quinta-feira, julho 20, 2006

Texto Dissertativo


Para quem deseja a Universidade Federal do Acre, sabe que o texto dissertativo pode introduzir o aluno em um novo desenvolvimento de sua vida.
Pensando nisso, sugiro que leia o padre Antônio Vieira a fim de perceber sua beleza dissertativa.
Como exemplo, destaco aqui uma introdução do Sermão da Sexagésima.
"Mas como um Pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os Pregadores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No Pregador podem-se considerar cinco circunstâncias: a Pessoa, a Ciência, a Matéria, o Estilo, a Voz. A pessoa que é, a ciência que tem, a matéria que trata, o estilo que segue, a voz com que fala. Todas estas circunstâncias temos no Evangelho. Vamo-las examinando uma por uma, e buscando esta causa."
Repare que, na introdução, o autor apresenta cinco circunstâncias e desenvolverá sobre cada uma delas em cada desenvolvimento. Ele só desenvolverá o que foi deixado na introdução.
No caso da dissertação escolar, eu digo para escrever dois desenvolvimentos, cada um entre 10 e 12 linhas.
Se fossem duas circunstâncias na introdução, desenvolveria uma no primeiro desenvolvimento; e a outra, no segundo desenvolvimento.
Algo simples; os alunos, entretanto, erram muito.

Eleição

A professora Lúcia é diretora da escola Heloísa Mourão Marques como interventora há três meses e, nesse período, alterou um pouco a imagem escolar.
Em 18 de julho, houve eleição para diretor, e ela, em pouco tempo, conseguiu um resultado muito bom nas urnas, ganhando com 61.02% dos votos.
O professor Marlon obteve 25.03%.
A professora Nádia, que foi coordenadora de ensino por dois anos, chegou a 12.15% dos votos.
A professores Lúcia obteve 98 votos entre professores e funcionários e 435 entre pais e alunos.
O professor Marlon conseguiu 11 votos entre professores e funcionários e 386 entre pais e alunos.
A professora Nádia chegou a 21 votos entre professores e funcionários e 77 votos entre pais e alunos.

sexta-feira, julho 14, 2006

Texto em uma Escola Pública

Na escola Heloísa Mourão Marques, até hoje, não se consolidou um trabalho semelhante de produção textual entre os professores da área.
Falamos várias línguas. É cada um por si.
Em reuniões - muitas, infecundas -, sempre exponho a idéia sobre a necessidade de haver aos sábados o encontro pedagógico, dividido em dois conselhos: o de Turma e o de Disciplina.
Sem esperar, os professores de Literatura e de Língua Portuguesa, do turno da manhã, têm se reunido para "formar um rosto" dessas duas disciplinas na escola.
Amanhã, às 7h30, haverá a quarta reunião.

terça-feira, julho 04, 2006

VerBo InForMar


Sobre a regência do verbo informar, admitem-se estas duas construções: 1) informei ao gerente as últimas decisões e 2) informei os gerentes das últimas decisões.

segunda-feira, julho 03, 2006

LínguA NA LiteraturA




No sábado, 1º de julho, quatro professores das disciplinas Língua Portuguesa e Literatura reuniram-se para traçar uma prática interligada na escola Heloísa Mourão Marques.
Como eu digo sempre nas reuniões, em uma escola, não há o trabalho do professor Luís Carlos ou da professora Maria Célia, mas o trabalho do corpo docente das disciplinas Língua Portuguesa e Literatura.
Na escola, professores da mesma área não se encontram, jamais dialogam sobre seus limites e sobre outras possibilidades, dependendo, sempre, da compreensão do coordenador de ensino para promover encontros entre as áreas.
Nesse sábado, então, concluímos uma parte sobre Literatura. Houve um consenso: das oito aulas por semana, duas serão dedicadas à leitura em sala de aula a partir do segundo semestre.
No primeiro ano do ensino médio, os alunos lerão Dom Casmurro, de Machado de Assim; no segundo ano, lerão Admirável mundo novo, de Aldous Huxley; e, no terceiro ano, Inocência, de Visconde de Taunay.
O primeiro romance, segundo José Guilherme Merquior, é impressionista. O segundo, expõe um realismo para muito além do século 19. O terceiro, romântico.
Concluída a leitura, um filme. Para Dom Casmurro, o filme Dom; para Admirável mundo novo, Matrix; e, para Inocência, o filme Inocência ou Titanic.
Um ponto de interseção entre os três: o feminino. Aceitamos uma temática comum durante um período na escola para, depois, buscar outra temática.

No próximo encontro, detalharemos mais sobre os três livros e apresentaremos ensaios sobre o gênero feminino.

Paulo Caruso, do Jornal do Brasil (RJ)




Ronaldo Gaúcho, R$ 160 mil por dia.

Zagalo, R$ 500 mil por palestra.

Maria da Silva da Cruz, R$ 350 por mês.




Angeli, da Folha de São Paulo


Há dois chargistas neste Brasil que me seduzem: Ique, do JB; e Angeli, da Folha de São Paulo.
Quando estive no Rio de Janeiro, no final de 2005, revendo minha família, tive o prazer de ver o Ique na estação do metrô da Carioca expondo seu trabalho.
No Acre, é proibido rir do poder.

sábado, julho 01, 2006

Até 2010!

Tributo ao Parreira

Telê perdeu em 82 e em 86. Parreira perdeu em 2006.

Lembramo-nos sempre de Telê, porque, se não houve a vitória, ele deixou a arte do futebol.

De Chico Caruso, o galo contra o burro.

Brasil e França: 13 Letras (4)




Volte, Felipão!!!

Brasil e França: 13 Letras (3)



Além ser o maior jogador de todos os tempos, Pelé agora é vidente: "Estou com uma intuição de que o Brasil irá perder para a França."

Também, com Parreira e Zagalo, o futuro é previsível, porque, nesse caso, duas cabeças não pensam melhor do que uma, qual seja: a cabeça do Felipão.

Um brinde a Portugal!!!

Brasil e França: 13 Letras (2)


Espero nunca mais ver o Parreira na seleção brasileira. "Espetáculo é vencer", disse.
No entanto, quando se perde mais uma vez contra os franceses, deveria, pelos menos, ficar na memória dos brasileiros o espetáculo.
Contra a França, nem isso. Contra a Itália em 94, nem isso. Como técnico, ele nega o futebol-arte.
O rostinho de Parreira lembra as feições de Quico. Em uma pesquisa do UOL, 79,85% dos brasieliros culpam Quico por suas besteiras.
Adeus, Parreira!!!

Brasil e França: 13 Letras (1)



Zagalo é conhecido pela mística do 13. Pois bem, Brasil e França totalizam 13 letras.
Nunca precisamos de um místico, mas de um ótimo treinador.
Em 70, Zagalo ganhou a Copa, porque Saldanha tinha armado a seleção. Ele pegou tudo pronto.
Na Copa de 74, Zagalo fica em quarto lugar.
Depois, o místico reaparece na Copa de 94 como auxiliar dele, Carlos Alberto Parreira.
Zagalo ganha com a seleção jogando mal. Por isso, fomos para os pênaltis. Baggio chutou para fora e levamos o quarto título.
Em 98, ganhamos nos penâlti contra a Holanda com o "vai que é tua, Tafarell". E assim, por meio da penalidade máxima, jogamos contra os franceses, lembra? No jogo jogado, sem os pênaltis de 94, perdemos por 3 a 0.
Hoje, contra os franceses, no jogo jogado, perdemos com a mística de um auxiliar técnico: Brasil e França: 13 letras. Futebol não é misticismo. Futebol é o que Zagalo não faz o que um Felipão faz.

sexta-feira, junho 30, 2006

LínGua LÍnguA LíngUa líNgUa línGUa



Amanhã, às 7h30min, na escola Heloísa Mourão Marques, professores da disciplina Língua Portuguesa, da manhã, reunir-se-ão para buscar uma ação semelhante em sala de aula sobre GRAMÁTICA.

Além disso, definiremos a leitura obrigatória em sala para os três anos do ensino médio.
E viva o Brasil!!!

quarta-feira, junho 28, 2006

Copa do Mundo




Goooooooooooooooooooooooooooooooooooolll!!!

É o que restou a ele em um país onde a fantasia de uma vitória no campo de futebol não altera o placar de sua vida, que sempre perde para a miséria.

Que alegria é essa que não nos melhora?

Que partida é essa que nos jogaram para escanteio?

Na prorrogação, acredite, morremos!!!

terça-feira, junho 27, 2006

No jornal

Todos os bolivianos que estão residentes e trabalhando no Brasil poderão ser tratados como clandestinos e até deportados para a Bolívia caso o governo daquele país decida expulsar os brasileiros que vivem em terras de fronteira.

Nesse texto, melhor é "todos os bolivianos que residem e trabalham".
Há um hábito recente na TRIBUNA de escrever "daquele" país. Ora, uma vez citado o país, no caso, a Bolívia, o correto é usar "caso o governo desse país".


segunda-feira, junho 26, 2006

Conselhos de Turma

Nas escolas públicas acreanas, há lei que cria o Conselho Escolar, mas não existe uma letra que rege sobre os Conselhos de Turma, o que é uma incoerência administrativa.
Na escola Heloísa Mourão Marques, estamos tentando criar os Conselhos de Turma, porque, uma vez subordinados ao Conselho Escolar, esses conselhos permitirão uma relação próxima como os alunos e, sendo assim, podem deliberar a partir de um cotidiano.
O professor José Gleidson e eu iniciamos o conteúdo que regerá os Conselhos de Turma, que publico aqui.
“Dispõe sobre a organização e as
atribuições do Conselho de Turma”


Regimento do Conselho de Turma
Escola Heloísa Mourão Marques

Capítulo I
Da Organização e das Atribuições do Conselho de Turma

Art. 1°. O Conselho de Turma é órgão representativo da turma, deliberativo, consultivo e responsável pelo processo coletivo de acompanhamento e de avaliação do ensino e da aprendizagem e organiza-se-á de forma a:

I. Possibilitar o dialogo-solução entre professores, alunos, pais de alunos, inspetores, coordenação de ensino e demais funcionários da escola;

II. Viablizar o aumento do rendimento escolar de cada aluno, para tal podendo dispor de meios apropriados, como o registro de ausências, reconhecimento da individualidade de cada discente, emisão de parecer escrito e oral sobre a nota e o comportamento do aluno – este entregue em ato cerimonial – entre outros;

III. Criar e manter uma identidade para a referida unidade de ensino, a exemplo de outras, para tal podendo reconhecer e premiar discentes que obtiverem mérito durante o ano letivo, em vestibulares ou em concursos públicos;

IV. Possibilitar normas de convivência que não se confundam com o espaço da rua;
Rever práticas pedagógicas do corpo docente.

Art. 2°. O Conselho de Turma é constituído pelo corpo docente da mesma classe e contará com a participação de dois discentes, de uma inspetora de ensino e de um coordenador de ensino e poderá contar com a presença ocasional de pais de alunos.

I. Cada docente fica obrigado a participar do conselho de sua(s) referida(s) turma(s), visto fazer parte de seus deveres como professor e funcionário público;

II. Os dois discentes serão escolhidos pelo corpo docente, mediante análise de freqüência, participação em assuntos da turma e outros critérios que os identifiquem como participantes do cotidiano de sua classe

Art. 3º. O Conselho de Turma responde ao órgão deliberativo máximo da escola, o Conselho Escolar.

Art. 4°. Um professor preside o Conselho e responde por ele pelo período de um semestre, sendo escolhido pelo próprio Conselho.

Art. 5°. O Conselho de Turma se reunirá uma vez por mês e será convocado pelo professor-presidente ou, de forma extraordinária, pelo diretor.

Parágrafo Único: A convocação deverá ser por escrito com o resumo e o tempo para cada assunto da pauta, devendo ser entregue aos membros e assinada pelos mesmos 48 horas antes.

Art. 6°. O Conselho poderá formar e delegar atribuições a comissões a fim de solucionar algum problema da turma ou do aluno.

sábado, junho 24, 2006

Acolhedora Leitura


Na vida, desprezar a vulgaridade pode ser um bom caminho.

Sozinho, acolhido pelo generoso silêncio, a boa leitura abre trilhas, revela segredos.

Leia História do Amor no Brasil, de Mary Del Priore. Texto simples, agradável.

Pelo menos, uma vez por semana, por exemplo, aos domingos, acorde cedo, tome o café e deite em uma rede.

Entregue-se a um dia fresco da manhã, deixe que a brisa das palavras roçem em teus olhos.

quarta-feira, junho 21, 2006

Escrever se aprende Escrevendo

Introdução 1, da autora Jacqueline Cabral Araújo, de 16 anos
2º ano do ensino médio, turma E.

Para uma vida saudável, é preciso se alimentar bem para que no futuro não se sofra as conseqüências. Bebidas alcólicas, fumo, comer por desejo, não praticar nenhum exercício físico são prejudiciais para a saúde. Pesquisas feitas nos EUA, descobriram que maior parte dos habitantes, inclusive as crianças, são obesas, isso acontece por não saberem alimentar-se direito.

Reconstrução 1 da introdução 1

Para uma vida saudável, é preciso se alimentar bem para que no futuro as pessoas não sofram as conseqüências. Comer por desejo ou entre as refeições são prejudicial para a saúde. Pesquisas feitas nos EUA, descobriram que maior parte dos habitantes não sabem se alimentar direito.

Reconstrução 2 da introdução 1

Para uma vida saudável, é preciso se alimentar bem para que no futuro as pessoas não sofram as conseqüências. Comer por desejo ou entre as refeições são prejudicial para a saúde. Pesquisas nos Estados Unidos da América descobriram que maior parte dos habitantes não sabem se alimentar direito.
No dia 4 de abril, sem explicar algo sobre texto dissertativo, pedi aos alunos do 2º ano do ensino médio que escrevessem sobre qualquer idéia. Nem pedi título. O texto, só o texto.
Levei os texto para casa e, mais uma vez, marquei os problemas mais comuns e priorizei os erros que não contribuem para a organização interna do texto. Para começar, só introdução.
São duas aulas de dissertação por semana. Durante um tempo, reconstruímos cinco introduções dos alunos e reconstruímos três introduções de alunos de pré-vestibular.
Depois, apresentei 14 introduções fora da ordem lógica de raciocínio a fim de que eles aprendessem a colocar na seqüência lógica segundo as marcações textuais.
Por fim, mostrei seis exemplos de introdução.
Após a produção de abril, dois meses depois, partimos para a reconstrução textual, ou seja, cada aluno interessado indo à minha mesa para refazer o que ele tinha escrito em abril.
O texto da Jacqueline, de 16 anos, acima, expõe seus erros e, graças a esses erros, melhoramos o texto para ela evitá-los em outro momento. Depois dessa introdução, partimos para o desenvolvimento 1.

Heloísa Mourão Marques

Hoje, às 8h45min, a escola Heloísa Morão Marques, por meio da diretora Lúcia e do coordenador de ensino, professor-mestre Walmir, possibilitou o segundo encontro com os professores das áreas.
O turno da manhã reuniu-se e definiu para o segundo semestre uma prática de ensino semelhante e interligado. Na pauta, produção textual. A partir dessa produção, delimitamos o conteúdo gramatical.
Outra definição, a leitura realizada pelo professor e pelo aluno em sala de aula. Nesse caso, o texto ficcional contribuirá para a produção de texto e para o conteúdo gramatical.

É início.

A reunião de hoje, registrada em ata, deixou para o dia 24 de junho, às 7h30, uma pauta.
Por que isso não foi feito antes nas escolas públicas?