quinta-feira, outubro 11, 2007

Pai

Há alguns dias, soube que meu pai teve um ataque cardíaco. Quase faleceu. Ruim ficar longe da família em momentos assim. Não houve, entretanto, necessidade de eu ir, porque tudo foi contornado.

Houve muitos problemas entre nós, mas aprendi com ele que o abuso é palavra que não se cultiva, porque, uma vez plantada, não semeia bons frutos. Aprendi com ele pisar o árido limite.

Lembro-me de minha tia-avó. Na sala de sua casa, havia muitos brinquedos, mas, com alguns, não podíamos brincar. Mais tarde, seus netos aprenderam a não ultrapassar também os limites.

Há pessoas vertiginosamente abusadas e usam "certas brincadeiras", talvez, não sei, para testar a paciência de alguns, a minha. Creio que boas amizades não se sustentam por meio do abuso, porque, com ele, o abuso, estende-se a vulgaridade.

Um comentário:

Nieve disse...

Caro professor Aldo,
Ouço sempre você dizer que no Acre não temos uma identidade cultural, costumes próprios e/ou uma história. Não sei exatamente o que você quer dizer com isso. Na minha opinião nós temos uma história muito rica. Essa semana estava lendo "O Empate"- de Florentina Esteves.
Pude visualizar a construção do meu Estado, a identidade do povo acreano e muitas outras coisas que me fazem acreditar que eu vivo em um Estado que possui "alma".
Gostaria que você comentasse sobre isso.