sexta-feira, julho 11, 2008

Veio da Ufac

Por motivo óbvio, o texto abaixo não foi assinado. Refere-se ao candidato a vice, o professor-doutor Vicente Cegueira.

"A UFAC, mais uma vez, vive um momento ímpar de sua história. A disputa eleitoral entre uma pessoa altamente preparada, qualificada, humana, profissional, acadêmica por excelência, com um adversário da pior qualidade, uma pessoa que empobrece o ambiente universitário e diminui a espécie humana quando se diz humano."

Forte. Professor-doutor, como não sou amante de injustiças, escreverei um texto como tributo ao seu imaculado nome. Serei lacônico como navalha.

Todo dia, penso neles, inclusive, em vós, e vós não fazeis idéia do orixá que me acompanha. Sabeis, "meu amigo", que, igual a Fausto, o de Goethe, também faço meus pactos. O mal que pulsa em mim, por causa de certos elementos, indivíduos, de ti, perpetua-se para muito além da carne. Como está escrito na Bíblia, tudo tem seu tempo.

Vós, sabemos, sois um erro de Deus na Terra.

quinta-feira, julho 10, 2008

Uma gestão

Gestação e gestão convergem para uma única origem. Na escola Heloísa Mourão Marques, quatros mulheres - diretora e coordenadoras de ensino - geram aos poucos uma nova escola pública.

Leciono há cinco anos nessa unidade de ensino, nunca me avaliaram como deve uma instituição avaliar. A escola ignora qualidades em documentos, mas se permite a comentários sobre os defeitos de seus profissionais. Até hoje, o que temos são "palpites sobre" ou "achismos sobre" o professor A e sobre a professora B.

Se tem olhos azuis ou se usa lentes verdes, se é simpático como Faustão ou se é indiferente e sabe sorrir como político, a direção comentará na Secretaria de Educação que esse profissional agrada. Mas, se for um Aldo, aquela funcionária dirá que esse tipinho de professor é problemático.

Dessa maneira, à revelia de interpretações, a fofoca ou o comentário maldoso expõe, às escondidas, o funcionário indesejado. Em minhas costas, carrego alguns processos.

Agora, pela primeira vez, uma gestão escolar inicia um trabalho exemplar que deixará na pasta funcional do professor quem ele é na escola por meio de uma avaliação equilibrada, justa. Documentar a vida escolar dos professores.

Quem são? Eu, por exemplo, sou um homem sem olhos azuis.

A professora-gestora Osmarina está no caminho correto, reto, justo. Funcionário de uma escola não pode ser refém de fofoquinhas. Escola não é casa-de-mãe-joana.

quarta-feira, julho 09, 2008

Resposta a um blogueiro

"Pra passar de ano o aluno também deve apresentar média 7, qual a diferença entre o "estudo" e a fanfarra na formação do cidadão? Vai ter concurso de estudo, agora?"

Há princípios universais que independem do desejo de uma pessoa. Na família, eles existem. Na escola, eles existem. Na igreja, eles existem. Mas quais? Um deles, a ordem - conceito deformado por alguns.

A importância da ordem implica colocar a parte em um todo, o indivíduo como parte de uma Pátria. Por meio da ordem, agrega-se o indivíduo ao universal. Ora, a escola não se reduz a empilhar tijolos com cimento, mas dar às suas paredes dimensão simbólica. E, não havendo ordem, não há o simbólico na escola.

A fanfarra, sendo belos uniformes e belas músicas, representa um ordem estética que disciplina, que busca o melhor. Quem não possui postura - notas boas e comportamento adequado à escola - para ser parte de uma fanfarra não pode compor essa estética musical.

Mas entenda: haver ordem para saber desobedecer, para criar o novo, para haver outras possibilidades. Para mim, isso fica evidente em três filmes: Sociedade dos Poetas Mortos, O Sorriso de Mona Lisa e Ao Mestre com Carinho.

Um abraço, blogueiro!

terça-feira, julho 08, 2008

Fanfarra não toca Hino Nacional nas escolas

Matéria do governo e meu brevíssimo comentário
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Concurso de Fanfarras reúne 2.000 estudantes e 28 bandas

Organização prevê nível alto e requinte entre os grupos concorrentes

Pelo menos, dois mil estudantes deverão participar do desfile das 28 corporações musicais do 8º Concurso de Bandas e Fanfarras neste sábado, dia 12, no estacionamento da Arena da Floresta.

Em 2007, ano em que o certame foi organizado pela Associação de Bandas e Fanfarras, 17 grupos concorreram à premiação, que é a viagem ao Rio e a São Paulo para participar da fase nacional.

"A participação está sendo recorde neste ano", disse Janete Zaire, que prevê "muitas surpresas" no evento, especialmente, quanto ao vestuário. "Tem muita gente comprando roupa em outros Estados, fora do Acre", informou a organizadora.

As apresentações começam às 9 horas e a abertura oficial será às 16 horas.

O governo do Estado investe substancialmente em bandas e em fanfarras como meio de elevar o civismo e autodisciplina entre os estudantes. Neste ano, segundo Janete, estão sendo aplicados R$ 350 mil em pagamento de instrutor, coreógrafo, aquisição de equipamentos e outras atividades.

Elevar o civismo - Até onde eu sei, nas escolas públicas acreanas, não se reverencia o Hino Nacional. A fanfarra tem existido, isso sim, como espetáculo.

Além de fortalecer o desejo pelo estudo, o concurso tem como objetivos estimular a criação de bandas e fanfarras; promover o intercâmbio entre os integrantes, mediante competição sadia; incentivar as corporações musicais no aprimoramento de métodos e técnicas e contribuir para o desenvolvimento do pensamento cívico e autodisciplina, necessários à formação integral do cidadão. Para participar de uma banda ou fanfarra, o aluno tem de apresentar média de 7 como nota escolar.

O concurso é organizado pelo governo do Estado por meio das Secretarias de Educação e de Esporte, Turismo e Lazer. (AN do Acre)

Duas alunas e uma dissertação



Muitos alunos que chegaram à turma do primeiro ano do ensino médio (E) não reescreveram seus textos em anos anteriores. Chegaram a mim sem noção de linhas, de espaço, de processo de paragrafação.

Em sala, reconstruímos os textos dos alunos várias vezes. Fiz questão de marcar nos textos estas questões: retomar idéias, evitar generalizações, vírgula, ponto contínuo, concordância simples, ortografia, organização de pensamento.

Alguns alunos, minoria, conseguem. Uma maioria não. O texto acima pertence às alunas Vânia e Kelly. Comparado ao texto que elas escreveram no início do ano letivo, houve um avanço considerável.

Se essas alunas estudassem em uma sala com alunos com o mesmo rendimento, avançaríamos mais, bem mais.

Consegui transformar a escrita dessas alunas, há outros, poucos, eu sei, mas há outros que melhoram a sua escrita. Não foi em vão.

segunda-feira, julho 07, 2008

Da lotérica à escola


DE Aldo Nascimento

“Posso falar minha felicidade, legal? Minha felicidade...
acho que não tem mais jeito de eu ser feliz, não tenho
mais ninguém, não tenho pai, não tenho mãe, não
mais porra nenhuma
.”
A fala de um menor de rua no início do filme Ônibus 174

Na semana passada, um adolescente de 17 anos e outro de 12 assaltaram uma casa lotérica em Rio Branco. Usando a mãe e o filho de 2 anos como escudos, o mais velho refugiou-se em uma escola pública

Quando esse fato chegou aos meus olhos na forma de texto jornalístico, logo associei o adolescente de 17 anos ao protagonista do filme Ônibus 174, Sandro Rosa Nascimento, de 22 anos. Na época, quem leu os jornais ou assistiu à notícia pela TV, sem dúvida alguma, reagiu diferente após ter visto o belíssimo documentário de José Padilha

Por meio dos jornais, Sandro foi notícia, sensacionalismo; elemento submetido a uma linguagem ordinária, funcional, imediatista. No cinema, entretanto, sua vida nos comove, promove reflexão. A arte cinematográfica devolve a Sandro sua condição humana e social. O texto jornalístico “cobre o fato” e oculta a verdade. “O fato é um aspecto secundário da realidade”, escreve Mário Quintana [1906-1994]. Ignoremos a vulgaridade espetaculosa da imprensa

Dois adolescentes que não pertencem a facções, a quadrilhas. Não são profissionais do crime. Quero dizer com isso que me recuso a acreditar que esses garotos tenham o sotaque da violência carioca. Aqui, em Rio Branco, os que vivem à margem da lei não degolam policiais militares na rua. Mermão, os caras não era malandro, era dois pregos que entrou na parada errada, sacou?

E lá estavam os dois buchas na casa lotérica. Megassena acumulada em R$ 23 milhões, mas o de 17 anos arrisca um palpite em outro jogo: 38 na cabeça... de uma mãe e de um filho de 2 anos. Por que não contar também com a sorte? Mas pobre é azarado. Os tiras chegam para limpar a área, pobreza, ainda mais armada, suja a praça bonita, reformada. Difícil é reformar a desigualdade social.

A polícia cerca. Sandro arrasta os reféns a uma escola pública. Onde se está seu boletim escolar? Mas qual a importância do boletim escolar de um pobre? Nenhuma. O que importa, agora, é o boletim de ocorrência

Como no documentário Ônibus 174, o Sandro daqui não mata, não se mata; não é assassino, suicida. Apostar no 38 na cabeça foi um blefe. Preso, a multidão ecoa seu delírio de “mata, mata”. Repórteres buscam o melhor ângulo, mas, como não é função de jornalista abstrair fatos, a matéria os mantém na superfície da realidade

O espetáculo termina. O assaltante da casa lotérica é jogado no camburão sem saber que, só com R$ 3, poderia ter tido o mesmo destino de um pobre de Santa Catarina, ganhar R$ 23 milhões na megassena. Que azar! O jeito então é, quando sair da cadeia, entrar não em uma escola pública, mas em uma particular, sempre as melhores no ranking do Enem

Agora, longe das belas praças, dos prédios reformados, o espaço público está limpo, tudo voltou ao normal em Rio Branco, porque, quando o pobre permanece resignado em seu devido lugar, a ordem está em paz. Quando não permanece, morre: o Sandro do Rio de Janeiro foi assassinado por policiais, o Sandro de Rio Branco jamais renascerá na sociedade acreana.
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Ronda Gramatical

O sonho de Salvatore Cacciola era ser policial ortográfico para corrigir os erros dos pobres. Um bem-nascido recebe ótima educação. Por causa disso, ficou em primeiro lugar no concurso da Polícia Gramatical. Na semana passada, o capitão Cacciola ouviu algo desagradável quando passava em frente a uma casa lotérica de Rio Branco. “Me dá o dinheiro que tá aí, porra!”, ordenou. Cacciola logo percebeu que era um elemento com pouca escolaridade. Sacou a Gramática de Celso Cunha e atirou a colocação do pronome oblíquo na LÍNGUA do delinqüente pronominal. No boletim de ocorrência, o policial retificou, escrevendo que “o inculto deveria ter dito ‘dê-me o dinheiro que está com a senhora, por favor!’”.

sábado, julho 05, 2008

Cabeça de repórter

"Perto de completar um mês que os rio-branquenses vêm tentando alterar o sistema biológico, em questão da mudança do fuso horário, ainda há questionamentos sérios. Entre eles, inclusive o mais debatido ultimamente, está sendo o horário de entrada dos alunos matutinos nas escolas, tanto nas públicas quanto nas particulares."

Estou pensando em publicar uma obra-prima com o seguinte título: Repórter também pensa. O texto acima estará na primeira página.

Quanto ao texto, posso dizer que já alterei o meu sistema biológico. Coloquei o intestino no lugar dos pulmões e o coração no lugar do fígado.

Mas a mudança mais radical foi colocar meu cérebro no lugar do ânus e o ânus no lugar do cérebro.

Se eu não estiver enganado, a repórter quis dizer relógio biológico.

sexta-feira, julho 04, 2008

E os gestores de escola?

TCE divulga a lista dos maus gestores
que poderão ser condenados à inelegibilidade

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) entregou no final da tarde de ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a lista dos gestores que poderão ser impedidos de concorrer às eleições deste ano.

O documento possui 57 nomes de políticos que tiveram suas prestações de contas reprovadas ou que foram multados por alguma irregularidade julgada nos últimos cinco anos.

No ranking dos maus gestores, existem prefeitos, vereadores, secretários, presidentes de fundações e instituições, como, por exemplo, o extinto Banacre.

De acordo com a lista de condenação, são tantos problemas que existem nomes de políticos que são citados mais de cinco vezes no documento entregue ao TRE. Entre os mais famosos, estão o ex-prefeito de Plácido de Castro, Luiz Pereira de Lima; de Tarauacá, Jasone Ferreira da Silva; a ex-vereadora de Senador Guiomard Maria do Socorro Prado; e o ex-prefeito de Rio Branco, Mauri Sérgio.

A Assembléia Legislativa do Acre poderia criar uma lei que proibisse o péssimo gestor escolar - aquele que deixou a escola sem verba - de ser candidato a diretor de escola, pois uma unidade de ensino é tão importante quanto uma prefeitura.

quinta-feira, julho 03, 2008

É triste!

Triste a morte de José Alexandre Leite Leitão. Boa pessoa, cheguei a trocar idéias com ele, poucas. Homossexual com um caráter que não se encontra em muitos homens. Ele não merecia isso.

Fico muito triste quando os bons partem.

Blog aberto à professora Olinda Batista

Prezada Professora-Doutora Olinda Batista Assmar,

Se falamos bem do lugar em que moramos, isso se deve a pessoas. Eu, mero professor substituto da Universidade Federal do Acre, conheci a senhora no Departamento de Letras em 1993 e presenciei até 1997 tantas articulações contra a sua pessoa.

Ainda nesse departamento, em muitos momentos, a senhora posicionou-se a meu favor contra arbitrariedades articuladas, por exemplo, pelo professor-doutor Vicente. Antes de sair do departamento, limpei meu nome na pasta funcional por meio do ótimo advogado Gumercindo.

Guardo com muito zelo os processos que manipularam contra mim, eles representam o absurdo, uma documentação insólita forjada por um grupo que se acha acima da coisa pública.

Quando a senhora foi candidata naquela época, diziam que Olinda Batista era da direita. Quem dera que alguns da esquerda tivessem a moldura de teu belo caráter.

"O tempo não pára", nada melhor do que o tempo para (des)cobrir a máscara de alguns. O tempo passou, professora, e meu respeito e minha admiração sempre permanecerão.

Espero que a senhora e Pascoal sejam vitoriosos.

Desnecessário

"Com a greve dos Correios completando quatro dias hoje, o centro de distribuição da estatal contabiliza 72 mil objetos acumulados por falta de carteiros para realizar o serviço de entrega."

Sim, claro, se há greve, só poderia faltar carteiros para realizar o serviço de entrega. É semelhante dizer se os carteiros estão sem braços, eles não poderão entregar as cartas com as mãos.

Não sei se isso é óbvio ou eu estou sendo chato demais.

quarta-feira, julho 02, 2008

Da Megassena à escola












Na terça-feira, dia 8, com mais calma, escreverei na coluna do jornal A TRIBUNA sobre o que ocorreu hoje. Há 16 anos no Acre, nunca assisti a algo semelhante. Os jornais possuem a vã ilusão de que mostram a verdade. No filme Ônibus 174, é a arte do cinema que revela a verdade.

Por que esse adolescente de 17 anos não matou a mulher e a criança? A sua vida vale pouco, quase nada. Por que não matou? Poderia. Não tinha mais nada a perder. Depois, um tiro nele.

Sua violência poupou a criança de 2 anos e a mãe. Para mim, existiu um gesto de perdão. Ele não foi tão mau.
Chico Buarque canta...

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega em Rio Branco
na casa lotérica
na escola
com dinheiro, relógio,
criança, mãe
Rezo até ele chegar
Cá no Sobral
Essa onda de assaltos
Tá um horror
Eu consolo ele
Ele me consola
Boto ele no colo
Pra ele me ninar
De repente acordo
Olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
no centro de Rio Branco
Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

terça-feira, julho 01, 2008

CQC entre Marta e Maluf

Marta Suplicy (PT) não permitiu ser entrevistada pelo CQC. O repórter foi expulso da convenção.

Paulo Maluf permitiu que fosse entrevistado.

eRRei eRRei eRRei

Como é bom reconhecer o próprio erro. Se aponto erros nas escritas alheias, não poderia deixar de apontar meus erros quando vejo um ou quando apontam vários. Alunos do Iesacre riram de "homem morre eletrificado", publicado no jornal A TRIBUNA. Está errado? Segundo minha pesquisa, sim.

"Um homem morre eletrocutado" é o correto.

segunda-feira, junho 30, 2008

Arraiá Heloísa



Uma escola que promova um outro modelo de encontro, algo menos racional. Nesta barraca, alunos, depois de tudo pronto, venderam muito. A grana servirá para a formatura.

Valeu, pessoal!

Cortando a ortografia









No bairro Jorge Lavocart, Rio Branco, o repórter-fotográfico Selmo Melo, do jornal A TRIBUNA, registrou este momento capilar. O salão não é de beleza, mas faz "peticure".
E o preço?

sexta-feira, junho 27, 2008

De quem foi a idéia?



Qual foi a mente brilhante que criou ou copiou esse modelo de diário do professor? Comparado ao outro, ele só não é pior porque não tem mais espaço. Sem consultar os professores, colocaram essa jaca na mão do corpo docente. O modelo, pésssimo.

Há certas tradições que são insubstituíveis.

Lista Negra ou Lista Branca?

Parte da matéria abaixo foi escrita pela jornalista Nayanne Santana. Aqui, há alguns nomes e todos pertencem a pessoas brancas. Por que lista negra? A lista é branca. Dos brancos.

Péssimos administradores segundo o TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) preparou uma lista com mais de três mil nomes de pessoas responsáveis por cargos ou por funções públicas que tiveram suas contas rejeitadas. A lista traz nomes de prefeitos, ministros, secretários de Estado, diretores de autarquias e demais funcionários públicos.

No Acre, o TCU condenou 66 prestações de contas. A lista de gestores apresentada pelo Tribunal de Contas da União cita 51 gestores do Estado.Entre os acusados de ter gerido de maneira incorreta a verba pública, está o ex-governador Orleir Cameli, o ex-secretário de Estado José Bestene, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Aluízio Bezerra, o ex-secretário de Estado Alércio Dias, o ex-prefeito de Feijó Aurélio de Souza Braga, ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Acre (Crea-AC) Aysson Rosas Filho e alguns gestores do Conselho Regional de Medicina.

Gramática de Blog

"Paula casou aos 17 anos e separou aos 20. É mãe de Henrique, 10, e de Ana Cecília, 13. O garoto mora com a avó materna em Feijó (AC) e a menina com o pai, em Manaus (AM). No posto de fiscalização do D'Ouro, a indigenista comanda o trabalho de quatro peões e da cozinheira "Preta". Num ambiente tão hostil e carente é inegável que a beleza dela mexe com a libido dos homens."

No blog de Altino Machado, encontrei-me com o verbo "casar". No Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, esse verbo admite duas formas: "ela se casou com um médico" e "ela casou com um médico".

Altino nunca cursou uma academia de jornalismo, concluiu seu ensino médio ou talvez nem isso, mas sua escrita não se compara a muita gente que sai de uma faculdade. Comete seus errinhos gramaticais; entretanto, no geral, é um blog com boa escrita. Tem personalidade, e pernonalidade, sabemos, não se adquire com diploma.

A Vítor Farias

Vítor, muito obrigado por tuas palavras e, se fui grosseiro, queira me desculpar, é que não faço uso de falácias. Tenho minhas causas e sou simpático à esquerda, mas eu não a adulo.

Quanto às minhas causas, uma delas se chama educação, questões bem específicas, por exemplo, aulas de literatura. Não sou escritor, apenas fui bem alfabetizado. Para ser escritor, é preciso haver um reconhecimento nacional por meio de uma obra, de um livro.

E visite este blog, me questione, critique de forma ética, porque o diálogo é sempre melhor. Um grande abraço em teu destino e que tua vida seja farta de sabedoria para que construamos um Acre cada vez melhor.