sexta-feira, março 07, 2008

Sinjac e o gênero feminino

Nesses últimas dias, meus ouvidos permaneceram atentos às bocas das mulheres que administram o Sindicato dos(as) Jornalistas do Acre. Uma delas falou sobre a importância de haver um grupo de gênero no sindicato. Tudo muito superficial. Tudo muito lugar-comum. Clichê. Todo ano, em 8 de março, a banalização sobre o dia da mulher exposta por mulheres, por exemplo, de sindicatos, no caso, Sindicato dos Jornalistas.

O que representa uma mulher em uma redação de jornal? Não importa mulher jogar futebol se o jogo (social) é igual ao jogo do homem. A mulher pode ocupar espaços do homem, mas a forma como se joga é a mesma, ou seja, a forma é masculina. Mais uma vez: o que representa uma mulher ocupar espaço em uma redação de jornal?

Na TRIBUNA, há duas repórteres; elas, entretanto, reproduzem as formas masculinas na Redação, por exemplo, quando escrevem. Suas escritas submeteram-se à escrita masculina. O Sinjac, por meio de suas jornalistas, orbitam em torno do gênero, porque não percebem suas metáforas, suas representações aqui: na escrita.

Essa é uma questão essencial, porque a produção em uma Redação é matéria textual, escrita. Existe uma escrita feminina que as jornalistas do Sinjac ignoram. A essas virgens intelectuais, sugiro a leitura de Fronteiras contaminadas, de Rildo Cosson, editora UnB. Nessa tese de doutorado, elas poderão conhecer a escrita masculina para que percebam o quanto a reproduzem nos jornais.

Estaque ou estoque?

Onde está isso?

quinta-feira, março 06, 2008

Ouça o som de Saquarema

Dia da Mulher







Mulher espanca marido
com barra de ferro

Presa, a dona-de-casa Maria Aparecida da Costa Bezerra (25) agora irá lavar prato na cadeia, porque, na madrugada de ontem, em sua residência, na Rua Judite Paiva, bairro Cadeia Velha, policiais muito homens a colocaram em seu devido lugar. Maria gosta de bater em seu frágil marido.

A mulher-macho, provavelmente uma feminista, medidndo pouco mais de um 1.50 metro de altura, é acusada de, maneira covarde, aplicar uma surra em seu delicado marido, o segurança Antônio Miranda da Silva (23), um grandalhão com quase dois metros de altura. Constrangido, esse pobre homem teve que denunciar sua masculinizada mulher à polícia.

"Não agüento viver com essa mulher que só sabe me maltratar, o pior é que a lei Maria da Penha não me protege nessas horas", desabafou Antônio, chorando.

Maria pegou uma barra de ferro e partiu para cima do marido, acertando-o várias vezes. Em seguida, complementou a agressão com uma cadeira.

“Se fosse eu que tivesse dado uma surra nela, estaria no presídio. Ela apenas foi encaminhada ao Juizado Especial Criminal. Prefiro minha liberdade”, ele disse.
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Antes das férias, separei em uma pasta várias matérias policiais sobre mulheres que bateram ou mataram algum homem. Infelizmente, quando retornei, disseram-me que a placa-mãe de meu computador havia sido queimada. Paciência.

quarta-feira, março 05, 2008

Mony

Em meu aniversário, minha amada Mony sempre cria ótimas surpresas. Hoje, ela me ofertou este presente: sou notícia em seu jornal. Mas o presente mesmo é ela.

Que a nossa união nos dê paz até o fim da vida.




Tropa de Elite


Professoras de Literatura

Em reunião de área, professoras de Literatura desejam que o livro para ser lido em sala de aula seja de "expressão amazônica". Defende-se Empate, de Florentina Esteves.

Concordo que sua presença, por causa da lista da Ufac, manifeste-se no terceiro ano do ensino médio, mas, no primeiro e no segundo ano, rejeito a idéia, porque Empate não é obra literária, e Florentina não é escritora.

Escritor é Milton Hatoum, reconhecido três vezes pelo maior prêmio literário do país, o Jabuti. Escritor é Kafka; escritora, Clarice Lispector - nomes consagrados pelas críticas nacional e internacional.

Essas professoras deveriam ler Altas literaturas, de Leyla Perrone-Moisés, editora Companhia das Letras. O pessoal confunde literatura com paraliteratura.

terça-feira, março 04, 2008

Texto 1

Hoje, a jovens entre 13 e 15 anos, pedi que dissertassem. Escolhi este texto:



Aos 14 anos, o texto desse aluno apresenta muitos problemas. Até a oitava série, os avanços foram poucos. O que fazer? Precisamos, antes, delimitar nossa ação em sala de aula e isso implica "por parte", no caso, ela, a primeira: introdução.

Ora, por meio de minhas leituras, autores me ensinaram que o conteúdo manisfesta-se por meio de uma forma, de uma organização, de uma estrutura, neste caso, sintática. Precisamos, portanto, reorganizar; colocar esse conteúdo em uma nova ordem, e isso passa pela pontuação.

Introdução
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás, ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo, nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...

A ausência de ponto contínuo prolonga as frases, os períodos. Limitar essa extensão frasal importa muito para a organização do pensamento. Assim sendo, há três partes:

1. A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás.
TV em nossas vidas há muito tempo

2. ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo.
TV - tempo atrás - útil - informados sobre o mundo.

3. nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
TV - passar momentos vagos (novelas, desenhos, jornais)

Três pontos contínuos, porque considerei três momentos: 1) TV há muio tempo 2) a TV é útil e 3) a TV é momentos vagos.

Dessa forma, reescrevo.
Reorganização
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás. Ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo. Nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...

Para mim, em sala de aula, quando se trata de texto, é vital o aluno separar o que ele mistura em um único período. Agora, ainda pensando nas partes, observemos.

1) Reorganização
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo atrás.
A televisão faz parte da nossa vida há muito tempo.
A televisão pertence às nossas vidas há muito tempo.


2) Reorganização

Ela é muito útil e nos matem informado de tudo o que acontece no mundo.
Útil, ela nos mantém informados sobre o mundo.


3) Reorganização
Nós ajuda a passar os momentos vagos em novelas, desenhos, jornais...
Além disso, nos seduz com suas novelas, desenhos.

Introdução Reorganizada
A televisão pertence às nossas vidas há muito tempo. Útil, ela nos mantém informados sobre o mundo. Além disso, nos seduz com suas novelas, desenhos.

Evidente que cada parte será debatida em sala com os alunos. Mudar o verbo, por exemplo, depende desse verbo relacionado a outros termos na frase-oracional. Serei específico. O aluno precisa perceber que seduzir foi escrito por causa de novelas e de desenhos, muito mais apropriado do que ajuda a passar.

Poderia alterar mais. Paro aqui.

segunda-feira, março 03, 2008

No cinema

Em salas de projeção, pensei na oposição acreana para as próximas eleições. Indico os seguintes filmes para ela.

1. Senhores do crime, de David Cronenberg;
2. Conduta de risco, de Tony Gilroy;
3. O gângster, de Ridley Scoot;
4. Onde os fracos não têm vez, de Ethan Coen e Joel Coen;
5. O suspeito, de Gavn Hood; e
6. Estamos bem sem você, de Kim Rossi Stuart.

O Globo



Eles erram muito. "Reagirá a operação". Reagirá a algo ou a alguém. O verbo pede a preposição a.

Operação pode ter o artigo a.

Preposição + artigo =
à.

Isso ocorreu no Globo.
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Em 2 de fevereiro, o mesmo jornal publica R$ 171 mil reais, na capa.
Na edição anterior, estes erros (havia mais):

1. "Governo não descarta de recorrer"; e
2.
"Há pouco mais de um mês para as eleições".

Saquarema

Após dias chuvosos - e foram muitos -, o mar fica agitado. Saquarema é muito charmosa. A uma hora de Maricá, a igreja é detalhe diante de águas tão sagradas.

O correto é à uma hora (quando hora).
O correto é a uma hora de (quando distância).

Fiz o que pude

Desde que estou no Acre - e isso faz 16 anos -, essa minha última ida deixou-me muito triste. Meus pais dão sinais de fraqueza, mas a teimosia burra de meu pai me incomodou muito.

Seu médico disse que ele não pode dirigir; entretanto, mesmo assim, ele me proibiu de guiar o carro quando eu tinha que sair com a minha mãe à clínica médica.

O infarto que teve ocorreu ao volante. Com sua densa teimosia burra, ele coloca em risco a vida de todos. Saí do Rio de Janeiro sem falar com ele. Não quero mais conversa.

Poderia entrar com uma ação judicial, pedindo interdição, mas uma de minhas primas não aconselhou, poderia piorar a situação. Dar tempo ao tempo. Esperar que nada de pior ocorra por causa dele.

Lavo minhas mãos com o tempo.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Mãe

A beleza idosa de Dilma expressa-se para além de sua face. Ela desenhou no diálogo minha educação. Que bom revê-la. Um tipo de feminismo, o masculinizado, é incompetente para assimilar esse modelo de mulher.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Pai



Ele nunca compreendeu as intensas cores impressionistas do diálogo. Nunca. Dialogar: acolher a expressão do Outro.

Mas ele encontrou alguém superior: o senhor Tempo.

O deus Cronos não dialoga com os mortais, ele se impõe por meio de um infarto. O coração de meu pai...

o Tempo não deseja ouvi-lo.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Cinema & Cinema



O bom da cidade grande é a geografia da cultura. Assisti em Niterói à estréia do filme Meu nome não é Johnny, história de um jovem carioca da zona sul que se diverte com o dinheiro da droga e conhece a miséria na cadeia e no hospício.

Filme bom. Bom mesmo é apreciar as coxas grossas da Cleo Pires. Selton Melo representa o jovem.

Não gostei muito de P.S. Eu te amo, uma comédia romântica norte-americana.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Ronda Gramatical


Na BR-101, que liga Rio de Janeiro à Região dos Lagos, o caminhão bateu de frente contra a língua portuguesa. Amplie a foto.