quinta-feira, maio 17, 2007

Ronda Gramatical

- Contra às drogas -

1. "Contra", como sabemos, é preposição e "às" é preposição "a" + artigo "a";

2. Há duas preposições. Não pode. O correto é "contra as drogas"; e

3. A única preposição que admite outra preposição é "até". "Estudarei até às 14 horas", podendo ser também "estudarei até as 14 horas".

quarta-feira, maio 16, 2007

Abrir a sala de aula


Na segunda-feira, às 8 horas, conversei com o responsável pelo ensino médio do estado, o professor Josenir Calixto.

Ele concorda com a idéia dos conselhos de disciplinas para que as áreas dialoguem sobre seus rumos nas unidades escolares.

Para haver qualidade, precisamos mudar, também, a organização da escola.
Hoje, às 17 horas, houve uma reunião dos professores de Literatura e Língua Portuguesa para escolher o professor que coordenará o Conselho de Literatura e de Língua Portuguesa e para saber quando nos reuniremos a fim de definir propostas sobre procedimentos redacionais em sala de aula.

Uma professora discorda, por exemplo, que tenha que refazer texto em sala. Ela não aceita "imposições metodológicas". Não irá reconstruir textos entre quatro paredes.
Para mim, trata-se de uma postura que vai contra os parâmetros curriculares e, além do mais, se o Conselho de Literatura e Língua Portuguesa assim definir após um debate, as partes deverão acatar por meio de uma ata assinada, um documento, registrando o que o corpo docente realizará na escola.
Uma vez debatido, uma vez assinado por todos, à Coordenação de Ensino, resta fiscalizar o trabalho dos professores. Defendo a idéia de que coordenador de ensino entre em sala sem aviso prévio para assistir às aulas e, depois, em uma reunião com a área, tecer críticas para qualificar o ensino.

Além disso, por meio de um questionário sério, ético, o professor deve ser avaliado pelo aluno e essa avaliação deve servir para que o educador mude sua postura em sala.

No sábado, às 8 horas, haverá a reunião do Conselho de Disciplina. Não contará como aula, porque "a folga" na semana - aquela que deveria ser para planejar - será transferida para o sétimo dia.

terça-feira, maio 15, 2007

Minissérie


Em junho, entre 12 e 16, Luís Fernando Carvalho mostrará A Pedra do Reino, obra de Ariano Suassuna, na TV Globo. Horário ainda está indefinido.

Trata-se de um trabalho que supera os limites estéticos de
Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, uma reles cópia da realidade.

Em uma entrevista, Luís Fernado responde a Rogério Pacheco na ótima revista
Bravo!

Ao me aproximar da literatura, pretendo fugir de qualquer forma naturalista de encenação - aquela em que o ator busca uma atuação que se assemelha à "realidade". Entendo que o naturalismo que normalmente se faz hoje, seja na TV, no cinema ou até mesmo no teatro, não chega nem a se consolidar como linguagem. Estou atrás da literatura porque desejo reafirmar o valor da palavra e da linguagem.

Proposta, portanto, diferente da chatice da Glória Perez.

Ronda Gramatical

Um texto do governo fura meus olhos.

- às 17 horas da tarde -

Sem comentários.

Ronda Gramatical

Na Aldeia FM, o locutor diz "nós nos encontramos amanhã".
Melhor é "nós nos encontraremos amanhã".

segunda-feira, maio 14, 2007

Referenciais Curriculares























O governo do Estado publicou Referenciais Curriculares de várias disciplinas. Tive acesso ao livro Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e li sobre o conteúdo de literatura.
Na página 19, escreve-se que o ensino de Literatura na Educação Básica deve privilegiar a leitura do fato literário, ao invés da História, da periodização, da classificação e outros aspectos que "rondam" a produção do texto literário. Com isto, não se propõe a exclusão do estudo da história da literatura (...). O que se quer dizer é que este não deve ser o aspecto mais re-levante dos estudos literários no Ensino Médio.

Nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio, do governo federal, na página 54, registra-se (...) não se deve sobrecarregar o aluno com informações sobre épocas, estilos, características de escolas literárias (...).

No material do estado, a literatura não ocupa nem uma página. Além disso, fica claro que a equipe de currículo de ensino médio e os consultores não se envolveram com o espaço da escola pública para fundamentar um procedimento a partir de uma realidade vivida.

Em sala de aula, o historicismo literário deve ser excluído. O pioneiro dessa periodização literária foi Friedrich Bouterwek, que submeteu a literatura à história. Até hoje, existem professores que lecionam literatura com biografia do poeta. Ora, para estudar produto cartesiano, ninguém precisa saber sobre a vida de René Descartes.

O texto literário deve ser soberano em sala. Aristóteles, por exemplo, em Arte Retórica e Arte Poética, focaliza a literatura e não a história da literatura. No capítulo 9, o pensador grego estabelece a diferença entre o historiador e o poeta. A poesia é de caráter mais elevado do que a história.

No final do século 19, isso muda. Sugiro aos professores a leitura de História da Literatura: o Discurso Fundador, de Carmen Zink Bolognini, Mercado de Letras; e Educação Literária como Metáfora Social, de Cyana Leahy-Dios, Martins Fontes.

Direito de Greve


Ainda neste mês, o governo do companheiro Lula apresentará um projeto de lei ao Congresso sobre o direito de greve do funcionalismo público.

Caso seja aprovado, o Sinteac e o Sinplac terão que repensar suas assembléias de rua, porque uma minoria não poderá votar a favor da "greve" ou das "férias antecipadas" pela maioria.

O projeto determina que 2/3 da categoria deve votar, além de avisar às autoridades com 48 horas de antecedência. Mais: serviços essenciais à população deverão ter 40% de funcionamento.

Se não obedecerem, o contracheque mostrará um amargo desconto.

Retorno às aulas


A ESCOLA

HELOÍSA

MOURÃO

MARQUES

RETORNOU

ÀS

AULAS

sábado, maio 12, 2007

Dilma



É bom ser agasalhado pelas palavras de uma mãe. A minha, até hoje, aquece minha vida com as suas.

Que saudade, Dilma!

Queria estar contigo hoje. Terei que esperar até o final de ano.

sexta-feira, maio 11, 2007

Escola Estadual

Hoje, às 8 horas, alguns professores da escola Heloísa Mourão Marques reuniram-se para retornar às aulas na segunda-feira.

Embora eu seja contra "as férias antecipadas", posicionei-me contra o retorno às aulas. Se votaram a favor da "greve", ou melhor, da "reposição das aulas", devem agora retornar quando o sindicato assim determinar em assembléia. É preciso ser coerente.

Se não analisaram profundamente o que estava em torno da isonomia, se não debateram sobre o que ocorre com o movimento sindical, se não discutiram sobre as duas propostas no Sinteac e no Sinplac, se votaram porque é fácil levantar os braços sem antes questionar, que a maioria, agora, assuma o erro de ter votado a favor de uma "reposição de aula".

quinta-feira, maio 10, 2007

Mosca



Um aluno da Ufac enviou-me essa foto. Trata-se de uma inocente e imunda mosca que se lambuzava em um ketchup do restaurante universitário.






quarta-feira, maio 09, 2007

O Crente e O Palhaço

























Diferente dos homens públicos deste Estado, eu uso ônibus. O terminal rio-branquense me espera com seus evangélicos que pregam a salvação, mas a fé e a verdade desses homens não baixam preço de passagem.

Gritam com gestos que dramatizam o texto bíblico, mas a pregação torna o terminal mais desencantado e sem vida. Alguns evangélicos incomodam Deus e a mim.
Mas nem tudo é triste. Um palhaço nos diverte com sua música, com seu rosto que retira de minha face o riso. Nesta capital, deveria haver menos evangélicos chatos e mais palhaços.

Ronda Gramatical

Hoje, em uma loja de calçados, um vendedora disse "as sadálias deveriam ter chego hoje". Na assembléia de rua dos professores, uma sindicalista disse "deveria ter pago".
Se for assim, direi que "ele deveria ter morto", que "ela deveria ter apanho", que "tu deverias ter assino".

O correto é "deveria ter pagado" (e não "pago"), "deveria ter morrido" (e não "morto"), "deveria ter chegado" (e não "chego"), "deveria ter pagado" (e não "pago"), "deveria ter apanhado" (e não "apanho"), "deveria ter assinado" (e não "assino").

Deveria ter dado um soco em meu dentista ou eu deveria ter furado (não "eu deveria ter furo") a greve, ou melhor, as férias antecipadas.

terça-feira, maio 08, 2007

Dinheiro do Sinteac

Desde sexta-feira, dia 4, busco documentos no Sinteac que possam comprovar algumas anotações do auditor Paulo Ferreira de Sousa contra as gestões do professor-vereador Márcio Batista e da professora Elza Lopes.
Tem sido difícil encontrar a verdade para muito além de questões partidárias ou eleitorais do Sinteac. Não posso publicar uma matéria ampla e profunda apenas com as anotações de uma auditoria, porque, disseram-me, não houve abertura de licitação. Outros motivos podem ter conduzido a presença de um auditor na contabilidade do Sinteac. Podem.
Há pessoas no Sinteac que são contra a atual presidente e estão impedindo que eu veja as pastas com os gastos. Preciso ver as notas fiscais que comprovam a saída de dinheiro para comprar, por exemplo, gasolina.
Em 1o de janeiro de 2003, na administração do então presidente Márcio Batista, R$ 10 mil foram para gasolina. Em 7 de março do mesmo ano, mais R$ 10 mil. Em 24 de abril de 2003, R$ 7.619,69. Em 28 de abril, R$ 5 mil. Em 4 de junho do mesmo ano, R$ 4.861,01.
Quanto a passagens de avião, foram 24 viagens em 20 meses. Para isso, o Sinteac pagou R$ 83.396,72. Segundo o auditor, não há comprovante que aponte quem viajou, quantos foram, qual trecho. É preciso ver os documentos no Sinteac.
Espero que amanhã, à tarde, eu, finalmente, encontre a verdade para, depois, ouvir o professor-vereador Márcio Batista e a professora Elza Lopes.
Pretendo publicar esse material depois das eleições do Sinteac, 20 de junho.

Cansaram-me!!!




Hoje, a minha paciência e a minha pouca inteligência cansaram-se por causa do Sinteac e do Sinplac.




Na assembléia de rua dos professores e do pessoal de apoio, houve um pseudoforró de péssimo gosto e um bingo para o azar de muitos.

Depois de ouvir "de bar em bar, de mesa em mesa, bebendo cachaça, tomando cerveja", fui embora ouvir Legião Urbana em casa.

Cansaram-me!!!

Reunião de rua















Os três professores da escola Heloísa Mourão Marques votaram a favor da "greve", ou melhor, das férias antecipadas ou da reposição de aula.

À direita, a professora de Filosofia refletiu e já deseja retornar às aulas. Arrependeu-se.

Agora, é muito tarde.

segunda-feira, maio 07, 2007

Do blog OPINANDO


Na foto, o Pateta Sindical com uma professora mais pateta. Ela votou a favor da "greve" e, até o momento, não descobriu que se trata de uma reposição de aula ou de férias antecipadas. Tolinha.
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Entrevista com o deputado Moisés Diniz, que é professor, mas não é pateta.

"Posso não concordar com nenhuma das tuas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las." (Voltaire)

Sábado, 5 de Maio de 2007

A entrevista que o deputado Moisés Diniz deu ao jornal O Rio Branco descreve bem a mediocridade demonstrada pela atual diretoria do Sinteac:

Greve da educação não olha para quem ganha menos.


* Deputado Moisés Diniz fala ao Rio Branco sobrea paralisação dos servidores da educação.

O deputado do PC do B é professor, formado em pedagogia e foi dirigente sindical por vários anos. O parlamentar concedeu entrevista para abordar sobre a atual greve da educação e apresenta sugestões ao governo. Segundo ele, o Sinteac perdeu o rumo e não consegue apresentar uma proposta que unifique a categoria.

Nos meus vinte anos de movimento sindical, eu nunca vi um negócio desses. Nessa confusão quem sai prejudicado são os setores mais frágeis, especialmente os professores de nível médio e o pessoal de apoio”, afirma.
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Leia trechos da entrevista:

O RIO BRANCO - Deputado, qual o principal problema dessa greve?
MOISÉS DINIZ - Falta de comando, somada à divisão do movimento. Não tem um dirigente que imponha respeito aos demais. Eu nunca tinha visto um dirigente tomar o microfone, na marra, das mãos de quem estava falando. Agridem-se publicamente, na frente dos professores e da imprensa. Os professores do Acre não merecem isso.


O RIO BRANCO - O que está dificultando as negociações?
MOISÉS DINIZ - O problema está na bandeira do movimento, aquilo que unifica a categoria. Isso é básico em qualquer negociação. Durante anos, alguns dirigentes pregaram a isonomia como se ela fosse a salvadora da pátria. Não explicaram para a categoria, não olharam para a tabela e, agora, estão vendo que a isonomia é um instrumento de divisão dos professores.


O RIO BRANCO - Onde está o ponto de discórdia?
MOISÉS DINIZ - Primeiro, a greve foi decretada tendo a isonomia como bandeira. Depois viram que a isonomia atende menos da metade dos professores. Dos atuais 6.000 professores formados, cerca de 45% vão se aposentar antes de chegar à última letra. Isso ocorre porque professores com 10 ou 15 anos de serviço, ao passar para a tabela de nível superior, voltaram para a letra A. Assim, o bom salário isonômico da última letra será o céu onde esses professores não vão entrar.


O RIO BRANCO - E quanto aos professores que não têm nível superior?
MOISÉS DINIZ - Aí o problema é mais grave. Considerando que os cerca de 4.900 professores vão demorar de 4 a 5 anos para ingressar no nível superior e voltar, portanto, à letra A, o percentual é ainda maior, pode ultrapassar 60%. Isso significa dizer que, no conjunto, cerca de 5.700 professores vão se aposentar antes de atingir a última letra.


O RIO BRANCO - Então, a isonomia não é universal?
MOISÉS DINIZ - Exatamente. Ela poderá beneficiar cerca de 5.000 professores, no final da carreira. Isso se mantiver a tabela antiga. Como a proposta do governo acrescenta duas letras, então a isonomia vira conquista para uma minoria.


O RIO BRANCO - Qual a saída?
MOISÉS DINIZ - Discutir melhor a isonomia, formando um grupo de trabalho de alto nível, capaz de debater o assunto nas escolas, a partir de números reais. Eu sou deputado, mas vou me aposentar como professor e não quero ser enganado, fruto de uma negociação mal feita e atrapalhada. Os dirigentes que estão aí, devido às brigas internas, perderam a legitimidade para nos representar.


O RIO BRANCO - O senhor tem alguma sugestão?
MOISÉS DINIZ - Defendo que aprofundemos mais o estudo e o debate sobre a isonomia e, provisoriamente, apresentemos ao governo um conjunto de propostas que beneficiem quem ganha menos. Até porque o governador Binho Marques não abre mão de realizar ações que diminuam o fosso entre as classes mais abastadas e os menos favorecidos.


O RIO BRANCO - Que propostas seriam essas?
MOISÉS DINIZ - Vou aqui dar um exemplo. Existem hoje cerca de 5.000 professores, entre permanentes e provisórios, que iniciaram agora a faculdade e outros que vão começar. Isso significa dizer que esses professores vão demorar de 4 a 5 anos para poder ter um salário de nível superior, que é mais do que o dobro do que eles ganham. Para se ter uma idéia, um funcionário de apoio que tenha dobra, ganha mais do que um professor de nível médio.


O RIO BRANCO - Qual seria a idéia?
MOISÉS DINIZ - O governo conceder um abono substancial aos professores de nível médio, considerando que, no término do curso superior, eles terão um aumento robusto nos seus salários. Sem contar que os professores de nível médio, na sua maioria, têm apenas um contrato e são os que enfrentam as primeiras séries. É só olhar os resultados do IDEB, de 1ª a 4ª série, para perceber a importância dessa proposta.


O RIO BRANCO - E quanto aos servidores de apoio?
MOISÉS DINIZ - Defendo que o governo encontre uma fórmula jurídica para que eles possam fazer a sua faculdade.


O RIO BRANCO - O senhor defende, então, mais apoio para os que ganham menos?
MOISÉS DINIZ - O que mais me constrange é ver os governantes dando aumentos unificados. Um aumento de 10%, por exemplo, para quem ganha R$ 500,00, significa apenas R$ 50,00 a mais no bolso. Mas, para quem ganha R$ 6.000,00, haverá uma entrada robusta de R$ 600,00, ou seja, só o aumento do bacana é maior do que o salário do outro. Sou contra essas injustiças!


O RIO BRANCO - Por que esses profissionais de nível médio não se mobilizam nas assembléias?MOISÉS DINIZ - Porque 2.400 deles estão nas margens dos rios acreanos e nos ramais. São os nossos professores rurais. Tem ainda os professores dos municípios que, em alguns lugares, ocorrem verdadeiras barbáries. Mas, o SINTEAC só tem os olhos para os professores estaduais e os de Rio Branco. Os sindicalistas pegaram a doença de alguns governantes: pensam que o Acre é só Rio Branco.


O RIO BRANCO - O SINTEAC envelheceu as bandeiras de luta?
MOISÉS DINIZ - Nosso sindicato, o maior do Acre, não compreende que o Acre mudou. Onde estão os simpósios e seminários para discutir qualidade do ensino, humanização na escola, problemas sociais que afetam o aluno e que, portanto, chegam até a escola? Eles não sabem que há dezenas de escolas rurais onde o professor é quem limpa a escola e faz a merenda? Sem contar a corrupção em algumas secretarias municipais de educação.


O RIO BRANCO - Como assim?
MOISÉS DINIZ - Se o SINTEAC saísse dos gabinetes de Rio Branco e enfrentasse o interior do Acre, seus ramais e rios, ia descobrir que ainda tem merenda estragada sendo oferecida às nossas crianças, que há prefeitos que fazem o que bem entendem com o dinheiro da Educação. O SINTEAC precisa se articular com os vereadores nos municípios e realizar uma cruzada contra essas mazelas. Quem não evolui é engolido. E é isso que está acontecendo com a atual equipe de sindicalistas do SINTEAC.


O RIO BRANCO - Definitivamente, o senhor vai defender quem ganha menos?
MOISÉS DINIZ - Eu tenho nível superior, mas já tem muita gente nos defendendo. Tem até sindicato da nossa categoria de professores licenciados. Eu vou defender, junto ao governo, os professores de nível médio e o pessoal de apoio. Se a gente não equilibra o jogo, quem perde são os mais fracos.
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Postado por José, professor de matemática at 21:16 0 comentários

A falta de direção com que o SINTEAC vem conduzindo a greve já não é segredo para mais ninguém. Encontro pessoas de todos os níveis que esboçam uma opinião firme e coesa acerca da vergonha que os sindicalistas impõem à classe. A credibilidade se esvaiu. E pior: o SINPLAC poderia assumir papel mais ativo, ignorando a briga por carniça do outro sindicato, mas está se deixando engolir por ela. Espero que um norte único saia das discussões da semana que se inicia. Caso contrário meu colega Aldo Nascimento terá plena razão: não é uma greve, é apenas reposição de aula.

A dor de professor


Esse homem é um colega da escola Heloísa Mourão Marques que votou a favor da "greve" - ou será reposição de aula?.
Depois de uns dias coçando o saco em casa, ele agora está parindo as dores de uma "greve", porque irá repor as aulas.
O parto foi natural. O que não é natural, meu amigo, é votar a favor de uma "reposição de aula" e chamar isso de greve.

Guilherme Arantes









Enquanto o petróleo e o gás não chegam, o água vai...

Perto da Bessa, a panificadora, na Floresta, jorrava H2O.










Água que na nasce na fonte serena do mundo
e que abre um profundo grotão.

Água que faz inocente riacho
e deságua na corrente do ribeirão.

Águas escuras dos rios
que levam a fertilidade ao sertão.

Águas que banham aldeias
e matam a sede da população.

Águas que caem das pedras
no véu das cascatas, ronco de trovão.

E depois dormem tranqüilas
no leito dos lagos, no leito dos lagos.

Ou no bueiro de uma rua.

Sinplac e Sinteac 2



Pregar no deserto. Hoje, no entanto, choveu. Na foto, dois sindicatos: Sinplac e Sinteac.
Esse modelo de sindicalismo agoniza em tempos pós-modernos.
Como cantou Cazuza, "o tempo não pára". O sindicato dos professores parou; perdeu o mouse da história.