segunda-feira, novembro 24, 2008

Sem face

Fácil escrever sem expor a face. Melhor defender idéias com a face à mostra. Em azul, um texto anônimo busca agredir-me. Ruim ocupar este virtual espaço para não registrar boas idéias.
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A culpa é SUA. Isso mesmo, SUA! Não é você que está na escola "dando aula", senhor Aldo Nascimento?
A escola´não é um professor ou dois. A escola é uma ação pedagógica articulada e, para essa articulação, é preciso haver O COORDENADOR DE ENSINO. Pior se torna quando a escola pública não tem plano pedagógico, por exemplo, de redação. E, por favor, não use o termo culpa, soa muito cristão. Melhor o termo RESPONSABLIDADE, porque, em sala, eu a tenho.

O senhor que se acha o melhor e pensa que o mundo gira ao redor da sua falácia vazia?
Busco sempre fazer o melhor, porque, ao fazer o melhor, desejo transformar a escrita de meus alunos. Falácia vazia é não lecionar. Em sala, minha palavra não é vazia. Leciono muito sério, com empenho, porque é isso que cabe a mim em sala. Há quase 20 anos lecionando, ainda sou apaixonado pelo ato de lecionar. Aluno, para mim, deveria avaliar professor para comprovar por meio de documento se há falácia ou não. E, por favor, falácia vazia é redundância inútil. Não me acho melhor, mas me dedico para ser o melhor. Gosto de competir para ganhar ou para perder.

Pena que SEE nunca lhe chamou para fazer parte do seu célebre seleto de intelectuais, não é mesmo?! Se bem que me lembro de você várias vezes almejando uma cadeira na refrigerada sala da Secretaria. Sei que nela, na sala fria, você faria menos do que faz hoje. Não que os que estão lá nada façam, a questão é que se o que você faz hoje é tão pouco, distante da sala de aula - lugar transformador - sua contribuição seria tão menor do que o que já é hoje e é por isso que digo, repito, a culpa é sua.
Nessa parte de teu texto, você surtou. Vá ao médico.

Se acha o contrário, procure a SEE e ajude os que preferem as salas com ar condicionado. Eles precisam de você! Ajude-os a não dar desculpas. Ajude-os a mudar a situação que você contribui para piorar, afinal você também recebe mais que os profissionais das escolas privadas e, mesmo assim, continua na roda viva do fracasso. Vá lá! Ajude...
Quem está na secretaria que faça bem. Quem está em sala que faça bem. Eu desejo a sala. Só uma observação: especifique de que forma eu contribuo para piorar.

3 comentários:

Jornalismo disse...

RESPONSABILIDADE. Gostei do termo! Não me parece cristão. Infelizmente não são todos que assumem a sua, não é mesmo?! E isso é bem real.
"A escola não é um professor ou dois", são todos: eu, os estudantes, a equipe de coordenação e principalmente você. Se a sua escola não tem plano pedagógico, não sei o que você e os outros professores estão esperando pra fazer um, conversar com quem o faz, articular um mudança... Soluções ou propostas de soluções existem, falar é sempre muito fácil. E a falácia é vazia e será enquanto pessoas como você apenas jogarem palavras fáceis e descompromissadas no ar, sem nenhuma atitude pratica. Não é redundância, é fato. Quanto ao médico, penso em procurá-lo sim: algum precisa me dar um remédio pra que eu pare de ver demais o que outros não conseguem ver o que está diante do seu nariz, me refiro à RESPONSABILIDADE. Eu também tenho um conselho: procure uma boa escola particular (deixe o Estado!), o ensino privado - que paga pouco, mas faz mais - precisa de profissionais competitivos como você, afinal esse é o mercado. Enquanto isso, a escola pública luta pra que vençam todos ou que todos que quiserem tenham a chance de vencer.
Boa sorte em sua pratica. Faça mais!

Jornalismo disse...

RESPONSABILIDADE. Gostei do termo! Não me parece cristão. Infelizmente não são todos que assumem a sua, não é mesmo?! E isso é bem real.
"A escola não é um professor ou dois", são todos: eu, os estudantes e principalmente você. Se a sua escola não tem plano pedagógico, não sei o que você e os outros professores estão esperando pra fazer um, conversar com quem o faz, articular um mudança... Soluções ou propostas de soluções existem, falar é sempre muito fácil. E a falácia é vazia e será enquanto apenas pessoas como você jogarem palavras fáceis e descompromissadas no ar sem nenhuma atitude pratica. Não é redundância, é fato. Quanto ao medico, penso em procurá-lo sim: alguém precisa me dar um remédio pra que eu pare de ver demais o que outros não conseguem ver o que está diante do seu nariz, me refiro à RESPONSABILIDADE. Eu também tenho um conselho: procure uma boa escola particular (deixe o Estado!), o ensino privado - que paga pouco, mas faz mais - precisa de profissionais competitivos como você, afinal esse é o mercado. Enquanto isso, a escola pública luta pra que vençam todos ou que todos que quiserem tenham a chance de vencer.
Boa sorte em sua prática. Faça mais!

Jornalismo disse...

Antes que esqueça, nao sou anonimo. Sou estudante do curso de jornalismo e professor como você. Não-partidarista e forte opositor a discursos vazios sem atitudes praticas transformadoras. Meu email jornalismo70@gmail.com é válido e aberto para possíveis contatos. Repito, não sou anônimo, nao me escondo atras de hipócritos discursos.