domingo, novembro 14, 2010

O tempo, as compras, Mony e as notícias

Região dos Lagos, Rio de Janeiro. Chove em Maricá. Pela manhã, comprei os jornais "O Globo" e "Folha de São Paulo", tudo por R$ 8.

No Acre, não há "O Globo", e "Folha de São Paulo" custa aos domingos R$ 7. Tudo é mais caro.

Ontem, comprei verduras e fruta para a minha amorosa mãe. Pela "Folha de São Paulo", adicionei à minha biblioteca "O Livro Vermelho", de Mao Tsé-Tung.

No dia 24, meu pai irá ao médico para saber o grau da vista direita.

Hoje, mais uma vez, almoçamos em paz. Meu irmão, à esquerda; e minha amada esposa, Mony, à direita. Na cabeceira, meu pai; diante de mim, Dilma, o espírito da casa. Depois das conversas, eu e Mony fomos dormir.

Às 17 horas, fomos assistir na sala ao belíssimo filme "O escafandro e a borboleta", do diretor Julian Schnabel, premiado em Cannes, em 2007. Filmes devem provocar a inteligência e sensibilizar, por isso essa película de Julian.

Amar também significa (com-par)tilhar momentos agradáveis à alma, por exemplo, filmes. Mony é este amor eterno com quem divido meu destino. Aprendemos o sabor de viver quando assistimos a filmes que educam.

Nesses quase seis anos de amor-paixão-amizade, muitos são os filmes.

Também dividimos as leituras de jornais. Destaco algumas:

A Frente Popular deveria aprender com o PMDB

1) No Rio de Janeiro, capital, a Unidade de Polícia Pacificadora não se compara ao que o PT acriano pensa sobre segurança pública. Na terra do Cristo Redentor, segurança não se limita a policiais.

Uma união entre governo, empresários e população tem transformado a realidade social das favelas. No jornal "O Dia" de hoje, uma foto destaca um PM tocando violão com jovens, isso quer dizer que policiais militares promovem encontros culturais.

Trata-se do projeto "Vozes & Acordes", com aulas gratuitas sob a batuta do soldado Fausto Oliveira da Cunha. No Acre, o PT, com uma concepção de segurança pública pífia, até hoje, após 12 anos, ignora a relação entre cultura e quartel.

O PT acriano é atrasado porque ainda pensa que segurança é caso de polícia.

Doze anos de pobreza

2) Leio na "Folha de São Paulo" que o Acre é um dos estados da Região Norte que mais precisam de dinheiro para acabar com a miséria. Ocupa a segunda posição. Por cada acriano, são R$ 9,55 por mês para a terra de Galvez e R$ 9,63 para o Amapá.

Será que as pensões dos ex-governadores ajudariam?

No Norte, temos 1,4 milhão de indigentes (renda familiar per capita de R$ 70) e 2,3 milhões de pobres (renda familiar per capita de R$ 140).

2 comentários:

Josafá Batista disse...

Aldo, o Acre não existe. Esqueça. A vocação autoritária cultivada ao longo de mais de um século não vai se permitir flexibilizar assim, facilmente, à base de críticas racionais.
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O autoritarismo e o princípio da exclusão interpessoal disseminaram-se na tessitura social, viraram "cultura".
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Fique por aí, eu também tô saindo daqui na primeira oportunidade.
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Abs, Josafá.

Gleyson Moura disse...

Lembrei de um antigo ditado popular: "quando o navio se está a afundar os ratos são os primeiros a abandona-lo". A tessitura social é feita de tese e antítese. Não confunda "permanência" com "obediência". Se o sistema está fechado em si mesmo, devemos criar os espaços a partir daquilo que nós temos de melhor: o elemento humano. Um cnceito que, aliás, a esquerda no Acre soube utilizar muito bem no início de usa ascensão, mas que s eperdeu ao longo de sua trajetória.