quinta-feira, maio 17, 2007

A Aluna e a Inspetora


Como o professor não havia chegado, a turma resolveu ficar no corredor para incomodar as aulas de outros professores, por exemplo, a minha.
Essa aluna do ensino médio (foto) sobe à cadeira e começa a gritar, indiferente à educação e à minha aula. A inspetora busca resolver esse péssimo exemplo, mas o caso é para leão-de-chácara ou para segurança.
Levantei-me e dei uma boa reprimenda.

Existem alunos que jamais ultrapassarão o limite do muro social, o limite do muro do salário mínimo (ou do salário-mínimo), porque não estão na escola para estudar, para respeitar.
O muro que essa jovem encontrará no futuro poderá ser intransponível. Tudo é uma questão de tempo. E "o tempo não pára", canta Cazuza.

Ainda sobre Sinteac

Cheguei ao final de minha matéria sobre as finanças do Sinteac. Abri algumas pastas da contabilidade e, comparadas ao relatório da auditoria, afirmo que há irregularidades.
Quando será publicada, bem, isso depende da editora-chefe da TRIBUNA.
Por falar em Sinteac, sindicalistas exigem que professores saiam das "férias antecipadas". Se o sindicato não sabe se organizar para atrair seus filiados, melhor pagar uma consultoria. Está na hora de sindicalista deixar de ser amador. É preciso profissionalizar sua inteligência.

Texto de Jornalista


"Os parlamentares também discutirão a participação da mulher no Legislativo, cuja mesa será presidida pela deputada Naluh Gouveia (PT-AC), coordenadora da Secretaria de Mulheres da Unale e o atual momento político brasileiro, bem como participarão de painéis sobre questões que envolvem o meio ambiente, habitação popular, o Mercosul e as relações internacionais e as políticas de inclusão do jovem."
1. Tem repórter que só sabe olhar defeito no texto dos outros e não olha para seus erros. Repare o tamanho desse parágrafo e a confusão de idéia;

2. Há mais de cem anos na imprensa acreana, esse "proficional" ignora que frases-oracionais no jornalismo devem ser curtas. Curto, mesmo, é o cérebro.
Reconstrução

Os parlamentares também discutirão a participação da mulher no Legislativo e o atual momento político brasileiro. Além disso, participarão de painéis sobre questões que envolvem meio ambiente, habitação popular, Mercosul, relações internacionais e políticas de inclusão do jovem. A mesa-diretora será presidida pela deputada Naluh Gouveia (PT-AC), coordenadora da Secretaria de Mulheres da Unale.

Onde está você?





Há pessoas que ruminam as dificuldades de outros. Podem ajudar, mas ruminam.
Amigos, quais são?

Ronda Gramatical

- Contra às drogas -

1. "Contra", como sabemos, é preposição e "às" é preposição "a" + artigo "a";

2. Há duas preposições. Não pode. O correto é "contra as drogas"; e

3. A única preposição que admite outra preposição é "até". "Estudarei até às 14 horas", podendo ser também "estudarei até as 14 horas".

quarta-feira, maio 16, 2007

Abrir a sala de aula


Na segunda-feira, às 8 horas, conversei com o responsável pelo ensino médio do estado, o professor Josenir Calixto.

Ele concorda com a idéia dos conselhos de disciplinas para que as áreas dialoguem sobre seus rumos nas unidades escolares.

Para haver qualidade, precisamos mudar, também, a organização da escola.
Hoje, às 17 horas, houve uma reunião dos professores de Literatura e Língua Portuguesa para escolher o professor que coordenará o Conselho de Literatura e de Língua Portuguesa e para saber quando nos reuniremos a fim de definir propostas sobre procedimentos redacionais em sala de aula.

Uma professora discorda, por exemplo, que tenha que refazer texto em sala. Ela não aceita "imposições metodológicas". Não irá reconstruir textos entre quatro paredes.
Para mim, trata-se de uma postura que vai contra os parâmetros curriculares e, além do mais, se o Conselho de Literatura e Língua Portuguesa assim definir após um debate, as partes deverão acatar por meio de uma ata assinada, um documento, registrando o que o corpo docente realizará na escola.
Uma vez debatido, uma vez assinado por todos, à Coordenação de Ensino, resta fiscalizar o trabalho dos professores. Defendo a idéia de que coordenador de ensino entre em sala sem aviso prévio para assistir às aulas e, depois, em uma reunião com a área, tecer críticas para qualificar o ensino.

Além disso, por meio de um questionário sério, ético, o professor deve ser avaliado pelo aluno e essa avaliação deve servir para que o educador mude sua postura em sala.

No sábado, às 8 horas, haverá a reunião do Conselho de Disciplina. Não contará como aula, porque "a folga" na semana - aquela que deveria ser para planejar - será transferida para o sétimo dia.

terça-feira, maio 15, 2007

Minissérie


Em junho, entre 12 e 16, Luís Fernando Carvalho mostrará A Pedra do Reino, obra de Ariano Suassuna, na TV Globo. Horário ainda está indefinido.

Trata-se de um trabalho que supera os limites estéticos de
Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, uma reles cópia da realidade.

Em uma entrevista, Luís Fernado responde a Rogério Pacheco na ótima revista
Bravo!

Ao me aproximar da literatura, pretendo fugir de qualquer forma naturalista de encenação - aquela em que o ator busca uma atuação que se assemelha à "realidade". Entendo que o naturalismo que normalmente se faz hoje, seja na TV, no cinema ou até mesmo no teatro, não chega nem a se consolidar como linguagem. Estou atrás da literatura porque desejo reafirmar o valor da palavra e da linguagem.

Proposta, portanto, diferente da chatice da Glória Perez.

Ronda Gramatical

Um texto do governo fura meus olhos.

- às 17 horas da tarde -

Sem comentários.

Ronda Gramatical

Na Aldeia FM, o locutor diz "nós nos encontramos amanhã".
Melhor é "nós nos encontraremos amanhã".

segunda-feira, maio 14, 2007

Referenciais Curriculares























O governo do Estado publicou Referenciais Curriculares de várias disciplinas. Tive acesso ao livro Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e li sobre o conteúdo de literatura.
Na página 19, escreve-se que o ensino de Literatura na Educação Básica deve privilegiar a leitura do fato literário, ao invés da História, da periodização, da classificação e outros aspectos que "rondam" a produção do texto literário. Com isto, não se propõe a exclusão do estudo da história da literatura (...). O que se quer dizer é que este não deve ser o aspecto mais re-levante dos estudos literários no Ensino Médio.

Nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio, do governo federal, na página 54, registra-se (...) não se deve sobrecarregar o aluno com informações sobre épocas, estilos, características de escolas literárias (...).

No material do estado, a literatura não ocupa nem uma página. Além disso, fica claro que a equipe de currículo de ensino médio e os consultores não se envolveram com o espaço da escola pública para fundamentar um procedimento a partir de uma realidade vivida.

Em sala de aula, o historicismo literário deve ser excluído. O pioneiro dessa periodização literária foi Friedrich Bouterwek, que submeteu a literatura à história. Até hoje, existem professores que lecionam literatura com biografia do poeta. Ora, para estudar produto cartesiano, ninguém precisa saber sobre a vida de René Descartes.

O texto literário deve ser soberano em sala. Aristóteles, por exemplo, em Arte Retórica e Arte Poética, focaliza a literatura e não a história da literatura. No capítulo 9, o pensador grego estabelece a diferença entre o historiador e o poeta. A poesia é de caráter mais elevado do que a história.

No final do século 19, isso muda. Sugiro aos professores a leitura de História da Literatura: o Discurso Fundador, de Carmen Zink Bolognini, Mercado de Letras; e Educação Literária como Metáfora Social, de Cyana Leahy-Dios, Martins Fontes.

Direito de Greve


Ainda neste mês, o governo do companheiro Lula apresentará um projeto de lei ao Congresso sobre o direito de greve do funcionalismo público.

Caso seja aprovado, o Sinteac e o Sinplac terão que repensar suas assembléias de rua, porque uma minoria não poderá votar a favor da "greve" ou das "férias antecipadas" pela maioria.

O projeto determina que 2/3 da categoria deve votar, além de avisar às autoridades com 48 horas de antecedência. Mais: serviços essenciais à população deverão ter 40% de funcionamento.

Se não obedecerem, o contracheque mostrará um amargo desconto.

Retorno às aulas


A ESCOLA

HELOÍSA

MOURÃO

MARQUES

RETORNOU

ÀS

AULAS

sábado, maio 12, 2007

Dilma



É bom ser agasalhado pelas palavras de uma mãe. A minha, até hoje, aquece minha vida com as suas.

Que saudade, Dilma!

Queria estar contigo hoje. Terei que esperar até o final de ano.

sexta-feira, maio 11, 2007

Escola Estadual

Hoje, às 8 horas, alguns professores da escola Heloísa Mourão Marques reuniram-se para retornar às aulas na segunda-feira.

Embora eu seja contra "as férias antecipadas", posicionei-me contra o retorno às aulas. Se votaram a favor da "greve", ou melhor, da "reposição das aulas", devem agora retornar quando o sindicato assim determinar em assembléia. É preciso ser coerente.

Se não analisaram profundamente o que estava em torno da isonomia, se não debateram sobre o que ocorre com o movimento sindical, se não discutiram sobre as duas propostas no Sinteac e no Sinplac, se votaram porque é fácil levantar os braços sem antes questionar, que a maioria, agora, assuma o erro de ter votado a favor de uma "reposição de aula".

quinta-feira, maio 10, 2007

Mosca



Um aluno da Ufac enviou-me essa foto. Trata-se de uma inocente e imunda mosca que se lambuzava em um ketchup do restaurante universitário.






quarta-feira, maio 09, 2007

O Crente e O Palhaço

























Diferente dos homens públicos deste Estado, eu uso ônibus. O terminal rio-branquense me espera com seus evangélicos que pregam a salvação, mas a fé e a verdade desses homens não baixam preço de passagem.

Gritam com gestos que dramatizam o texto bíblico, mas a pregação torna o terminal mais desencantado e sem vida. Alguns evangélicos incomodam Deus e a mim.
Mas nem tudo é triste. Um palhaço nos diverte com sua música, com seu rosto que retira de minha face o riso. Nesta capital, deveria haver menos evangélicos chatos e mais palhaços.

Ronda Gramatical

Hoje, em uma loja de calçados, um vendedora disse "as sadálias deveriam ter chego hoje". Na assembléia de rua dos professores, uma sindicalista disse "deveria ter pago".
Se for assim, direi que "ele deveria ter morto", que "ela deveria ter apanho", que "tu deverias ter assino".

O correto é "deveria ter pagado" (e não "pago"), "deveria ter morrido" (e não "morto"), "deveria ter chegado" (e não "chego"), "deveria ter pagado" (e não "pago"), "deveria ter apanhado" (e não "apanho"), "deveria ter assinado" (e não "assino").

Deveria ter dado um soco em meu dentista ou eu deveria ter furado (não "eu deveria ter furo") a greve, ou melhor, as férias antecipadas.

terça-feira, maio 08, 2007

Dinheiro do Sinteac

Desde sexta-feira, dia 4, busco documentos no Sinteac que possam comprovar algumas anotações do auditor Paulo Ferreira de Sousa contra as gestões do professor-vereador Márcio Batista e da professora Elza Lopes.
Tem sido difícil encontrar a verdade para muito além de questões partidárias ou eleitorais do Sinteac. Não posso publicar uma matéria ampla e profunda apenas com as anotações de uma auditoria, porque, disseram-me, não houve abertura de licitação. Outros motivos podem ter conduzido a presença de um auditor na contabilidade do Sinteac. Podem.
Há pessoas no Sinteac que são contra a atual presidente e estão impedindo que eu veja as pastas com os gastos. Preciso ver as notas fiscais que comprovam a saída de dinheiro para comprar, por exemplo, gasolina.
Em 1o de janeiro de 2003, na administração do então presidente Márcio Batista, R$ 10 mil foram para gasolina. Em 7 de março do mesmo ano, mais R$ 10 mil. Em 24 de abril de 2003, R$ 7.619,69. Em 28 de abril, R$ 5 mil. Em 4 de junho do mesmo ano, R$ 4.861,01.
Quanto a passagens de avião, foram 24 viagens em 20 meses. Para isso, o Sinteac pagou R$ 83.396,72. Segundo o auditor, não há comprovante que aponte quem viajou, quantos foram, qual trecho. É preciso ver os documentos no Sinteac.
Espero que amanhã, à tarde, eu, finalmente, encontre a verdade para, depois, ouvir o professor-vereador Márcio Batista e a professora Elza Lopes.
Pretendo publicar esse material depois das eleições do Sinteac, 20 de junho.

Cansaram-me!!!




Hoje, a minha paciência e a minha pouca inteligência cansaram-se por causa do Sinteac e do Sinplac.




Na assembléia de rua dos professores e do pessoal de apoio, houve um pseudoforró de péssimo gosto e um bingo para o azar de muitos.

Depois de ouvir "de bar em bar, de mesa em mesa, bebendo cachaça, tomando cerveja", fui embora ouvir Legião Urbana em casa.

Cansaram-me!!!

Reunião de rua















Os três professores da escola Heloísa Mourão Marques votaram a favor da "greve", ou melhor, das férias antecipadas ou da reposição de aula.

À direita, a professora de Filosofia refletiu e já deseja retornar às aulas. Arrependeu-se.

Agora, é muito tarde.