sexta-feira, junho 09, 2006

"Álbum de Família" 2

A pornografia (des)ordena o prazer de Jonas, que é saciar seu apetite. Pai de família, ele tem vontade de bater, de estrangular as meninas, porque elas são umas porcas. Jonas as julga como belos animais. São garotas de 12, de 13, de 14, de 15 anos.
A pornografia (des)ordena a família. Não há a exposição das cenas, como ocorre em Filosofia na Alcova, de Marques de Sade, mas nem precisa, porque as palavras das personagens evidenciam a (des)graça.
Por revelar um sexo submetido ao orgânico, "Álbum de Família", embora seja uma obra modernista, apresenta traço naturalista.
Amanhã, eu continuo.

quinta-feira, junho 08, 2006

"Álbum de Família" 1

Hoje, no pré-vestibular do Ideal, iniciei as aulas sobre um dos livros para o vestibular da Universidade Federal do Acre (Ufac).
Literatura, nesse tipo de curso, o pré-vestibular, limita-se à funcionalidade de um ensino submetido a um modelo de prova para ingressar na universidade. Infelizmente, por causa do modelo das questões - e somente três delas caem no vestibular da Ufac -, a Literatura não encanta, não envolve, não estimula a ler outros livros.
E mais. O vestibulando ainda se vê obrigado a ler 10 livros, e a Copeve, só agora, hoje, informou, por meio da TRIBUNA, que a lista de livros é igual à do ano passado. O primeiro, Álbum de Família.
Publicada em 1946, essa tragédia reapareceu no cinema em 1981 e, para minha breve interpretação neste blog, que não termina hoje, começo com este pensamento de Nelson Rodrigues.
"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha óticade ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."
Com que palavra, começo a interpretar Álbum de Família? Jonas, casado com D. Senhoria, consegue, por meio de tia Rute, irmã da esposa de Jonas, meninas virgens e menores para o cunhado. Ele transa com elas na casa da família.
A palavra que me interessa e sai da boca de Nelson Rodrigues é esta: pornografia.
Amanhã, continuo.

quarta-feira, junho 07, 2006

06.06.06

Ontem, 06.06.06, isto é, 666 é o número da besta, no caso, das bestas que invadiram ontem o Congresso Nacional.

Concordância Verbal

Ninguém das pessoas conseguiu.
Ninguém das pessoas conseguiram.
Qual das duas frases-oracionais está correta? Quando o pronome indefinido (ninguém) estiver no singular, o verbo concorda, sempre, com o pronome.
O correto, portanto, ninguém das pessoas conseguiu.

terça-feira, junho 06, 2006

Os Feios da Copa 8

Os Feios da Copa 7

Os Feios da Copa 6

Os Feios da Copa 5

Os Feios da Copa 4

Os Feios da Copa 3

Os Feios da Copa 2

Os Feios da Copa 1

segunda-feira, junho 05, 2006

Goooooooooooooool!!! contra da CBF

Orlandeli, de A Charge Online

Por dia, Ronaldo Gaúcho recebe mais de R$ 160 mil. Eu acho pouco para a miséria brasileira. Quando se fala em grana, a situação piora com a CBF.
Segundo Aline Sá Teles, do portal contasabertas.uol.com.br, a CBF deve muitas cifras à Previdência Social. Enquanto gritamos goooooooool!, o dinheiro público brasileiro perde de goleada para Ricardo Teixeira. Leia este parágrafo do portal.
"Os problemas da CBF com o poder público, no entanto, vêm de outras Copas do Mundo. Pouco antes da seleção brasileira conquistar o penta, a entidade foi alvo de investigações de uma Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Câmara dos Deputados em 2000, que evidenciou a situação caótica da administração do futebol brasileiro, comandada pela CBF. A CPI, que tinha como objetivo inicial analisar o contrato entre a Confederação e a Nike, acabou descobrindo uma série de irregularidades na entidade e nas federações, como uso indevido de recursos, doações ilegais para políticos em campanha eleitoral, dentre outros."

"Elas entram em rítimo da Copa"

O portal wwww.noticiasdahora.com deveria ser "caçado" por causa dos crimes contra a língua portuguesa. Escrever "rítimo" expõe o descaso pelo ato de escrever bem. Isso envergonha o Acre.

sexta-feira, junho 02, 2006

Notícias da Hora

Altino Machado deixou endereço no MSN e entrei no portal de Notícias da Hora. Lá, uma entrevista com Toinho Alves.
Olhando para o passado, lembro-me quando conversei com Toinho em sua casa. Por mais de duas horas, esse acreano refletiu sobre a vida, daime, PT. Conversa franca, aberta, livre.
Em outro dia, no centro de Rio Branco, encontrei-me com ele. Chovia. Alguns minutos trouxeram palavras sobre a BOSTA que uma parte do PT executou contra a nação.

Agora, por meio de um entrevista, leio suas palavras, ouço Toinho Alves com os olhos. Palavras sobre poder, sobre florestania. Sobre esses dois conceitos, li e reli um conteúdo - não se zangue, por favor - superficial.
Sobre poder, ele não entra em outros conceitos para que o leitor perceba a sua natureza invisível. Toinho fala de poder como se estivéssemos no século 19 ou no século de Maquiavel.
Sobre florestania, falou, falou, falou e falou, mas só falou o que foi falado sem ter falado para surpreender com uma abordagem interessante sobre cultura. Diz que precisamos valorizar o que é nosso, mas seu equívoco é não problematizar sobre "quem somos".
O que é ser acreano? Falta um estudo bem articulado sobre o que somos. Não conheço um estudo sério neste Estado sobre esse conceito, o da identidade acreana. Há um vazio sobre isso. Florestania se reduz, portanto, a um conceito sem estudo, um bonito significante para inglês ver, mais nada.
Fora isso, queria que o acaso possibilitasse um encontro entre nós para incomodá-lo, para eu ser incomodado. Queria ver Toinho ser entrevistado no programa Provocações, de Antônio Abujanra.




quinta-feira, junho 01, 2006

A Copeve & A Literatura

Para o vestibular da Universidade Federal do Acre, o aluno é obrigado a ler 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10 livros para, no dia da prova, a literatura ser contemplada por três questões. Cruel.
Pior. A Copeve, até o momento, não publicou a lista dos 10 livros.
Estamos em junho. Argumentarão que a Ufac entrou em greve no começo do ano? Ora, o tempo do ensino médio não se assemelha ao tempo da Ufac.

quarta-feira, maio 31, 2006

Vazio 3


Foto de Gleilson Miranda. Hoje, mais um vazio sindical. As atuais direções do Sinteac e da APL reduziram os problemas da educação à isonomia salarial. Porra, será só isso até o final dos dois mandatos? Isonomia é justa, mas será só isso?
No faixa da foto, questão de gênero. Essas mulheres ignoram o que seja gênero feminino, porque conduzem os dois sindicatos segundo o gênero masculino.
Como deve ser a organização sindical segundo o gênero feminino? Respondam-me, por favor!!!

Vazio 2

Foto de Alberto Nogueira. Em 25 de abril deste ano, o sindicato mostrou que precisa se transformar. Na Assembléia Legislativa do Estado do Acre, ele reuniu, mais uma vez, um número muito pequeno de filiados.
Eu não sou o culpado. Não sou sindicalista. Não desejo o poder. Não faço do sindicato um meio para a minha candidatura. Quem tanto deseja o poder tem a obrigação de apontar outros caminhos.

Vazio 1


A foto acima revela o quanto a assembléia sindical não passa de solidão. Um grupo, sem inteligência para aglutinar pessoas, fala para si mesmo. Surdo, o sindicato não ouve os apelos do tempo, da história.
Há anos, escrevi no Página 20 que o movimento sindical acreano perdeu o mouse da história. O tempo precisa passar mais ainda para que percebam que a imagem sindical não reflete em uma nova realidade social. O corporativismo e a falta de inteligência impedem ver além.
No caso da APL, lamentável. Quando surgiu, pensei que a Associação dos Professores Licenciados fosse apresentar no tempo um novo modelo de organização sindical, mas a APL caiu no lugar comum, no clichê.
Todo mês, sai do meu bolso R$ 14 para a conta bancária da APL e, até hoje, não recebi na escola onde leciono um boletim informativo sobre os gastos. Uma questão tão óbvia que deveria estar diante de meus olhos, mas a APL, não me informando, nega a ética mais elementar - a prestação de contas.

Um Talento


Aluno da escola estadual Heloísa Mourão Marques, o calmo Wílson, do 3º ano do ensino médio, é um talento ignorado pela escola pública.
Não foi ignorado pelo excelente desenhista Enílson Amorim, funcionário da TRIBUNA e no mercado de trabalho há anos. Enílson Amorim olhou o desenho de Wílson com admiração.
"Peça a ele para vir à Redação, poderíamos trocar umas idéias", sugeriu.
A Secretaria de Educação, por outro lado, não reconhece; não premia; não cria condições para alunos diferenciados pelo talento.

Para o meu ótimo ex-aluno, eu exponho neste blog o desenho de um rapaz que merece uma escola que tenha outra prática - a do reconhecimento.

Em 2004, coloquei em prática, com os alunos, um jornal publicado pela TRIBUNA e escrito pelos estudantes. Nunca recebi um incentivo da secretaria e da escola.
Ildo Montezuma, o responsável pelo currículo do ensino médio, deveria motivar novas práticas nas escolas, mas...

Depois, sou obrigado a ouvir que o professor não inova.