domingo, junho 14, 2009

Uma ótima postagem

Postando neste inexpressivo e muito pouco lido blogue, o jornalista e agora microempresário explorador (KKKKKKK) Josfá Batista deixou uma postagem interessante sobre homossexuais e e protestantes.

Segundo Josafá, no Rio de Janeiro, por meio do Tribunal de Justiça, aprovou-se uma lei que permite protestantes criticarem "práticas homossexuais".

Um comentário:

Josafá Batista disse...

Obrigado pela referência, velho. Veja a notícia que encontrei em um site evangélico:
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http://portal.padom.com/2009/05/11/tribunal-de-justica-do-rio-de-janeiro-afirma-que-heterossexuais-tem-o-direito-a-entender-que-a-homossexualidade-e-um-desvio-de-comportamento-uma-doenca/
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Observe que o texto acima comete um equívoco. O artigo 5º não diz que as pessoas podem emitir idéias discriminatórias sobre a vida íntima de outras. O que ele garante é a liberdade de "consciência e de crença", ou seja, o direito que as pessoas têm a expressar a sua convicção religiosa, qualquer que seja, quando bem entenderem.
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Ocorre que a convicção religiosa acerca da homossexualidade extrapola o limite da religião e entra em conflito com a vida civil, já que a própria Constituição garante que a vida íntima das pessoas é inviolável.
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Ou seja, para exercer o direito religioso à crítica homossexual, o evangélico fere o direito, também constitucional, à inviolabilidade da vida íntima.
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É evidente que cristãos e outros grupos podem discordar da homossexualidade enquanto "pecado", não creio que seja este o ponto. Por outro lado, o que não pode acontecer é que, em nome da suposta "liberdade de culto", pessoas sejam lesadas e discriminadas na sua vida social - e pior, terem a sua vida íntima exposta para todos, como exemplo de algo que "não agrada a Deus".
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Esta lei é perigosa, bizarra, e explico por que penso assim:
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Se os evangélicos argumentassem que as escolas ameaçam a integridade da família cristã por ensinarem as teorias de Darwin às crianças, o Estado teria que abrir mão também desses infantes (e do Estatuto da Criança e do Adolescente) para atender ao princípio da liberdade religiosa?
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Pois bem, nos EUA o governo do Imbecil Bush respondeu com um sonoro "sim" e determinou que as crianças pudessem ser educadas em casa, com suas famílias, segundo os seus preceitos religiosos, ao invés de freqüentar escolas como todas as crianças.
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Com as seitas aberrantes que temos por aqui, já pensou se a moda pega? Já pensou que tipo de geração teríamos em uma ou duas décadas?
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Deixo as respostas para a sua fértil imaginação...