terça-feira, outubro 07, 2008

A bunda, que engraçada

Após ter digitado meu voto em Angelim, depositei meus olhos nesta bunda. Quando vi este tumulto de carne no terminal de ônibus, vieram à minha cabeça... os versos de Carlos Drummond de Andrade.

Retirei-os do livro Amor natural, e a poesia se chama A Bunda, que Engraçada.

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Onde batendo
numa praia infinita
.






Um comentário:

vdj disse...

A bunda que na banda se dividiu.
A banda que se juntou e tornou-se bunda.

Que bando de banda de bunda!!
Que banda de bunda de bando!!

[]'s

.
.
.