quarta-feira, novembro 14, 2007

Prévia dos professores (1)

Hoje, pela manhã, houve uma prévia eleitoral com os professores da escola Heloísa Mourão Marques, turno da manhã.

Votaram 36 professores.

Branco: 5

Professor Jorge Braun: 2 (não é candidato)

Professora Lúcia: 2

Professor Aires: 8

Professor Gleidson: 4

Professora Osmarina: 15

Blog aberto à gestora Lúcia

Estão me fazendo de palhaço,
mas não sou palhaço


1. Professora-gestora Lúcia, na última eleição da escola Heloísa Mourão Marques, a senhora recebeu 98 votos de professores e de funcionários e 435 votos de pais e de alunos, totalizando 61.02%. O segundo candidato obteve 25.03%. Sua vitória, portanto, esmagadora.

2. A senhora teve absoluto apoio para transformar a escola. Idéias, e muitas, e tantas, e várias, foram ofertadas à sua gestão. Registrei neste diário virtual que a senhora reunia os professores para aprovar procedimentos escolares; entretanto, no dia seguinte, a escola permanecia inalterada.

3. Poderia reescrever o que aprovamos em reuniões, mas penso que seja desnecessário, basta ir aos arquivos deste blog.

ENFERMA

4. Só desejo me reportar ao último fato, eu disse isto: fato. Pelo período de um mês e duas semanas, a senhora se ausentou. Informaram a mim que se encontrava em casa por estar enferma.

5. Aos professores, a senhora não deu nenhuma satisfação. Procurei me informar. No Conselho Escolar, nenhum documento, a senhora apresentou para justificar seu afastamento. Na administração, idem.

6. Enquanto professores e funcionários se dedicam à escola, a senhora encontrava-se "enferma" em um salão de beleza, cuidando das mãos, dos cabelos, da sua aparência. Digo isso porque pessoas a viram e me disseram. Pessoas que, quando se afastam da escola, apresentam documento à coordenação.

7. Hoje, após sua longa ausência e indiferença, a senhora ressurge para reunir os alunos do segundo ano, os meus alunos. Permiti que a minha aula fosse interrompida para a senhora se pronunciar. Antes de sair, disse aos jovens que não agredissem, que só ouvissem o que a gestora tinha a dizer e quem quisesse protestar usasse nariz de palhaço.

8. Senhora Lúcia, criticar é uma arte nobre para quem sabe e a crítica ética, sabemos, fortalece a democracia, mas injúria, difamação, isto é, espalhar mentira como se fosse verdade, bem, uma pessoa pode ser processada por isso. Reli o que escrevi neste blog e não ataco a sua pessoa, mas critico, com idéias, a gestora, a funcionária pública, a servidora do estado do Acre.

9. Pois bem, cedo minha aula a suas falas e sou avisado de que a senhora, diante de meus alunos, afirma que eu os chamo de burro, de idiotas. Retornei ao auditório, interrompi sua reunião para perguntar aos alunos se os chamo de burro, e a senhora ouviu um NÃO bem alto -e a sua enfermidade não é auditiva.

10. Depois disso, não permitirei que a senhora ocupe meu espaço para falar, porque suas falas não importam mais que as minhas. Minhas falas, gestora, não fogem a compromissos; minhas falas, sedentas de sonho e famintas de paixão, desejam transformar o mundo, e ele começa na sala de aula, na minha.

11. São quase 20 anos lecionando e jamais considerei a sala um fardo, por isso só me ausento sob estas três condições: suicídio, homicídio e enfermidade grave e comprovada. Fora isso, sou tarado por aula. E são quase 20 anos lecionando.

12. Há anos, meus alunos respondem a um questionário sobre minha conduta em sala e sobre minha relação com eles. Afirmo-lhe que os resultados são os melhores. Sem se identificarem, muitos pedem para eu lecionar no terceiro ano. Mesmo assim, preciso lecionar melhor.

13. A escola não é o professor, mas a relação entre eles para edificar um processo de ensino-aprendizagem. Lembra quando argumentei sobre a importância dos conselhos de disciplina e dos conselhos de turma?

14. Este blog é um meio que encontrei para dar visibilidade a gestores que não cumprem com seus deveres segundo as leis da educação. Sou favorável também à minha exposição, porque devo satisfação à sociedade acreana.

Blog aberto a Josenir Calixto

Reponsável pelo ensino médio da rede estadual de ensino, o professor Josenir Calixto, jovem do PC do B, tem a oportunidade de transformar, dentro do possível, a escola pública. A esquerda sempre deve buscar o melhor, sempre.

Por isso, Josenir, escrevo-lhe para encontrar outros caminhos referentes, por exemplo, ao gestor escolar. Eu não entendo o porquê de o gestor não ser avaliado pela escola segundo critérios da Secretaria de Educação.

Há gestores que durante dois anos não contribuíram para qualificar o ensino público; gestores que não comparecem à escola pelo prazo de um mês e duas semanas, mas, mesmo assim, esses pseudo-administradores, submetidos a um exame da Secretaria de Educação e aprovados, estão habilitados novamente para ser candidatos a gestores de escola pública.

Josenir, o exame institucional deve surgir, primeiro, na escola, submetendo o gestor a uma avaliação dos professores, dos alunos, dos funcionários administrativos e dos funcionários de apoio.

Eu queria entender o porquê de isso não ocorrer.

terça-feira, novembro 13, 2007

Seu garçom, por favor!













O deputado Moisés Diniz, do PC do B, é flagrado quando pedia a número 1 na Assembléia Legislativa.

O fotógrafo foi malicioso.


Açeçôr de Inpremçá (2)


"Quanto às críticas, ainda dos oposicionistas, de que a entrega dos kits de combate à doença estaria a privilegiar determinadas famílias, o líder do governo responde: está acontecendo todo um levantamento técnico para atender à todos os moradores das comunidades contempladas."

1. Erro primarial. O verbo "atender", segundo Celso Pedro Luft, em Dicionário Prático de Regência Verbal, admite "atender a" (Transitivo Indireto) e "atendê-lo" (Transitivo Direto);

2. por exemplo, "atender a uma explicação" ou "atender uma explicação. No entanto, ele diz que, "se o complemento for um pronome pessoal referente a PESSOA, só se empregam as formas objetivas diretas. O diretor atendeu os interessados, ou aos interessados, mas apenas: O diretor atendeu-os (...)";


3. entretanto, para incomodar, o professor Celso, por exemplo, cita "... a bênção de lhes atenderdes"; e

4. sendo moradores, poderia ser "atendeu aos moradores" ou "atendeu os moradores", mas o fenômeno da crase inexiste antes de "todos", porque não cabe o artigo "a" antes dele, havendo, portanto, só o "a" da preposição do verbo "atender". Sem essa união (crase) entre vogal e preposição, não há o fenômeno da crase.

Açeçêr de Inpremçá (1)




"Foi essa mobilização que levou os deputados da oposição à criticarem na sessão desta terça-feira, 13, o evento no Juruá."

1. Querido aluno, se você for amigo de político, fique tranqüilo, não precisa saber escrever, basta ser amigo de;

2. Como um assessor pode cometer um erro desse, minha nossa!!! Coloca-se um acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de verbo. Isso é o mesmo que 2 + 2= 5.

Desilusão


"Vou fechar o blog" e "Velhos companheiros, novos inúteis"

Li o blog de Altino Machado e de Gean Cabral e meus olhos se abriram para a desilusão. Mesmo discordando daquele por alguns motivos, reconheço sua importância para o jornalismo acreano. Este, em seu blog http://kabrow.blogspot.com/, revelou sua amargura.

No caso de Gean Cabral, esse acreano por quem tenho enorme apreço, fico triste quando vejo seu talento de caricaturista ser ignorado pela cultura deste estado. A inteligência de Gean é digna de um DAS à altura daqueles que não são medíocres. E há muitos no governo estadual e municipal que simulam inteligência, porém permanecem no poder por uma doença chamada adulação.

Por outro lado, eu critico Altino e Gean, porque desejam ser reconhecidos pelo poder. Pessoas como vocês só podem esperar isto: a boa solidão, a escura e segura solidão. E que ela venha com o seu sólido breu para que possa ser iluminado pelo caráter dos inquietos, dos irreverentes.

Faça, Gean, sem a esperança de receber algo em troca, por exemplo, elogios. Pior: o reconhecimento. A vida nos recompensa com a morte e com o esquecimento de outros; entretanto, ainda sim, devemos viver mais e mais, sempre.

Se chegarmos ao fundo do poço, cavemo-lo mais ainda até encontrar a fonte de água límpida.

Exemplo














Com o papel sobre a perna, blusa azul, Izanilde é uma das coordenadoras da escola Heloísa Mourão Marques.
Simples, sempre educada, essa colega de trabalho faz o que pode.

Em um momento tão ruim na escola, Izanilde tem sido muito companheira dos professores.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Provão do Fantástico

O programa Fantástico testou 270 alunos do ensino médio de todas as capitais. Os alunos responderam a cinco perguntas de cada disciplina e dissertaram em dez linhas. Não houve questão de múltipla escolha.

Dez alunos da maior escola de cada estado foram escolhidos por acaso. De cada cinco provas, uma recebeu nota zero. Só houve seis nota 10.

O resultado é péssimo para o país. No Acre, o provão ocorreu com alunos do Colégio Barão do Rio Branco.


Matemática
Acre no ranking nacional (27 capitais): 19º

Norte

1. Roraima: 3,0
2. Tocantins: 2,5
3. Rondônia: 2,4
4. Amazonas: 2,4
5. Acre: 1,6
6. Pará: 1,4
7. Amapá: 0,9
______________________

Português
Acre no ranking nacional:
14º

Norte

1. Amazonas: 6,8
2. Rondônia: 5,8
3. Acre: 5,0
4. Tocantins: 4,9
5. Roraima: 4,7
6. Amapá: 4,3
7. Pará: 3,6

______________________

Geografia

Acre no ranking nacional: 15º

Norte
1. Tocantins: 4,0
2. Pará: 3,6
2. Amapá: 3,6
3. Rondônia: 3,1
4. Amazonas: 2,6
5. Acre: 2,2
6. Roraima: 1,8
_____________________

História
Acre no ranking nacional: 18º

Norte
1. Rondônia: 3,7
2. Roraima: 3,5
3. Amazonas: 3,4
4. Amapá: 3,2
5. Tocantins: 2,5
6. Acre: 2,4
7. Pará: 1,9

_______________________

Redação
Acre no ranking nacional: 7º

Norte
1. Rondônia: 5,3
2. Amazonas: 5,2
3. Acre: 4,0
4. Tocantins: 3,2
5. Pará: 2,5
6. Amapá: 2,3
7. Roraima: 2,3
_________________________

Todas as disciplinas
Acre no ranking nacional: 15º

Norte
1. Rondônia : 4,1
2. Amazonas: 4,1
3. Tocantins: 3,4
4. Roraima: 3,1
5. Acre: 3,0
6. Pará: 2,9
7. Macapá: 2,9

sábado, novembro 10, 2007

Um apelo eleitoral

Não lanço palavras a alunos que nunca estudaram comigo, porque esses me ignoram, só ouvem falar de meu fantasma.

Falo aos que vivem comigo entre as quatro paredes da escola Heloísa Mourão Marques, sem ar-condicionado; profiro aos que, diante de mim, saboream minha virtude e aos que sentem o gosto amargo de meus defeitos.

Querido aluno, a eleição de gestor se aproxima para definir o que desejamos com a nossa escola pública. Teu voto representa uma escolha para os próximos quatro anos. O teu destino prende-se a teus estudos, pois, sem estes, aquele está condenado ao fracasso.

Não podemos mais suportar uma escola sem direção, sem proposta educacional, sem vontade de transformar a tua preciosa vida por causa de alguns que permanecem indiferentes e cínicos. Alguns.

Um gestor sensível, inteligente, franco, ético, ou seja, um pessoa que não se reduza à aparência das palavras, à dissimulação. Um gestor que trabalhe mesmo, que saiba apontar novos caminhos com todos e para todos. Um gestor que saiba exigir e que saiba ser amável com equilíbrio e com perseverança.

Aluno, aluna, por favor, vamos transformar a escola Heloísa Mourão Marques para o bem de nossos destinos, porque, como escreveu o poeta Affonso Romano de Sant'Anna,

"Uma coisa é um país,
outra um ajuntamento
".

E, para nós,

Uma coisa é uma escola,
outra um ajuntamento.

Professor e Professora, assistam!!!













Hoje, madrugada, assisti a este bom filme do diretor americano Richard LaGravenese, Escritores da Liberdade.

Com sua narrativa simples, sem nenhuma pretensão de ser um filme autoral ou filme-arte, Escritores da Liberdade reproduz uma realidade que ocorreu em uma escola dos Estados Unidos, na última década do século 20.


Essa película une-se aos filmes Ao Mestre com Carinho, Sociedade dos Poetas Mortos e O Sorriso de Mona Lisa, formando um quadrívio exemplar sobre a escola.

Professora de Literatura, Erin apresenta Homero em sala de aula, mas, conforme os conflitos tomam dimensões maiores, ela opta por um livro que se relaciona à vida social desumana e violenta dos alunos.

Para isso, eles lerão
O Diário de Anne Frank. Amável e rígida, sensível e austera, Erin mostrou o que venho afirmando há tempo, que o ensino de literatura no ensino médio é distorção, é anacrônico, com sua divisão histórica: Barroco, Arcadismo, Romantismo, Parnasianismo.

Quando ela escolhe O Diário de Anne Frank, a disciplina Literatura deixou de ser indiferente às relações socioexistenciais dos jovens. Erin tematiza, isto é, ela não generaliza o conhecimento e, assim, não o fragmenta, mas, especificando-o, vasculha conceitos, reflete. Em outras palavras, aprofunda-se sobre o conceito violência.

Mas se aprofunda não só de forma racional, sistemática, Erin promove o lúdico, promove a razão do sensível, muito bem escrita por Maurice Merleau-Ponty.

Momento Pô-Ético (1)


















Sob meus olhos, a poesia de Affonso Romano de Sant'Anna, Que país é este?, para outro conteúdo.

Uma coisa é uma escola,

outra um ajuntamento.

Uma coisa é uma escola,
outra um fingimento.

Uma coisa é uma escola,
outra o aviltamento.

Ronda Gramatical


Respeite a gramática, a norma padrão pede passagem

Seja consciente, dê preferência à crase,

à vida

Livro Didático



Nesta semana, para minha surpresa, vi esses livros didáticos na escola estadual Heloísa Mourão Marques.
Não me lembro da última reunião entre professores de Literatura e de Língua Portuguesa para eles escolherem o livro didático.

Reunião com ata e filmada.

Pois bem, como resultado, o livro de Literatura e de Língua Portuguesa que chega aos alunos de uma escola pública é muito ruim.

É preciso compreender que os conselhos de área devem estar no processo de construção do Plano Político Pedagógico.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Matéria de Josafá Batista


Foto de Selmo Melo










Faltam agulhas,
e pacientes ficam sem hemodiálise na Fundhacre

Jorge Martins do Nascimento, 52, professor. Maria Antônia Moraes Souza, 40, agricultora. Maria Martins de Oliveira, 54, dona-de-casa (foto).

Os nomes, as idades e as profissões são diferentes, mas os três têm a mesma necessidade: o serviço de hemodiálise oferecido na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre). Ontem, porém, os três ajudavam a aumentar uma fila de dezenas de pessoas. Motivo: faltaram agulhas no hospital.

Além de não terem dinheiro para pagar hemodiálises, Jorge, Maria Antônia e Maria Martins compartilham a mesma dificuldade para acessar o serviço público. Horas de caminhadas, ônibus superlotados, caronas mal-humoradas e outras humilhações são suportadas por esses e outros cidadãos que têm RG e CPF. A lembrança de horas de espera no hospital foi só um item a mais.

“Tenho que vir fazer esse tratamento três vezes por semana, quatro horas por sessão. Quando falta, sinto dores pelo corpo e vários problemas de saúde. O pior é que se a situação se normalizar muita gente vai perder a condução de volta pra casa. Muitas vezes, isso é feito como um favor de amigos mais próximos ou vizinhos”, revela Jorge Martins, que está de licença-prêmio para fazer o tratamento.

A possibilidade de publicação, nos jornais, de histórias de usuários do serviço como Jorge Martins ou Maria Antônia - que três vezes por semana caminha 22 quilômetros entre a sua casa, na zona rural, e a Fundhacre - mobilizou a diretoria do hospital. Por volta das 14 horas, o problema havia sido resolvido, e o subsecretário estadual de Saúde, Sérgio Roberto Gomes de Souza, atendeu gentilmente a reportagem.

Atraso no fornecimento

Perguntado por qual razão a Fundhacre não comprou agulhas suficientes para atender os pacientes da hemodiálise, Sérgio Roberto disse que houve um atraso para entregar parte do fornecedor do produto.

“A Fundhacre comprou agulhas em quantidade suficiente, o que houve foi uma demora no fornecimento do produto. Nós trabalhamos com um prazo máximo de entregas, numa quantidade suficiente para atender o intervalo até a próxima entrega, mas, infelizmente, nesse último caso, houve um atraso além do prazo máximo. Como resultado, faltaram agulhas”, justificou.

O subsecretário garantiu, mesmo assim, que todas as famílias serão atendidas.

“Não vamos deixar ninguém sem atendimento, é um compromisso que assumimos de atender todos os que estavam esperando”, afirmou.

As agulhas utilizadas desde ontem para suprir a deficiência fazem parte de um fornecimento especial. A estimativa do governo é que a entrega atrasada deve ser feita por volta do meio-dia desta segunda-feira.

Ronda Gramatical

"O Exército e as Polícias Federal, Civil e Militar apreenderam mais de 128 quilos de cocaína, armas, munição e a elucidação da chacina na quarta-feira, no Ramal Progresso. Três homens foram executados."

1. Da forma com está escrito, Exército e policiais apreenderam a elucidação. O correto é "e elucidaram a chacina".

Obrigado, Evandro!

Aldo, te parabenizo pelo blog. É uma delícia. Minhas filhas não vão à escola sem antes te ler. Dizem que escrevo razoavelmente, talvez por ser humilde o suficiente para acompanhar críticas como as tuas, assim como sempre consulto meu amigo professor-doutor Francisco Dandão.

Um grande abraço,
Evandro Cordeiro
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Evandro, todos, sem exceção, têm seus limites. O que me desagrada são eles se acomodarem. Há jornalista que representam a idade da pedra, os caras pensam que, para escrever, basta ser alfabetizado. São figurinhas petrificadas, congeladas. Textos previsíveis.

Se não fossem os revisores, nossos jornais seriam impublicáveis, porque os caras estacionaram mal no tempo e foram multados pela ignorância. Há exceções, poucas.

E ainda são arrogantes. Para essas pessoas, sim, também sou.

Queria um tempo a meu favor para escrever com mais calma e com um conteúdo melhor, mas a realidade se impõe, nem sempre, nem sempre.

Obigado por tuas educadas palavras.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Ao talentoso Enilson Amorim



Não considero Enilson um chargista, porque seus traços, na verdade, são caricaturais. Trata-se de um acreano talentoso quando o assunto é retrato e caricatura.

À margem dos que estão no poder, Enilson paga o preço de não receber incentivo. Não existem filhos da terra. Existem, isso sim, os interesses diferentes dos filhos da terra.

Um abraço em tua vida, Enilson!!! Crie, meu irmão, crie para muito além das dificuldades.

Com sua caricatura, deforme a imagem de nossos políticos.

Açeçôr de Inpremsá

Carvalho almoçou com o secretário de agricultura do município, Sebastião Saraiva e com o diretor da COPEL, vereador Xixico de quem recebeu uma sexta contendo os principais produtos da cooperativa.

Procura-se!

Quanto vale a indiFerenÇa?

Quanto custa tomaR conta só da próPria viDa?

Qual o preço do siLênciO?

Qual a vantagem do ciNisMo?

O preço de publicar a verdade, algumas, as pequenas, ainda sim, é alto. Ao redor de ti, uma plêiade de antipáticos à sua pessoa sustentam a leveza das aparências. Nunca é bom dizer a verdade.

A não ser que você... que você...

bem, que você não tenha negociado com Satanás - senhor da mentira, da dissimulação. Não me submeti à plástica de Ivo Pitanguy, quer dizer, não tenho duas caras e escrevo com palavras que olham no olho.

Gestora

A gestora da escola Heloísa Mourão Marques, enferma, muito doente, pediu licença para cuidar de sua combalida saúde. Eu também estive mal. No semestre passado, um leito do hospital Santa Juliana me acolheu por quase duas semanas. É humano, ficamos doentes.

Mas, como vivo em sociedade, como leciono em uma escola pública estadual, não posso me afastar sem, antes, dar satisfação por escrito. Devo satisfação.

Eu devo.

Mas a gestora Lúcia não deve satisfação a quem votou nela ou à escola pública. Perguntei ao presidente do Conselho Escolar, e ele me disse que a gestora não apresentou sequer um documento para legalizar seu afastamento. Perguntei ao setor administrativo e... a gestora não apresentou documento.

Gestor é mais bonito que professor? Não sei se é mais bonito, mas duas alunas me disseram que viram a gestora Lúcia não em posto médico, mas em um salão de beleza cuidando de sua saúde estética. Escrevo para (des)cobrir as aparências de uma escola pública e, dessa forma, expor o que insiste manter-se à sombra. Quero luz - visibilidade, franqueza.

Há um mês e duas semanas, ela, sem dar satisfação, recebe todo mês seu dinheiro como gestora de uma escola sem Plano Político Pedagógico.

Quanto vale a indiFerenÇa?

Quanto custa tomaR conta só da próPria viDa?

Qual o preço do siLênciO?

Qual a vantagem do ciNisMo?