forma muito educada, muitos jovens assistiram a uma obra-prima do século 21 segundo Bernardo Bertolucci, um dos maiores cineastas do mundo.
Complexo, chato para alguns estudantes, "Lavoura Arcaica", de Luís Fernando Carvalho, provoca a inteligência por causa de seu estranhamento estético, por causa de ser um filme autoral. Ele faz pensar, muito diferente dos nossos políticos e dos sindicalistas da educação.
Sábado, ontem, 24 de março, às 7h45min, saí de casa para eu me encontrar com mais de 120 alunos.
Muitos não estão nas fotos porque eu não esperei todos saírem da charmosa filmoteca.
Muitos não estão nas fotos porque eu não esperei todos saírem da charmosa filmoteca.
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Na saída, uma parte dos 120 alunos. Destaco a educação deles |
Há um bom tempo, não passava essa película de Luís Fernando.
Com essa obra, desejo que eles percebam conceitos
importantíssimo para a vida, por exemplo, ordem, prazer, obediência, paixão, lei, desobediência, família, sexo.
No filme, bem diferente do dicionário, a palavra é relação entre indivíduos; é vida na verossimilhança cinematográfica.
No filme, a palavra é exemplo em ação. Em 1990, eu já lecionava com bons filmes. Hoje, após 22 anos, não consigo imaginar aulas de literatura, de história, de filosofia, por exemplo, sem a presença mágica da 7ª Arte.
No Rio de Janeiro, em locais com sala de cinema, há também livrarias.
Compra-se o livro e páginas são vistas em forma de filme.
Compra-se o livro e páginas são vistas em forma de filme.
Depois, professores de literatura e de filosofia, por exemplo, debatem com os cinéfilos sobre o que foi visto.
Em abril, na escola, o mesmo filme será analisado por mim.
Algumas cenas serão congeladas para o aluno perceber as palavras que compõem as imagens.
Em abril, na escola, o mesmo filme será analisado por mim.
Algumas cenas serão congeladas para o aluno perceber as palavras que compõem as imagens.
2 comentários:
Professor, ex-alunos podem ir assistir aos filmes na biblioteca?
Professor, ex-alunos podem assistir esses filmes também na biblioteca?
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