domingo, fevereiro 17, 2013

Eles não valem isso tudo

Congressista brasileiro é o segundo mais caro entre 110 países

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PAULO GAMA
DE SÃO PAULO
O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países, mostram dados de um estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com a UIP (União Interparlamentar).

Análise: Gastos do Congresso seguem lógica de todo o setor público
Cada um dos 594 parlamentares do Brasil --513 deputados e 81 senadores-- custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano.
Editoria de Arte/Folhapress
Para permitir comparações, o estudo usa dados em dólares, ajustados pela paridade do poder de compra --um sistema adotado pelo Banco Mundial para corrigir discrepâncias no custo de vida em diferentes países.
O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.
Com os dados extraídos do estudo da ONU e da UIP, a Folha dividiu o orçamento anual dos congressos pelo número de representantes -- no caso de países bicamerais, como o Brasil e os EUA, os dados das duas Casas foram somados. O resultado não corresponde, portanto, apenas aos salários e benefícios recebidos pelos parlamentares.
Mas as verbas a que cada congressista tem direito equivalem a boa parte do total. No Brasil, por exemplo, salários, auxílios e recursos para o exercício do mandato de um deputado representam 22% do orçamento da Câmara.
Entre outros benefícios, deputados brasileiros recebem uma verba de R$ 78 mil para contratar até 25 assessores. Na França --que aparece em 17º lugar no ranking dos congressistas mais caros-- os deputados têm R$ 25 mil para pagar salários de no máximo cinco auxiliares.
Assessores da presidência da Câmara ponderam que a Constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes --na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana.
No total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%.
Em outra comparação, que leva em conta a divisão do orçamento do Congresso por habitante, o Brasil é o 21º no ranking, com um custo de cerca de US$ 22 por brasileiro. O líder nesse quesito é Andorra, cujo parlamento custa US$ 219 por habitante.
O estudo foi publicado em 2012, com dados de 2011. O Brasil não consta no documento final porque o Senado atrasou o envio dos dados, que foram padronizados nos modelos do relatório e repassados à Folha pela UIP.
Ao todo, a organização recebeu informações de 110 dos 190 países que têm congresso. Alguns Estados com parlamentos numerosos, como a Itália, não enviaram dados.
Custo dos parlamentares pelo mundo

PAÍSCUSTO POR PARLAMENTAR (Orçamento/nº de parlamentares, em US$, com paridade de poder de compra)ORÇAMENTO (US$, com paridade de poder de compra)MEMBROS
1ºEUA9.570.093,46 5.120.000.000,00 535
2ºBrasil7.432.814,24 4.415.091.657,00 594
3ºNigéria4.357.653,60 2.043.739.537,05 469
4ºCoreia do Sul2.091.915,75 625.482.810,00 299
5ºArgentina1.917.506,91 630.859.774,38 329
6ºJapão1.863.072,99 1.345.138.700,15 722
7ºMéxico1.777.936,06 1.116.543.847,77 628
8ºVenezuela1.734.773,86 286.237.687,12 165
9ºIsrael1.401.305,67 168.156.680,48 120
10ºChile1.300.040,28 205.406.364,63 158
11ºAlemanha1.191.851,44 821.185.642,18 689
12ºColômbia1.158.565,46 310.495.543,16 268
13ºRepública Dominicana1.142.232,15 245.579.911,25 215
14ºAngola1.137.324,50 250.211.389,97 220
15ºBélgica1.116.683,85 246.787.131,17 221
16ºCosta Rica1.099.075,08 62.647.279,35 57
17ºFrança1.079.852,36 998.863.435,54 925
18ºUruguai1.077.124,35 140.026.165,26 130
19ºFilipinas998.650,24 310.580.223,40 311
20ºEmirados Árabes986.662,97 39.466.518,88 40
21ºCanadá976.939,04 403.475.825,46 413
22ºTurquia941.801,88 517.991.036,43 550
23ºNova Zelândia921.759,69 112.454.682,73 122
24ºGrécia913.714,07 274.114.221,07 300
25ºIndonésia866.241,04 485.094.979,63 560
26ºQuênia841.337,34 188.459.563,53 224
27ºTrinidad e Tobago829.928,39 60.584.772,16 73
28ºTailândia822.990,38 534.943.748,13 650
29ºPortugal785.087,00 180.570.009,84 230
30ºÁustria741.492,17 181.665.582,73 245
31ºFinlândia726.626,88 145.325.375,26 200
32ºDinamarca684.358,03 122.500.087,98 179
33ºAndorra672.999,04 18.843.973,23 28
34ºNoruega629.007,73 106.302.307,01 169
35ºPolônia578.557,13 323.991.995,07 560
36ºUcrânia573.127,62 257.907.430,07 450
37ºLíbano530.701,81 67.929.831,52 128
38ºLuxemburgo520.679,18 31.240.751,04 60
39ºAustrália519.494,78 117.405.819,64 226
40ºBenin516.426,19 42.863.373,36 83
41ºUganda515.494,92 198.981.040,99 386
42ºNicarágua511.116,51 47.022.718,66 92
43ºCamboja497.271,28 91.497.915,20 184
44ºSuécia480.281,42 167.618.215,27 349
45ºZâmbia440.191,93 69.550.324,33 158
46ºTanzânia433.482,25 154.753.163,62 357
47ºChipre415.264,94 33.221.195,23 80
48ºBósnia-Herzegovina414.020,49 23.599.167,82 57
49ºRepública Tcheca410.560,00 115.367.361,10 281
50ºCongo390.347,41 79.240.524,29 203
51ºBurkina Faso385.517,65 42.792.458,94 111
52ºRomênia374.813,00 176.536.923,45 471
53ºÍndia374.803,91 296.095.092,11 790
54ºEslováquia374.201,87 56.130.280,31 150
55ºLituânia372.252,78 52.487.641,98 141
56ºReino Unido360.601,86 532.608.947,51 1477
57ºEslovênia344.329,33 44.762.812,68 130
58ºCamarões342.295,65 61.613.217,68 180
59ºCingapura337.378,72 33.400.493,13 99
60ºArgélia336.993,72 179.617.654,94 533
61ºEspanha332.642,49 204.242.485,89 614
62ºEstônia330.901,27 33.421.028,72 101
63ºLetônia329.476,47 32.947.647,02 100
64ºBulgária325.717,41 78.172.178,18 240
65ºHungria322.289,04 124.403.569,35 386
66ºAzerbaijão313.403,60 39.175.449,43 125
67ºMicronésia302.481,23 4.234.737,16 14
68ºSuíça298.731,21 73.487.877,05 246
69ºGeorgia288.508,81 43.276.320,80 150
70ºMacedônia287.733,63 35.391.235,96 123
71ºNamíbia287.418,37 29.891.510,60 104
72ºRuanda287.401,03 30.464.509,06 106
73ºTimor-Leste282.822,02 18.383.431,55 65
74ºMaláui255.925,05 49.393.534,34 193
75ºIslândia253.620,91 15.978.117,48 63
76ºChade250.836,71 47.157.302,19 188
77ºCroácia250.533,66 37.830.582,60 151
78ºMali235.911,82 34.679.038,22 147
79ºAlbânia217.764,33 30.487.006,71 140
80ºMaldivas211.947,56 16.319.962,06 77
81ºMontenegro180.454,58 14.616.820,85 81
82ºPaquistão179.100,58 79.162.456,60 442
83ºSudão176.074,34 67.964.695,49 386
84ºBelarus164.017,69 28.539.077,92 174
85ºBurundi153.481,32 22.561.754,05 147
86ºGuiné Equatorial144.953,00 14.495.300,19 100
87ºMalásia144.516,29 42.198.757,69 292
88ºGana141.917,48 32.641.021,07 230
89ºSuriname138.111,68 7.043.695,43 51
90ºJamaica136.769,98 11.488.678,11 84
91ºSri Lanka135.498,43 30.487.147,51 225
92ºBangladesh122.601,06 42.910.371,36 350
93ºTogo122.486,88 9.921.437,29 81
94ºLiechtenstein120.679,01 3.016.975,28 25
95ºJordânia114.142,06 20.545.570,20 180
96ºLesoto112.719,07 17.246.017,39 153
97ºMaurício112.372,48 7.753.701,41 69
98ºMoldávia107.182,90 10.825.472,96 101
99ºArmênia100.169,24 13.122.170,71 131
100ºDjibuti98.184,07 6.381.964,71 65
101ºTonga92.725,79 2.596.322,02 28
102ºMauritânia91.966,53 13.886.945,31 151
103ºSeychelles89.284,31 3.035.666,69 34
104ºMalta88.480,01 6.105.120,38 69
105ºGâmbia83.481,56 4.424.522,84 53
106ºSão Tomé e Príncipe81.936,13 4.506.487,29 55
107ºSão Vicente e Granadinas78.969,51 1.816.298,72 23

sábado, fevereiro 16, 2013

5 mil açudes


Há dois anos, o governador do Acre, Tião Viana, disse que seriam construídos 5 mil açudes para a criação de tambaqui.

Dois anos depois, o peixe permanece caro porque ele nada do Amazonas e de Rondônia ao Acre.

Queria ver na mão do governador uma foto com um único livro, dizendo que a leitura significa desenvolvimento, qualidade de vida.

Sem ela, a economia por si não melhora as pessoas.

Por isso que seu governo construiu salas apropriadas para leitura nas escolas, com ares-condicionados, com cadeiras confortáveis, com salas atapetadas e com 20 alunos em cada uma delas.

Surtei.

  

Alunos, leiam Paulo Leminski, antes que seja tarde

Crítica: Obra reunida confirma Leminski no topo da poesia brasileira


RODRIGO GARCIA LOPES
ESPECIAL PARA A FOLHA

Um dos grandes acontecimentos literários do ano no Brasil. É o que já se pode dizer do lançamento de "Toda Poesia", de Paulo Leminski.



Aguardado por um público cada vez mais cativo e que não para de crescer, o livro reúne a obra poética do autor paranaense, interrompida aos 44 anos.



Seus principais livros há muito estavam fora de catálogo, tornando-se raridades. Agora o leitor tem a chance de comprovar a vitalidade, inteligência e multiplicidade de sua obra.


Ovidio Vieira/Folhapress













































Paulo Leminski nas ruas de São Paulo em foto de 1983
Paulo Leminski nas ruas de São Paulo em foto de 1983

O livro traz mais de 600 poemas. Se perde ao não reproduzir a relação simbiótica que sua poesia estabelece com fotos de Jack Pires ("Quarenta Clics") e desenhos de João Suplicy ("Winterverno"), por outro lado recupera poemas que ficaram de fora de "Caprichos & Relaxos".



Polêmico e polimorfo, poucos como Leminski foram, depois de morto, tão esculhambados por seus próprios pares. Eram comuns os epítetos de "poeta-piada", "mero frasista polêmico", "poeta pop".



Principalmente depois que "Caprichos & Relaxos" tornou-se um best-seller e ele virou uma grande referência, com o pecado de também fazer sucesso na MPB.



Leminski conseguiu, como escreve Wisnik, uma "aliança entre concentração e desconcentração" que poucos poetas alcançaram. O escritor fazia uma poesia que chegava junto e não ficava puxando assunto.



EXPERIMENTALISTA

Eruditíssimo, com domínio total da linguagem, como prova no romance "Catatau", foi além do concretismo e da poesia marginal (que ele não repetiu simplesmente).


É um dos mais importantes poetas brasileiros de todos os tempos. Entre outras coisas, resgatou a "logopeia" (a dança do intelecto entre as palavras) para uma poesia brasileira cada vez mais asséptica e formalista.



Ao lado de obras-primas (o concreto "Metamorfose") e peças imprescindíveis, como "um deus também é o vento", "O Velho Leon e Natália em Coyoacán", "Iceberg", "Aviso aos Náufragos", "Invernáculo" e "um homem com uma dor" (momentos que fundem imagem, música e pensamento), temos poemas descartáveis ("amar é um elo").



"Toda Poesia" é desigual? Sim, como é desigual "Poesia Completa", de Carlos Drummond de Andrade.



Com a diferença de que Leminski, experimentalista nato, tinha consciência de que "errava muito", assumindo riscos. O poeta nos quer por inteiro, desejo já expresso no título "Caprichos & Relaxos".



Num tempo em que boa parte dos poetas parece escrever cada vez mais para si mesmos ou para a crítica, num campo literário infestado de políticas de compadrio e ausente de 
verdadeiras discussões de valores estéticos, onde há muita pose e pouca poesia, "Toda Poesia" chega em boa hora.

RODRIGO GARCIA LOPES, poeta e compositor, está lançando seu segundo CD, "Canções do Estúdio Realidade".
TODA POESIA
AUTOR Paulo Leminski
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 46 (424 págs.)
AVALIAÇÃO ótimo

O novo de Marcus Bebê Viana

Prefeito de Rio Branco, Acre, Marcus  Bebê Viana
é o novo na política acriana

Ainda muito neném na política do Acre, Marcus Bebê Viana disse em campanha que veio para fazer "o novo".


    
 

Há muito tempo


Biblioteca londrina bombardeada em 1940 pelos alemães

O homem já foi à Lua, o homem já clonou a ovelha Dolly, o homem já criou livros virtuais, mas a Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, Acre, não tem portal funcionando e muito menos acervo digitalizado para ser baixado. 

Na foto, três leitores ingleses após bombardeio, mas essa biblioteca não se encontra em ruínas, porque nela há leitores.  

http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/

http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/

http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/


segunda-feira, fevereiro 11, 2013

A monarquia do rei Momo




Momo, na mitologia, é filho do Sono e da Noite. Assim como os valores noturnos e oníricos opõem-se ao dia (trabalho) e à realidade (leis), Momo liberta seus súditos das obrigações normativas daqueles que governam a cidade.




Todos os signos (fantasia, máscara, festa) da monarquia momesca não são compreendidos como são os signos do Dia da Pátria (ordem, autoridade, seriedade). 

O Carnaval perdeu seu sentido original, mas o sentido da parada militar permanece.

Momo vem da palavra "mímica", ou seja, por ser imitador, ele deforma o poder do prefeito, por isso Momo recebe a chave que abrirá a porta de um mundo avesso à vigília e ao dia.

O Carnaval é festa política, no sentido de que valores de Momo devem ser comuns à cidade. Ora, sob seu poder, os súditos se fartam de alegria, de dança, de canto, porque em sua monarquia não há desigualdade.

No Carnaval, rimos do prefeito, do governador, da corte, do juiz, enfim, rimos do poder, nivelando-o aos homens que brincam entre si porque são iguais.

No Acre, por causa de um Carnaval alienado, não nos fantasiamos para rir do prefeito, do governador, do poder.

No Rio de Janeiro, a única escola de samba que exercia a crítica social, a São Clemente, não resistiu, porque, caso permanecesse politicamente crítica, não receberia a verba da prefeitura.

Para se manter viva, a São Clemente, portanto, não critica mais a ordem social. Alienou-se.

Momo mantém viva a sua crítica nos blocos do Rio de Janeiro. Neles, rimos do poder.  


sábado, fevereiro 09, 2013

Algum deputado acriano?

09/02/2013 - 7:30

Apenas 29 deputados abrem mão dos 14º e 15º salários 

Desde ontem, pelo menos 484 deputados federais – entre eles o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), e o vice, André Vargas (PT-PR) – caem na folia com bolso cheio.
Além do 13º, eles receberam o 15º salário, e em Março embolsam o 14º, direitos concedidos por regimento aos mandatários  (Ato Conjunto de 30 de janeiro de 2003, art. 3º, §2º).  Todos os anos, a Câmara paga o 15º em Dezembro, para quem exerceu no mínimo três quartos das sessões. O 14º é pago 30 dias após o início do Ano Legislativo, ou seja, em Março.
Documento oficial da assessoria da Câmara mostra que só 29 deputados abriram mão destes salários extras. Os nomes do presidente e vice não constam (lista abaixo). O vice André Vargas diz que recebeu os extras. “Não sabia da lista e nem fui procurado”, justifica. O presidente Alves não foi localizado pelo blog.
Curiosamente, desde meados do ano passado ficou travado o projeto que extingue os dois salários extras, aprovado pelo Senado e recebido por comissão especial na Câmara. Em setembro, chegou-se ao cúmulo de o relator, deputado Afonso Florence, adiar por cinco vezes em um mês a leitura de seu relatório por falta de quórum. A manobra da trupe funcionou, o projeto não andou e Florence desabafou ao repórter: “Não tem lógica um deputado receber 14º e 15º num país em que o trabalhador só vai ao 13º”.
O resultado do achaque consentido no bolso do cidadão: apenas de Dezembro até mês que vem, cada um dos 484 nobres receberá R$ 106.800 (brutos)  - R$ 26.723 por mês. E o bloco da Folia com Verba Pública retoma os trabalhos só dia 19, quando a pauta do plenário estará decidida e o ano realmente começa para o escrete.
Os 29 deputados que abdicaram dos extras vão se reunir após o Carnaval para cobrar celeridade na tramitação do projeto que põe fim à farra.
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Veja lista
AFONSO FLORENCE
ALEXANDRE ROSO
AUGUSTO CARVALHO
BETO ALBUQUERQUE
BOHN GASS
CARLAILE PEDROSA
CARLOS SAMPAIO
ERIKA KOKAY
EROS BIONDINI
FABIO TRAD
FERNANDO FRANCISCHINI
FRANCISCO ARAUJO
FRANCISCO PRACIANO
HENRIQUE OLIVEIRA
IZALCI
JANETE CAPIBERIBE
JOAO CAMPOS
LAERCIO OLIVEIRA
LINCOLN PORTELA
LUIZ PITIMAN
MAGELA
POLICARPO
REGUFFE
RONALDO FONSECA
RUBENS BUENO
RUY CARNEIRO
SERGIO ZVEITER
SEVERINO NINHO
WALTER FELDMAN