
Que saudade, Dilma!
Queria estar contigo hoje. Terei que esperar até o final de ano.
Hoje, a minha paciência e a minha pouca inteligência cansaram-se por causa do Sinteac e do Sinplac.
Na assembléia de rua dos professores e do pessoal de apoio, houve um pseudoforró de péssimo gosto e um bingo para o azar de muitos.
Depois de ouvir "de bar em bar, de mesa em mesa, bebendo cachaça, tomando cerveja", fui embora ouvir Legião Urbana em casa.
Cansaram-me!!!

Na foto, o Pateta Sindical com uma professora mais pateta. Ela votou a favor da "greve" e, até o momento, não descobriu que se trata de uma reposição de aula ou de férias antecipadas. Tolinha.
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Entrevista com o deputado Moisés Diniz, que é professor, mas não é pateta.
"Posso não concordar com nenhuma das tuas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las." (Voltaire)
Sábado, 5 de Maio de 2007
A entrevista que o deputado Moisés Diniz deu ao jornal O Rio Branco descreve bem a mediocridade demonstrada pela atual diretoria do Sinteac:
“Greve da educação não olha para quem ganha menos.”
* Deputado Moisés Diniz fala ao Rio Branco sobrea paralisação dos servidores da educação.
O deputado do PC do B é professor, formado em pedagogia e foi dirigente sindical por vários anos. O parlamentar concedeu entrevista para abordar sobre a atual greve da educação e apresenta sugestões ao governo. Segundo ele, o Sinteac perdeu o rumo e não consegue apresentar uma proposta que unifique a categoria.
“Nos meus vinte anos de movimento sindical, eu nunca vi um negócio desses. Nessa confusão quem sai prejudicado são os setores mais frágeis, especialmente os professores de nível médio e o pessoal de apoio”, afirma.
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Leia trechos da entrevista:
O RIO BRANCO - Deputado, qual o principal problema dessa greve?
MOISÉS DINIZ - Falta de comando, somada à divisão do movimento. Não tem um dirigente que imponha respeito aos demais. Eu nunca tinha visto um dirigente tomar o microfone, na marra, das mãos de quem estava falando. Agridem-se publicamente, na frente dos professores e da imprensa. Os professores do Acre não merecem isso.
O RIO BRANCO - O que está dificultando as negociações?
MOISÉS DINIZ - O problema está na bandeira do movimento, aquilo que unifica a categoria. Isso é básico em qualquer negociação. Durante anos, alguns dirigentes pregaram a isonomia como se ela fosse a salvadora da pátria. Não explicaram para a categoria, não olharam para a tabela e, agora, estão vendo que a isonomia é um instrumento de divisão dos professores.
O RIO BRANCO - Onde está o ponto de discórdia?
MOISÉS DINIZ - Primeiro, a greve foi decretada tendo a isonomia como bandeira. Depois viram que a isonomia atende menos da metade dos professores. Dos atuais 6.000 professores formados, cerca de 45% vão se aposentar antes de chegar à última letra. Isso ocorre porque professores com 10 ou 15 anos de serviço, ao passar para a tabela de nível superior, voltaram para a letra A. Assim, o bom salário isonômico da última letra será o céu onde esses professores não vão entrar.
O RIO BRANCO - E quanto aos professores que não têm nível superior?
MOISÉS DINIZ - Aí o problema é mais grave. Considerando que os cerca de 4.900 professores vão demorar de 4 a 5 anos para ingressar no nível superior e voltar, portanto, à letra A, o percentual é ainda maior, pode ultrapassar 60%. Isso significa dizer que, no conjunto, cerca de 5.700 professores vão se aposentar antes de atingir a última letra.
O RIO BRANCO - Então, a isonomia não é universal?
MOISÉS DINIZ - Exatamente. Ela poderá beneficiar cerca de 5.000 professores, no final da carreira. Isso se mantiver a tabela antiga. Como a proposta do governo acrescenta duas letras, então a isonomia vira conquista para uma minoria.
O RIO BRANCO - Qual a saída?
MOISÉS DINIZ - Discutir melhor a isonomia, formando um grupo de trabalho de alto nível, capaz de debater o assunto nas escolas, a partir de números reais. Eu sou deputado, mas vou me aposentar como professor e não quero ser enganado, fruto de uma negociação mal feita e atrapalhada. Os dirigentes que estão aí, devido às brigas internas, perderam a legitimidade para nos representar.
O RIO BRANCO - O senhor tem alguma sugestão?
MOISÉS DINIZ - Defendo que aprofundemos mais o estudo e o debate sobre a isonomia e, provisoriamente, apresentemos ao governo um conjunto de propostas que beneficiem quem ganha menos. Até porque o governador Binho Marques não abre mão de realizar ações que diminuam o fosso entre as classes mais abastadas e os menos favorecidos.
O RIO BRANCO - Que propostas seriam essas?
MOISÉS DINIZ - Vou aqui dar um exemplo. Existem hoje cerca de 5.000 professores, entre permanentes e provisórios, que iniciaram agora a faculdade e outros que vão começar. Isso significa dizer que esses professores vão demorar de 4 a 5 anos para poder ter um salário de nível superior, que é mais do que o dobro do que eles ganham. Para se ter uma idéia, um funcionário de apoio que tenha dobra, ganha mais do que um professor de nível médio.
O RIO BRANCO - Qual seria a idéia?
MOISÉS DINIZ - O governo conceder um abono substancial aos professores de nível médio, considerando que, no término do curso superior, eles terão um aumento robusto nos seus salários. Sem contar que os professores de nível médio, na sua maioria, têm apenas um contrato e são os que enfrentam as primeiras séries. É só olhar os resultados do IDEB, de 1ª a 4ª série, para perceber a importância dessa proposta.
O RIO BRANCO - E quanto aos servidores de apoio?
MOISÉS DINIZ - Defendo que o governo encontre uma fórmula jurídica para que eles possam fazer a sua faculdade.
O RIO BRANCO - O senhor defende, então, mais apoio para os que ganham menos?
MOISÉS DINIZ - O que mais me constrange é ver os governantes dando aumentos unificados. Um aumento de 10%, por exemplo, para quem ganha R$ 500,00, significa apenas R$ 50,00 a mais no bolso. Mas, para quem ganha R$ 6.000,00, haverá uma entrada robusta de R$ 600,00, ou seja, só o aumento do bacana é maior do que o salário do outro. Sou contra essas injustiças!
O RIO BRANCO - Por que esses profissionais de nível médio não se mobilizam nas assembléias?MOISÉS DINIZ - Porque 2.400 deles estão nas margens dos rios acreanos e nos ramais. São os nossos professores rurais. Tem ainda os professores dos municípios que, em alguns lugares, ocorrem verdadeiras barbáries. Mas, o SINTEAC só tem os olhos para os professores estaduais e os de Rio Branco. Os sindicalistas pegaram a doença de alguns governantes: pensam que o Acre é só Rio Branco.
O RIO BRANCO - O SINTEAC envelheceu as bandeiras de luta?
MOISÉS DINIZ - Nosso sindicato, o maior do Acre, não compreende que o Acre mudou. Onde estão os simpósios e seminários para discutir qualidade do ensino, humanização na escola, problemas sociais que afetam o aluno e que, portanto, chegam até a escola? Eles não sabem que há dezenas de escolas rurais onde o professor é quem limpa a escola e faz a merenda? Sem contar a corrupção em algumas secretarias municipais de educação.
O RIO BRANCO - Como assim?
MOISÉS DINIZ - Se o SINTEAC saísse dos gabinetes de Rio Branco e enfrentasse o interior do Acre, seus ramais e rios, ia descobrir que ainda tem merenda estragada sendo oferecida às nossas crianças, que há prefeitos que fazem o que bem entendem com o dinheiro da Educação. O SINTEAC precisa se articular com os vereadores nos municípios e realizar uma cruzada contra essas mazelas. Quem não evolui é engolido. E é isso que está acontecendo com a atual equipe de sindicalistas do SINTEAC.
O RIO BRANCO - Definitivamente, o senhor vai defender quem ganha menos?
MOISÉS DINIZ - Eu tenho nível superior, mas já tem muita gente nos defendendo. Tem até sindicato da nossa categoria de professores licenciados. Eu vou defender, junto ao governo, os professores de nível médio e o pessoal de apoio. Se a gente não equilibra o jogo, quem perde são os mais fracos.
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Postado por José, professor de matemática at 21:16 0 comentários
A falta de direção com que o SINTEAC vem conduzindo a greve já não é segredo para mais ninguém. Encontro pessoas de todos os níveis que esboçam uma opinião firme e coesa acerca da vergonha que os sindicalistas impõem à classe. A credibilidade se esvaiu. E pior: o SINPLAC poderia assumir papel mais ativo, ignorando a briga por carniça do outro sindicato, mas está se deixando engolir por ela. Espero que um norte único saia das discussões da semana que se inicia. Caso contrário meu colega Aldo Nascimento terá plena razão: não é uma greve, é apenas reposição de aula.

Água que na nasce na fonte serena do mundo
e que abre um profundo grotão.
Água que faz inocente riacho
e deságua na corrente do ribeirão.Águas escuras dos rios
que levam a fertilidade ao sertão.Águas que banham aldeias
e matam a sede da população.
Águas que caem das pedras
no véu das cascatas, ronco de trovão.
E depois dormem tranqüilas
no leito dos lagos, no leito dos lagos.
Ou no bueiro de uma rua.
O governo argumenta que o Estado não tem condições de pagar esse "alinhamento" aos professores e ao pessoal de apoio, porque não há dinheiro. Os que defendem a professora Alcilene, no entanto, ignorando o orçamento público, não dizem de onde o dinheiro sairá para pagar o que eles desejam.
Não há um estudo, realizado por uma consultoria muito séria e competente, sobre o orçamento do Estado a fim de remanejar verba para a educação.

Carioca é assessor especial do governo do Acre e, à mesa, ele tem negociado com os patetas da educação. Como ele tinha prometido a este Pateta Sindical, Carioca permitiu que fosse entrevistado.
Como sempre, a assembléia dos professores começou atrasada, e eu cheguei à entrevista depois da hora. Carioca, ao contrário, estava muito alegre. (foto)
Pateta Sindical- Por que o senhor está tão alegre? (foto)
Carioca - Muito simples, porque eu sou o Carioca e você, o Pateta.
Pateta Sindical - Mas esse é meu nome.
Carioca - E muito apropriado.
Pateta Sindical - Por quê?
Carioca - Porque Pateta, quando negocia, não sabe o que diz. Certa vez, você pagou a um Pateta Contador para negociar com o governo e ele foi desmoralizado.
Pateta Sindical - Bem, o fato é que o governo não possibilitará a isonomia que tanto queremos, não é verdade?
Carioca - Eu também quero tanta coisa, mas não tenho dinheiro. Por exemplo, eu quero ser bonito como o Tiago Lacerda, mas tenho que me conformar com a minha condição social de papagaio. Como papagaio, eu falo muito, falo todo dia que o governo não tem dinheiro para pagar os valores da isonomia.
Pateta Sindical - Então, como eu não sei de onde o dinheiro irá sair para pagar a isonomia, faremos greve.
Carioca - Podem fazer!!! Façam!!! Depois, os patetas irão repor as aulas. Pateta Sindical, ISSO não é greve, isso tem outro nome: reposição de aula. Os patetas estão somente tirando férias antecipadas.