segunda-feira, maio 05, 2008

TV Aldeia



A TV deve dar exemplo quando escreve.

Acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de "serviço", é desserviço.

sexta-feira, maio 02, 2008

Assim morrem os pobres

Foto de Selmo Melo

Matéria de Gilberto Lobo






O fato ocorreu no bairro Plácido de Castro, final do bairro Sobral, capital. O pobre faleceu às 8 horas e, ao meio-dia, o corpo permanecia no barraco à espera da boa vontade do poder público.

Sugeri ao repórter saber como e quanto será o sepultamento desse corpo pobre. A família gastará quanto?

Família acusa Samu de negligência

Francisco Chaga da Silva, de 49 anos, morador no bairro Plácido de Castro, faleceu na manhã de ontem, dia 2, porque, segundo familiares, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi negligente.

Segundo Carlos César, vizinho que atendeu o paciente, Francisco Chagas começou a gritar no final da noite com fortes dores, mas não conseguia falar para explicar onde doía. “Teve uma hora que ele não conseguia nem gritar, a voz não saía”, acrescentou.

Por volta de uma hora da manhã, o atendimento do Samu foi solicitado. Conforme explicação de César, os médicos fizeram os exames no paciente sem removê-lo do local e disseram que ele apenas estava com frio devido à brusca queda de temperatura. Colocaram um cobertor sobre ele e saíram. Às 8 horas, Chagas faleceu.

“Ele não tinha nenhuma doença, era saudável, apenas gostava de beber muito e nunca tinha tido problema de saúde, essa foi a primeira vez, e o pessoal do Samu nem ligou, disseram que era só frio”, detalhou, Carlos.

Até às 11h30, o corpo permanecia sobre o sofá da sala à espera dos funcionários do Instituto Médico Legal (IML) para tomar as devidas precauções.

A coordenadora interina do Samu, enfermeira Necila Fernandes, informou que o Samu recebeu o pedido por volta de uma hora da manhã. Os familiares informaram que o paciente estava embriagado e que talvez o problema fosse esse.

No local, a equipe realizou os procedimentos padrões e constataram que o paciente estava bem, a pressão arterial estava nos padrões normais e o próprio Francisco havia dito que não sentia dor. “Estou bem”, disse, contrariando as explicações de Carlos César. Por causa disso, Francisco não foi levado ao hospital.
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Uma dúvida: como Francisco falou que estava bem se ele sentia muitas dores?

quarta-feira, abril 30, 2008

terça-feira, abril 29, 2008

Não me esqueço











No domingo, o dinheiro público pesseou de carro por Rio Branco. Não me esqueço da placa.

Sem brincadeira

Foto de Selmo Melo.









"Moço, eu posso ficar com esse carrinho?", pergunta a criança ao tratorista.

Danificados, segundo o Inmetro, os brinquedos foram destruídos pelo trator.

segunda-feira, abril 28, 2008

Conselho de Turma












Antes dos problemas baterem à porta da coordenação de ensino, deveria haver conselhos de turma para solucionar problemas, inclusive, pedagógicos.

Na foto, professores reuniram-se para solucionar questões de uma turma. Na terça, esses educadores irão à sala de aula para comunicar à turma o que foi decidido sobre alguns alunos.

Por exemplo, em todas as aulas, os que bagunçam se sentarão na frente. Trata-se de uma ação conjunta do corpo docente e não uma ação isolada de um professor.

sábado, abril 26, 2008

Homofobia. E a homoprofanação?

De Aldo Nascimento

Em 2006, em Jerusalém, a parada gay desejou passar por onde Jesus Cristo suportou a cruz. O Estado de Israel castrou esse desejo. Ainda em 2006, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, uma exposição artística de homossexuais apresentou um crucifixo na forma de um pênis. A Igreja pronunciou-se contra. Neste ano, em Brasília, atores homossexuais se masturbaram sobre uma Bíblia aberta no palco. Cristãos indignaram-se.

Esses exemplos evidenciam que está em curso uma intolerância homossexual contra o sagrado. Se eles falam de homofobia, riem quando maculam o que não pode ser violado; troçam quando o excesso de seus gestos profana os limites do que é sacro. Nesse sentido, homossexuais também são violentos, porque, uma vez entregues ao excesso dos trejeitos, do corpo, da palavra, exibem a homoprofanação em espaços públicos.

Em Êxodo (3:5), diz o Senhor a Moisés: “Não te aproximes daqui, tira as sandálias de teus pés, porque o lugar onde te encontras é uma terra santa.” Sagrada. A origem da palavra vem do verbo separar, por isso Moisés deve deixar suas sandálias lá fora, elas estão impregnadas da sujeira do mundo exterior, não podem se misturar com a terra do Pai. Dessa forma, o sagrado fundamenta, por meio de um significado-lugar bem definido, um ponto fixo que orienta os mortais. Não há rumo quando impera a confusão. O sagrado se opõe, portanto, ao caos.

Em sua etimologia, a palavra profano significa “que está em frente ao templo sagrado”. Colocando outras palavras, profano é proferir fora o que o sagrado não diz dentro. Se além dos limites das quatro paredes de um templo, isto é, fora, a voz profana não se inibe, não se censura, dentro de um templo sagrado, entre suas quatro paredes, a voz sacerdotal fundamenta uma só direção. Fora do sagrado, como não há limites, valores relativizam-se; dentro do sagrado, fundamenta-se a ordem, a organização

Assim, por ruas de Jerusalém, no lugar da procissão, da dor, gays desejam se exibir, desfilar seus excessos. Em um centro cultural carioca, um pênis-crucifixo se ergue. Em uma peça de teatro em Brasília, masturbam-se sobre Abraão, Moisés, sobre os apóstolos. O que homossexuais desejam, afinal, profanar? Com esses exemplos, desejam profanar o corpo; sujá-lo com as impurezas da desmedida, da hýbris.

Ora, à medida que a pornografia sai das ruelas escuras, das esquinas sombrias, a dessacralização do corpo é gerenciada por quem cultua uma nova Sodoma e uma nova Gomorra. Nessas duas cidades bíblicas, como sabemos, reina o ato fisiológico do sexo, não sua transcendência.
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Ronda Gramatical

Homo, macro, mega, micro, mini, moto, para, retro, socio, tele. O correto é “megassena”. O correto é “socioeconômico”. O correto é “telerrepórter”. O correto é “microcrédito”.

sexta-feira, abril 25, 2008

Assessoria de Comunicação do Governo

Neste blog, reconheço a política educacional do Estado, porque não sou estúpido para ignorar a nova realidade da educação acreana. Não desejo retrocesso e, por causa disso, a Frente Popular tem meu voto.

Há um trabalho sério na Secretaria de Educação, por isso as matérias jornalísticas do governo, por meio de sua assessoria de imprensa, devem estar à altura. Não estarão, entretanto, quando a assessoria de imprensa ignora a realidade educacional para escrever mentira sobre educação.

Eu soube que leram matéria em uma revista para reproduzir o que não existe no bolso de professor. Na época do militares, diziam: "não compre jornal, minta você mesmo".

Pois bem, a assessoria do governo escreveu que professor estadual recebe R$ 2.268 por mês, lecionando 30 horas. Segundo a matéria, esse salário é para início de carreira.

O governo não precisa de inverdades de assessores. Com quase dez anos no Estado e com especialização, um professor, lecionando 30 horas, recebe R$ 1,6 mil, líquido. Para início de carreira e sem especialização, líquido, o salário não chega a R$ 1,4 mil.

Só mais uma coisa: esqueceram-se do custo de vida. Um salário de mil reais no Rio de Janeiro não tem o mesmo poder de compra em Cruzeiro do Sul ou em Rio Branco.

Conselhos de Classe

Conheço algumas escolas estaduais acreanas e sei que elas assemelham-se em um ponto: as coordenações de ensino mais parecem uma delegacia que registra boletins de ocorrência. Se elas executam qualidade de ensino, não podem, porque as ocorrências impedem.

Além de eu defender um processo que qualifique a escolha de coordenadores, não podendo tal escolha se submeter à arbitrariedade desqualificada de diretores, as coordenações precisam criar os conselhos de turma a fim de que professores deliberem soluções a partir de problemas específicos às turmas.

É preciso solucionar na sala antes que problemas cheguem às coordenações.

Só que espero que a professora Carmem, da tarde, não use a escrita deste blog para tecer fofocas na escola sobre minha pessoa, nem um pouco simpática à falsidade.

Copeve

Não quero escrever muito sobre isso, porque meu sarcasmo elegante pesa. Só desejo registrar aqui, neste blog, que a Copeve, até o momento, não publicou a lista dos 10 livros do vestibular.

quarta-feira, abril 23, 2008

Não toco mais no assunto





Há alguns dias, um aluno leu em um jornal acreano “os povos Kaxinawá” e me perguntou se estava correto. “Se por acaso cair na redação do vestibular uma questão sobre indígenas, como devo escrever?”.

Bem, assim como jornalista não pode reproduzir a convenção gráfica da antropologia, um estudante não pode ir contra as regras gramaticais.

1. Nosso idioma obedece à Lei 5.765, de 18 de dezembro de 1971. Nela, as letras “k”, “w” e “y” deverão ser usadas em casos especiais. Nomes indígenas não são casos especiais. Por isso, não escrevemos “guarany”, “tupy”;

2. Não escrevemos “os povos Brasileiro”, mas “povo brasileiro”. Assim como “brasileiro”, “caxinauá” é adjetivo pátrio, concordando em grau, número e gênero como o substantivo “povos”; e

3. Coloca-se “caxinauá” em caixa-baixa, porque não é nome próprio.

Não falo mais no assunto.

sábado, abril 19, 2008

O Altino Machado irá criticar?

Amanhã, não sairá na TRIBUNA "povos Yawanawa", e o Altino Machado, mais vez, poderá criticar o revisor, mas criticará sem apresentar provas gramaticais.

O fato é que Altino Machado e Romerito Aquino, por exemplo, escrevem errado há anos as etnias indígenas, porque, baseando-me em provas gramaticais, não se registra "povos Yawanawa".

É a velha escola jornalística que não sabe o porquê de escrever assim, mas escreve, porque viu escrito não sabe onde. Copiam-se grafias pela ignorância de copiar.

O correto é "povo iauanaua".

Se eu fosse um padre





Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte
-um belo poema sempre leva a Deus!

De Mário Quintana

quinta-feira, abril 17, 2008

Vamos Brincar?

A atual gestora da escola Heloísa Mourão Marques, professora Osmarina, pediu que os alunos escolhessem seus padrinhos de turma. Na turma do ensino médio, terceiro A, os alunos votaram em mim. Recebi 32 votos.

Professora Flávia: 5 votos.
Professor Márcio: 2 votos.
Professora Deise: 1 voto.
Professora Maria Célia: 1 voto.

Coloco essa votação neste blog, porque houve uma época em que "alguns" diziam que eu xingava aluno de burro, de idiota. "Alguns" falavam que eu desprezava meus alunos. A melhor resposta, o tempo. Outra turma me escolheu para padrinho, mas não poderei aceitar por causa de uma turma que me escolheu primeiro.

Na condição de padrinho, vamos trabalhar. Convoquei o Conselho de Classe da turma para nós realizarmos uma atividade lúdica na escola por meio de uma Gincana do Conhecimento. Espero que meu colega de trabalho entenda que podemos criar uma outra forma de ensino-aprendizagem, basta ter paixão pela vida, pelos alunos, pela vontade inquieta de criar outras possibilidades. Estamos vivos. Só os mortos não se modificam.

Além disso, espero uniformizar ações do corpo docente em sala, falar a mesma língua.

Fotos de Selmo Melo














Em um primeiro momento, o fotógrafo Selmo apresentou uma piscina sem guarda-sol. Agora, além da piscina, duas caixas d'água. O local fica no centro de Rio Branco, na Avenida Brasil, ao lado de Centro Empresarial.

Selmo promete que na terceira vez irá fotografar os mosquitos.

quarta-feira, abril 16, 2008

Reconhecimento

A escola Heloísa Mourão Marques não é a mesma. Não se trata de adular a atual diretora - não sou disso -, mas de reconhecer que mudanças simples ocorreram, por exemplo, os alunos só saem de sala às 11h25. Nenhum professor os dispensa 20 minutos antes.

Hoje, há uma diretora que se faz presente na escola, cumpre seu horário e não entra com atestado médico para ficar em casa. Tenho fé que será assim até o final desta administração.

Na foto, um curso para mães de alunos. Depois, colocarei mais fotos e escreverei mais sobre essa iniciativa da atual gestão.

terça-feira, abril 15, 2008

Letralamento

Hoje, em uma aula sobre letramento, a professora afirmou que o aluno deve ter acesso a vários textos. Generalidades. Para quem se dedica à sala de aula, sabe que o aluno não pode ter acesso a vários textos. A questão essencial não é essa.

A professora disse, disse, disse, disse. Disse coisas que ouço há 20 anos, época de faculdade. A moda chegou ao Acre agora. É preciso ter muita paciência nessa hora.

Equanto isso, ocorre isto. Um professora de uma escola estadual pede aos alunos uma dissertação. Um copia a letra dos Irracionais, e a professora considera a melhor redação. "Nessa escola, não se aprende redação, porque o professor não dá", reclama a aluna.

Como o aluno não quis ser identificado (foto), o fato é que, mais uma vez, alunos do ensino médio reclamam de professores que não lecionam Redação.

segunda-feira, abril 14, 2008