sexta-feira, agosto 22, 2008

Morre um dos últimos malandros

Ao longo da vida, muitos de nós ruminam as misérias da traição, do egoísmo, da vaidade, da soberba, da prepotência, até que a morte nos dá um abraço muito íntimo. A vida passou e o que fizemos foi desejar o mal para os outros.

Irmão de minha mãe, meu amado Dílson era homem simples, bom de coração; pessoa que eu amava muito, amigo fiel que me aconselhou muito na adolescência. Sempre quando eu visitava a família, dava-lhe um beijo no rosto e dizia "eu o amo muito, meu tio". Na minha infância e na minha juventude, foi o pai que eu não tive.
















Era um carioca tipicamente malandro, mas ninguém é mais malandro do que a morte.

Minha alma encontra-se profundamente triste, sem ar. Ficarei algum tempo sem blogar. Não sei quando reapareço. O que mais quero é o silêncio e a dor de minhas lembranças.

Um comentário:

Tiago Tavaes de Sá disse...

Entristeço-me junto contigo, professor Nascimento. Tua aparente tristeza, ao chegar até mim para dizer que não ia poder ficar para a aula, transluziu sentimento sincero, do coração. Isso revela mais uma de tuas tantas qualidades: o amor por pessoas; um coração que se deixa quebrantar.
Deus te abençoe e te sustente neste momento de tristeza. Abraços!