domingo, dezembro 31, 2006

Minha filha


Feliz 2007!!! :-)

LuLa, Binho & os PoBreS


Na última atualização do blog deste ano, tenho a certeza de que o Brasil e o Acre são melhores do que ontem e serão ainda melhores amanhã.
O Partido dos Trabalhadores, representado pelo presidente Lula nos últimos quatro anos, deixa índices sociais melhores do que o governo de FHC, do PSDB.
O economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), calculou, com os economistas Nanak Kakwani e Hyun H. Son, das Nações Unidas, as taxas de crescimento que refletem a evolução da renda dos mais pobres.
Em 1996, no governo do PSDB, a renda per capita do brasileiro chegou à media de 1,59% e, em 1998, a renda dos mais pobres alcançou 5,07%. Esses, os índices de FHC.
Como o PT, a renda per capita em 2004 foi a 3,56% e, ainda em 2004, a renda dos mais pobres tocou em 14,11%. "2004 é o grande ano da queda da desigualdade no Brasil, um ano espetacular", segundo Marcelo Neri, da FGV.
No Acre, tenho certeza de que os próximos anos ofertarão aos mais humildes uma realidade social mais humana, porque o PT tem um compromisso histórico com a justiça social.
Que venha 2007!

sábado, dezembro 30, 2006

- junto à -

"Com os salários dos servidores praticamente atrasados, a mesa-diretora pediu, pela terceira vez neste ano, auxílio financeiro junto à prefeitura."
    1. - junto à prefeitura - Nossos jornalistas habituaram a escrever "junto à" de forma errada, porque a mesa-diretora não pediu auxílio "perto da" prefeitura. A mesa-diretora pediu auxílio à prefeitura.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

- eleito governador -

Todo repórter da TRIBUNA - e não só - escreve "eleito governador", "eleito deputado".
No Dicionário Prático de Regência Nominal, do Celso Pedro Luft, página 193, há duas preposições para "eleito", quais sejam: "a" e "para".
O autor dá exemplo: "eleito a (ou para) deputado."
Portanto, errado escrever "eleito governador". O correto é "eleito para governador" ou "a governador".
Leia bons autores.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Imprensa & Binho Marques


Nada é tão bom que não precise de transformações. Mas, quando é ruim, muito menos precisa ficar como está.
A imprensa, nos últimos oito anos, por causa de alguns jornalistas, só escreveu para adular o poder como se não existisse uma sociedade para ser transformada. A adulação, rebento deformado dos tolos, obstrui veredas e varadouros para novas possibilidades.
O tempo exige outros jornalistas, outros textos, outra forma de expor a realidade. Repetir com o governador Binho o que ocorreu com o governador Jorge Viana significa parar no tempo. A sociedade, a parte que lê jornais, perde com essa paralisia.
Por que o futuro governo não incentiva a criação de jornais escolares? Por que os jornais não publicam matérias propositivas sobre a educação e a saúde, por exemplo? Por que a crítica ética e inteligente é impossível?
Tenho aversão aos aduladores e aos panfletários, tipo de gente que desqualifica a democracia. Nosso jornalismo precisa pensar o Acre a fim de que não seja pensado pelo poder.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Angeli, da Folha de São Paulo

















Simples e, profundamente, sarcástico. Angeli é o mestre da charge, inteligência em traços cortantes.

sábado, dezembro 23, 2006

Aécio Neves não Aumentou o próprio Salário

Antes de deixar o poder, o governador Zeca do PT encaminhou um projeto de lei à Assembléia Legislativa de Mato Grosso a fim de receber como ex-governador dinheiro público por toda a vida, mais de R$ 20 mil.
Acreditando que o Natal pode trazer mais presentes, Zeca do PT se presenteou: quando morrer, sua família receberá a metade da grana pública durante toda a vida.
No Acre, o governador Jorge Viana deixa o governo após aumentar o seu salário. Como eleitor, como pessoa que vive em um país democrático e pobre, discordo desse procedimento de um partido que luta por justiça social. Não votei em Jorge Viana para isso. A população deveria ter sido consultada, porque os governadores são empregados do povo.
Em Minas Gerais, Aécio Neves sai do governo sem ter aumentado o seu salário. O governandor de Minas recebe R$ 10,5 mil. O do Acre, pouco mais de R$ 20 mil. Esse, definitivamente, não é o PT de minha adolescência, da minha juventude. Sou contra essas pensões eternas.
No entanto, entregue a uma contradição barroca, ainda voto no PT acreano por determinados motivos.

As assembléias legislativas dos Estados do ES, MG, MT e PR aprovaram na semana que passou aumentos salariais para governadores e vices.
No Estado de Alagoas, está tramitando um projeto de lei que propõe um reajuste de 14% no subsídio do governador e dos secretários.
No Acre, a Assembléia Legislativa também aprovou novo salário para o governador Jorge Viana. No último dia 14, os deputados aprovaram, por unanimidade, projeto de lei que eleva dos atuais R$ 16,7 mil para R$ 22.111 o salário do governador.
A matéria foi enviada pelo Executivo e aprovada em sessão extraordinária. Com o reajuste, o salário do chefe do Executivo estadual iguala-se ao dos desembargadores do Tribunal de Justiça. No efeito cascata, também aumentaram as pensões dos ex-governadores.
Por todo o País, uma onda de projetos de reajuste salarial de governadores, de vices e de secretários de Estados foram analisados e, em vários Estados, aprovados.
No Paraná, os deputados aprovaram elevação do salário do governador Roberto Requião (PMDB) de R$ 21,5 mil para o valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, R$ 24,5 mil.
Em Minas, os salários do vice governador eleito, Antônio Anastásia (PSDB), dos 15 secretários do estado e dos secretários adjuntos serão reajustados entre 13,8% e 20%.
Os salários vão variar entre R$ 9 mil e R$ 10.250. Só não foi reajustado o de Aécio Neves (PSDB), que continua R$ 10,5 mil.
Em Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS) teve aumento de 5,05%, aprovado pela assembléia.
Assim, o salário sobe de R$ 10,5 mil para R$11.030. O governador Paulo Hartung (PMDB), do Espírito Santo, receberá remuneração de R$ 12.168. O reajuste para o governador foi de 8%.

Angeli, da Folha de São Paulo

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Por que escrevemos tão mal?

Estou para publicar na TRIBUNA sobre a colocação da Língua Portuguesa por Estado e por capital. O texto abaixo é o início.

Pela primeira vez na história da República, o Ministério da Educação realizou em 2005 uma pesquisa para medir a qualidade do ensino de Língua Portuguesa da 4ª e da 8ª série do ensino fundamental. Foram 3.306.378 alunos de 40.920 mil escolas públicas, distribuídos em 122.463 turmas. Ao todo, 5.398 municípios foram avaliados.
A Prova Brasil, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), considerou uma pontuação que obedece a uma escala de nove níveis, de 125 até 350. Essa avaliação compõe o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, o Saeb.
Na 4ª série, o Acre atingiu 172.43 pontos, ficando o ensino público estadual na 11ª colocação. Na 8ª série, o Estado desceu alguns degraus, permanecendo na 16ª posição com 219.56 pontos, ou seja, no nível 200.
Esse nível significa que o aluno da 8ª série ingressa no ensino médio sem saber, por exemplo, identificar informações explícitas em textos argumentativos com alta complexidade lingüística. E nem precisa de complexidade. A mais simples pontuação, como o ponto contínuo, o aluno não sabe usar no texto quando deixa o ensino fundamental.
Como o aluno sai do ensino fundamental sem nunca ter lido um livro em sala de aula com o professor, a pesquisa Prova Brasil acabou revelando que esse estudante não tem habilidades em empregar estratégias para localizar informações explícitas e inferir informações implícitas em um texto. Ele não consegue ultrapassar os limites do que está escrito e não reconhece também o que está textualmente registrado e nem subentendido.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Um Livro, um Braga

História Desenhada é o novo livro do chargista Braga
Texto não é meu

A charge confirma, como nenhum outro veículo, que sua função não é, prioritariamente, fazer rir, mas produzir reflexão. Os bons chargistas sintetizam em poucos traços aquele sentimento que está na cabeça das pessoas e que muitas vezes não consegue ser expresso em palavras ou em imagens.
Uma prova disso é o livro História Desenhada, do jornalista e chargista Francisco Braga, que será lançado no próximo sábado, 23, às 16h, na Fundação Elias Mansour.
O livro, com quase 200 páginas, reúne os melhores trabalhos publicados na imprensa local nos últimos 10 anos e sua concepção se deu graças à Lei de Incentivo à Cultura, que permitiu o patrocínio da Papelaria Arnaldo e o apoio da Printac Gráfica e Editora.
Braga é ganhador do Prêmio José Chalub Leite, categoria charge, nas edições 2004, 2005 e 2006. Ele sofreu para organizar o material que estava disperso em pastas perdidas em várias casas, redações de jornais e arquivos de computador. Mas o esforço valeu à pena.
Agora, a produção está eternizada nesse livro e poderá ser consultada por várias gerações que quiserem entender um pouco do que foram os últimos 10 anos para o Brasil e o mundo e o quanto eles transformaram o Acre.
Isso porque a charge registra o clima de uma época, caminha abraçada com a crítica social e tem o humor como aliado. Ela não precisa de recursos sofisticados para produção e por isso torna-se uma arma nas mãos de alguns artistas em determinado tempo e sociedade. Exemplos não faltam: Henfil (Graúna e outros), Angeli (Rê Bordosa e outros), Dick Browne (Hagar, o Horrível) e o genial Quino, pai da Mafalda.
É também um trabalho opressivo, principalmente, àqueles que têm obrigação de publicar todos os dias. “Tem hora que não vem nada”, explica Braga, lembrando-se de um desses momentos terríveis. “Um dia faltou inspiração, não pintava nada. A saída foi desenhar um bilhete no espaço da charge com o seguinte recado: Moçada, hoje deu branco!. Bastou para ser o assunto mais comentado do dia”. O evento de lançamento do livro é aberto a todos os interessados.

Outras informações:
Francisco Braga (francisco.silvabraga@ac.gov.br)
Jornalista e chargista
68 8111 0124

Blog Aberto ao Senador Tião Viana


Senador, desde o dia em que o senhor foi candidato, sempre votei em teu nome, porque, primeiro, ainda, sou um petista; e, segundo, porque o senhor é um homem público probo.
Este blog, senador, não é lido por milhares de pessoas, mas é lido por mim e por alguns e, por meio desta bolha, desejo aqui revelar minha insatisfação ao saber que o senhor aprovou o aumento de 91% para os congressistas.
O senhor já havia votado contra a CPI, ao contrário do senador Suplicy, deixando-me incomodado a sua posição. Após algum tempo, vota a favor de um aumento de 91%.
A imprensa local silencia-se, mas a tecnologia permite uma democracia que alguns petistas negam. Alguns. Graças à internete, a esse ainda pequeno meio de informação, afirmo-lhe que não votarei mais no senhor, porque o PT, nesse aspecto, não é isso. Mais: a esquerda não é 91%.
Poderia eu permanecer no aconchego de minha indiferença; entretanto, escrevo-lhe, porque não consigo ser indiferente ao meu país. Sabe, ainda possuo o vigor de expressar a minha indignação por meio desta democracia ao sabor da internete.
Sei que meu voto não fará diferença, mas a questão aqui não se reduz a número, a um voto, mas a uma porcentagem - os 91%.
Meu voto pertence a um cidadão comum, sem importância, por alguém que só deseja viver em um Brasil justo; todavia, esse voto lhe será negado, porquanto não vale menos do que a vergonha de um aumento que me agride.

Para o bem da democracia, penso melhor agir assim, um blog. Rejeito a ação de Rita de Cássia Sampaio de Souza, de 45 anos, mulher que esfaqueou o deputado federal, o sr. Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA).

"Eles têm tudo, mordomias, e eu nem consigo sacar o meu FGTS", protestou.

Minha arma não fere, não mata, pois, como escreveu Drummond, "lutar com as palavras/é a luta mais vã/Mas eu luto/ mal rompe a manhã".

Vida longa, senador!

Vida longa à justa democracia!

sábado, dezembro 16, 2006

Jean, da Folha de São Paulo

Paixão, do jornal Gazeta do Povo

- Junto àquela -

Processo na Justiça
Dóris anunciou que vai processar o senador por ele, segundo ela, ter aberto em público o sigilo de sua conta no Banco do Brasil. Mesquita disse, na tribuna do Senado, que ela tinha dívidas de quase R$ 40 mil junto àquela instituição. Essa denúncia é bastante grave.

1 - junto àquela - Bastante grave é todo dia não melhorar sua escrita e repetir dia após dia o mesmo erro. Quando se escreve assim, o sentido é "ela tinha dívidas de quase R$ 40 mil perto da instituição". É "perto da" ou "para com"? É "perto da" ou "com"? O correto é "ela tinha dívidas de quase R$ 40 mil com (ou para com) a instituição".

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Os R$ 267,32 da Copeve

Aldo Nascimento

No país do samba e do futebol, o brasileiro, no começo do século 21, lê menos de dois livros por ano. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, são cerca de cinco livros. Na França, sete. Na Finlândia, esse número chega perto de 20.
Em nossas escolas públicas, o aluno passa pelos ensinos fundamental e médio sem ler, em sala de aula, uma narrativa. Não há leitura na escola, e os irresponsáveis por isso, eles: professores e currículos formais do Estado e dos municípios.
Nem tudo, entretanto, nega a leitura. A Copeve, da Universidade Federal do Acre, a Ufac, contribui para que o aluno adquira o hábito prazeroso de ler à força. “Compre os dez livros da lista para a prova de Literatura.” Tanto pela quantidade quanto pelo conteúdo, esses dez mandamentos literários estimulam, dê-mais, os alunos a ter antipatia pela arte literária.
Somente em junho deste ano, a Copeve divulgou à imprensa uma lista não com os dez livros, mas com oito - Álbum de Família, de Nelson Rodrigues; e Inocência, de Viconde de Taunay, excluídos.
Em agosto, entretanto, o vestibulando se deparou com os dez livros no manual do candidato. Para coroar esse estímulo literário desorganizado, eis o grand finale: na prova de Literatura, domingo, dia 10, o vestibulando não leu sequer uma questão sobre um dos dez livros. Outro estímulo para ler.
“Prestei vestibular para Medicina e, por causa disso, comprei os livros da lista da Copeve, porque todo ponto é importante para eu passar”, disse João Carlos, do pré-vestibular Ideal.
Filho de uma família humilde que investe em seus estudos, seus pais gastaram R$ 267,32 para comprar 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 & 10 livros. João leu todos, superando, graças à Copeve, a média anual dos brasileiros.
“Não caiu uma questão sobre os livros, meus pais gastaram dinheiro em vão, e eu perdi tempo”, disse o aluno. “Na próxima vez, vou ler os resumos desses livros”.
Há muito tempo, a Copeve reproduz em suas provas de Literatura questões que visam somente ao anacrônico historicismo literário. Ao empobrecer a Literatura, por exemplo, de uma Clarice Lispector, a Copeve concedeu aos vestibulandos o vício dos resumos fotocopiados.
Há muito tempo, decretou-se a morte da leitura. Neste ano, a Copeve se superou. Parabéns!!!




quinta-feira, dezembro 14, 2006

Angeli, do jornal A Folha de São Paulo



Para mim, um dos melhores chargistas do Brasil.

Braga & Braga


Há muito tempo não converso com o cearense Braga. No blog do Altino, encontrei-o em forma de charge. Talentoso.
Só lamento que seus traços não residem mais nos jornais, porque dono de jornal no Acre não sabe rir.

Sem ele, sem o Gean Cabral, por exemplo, nossos jornais são menos inteligentes.

Uma pena.

Associação dos Cronistas Esportivos do Acre


No site da Acea, está escrito "Acea premeia os melhores de 2006".
Eu premio
Tu premias
Ele premia

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Os 10 livros da Copeve

Neste ano, somente em junho, a Copeve divulgou à imprensa a lista dos livros exigidos para a provra de Literatura.
Nessa relação, não havia dois: Álbum de Família, de Nelson Rodrigues; e Inocência, de Visconde Taunay.
Em agosto, no manual do candidato, entretanto, a Copeve publicou os dez livros, incluindo, para a surpresa dos vestibulando, Álbum de Família e Inocência.
Na prova de Literatura, domingo, dia 10, não havia sequer uma questão sobre um dos livros. Uma questão.
No pré-vestibualr Ideal, alguns alunos compraram os dez livros. O preço, R$ 267,32. Foi tempo de leitura jogado fora.
Em um país onde o brasileiro lê menos de dois livros por ano, a Copeve, com os seus livros (ausentes no vestibular) e com sua concepção historicista da literatura, presta um desserviço à leitura.
A arte literária não merece isso.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Fecury & Astélio



O secretério municipal de Educação, prof. Moacir Fecury, baixou uma portaria que proíbe a utilização de músicas e de coreografias evangélicas em eventos escolares.
O vereador Astélio Moreira, do PSB e avangélico, discorda. Para ele, música e coreografia devem estar na escola pública, porque a "Constituição garante liberdade religiosa aos brasileiros".
Alguns políticos, como é o caso do vereador do PSB, usam o conceito "democracia" para que não haja limite. Todos podem. Por exemplo, só para ironizar, eu sou macumbeiro e a minha filhinha também.
Por causa disso, nós podemos chamar o pessoal do centro de umbanda para cantar e rodar a baiana na escola pública de minha filha. Levarei galinha preta, vela, atabaque, porque a "Constituição garante liberdade religiosa aos brasileiros".
O vereador ignora o que seja o conceito "democracia". Além disso, até onde eu sei, a escola pública é laica.

Breves Observações

Um aluno, do pré-vestibular Ideal, por meio do correio eletrônico, enviou uma introdução e um desenvolvimento para eu comentar.
O voto é a capacidade do eleitor escolher seus candidatos de forma que estes venham a corresponder às expectativas daqueles. Será que o Brasil tem eleitores conscientes?
No Brasil, há muitos eleitores que analisam criteriosamente seus candidatos. Ações como a leitura de revistas de circulação nacional ou de jornais tanto impressos como televisivos ajudam a conhecer os candidatos. Além disso, a propaganda eleitoral tem o objetivo de que o cidadão observe a veracidade das propostas.

  1. - é e tem - Muito comum, o aluno iniciar a introdução com os verbos “ser”, “estar” e “ter”. Não é errado, mas é lugar-comum. Caso o conteúdo da introdução tenha uma ótima elaboração, nem percebemos a presença desses verbos; no entanto, se o conteúdo for superficial e se esse conteúdo, ainda, não apresentar uma boa elaboração, usá-los torna-se um equívoco;

  2. - linhas - Em uma folha, essa introdução não apresenta cinco linhas no mínimo. Como sabemos, um texto com 30 linhas precisa de uma distribuição harmoniosa de linhas nos quatro parágrafos. Vejamos: introdução (5 ou 7 linhas), desenvolvimento 1 (10 ou 8 linhas), desenvolvimento 2 (10 ou 8 linhas) e conclusão ou solução (5 ou 7 linhas). Essa introdução, portanto, nesse sentido, precisa ser maior;

  3. - leitura de jornais televisivos - Quando assisto ao jornal da TV Cultura, eu não o leio; eu o ouço;

  4. - leitura de revistas - No desenvolvimento, é necessário especificar, porque, nesse espaço, o leitor precisa ser convencido por meio de detalhes, e ninguém detalha escrevendo generalidades, é óbvio. Nem toda revista permite conhecer o candidato. Nem todo jornal permite conhecer o candidato;

  5. - de que o cidadão observe - "(...) tem o objetivo de o cidadão observar a veracidade das propostas";

  6. - ações como - Eu evitaria. Começaria com "a leitura de".

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Vida Dura




Vara de velhinhos
só pesca
Peixe Podre


Ontem, no bairro 6 de Agosto, à tarde, a PM roubou o espetáculo erótico para homens idosos no exato momento em que uma ex-presidiária, a Peixe Podre, retirava a última peça. "É duro ser velho, e a polícia ainda resolveu tirar de nós a nossa única alegria", disse seu João dos Santos, de 76 anos.

Tudo bem que Maria Antônia Liberdade de Souza, de 31 anos, não tem o apelido de Sereia do Norte, mas pelo menos cobrava muito barato para os velhinhos pescarem: R$ 5 de cada um.
Os policiais disseram que se tratava de um atentado contra o pudor. "Contra o pudor?", perguntou seu Carlos Antônio, de 82 anos. "Contra o pudor é velho não sentir prazer com os olhos".

terça-feira, dezembro 05, 2006

- a quem acusou -

"A dona-de-casa Raimunda Santos da Silva, de 37 anos, esteve ontem na 8ª Unidade de Segurança Pública para denunciar seu ex-marido Juscelino Oliveira da Silva, a quem acusou de espancá-la com uma corrente contendo um cadeado na ponta. O caso ocorreu quando a denunciante procurou Juscelino para cobrar a pensão dos filhos menores."
    1. "A quem acusou" - Qual o motivo de colocar a preposição "a" antes de "quem"? Nós acusamos alguém e não a alguém. A regência é direta, isto é, não há preposição. Consulto Celso Luft, e ele oferece um exemplo: "Acusa colegas (Acusa-os) de corrupão. O correto é "quem acusou de".

Para Vestibular


Thaís Nicoleti de Camargo é professora de português desde 1984. Consultora do jornal Folha de São Paulo, ela leciona no ensino médio e em pré-vestibulares.

Desde 2000, escreve sobre gramática, literatura e redação na coluna semanal Vale a Pena Saber, do caderno Fovest, da Folha.

Assina também a coluna Redação do Leitor, que deu origem a este livro.

Neste livro, há 21 dissertações escritas por alunos. No texto, ela registra observações gramaticais e, em uma página ao lado, comenta sobre a dissertação.

Em outras duas páginas, aparece a Redação Corrigida e Orientação de Estudo.

Para apresentar melhor o livro, entrevistei a autora neste espaço chamado ENTRELIVROS.

Professora, o que é preciso para escrever bem?

Thaís Nicoleti - Para escrever bem, é preciso ler, adquirir informação e, sobretudo, aprender a pensar. Seria ingenuidade acreditar na existência de um conjunto de técnicas que, milagrosamente, levariam alguém a redigir bem. Na verdade, a prática constante a que todos nos devemos submeter é a leitura crítica do mundo, esse o verdadeiro caminho para o exercício da cidadania.

Nos textos dos alunos, suas observações só são gramaticais?

Thaís Nicoleti - Não. Há sugestões de encadeamento das idéias, de reformulação de parágrafos, de alteração de vocabulário e, eventualmente, o acréscimo ou a supressão de alguns trechos.

Logo no primeiro texto, Juventude iletrada, seu comentário indica que uma reflexão superficial prejudica texto.

Thaís Nicoleti - Nessa dissertação, a visão de mundo limitada deve-se mais à falta de formação intelectual adequada que à falta de informações.

No século 17, o padre Antônio Vieira criticava as generalizações. Nossos alunos são genéricos?

Thaís Nicoleti - São demais. A reflexão superficial compromete texto. As generalizações fragilizam a argumentação. Generalização dá tom simplista à argumentação.


segunda-feira, dezembro 04, 2006

Habeas corpus, habeas-corpus ou hábeas-córpus?

Não há neste Brasil um órgão que regulamente a grafia.
Se consultarmos o manual do jornal O Estado de São Paulo, Eduardo Martins registra "habeas-corpus".
Se consultarmos o manual da Folha de São Paulo, registra-se "habeas corpus".
Se consultarmos o livro "O português do dia-a-dia", do prof. Sérgio Nogueira, registra-se "hábeas-córpus".
E agora?
Bem, o advogado deve usar "habeas corpus", porque a sua profissão mantém a grafia do latim clássico.
E o jornalista? O texto de jornal, por ser popular, deve registrar "hábeas-córpus", porque o hífen é conseqüência do aportuguesamento, assim como os dois acentos graves.
No entanto, Eduardo Martins aportuguesa com "hífen", mas não considera os acentos graves. Como sigo o manual do Estadão, registro na TRIBUNA "habeas-corpus".

Prof. Sérgio Nogueira


"O português do dia-a-dia", do professor Sérgio Nogueira merece ser aprecisado por quem deseja escrever melhor.
Sobreviver - Não significa "viver mal". Sobreviver significa "viver além, ter uma sobrevida": "Após duas cirurgias, ele sobrevive com um único rim."
Exemplo inadequado: "Não sei como o brasileiro sobrevive com um salário mínimo (= com certeza "o brasileiro mal vive ou vive mal com salário mínimo").
Sinalizar - É "fazer sinais". Evite o uso do verbo sinalizar no sentido de "indicar" ou "anunciar".
Reverter - Verdadeiramente significa "voltar ao ponto de partida". Usar somente quando houver a idéia de "volta, retorno", à situação anterior: "Entrou em coma, mas o médico conseguiu reverter o quadro clínico." Se houver apenas uma idéia de "mudança", podemos usar mudar, modificar ou alterar. Se a idéia for mudar para uma situação oposta, devemos usar inverter: "O governador quer inverter (e não reverter) o atual quadro de degradação em que se encontra a polícia do Rio de Janeiro."

Para além da gramática, idéias erradas

A gente encontra cada uma em nosso jornalismo.

1. "Um tumulto envolvendo diversas pessoas." - Sim, deveria ser "envolvendo camelos"?

2. "Ele espancou João o deixando lesionado." - Sim, deveria ter deixado "beijos"?

3. "A Operação Papai Noel, com participação da Companhia de Trânsito (Ciatran), começou a averiguar o volume e a freqüência dos sons produzidos por equipamentos de carros de passeios dos acreanos." - Quer dizer, se um paulista ou um rondoniense estiverem na avenida Chico Mendes dirigindo, seu carro não será averiaguado.

- à produzir -

"As câmeras digitais na verdade não se limitam à produzir fotos. Também gravam cenas, como uma pequena filmadora. A vantagem sobre as manuais, além da dispensa de filmes, é poder armazenar no computador, como num álbum virtual e também mandar por e-mail para quem se quer. A maioria dos modelos oferecem facilidade de operação, o que possibilita mesmo a iniciantes produzirem fotos de qualidade."
    1. - à produzir - Como um repórter coloca o acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de "produzir"? Não há (`) antes de verbo.

sábado, dezembro 02, 2006

Vestibulando

Dica para uma ótima leitura. Vestibulando, compre o livro Redação - linha a linha, de Thaís Nicoleti de Camargo. A editora, Publifolha.
Muito bom!

A MatemÁtica de GleiDsoN

Professor da disciplina Matemática, José Gleidson Ferreira do Nascimento, de 24 anos, começou a edificar um trabalho significativo na escola Heloísa Mourão Marques.
Em reunião do Conselho de Disciplina de Matemática, ele apresentou um caminho social para a sua disciplina.
Seus alunos aprenderão, por exemplo, porcentagem por meio de pesquisa de preço em supermercados e em pequenos comércios. Não se constrói, no entanto, uma idéia sozinho.
À mesa com ele, os professores Antônio Fernandes, Miguel Antônio Cairo Reis e Francisco Ivo de Oliveira.
Os objetivos são estes:
  1. aplicar conteúdos básicos da disciplina de Matemática à economia doméstica;
  2. entender a Estatística como um ramo da Matemática necessário à tomada de decisões; e
  3. promover o senso de responsabilidade para com a renda familiar.

Por meio disso, o corpo discente estudará porcentagem, razão e proporção, funções (construção e análise de gráficos) e planilhas eletrônicas.

Bem que a Matemática poderia publicar essa pesquisa em um jornal escrito pelos alunos de Língua Portuguesa. Dessa forma, as duas disciplinas seriam úteis às famílias dos próprios alunos, mostrando preços diferentes do mesmo produto.

Alguns dirão que não há nada de novo nisso. A questão, entretanto, não essa. A questão é que alguns fazem "o novo" e outros não o fazem, porque permanecem imóveis com os seus anacrônicos hábitos. É mais cômodo.

A FloresTania de ToinHo aLveS


Aprecio a palavra florestania ou o termo. Palavra não é o mesmo que termo. Conceito se opõe a termo e à palavra. E o que é palavra? O que é termo? E conceito?
Em uma certa noite, na varanda de sua arejada casa, ouvi Toinho Alves, o homem que talhou na árvore florestania. Depois dessa sonoridade, alguns falantes começaram a propagar florestania como conceito.
Ingênuo equívoco. Florestania não é conceito; florestania, senhores, é "neologismo".
E por que não é conceito ou categoria analítica? Que alguns repórteres não afirmem que se trata de conceito, porque, sem base, fala-se por falar.
Paixão é conceito. Família é conceito. Estado é conceito. Amor é conceito. Carnaval é conceito. Ordem é conceito. Ética é conceito. Educação é conceito. Estética é conceito. Subjetivação é conceito. Poder é conceito. Florestania não é conceito. Florestania é neologismo.