quinta-feira, novembro 29, 2012

E aí, Tião Viana?. E aí, Arnóbio Marques? E aí, Jorge Viana?

Quem leciona nas escolas públicas acrianas (quem não é vereador, deputado, senador ou governador, homens que deveriam ser responsáveis por políticas públicas da educação) enxerga em sala de aula o que políticos só veem em suas propagandas.

Oito anos Jorge Viana. Quatro anos de Arnóbio Marques. Dois anos de Tião Viana. Ao todo, 14 anos de educação pública conforme os mandos do PT.

Não dizem mais que o salário do professor no Acre é o maior do país. Aníbal Diniz, que ignora o que seja escola pública, reproduzia essa falácia no meios de comunicação.

Falava do salário sem falar do custo de vida da sociedade acriana.

Pois bem, mais uma vez, após anos e anos, a escola pública acriana permanece como uma das piores do Brasil, uma das piores da Região Norte.

Abaixo, coloquei na sequência a relação de estados e Distrito Federal e, por meio de números, as melhores escolas públicas conforme o ENEM-2011.

       Minas Gerais: 704.29 1º
         Pernambuco: 676.95 2º
     Espírito Santo: 672.49 3º
     Rio de Janeiro: 664.98 4º
  Rio Grande do Sul: 660.56 5º
          São Paulo: 660.55 6º
             Paraná: 655.24 7º
 Mato Grosso do Sul: 637.43 8º
               Pará: 626.86 9º
              Bahia: 625.86 10º
              Ceará: 611.65 11º
Rio Grande do Norte: 606.20 12º
              Goiás: 605.73 13º
        Mato Grosso: 596.39 14º
           Amazonas: 595.54 15º
     Santa Catarina: 595.20 16º
           Maranhão: 587.26 17º
            Paraíba: 584.98 18º
   Distrito Federal: 578.30 19º
            Sergipe: 577.88 20º
              Piauí: 577.23 21º
            Alagoas: 572.80 22º
            Roraima: 563.62 23º
          Tocantins: 554.98 24º
           Rondônia: 540.00 25º
               Acre: 499.08 26º
              Amapá: 480.09 27º

A melhor escola pública acriana, o Instituto São José, deixa o estado do Acre na penúltima posição no Brasil e na Região Norte.

O que é melhor no Acre fica, no âmbito geral das escolas brasileiras, no 5.769º lugar.


A escola José Rodrigues Leite, com 484.32 pontos, encontra-se na 6.875ª posição do ranking nacional.

Na faculdade de medicina da UFAC, não existe aluno acriano de escola pública. Por causa disso, muitos temeram que a UFAC entrasse no ENEM.

A situação educacional no Acre permanece muito ruim. Os homens públicos, no entanto, colocam seus filhos em escola particulares, e os sindicatos da educação não estão nem aí.

Aos políticos da Frente Popular Acriana

Quando os números do MEC convêm a cada um dos senhores, seus discursos sobem à tribuna para afirmar que a educação acriana vai bem.

No entanto, números não revelam salas com 45 alunos. A educação pública ainda permanece ruim. Transformações profundas e estruturais não são pensadas pelos políticos.  

Já temos os números do Enem-2011. A melhor escola pública acriana, a São José, obteve 499.08 pontos, ficando, na Região Norte, na frente só do estado do Amapá, 480.09.

Os estados da Região Norte e os números de suas melhores escolas públicas.

     Pará: 626.86

 Amazonas: 595.54

  Roraima: 563.62

Tocantins: 554.98

 Rondônia: 540.00

     Acre: 499.08

    Amapá: 480.09 

segunda-feira, novembro 26, 2012

Um rabino, uma atriz e a palavra sagrada


Ausência de Deus

Este livro, sabedoria e beleza. 
Aqui, Deus se faz presente 


O governo do Acre deveria colocar no circuito acriano belas peças de teatro



Mas o governo do Tião Viana desenvolvimento se reduz a estradas
Antes de deixar o Acre por uns longos anos, fui me despedir de pessoas por quem possuo alegre admiração.

Sem dizer nome, um deles, hoje, é pastor e prega a palavra em uma igreja do Sobral. Pequena e localizada em uma rua triste, sem vida, eu o reencontrei.

Era noite, fazia muito calor, mas lá ele estava com paletó em um espaço "sagrado". Não havia ventilador, muito menos ar-condicionado.

Se havia algum deus ali, havia conforme os limites sociais e pessoais de um grupo. Antes de algum deus, havia também a condição social de pessoas.

Deus fala por meio dos homens, mas ouvir Deus na Candelária do Rio de Janeiro ou na Catedral de Rio Branco não é o mesmo deus na igreja do meu amigo.

No seu espaço "sagrado", tudo é desarmonia, ou seja, tudo agride meus olhos e meus ouvidos.

Um Deus ouve "Jesus, alegria dos homens", de Bach, na Candelária; outro deus suporta ruídos de baterias e de guitarras.

Nesse lugar sem vida, onde se acredita que deus tem um péssimo gosto por causa de um grupo social, a palavra é tormento, gritaria, feiura, clichês. Para mim, onde não há arte, Deus está morto.

A presença de Deus
Reencontrei-me com Deus em outro modelo de templo sagrado. No lugar de um homem com terno falando em profunda desarmonia com a estética de Deus, ouvi, 
por meio da voz de Clarice Niskier, expressada por um corpo nu em harmonia com um véu negro, o texto do rabino Nilton Bonder sobre as Escrituras Sagradas.

Igrejas e mais igrejas feias e intolerantes espalham-se como se fossem pragas do Egito. Não são belas palavras em cultos de pseudopastores, mas pestilência de línguas incultas que infectam o ar de fanatismo.

Essas igrejas me causam náuseas. "Estou só, em meio a essas vozes alegres e sensatas. Todos esses sujeitos passam seu tempo se explicando, reconhecendo com satisfação que têm as mesmas opiniões. Deus meu, que importância eles dão ao fato de pensarem todos as mesmas coisas!", diz-me o narrador de A Náusea, de Jean-Paul Sarte.       

Depois das palavras do rabino Bonder por meio da sacerdotisa Niskier, comprei, no dia seguinte, o livro A Alma Imoral.

Quando saí do templo sagrado, teatro Ziembinski, na Tijuca, ficou mais difícil eu entrar em igreja qualquer ou em igreja de rebanho, porque a palavra, em A Alma Imoral, escrita por um rabino e expressada por um corpo feminino entre a nudez e o véu, ofertou a meus sentidos sabedoria e beleza que nunca vi e que jamais verei em uma igreja de esquina. A intolerância nunca é bela.

Creio em um Deus que suaviza, que exige de minha alma sabedoria, desobediência, arte, cultura, bom gosto. O meu Deus é barroco, impressionista.


Rabino Nilton Bonder



domingo, novembro 25, 2012

A necessidade das drogas


Os que menos sabem falar de drogas são policiais e políticos. Entenda a matéria abaixo do UOL. 
Boa leitura!
Centenas de veteranos do Iraque e Afeganistão com estresse pós-traumático contataram recentemente um casal que trabalha no subúrbio da Carolina do Sul para procurar ajuda. Muitos estão desesperados, implorando tratamento e dispostos a viajar para obtê-lo.
Os soldados não têm nenhum interesse nas terapias tradicionais de conversa ou nos medicamentos que resultaram em pouco alívio. Eles estão fazendo fila para experimentar uma alternativa: MDMA, mais conhecido como Ecstasy, uma droga para festas que surgiu na década de 80 e 90 e que pode induzir e ondas de euforia e afeição radiante.
Reguladores do governo criminalizaram a droga em 1985, colocando-a numa lista de substâncias proibidas que inclui heroína e LSD. Mas nos últimos anos, os reguladores licenciaram um pequeno número de laboratórios para produzir MDMA para fins de pesquisa.
"Eu sinto a culpa do sobrevivente, tanto por voltar do Iraque vivo quanto agora por ter tido a oportunidade de fazer esta terapia", disse Anthony, de 25 anos de idade, que mora perto de Charleston, SC, e pediu para que seu sobrenome não fosse divulgado por causa do estigma de tomar a droga. "Eu sou uma pessoa diferente por causa disso."
Num artigo publicado online na terça-feira (20) pelo Journal of Psychopharmacology, Michael e Ann Mithoefer, o casal que oferece o tratamento – que combina psicoterapia com uma dose de MDMA – escrevem que 15 entre as 21 pessoas que se recuperaram de estresse pós-traumático grave usando a terapia no início de 2000 relataram não ter praticamente nenhum sintoma hoje. Muitos disseram que passaram por outros tipos de terapia desde então, mas não com o MDMA.
O casal Mithoefer – ele é psiquiatra e ela é enfermeira – colaborou no estudo com pesquisadores da Universidade de Medicina da Carolina do Sul e da Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos, sem fins lucrativos.
Os pacientes deste grupo incluíam na maior parte vítimas de estupro, e especialistas que conhecem o trabalho advertiram que trata-se de algo preliminar, com base em números pequenos, e sua aplicabilidade a traumas de guerra é inteiramente desconhecida. Uma porta-voz do Departamento de Defesa disse que os militares não estavam envolvidos em qualquer pesquisa com o MDMA.
Dada a escassez de bons tratamentos para o estresse pós-traumático, "há uma necessidade tremenda de estudar novas medicações", incluindo o MDMA, disse o Dr. John H. Krystal, presidente de psiquiatria da Escola de Medicina de Yale.
O estudo é o primeiro teste de longo prazo a sugerir que o interesse hesitante dos psiquiatras por alucinógenos e outras drogas recreativas – que é tabu desde os anos 1960 – pode valer a pena. E notícias de que o casal Mithoefer está começando a testar a droga em veteranos foram divulgadas na imprensa e em blogs de militares. "Mais de 250 veteranos nos telefonaram", disse Mithoefer. "Há uma longa lista de espera, gostaríamos de poder atender a todos."
O casal, que trabalha com outros pesquisadores, tratará mais de 24 veteranos com a terapia, seguindo protocolos da FDA [Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA] para testar drogas experimentais; o MDMA não é aprovado para nenhum uso médico.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Um vereador


Recolocar o prof. Roger (PSB) na Câmara de Vereadores de Rio Branco representa manter no Poder Legislativo inteligência e caráter.

O PSB deveria lutar por uma câmara radicalmente transparente. O dinheiro público não pode permanecer oculto conforme aqueles que se dizem representar a população.

A Câmara dos Vereadores de Rio Branco é uma Casa que não diz quanto gasta, em que gasta, como gasta. Por causa disso, é uma das mais fechadas do Brasil.

Roger, dinheiro público não é para ser mantido em segredo.

Um fotógrafo

Hoje, conversando com o chargista Braga, soube que o fotógrafo Alcântara faleceu por causa de um acidente vascular cerebral.


Boa pessoa. Profissional competente. Comigo, sempre foi educado.   
 

Um amigo envia ótimo texto

Correto demais

Em Paris, neste final de semana, houve uma passeata contra o projeto do governo de permitir o casamento entre homossexuais. Depois de agressões a grupos feministas e a jornalistas, alguns manifestantes se voltaram contra a "ditadura do politicamente correto".


Há alguns meses, na época da Olimpíada, uma atleta grega foi suspensa da equipe de seu país por comentários racistas em sua conta do Facebook. À notícia na imprensa europeia, seguiam-se necessariamente centenas de posts denunciando a "ditadura do politicamente correto" que impedia a atleta de enunciar suas opiniões sobre a quantidade de imigrantes em seu país.



No Brasil, discussões sobre o conteúdo racista de um livro de Monteiro Lobato degeneraram, por sua vez, em denúncias violentas contra a mesma "ditadura do politicamente correto" que, ao que parece, deve ser o resultado de um grande complô mundial contra livres pensadores travestidos de atletas gregas, manifestantes que gostam de agredir feministas e defensores da clarividência política de Lobato.



Na verdade, por trás da defesa de tal modalidade de "livre expressão" há o desejo mal escondido de continuar repetindo os mesmos velhos preconceitos e a mesma violência contra os grupos vulneráveis de sempre.



Por trás da atitude do adolescente que parece se deleitar com a descoberta de que é capaz de enunciar, à mesa do jantar, comentários "chocantes" que fazem seus pais liberais revirarem-se, há a tentativa de travestir desprezo social com a maquiagem da revolta do homem comum contra a ditadura dos intelectuais. Não por acaso, essa era uma estratégia clássica para dar direito de cidade a comentários antissemitas.



No entanto, é bom lembrar que uma democracia sabe separar a opinião do preconceito. Uma opinião é aquilo que é, por definição, indiferente. Ela abre um espaço de indiferença a respeito de enunciados e discursos. Mas há enunciações que não podem ser recebidas em indiferença, já que trazem, atrás de si, as marcas da violência que produziram ao serem enunciados. Uma sociedade tem a obrigação moral de defender-se deles.



Colocar uma advertência em um livro por ter conteúdo que pode ser sentido por minorias raciais como violência, impedir que pessoas escarneçam de grupos socialmente vulneráveis é condição para um vínculo social mínimo.



Claro, tais pessoas que julgam normal fazer piadas com negros nunca mudarão de ideia. Mas elas devem saber que há certas coisas que não se diz impunemente.



A falsa revolta é apenas mais uma arma daqueles que querem continuar com as exclusões de sempre.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Não fui à igreja ontem

Gotas de melancolia molham minha pele. Respingo de tristeza sujam minha calça nesta primavera. Chove no Rio de Janeiro.

"Filho, acorda, vamos assistir à peça 'A alma imoral', uma adaptação do texto do rabino Nilton Baden, lá no teatro Ziembinsk, na Tijuca."

Ontem, eu e meu pai nos sentamos diante da atriz Clarice Niskier para ouvir o que as igrejas intolerantes não falam e, quando falam, deformam.


Aprecio a igreja cujo sacerdote seja culto e inteligente, jamais burro, ou seja, intolerante. Toda burrice é uma violência contra.
Em muitas ruas de Rio Branco e do Rio de Janeiro, igrejas propagam o mal na forma de Jesus Cristo.

Mas nem tudo é igreja sem sabedoria. Podemos encontrar em uma cidade a palavra na forma de ficção, isto é, na forma de encantamento.

Não fui à igreja ontem. Fui ao teatro.

Acesse este sítio e, principalmente, ouça o link "vídeo" (A Alma Imoral).     

terça-feira, novembro 06, 2012

3ª via

Após declarar apoio a candidatos de 11 partidos diferentes nas eleições municipais, a ex-presidenciável Marina Silva (sem partido) disse que desde 2010 a população brasileira vem demonstrando nas urnas que o país quer uma terceira via política.

Embora garanta não saber se é candidata em 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente costurou suas declarações de apoio país afora com base na sustentabilidade global "em todas as suas dimensões".


Sob esse discurso, o leque de apoiados por Marina em 2012 incluiu candidatos de PT, PMDB, PSB, PDT, PPS, PSOL, PRB, PTN, PSC, PMN e PV --partido pelo qual a ex-senadora conquistou 19,6 milhões de votos em 2010.


Edson Silva - 11.out.2012/Folhapress
Ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva
Ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva

A Folha identificou 42 candidatos apoiados por Marina, sendo 19 postulantes a prefeito e 23 a vereador. Desses 8 foram eleitos, quatro como prefeitos, como Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, e Clécio Luís (PSOL), em Macapá (AP).


"É um movimento transpartidário. Não sei se serei candidata. Quero que o legado suscitado por mim continue sendo uma agenda relevante e possa crescer. Uma terceira via, o grande desafio do Brasil, que sempre viveu a polarização, é algo que tem de ser entendido como movimento da sociedade", diz.


Apesar de negar qualquer viés pragmático nos apoios, o discurso da "terceira via" a afastou do presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Assim como fez em São Paulo e Belo Horizonte, onde houve a polarização PT-PSDB, Marina não subiu no palanque em Recife: "Apoiei o Serafim [Corrêa], que é do PSB, em Manaus, mas lá [Recife] com o Eduardo Campos não apoiei porque tinha um viés de nacionalização das disputas".


No balanço de suas andanças, Marina vê uma diferença entre a sua caminhada e a "Caravana da Cidadania" de Lula, em 1993-1994: "O Lula tinha muito claro que queria ser candidato a presidente. Eu não tenho esta clareza".

terça-feira, outubro 30, 2012

Para quem diz fazer muito, a diferença foi pouca

De 1993 a 1996, Jorge Viana (PT) foi prefeito.

De 1997 a 2004, a oposição administrou a prefeitura de Rio Branco.

De 2005 a 2012, o PT retoma a capital acriana com Raimundo Angelim.

De 2013 a 2016, Marcus Alexandre (PT).

Serão 12 anos na prefeitura da capital.

No estado, já são 14 anos: Jorge Viana (1999 a 2006), Arnóbio Marques (2007 a 2010) e Tião Viana (2011 a 2014).

São 14 anos no poder do estado.

O tempo tem registrado que, nos últimos anos, o Partido dos Trabalhadores regula os ponteiros do relógio político. É a quarta derrota de Bocalom (PSDB).

Nesse longo tempo, o PT, que tinha 12 prefeituras no Acre, entra em 2013 com 4, sendo que administrará Rio Branco com uma rejeição de 49%,23%, isto é, em um universo de 178.375 mil eleitores, 87.818 não aprovam petistas em solo municipal.

Marcus Alexandre será titulado em 2013 por ter convencido 90.557 eleitores ou 50,77%.  

Como pode um partido que faz tanto há muitos anos pela população de Rio Branco receber tamanha rejeição?


A população retirou do PT acriano oito prefeituras, e metade da capital não votou no Partido dos Trabalhadores. Repito: a metade.

No primeiro turno, o PT ficou com 48,3%; e Bocalom, 43,85%. Um diferença, portanto, de 4,45%.

No segundo turno, a diferença ficou em 1,54%. Isso quer dizer que o petista recebeu a mais 5.275 votos; e o tucano, 10.401.

A pergunta: o que a oposição fará com a outra metade da população rio-branquense durante quatro anos ou na próxima eleição para governador?

sábado, outubro 27, 2012

Amanhã

A eleição dará o destino de Rio Branco por mais quatro anos. Esta capital não pertence ao PT, ao PC do B, ao PMDB, ao PSDB. Rio Branco pertence a ideias que estão muito acima de partidos.

A ideia, por exemplo, do dinheiro público ser destinado pela população, e isso o PT não permite no estado e nem na prefeitura. O dinheiro é destinado a burocratas.

Há anos no poder, o PT afastou a popul
ação das decisões públicas e, por causa disso, por ser mais um partido no poder, a população tem votado menos nele.

O PT não coloca em prática ideias originais, porque sua única ideia é se manter no poder, ofertando a seus membro riqueza para construir posto de gasolina, hotel.

O PT acriano, se um dia foi uma ideia radicalmente democrática, está longe das forças populares e, cedo ou tarde, pagará por isso.

Talvez, quem sabe, o troco virá amanhã.

Amanhã.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Depois que postei "Israel, o Deus-estado que mata", alguns escreveram para mim como quem escarra em um canalha.

Devo ser muito canalha mesmo, porque sempre tirei proveito de pessoas para levar o mal a elas. Eu fiz muito mal a muitas pessoas.

Citar um filme que contraria a fé alheia dá nisso.

Talvez, quem sabe, a grande luta dos sindicatos e do movimento gay seja a luta por cultura e a luta por informação.

Quando as pessoas só veem o mundo com duas cores, branco e preto, cultua-se um deus que julga e condena, ignorando que a compreensão mais profunda sobre a vida encontra-se muito além de duas cores.

O estado de Israel mata crianças palestinas, e isso não é coisa de Deus.

Sem bons filmes e sem bons livros, pessoas se fecham em mundo do tamanho  de um escarro (anônimo). O Deus delas mede-se pela agressão  viscosa de um cuspe.

      

quarta-feira, outubro 17, 2012

Israel, o Deus-estado que mata

No Acre, PT e PC do B, fiéis aos evangélicos, esqueceram-se
dos palestinos que são assassinado na Faixa de Gaza  

Por pouco, eu e Mony não assistimos ao filme A guerra à nossa volta. No último dia do Festival de Filme do Rio de Janeiro, meus olhos realizaram o desejo de ver-saber o que ocorreu em 2008 na Faixa de Gaza.

Trata-se de um documentário.

Ayman Mohyeldin foi o único correspondente norte-americano que esteve em Gaza, em 2008.

Com ele, a jornalista Sherine Tadros, que estava em Gaza para um trabalho de 24 horas, ficou presa por dois meses e meio.

O estado de Israel impediu que jornalistas cruzassem a Faixa de Gaza, mas Ayman e Sherine   já estavam lá dentro.

Narrado em 1ª e em 3ª pessoas, o filme mostra o que o jornalismo comum oculta ou ignora. As cenas revelam o que Israel fez contra os palestinos em 2008.

Crianças e mais tantas crianças assassinadas. Famílias mortas. Um porta-voz do estado de Israel afirma que terroristas do Hamas infiltraram-se entre famílias, mas o filme revela que Israel conduziu mães e filhos a um  abrigo para ser bombardeado.

Mata-se também com a arma química "fósforo branco", proibida pela ONU. Essa arma, ao atingir a pele, queima o corpo. Há uma cena em que aparece uma criança com todo rosto queimado.

Os palestinos ficam 3 horas em uma fila para comprar pão. A água é rara.

Como saber o que ocorre no mundo e no Brasil se filmes como "A guerra à nossa volta" não passam no Acre?

Filme assim deveria estar nas DVDtecas das escolas para que alunos soubessem que o Deus de Israel é assassino.

Diário de Classe

O jornal Folha de São Paulo publicou no dia 7 uma matéria a respeito de alunos que criam páginas de Facebook para mostrar à sociedade o que ocorre em sala de aula e na escola pública.

Já são muitos diários espalhados.

Se escola não selecionam os melhores alunos para eles avaliarem seus professores, nada mais adequado do que criar um Facebook para alunos, de forma ética, séria, inteligente e propositiva, tornarem público o que existe em sala de aula.

Seria interessante também alunos reconhecerem também educadores dedicados e gestores que apresentam caminhos tradicionais, modernos e democráticos para a escola.

Diário de Classe, é só ir ao Facebook.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Vote no candidato (2)


Vote no candidato (1)


É Fantástico

Vale o quanto pesa

  1. Ter Ronaldo como estrela do "Medida Certa", do "Fantástico", custou muito caro à Globo. Para participar do quadro em que expõe sua obesidade e se propõe a emagrecer, o ex-craque cobrou R$ 6 milhões, segundo pessoas próximas ao ex-atacante. A intenção de Ronaldo, que começou o programa com 118 quilos, é perder 18 quilos. Ou seja: se cumprir a meta estabelecida, a cada quilo perdido, o ex-jogador deve ganhar R$ 333 mil.

terça-feira, outubro 09, 2012

Rio Branco não pertence a duas facções

Hoje, vejo Rio Branco de muito longe, o Acre está muito distante não só de mim, mas de centros urbanos marcados pelas multidões.

Daqui, vi muitas fotos de grupos que desejam o poder. Bandeira sem vento e alegria interesseira não apresentavam partidos com ideias, mas facções religiosas que rogam por elas mesmas.

Mas Rio Branco não é igreja. Rio Branco são ideias.

O PT é bom para deixar o centro bonito e bom para comparar há 13 anos, por meio de fotos, o que era o Acre e o que o Acre é hoje.

Mas o PT acriano, para fazer o óbvio, perdeu, das 12 prefeituras, 9, ficando com 3. Pode ainda perder Rio Branco.

O senadores do partido de Lula e de José Dirceu podem vir com suas análises previsíveis, mas o fato é que o PT está com o seu tempo contado no Acre caso permaneça igualando-se a outros partidos, por exemplo, esta obra eleitoreira, "Ruas do Povo".

O partido de Nilson Mourão é o mesmo quando o assunto é comunicação. O PT e o governo não sabem se comunicar com a população.

Sua propaganda é muito ruim, mas, como o governador não é homem de ideias - se fosse, jamais teria colocado Leonildo Rosa na Comunicação -, tudo continuará a mesma coisa, ou seja, o governo fala uma coisa por jornais e tevê e a população interpreta outra.

Se a inteligência de petistas não funcionar, O PT acriano está em contagem regressiva.
         
 

sexta-feira, outubro 05, 2012

"Ausência"

Na esquina das ruas Graça Aranha e Araújo Porto Alegre, no centro do Rio, lá estava o andar desmanchado a contrastar com o corpo da multidão. Meu amigo. Depois de mais de 20 anos, Affonso se mantém atípico.

Após um abraço muito carinhoso que obstruiu a calçada, caminhamos em direção ao Sesc-Rio para assistir à peça “Ausência” - nome mais do que apropriado para o nosso reencontro.

Nova York, 4 de abril de 2036. A cidade norte-americana vive um dos maiores caos da história do planeta. A população está praticamente impedida de sair às ruas e, se isso acontecer por alguma necessidade extrema, é obrigada a utilizar máscaras de oxigênio.

Nesse dia, o personagem vestido com sua máscara abre sua janela e observa. O céu não é mais o mesmo: uma estranha luz vinda do sol desenha a caótica e absurda cidade.

No topo do prédio, seu apartamento. No lugar de paredes, tubos metálicos. Em seu espaço, objetos, objetos, objetos. Além de um homem, ratos e, em um aquário com água, o peixe vermelho. Entre peças e tubos, um registro de água. A escassez em Nova York impera. O plante espera por seu fim.

O peixe, porém, permanece na água. Por que um peixe nesse resíduo de mundo?

Quando colocamos um aquário na sala, contemplamos um grau de beleza. Nisso, não há função prática, somente a inércia de olhar fixamente a beleza de um ser vivo que flutua no espaço líquido do aquário. O personagem cuida do peixe. Ele o ama.

O peixe é ornamentação.

Belo, o peixe é delicadeza, única imagem que nega a rudeza do apartamento.

Abre-se o registro de água; a gota, no entanto, não cai na boca sedenta do personagem. O apartamento está seco.

Aos poucos, o personagem recria o aquário. Duas peças metálicas são dois braços. Pedaços de arame, cabelos. Na condição de metáfora, o  peixe, agora, recebe do personagem o amor em forma de declaração poética, único momento em que a plateia ouve palavras.

Mas, quando o orgânico se agoniza, quando a matéria se atormenta, quando a carne necessita matar a sede, por que não beber a água que mantém viva a beleza, a ornamentação, a delicadeza, o peixe vermelho?

A peça-conto continua, mas eu paro aqui, dizendo somente isto: muitos textos teatrais que estão no Rio de Janeiro poderiam circular em Rio Branco, porém, por absoluta ignorância desinteressada de políticos incultos, cidadãos permanecem à margem de uma cultura secular – o teatro.