quinta-feira, setembro 21, 2006

Abacaxi com Picanha



Paixão, do jornal Gazeta do Povo (PR)

TV TV TV TV TV TV TV TV TV

Hoje, à tarde, uma repórter de uma TV local vacilou. Em seu texto, ela disse "granditude".
Fui ao dicionário do Houaiss e NÃO encontrei a palavra. Repórter de TV erra e não é pouco.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Um JesuS que TiroU o Fiel da EscolA

Ontem, depois do trabalho, fui a um pequeno mercado para comprar pão de forma. Antes, um jovem, moreno, pediu, com educação, a minha atenção.
- Por favor, posso falar com o senhor?
Parei e dei a ele a minha insignificante atenção.
- Só Jesus nos salva, por isso convido a sua pessoa para comparecer à nossa igreja e fazer parte da sessão do descarrego e tocar no manto sagrado. Só Jesus salva. Se o senhor estiver doente, triste, com depressão, o Senhor Jesus vai salvar.
Sem querer incomodar a crença do jovem, disse a ele que compareceria no domingo.
- Venha, o senhor irá gostar.
Peguei meus pés e fui comprar meu pão de forma, mas fiquei pensando na fé do rapaz. Na volta, perguntei seu nome e idade. Tinha 17 anos. E seus estudos?
- Senhor, eu não terminei meus estudos. Para falar a verdade, deixei tudo em nome de Jesus, meu Salvador.
- Olha, eu iria vir aqui no domingo, mas, depois que você me disse que largou seus estudos, não virei mais, porque não compactuo com um Jesus, o seu, que deseja sua ignorância.
Virei as costas e fui embora.

terça-feira, setembro 19, 2006

Prefeitura de Rio Branco

"Juntos, a gente faz mais"
Aqueles que administram a coisa pública deveriam ter atenção dobrada, porque esse poder, em um país com pouca escolaridade, pode dar um péssimo exemplo quando o assunto é LÍNGUA Portuguesa.
O slogan "Juntos, agente faz mais" revela uma prefeitura que faz, mas, quando a questão é concordância, não faz o correto.
Seria correto se fosse "juntos, nós fazemos mais". Entretanto, como existe "a gente", o correto é "junto, a gente faz mais".
A gente não faz "juntos". A gente faz "junto". A gente faz "unido", e não "unidos". Nós não fazemos "unido". Nós fazemos "unidos".
Não tenho dúvida de que a prefeitura do PT faz uma política pública correta, mas, quando o assunto é gramática...

sábado, setembro 16, 2006

Admirável Mundo Novo 2



Na escola Heloísa Mourão, leciono Literatura, Leitura, Gramática e Redação, havendo duas aulas para cada disciplina durante a semana.
Para a aula de Leitura, escolhi o livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, a fim de apresentar aos alunos o realismo-naturalismo atual.
Infelizmente, a Literatura, na escola, ainda, fixa-se no naturalismo do século 19.
Com o livro de Huxley, depois passarei os filmes Matrix (1) e Código 46, porque defendo a idéia de usar filme como extensão de uma leitura desde a época em que eu lecionava no Rio de Janeiro, no Souza Marques, isso em 1990.
Com esse livro e com esses filmes, o realismo e o naturalismo se atualizam, apresentam-se de forma muita mais acabada e perversa.

Admirável Mundo Novo 1


Americana é primeira a receber braço "biônico"

Jason Read/Reuters

Claudia Mitchell e seu braçoPrótese se mexe com precisão, guiada pela mente

Folha de São Paulo

Pesquisadores dos EUA desenvolveram aquilo que eles anunciam como os primeiros membros "biônicos", controlados pela mente. As próteses foram instaladas em dois pacientes e apresentadas nesta semana pelo Instituto de Reabilitação de Chicago.Uma das pacientes é a ex-marine Claudia Mitchell, 26.
Ela perdeu os braços em um acidente de moto em 2004. O primeiro amputado a se beneficiar dos braços biônicos foi Jesse Sullivan de 59 anos, que recebeu a prótese quatro anos atrás.Ele pensa, "feche as mãos" e sinais elétricos são enviados através de nervos cirurgicamente reorientados.
A tecnologia que produziu os braços biônicos tem sido desenvolvida há mais de cinco anos, com financiamento do Darpa (sigla em inglês para Projetos de Pesquisa Associados à Defesa), do Pentágono.
Ela se baseia em grande parte nas descobertas seminais do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke (EUA). Ele foi o primeiro a fazer uma macaca mover um braço mecânico usando somente a força do pensamento.
No caso de Mitchell, por exemplo, os nervos que controlavam seu braço amputado foram retirados do ombro e conectados a nervos na musculatura peitoral. Após alguns meses, eles cresceram no tecido muscular.
Depois, eletrodos conectados a uma placa no ombro foram usados para detectar impulsos emitidos dos nervos para o músculo e daí ao braço.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Matar & Matar

Atirador canadense se definia como 'Anjo da morte'

Publicada em 14/09/2006 às 15h48m

MONTREAL - O atirador que abriu fogo em uma escola secundária de Montreal, matando uma mulher e ferindo outras 19 pessoas na quarta-feira, referia-se a si mesmo como o "anjo da morte'', segundo o diário que mantinha na internet.

A polícia confirmou nesta quinta-feira que o atirador, que morreu no local do incidente de quarta-feira depois de um tiroteio com a polícia, chamava-se Kimveer Gill, tinha 25 anos e morava em um subúrbio da cidade canadense.

Em website dedicado à cultura gótica, Gill disse que seu lema era “Viva rápido, morra jovem e deixe um corpo mutilado”.

Ele usava o apelido “Trench”' e também escreveu no site que adorava armas e odiava as pessoas.

Testemunhas do incidente, que aconteceu no centro de Montreal, disseram que o atirador usava um casaco preto comprido e botas, e tinha o cabelo cortado no estilo moicano.

Autoridades da área de saúde de Montreal disseram que, dos 19 feridos, seis estavam em estado grave e dois corriam perigo.

O ataque aconteceu no Dawson College, uma faculdade de língua inglesa com cerca de 10 mil estudantes entre 16 e 19 anos, no coração de Montreal, a segunda maior cidade do Canadá.

Em seu blog, escrito em inglês, Gill publicou várias fotos que o mostravam com armas e uma faca, e com o cabelo no estilo moicano. Uma das fotos mostra o homem, que era alto e magro, com um casaco preto comprido e segurando um fuzil automático e com a legenda: “Pronto para a ação”. “A raiva e o ódio fervem dentro de mim”, diz outra legenda de foto.

Uma outra imagem mostra-o com uma arma automática preta descrita por ele como uma carabina semi-automática CX4 Storm. Em outra, ele diz: "Acho que tenho uma obsessão por armas.''

A estudante não resistiu a ferimentos e morreu no hospital. As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região com ferimentos na cabeça, no abdômen, no peito, nas pernas e braços. (Pânico na Dawson College) .

“Eu pude vê-lo disparar várias vezes. Corri para uma sala de aula. Era como em um filme”, disse o aluno Michael Boyer à TV CBC. “Ele tinha menos de seis pés de altura (1,80m), mas não pude ver seu rosto, estava completamente coberto”.

Robert Soroka, que dá aulas na faculdade, disse que estava no quarto andar quando ouviu os disparos. Correu imediatamente pelo corredor e disse aos outros professores que mantivessem os alunos nas salas e fechassem as portas.

“Esta poderia ser uma situação péssima, se acontecesse cinco minutos depois, quando os alunos estariam saindo das salas durante o intervalo” afirmou.

Segundo Soroka, o incidente começou às 12h45m (13h45m em Brasília) e os tiros continuaram por meia hora. Ele disse ter ouvido pelo menos 20 disparos.

Atirador disparou sem aviso
Segundo testemunhas, o atirador estava todo vestido de preto, tinha um rosto “gélido” e abriu fogo sem avisar. Ele teria começado o ataque fora da escola, entrado pela porta da frente e continuado a atirar lá dentro.

“Ele não disse nada. Tinha o rosto gélido como pedra, não havia nada em seu rosto, ele não gritou nenhum slogan nem nada. Ele só começou a disparar. Era um assassino a sangue frio”, disse o estudante Soher Marous.

Uma jovem disse, chocada, que havia saído para fumar com amigos quando o ataque começou.

“Tinha um cara andando com um sobretudo preto e botas pretas enormes, com esse corte de cabelo maluco e uma enorme arma. Ele estava descendo [a rua] em plena luz do sol com a arma, ninguém disse nada a ele, e aí começou a atirar”, contou ela à emissora CBC.

“Ele atirou nas pessoas bem ao nosso lado. Todo mundo estava correndo, nós nos escondemos nos arbustos, havia destroços voando das balas que caíam ao nosso lado. Vimos todo tipo de gente sendo baleada do lado de dentro”, contou.

A moça disse que o atirador era branco, cerca de 20 anos, e parecia um “esterótipo, com o longo casaco preto e cheio de tachas, piercings, coisas assim”.

O aluno Soher Marous estava saindo quando o homem entrou.

“Eu estava na porta da frente e vi esse cara com sobretudo e botas do Exército, e ele tinha um fuzil de duas coronhas. Eu o vi abrir fogo - paf, paf, paf - e aí todo mundo começou a correr”, relatou ele à CBC.

“Corremos para a porta da frente e ele veio atrás de nós. Ele estava alguns metros atrás”, disse Marous, que contou ainda ter tentado alertar outros alunos ao fugir.

Outro aluno, Michael Boyer, disse que estava no corredor esperando uma aula quando viu o pânico.

Marous afirmou que ficou sem ação ao ver o incidente e que só se salvou porque um amigo insistiu que ele corresse.

“Na verdade, é difícil, naquela situação, reagir como se deve. Eu fiquei hesitando, nunca tinha ouvido um tiroteio antes, não sei o que é isso.”

SignO

Bem antes de Mikhail Bakhtin (1895-1975), Nietzsche, que lecionou filologia, revelou o poder NO signo lingüístico.

Como exemplo, ele citou o significante “bom” com seu duplo sentido. Para as classes sociais incultas, sem poder, usava-se “bom” na Alemanha para dizer que alguém era “dócil”. Para os que detinham poder, “bom” era todo aquele que fosse “guerreiro”.

Genealogia da moral”, eis a obra desse que influenciou o futuro.

Mais tarde, no século 20, Volochinov ou Mikhail Bakhtin publica “Marxismo e filosofia da linguagem” em 1929. No capítulo 1, página 32, lê-se que “o signo lingüístico pode distorcer a realidade”.

O signo “bom”, acima, distorce. Com esse exemplo de Nietzsche, Bakhtin completa anos mais tarde: “O signo se torna a arena onde se desenvolve a luta de classe.”

LITERATURA

Em sala, a Literatura caducou. Períodos de época reduzem o literário ao funcional há anos. Na faculdade de Letras, alguma professora-doutora reproduz o historicismo, condenado há anos por professores de História.

Ainda fala-se de características do Barroco. Em sala, o professor de Literatura precisa pensar os signos segundo Nietzsche, segundo Bakhtin. Qual o sentido e a função do conceito sensível, por exemplo?

A pergunta existe, porque sensível pertence ao Barroco. E em que fonte doce irei beber esse conceito? Não outro, ele: Merleau-Ponty.

O professor, mesmo no ensino médio, deve ler e reler esse autor para compreender o conceito sensível, termo tão importante no mundo atual.

Em outras palavras, sensível não é uma característica do Barroco, mas um signo que, se não for estudado, “pode distorcer a realidade”.

quarta-feira, setembro 13, 2006

CruzCruzCruz&SouzaCruzSousa

Na escola Heloísa Mourão Marques, novas turmas: A e B, ensino médio. No primeiro dia, reparei que há muitos alunos atentos. O pessoa participa.
Em Literatura, saí há anos dos estilos de época. Apresentei uma poesia de Cruz e Sousa, Grande Amor, para, primeiro, buscar o significado das palavras no dicionário e, depois, buscar o sentido delas no texto.
O signo, por meio de textos, deve ser repensado, porque, segundo Bakthin, o signo, mais do que significado, tem função.
Quais são as características desse estilo de época? Não respondo, pois rejeito a pergunta. Nego a instrumentalização da Literatura em sala de aula.
Grande Amor
Grande amor, grande amor, grande mistério
Que as nossas almas trêmulas enlaça...
Céu que nos beija, céu que nos abraça
Num abismo de luz profundo e céreo.


Eterno espasmo de um desejo etéreo
E bálsamo dos bálsamos da graça,
Chama secreta que nas almas passa
E deixa nelas um clarão sidéreo.


Cântico de anjos e de arcanjos vagos
Junto às águas sonâmbulas de lagos,
Sob as claras estrelas desprendido...


Selo perpétuo, puro e peregrino
Que prende as almas num igual destino,
Num beijo fecundado num gemido.


Como estou trabalhando essa poesia em sala de aula, escreverei na próxima atualização.

Divisão entre as Partes

Há professor de cursinho de pré-vestibular que, em sala de aula, afirma "número de linhas não importa". Se lesse Redação e Textualidade, por exemplo, não diria isso.
Número, sim, são importantes. Não se escreve uma introdução com duas linhas, porque, além da idéia, é preciso haver elaboração dessa idéia. Ora, não se elabora uma introdução, apenas, com duas linhas.
Se a dissertação tem 30 linhas, repare na divisão:
Introdução - 5 ou 7 linhas;
Desenvolvimento 1 - 10 ou 8 linhas;
Desenvolvimento 2 - 10 ou 8 linhas; e
Conclusão ou solução - 5 ou 7 linhas.

Somadas, teremos 30 linhas. O professor precisa ler mais.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Outra introdução de aluno

O título,
Que País e esse

Hoje no Brasil vivemos a mais vergonhosa corrupção no plenário brasileiro, o mensalão. Que se resume em tirar dinheiro de um povo humilde onde luta todos os dias para ter uma vida digna, tendo educação e saúde.

  1. Incrível como alunos do ensino médio não sabem usar a vírgula;
  2. "No Brasil vivemos (...) no plenário brasileiro." Não pode ser plenário marciano;
  3. "Que se resume." Quem disse que na introdução deve haver resumo?;
  4. "Onde." Não há, antes de "onde", um lugar para se haver "onde". Uso errado do "onde";
  5. E o título?

sábado, setembro 02, 2006

CopEVeCoPevEcOpEvECOpeVE

Após anos, muitos anos, a Copeve deveria levar em consideração o que Maria da Graça Costa Val escreve em Redação e Textualidade, editora Martins Fontes.
Uma redação não pode se reduzida à gramática e às suas organizações interna e externa. Antes do como se escreve, o autor precisa saber o que escreve. A Copeve deve considerar a análise da informatividade.
"A informatividade é entendida pelos estudiosos como a capacidade do texto de acrescentar ao conhecimento do recebedor informações novas e inesperadas."
Longe disso, os textos de nossos alunos ecoam a voz do senso comum. Não são mais previsíveis, porque 1 + 1 = 2. Para dissertar, a Copeve poderia exigir leitura de ótimos textos em revistas e em jornais.
Essas revistas e esses jornais poderiam ser selecionados, e o aluno, para elaborar um conteúdo, deveria, antes, ler, ler, ler, ler, ler, ler.
Por exemplo, no jornal Folha de São Paulo, aos domingos, publica-se o caderno Mais! e, por causa de sua importância, o aluno deveria lê-lo para que depois um tema fosse escolhido pela Copeve.
Leitura antes de escrever. Antes da gramática ou da organização, o conteúdo. Há entre nós, muitas frases feitas, muitas afirmações sobre o óbvio.
Sobre a violência em São Paulo, um aluno escreveu isto em sua introdução.
A metrópole dos criminosos
O Brasil inteiro está com os olhos voltados para a metrópole São Paulo, onde a população está literalmente nas mãos dos criminosos. A cidade tranformou-se num caos total, onde pessoas são feitas vítimas a todo momento e ônibus são queimados; uma cidade onde até os presos mandam, ou seja: submissão.
  1. Peca-se quando generaliza. O Brasil inteiro não está com os olhos voltados para São Paulo. Em maio deste ano, as emissoras de TV transmitiram a falta de segurança por que passou São Paulo;
  2. A população não está literalmente nas mãos dos criminosos, porque 40 milhões de habitantes não cabem nas mãos dos criminosos. Quando se escreve literalmente, significa valor denotativo e não conotativo. Literal, letra, isto é, exato, ao pé da letra;
  3. A cidade não se transformou em um caos total. O aluno precisa especificar e, para tanto, deve ler o que se escreve em ótimas revistas e em ótimos jornais.






sexta-feira, agosto 25, 2006

Uma Introdução

Uma aluna apresentou-me uma dissertação e pediu aos meus limites para tecer algumas observações.
Introdução
O caso da Suzane, está gerando uma série de discursões deixando algumas pessoas na dúvida, Suzane: culpada ou inocente.
Para uma introdução dissertativa, destinada ao vestibular, peço aos alunos que escrevam entre 5 e 7 linhas, havendo no mínimo um ponto contínuo e no máximo quatro pontos.
Além do uso errado das vírgulas, a autora não especifica essas "discussões". Antes que especificasse, deveria, entretanto, limitá-las, por exemplo, em duas "discussões", porque, para cada "discussão", um desenvolvimento.
Por que escrever "uma série" se a autora só terá pela frente dois desenvolvimentos?

terça-feira, agosto 22, 2006

Caixa-preta

Em uma entrevista à TV Aldeia, a professora Maria Correia, secretária de Educação do Estado do Acre, afirmou que a sala de aula é uma "caixa-preta". Após oito anos, a Secretaria de Educação não abriu essa caixa.
Como abri-la? Existe um problema seríssimo nas escolas públicas acreanas, qual seja, administração. A organização interna das unidades de ensino, a estrutura, a forma como a escola pública funciona, impede que a "caixa-preta" se abra para que possamos observar seu interior.
Se não houver uma outra estrutura, não sairemos do blablablá. Certa vez, em uma reunião, uma professora disse que basta procurar a palavra estrutura no dicionário para sabermos o significado de estrutura. Inocência.
Bem, em O Poder Simbólico, Bourdieu pensa em estrutura como um significante que altera as relações humanas. Assim sendo, como essa estrutura se apresenta na escola pública hoje?
Na próxima atualização, escreverei.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Liberdade na Escola Pública Acreana

Estou para publicar um texto no jornal A TRIBUNA sobre a liberdade dos professores na escola pública, e tudo contado por alunos da rede pública de ensino.

Uma dessas histórias. Certa vez, uma professora, disciplina História, pediu que os alunos pintassem os desenhos de índios em sala de aula. Jardim de infância? Os alunos eram do ensino médio.

Outra. Durante todo ano letivo, a professora só falou que o homem veio do macaco.

Estou registrando mais. Em breve, publicarei no jornal.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Abuso & Abuso

Maior de idade e abusado. Pelas costas, o aluno fala baixo: "Professor que usa diadema não é homem". Além disso, não assiste às aulas. Permanece pelos corredores, incomodando minhas aulas.
Há certos alunos que escarram na educação, nos limites, no respeito. Afrontam para impor na escola um comportamento de rua.
Mostrei a esse aluno que também sei afrontar, ou seja, ele não ficará pelos corredores da escola, matando aula. Serei seu "inspetor vip", porque as inspetoras não conseguem se impor diante de alunos abusados.
Outro aluno manda eu tomar naquele lugar. Outro aluno diz a uma professora que ela não manda em sala. Outro, dá cotoco a uma inspetora. Outro manda a mãe "tomar no rabo" diante da direção.
Eu imponho limites.

terça-feira, agosto 15, 2006

A campanha política

Hoje, inicia-se a propaganda política na TV. Meu voto, já definido, cairá na urna com o nome de Binho e com os nomes da Frente Popular. É voto sem interesse particular, por exemplo, um DAS.
Por isso, não havendo segundas intenções, não sou obrigado a dizer que Binho é lindo, gostoso e atraente. O candidato do PT, eu sei, é imperfeito, por isso espero que ele não conjugue o passado do atual governo no pretérito perfeito.
Que saiba ser crítico de si mesmo, que não apresente o óbvio e que aponte caminhos revoluciuonários para a educação pública. Evite os clichês, palavrinhas feitas, porque o PT não pode se acomodar em seu narcisismo, em seus gabinetes.
Binho precisa falar sobre a administração da escola pública. MAIS: sobre a qualidade de ensino. Ele deve apresentar um idéia sobre como as escolas públicas são administradas e como deverão ser. Trata-se de um ponto central.
Outra questão, o tempo integral dos estudantes nas escolas.
Depois, escreverei mais.

sexta-feira, julho 21, 2006

A gEneralizÇão

Após dois encontros, apresentei os problemas mais comuns nas introduções dos vestibulando do Ideal. Entre 12 textos, destaquei este problema: a generalização.
Maria Teresa Serafini, em seu livro Como escrever textos, na página 62, escreve que "um dos problemas mais comuns nos textos estudantis é o excesso de generalização".
Em outro parágrafo, a autora afirma que "um princípio básico para evitar muita generalização consiste em mostrar em vez de declarar". Bem, sobre isso, o padre Antônio Vieira escreveu no século 17, no Sermão da Sexagésima.

Romeu & Julieta


Não adianta inventar "caricatura de teatro" na escola para a leitura ser prazerosa, porque, antes, os alunos precisam ler em sala de aula.
E ler é muito chato, exige concentração, disciplina. Após três meses, concluí a leitura de Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1564-1616).
Ler como faço em minha casa - ir ao dicionário, compreender, interpretar. Ler exige disciplina, por exemplo, a disciplina do silêncio... nem sempre encontrada em uma escola.
A aula de leitura não pode se reduzir à literatura brasileira, por isso a tragédia inglesa. Passei a temática amorosa do século 16 para mostrar uma obra literária que serviu de base ao romantismo do século 18, realimentando, assim, as aulas de Literatura sobre Romantismo.
O quanto se torna árdua a leitura em sala, desconforto. Tudo na escola desestimula a ler. Hoje, havia oito sobreviventes. Eu leio em sala desde quando as aulas iniciaram-se.
Além disso, marquei aspectos gramaticais no texto, como colocação pronominal e uso da vírgula. A gramática ocorre na leitura, em uma obra universal.
Na próxima semana, apresentarei uma leitura sobre a tragédia e sobre o amor de Romeu e de Julieta. Depois, haverá um teste objetivo.
Feito isso, os alunos assistirão ao filme no Teatro Hélio Melo, na seguna semana de agosto. O texto cinematográfico, claro, do diretor Franco Zefireli.
Depois, em agosto, a prova dissertativa.