quarta-feira, novembro 07, 2007

O PT da vereadora Maria Antônia














Quando defendemos um partido a qualquer custo, aceitamos que um palanque custe aos cofres públicos mais de R$ 90 mil para o presidente Lula subir.

O presidente, como não veio, não subiu ao palanque. Subir, subir mesmo, bem, só o preço.

Pela TV, a vereadora Maria Antônia disse que, quando foi sindicalista, Lula subia ao caminhão para falar. Como presidente, ela justifica o gasto.

Houve uma época em que petista chegava ao Congresso pedalando bicicleta, ele: Gabeira. Mas o partido é poder, e o poder não pode ser simples, acreditam alguns.

Um país pobre para muitos, um palanque com esse preço, esse é um PT que me entristece.

Matar Aula



Escondida, essa aluna matou Aula com sete facadas no coração e com um golpe de terçado na cabeça. Motivo: Aula era chata.

"O professor quer que eu leia um livro e ler é muito chato, porque tenho que ir ao dicionário, tenho que prestar atenção", reclamou.

Impune, ela afirmou que matará outras. Trata-se de uma assassina cruel. Seu futuro, bem, ela está matando Futuro.

O PT de Raimundo Angelim


Voto, mais uma vez, em Angelim. Às vezes, critico a Frente Popular por meio de artigos ou de matérias, mas eu escrevo minhas críticas com sensatez, não panfleto.

Panfletar diminui o valor da democracia.

Na foto, a prefeitura de Rio Branco limpa bairros desde que Angelim chegou ao poder. Eu tenho um apreço por essa administração.

Como digo, posso criticar a esquerda, mas, quando se trata da direitona no poder, eu rio e rio.

Minha acreana filha


Meu Amor, sei que você só se limita a teus dez anos, comemorados hoje, mas, por favor, entenda que a realidade exigirá de ti muito mais do que eu exijo.

E, quando ela exigir, por favor, sonhe mais ainda; imponha à realidade a alegria de viver com um caráter ímpar.

Filha, jamais traia teus amigos e os valores que dignificam a vida. Não seja irresponsável com as palavra, assuma-as.

Eu a amo mais do que a minha vida e não se esqueça: sempre amigos!!!

Um abraço em teu destino e um beijo em tua alma.

terça-feira, novembro 06, 2007

Ronda Gramatical

Hoje, o jornalista Josafá Batista foi criticado por escrever em sua matéria "sul-cruzeirense". O ruim não é a crítica, mas a soberba da ignorância de quem critica um dos melhores textos jornalísticos do Acre.

O que existe de errado em "sul-cruzeirense"? O crítico disse que não há norte-cruzeirense. Bem, a melhor saída, ele: o livro.

Se você abrir uma gramática ou o Manual da Redação, da Folha de São Paulo, encontrará a resposta.

Na página 278, do Manual da Redação, quem nasce em Mato Grosso do Sul é mato-grossense-do-sul ou sul-mato-grossense. Não há nenhum impedimento para haver uma analogia, isto é, quem nasce em Cruzeiro do Sul é sul-cruzeirense ou cruzeirense-do-sul.

Os livros, sim, é preciso ir a eles antes que a arrogância se engane.

Açeçôr de Inpremçá

Quem lhe procurou?

1. Eu tenho meus limites gramaticais, porque, sei, não domino a LÍNGUA. Sabedor disso, o caminho é leitura e mais ela: leitura;

2. Tem gente que critica texto de jornalista e erra 2 + 2. Sim, essa matemática equivale a uma regência verbal errada;

3. Quem procura, meu caro, procura alguém e não a alguém, ou seja, o verbo não pede a preposição "a", não havendo, portanto, o uso de "lhe"; e

4. O correto é "quem a procurou?" Primário.

A professora











Conheço a professora Lucinéa Wertz há anos, 15 para ser exato. Conheço seus defeitos, conheço os meus defeitos. Os meus.

O seu maior defeito é confiar no ser humano e esperar deles o gesto simples da confraternização.

Em uma escola, não precisamos de bundas e de coxas, mas de belos cérebros. Miss Inteligência deveria receber apoio da direção, mas, como não recebe, ela realiza sozinha uma ótima idéia.

De Bernardo de Carvalho









Escritor, Bernardo de Carvalho recebeu o Prêmio Jabuti em 2004 com o romance Mongólia. Estou para ler um de seus romances. Sua inteligência, sedutora.

Ótimo artigo.

O fracasso do pensamento

Num mundo em que o jornalismo substitui a filosofia, é lógico que o bom senso não tem vez

UM MUNDO sem reflexão, onde a violência da realidade obriga o sujeito a deixar de pensar para agir, cedendo ao senso comum, ao simplismo e ao pragmatismo cínico, recorrendo ao preconceito e a ações impensadas que antes ele condenava, quando essa mesma realidade ainda não o atingia diretamente e ele podia repetir belas teorias da boca para fora, não é um mundo menos hipócrita (como alguns gostariam), é um mundo pior.

Um mundo sem arte (no qual a arte, aceitando a pecha de ilusão e perfumaria, cede ao consenso da realidade e passa a funcionar como jornalismo e sociologia) também.

É nesse mundo desiludido que a representação de jovens tolos e inconseqüentes, repetindo Foucault da boca para fora, para acabar quebrando a cara na prática contraditória do trato direto com a realidade nua e crua, passa a ter um efeito catártico junto a platéias em busca de um bode expiatório.

É desse mundo (o do fracasso do pensamento) que trata "Tropa de Elite": onde só é permitido escapar à violência (e deixar de ser violento) fora da realidade -tudo o que o capitão Nascimento quer, ou diz querer, é sair desse mundo (onde quem pára para pensar morre), para poder cuidar em paz do filho e da família.

Gostei do filme, embora tivesse preferido o longa-metragem anterior de José Padilha, o documentário "Ônibus 174". Não acho o filme fascista. Mas é inegável que, como qualquer representação da realidade, ele tem um discurso (que não é exatamente o mesmo do capitão Nascimento), a despeito de dizer que se limita a mostrar a realidade. E não é um discurso novo.

É o discurso de um realismo funcional que volta e meia reaparece para dizer que a realidade é o que é. E que só os fatos (ali representados) contam.

Num mundo em que o jornalismo substitui a filosofia (e em que a arte se esconde como discurso para se apresentar como espelho de uma realidade unívoca), é lógico que o bom senso não tem vez. A demagogia e a ira, sim. É preto no branco. Produção de subjetividade é coisa de elite irresponsável. Aqui, nós tratamos de fatos objetivos.

Com o desbaratamento das idéias, este passa a ser um mundo de polarizações em torno de questões simplistas e indiscutíveis. Não se produz pensamento; tomam-se partidos. Vozes da ponderação e do conhecimento de causa -como a de Alba Zaluar, que exercita o bom senso semanalmente e sem maiores alardes nas páginas deste jornal- vão se tornando inaudíveis em meio ao bruaá dos lugares-comuns estridentes.

O bom senso não aparece, porque não tem graça nem dá manchete. As idéias foram reduzidas a representações sociais. Basta que cada um fale e seja reconhecido como representante do seu grupo social (e que muitas vezes se aproveite disso para respaldar a banalidade ou a demagogia do que diz).

O que conta não é o teor das idéias (em geral, as mais simplistas), mas que sirvam para identificar o lugar social de quem as manifesta no campo de batalha. Essa aparente desordem apenas encobre uma ordem geral, o consenso em torno da realidade como um campo de forças autônomo, um teatro de ação e reação, imune à reflexão e à inteligência.

Foi em meio a esse contexto que bati com os olhos na recém-publicada edição espanhola dos artigos e palestras do dramaturgo francês Enzo Cormann: "Para que Serve o Teatro?" (Universidade de Valência). Na conferência de 2001 que dá título à coletânea, o autor diz que o teatro (e de resto toda arte que se preze), por ser reflexão, "consiste em reinjetar subjetividade num corpo social entrevado pelo uniforme demasiado estreito do pragmatismo econômico" -ou (por que não?) do realismo oportunista que reivindica para si uma pretensa objetividade, condenando ao mesmo tempo toda produção subjetiva à impotência e ao ridículo, como se dela não fizesse parte.

Em nome de uma representação unívoca da realidade, o discurso embutido em "Tropa de Elite" (que não se assume como discurso) limita a própria possibilidade de produção de subjetividade a quem está fora desse mundo, ao diletantismo ridicularizado de estudantes inconseqüentes.

Ao associar a produção de subjetividade aos ricos, aos tolos e aos irresponsáveis, como se tampouco estivesse produzindo subjetividade, o filme acaba, provavelmente sem perceber, dando um tiro no próprio pé, pois contribui para estreitar o entendimento do que num passado não muito remoto, e graças ao esforço e à resistência de grandes cineastas, garantiu ao cinema um lugar entre as artes, justamente como produção de subjetividade.

Muito além dos sindicalistas (2)



A Secretaria de Educação do Estado do Acre deveria promover um encontro estadual com os professores de língua portuguesa e de literatura para que idéias pudessem ser registradas como parâmetros.
Trata-se de um assunto urgente. O texto ao lado, escrito por um outro aluno de ensino médio, delata a péssima qualidade de ensino em língua portuguesa.

Para iniciar as melhoras, o problema ultrapassa a própria disciplina. A solução depende também de administração escolar.

Muito além dos sindicalistas (1)



Quando o assunto é qualidade de ensino, sindicalistas pensam que sabem o que dizem. Ao lado, texto de aluno do ensino médio.
Como um aluno chega ao ensino médio com essa escrita?

E não é somente um. Não são somente dois. Não são somente três. Muito chegam ao ensino médio com uma escrita que se assemelha à quinta série, no máximo.
Trata-se de uma questão muito séria, ou melhor, a palavra encontra-se enferma na escola sem que o tratamento seja adequado.

Não basta o professor em sala. É pouco. Muito pouco.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Um ótimo feriado

A Vida. Sempre a Vida. Mais: a Vida. Ela, a Vida. Sempre. Outra vez. Sim, a Vida.

Até segunda.

Admirável Mundo Novo


Em 1932, Aldous Huxley publica um romance de ficção científica. Mais: profetiza. Em suas páginas, Admirável Mundo Novo prevê a clonagem humana. Huxley, portanto, narra uma revolução que não é política.

Em seu prefácio, ele afirma que essa revolução não se dará no mundo exterior, mas, sim, na carne humana, no corpo. "Robespierre havia realizado a espécie de revolução mais superficial, a política", está lá escrito.

O tempo passa. Após 75 anos, em 22 de outubro de 2007, a revista Época publica Hormônios contra o crime. Há três anos, a Itália debate debate a castração química. Por meio de hormônios femininos, o pedófilo perde seu desejo sexual.

O mais usado nos Estados Unidos, acetato de medroxiprogesterona. A morte da política representa a morte das instituições - incapazes, por meio da palavra, de ordenar a vida social.


Em 1932, o livro previu a biopolítica.

Dia dOs MorTos

Primeira Morte

O imposto sindical está com seus dias contados. Em breve, será sepultado sem honras.

No começo do próximo ano, ainda sairá de meu bolso uma quantia de R$ 50 para o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre, o Sinteac, sendo que eu não sou filiado a ele.

Não sou obrigado a pagar o que não sabe me representar com inteligência. Neste ano, escrevi uma matéria, depois de uma semana coletando informações, sobre o que se faz com o dinheiro dos filiados. Não quero que meu dinheiro sirva de empréstimo a "coleguinhas de partido". Sindicato não é banco.

Sou filiado ao Sinplac.

Segunda Morte

Hoje, entrego aos olhos de quem me lê uma poesia dele, Fernando Pessoa, digo, Alberto Caeiro, escrita em 7 de novembro de 1915.

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Vagno Di Paula



Eu, crítico de colunas sociais que EXIBEM a riqueza de uns, não poderia deixar de reconhecer quando um colunista não EXIBE a plutocracia.

Di Paula é muito bem alfabetizado, o cara escreve bem. Por isso, seu texto pode alçar outras possibilidades.

Na próxima quinta, ele apresentará em sua coluna CIRCULANDO algo que nenhum colunista local ousou. Mostrará o chique que muitos ricos não têm.

A TRIBUNA ganha muito com sua escrita.

terça-feira, outubro 30, 2007

Volte, Naluh, para a sala de aula, volte!

Hoje, em frente do Tribunal de Contas do Estado do Acre, uma manifestação de professores da rede pública pediu com toda educação que a ex-professora Naluh Gouveia volte para a sala de aula.

Eles acreditam que ela não pode deixar a sala de aula depois que o Estado do Acre começou a pagar o melhor salário do país. "TCE, TCE, Naluh em sala de aula, a gente quer", em só coro, gritavam seus colegas de trabalho.

"Naluh é formada em Letras, ela adora poesia, romances, Carlos Drummond, Guimarães Rosa; ela não sabe contar, não entende matemática", declarou uma professora. "Agora que conseguimos a isonomia salarial, agora que ganhamos o melhor salário do Brasil, ela precisa saber que a sala de aula é melhor do que o TCE."

A teus olhos


De Aldo Nascimento

A única verdade inviolável setenciará o tempo, meu caro, em que a tua carne banqueteará a fome dos vermes e, após a missa de sétimo dia, o universo tratará de esquecê-lo para sempre.

Tua morte, questão de um tempo laborioso, acolherá tua empáfia a fim de envergá-la até os limites de tua dor. A Morte rirá de tua condição humana, e vós se inclinareis como um súdito se inclina ao Senhor.

Não credes em Deus? Não importa, porque a Morte crê em ti, e ela só exigirá isto, não mais que isto: a dor. Quem sabe um câncer em tua boca com um dente de ouro para que tua língua profira o mal hálito de tua palavra putrefata.

Teu espírito não surportará teu inegável fim, porque, ao longo da vida, ele careceu de honra, de caráter, de humildade, de um amor profundo pela vida.

Será amanhã? O tempo não dialoga com os mortais.

Isso não é obra literária



O Ministério da Saúde adverte:

droga faz mal à saúde.

Em outro momento, baseando-me em um livro de teoria literária, tecerei algumas breves observações sobre Seringal.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Os conselhos são essenciais

Existem vários bons professores e excelentes idéias, mas pouco norteamento por parte do eixo gestão-coordenação pedagógica. Esse direcionamento vai bem além de acatar uma idéia boa como os conselhos de área.

Você concordou com tais conselhos. Está muito claro que questões de Língua Portuguesa devem ser definidas com os professores de Língua Portuguesa, por exemplo: Redação. Se tem professor que sabe muito bem o que fazer com Redação em sala, ele deve coordenar a área para, com seus pares, definir práticas e metas.

Sobre coordenação, defendo esta idéia: na coordenação, deve haver um professor de Matemática e de Língua Portuguesa. Esses dois profissionais precisam ser escolhidos por meio de critérios bem definidos pelo corpo docente.


Significa participar ativamente, dando sugestões e cobrando relatórios, baseando-se na proposta pedagógica da escola.

A proposta pedagógica de Língua Portuguesa, por exemplo, inicia-se pelas áreas. Antes de pensar o todo, a escola, é preciso pensar a parte, a área. Os relatórios são essenciais, porque asseguram a memória da escola, das reuniões.

Vai além de parcos elogios quando um conselho vai bem e mostra resultados: estabelecer metas futuras que superem as atuais é fundamental. A escola deve funcionar como uma empresa: O objetivo final deve ser impreterivelmente alcançado, e para isso seus vários segmentos devem se articular produtivamente.

Quem é gestor tem a obrigação de saber o que faz, no caso, buscar qualidade de ensino e posturas na escola.

Açeçôr de inpremçá

"Durante a solenidade, o secretário Antônio Monteiro, disse que sua pasta vive um momento de celebração após o governador Binho Marques ter elegido a Segurança Pública como “carro chefe” de sua gestão."

1. Vírgula entre sujetio e predicado. Assessor não é escolhido por concurso ou por competência, mas por obediência.

Cesta básica


Na propaganda do governo do Estado do Acre, propaga-se pela TV que o salário do professor é bem maior do que o de São Paulo quando se compara a cesta básica paulista à cesta básica acreana.

Imagine o poder de compra de um médico se o seu salário estiver associado à cesta básica, imaginou?

Agora, imagine o poder de compra de um promotor se o seu salário estiver associado à cesta básica, imaginou?

Imagine o poder de compra de um juiz se o seu salário estiver associado à cesta básica, imaginou?

Nós não imaginamos essas comparações quando se trata de tais profissões, mas o governo do Estado, com sua propaganda ufanista, associa cesta básica ao salário do professor.