sexta-feira, agosto 03, 2007

Poesia em Trânsito















Eles nunca mais se esquecerão de Carlos Drummond de Andrade, falecido em 17 de agosto de 1987.

No terminal urbano, o grupo leu José. Distribuímos informes sobre o poeta de Itabira.

Uma leitura que interveio no hábito urbano.

Drummond 1


O RB-Trans não permitiu que 40 alunos entrassem pela porta da frente para que a poesia José, de Carlos Drummond de Andrade, fosse lida. O lucro não recita versos.

Retornei à sala com duas propostas: não haver a leitura no ônibus ou cada aluno pagar sua passagem. Todos quiseram pagar a passagem.

Poesia em Trânsito.

O esporte que não existe

O Acre poderá receber, a partir de 2008,
grandes eventos esportivos em várias modalidades

Fragmento de matéria escrita por Paulo H. Nascimento


O secretário extraordinário de Esportes, Cassiano Marques, reuniu-se com vários presidentes de confederações durante a realização do Pan-Americano, no Rio de Janeiro, e está bastante confiante.

“A nossa intenção é trazer grandes eventos para o Acre, colocando a cidade dentro desse circuito. Isso significa muito para o esporte, mas o turismo está diretamente ligado e podemos gerar muitos recursos”, comentou Cassiano."

Para evitar especulações, Cassiano Marques afirmou que os eventos serão divulgados somente quando estiverem confirmados.

“Esse é início de um projeto e precisamos trabalhar com cautela. Estamos trabalhando para termos a seleção brasileira de futsal neste ano e queremos realizar o Sul-Americano de Futevôlei em 2008. São projetos encaminhados”, disse Cassiano.

Língua - Quando leio algo nos jornais sobre o esporte acreano, vejo a Copa do Mundo em Rio Branco e, agora, o conteúdo da matéria acima. Tudo muito espaçoso, tudo muito grandioso.


Não há, no entanto, uma política de
esporte direcionada às escolas públicas e aos clubes de futebol. Não há política esportiva. Não sou eu quem diz isso. É o pessoal da área.

Quem leciona nas escola sabe que inexiste uma política esportiva que revele talentos no futebol, no vôlei. Os Jogos Escolares existem, mas, no cotidiano escolar, onde a imprensa não chega, não há trabalho de base.

O secretário de Esporte é bem intencionado. Este blog também.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Airton Sena 5

Comunistas e petistas, além de outras esquerdas, alguns, foram seduzidos pelo poder, pela comodidade que o poder oferta. Não somos mais tão críticos e intransigentes. Moderados, no mínimo.

Enquanto a justiça social vem de carroça, a riqueza de alguns acumula-se a cada mandato.

Como ficou difícil lutar a favor dos humilhados quando ideologias valem menos que a conta bancária.

Mesmo assim, voto no passado da esquerda. Os índices sociais melhoraram com Lula. Reconheço também que tais índices surgiram no governo de FHC, do PSDB.

Airton Sena 4










Em um beco do bairro Airton Sena, encontram-se os que não fazem gato. Não vi um. São pessoas muito pobres, mas são pobres que pagam a luz.

Aqui, não moram homens da lei.

Airton Sena 3

Duas professoras. O senhor pediu algumas roupas. Não aceitou muitas, porque poderiam ser doadas a outras pessoas.

Essa foto é a típica foto que não sai em coluna social. Ser pobre não é chique.

Airton Sena 2



Professores Márcio (sem cabelo) e Valdir (com cabelo) poderiam estar em casa depois que lecionaram, mas resolveram doar alimento no bairro Airton Sena.

Márcio leciona química. Vladir, física. Para eles, escola não se reduz à ligação covalente e a leis de Newton.

Airton Sena 1



Poucos professores contribuíram para doar os alimentos arrecadados na gincana da escola Heloísa Mourão Marques.

Poucos.

Alguns reclamam. Alguns fofocam. Alguns são indiferentes. Alguns não têm compromisso com a escola.

Alguns.

Os 10 mandamentos

Veja as dicas para passar em uma das seleções

CONFIRA AS DEZ RECOMENDAÇÕES DE ESPECIALISTAS NA ÁREA DE CONCURSOS PARA QUEM ESTÁ DE OLHO EM UMA VAGA NO FUNCIONALISMO PÚBLICO

Com a crescente procura por cargos públicos, tem crescido também o número de especialistas no assunto que se dedicam a passar adiante os macetes que os levaram ao sucesso nos concursos.

São professores, orientadores de cursinho e concurseiros profissionais que, com tanta intimidade com o assunto, hoje fazem palestras e até escrevem livros sobre o tema.

Baseado em dicas de especialistas, como as do juiz William Douglas e dos professores Luiz Monteiro (Pró-Concurso) e José Luís Baubeta (Central de Concursos), o Agora traz dez dicas para quem está determinado a ser servidor.

O mapa da mina

Os especialistas são unânimes em apontar a persistência como fator fundamental de sucesso em concursos públicos. A reprovação no primeiro concurso nunca deve ser uma barreira para quem realmente tem como objetivo ser funcionário do governo.

A organização também é apontada como importantíssima na fase de preparação.No site do juiz e palestrante William Douglas (www. williamdouglas.com.br), é possível encontrar modelos de quadros de horários.

Ter um local e um horário fixo para estudar também ajuda.A motivação é outra dica dos concurseiros.

O pensamento positivo, focado nas conseqüências que a aprovação poderá trazer para a vida do candidato, o ajuda a não desanimar diante da árdua rotina de estudos.

O descanso também não pode ser deixado de lado. O cérebro tende a perder a capacidade de assimilação de informações se não conciliar os estudos com repouso.

Fazer exercícios dentro do prazo determinado para a prova pode ser útil para ajudar o candidato a coordenar melhor seu tempo e não passar sufoco no dia do concurso.

Revisar sempre as questões ajuda o cérebro a fixar todas as informações estudadas.

A dica, nesse caso, é guardar um dia na semana para revisar o que foi estudado.Inscrever-se em vários concursos também é uma excelente forma de treinamento.

Quanto às matérias, a língua portuguesa, que cai em praticamente todos os concursos, merece carinho especial dos candidatos.

Outra boa dica é não estudar apenas com os livros de um só cursinho, para diversificar o tipo e o nível de questões respondidas.

Por último, os especialistas recomendam que o candidato não dedique toda sua vida aos estudos. A tensão exagerada pode ser prejudicial na hora das provas. (Gustavo Gomes)

quarta-feira, agosto 01, 2007

Reconstrução Textual 2










Após alguns meses, Cibele e Wallena dissertaram melhor que em março, quando as aulas iniciaram-se.

Sei que não consegui um bom resultado com todos, mas alguma transformação ocorreu. Alguma.

Como professor há quase 20 anos, entro em sala, ainda, para transformar meu aluno, porque luto entre quatro paredes contra minha incompetência, por isso resultados bons são obrigados a emergir em um texto dissertativo quando leciono para meu aluno.

Repito: são obrigados. Mas, antes que eles sejam obrigados, eu me obrigo a exigir, mais de mim, o melhor. Nunca estou satisfeito por um único motivo: sou apaixonado pelo que crio, pelo que reinvento.

Pena que o Estado paga a mim o mesmo que paga a um mais medíocre do que eu. Aquele que não trabalha para obter resultados bons em sala recebe no mês o mesmo daquele que se dedica. Nivelam-se as diferenças.

De repente, quem sabe, um dia, serei um tolo proposital em sala para rir da seriedade cínica do Estado. Eu não confio no poder.

Reconstrução textual 1















Em abril, uma introdução de uma aluna, a Cibele, apresentou alguns problemas. Ela estuda no segundo ano do ensino médio.

Em seu texto, havia problemas, mas selecionei alguns para as aulas de gramática e de dissertação, quais sejam:

1. Evitar os verbos "ser", "estar" e "ter" a fim de a aluna buscar no dicionário novos verbos;

2. Usar corretamente a vírgula por meio da Ordem Sintática Direta e por meio das Orações Subordinadas Adjetivas;

3. Haver Concordância Verbal correta, da mais usada pelos alunos até a menos usada;

4. Uso dos Pronomes Oblíquos;

5. Uso do Gerúndio;
6. Seqüência lógica e harmoniosa entre idéias, entre conceitos.

Exercícios gramaticais foram passados para as aulas de gramática e cobrados nas aulas de dissertação por meio da refacção textual.

Cibele foi uma das alunas que apreendeu minhas aulas, porque, em agosto, sua dissertação apresentava bons resultados.

Preciso, no entanto, melhorar meu trabalho, porque sempre estou insatisfeito.

Nota da TRIBUNA

Naluh

A deputada Naluh Gouveia, que anda mais calada que muda caçando passarinho, apresentou ontem na Aleac documento que pede ao MPF que investigue os motivos da falta de climatização no aeroporto de Rio Branco. No pedido, a parlamentar quer que a Infraero explique o não funcionamento do ar-condicionado. Antigamente, as preocupações de Naluh eram outras.

Escola Solidária 4



Um professor da escola Heloísa Mourão Marques perguntou quem pagaria a gasolina para levar os alimentos. Como o combustível para seu carro não foi garantido, recusou-se a levar as cestas básicas.

A mulher na foto é analfabeta. Seus filhos estudam em escola pública. Um professor comenta em uma reunião que os alunos não querem nada. Não vi o professor na gincana. Não vi o professor doando alimentos.

São esses que queimam outros professores por trás. São esses que preferem uma escola quieta, acomodada e indiferente à realidade social que a cerca.

São esses professores que nos traem. São esses que não criticam e não propõem. São esses professores que não qualificam a escola e nem a vida.

Escola Solidária 3



Entramos em um corredor de chão batido. A senhora com a sacola na mão não é pobre. Seu barraco exalava um odor de miséria. Sua vida se reduz ao Bolsa-Família, R$ 65 por mês.

Nesse local, imagino programas de televisão ensinando como preparar ótimos pratos para o jantar. Os ricos adoram exibir pela TV até o que comem.

Escola Solidária 2



O que esses professores fazem aqui em um bairro pobre?

Não deveriam estar em sala reproduzindo conhecimento entre quatro paredes para alunos pobres?

Não deveriam estar acomodados na rotina de uma escola para pobres?

Pobre é quem não reinventa as relações humanas em uma escola pública. Pobre é quem não busca criar uma outra escola, uma outra relação entre professores e alunos.


Escola Solidária 1



Arrecadamos por meio da gincana bastante alimento.

Na fato, alguns professores abnegados da escola Heloísa Mourão Marques se preparam para doar algumas cestas básicas no bairro Airton Sena.

A escola não é solidária. Ela depende de alguns professores que recriam uma escola pública por meio de uma gincana solidária.

Façamos outra gincana em novembro para que alimentos possam ser doados no Natal.

Eu não entendo o porquê da Secretaria de Educação não criar um concurso de gincana entre as escolas.

terça-feira, julho 31, 2007

Chamam isso de progresso

Notas da TRIBUNA

Shopping 1

Via Verde Park Shopping será o nome do shopping que começará a ser construído no final deste mês em Rio Branco. O empreendimento é do grupo Iguatemi e terá, entre outras coisas, presenças das lojas C&A, Riachuelo, Marisa e Bob’s, concorrente do MacDonalds. Aliás, o Bob’s abrirá uma também no Parque da Maternidade.

Shopping 2

O Carrefour vinha também para alocar um supermercado nas dependências do shopping, mas um lobby local conseguiu emplacar um supermercado daqui mesmo de Rio Branco (dá para adivinhar qual?). No empreendimento, teremos cinco salas de cinema e os investimentos previstos beiram os R$ 70 milhões.

Entregue a Deus o troco














O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), decidiu que a passagem na capital acreana será R$ 1,90. O movimento social perdeu mais uma. O prejuízo começará a sair do seu bolso em 6 de agosto, dia da "revolução" acreana. Deputado e vereadores não pagam.

Até hoje, não chegou aos meus olhos azuis e vesgos o lucro que empresários de ônibus conseguem com essa concessão pública. Só tenho o prejuízo mensal de dona Maria Eunice Brasil de Oliveira, 47 anos.

Trata-se de uma senhora que trabalha no Centro dos Trabalhadores da Amazônia, o CTA. Por semana, ela gastava R$ 17,5 e R$ 70 por mês. Agora, com a decisão do prefeito, ela gastará R$ 19 por semana e R$ 76 por mês.

Se a proposta dos empresários fosse aprovada, a trabalhadora Eunice gastaria R$ 82,4 por mês. Como o prefeito não salvou dona Eunice do prejuízo mensal, a solução talvez seja encontrar a salvação com outro governante: Jesus Cristo.

Agora, leiamos o texto do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre, o Sinteac, e os comentários de minha Língua.

Sinteac encaminha documentos ao prefeito
contra aumento da tarifa de ônibus

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), Manoel Lima, encaminhou ofício ao prefeito Raimundo Angelim (PT) se posicionando contra o aumento da tarifa de ônibus de R$ 1,75 para R$ 2.06. O documento foi protocolado ontem e deixa clara a posição da entidade sobre o tema.

“O valor aprovado está além das condições econômicas dos trabalhadores. Solicitamos que o aumento seja vetado e a atual tarifa mantida”, explica Lima.

Língua: Pouco, muito pouco o que Manuel Lima fez. Como futuro candidato a vereador, o sindicalista deveria preparar um material sobre a real situação dos empresários de transporte coletivo. Que lucro é esse? Que prejuízo é esse? O Sinteac deve deixar de ser superficial ou amador quando o assunto for passagem de ônibus, também.

Congelada pelo prefeito no início do ano, a tarifa de ônibus foi aumentada em reuniões do Conselho Municipal de Transporte Coletivo, realizadas nos dias 25 e 26 de julho.

O representante do Sinteac no Conselho, Evaldo Santos, que presidiu a reunião, não teve direito ao voto, mas apresentou proposta pela manutenção da tarifa congelada.

Língua: Cômodo ir a uma reunião e desejar que a passagem seja congela. Eu, por exemplo, desejo que o tempo seja congelado para eu não chegar aos 69 anos.

“Fomos coerentes. Defendemos e continuaremos lutando para que não haja reajuste”, explica Santos.

Língua: Luta? Escrever um texto e defender oralmente congelamento em uma reunião não é luta. Luta é receber salário mínimo e pagar uma passagem que representa muito para quem recebe salário mínimo.

A proposta de Santos não saiu vitoriosa. A maioria dos membros optou pela proposta apresentada pelos empresários, que eleva a passagem para R$ 2,06.

“Infelizmente, sempre estaremos em desvantagem. Os verdadeiros representantes dos trabalhadores que dependem dos transportes coletivos não estão devidamente representados dentro do Conselho Municipal de Transporte Coletivo”, constata o presidente Manoel Lima.

Língua: Se não está devidamente representado, como o Sinteac presencia uma reunião em desvantagem?

Lima afirma que o Sinteac defende a mudança urgente da lei que regulamenta o Conselho e o seu regimento interno, priorizando uma maior democracia e participação dos verdadeiros representantes dos trabalhadores.

Língua: Defende como? Defende de que forma? Defende de que maneira? Em uma redação, o aluno não pode ser genérico. Especifique!

“Nossa posição foi registrada em ata. Toda nossa diretoria votou unânime contra o aumento da tarifa. Mas entendemos que a classe trabalhadora sempre sairá prejudicada enquanto o Conselho continuar dessa forma”, destaca.

Língua: Blablablá.

Segundo Lima, em vez de estar debatendo aumento, o melhor caminho seria debater qualidade no transporte, ouvir o índice de satisfação das pessoas e a expansão das linhas de ônibus.

Língua: O quê!?!? Substituir aumento por qualidade!?!? As duas não são possíveis?

“Entendemos que o trabalhador que realmente necessita dos transportes coletivos para se locomover diariamente não tem condições de arcar com qualquer tipo de aumento na tarifa. Essa posição foi expressa em documento enviado ao prefeito Raimundo Angelim. Entendemos que somente ele pode atender os anseios da classe trabalhadora.
”

Língua: Blablablá.

Manuel Lima, você deveria apresentar o lucro ou o prejuízo dos empresários aos trabalhadores por meio de um estudo muito sério, realizado por uma empresa. Como isso nunca será realizado, você continuará a pensar que todos na sociedade são tolos para pôr fé em um texto genérico, superficial e cínico.
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6 de agosto

E viva a revolução!!!

Plácido nos libertou do domínio dos bolivianos.

Mas quem nos libertará do domínio do lucro dos empresários?

Ronda Gramatical

"A polícia sabe de quem é o cadáver encontrado na manhã de domingo á margem da pista asfaltada no km 22 da Rodovia Transacreana."

1. O cadáver é seu? Meu, ele não é. Melhor escrever "a polícia identificou o corpo encontrado na manhã de domingo à margem da Transacreana, km 22".

segunda-feira, julho 30, 2007

Roberto Justus para gestor





















Na próxima eleição para gestor da escola Heloísa Mourão Marques, já existe uma campanha forte para que Roberto Justus seja o novo diretor da escola pública.