sexta-feira, julho 04, 2008

E os gestores de escola?

TCE divulga a lista dos maus gestores
que poderão ser condenados à inelegibilidade

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) entregou no final da tarde de ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a lista dos gestores que poderão ser impedidos de concorrer às eleições deste ano.

O documento possui 57 nomes de políticos que tiveram suas prestações de contas reprovadas ou que foram multados por alguma irregularidade julgada nos últimos cinco anos.

No ranking dos maus gestores, existem prefeitos, vereadores, secretários, presidentes de fundações e instituições, como, por exemplo, o extinto Banacre.

De acordo com a lista de condenação, são tantos problemas que existem nomes de políticos que são citados mais de cinco vezes no documento entregue ao TRE. Entre os mais famosos, estão o ex-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Pereira de Lima; de Tarauacá, Jasone Ferreira da Silva; a ex-vereadora de Senador Guiomard Maria do Socorro Prado; e o ex-prefeito de Rio Branco, Mauri Sérgio.

A Assembléia Legislativa do Acre poderia criar uma lei que proibisse o péssimo gestor escolar - aquele que deixou a escola sem verba - de ser candidato a diretor de escola, pois uma unidade de ensino é tão importante quanto uma prefeitura.

quinta-feira, julho 03, 2008

É triste!

Triste a morte de José Alexandre Leite Leitão. Boa pessoa, cheguei a trocar idéias com ele, poucas. Homossexual com um caráter que não se encontra em muitos homens. Ele não merecia isso.

Fico muito triste quando os bons partem.

Blog aberto à professora Olinda Batista

Prezada Professora-Doutora Olinda Batista Assmar,

Se falamos bem do lugar em que moramos, isso se deve a pessoas. Eu, mero professor substituto da Universidade Federal do Acre, conheci a senhora no Departamento de Letras em 1993 e presenciei até 1997 tantas articulações contra a sua pessoa.

Ainda nesse departamento, em muitos momentos, a senhora posicionou-se a meu favor contra arbitrariedades articuladas, por exemplo, pelo professor-doutor Vicente. Antes de sair do departamento, limpei meu nome na pasta funcional por meio do ótimo advogado Gumercindo.

Guardo com muito zelo os processos que manipularam contra mim, eles representam o absurdo, uma documentação insólita forjada por um grupo que se acha acima da coisa pública.

Quando a senhora foi candidata naquela época, diziam que Olinda Batista era da direita. Quem dera que alguns da esquerda tivessem a moldura de teu belo caráter.

"O tempo não pára", nada melhor do que o tempo para (des)cobrir a máscara de alguns. O tempo passou, professora, e meu respeito e minha admiração sempre permanecerão.

Espero que a senhora e Pascoal sejam vitoriosos.

Desnecessário

"Com a greve dos Correios completando quatro dias hoje, o centro de distribuição da estatal contabiliza 72 mil objetos acumulados por falta de carteiros para realizar o serviço de entrega."

Sim, claro, se há greve, só poderia faltar carteiros para realizar o serviço de entrega. É semelhante dizer se os carteiros estão sem braços, eles não poderão entregar as cartas com as mãos.

Não sei se isso é óbvio ou eu estou sendo chato demais.

quarta-feira, julho 02, 2008

Da Megassena à escola












Na terça-feira, dia 8, com mais calma, escreverei na coluna do jornal A TRIBUNA sobre o que ocorreu hoje. Há 16 anos no Acre, nunca assisti a algo semelhante. Os jornais possuem a vã ilusão de que mostram a verdade. No filme Ônibus 174, é a arte do cinema que revela a verdade.

Por que esse adolescente de 17 anos não matou a mulher e a criança? A sua vida vale pouco, quase nada. Por que não matou? Poderia. Não tinha mais nada a perder. Depois, um tiro nele.

Sua violência poupou a criança de 2 anos e a mãe. Para mim, existiu um gesto de perdão. Ele não foi tão mau.
Chico Buarque canta...

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega em Rio Branco
na casa lotérica
na escola
com dinheiro, relógio,
criança, mãe
Rezo até ele chegar
Cá no Sobral
Essa onda de assaltos
Tá um horror
Eu consolo ele
Ele me consola
Boto ele no colo
Pra ele me ninar
De repente acordo
Olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
no centro de Rio Branco
Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

terça-feira, julho 01, 2008

CQC entre Marta e Maluf

Marta Suplicy (PT) não permitiu ser entrevistada pelo CQC. O repórter foi expulso da convenção.

Paulo Maluf permitiu que fosse entrevistado.

eRRei eRRei eRRei

Como é bom reconhecer o próprio erro. Se aponto erros nas escritas alheias, não poderia deixar de apontar meus erros quando vejo um ou quando apontam vários. Alunos do Iesacre riram de "homem morre eletrificado", publicado no jornal A TRIBUNA. Está errado? Segundo minha pesquisa, sim.

"Um homem morre eletrocutado" é o correto.

segunda-feira, junho 30, 2008

Arraiá Heloísa



Uma escola que promova um outro modelo de encontro, algo menos racional. Nesta barraca, alunos, depois de tudo pronto, venderam muito. A grana servirá para a formatura.

Valeu, pessoal!

Cortando a ortografia









No bairro Jorge Lavocart, Rio Branco, o repórter-fotográfico Selmo Melo, do jornal A TRIBUNA, registrou este momento capilar. O salão não é de beleza, mas faz "peticure".
E o preço?

sexta-feira, junho 27, 2008

De quem foi a idéia?



Qual foi a mente brilhante que criou ou copiou esse modelo de diário do professor? Comparado ao outro, ele só não é pior porque não tem mais espaço. Sem consultar os professores, colocaram essa jaca na mão do corpo docente. O modelo, pésssimo.

Há certas tradições que são insubstituíveis.

Lista Negra ou Lista Branca?

Parte da matéria abaixo foi escrita pela jornalista Nayanne Santana. Aqui, há alguns nomes e todos pertencem a pessoas brancas. Por que lista negra? A lista é branca. Dos brancos.

Péssimos administradores segundo o TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) preparou uma lista com mais de três mil nomes de pessoas responsáveis por cargos ou por funções públicas que tiveram suas contas rejeitadas. A lista traz nomes de prefeitos, ministros, secretários de Estado, diretores de autarquias e demais funcionários públicos.

No Acre, o TCU condenou 66 prestações de contas. A lista de gestores apresentada pelo Tribunal de Contas da União cita 51 gestores do Estado.Entre os acusados de ter gerido de maneira incorreta a verba pública, está o ex-governador Orleir Cameli, o ex-secretário de Estado José Bestene, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Aluízio Bezerra, o ex-secretário de Estado Alércio Dias, o ex-prefeito de Feijó Aurélio de Souza Braga, ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Acre (Crea-AC) Aysson Rosas Filho e alguns gestores do Conselho Regional de Medicina.

Gramática de Blog

"Paula casou aos 17 anos e separou aos 20. É mãe de Henrique, 10, e de Ana Cecília, 13. O garoto mora com a avó materna em Feijó (AC) e a menina com o pai, em Manaus (AM). No posto de fiscalização do D'Ouro, a indigenista comanda o trabalho de quatro peões e da cozinheira "Preta". Num ambiente tão hostil e carente é inegável que a beleza dela mexe com a libido dos homens."

No blog de Altino Machado, encontrei-me com o verbo "casar". No Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, esse verbo admite duas formas: "ela se casou com um médico" e "ela casou com um médico".

Altino nunca cursou uma academia de jornalismo, concluiu seu ensino médio ou talvez nem isso, mas sua escrita não se compara a muita gente que sai de uma faculdade. Comete seus errinhos gramaticais; entretanto, no geral, é um blog com boa escrita. Tem personalidade, e pernonalidade, sabemos, não se adquire com diploma.

A Vítor Farias

Vítor, muito obrigado por tuas palavras e, se fui grosseiro, queira me desculpar, é que não faço uso de falácias. Tenho minhas causas e sou simpático à esquerda, mas eu não a adulo.

Quanto às minhas causas, uma delas se chama educação, questões bem específicas, por exemplo, aulas de literatura. Não sou escritor, apenas fui bem alfabetizado. Para ser escritor, é preciso haver um reconhecimento nacional por meio de uma obra, de um livro.

E visite este blog, me questione, critique de forma ética, porque o diálogo é sempre melhor. Um grande abraço em teu destino e que tua vida seja farta de sabedoria para que construamos um Acre cada vez melhor.

quinta-feira, junho 26, 2008

Os canalhas demoram a morrer

Hoje, o sepultamento de Ruth Cardoso comoveu-me. Uma infelicidade ver tamanha inteligência partir. Uma tristeza tamanha ética retirar-se para sempre. Elegante e simples, mansa e austera, sua vida deveria ter sido mais longa. Só os canalhas morrem mais tarde.

Pela TV, assistimos à dor do ex-presidente Fernando Henrique ser intensa.

Blog aberto a Edvaldo Sousa

Querido Edvaldo, o programa Gazeta Alerta, por seguir um modelo de jornalismo, merece críticas fundamentadas, mas, em certos momentos, o seu programa se diferencia da matriz paulista, e isso é muito louvável. Muito. Neste blog, desejo reconhecer o lado positivo.

Hoje, o repórter Marílson Maia, muito educado, ofertou o microfone a uma senhora muito humilde. Magra, pobre, dona Francisca disse que a Justiça retirou seus filhos e seu neto da família por ela ser uma pessoa desequilibrada mentalmente.

"Me disseram que tenho que fazer tratamento psicológico, mas eu não sou louca", e Francisca chorou diante da câmera.

Edvaldo, seu programa apresenta a violência dos pobres todo dia; entretanto, dessa vez, Gazeta Alerta, talvez, tenha apresentado a violência institucional, compreendendo como violência a força de uma injustiça.

De forma justa e sensível, o jornalismo deve estar também a serviço dos humilhados.

Grosseria

Hoje, o funcionário público Luís, da Secretaria de Educação, resolveu ser indelicado com uma pessoa fofinha, a coordenadora de ensino, professora Izanilde, da escola Heloísa Mourão Marques.

Parece que ele realiza um serviço no colégio e ficou aborrecidinho porque, na hora do intervalo, os alunos orquestravam uma desarmoniosa confusão, algo natural na hora do intervalo. Foi muito grosseiro. Izanilde chorou.

Quando soube, a gestora não deixou por menos. Luís pediu desculpas. Os tempos são outros, Luís.

Eu também cometi um vacilo - nada comparado ao seu - e levei um puxão de orelha da gestora. Na próxima, pense três vezes antes de falar na escola Heloísa Mourão Marques. Lá, há colegas que tomam as dores dos outros e, além disso, existe gestão.

quarta-feira, junho 25, 2008

Calmo

Manhã

Neste final de semestre, não se encontra um aluno pelos corredores da escola pública Heloísa Mourão Marques. Na administração anterior, encontravam-se vários. Uma das soluções: usar o crachá.

O aluno só sai de sala com ele, um só. Quando retorna, outro aluno vai ao banheiro com crachá. Se andar pelos corredores sem ele, a inspetora o leva à sala ou à direção. Pela manhã, funciona.

Depois de anos sem verba na escola - e isso por causa de duas administrações passadas -, a atual gestão e a sua equipe solucionaram o problema. Gestores prejudicaram a escola e, para isso, não há punição.

Hoje, procura-se colocar ordem na casa, mas, mesmo assim, alguns gostam da desordem, porque, para eles, a escola pública é de ninguém. Liberava-se aluno vinte minutos mais cedo. Houve caso de funcionário que não trabalhava.

Conversando com uma pessoa, eu soube que esse funcionário aparecia na escola de 15 em 15 dias, porque a gestão passada permitia. Agora, finalmente, eu entendo o porquê da gestão anterior garantir voto com alguns funcionários. Havia troca de interesses. E eu que trabalho, falto muito pouco, só quando necessário, a gestão anterior tentou me tirar da escola, colocando alunos contra mim.

A coordenadora de ensino na época chegou levar um "documento" à Secretaria de Educação para prejudicar a minha pessoa, mas, de forma ética, Josenir Calixto, responsável pelo ensino médio, não aceitou por motivos probos.
À noite, aluno levava até carteira para chegar atrasado. Com a atual gestora, professora Osmarina, o aluno do turno da noite deixou de usar essa carteira. Ela telefonou para os patrões e até para o Exército e informou que os alunos tinham direito de sair mais cedo do trabalho para estudar.

Deputado Edvaldo Magalhães, leis precisam ser criadas para aperfeiçoar a gestão escolar.

terça-feira, junho 24, 2008

Casa de Leitura e Letramento. E a Literatura?

DE Aldo Nascimento

Na semana passada, o escritor Milton Hatoum conheceu um projeto do governo estadual, a Casa de Leitura. Ainda na semana passada, a Secretaria Estadual de Educação ofereceu um curso de letramento aos professores do ensino médio. Embora essas iniciativas do Estado sejam muito positivas, existe o avesso. Criaram a Casa de Leitura, porém não há leitura nas escolas públicas do ensino médio. O letramento como curso ocorreu, mas a leitura, segundo o letramento, inexiste em sala de aula

Fala-se tanto em ler; no entanto, até hoje, a disciplina Literatura permanece conforme o currículo formal da Secretaria Estadual de Educação, ou seja, segundo o historicismo literário. A Literatura na escola não é fonte de leitura ou de letramento porque, para o currículo formal, essa disciplina não passa de biografias e de características de época. Não só a secretaria. Por causa de alguns doutores de Letras, o recém-formado leciona para reproduzir o historicismo dos livros didáticos.

Velhas aulas congeladas no tempo. Como quebrar essa espessa geleira didática? Compreender as origens desse historicismo, um começo. O germe encontra-se na Academia Francesa, fundada em 1635 por Richelieu. Foi ela a criadora das condições para que seus autores e suas obras tivessem uma função social, a saber: servir de arrimo da unidade nacional

Nesse século, o 17, não havia a França como nação, mas um conjunto de unidades sobrepostas com leis próprias, sistemas de peso e de medidas particulares e dialetos distintos. Isso significa que esse proto-historicismo literário serviu para a unidade política

Em 1785, 150 anos depois, o alemão Karl Phillipp Moritz protagonizou a classificação, a triagem e a hierarquização de textos por meio de seu livro Rumo à unificação de todas as Belas Artes e Letras sob o conceito de auto-suficiência

Os dicionários registram também essa trilogia classificação-triagem-hierarquização. Em Portugal, o termo “literatura” é dicionarizado pela primeira vez em 1727, no Supplemento ao Vocabulario Portuguez.

Em 1789, Antonio de Moraes Silva exclui o termo literatura em seu Dicionário da Lingua Portugueza. Em 1831, o termo retorna com a definição de Bluteau, vinculando literatura a um conjunto de obras definido não por afinidades estéticas ou formais, mas por terem sido produzidas em determinado tempo ou território

Essa dicionarização da palavra “literatura” chega ao auge com a Biblioteca Lusitana, de Diogo Barbosa Machado, publicada entre 1741 e 1759, quando classifica as obras em função do nome, do sobrenome, do local de nascimento. O português ofereceu e dedicou sua obra a D. João V por ser espelho e sustentação da nacionalidade. Seu trabalho, portanto, assemelha-se ao de Richelieu, fundador da Academia Francesa

No Brasil, século 19, Sílvio Romero [1851-1914] edificou trabalho monumental de história social dos escritores brasileiros – em que se estuda meio, raça, ambiente social, costumes – do que propriamente a literatura “porque para mim a expressão literatura tem a amplitude que lhe dão os críticos e historiadores alemães”, escreveu Romero em História da literatura brasileira, um dos líderes da Escola de Recife

Com esses brevíssimos exemplos, percebe-se que o historicismo literário é vassalo criado para carregar a unidade nacional. O livro Educação literária como metáfora social, de Cyana Leahy-Dios, tece críticas a esse paradigma de literatura na escola quando afirma que “a organização pedagógica da literatura se assemelha a um móvel de gavetas, com divisões e compartimentos para unidades isoladas, um artefato anacronicamente positivista em um mundo pós-moderno”.

DiminutivosSe ele colocou uma “pequena cruz” em seu túmulo, colocou uma “cruzeta”. Se o “verão foi curto”, foi um “veranico”. A ponte, se é pequena, é um “pontilhão”. E se o animal for pequeno? Diminutivo de animal, “animalejo”. E qual o diminutivo de “guerra”? Guerrilha. Se a “câmara dos vereadores” é pequena, chama-se “camarim dos vereadores”. Palácio pequeno é “palacete”; entretanto, como a LÍNGUA não é exata como a matemática, “palacete” significa também “casa muito grande” e “luxuosa”.

Los Porongas

Os caras, simplesmente, são muito bons. Ótimos. Basta.

segunda-feira, junho 23, 2008

Fuso

Hoje, por causa de uma lei, à meia-noite, roubarão de mim um hora de sono. Por que não adiantar o relógio em uma hora quando eu estiver no trabalho?

Menos uma hora de descanso.