segunda-feira, setembro 04, 2006

Outra introdução de aluno

O título,
Que País e esse

Hoje no Brasil vivemos a mais vergonhosa corrupção no plenário brasileiro, o mensalão. Que se resume em tirar dinheiro de um povo humilde onde luta todos os dias para ter uma vida digna, tendo educação e saúde.

  1. Incrível como alunos do ensino médio não sabem usar a vírgula;
  2. "No Brasil vivemos (...) no plenário brasileiro." Não pode ser plenário marciano;
  3. "Que se resume." Quem disse que na introdução deve haver resumo?;
  4. "Onde." Não há, antes de "onde", um lugar para se haver "onde". Uso errado do "onde";
  5. E o título?

sábado, setembro 02, 2006

CopEVeCoPevEcOpEvECOpeVE

Após anos, muitos anos, a Copeve deveria levar em consideração o que Maria da Graça Costa Val escreve em Redação e Textualidade, editora Martins Fontes.
Uma redação não pode se reduzida à gramática e às suas organizações interna e externa. Antes do como se escreve, o autor precisa saber o que escreve. A Copeve deve considerar a análise da informatividade.
"A informatividade é entendida pelos estudiosos como a capacidade do texto de acrescentar ao conhecimento do recebedor informações novas e inesperadas."
Longe disso, os textos de nossos alunos ecoam a voz do senso comum. Não são mais previsíveis, porque 1 + 1 = 2. Para dissertar, a Copeve poderia exigir leitura de ótimos textos em revistas e em jornais.
Essas revistas e esses jornais poderiam ser selecionados, e o aluno, para elaborar um conteúdo, deveria, antes, ler, ler, ler, ler, ler, ler.
Por exemplo, no jornal Folha de São Paulo, aos domingos, publica-se o caderno Mais! e, por causa de sua importância, o aluno deveria lê-lo para que depois um tema fosse escolhido pela Copeve.
Leitura antes de escrever. Antes da gramática ou da organização, o conteúdo. Há entre nós, muitas frases feitas, muitas afirmações sobre o óbvio.
Sobre a violência em São Paulo, um aluno escreveu isto em sua introdução.
A metrópole dos criminosos
O Brasil inteiro está com os olhos voltados para a metrópole São Paulo, onde a população está literalmente nas mãos dos criminosos. A cidade tranformou-se num caos total, onde pessoas são feitas vítimas a todo momento e ônibus são queimados; uma cidade onde até os presos mandam, ou seja: submissão.
  1. Peca-se quando generaliza. O Brasil inteiro não está com os olhos voltados para São Paulo. Em maio deste ano, as emissoras de TV transmitiram a falta de segurança por que passou São Paulo;
  2. A população não está literalmente nas mãos dos criminosos, porque 40 milhões de habitantes não cabem nas mãos dos criminosos. Quando se escreve literalmente, significa valor denotativo e não conotativo. Literal, letra, isto é, exato, ao pé da letra;
  3. A cidade não se transformou em um caos total. O aluno precisa especificar e, para tanto, deve ler o que se escreve em ótimas revistas e em ótimos jornais.






sexta-feira, agosto 25, 2006

Uma Introdução

Uma aluna apresentou-me uma dissertação e pediu aos meus limites para tecer algumas observações.
Introdução
O caso da Suzane, está gerando uma série de discursões deixando algumas pessoas na dúvida, Suzane: culpada ou inocente.
Para uma introdução dissertativa, destinada ao vestibular, peço aos alunos que escrevam entre 5 e 7 linhas, havendo no mínimo um ponto contínuo e no máximo quatro pontos.
Além do uso errado das vírgulas, a autora não especifica essas "discussões". Antes que especificasse, deveria, entretanto, limitá-las, por exemplo, em duas "discussões", porque, para cada "discussão", um desenvolvimento.
Por que escrever "uma série" se a autora só terá pela frente dois desenvolvimentos?

terça-feira, agosto 22, 2006

Caixa-preta

Em uma entrevista à TV Aldeia, a professora Maria Correia, secretária de Educação do Estado do Acre, afirmou que a sala de aula é uma "caixa-preta". Após oito anos, a Secretaria de Educação não abriu essa caixa.
Como abri-la? Existe um problema seríssimo nas escolas públicas acreanas, qual seja, administração. A organização interna das unidades de ensino, a estrutura, a forma como a escola pública funciona, impede que a "caixa-preta" se abra para que possamos observar seu interior.
Se não houver uma outra estrutura, não sairemos do blablablá. Certa vez, em uma reunião, uma professora disse que basta procurar a palavra estrutura no dicionário para sabermos o significado de estrutura. Inocência.
Bem, em O Poder Simbólico, Bourdieu pensa em estrutura como um significante que altera as relações humanas. Assim sendo, como essa estrutura se apresenta na escola pública hoje?
Na próxima atualização, escreverei.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Liberdade na Escola Pública Acreana

Estou para publicar um texto no jornal A TRIBUNA sobre a liberdade dos professores na escola pública, e tudo contado por alunos da rede pública de ensino.

Uma dessas histórias. Certa vez, uma professora, disciplina História, pediu que os alunos pintassem os desenhos de índios em sala de aula. Jardim de infância? Os alunos eram do ensino médio.

Outra. Durante todo ano letivo, a professora só falou que o homem veio do macaco.

Estou registrando mais. Em breve, publicarei no jornal.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Abuso & Abuso

Maior de idade e abusado. Pelas costas, o aluno fala baixo: "Professor que usa diadema não é homem". Além disso, não assiste às aulas. Permanece pelos corredores, incomodando minhas aulas.
Há certos alunos que escarram na educação, nos limites, no respeito. Afrontam para impor na escola um comportamento de rua.
Mostrei a esse aluno que também sei afrontar, ou seja, ele não ficará pelos corredores da escola, matando aula. Serei seu "inspetor vip", porque as inspetoras não conseguem se impor diante de alunos abusados.
Outro aluno manda eu tomar naquele lugar. Outro aluno diz a uma professora que ela não manda em sala. Outro, dá cotoco a uma inspetora. Outro manda a mãe "tomar no rabo" diante da direção.
Eu imponho limites.

terça-feira, agosto 15, 2006

A campanha política

Hoje, inicia-se a propaganda política na TV. Meu voto, já definido, cairá na urna com o nome de Binho e com os nomes da Frente Popular. É voto sem interesse particular, por exemplo, um DAS.
Por isso, não havendo segundas intenções, não sou obrigado a dizer que Binho é lindo, gostoso e atraente. O candidato do PT, eu sei, é imperfeito, por isso espero que ele não conjugue o passado do atual governo no pretérito perfeito.
Que saiba ser crítico de si mesmo, que não apresente o óbvio e que aponte caminhos revoluciuonários para a educação pública. Evite os clichês, palavrinhas feitas, porque o PT não pode se acomodar em seu narcisismo, em seus gabinetes.
Binho precisa falar sobre a administração da escola pública. MAIS: sobre a qualidade de ensino. Ele deve apresentar um idéia sobre como as escolas públicas são administradas e como deverão ser. Trata-se de um ponto central.
Outra questão, o tempo integral dos estudantes nas escolas.
Depois, escreverei mais.

sexta-feira, julho 21, 2006

A gEneralizÇão

Após dois encontros, apresentei os problemas mais comuns nas introduções dos vestibulando do Ideal. Entre 12 textos, destaquei este problema: a generalização.
Maria Teresa Serafini, em seu livro Como escrever textos, na página 62, escreve que "um dos problemas mais comuns nos textos estudantis é o excesso de generalização".
Em outro parágrafo, a autora afirma que "um princípio básico para evitar muita generalização consiste em mostrar em vez de declarar". Bem, sobre isso, o padre Antônio Vieira escreveu no século 17, no Sermão da Sexagésima.

Romeu & Julieta


Não adianta inventar "caricatura de teatro" na escola para a leitura ser prazerosa, porque, antes, os alunos precisam ler em sala de aula.
E ler é muito chato, exige concentração, disciplina. Após três meses, concluí a leitura de Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1564-1616).
Ler como faço em minha casa - ir ao dicionário, compreender, interpretar. Ler exige disciplina, por exemplo, a disciplina do silêncio... nem sempre encontrada em uma escola.
A aula de leitura não pode se reduzir à literatura brasileira, por isso a tragédia inglesa. Passei a temática amorosa do século 16 para mostrar uma obra literária que serviu de base ao romantismo do século 18, realimentando, assim, as aulas de Literatura sobre Romantismo.
O quanto se torna árdua a leitura em sala, desconforto. Tudo na escola desestimula a ler. Hoje, havia oito sobreviventes. Eu leio em sala desde quando as aulas iniciaram-se.
Além disso, marquei aspectos gramaticais no texto, como colocação pronominal e uso da vírgula. A gramática ocorre na leitura, em uma obra universal.
Na próxima semana, apresentarei uma leitura sobre a tragédia e sobre o amor de Romeu e de Julieta. Depois, haverá um teste objetivo.
Feito isso, os alunos assistirão ao filme no Teatro Hélio Melo, na seguna semana de agosto. O texto cinematográfico, claro, do diretor Franco Zefireli.
Depois, em agosto, a prova dissertativa.

quinta-feira, julho 20, 2006

Texto Dissertativo


Para quem deseja a Universidade Federal do Acre, sabe que o texto dissertativo pode introduzir o aluno em um novo desenvolvimento de sua vida.
Pensando nisso, sugiro que leia o padre Antônio Vieira a fim de perceber sua beleza dissertativa.
Como exemplo, destaco aqui uma introdução do Sermão da Sexagésima.
"Mas como um Pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os Pregadores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No Pregador podem-se considerar cinco circunstâncias: a Pessoa, a Ciência, a Matéria, o Estilo, a Voz. A pessoa que é, a ciência que tem, a matéria que trata, o estilo que segue, a voz com que fala. Todas estas circunstâncias temos no Evangelho. Vamo-las examinando uma por uma, e buscando esta causa."
Repare que, na introdução, o autor apresenta cinco circunstâncias e desenvolverá sobre cada uma delas em cada desenvolvimento. Ele só desenvolverá o que foi deixado na introdução.
No caso da dissertação escolar, eu digo para escrever dois desenvolvimentos, cada um entre 10 e 12 linhas.
Se fossem duas circunstâncias na introdução, desenvolveria uma no primeiro desenvolvimento; e a outra, no segundo desenvolvimento.
Algo simples; os alunos, entretanto, erram muito.

Eleição

A professora Lúcia é diretora da escola Heloísa Mourão Marques como interventora há três meses e, nesse período, alterou um pouco a imagem escolar.
Em 18 de julho, houve eleição para diretor, e ela, em pouco tempo, conseguiu um resultado muito bom nas urnas, ganhando com 61.02% dos votos.
O professor Marlon obteve 25.03%.
A professora Nádia, que foi coordenadora de ensino por dois anos, chegou a 12.15% dos votos.
A professores Lúcia obteve 98 votos entre professores e funcionários e 435 entre pais e alunos.
O professor Marlon conseguiu 11 votos entre professores e funcionários e 386 entre pais e alunos.
A professora Nádia chegou a 21 votos entre professores e funcionários e 77 votos entre pais e alunos.

sexta-feira, julho 14, 2006

Texto em uma Escola Pública

Na escola Heloísa Mourão Marques, até hoje, não se consolidou um trabalho semelhante de produção textual entre os professores da área.
Falamos várias línguas. É cada um por si.
Em reuniões - muitas, infecundas -, sempre exponho a idéia sobre a necessidade de haver aos sábados o encontro pedagógico, dividido em dois conselhos: o de Turma e o de Disciplina.
Sem esperar, os professores de Literatura e de Língua Portuguesa, do turno da manhã, têm se reunido para "formar um rosto" dessas duas disciplinas na escola.
Amanhã, às 7h30, haverá a quarta reunião.

terça-feira, julho 04, 2006

VerBo InForMar


Sobre a regência do verbo informar, admitem-se estas duas construções: 1) informei ao gerente as últimas decisões e 2) informei os gerentes das últimas decisões.

segunda-feira, julho 03, 2006

LínguA NA LiteraturA




No sábado, 1º de julho, quatro professores das disciplinas Língua Portuguesa e Literatura reuniram-se para traçar uma prática interligada na escola Heloísa Mourão Marques.
Como eu digo sempre nas reuniões, em uma escola, não há o trabalho do professor Luís Carlos ou da professora Maria Célia, mas o trabalho do corpo docente das disciplinas Língua Portuguesa e Literatura.
Na escola, professores da mesma área não se encontram, jamais dialogam sobre seus limites e sobre outras possibilidades, dependendo, sempre, da compreensão do coordenador de ensino para promover encontros entre as áreas.
Nesse sábado, então, concluímos uma parte sobre Literatura. Houve um consenso: das oito aulas por semana, duas serão dedicadas à leitura em sala de aula a partir do segundo semestre.
No primeiro ano do ensino médio, os alunos lerão Dom Casmurro, de Machado de Assim; no segundo ano, lerão Admirável mundo novo, de Aldous Huxley; e, no terceiro ano, Inocência, de Visconde de Taunay.
O primeiro romance, segundo José Guilherme Merquior, é impressionista. O segundo, expõe um realismo para muito além do século 19. O terceiro, romântico.
Concluída a leitura, um filme. Para Dom Casmurro, o filme Dom; para Admirável mundo novo, Matrix; e, para Inocência, o filme Inocência ou Titanic.
Um ponto de interseção entre os três: o feminino. Aceitamos uma temática comum durante um período na escola para, depois, buscar outra temática.

No próximo encontro, detalharemos mais sobre os três livros e apresentaremos ensaios sobre o gênero feminino.

Paulo Caruso, do Jornal do Brasil (RJ)




Ronaldo Gaúcho, R$ 160 mil por dia.

Zagalo, R$ 500 mil por palestra.

Maria da Silva da Cruz, R$ 350 por mês.




Angeli, da Folha de São Paulo


Há dois chargistas neste Brasil que me seduzem: Ique, do JB; e Angeli, da Folha de São Paulo.
Quando estive no Rio de Janeiro, no final de 2005, revendo minha família, tive o prazer de ver o Ique na estação do metrô da Carioca expondo seu trabalho.
No Acre, é proibido rir do poder.