Romerito Aquino, veja primeiro seu "à gás", o seu "povos Kaxinawá" e Senado Federal. Sobre este último, não existe Senado Estadual e nem Senado Municipal. Coloque em suas matérias, por favor, somente Senado.
quarta-feira, abril 09, 2008
Palpite de assessor de senador
Romerito Aquino, veja primeiro seu "à gás", o seu "povos Kaxinawá" e Senado Federal. Sobre este último, não existe Senado Estadual e nem Senado Municipal. Coloque em suas matérias, por favor, somente Senado.
terça-feira, abril 08, 2008
Saúde pública
Pai, perdoai, eles não sabem o que escrevem!
"Fico emocionado quando ousso esse tipo de comentários a respeito da competentíssima diretora do IAPEN Laura Okamura, como pode o Binho trazer alguem despreparado para o cargo? onde vidas estão sendo ceifadas, governador chegou ao limite, mude a direção desse sistema, ou o seu nome vai estar negativo perante a opinião pública." O texto acima pertence a um acadêmico de Direito e mostraram-me essa maldição ou doença ortográfica no sítio wwwac24horas.com.br
Há outras perdições gramaticais, mas deixo esse "ousso" aos teus olhos. Ainda no sítio do AC 24 horas, "sub-promotor".
Quando há sub-, coloca-se o hifen antes da palavra que começar por "r" ou "b". O correto é subprocurador.
Não sei se a justiça é cega, mas esse acadêmico é. Exijo justiça ortográfica.
segunda-feira, abril 07, 2008
Bolsa-Ditadura

Ziraldo, Menino Maluquinho, Saci, a turma toda & Jaguar
serão indenizados por período militar
ALEXANDRE RODRIGUES & CLARISSA THOMÉ -
Agência Estado
RIO - Os jornalistas Ziraldo e Jaguar foram contemplados ontem com mais de R$ 1 milhão em indenizações pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelos alegados prejuízos que sofreram com a perseguição política durante o regime militar. O julgamento dos processos foi realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, juntamente com os de outros 18 jornalistas. "Aos que estão criticando, falando em bolsa-ditadura, estou me lixando. Esses críticos não tiveram a coragem de botar o dedo na ferida, enquanto eu não deixei de fazer minhas charges. Enquanto nós criticávamos o governo militar, eles tomavam cafezinho com Golbery", afirmou Ziraldo.
Entre os beneficiados também estava o jornalista Ricardo de Moraes Monteiro, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda, que receberá R$ 590 mil. Preso e torturado durante a ditadura, Monteiro alegou ter perdido o vínculo com a empresa onde atuava como jornalista por causa da perseguição política. "Sou de família comunista, meu pai foi preso em 1974. Meu irmão foi preso comigo em 1975 e depois se suicidou. Essa dor não vai ser reparada. Orgulho-me do que fiz. Quero homenagear os jornalistas que lutaram contra a ditadura", afirmou.
Já Ziraldo, escritor e chargista de sucesso, e o cartunista Jaguar, trabalhavam no Pasquim quando o semanário sofreu forte repressão por ser considerado ofensivo pela ditadura. Os dois receberão pensão mensal de cerca de R$ 4 mil. Jaguar e Ziraldo receberão ainda R$ 1.000.253,24. O montante, que será pago em parcelas, é retroativo a 1990, antes da criação da Comissão de Anistia, em 2001, porque os jornalistas já haviam feito o pedido, por meio da ABI, ao Ministério do Trabalho em 1990.
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Na fila de espera, há cerca de 30 mil pedidos do Programa Bolsa-Ditadura. Não escreverei sobre. Indico a leitura de Marcelo Tas.
Gramática de Blog
Não sei o porquê do blog do Altino Machado colocar essa vírgula solitária. Coloca-se hoje entre duas vírgulas ou sem elas. Pegou mal.
Agência Nacional do Acre
Se questões elementares de gramática fossem bem menores em nossas redações, poderia haver um outro modelo de texto. Enquanto isso se irrealiza, vírgula, crase, caixa-alta, presença constante na Agência Nacional de Notícia.
2. Realizadora do projeto Maria - Nesse caso, coloca-se vírgula antes de Maria.
Responsável pela produção textual do governo estadual, Oly bem que poderia mudar esse quadro gramatical.
Aldeia FM
Os caras estão de parabéns!!!
sábado, abril 05, 2008
Forte São Luís, Niterói
Ainda Bem
Vanessa Da Mata
Composição: Liminha/Vanessa da Mata
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
O uso do "não"
Se escrevo ametal, é possível não-metal; se escrevo insaturado, é possível não-saturado; se escrevo assimétrico, é possível não-simétrico; se escrevo inexistência, é possível não-ser; se escrevo incoformista, é possível não-conformista.
Em seus exemplos, se é possível colocar um prefixo de negação (in-, des-, a-), coloca-se não- ou sem- antes.
Selecionar alunos
Mas, se a escola não seleciona, isto é, se mistura alunos com rendimentos tão opostos, o Enem seleciona. Evita-se na escola o que a realidade impõe.
Leia a matéria.
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A lista do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem ) de 2007 traz apenas duas escolas públicas: os colégios de aplicação da UFV e da UFRJ. Ligadas a universidades federais, as duas instituições aplicam provas para selecionar os estudantes para as suas "ilhas de excelência".
No Coluni, o colégio de aplicação da UFV (Universidade Federal de Viçosa), de Minas Gerais, anualmente, uma média de 1.490 alunos que terminam o ensino fundamental disputa as 150 vagas oferecidas para cursar o ensino médio na instituição.
As melhores públicas do Enem
Rio de Janeiro - Aplicação da UFRJ - 79.63
Viçosa (MG) - Aplicação da UFV - 79,30
Recife - Aplicação da UFPE - 77,47
Curitiba - UTFPR - 76.71
Rio de Janeiro - Aplicação da Uerj - 76.25
São Paulo - Cefet-SP - 75,93
Rio de Janeiro - Cefet Celso Suckow - 75,78
Rio de Janeiro - Colégio Militar do RJ - 75.61
Curitiba - Colégio Militar de Curitiba - 75.60
São Paulo -Etesp - 75.56
Acre - Colégio de Aplicação - 59.21
Esse vestibular precoce, o "vestibulinho" - nos moldes dos exames de seleção aplicados por universidades, com questões discursivas, objetivas e redação -, é apontado pela instituição como um dos motivos do bom desempenho da instituição.
"Os alunos que entram querem aprender e por isso se saem bem", diz Catarina Greco Alves, orientadora educacional do Coluni.
Segundo Alves, 63,75% dos alunos da escola, gratuita, fizeram ensino fundamental em colégios particulares.
Sorte
Na escola de aplicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a seleção é feita com prova e sorteio, dependendo da série. Em 2007, 1.241 jovens inscreveram-se para a seleção das 30 vagas oferecidas pela escola de aplicação no ensino médio. A concorrência de 41,37 candidatos por vaga é maior do que a enfrentada pelos candidatos a uma vaga de medicina em 2008 na UFRJ (27,58).
Depois de fazerem teste de português e matemática, os alunos que acertam pelo menos a metade de cada um dos testes vão a sorteio decidir quem consegue uma das vagas no ensino médio.
No ensino fundamental, as crianças são selecionadas apenas por sorteio. A seleção aleatória, para Celina Costa, diretora geral do colégio, contribui para a diversidade socioeconômica dos alunos.
"Na escola particular, estuda a classe média; nas públicas, geralmente, as classes menos favorecidas; aqui, o garoto da favela estuda com o menino da Barra da Tijuca", disse Costa.Para a explicar o bom desempenho dos alunos no Enem, a diretora diz que "não tem fórmula mágica".
"Damos aula, com giz e lousa. Quando não temos retroprojetor, utilizamos cartolina, canetinha e fazemos cartazes", disse Costa."Temos um corpo docente estável e qualificado (a maioria é de mestres e doutores), que tem plano de carreira e incentivos para permanecer na instituição", disse.
sexta-feira, abril 04, 2008
Blog aberto a Josenir Calixto
Não defendo meus ideais políticos conforme a direção do vento e muito menos adulo o poder para receber algumas migalhas de simpatia. Defendo o atual grupo político - o mesmo a que tu pertences -, mas não defendo sem uma crítica propositiva.
O PC do B, teu partido, administra o ensino médio há anos com funcionários da Secretaria da Educação. Não desejamos uma secretaria antes da Frente Popular. Os tempos são bem melhores, incomparáveis.
Mas, na condição de homens de esquerda, desejamos sempre o melhor, sempre. Os números do Enem de 2007, no entanto, não são os melhores. Na condição de professor da rede estadual há 11 anos, sempre me deparei com um cotidiano escolar que se negou a qualificar o ensino público por causa de gestões mal-escolhidas por meio de um processo democrático equivocado.
O PC do B, administrando o ensino médio, não quis até hoje refletir com o corpo docente os entraves da democracia escolar. Maioria na Assembléia Legislativa, a Frente Popular não busca debates para aprimorar essa democracia, como se não precisasse ser qualificada.
Acredito que os bons números de escolas particulares relacionam-se também à gestão. Como bem afirmou a diretora pedagógica da escola particular Lato Sensu, Cleide de Assis, "a receita do sucesso tem três palavras: disciplina, compromisso e família".
Leciono há cinco anos na escola Heloísa Mourão Marques e, somente agora, com a atual gestão, percebemos um escola melhor. Só agora. Como conseguir qualidade quando o professor é submetido a gestões que deixam a desejar?
Sabe, Calixto, é preciso criar nas escolas os conselhos de disciplina; é preciso que o corpo docente vote em seus coordenadores a partir de méritos bem definidos; é preciso que o professor seja avaliado por seus alunos; é preciso que os gestores sejam avaliados pelos segmentos da escola; é preciso que o professor acompanhe sua turma do primeiro até o terceiro ano; é preciso...
Sabe, Calixto, o momento é único na história do Acre. Não creio na oposição para debater idéias. Só a Frente Popular tem condições para isso, mas, para tanto, precisa receber críticas propositivas, não adulações.
quinta-feira, abril 03, 2008
Ranking do Enem de 2007 (Rio Branco)
O bom resultado ocorreu com a escola Heloísa Mourão Marques, ocupando a terceira colocação entre as escolas públicas.
Ranking -Redação e Prova Objetiva
1. Lato Sensu - 68.07 (particular)
2. Meta - 64.08 (particular)
3. Plácido de Castro - 63.96 (particular)
4. Instituto Imaculada Conceição - 61.26 (particular)
5. Colégio de Aplicação - 59.21 (federal)
7. Leôncio de Carvalho - 50.85 (estadual)
8. Bradesco - 50.24 (particular)
9. Heloísa Mourão Marques - 48.97 (estadual)
10. Armando Nogueira - 48.33
11. Cerb - 48.13
12. Glória Perez - 48.02
13. Henrique Lima - 47.67
14. Lourival Pinho - 46.97
15. Lourenço Filho - 46.58
16. Alcimar Leitão - 46.53
17. José Ribamar Batista - 46.50
18. João Batista Aguiar - 45.98
19. Lourival Sombra Pereira - 44.98
20. Humberto Soares de Costa - 44.54
21. Luiz Carneiro Dantas - 44.37
22. Berta Vieira de Andrade -43.18
O copisdesque e o repórter
O texto, portanto, não pertence a ele, mas a nós dois. Infelizmente, como só tenho que me limitar a questões básicas de gramática, a maioria dos jornalista ignora outro paradigma textual.
Texto é algo mais profundo do que gramática, do que organização interna. Na Faculdade de Jornalismo, deveria haver aula de Teoria Literária para possibilitar outra compreensão de texto jornalístico.
Texto do jornalista
Veículo ou Carlos era monitorado? A princípio, por estar perto, "que" substitui Carlos. Melhor, no entanto, colocar "quem", porque se relaciona à pessoa e "que" se relaciona a objetos, a coisas, a animais.
"O veículo era dirigido pelo funcionário da empresa Carlos Eduardo Alexandre, quem vinha sendo monitorado pelos federais há meses."
quarta-feira, abril 02, 2008
Disse-me-disse


A Secretaria de Educação do Acre realiza um encontro entre professores sobre letramento e, dos quatro dias, participei somente de um, porque meu tempo, reduzido por outro trabalho, impediu.
Ainda sim, expressei minha razão sobre leitura e produção textual nas escolas públicas. Afirmei que não pode haver qualidade de ensino sem haver, também, escolas bem administradas e isso implica um novo processo eleitoral na escola.
Por exemplo, pela primeira vez no Estado, entre todas as escolas públicas, a Heloísa Mourão Marques permitiu, por causa da professora-gestora Osmarina, que funcionários de apoio escolhessem seu diretor-administrativo. Os professores escolheram seu coordenador pedagógico, mas foi vetado por questão legislativa do Estado. A lei precisa ser aprimorada.
Desde 2003 na escola, sempre fui claro em minhas colocações, atraindo pessoas simpáticas e antipáticas a minhas razões. Normal.
Pois bem, no único dia de letramento, uma professora da escola Heloísa Mourão Marques, período da tarde, ouvi-me e interpretou minhas palavras segundo suas intenções. Ela disse que eu falei contra a Coordenação de Pedagogia da Heloísa Mourão Marques. O nome dela, Carmem, professora de Língua Espanhola.
Seria bom haver uma reparação diante da coordenação.
Só uma observação. Leciono na escola há cinco anos e pessoas que hoje estão na Coordenação de Ensino passaram por péssimos momentos comigo nessa unidade de ensino. Jamais falei contra elas, professoras Izanilde e Ozélia.
Agora que nós votamos em uma professora para gestora, que é Osmarina, pessoa por quem lutamos no processo eleitoral; agora que a escola toma rumos sérios, melhores, éticos, por que, justo neste momento, eu falaria de pessoas com quem sempre me relacionei bem?
Posso ser antipático, por ser intolerante, por ser exaltado, veemente, mas não sou burro, não assisto à novela Duas Caras.
terça-feira, abril 01, 2008
Marcelo Tas
Henrique Afonso e o homossexualismo
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Admiro muito a postura não do petista, mas do pastor Henrique Afonso. Por um lado, ele tem razão quando afirma, com outras palavras, que o sagrado deve ser preservado. E há uma tendência em curso que deseja violar o sagrado.
Isso ocorreu, por exemplo, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Asssiti a manifestações artísticas de homossexuais e, em uma delas, havia, na condição de arte, um crucifixo em formato de pênis. A Igreja indignou-se. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, defendeu a liberdade de expressão.
Em outro caso, em Israel, a parada gay quis desfilar por Jerusalém, pelos caminhos por que Jesus passou com a cruz. O Estado de Israel colocou policiais nas ruas e proibiu.
Por outro lado, há homossexuais sóbrios, lúcidos, pessoas com um caráter exemplar. Inteligentes, cultos, vivem sua sexualidade sem haver o exibicionismo do corpo, sem haver o excesso no espaço público.
Mário de Andrade foi homossexual. Foucault. Barthes. Oscar Wilde. A lista é imensa, mas uma lista nenhum pouco vulgar, chula - homossexuais que souberam separar o profano do sagrado.
Ex-aluno do vereador Márcio Batista
O autor que teceu críticas ao vereador Márcio Batista, seu ex-aluno, é Francisco Rodrigues Pedrosa. Sobre ele, escreverei após seu texto.
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A PONTE ESTAVA QUEBRADA
O ano de 1996 foi marcado por algumas ironias e tragédia no Brasil. No futebol, o país se desencantava com uma Seleção de craques carregados de dólares, mas desprovida de força e coragem para bater uma sorridente e simples Nigéria. O sonho olímpico virou pesadelo. Na política, o plano real dividia a audiência com o ET de Varginha. Ninguém sabia ao certo qual dos dois era mais confiável.
Na sociedade, amargávamos um triste desfile de violência e corrupção que tinha o Rio de Janeiro como modelo, um perfeito “abre alas” guiado e guiando o país inteiro ao caos. O Cristo teimava em não erguer os braços.
Na educação, um rapaz da escola Heloísa Mourão Marques concluía o antigo “segundo grau”, desorientado e perguntando se servia para ele a frase do Raul Seixas: “por que foi tao fácil conseguir e agora eu me pergunto e daí?”.
Eram tempos escuros. Concluí o “ano” tendo três professores de Matemática, três de Física e dois de Química. As notas dos bimestres foram obtidas com trabalhos que tinha como “competências e habilidades” estimular a compreensão e o raciocínio do aluno. O magistério já era um mero “bico” para o chope do fim de semana.
A fraqueza teórica e pedagógica era a marca de um ensino público pobre e descompromissado. Faculdade, vestibular, curso superior ou qualquer palavra desse feitio eram desconhecidos pela grande maioria dos alunos.
Confesso por tudo que é mais sagrado no mundo que não me lembro de ter ouvido de algum professor que existia vida fora do planeta escola. Nenhuma orientação, nenhuma voz que ajudasse um grupo de indecisos a entender os caminhos do mundo. Éramos convencidos a repetir o famigerado jargão: “já tenho o seguindo grau completo”.
Da turma que saí, fui uma das poucas exceções a chegar a uma faculdade pública. Cursei História. Dois motivos me levaram a isso: o primeiro o amor eterno que tenho por essa disciplina; o segundo porque sabia das minhas enormes limitações escolares advindas da má formação que tive e da minha conseqüente irresponsabilidade.
Hoje, percebo o quanto as coisas mudaram, ao ver o HMM preocupado em fornecer subsídios para os alunos que almejam um curso superior, oferecendo um pré-vestibular noturno de qualidade. Agora temos mais professores compromissados com o futuro de seus alunos que não tem medo de expor quem é e o que sabe.
Ampliamos aquela frase da Secretaria de Educação, tão repetida naquelas reuniões agonizantes que ocorriam na escola aos sábados; “a escola deve preparar o aluno para a vida”.
Fazer uma faculdade faz parte da vida da pessoa, concurso público, também. Fugir do imediatismo barato não é privar o aluno de suas necessidades mais prementes. Precisamos correr! As estatísticas mostram o tamanho do hiato entre o ensino publico e o privado. A escola está no caminho certo. Uma nova geração de educadores junta-se àqueles que, há tempos, identificaram que a ponte estava quebrada.
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FRANCISCO RODRIGUES PEDROSA é formado em História e formando em Direito pela UFAC. O resto, meu velho, você sabe. Ah! por favor, se puder, dê uma olhada nos erros da língua que me pariu. Valeu, Aldo, um abraço!
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Gosto da amizade entre mim e Francisco, porque o cara incomoda. Trata-se de um acreano que sabe criticar, que sabe tecer autocrítica. Cabra muito bom.
segunda-feira, março 31, 2008
Uma crítica ao vereador Márcio Batista
O texto abaixo não foi escrito por mim, mas por um professor de História, ex-aluno do atual vereador Márcio Batista, do PC do B. Ele postou esta mensagem neste blog depois que o professor-vereador Márcio Batista chamou a oposição de "incivilizada" por ela ter distribuído pizza na Câmara de Vereadores de Rio Branco.Quando o golpe militar faz 44 anos, este texto veste muito bem o que ocorreu entre os vereadores.
O NÁUFRGO E O AFOGADOO
Acre não tem oposição, tem opositores!
Há tempos que essa máxima invade nossas bocas. Aqui, no Acre, as experiências históricas mostram claramente que as conveniências miúdas e os interesses particulares fizeram bem mais que as gargantas inflamadas e arranhadas de algumas “lendas públicas”.
Intermitentes “marginalidades políticas”! Nos últimos dias, os opositores dos ex-opositores denunciaram os desmandos do Executivo Municipal ao relatarem que o transporte coletivo urbano está monopolizado.
O povo, sem usar a expressão de Aristides Lobos: “assistiu àquilo bestializado”, viu no episódio alguma coisa que confirmasse a certeza do péssimo serviço de transporte disponível.
Assim caminhamos!
O protesto dos opositores dos ex-opositores fez o líder do prefeito utilizar um termo por demais curioso. Entre pizzas e marmeladas, Márcio Batista chamou-os de “incivilizados”.
A particularidade do termo não se deve ao neologismo em si. Aliás, os dicionários qualquer dia irão adotá-lo - (É sempre assim!). A estranheza vem de onde o termo saiu. O preconceituoso adjetivo foi proferido por quem pertence a um partido que até pouco tempo era conhecido pela forma mirabolante de mudar o mundo.
Quem não se lembra dos planejamentos “made in Moscou” de pegar em armar e destruir a burguesia tapuia, conivente com a ordem financeira internacional e com os desideratos capitalistas de primeira ordem? Quem não se lembra do culto a um dos maiores assassinos da história humana, nomeadamente o georgiano Josef Stalin? Quem não se lembra dos protestos “civilizados” que faziam nos movimentos sindicais? Cuba e Albânia já não são mais o “Édem” comunista!
O PCdo B joga para debaixo do tapete o que restou de uma geração que juntava dinheiro para comprar uma camisa do “Tchê”, achava Enver Hoxha o maior administrador da terra e que torcia para o mundo vermelho mostrar sua superioridade nos Jogos Olímpicos (Não falemos dos escândalos de “Dopping” e sua indústria de fazer super-atletas).
Tive a honra de ter como professor de História, na escola Heloísa Mourão Marques, o elegante líder. Suas aulas eram contagiantes. O professor Marcio tinha um charme inconfundível ao falar dos esquemas financeiros mundiais, dos males do capitalismo e dos remédios heróicos de derrotá-lo. Emocionava-se e nos emocionava.
Nos corredores ou nos términos das aulas era comum sempre continuarmos os debates. Quantas vezes não o ouvi dizer que tínhamos um povo extremamente tímido, que não sabia protestar e de que a violência era um “mal necessário”, se caso quiséssemos efetivamente transpor a opressora conjuntura?
Tamanha foi a identificação com o que dizia, que este que escreve e mais alguns outros da sala de aula resolveram percorrer a academia de História, queriam compreender os códigos viabilizadores de uma possível transformação social. Nossa! Hoje um simples protesto, contrário à cartilha vermelha, recebe o nome de “incivilização”.
Não quero aqui dizer que não podemos mudar nossas opiniões, seria um absurdo pensar assim. Vejam Plutão! Passaram setenta anos afirmando ser ele um planeta. Não desejaria que o PC do B voltasse a cogitar o mundo sobre a ótica lunática de Fidel, tampouco utilizasse as fantasias de Regis Debray. Nossa experiência democrática está em plena construção.
Faço voto para que esse partido e os demais naturalizem em seus vocabulários a noção plena de democracia. A diferença, a discordância e os demais elementos que demonstram divergência precisam ser compreendidos. Pode ser que nem um nem outro adquiriram tal conceito. Uns porque sustentaram os longos anos de “ditadura Militar”, outros porque pretendiam destruí-la instalando outra.
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O autor deste texto não quis se identificar. É professor de História e foi aluno do atual vereador Márcio Batista.



