sexta-feira, setembro 21, 2012

Contra o monopartidarismo


Sob a tutela do PT, o governo estadual do Acre administra o dinheiro público há 13 anos.

Nesse período, o partido esqueceu-se do orçamento participativo. Uma vez o PT no poder, o coletivo organizado não decide o que fazer com a verba pública.

Também nesses anos não houve profundas transformações na educação. O PT não transformou o ensino, ele permanece com vícios de antes, com práticas anacrônicas.

O PT precisa de um concorrente.

Ele precisa de um grupo político que aponte, por meio de um diálogo contínuo com a população, outros caminhos para a educação pública, por exemplo, novos rumos para a democracia escolar e para a gestão.


O bom da democracia é o seu saudável conflito de ideias. Quando se anula esse conflito (PT no estado e PT na prefeitura de Rio Branco), predomina uma visão única, por exemplo, de escola.

Hoje, Rio Branco e estado são uma única ideia, porque se impõe o pensamento de um só grupo. É poder demais. Por causa disso, secretários enriquecem-se de forma estranha. Gente que não tinha nada ontem, mas tem muito hoje por causa de um poder acumulado, centralizado.

Se o PSDB estivesse no estado, eu desejaria o PT na prefeitura de Rio Branco. Como o governo estadual é petista, que vença PSDB, PMDB, P-SoL ou...

Só as ditaduras anulam as diferenças, as disputas, as concorrências. Eu quero ver outro partido na prefeitura para, com a população, apontar ideias novas para a educação pública, porque o PT se acomodou com o que existe hoje nas escolas, o que é muito pouco para um partido que se dizia revolucionário.