terça-feira, julho 24, 2007

Merleau-Ponty (1908-1961)



Para quem leciona Literatura e deseja abrir a janela a fim de sentir a paisagem das palavras, não pode passar por esta vida sem debruçar os olhos sobre os textos de Merleau-Ponty.

Sobre Romantismo, esse francês revitaliza a palavra sentidos.

Em Fenomenologia da percepção, na página 251, editora Martins Fontes, o autor afirma que "
o sentido dos gestos não é dado, mas compreendido, quer dizer, retomado por um ato do espectador. Toda a dificuldade é conceber bem esse ato e não confundi-lo com uma operação de conhecimento. Obtém-se a comunicação ou a compreensão dos gestos pela reciprocidade entre minhas intenções e os gestos do outro, entre meus gestos e intenções legíveis na conduta do outro. Tudo se passa como se a intenção do outro habitasse meu corpo ou como se minhas intenções habitassem o seu".

Esse é um exemplo simples ofertado por esse pensador: o gesto. Ponty encontra a grandeza do sensível por meio de exemplos rotineiros, outro exemplo, quando as mãos dos amantes se entrelaçam.

Mas, antes das mãos, na página 262, ele... "o sentido do gesto não está contido no gesto enquanto fenômeno físico ou fisiológico. O sentido da palavra não está contido na palavra enquanto som".

E sobre as mãos dos amantes? Deixemos para a próxima atualização.

segunda-feira, julho 23, 2007

Extrativismo insustentável


Para grupo de especialistas, achar que a floresta
em pé, sozinha, vai ajudar os amazônidas é
fé romântica


Foto de Ibens Braulino
Um dos coletores de castanha em projeto em Manicoré, Amazonas, considerado como exemplo positivo


EDUARDO GERAQUEDA

REPORTAGEM LOCAL

A visão de que o extrativismo pode ser uma das soluções para o desenvolvimento da Amazônia, segundo alguns especialistas, é "romântica" e precisa ser abandonada. É uma opinião desagradável, num momento em que o governo federal pretende implementar várias reservas extrativistas na região.

"Após o assassinato do seringueiro Chico Mendes, em 22 de dezembro de 1988, criou-se aqui na Amazônia uma falsa expectativa de que o extrativismo vegetal seria a grande solução", explica Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental. Antes praticamente isolada, a voz do experiente cientista começa a ecoar.

"Temos que ter isso bem claro: o extrativismo sozinho não vai resolver o desenvolvimento do povo da Amazônia", disse à Folha Manoel Sobral Filho, diretor executivo da ONG ITTO (Organização Internacional de Madeira Tropical, em inglês).

Apesar de concordarem com a insustentabilidade do extrativismo vegetal, Homma e Sobral apresentam soluções diferentes para o problema.

"Adão e Eva provaram a primeira maça extrativa do paraíso. Hoje, ninguém mais está comprando banana ou laranja extrativa. Nem fazendo caça de galinha ou de boi", lembra Homma, da Embrapa.

Segundo o pesquisador, o homem conseguiu domesticar mais de 3.000 plantas nos últimos 10 mil anos e tudo indica que esse é um processo que não deverá mudar no futuro.

"Os países desenvolvidos estão apostando no reflorestamento. Japão, França e outros países estão nesse caminho. Em 2006, 77% da madeira veio de florestas naturais. Em 2050, a taxa será de apenas 25%.

"Para Homma, em vez de fazer concessões de florestas naturais, por exemplo, o governo deveria investir em reflorestamento, como os países ricos.

Mesmo no caso do açaí -produto que, como o guaraná, vem ganhando cada vez mais espaço tanto dentro quanto fora do Brasil- o pesquisador da Embrapa vê problemas.

"O açaí esconde uma série de riscos ecológicos na sua expansão. O pessoal pega uma floresta heterogênea, mas ela fica homogênea, oligárquica".

Uma das preocupações de Homma é com a reposição dos açaizeiros em duas ou três décadas. "Quando se tira o fruto, o caroço vai junto. Será que haverá reposição nessa população?" Para o pesquisador, o mais fácil seria plantar açaí em terras firmes, onde a floresta não está mais de pé.

"Existe uma grande distância até o pote de ouro no final do arco-íris. Enquanto a madeira responde por 11% das exportações da Amazônia, os produtos da biodiversidade tem uma importância bem menor que 1%".

Segundo Homma, como o processo extrativista segue um ciclo, não se pode achar que ele sempre será sustentável. Por isso, além do reflorestamento, o pesquisador defende ainda que a agricultura seja implantada de forma vigorosa na região.

"Hoje nós temos 71 milhões de hectares de áreas desmatadas na Amazônia. Isso equivale a um território superior aos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná."

A grande questão, explica o pesquisador, é como transformar essa segunda natureza [áreas desmatadas] em uma terceira natureza, bem mais sustentável que a anterior.

A lista de produtos que poderiam ser plantados no Norte do Brasil, segundo Homma, é enorme. Ela passa pela castanha, por exemplo, e chega até ao fruto do bacuri. "A saída é investir em tecnologia para que os pequenos produtores possam entrar no processo."

Extratos agregados

Com base em um estudo publicado nesta semana em um congresso em Rio Branco, no Acre, o representante da ITTO defende uma crença cautelosa no potencial do extrativismo. Para Sobral, é necessário agregar valor ao produto da floresta para que o setor possa continuar almejando bom futuro.

O relatório, que tem 20 estudos de caso em vários países do mundo, aborda dois exemplos de sucesso -pelo menos por enquanto, de acordo com a ITTO- em terras brasileiras.

Um deles é em Manicoré, e outro na Reserva de Mamirauá, ambos no Estado do Amazonas. No primeiro a comunidade se organizou para extrair e vender castanhas. No segundo, o que existe é um extração de madeira sustentável.

"Todos os casos foram escolhidos por causa das estatísticas confiáveis que eles têm", disse à Folha um dos autores do estudo, Andy White. Mas no caso das castanhas, único caso em que aparece uma medição real de ganho das famílias do projeto, é fácil perceber o problema. Cada núcleo ganhou, em 2005, apenas cerca de R$ 80 por mês.

"Não tem jeito. Se não houver um aumento de recursos para os pequenos produtores, as pessoas vão criar gado ou plantar alguma coisa", afirma Sobral. Para ele, no caso do Brasil, a burocracia também é um problema sério.

Chute de menina


Campeães, as meninas da manhã (turma do segundo ano A) deram espetáculo.

Elas agora precisam ser vitoriosas na vida e isso depende dos estudos.

Valeu, meninas!!!

Os três





Da esquerda para a direita, Hélio, Tainã & Uállison. Na última fase da gincana cultural, eles garantiram 200 pontos para a equipe Shallon.

Eles responderam a questões de várias disciplinas.

Valeu, pessoal!!!

A dama & o cavalheiro



Maronílson, aluno do segundo ano A, é lavador de carro. Certos professores ainda dizem que "os alunos não querem nada".

A incompetência e a indiferença falam assim.

Maronílson quer algo. Bom aluno, esforçado, esse cavalheiro venceu no jogo da dama o adversário da tarde, garantindo mais ponto à equipe Shallon.
Valeu, Maronílson!




Taciane & Hélio


No final, a confraternização de quem soube valorizar a vitória de Hélio.

Taciane jogou bem.

Xadrez & Xadrez





Bom aluno, Hélio, campeão de xadrez na gincana da escola, pensa, pensa, pensa, pensa, pensa, pensa e... ganha.

O que falta nas escolas públicas para incentivar o jogo de xadrez?

Xadrez



Na gincana da escola Heloísa Mourão Marques, à esquerda, Hélio (segundo A, manhã) derrotou Taciane (terceiro ano, tarde) na final.

Por causa dele, o grupo Shallon ganhou mais ponto.

Veleu, Hélio!!!

Sobre passagem de ônibus


A passagem de ônibus passará de R$ 1,75 a R$ 2,o6. Em Rio Branco, o prefeito é socialista; e o vice-prefeito, comunista.

Não entendo o porquê de a sociedade não saber sobre os interesses financeiros de empresários quando na capital do Acre os recursos públicos são administrados pela esquerda.

Qual a margem de lucro desses homens que receberam uma concessão do município?

Açeçoria de Inprença

“A cada ano, a Expoacre vem se superando. O Binho agora fez uma mudança definitiva nas instalações não só físicas, mas também filosóficas.”

1. As pessoas não percebem o que escrevem. Pelo que está escrito, existe uma coisa chamada "instalação filosófica". Existe "açeçor de inprença" que recebe bem para escrever asneira. Não foi somente a Expoacre que se superou.

Conselho Tarifário

PELO RESPEITO À POPULAÇÃO E AO CONGELAMENTO DA TARIFA

Com a substituição da professora Rosângela Castro da direção do Conselho de Transporte Público (CTP), a população de Rio Branco e os movimentos sociais sofreram um duro golpe, beneficiando os setores reacionários que querem o aumento da tarifa de ônibus.

A postura dos empresários e de seus aliados é desrespeitosa na proporção em que estes tentam a qualquer custo desmoralizar o CTP e impor um preço absurdo de R$ 2,06 no preço da passagem do transporte coletivo, prejudicando a maioria de seus usuários.

Por isso, conclamamos a todos os estudantes, trabalhadores, desempregados, professores, sindicalistas e a população em geral para sair às ruas e exigir a manutenção do congelamento das tarifas e a garantia de um melhor atendimento nos serviços prestados pelas empresas de ônibus.

Participe do ato público que será realizado no dia 26 de julho de 2007, quinta-feira, com concentração às 8 horas, em frente ao Colégio Barão do Rio Branco (Cerb).

(UJS, ADUFAC, SINTEST, MPL Rio Branco, Sindicato dos Urbanitários, DCE da UFAC, DCE da UNINORTE, DCE da IESACRE, Conselho Popular contra a Carestia, FAMAC, UMARB e Grêmios Estudantis dos colégios CERB, CAP, IELF, Leôncio de Carvalho e Glória Perez)

sexta-feira, julho 20, 2007

Gincana HMM (8)






Ótima aluna, Clara respondeu às perguntas sobre Memórias Póstumas de Brás Cuba, de Machado de Assis.

Na próxima gincana, os professores precisarão melhorar essa avaliação.

Gincana HMM (7)



Na foto, a aluna expõe sua leitura de Laços de família, de Clarice Lispector.

Penso que a disciplina Literatura deveria ter um caráter político e existencial na escola.

Ainda leciona-se de forma neutra e boba essa disciplina.

Gincana HMM (6)



Na gincana cultural, houve a competição de leitura. Dez livros foram sorteados, e o aluno deveria ler um em cinco dias.

Nessa foto, a aluna leu pela metade Vidas secas, de Graciliano Ramos. A comissão considerou que a estudante se saiu muito bem.

O fato é que a competição estimulou a leitura.

quinta-feira, julho 19, 2007

Conselho Tarifário


Reunião do Conselho Tarifário de Rio Branco.

Até hoje, a sociedade ignora os números dos empresários e os números dos movimentos sociais sobre o real lucro das empresas de transporte coletivo - uma concessão pública.

Qual a margem de lucro dos empresários?

Causa-me ainda incômodo o fato da Prefeitura de Rio Branco ser "socialista" por causa da administração do Partido dos Trabalhadores. O vice-prefeito é comunista.


Nunca tive conhecimento desses números.

O outro Jorge



Há anos, compro o jornal Folha de São Paulo e revistas na banca de jornal do Jorge.

Quando o cliente tem crédito - meu caso -, ele possibilita um pagamento suave por meio de cheque.

O Acre tem isso também de bom. Quando o cliente prova sua confiança há anos, o pagamento é facilitado.
Não conseguiria isso em bancas do Rio de Janeiro.

quarta-feira, julho 18, 2007

Conceitos do Clássico



Na Literatura do ensino médio, condenada pelo historicismo, professores repetem há anos as características do Arcadismo e do Parnasianismo.

Relacionam essas duas estéticas ao pensamento clássico.

No entanto, como consideram seus alunos "burros", são incapazes de expor trechos de obras clássicas. Nunca as leram.

Pois bem, neste blog, retirarei um trecho do livro A República, de Platão, para destacar termos clássicos.

Segundo críticos, a tradução da Fundação Calouste Gulbenkian é ótima. Eu a tenho. Abro-a na página 125, Livro III.

"(...). Mas, para nós, ficaríamos com um poeta e um narrador de histórias mais austero e menos aprazível, tendo em conta a sua utilidade, a fim de que ele imite para nós a fala do homem de bem e se exprima segundo aqueles modelos que de início regulamos, quando tentávamos educar os militares."

Termos em azul aqui, nesse texto, entrecruzam-se, funilando em um só: militares. Platão foi o primeiro a perseguir a arte como imaginação, como prazer e, para tanto, os termos estão aqui: austero, utilidade e regulamos.

O Arcadismo e o Parnasianismo relacionam-se ao mundo clássico, isto é, aos termos de Platão. Árcade, por exemplo, é filho de Zeus e sua missão é civilizar o mundo do deus Pan, Peloponeso, parte da Grécia.

Ora, civilização implica Razão - conceito do Classicismo -, a mesma Razão que regula, que é austera. A Natureza no Arcadismo, diferente no Romantismo, mantém-se equilibrada, porque a Razão a disciplinou.

Não me reduzo ao campo, às árvores, ao céu. Refiro-me, também, à Natureza do Corpo. Os amantes árcades não vivem a Paixão. São frios. A Carne não delira, isto é, permanece na retidão, no decoro, na medida, na austeridade de que falou Platão em seu livro A República.

Por que a Razão do Arcadismo regula o Corpo, o Desejo? É essa pergunta que o professor deve fazer para que saia do lugar-comum e do historicismo anacrônico.

Gincana HMM (5)



Na gincana, pela manhã, Hélio foi o campeão de xadrez pela manhã.

No sábado, disputará com o vencedor da tarde.

Onde está Hélio? No fundo, sentado à esquerda, fora da mesa.

Freud explica

Um jornalista paulista escreveu esta em um jornal acreano.

1. Semáforos e rádios ficaram fora do ar até o restabelecimento do sistema.

Sim!!!

Claro

Evidente!!!

Óbvio!!!

Gincana HMM (4)



Há professores que estão vivos; outros, mortos.

Professor da disciplina Matemática, Jaime não está só vivo, mas deu vida à escola Heloísa Mourão Marques.

A gincana, coisa dele. Espero que permaneça na escola para incomodar os cadáveres.