domingo, abril 05, 2015

Alma Imoral


"Alma Imoral", uma das melhores peças a que assisti.

A palavra aqui tem uma força reveladora que o ordinário oculta. 



sábado, abril 04, 2015

A estética do palhaço


Na obra de Suassuna, há três palhaços, mas a TV Globo retirou um, deixando Chicó e Grilo.

Hoje, quando se trata de real, é muito difícil se encontrar com o palhaço, isto é, com a alegria, mas não com uma alegria individual.

A alegria do palhaço é uma alegria política.

sábado, março 28, 2015

A alegria como luta política


Acre: um estado pobre com deputados gastadores


Quanto custou em 2014 para o contribuinte acriano um deputado federal? Quem gastou mais? Quem gastou menos? Os nomes são estes: Taumaturgo e Sibá Machado (PT), Márcio Bittar (PSDB), Flaviano Melo (PMDB), Gladson Cameli (PP), Henrique Afonso (PV), Perpétua Almeida (PC do B) e Antônia Lúcia (PSC).

A fim de encontrar na realidade virtual os gastos dos deputados federais acrianos, o mouse é clicado nas páginas http://www.camara.gov.br/cota-parlamentar/ e
http://www.excelencias.org.br/.

1º) Taumaturgo Lima (PT): R$ 477.100,34 mil

     Em 2014, o parlamentar petista usou do contribuinte R$ 477.100,34 mil da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar. Com esse volume de recurso público, ele se tornou no ano passado o deputado federal acriano mais caro do estado.
 
     Dessa verba anual, o deputado Taumaturgo Lima destinou durante sete meses R$ 196,7 mil à Divulgação de Atividade Parlamentar, sendo superado apenas por Márcio Bittar, do PSDB, que gastou, somente em três meses, a vultosa quantia de R$ 344 mil para promover seu próprio nome.

     Se Taumaturgo consumiu por mês R$ 28,1 mil, totalizando R$ 196,7 mil em 7 meses, Márcio Bittar, no curto tempo de 90 dias, impôs ao eleitor acriano o gasto público mensal de R$ 114,666 mil, sendo o deputado federal acriano de 2014 que mais usou o dinheiro do contribuinte para divulgar seu mandato.
    
2º) Antônia Lúcia (PSC): R$ 473.482,87

     
O senso comum sempre diz que a mulher deve ocupar seu lugar na política. Pois bem, Antônia Lúcia ocupou o segundo lugar como a deputada federal mais gastadeira do Acre. Em 12 meses do ano de 2014, a ilustre deputada usou do contribuinte quase meio milhão de reais da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar.
    
     Desse volume de recurso público, R$ 318 mil destinaram-se à Divulgação da Atividade Parlamentar durante sete meses, ou seja, por mês, Antônia Lúcia gastou R$ 45.428,57 a fim de divulgar seu nome. Só em março, do total de R$ 125.350,97, a deputada pagou à empresa UP Comércio e Indústria Gráfica, de Brasília, R$ 109 mil para obter 18 mil exemplares de jornal (8 páginas). Ao todo, foram quatro notas fiscais, mas somente a 584 é discriminada.

     Em cinco meses, a UP Comércio recebeu da deputada do Partido Social Cristão por serviço prestado a benevolência total de R$ 271 mil ou, se quiser, R$ 54 mil por mês.                 

3º) Márcio Bittar
(PSDB): R$ 440.640,92

     
Consta em dezembro de 2014 a verba de R$ 70 mil destinada à empresa Maxx Projetos (nota fiscal 335) com a finalidade de divulgar seu mandato com o envio de 700 mil mensagens eletrônicas, cujo conteúdo é o seguinte: “Amigo acriano, no mandato de Deputado Federal destinamos R$ 20 milhões contemplando: Saúde, Educação, Agricultura, Lazer e Infraestrutura. Muito obrigado! Márcio Bittar.”   
     Em novembro, o deputado pagou R$ 131 mil (nota fiscal 133) para obter 100 mil exemplares de jornal da empresa Lima e Santiago Comércio e Serviços Gráficos, de Brasília. Desse total, o diagramador recebeu R$ 10 mil. Em junho, a mesma empresa recebeu R$ 50 mil (nota fiscal 109) por 100 mil exemplares de informativo parlamentar.     

Ranking dos deputados
mais caros do Acre em 2014

I) Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar

1º) Taumaturgo Lima(PT): R$ 477.100,34
2º) Antônia Lúcia (PSC): R$ 473.482,87
3º) Márcio Bittar (PSDB): R$ 440.640,92
4º) Gladson Cameli (PP): R$ 423.729,55
5º) Perpétua Almeida (PC do B): R$ 409.529,88
6º) Sibá Machado (PT): R$ 377.128,01
7º) Flaviano Melo (PMDB): R$ 323.359,15
8º) Henrique Afonso (PV): R$ 323.146,08

Chico Alencar (P-SoL-RJ): R$ 165.739,58
Arlindo Chinaglia (PT-SP): R$ 87.869,35


II) Divulgação das Atividades Parlamentares

1º) Márcio Bittar (PSDB): R$ 344 mil
2º) Antônia Lúcia (PSC): R$ 318 mil
3º) Taumaturgo (PT): R$ 196,7 mil
4º) Sibá Machado (PT): R$ 83.995,69
5º) Gladson Cameli (PP): R$ 81.883,95
6º) Perpétua Almeida (PC do B): R$ 68.242,03
7º) Henrique Afonso (PV): 49.198,40
8º) Flaviano Melo (PMDB): R$ 37,850 mil

Arlindo Chinaglia (PT-SP): R$ 40 mil
Chico Alencar (P-SoL-RJ):  R$ 8,690 mil

Acre é mais caro que Rio de Janeiro

     
Estado com muito menos recursos do que Rio de Janeiro, o Acre é, no entanto, bem mais caro quando o assunto é deputado federal.

     Chico Alencar (P-SoL), por exemplo, teve um gasto total em 2014 de R$ 165.739,58. Comparado a ele, Taumaturgo Lima (PT) custou para o contribuinte acriano R$ 477.100,34, ou seja, mais R$ 311.360,76. 

     Referente à Divulgação das Atividades Parlamentares, o deputado federal carioca foi ainda mais econômico: enquanto Marcio Bittar (PSDB) gastou R$ 344 mil em 2014, Chico Alencar ficou no limite de R$ 8,69 mil, diferença de R$ 335.310,00.

     No ano passado, a população do Acre chegou a 709.101 mil, e Marcio gastou para divulgar seu mandato a quantia de R$ 344 mil. No mesmo ano, a população do Rio de Janeiro chegou a 16.460 milhões, e Chico Alencar gastou R$ 8.690, mil.

Deputado federal menos caro
    

     Flaviano Melo (PMDB) é o deputado federal acriano menos caro. Para a Divulgação das Atividades Parlamentares, ele gastou R$ 37.850,00, menos do que o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), R$ 40 mil.

     Ainda sobre a Divulgação, a diferença entre Flaviano e Marcio Bittar em 2014 ficou em R$ 306,15.   

segunda-feira, março 16, 2015

Tudo vai MUITO bem

Tempos tranquilos, tempos bons. Embora o Rio de Janeiro seja desagradável a meu espírito por causa de sua violência, por causa de seu trânsito, tenho passado por ótimos momentos.

Tenho aprendido muito. Tenho lido bastante por causa do tempo ofertado a meus olhos.

Ler. Ler. Ler. Reler.

Quantos enganos comete-se quando não se lê. 

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Idade Média no currículo de Filosofia

Durante um bom tempo, lecionei em escola e em universidade públicas. No caso da escola pública, aprovar ideias novas e, mais que isso, fazê-las funcionar é um processo longo de conflitos, porque, nas escola pública, todo mundo manda e ninguém obedece, a não ser que a escola tenha escolhido um diretor inteligente, determinado, alguém acima de interesses de grupo. Eu tive.

Hoje, no Colégio Souza Marques, fui chamado para conversar com a proprietária do colégio, senhora Leopoldina. Assunto: a partir dos Parâmetros Curriculares de Filosofia, elaborar o currículo formal.

Como a Filosofia só retornou ao ensino médio como obrigação em 2008, muito ainda precisa ser feito, porque professores de História, que substituíram os professores de Filosofia segundo a lei, contribuíram para destruir a Filosofia.

Muito então precisa ser feito. Muito.  

Defendi a ideia de que, bem diferente dos livros didáticos, o colégio deve incluir a Filosofia da Idade Média e expliquei os motivos, um deles: não se compreende David Hume sem entender a teoria do conhecimento que cruza a Idade Média.

Outra questão: a Filosofia deve se aproximar da produção textual de Língua Portuguesa, porque, para escrever, além da Gramática, que tem a função de organizar, de estruturar o texto, é preciso que o aluno pense conceitos, por isso a Filosofia precisa ir ao encontro da Língua Portuguesa.

Outra: a presença do cinema nas aulas de Filosofia. Para isso, formalizar enquanto currículo. Hoje, mais do que antes, o cinema deve estar na escola.

Disse na reunião que, quando lecionei Língua Portuguesa e Literatura no Souza Marques em 1990, eu já passava filmes. Hoje, a Filosofia não pode ser lecionada sem cinema.

A escola particular é mais rápida para que ideias novas sejam possíveis, porque, diferente da escola pública, um manda quando a ideia possui uma natureza boa para a educação de jovens.

As ideias foram aprovadas. Estou muito feliz. Outras ideias virão.      

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Estou muito Feliz!

Já são 2 e 5 meses no Rio de Janeiro, após 20 anos no Acre. Passo por um ótimo momento, porque estou aprendendo muito, muito, muito.

Lendo muito.

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Dia 23 de fevereiro

Aos 50 anos ou meio século, lecionar pela primeira vez Filosofia. No final de 2014, em outubro, entrei em sala para pensar a Filosofia em uma turma do 1º ano do ensino médio.

No dia 23 de fevereiro de 2015, será para assumir uma turma até o fim do ano. Meu plano de aula está pronto e meu calendário de conteúdo também.

Com o calendário em mão, o aluno sabe em março qual conteúdo estudará em junho. 

domingo, fevereiro 01, 2015

Poesia e Filosofia

Versos de Cláudio Manuel da Costa

Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem, que minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.

Medida. Limite. Nenhum excesso. Sustentando esses versos árcades, existe uma estrutura que organiza o sentimento não só enquanto métrica decassílaba como o conduz de forma contida.

O Amante nesses versos não é senhor da (e)moção, isto é, não se move para fora, para o encontro com a Amada, por isso "Faz a imaginação".

O pensamento árcade sabe que, agindo por si, o Desejo desorganiza. Mas a pergunta é: não é prazeroso se desorganizar na cama à busca do gozo? Não é a falta de métrica ou de medida na cama que nos apraz?

Em minha primeira aula de Filosofia, os versos de Cláudio Manoel da Costa e um fragmento textual de Platão sobre o Amor, com a finalidade de refletir sobre a desmedida, a hýbris.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Aquilo nunca foi Idade Medieval

O quanto o ensino de história deixou erros e erros. O que me ensinaram não passou de erro.
DA SEÇÂO: COISAS DESNECESSÁRIA AO FACEBOOK
Há entre o senso comum a ideia de que o Iluminismo ocorreu na França. Outros ainda corrigem, dizendo que ocorreu na Inglaterra, por exemplo, com David Hume.
Retirando Platão e Aristóteles, o Iluminismo deu seus primeiros sinais na Idade Média. Iniciou-se na Idade Medieval.
Hume nasceu em 1711 e faleceu em 1776; publicou os dois volumes de "Tratado da Natureza Humana" ao 28 anos, em 1739. Se queremos entender a causa de você ter um carro em sua garagem ou de sua esposa usar a máquina de lavar roupa, é preciso ler Hume.
Após concluir a leitura de "Organum", de Francis Bacon, fui ao encontro de Hume, mas parei nas primeiras páginas do Tratado, porque me faltava algo antes dos empiristas ingleses, uma origem antes deles e depois dos gregos.
Para que emergisse o pensamento empirista no século 17, na Inglaterra, a densidade do pensamento metafísico deveria se tornar cada vez mais delgado.Em que momento essa diminuição se apresenta? Em que momento a teoria do conhecimento, a mesma que fará surgir o carro, a máquina de lavar, apresenta marcas que desaguarão em Hume?
Resposta: IDADE MÉDIA.
Pouco ou nada aprendi dessa época na escola, a não ser "Idade das Trevas", o que é uma mentira, uma ignorância atroz.
Quatrocentos antes de Hume, repito, quatrocentos anos de Hume, houve um Hume da Idade Média; um Hume que começa a tomar formas com Santo Anselmo (1033-1109) e, na trilha do pensamento, chega ao Hume da Idade Média, qual seja, ele: Nicolau de Autrecourt (1298/99-1369).
Muitos ignoram, mas a teoria do conhecimento tem seus fundamentos na relação entre Deus e o mundo. Sem essa relação, não haveria existido Hume, não haveria existido o Iluminismo.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Novo



O atual prefeito de Rio Branco, petista, chegou ao ar-condicionado de seu confortável gabinete por meio de uma campanha eleitoral que propagou o novo.

A sempre verdadeira presidente da República, doutora Dilma, aberta ao diálogo com o Estado Islâmico e com a oposição nacional, conseguiu o segundo mandato por causa também de Governo novo. Ideia nova.

Agora, no governo do estado Acre, a palavra da vez é novo. Falar sempre bem de si mesmo. Sempre. Para agora falar bem de si mesmo, a palavra é novo.

Antes do novo, existe um passado que não pode retornar: velhas práticas, sepultadas. Só identificamos a realidade por causa da palavra; entretanto, ela, a palavra, não é a realidade.

No Rio de Janeiro, favelas recebem nomes, por exemplo, Cidade de Deus e Esperança, onde a injustiça social é inferno e onde sub-habitações há anos estão à espera. A palavra nem sempre corresponde à realidade. Pior: ela é oca. No Acre, novo não passa de um som; o significado é que habita na realidade social.

Novo é vazio de sentido na escola pública acriana, onde há 40 alunos em sala de aula. Novo é vazio de sentido no salário do professor. Novo é vazio de sentido no ensino de língua portuguesa. Novo é vazio de sentido em um ensino que teima em ser ruim. Novo é vazio de sentido em escolas, onde não há hábito de leitura e nem de escrita.

Em nome do novo, a secretaria de educação do Acre, há muito tempo, retirou das escolas o estudo gramatical, porque os intelectuais petistas, profundos conhecedores que são, concluíram que não há relação entre gramática e leitura e que não há relação entre gramática e produção textual.

O novo nas escolas públicas do Acre, até hoje, não qualificou o ensino de língua portuguesa, e o já velho Enem apresenta todo ano essa desqualificação.

Há outros; porém, para melhor entender a importância histórica da gramática, apresento dois livros: O Gramático, de Santo Anselmo de Cantuária; A Filosofia na Idade Medieval, de Étienne Gilson; e A Aventura Semiológica, de Roland Barthes.

Para campanhas politiqueiras do novo, onde não há debates profundos sobre educação, muito menos sobre o ensino de língua portuguesa, esses livros talvez estejam velhos.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

O que é o Verbo?

O que significa "no princípio era o Verbo"?

É possível conhecer a "palavra de Deus" sem passar pelos homens? Se não for por meio da Revelação, a resposta é não. A palavra de Deus chega a nós não pela Revelação - o que é para poucos -, mas por outros homens que falam.

Entre mim e Deus, há homens que falam de Deus. Por ele mesmo, Deus jamais falou a nós. Mas algum homem poderá afirmar: "Eu fui escolhido por Deus para falar a palavra de Deus aos homens."

Suponhamos que sim; no entanto, mesmo assim, o escolhido não deixará de ser homem, isto é, não deixará de ser falho, ou seja, por ser falho, o escolhido não transmite a Verdade. Além disso, para que seja escolhido entre muitos homens, deveremos acreditar na palavra desse homem, na palavra do que é falho.

Então, não estamos diante da palavra de Deus, porque não é Deus que fala de si mesmo; estamos diante de um intermediário ou da palavra intermediada, não havendo, portanto, relação direta com a palavra de Deus, mas relação entre homens.

A palavra de Deus é, primeiro, uma relação entre homens.

O que significa "no princípio era o Verbo"?

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Sindicalista, mal desnecessário


Querida colega de trabalho, um dos males da educação pública acriana batizou-se de sindicalista, tipo de mentalidade que usa a massa (não italiana) de professores para projetar sua própria imagem e a imagem do partido nas eleições para vereador, para deputado.

Por isso, quando o sindicalista sugere "greve" - conceito errado para a educação -, acredite, trata-se de autopromoção, mas que ele chama de Luta, e os professores, que passaram por faculdade, leram muitos livros, acreditam, defendem os "ideais" do sindicalista .

Sindicalista é um político entre professores em nome de uma falsa educação por que ele luta às custas desses mesmos professores para não receber todo mês o salário de professor. O sindicalista luta para não lecionar em sala, para nem ir à escola, porque o que ele deseja é um Tribunal de Contas, uma secretaria, uma assessoria parlamentar.

Sindicalista, entenda, é um estranho entre professores, porém ele se disfarça de professor, por isso sindicalista não sabe pensar a educação. Esse tipo de ralé é obreiro de partido político e não um cérebro certeiro que saiba propor qualidade de ensino.

Sindicalista é um mal desnecessário... à educação pública.



terça-feira, janeiro 13, 2015

Um longo tempo...

Hume publica os dois primeiros volumes do"Tratado da Natureza Humana" em 1739. Essa obra definitivamente retira do objeto do conhecimento a metafísica.

Mas isso não ocorre de uma dia para outro, é um processo longo que atravessa séculos.

Antes de Hume, Francis Bacon publicou "Novum Organum", obra se opõe a uma teoria do conhecimento que antes não fora útil. Bacon, antes de Hume, precisa ser lido.

E antes de Bacon? Ockham. Ante, Duns Scot. E antes? Por esse caminho, chegaremos aos romanos, a Roma, lugar onde se origina a queda da metafísica, lugar onde se inicia a transformação de substância em objeto, com os empiristas ingleses.

domingo, janeiro 04, 2015

Corpos




Pulsa nesta imagem uma dignidade muito acima
do amor declarado pelos jovens. Amar, 
sabemos, não é palavra para iniciantes.

Nesta imagem, vejo a decadência... 


da verdade de um sobre a verdade do outro,

porque, entre rugas e lassidão, 
não há espaço,

na carne idosa,

para a verdade de um que deseja dominar 
a verdade do outro;

Nesta imagem, dois corpos, envelhecidos, 
aprenderam o que jovens não sabem:

que a verdade é frágil como a vida.

Por que escola?

Neste ano, o Carnaval pulará entre 14 e 17 de fevereiro.

Desta vez, por que escola a primeira-dama desfilará?


Primeira-dama do Acre

sexta-feira, janeiro 02, 2015

O PT e a Educação

O novo ministro da Educação, Cid Gomes, afirmou nesta sexta-feira (2) que prevê a implantação de um novo currículo para a educação básica "num prazo de dois anos".


Ele defendeu a criação de um currículo básico único para as etapas do ensino fundamental e médio. Mas, no último caso, características regionais poderiam motivar variações do conteúdo ensinado em sala de aula. Cid ainda defendeu que os alunos dessa etapa do ensino possam aprofundar os estudos em áreas em que apresentem maior afinidade ou vocação.


"Estamos falando de duas coisas diferentes que têm relação: uma coisa é a unificação de uma base, de um currículo para o Brasil, para o ensino fundamental e o ensino médio. E a outra coisa é diversificar e trazer variações no currículo específico do ensino médio, mas com tudo que há de conteúdo previamente definido", afirmou a jornalistas após evento de transmissão de cargo.


Ele assumiu a função em substituição a Henrique Paim, que deixa o posto após 11 anos de atuação no MEC.


O novo ministro ponderou que esse processo "demandará muito diálogo", diante da autonomia de Estados e municípios para aplicar o conteúdo em sala de aula, e disse esperar um debate com professores, diretores e acadêmicos sobre o assunto.
"Esse é um processo que não se fará do dia para a noite. Imagino que começando agora a gente possa pensar num prazo de dois anos para sua implantação", afirmou.

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES


Ao destacar a importância de valorizar os professores, citado em seu primeiro discurso como ministro, Cid Gomes afirmou que a melhoria da remuneração é um dos "principais caminhos" para isso, mas também indicou outras medidas.

Ele defendeu a "realização de exames" de avaliação dos professores para "assegurar a eles uma possível melhoria de sua carreira". "É um debate que pretendo colocar em pauta", concluiu.