
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
O Exercício Ético da Crítica
Além disso, por meio do blog das turmas 2º A e 2º B (Criticar para Melhorar), os alunos, expondo seus textos, serão corrigidos em sala e receberão dicar para melhorar os textos. Expor aulas, não ter receio de apresentar meus limites e até meus erros para que outros apontem novos caminhos.
Espero que meus alunos saibam criticar com maturidade. À esquerda, acesse Criticar para Melhorar.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
terça-feira, fevereiro 24, 2009
Momo conforme o poder público
Não parte dos bairros rio-branquenses a espontaneidade criativa de blocos ou a originalidade irreverente de grupos fantasiados. À noite, nesses espaços urbanos, preserva-se uma tristeza emudecida. Sem risos pelas ruas, sem mascarados, sem o escárnio das fantasias, o Momo acriano não passa de um roto.
Diante desse rei deformado, resta ao dinheiro público definir e organizar o espaço para que esse reinado adquira formas paraestatais. No Acre, um grupo político no poder define o início e o término da festa, concentrando contribuintes em um lugar cerceado pelo comércio e pelo aparato de Estado. Momo não se espalha pela cidade de Rio Branco, é mais seguro e econômico, segundo a ordem pública, vigiá-lo de perto em um redil. Depois, diante da câmera de TV, o policial militar afirma com satisfação que manteve Momo sob controle. Aqui, o governo organiza até trio elétrico.
Dinheiro público no Carnaval, entretanto, não é exclusividade acriana. No Rio de Janeiro, o caso que mais me chamou atenção ocorreu com a escola de samba São Clemente. Passando por dificuldade financeira, a escola de Botafogo pediu ajuda a César Maia, então prefeito. Ele disse que ajudaria com o dinheiro do contribuinte desde que a escola não apresentasse na Sapucaí um desfile irreverente, desobediente, avesso à normalidade da passarela. Com outras palavras, a São Clemente não poderia apresentar um Carnaval crítico, devendo se submeter, portanto, à domesticação da verba pública, assim como ocorre com as outras escolas de samba. A São Clemente se recusou, preferindo manter um Carnaval autêntico, ou seja, irreverente, desobediente, avesso.
Assim como ocorre no Rio de Janeiro, o poder público acriano corrompe, deforma e aliena o reinado de Momo, e a TV Aldeia, que pertence a um grupo político-partidário, ainda reforça essa aculturação do Carnaval por meio de sua transmissão infantil. Infelizmente, a TV Aldeia não sabe o que fala sobre o Carnaval, porque o que ainda fala não é Carnaval.
Para evitar essa transmissão que não (des)cobre o significado simbólico dessa festa popular, sugiro estudar A História do Riso, de Georges Minois; Carnavais, Malandros e Heróis, de Roberto D’Matta; e A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, de Mikhail Bakhtin. Antes que o prefeito entregue a chave ao rei Momo em 2010, os âncoras da TV Aldeia precisam saber o que falam sobre o Carnaval.
Se a procissão e a parada militar cultuam a reverência, o rei Momo não reverencia os santos e nem as autoridades. Seu reinado, segundo Mikhail Bakhtin, Roberto D’Mata e Georges Minois, promove a inversão ou o avesso depois que recebe a chave do prefeito. Filho do Sono e da Noite, esse mito não merecia que o poder público organizasse o controle contra ele.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Bloco Carnavalesco dos GTs
Na minha tola juventude universitária, acreditei na pureza ideológica do Partido dos Trabalhadores, época em que o Lulalá discursou em um palanque diante da Candelária, Rio de Janeiro. Seu vice era Bisol, do PSB.
Criticávamos todos e tudo, tínhamos soluções para tudo. Tudo. Sempre votei no PT, ainda sou petista não para adular, para obter algo ou para participar do Bloco Carnavalesco dos GTs, mas para manter esta desconfortável contradição: elogio e crítica.
No Acre, até aonde a informação chegou, os grupos de trabalho pegaram muito mal. Muito. Violaram o correto, o justo.
Bloguista, leia com atenção o que Élisson Miessa dos Santos, procurador do Trabalho, declarou.
"As contratações dos GTs são feitas como se o Estado fosse uma verdadeira empresa, porque os trabalhadores ficam sabendo das vagas de trabalho por meio de colegas ou de familiares e, em seguida, levam seus currículos nas secretarias, que os convidam para uma entrevista e depois são contratados.”
Deixei um pouco de lado, um pouco, aquele tolo ideológico diante da Candelária, ainda votarei no PT acriano, mas mantendo minha lucidez, qual seja: o PT é impuro. Bom saber que ele é feito por mortais, ou seja, ideais também morrem como morre a autocrítica. Criticávamos tudo e todos. O silêncio, hoje, nos alicia. O poder é uma questão de conveniências ou de GTs.
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Governador e secretários assinam TAC
para acabar com GTs
De Freud Antunes
O governador Arnóbio Marques, a procuradora-geral do Estado, Maria de Nazareth Mello de Araújo, e outros 20 secretários assinaram o termo de ajustamento de condutas (TAC) para pôr fim à contratação de pessoas por meio de grupos de trabalho (GT), atividade considerada ilegal pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pelo Ministério Público do Trabalho.
De acordo com o contrato, o governador terá até o final de seu mandato - dezembro de 2010 - para eliminar de forma gradual os contratados sem concurso público.
O TAC afirma que os gestores deverão demitir 20% dos GTs neste 1º semestre, 30% no 2º semestre, mais 30% no 1º semestre de 2010 e, por último, outros 20% no 2º semestre do mesmo ano, totalizando os 100%.
De acordo com o procurador do Trabalho, Élisson Miessa dos Santos, os administradores alegaram que precisavam de tempo para realizar as mudanças, pois a eliminação repentina causaria problemas para a administração pública.
Élisson disse acreditar que o TAC deverá atingir de forma direta cerca de mil trabalhadores que não possuem direitos, como férias e 13º.
O procurador do Trabalho foi o responsável pelo acordo, pois iniciou uma investigação há um ano, realizando o levantamento de quantas secretarias estariam utilizando empregados de forma irregular.
“O caso foi descoberto por meio de uma denúncia, então firmamos uma parceria como o MPE, que foi o responsável pelo TAC”, detalhou o representante do MPT.
Durante o inquérito, Élisson descobriu que as contratações por GT eram feitas por meio de análise de currículo, como uma empresa.
“As contratações dos GTs são feitas como se o Estado fosse uma verdadeira empresa, porque os trabalhadores ficam sabendo das vagas de trabalho por meio de colegas ou de familiares e, em seguida, levam seus currículos nas secretarias, que os convidam para uma entrevista e depois são contratados”, detalhou o procurador.
No ajuste de condutas, depois de sanar a irregularidade, o gestor terá 30 dias para enviar as informações para o MPE.
GT
De acordo com o procurador do MPT, o GT só poderia ser oferecido a servidores concursados relacionados ao órgão. O benefício é oferecido por um curto espaço de tempo para que o trabalhador possa realizar funções, além daquelas já desempenhadas.
TCE
O jornal A TRIBUNA divulgou a denúncia da utilização de GTs depois que os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) concederam um prazo de 120 dias para que a Defensoria Pública pudesse extinguir a irregularidade descoberta nas prestações de contas.
Punição
Depois de vencido o prazo dado pelo TAC, o MPE poderá denunciar na Justiça o secretário que não eliminar o problema, sendo processado por improbidade administrativa, podendo perder o cargo, os direitos políticos, tendo que devolver todo o dinheiro gasto com as contratações irregulares, além de ter de pagar uma multa.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
No Acre, o Carnaval é paraestatal
O governo da Frente Popular e suas matérias sobre Carnaval. O estranho é que, sobre a Expo-Acre, as matérias têm outro conteúdo. Para a Expo, cria-se uma imagem diferente. Escreverei ainda sobre isso.
O deputado estadual Moisés Diniz, hoje líder do governo, certa vez disse que a "Expoacre é uma festa popular". Ao seu blog, enviei uma mensagem, criticando seu destempero conceitual. Para um comunista, acho até compreensivo, porque o PC do B nunca compreendeu a cultura brasileira. Os bons livros ou os bons autores registram isso. Enquanto cultuavam a União Soviética, Stalin, Gilberto Freire escrevia "Casa-Grande e Senzala" e Sérgio Buarque, "Raízes do Brasil".
O que a Frente Popular faz é um processo de aculturação do Carnaval, como já ocorre na Sapucaí, Rio de Janeiro, e mais ainda em Salvador, com os abadás. Restou a nós, somente, copiarmos o que passa pela TV, essa aldeia Global.
Mas, como a Globo não mostra o popular Carnaval da avenida Rio Branco e muito menos o reinado de Momo nos bairros cariocas e nos bairros de Niterói, nós, aqui, desconhecemos as fantasias de rua, a grandeza dos blocos, a sátira política do povo, que não é organizada pelo poder público. No Rio de Janeiro, moradores se reúnem para sair às ruas sem precisar de governos.
No Acre, até o governo organiza a festa, estabelece horário. Aqui, o Carnaval, longe de ser popular, é paraestatal. Leia agora a matéria dos que gostam da Expo-Acre.
Carnaval sem exploração sexual e trabalho infantil
Governo do Estado e Prefeitura discutem hoje à tarde estratégias de combate à exploração sexual e trabalho infantil durante o Carnaval
As secretarias de Estado de Desenvolvimento para Segurança Social e de Assistência Social de Rio Branco estão juntas no combate à exploração sexual e do trabalho infantil. A estratégia para o carnaval será definida em uma reunião hoje às 14 horas, no Sebrae da Avenida Ceará.
Vão participar do encontro cerca de 50 técnicos das duas secretarias que irão trabalhar durante o carnaval na tentativa de evitar os crimes contra crianças e adolescentes. (AN do Acre)
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Momo dorme à meia-noite
Entre outras análises, ele interpreta a procissão, a parada militar e o Carnaval. Para compreender um pouco nosso país, suas páginas apontam caminhos interessantes.
Texto de Aldo Nascimento
No romance “1984”, obra-prima de George Orwell, um personagem cumpre a função de publicar a cada ano um dicionário. “É maravilhoso matar as palavras”, diz o lexicógrafo. Sim, matá-las. Syme, esse personagem a serviço do partido, mata os pensamentos
Se não sabemos o significado autêntico ou original da palavra, se ignoramos sua história, sua vida passada, perdemos a memória e já não sabemos sobre o que falamos. Como pode o pensamento falar se eu não penso a palavra?
Serei óbvio. Embora se proponha a transmitir cultura, a TV Aldeia cobre o Carnaval rio-branquense com matérias que ignoram o que Momo representa. Assim, sem dar sentido original a essa cultura popular, a TV Aldeia nos deseduca porque não sabe pensar a cultura autêntica do Carnaval
Quem é Momo? o que ele representa? por que ele recebe a chave do prefeito? com a chave da cidade, o que ele abre? por que Momo é gordo? se a parada militar desfila quando é dia, por que foliões brincam à noite? se a parada militar e a procissão são sérias, o que representa o riso no reinado de Momo? por que a máscara? qual o sentido da fantasia?
No Acre, o poder público regula o Carnaval, impondo a essa festa um só lugar para as pessoas se concentrarem e submetendo-a a um tempo limitado para ser encerrada. Sem que se espalhe pela cidade, Momo não vara a madrugada porque adormece à meia-noite, embalado pelas mãos controladoras e sérias de homens públicos. No Acre, o Carnaval não é popular – é paraestatal
Todo ano, antes da festa, a cúpula da Polícia Militar se reúne para propagar por meio da imprensa que a segurança será intensa no Carnaval, que policias proporcionarão a tranquilidade. Momo é violento. Na outra ponta de seu discurso, o poder público remodela a imagem violenta de Momo, difundindo a ideia de um Carnaval como antigamente, quando famílias saíam de casa para se divertir, quando crianças brincavam fantasiadas. Assim, para amenizar a imagem de violência, além do discurso de segurança, o poder público associa o reinado de Momo à família, ao doméstico (domesticar) e nivela esse rei à doçura de uma criança (Momo é infantil). Trata-se da aculturação do Carnaval.
Momo está aí segundo a TV Aldeia, conforme a Polícia Militar, segundo a prefeitura de Rio Branco e o governo, e ignoramos o que a chave da cidade, na mão desse rei, abrirá. Perdemos a memória original dessa festa porque não sabemos qual o sentido autêntico das palavras riso, máscara, fantasia. No lugar desse vazio semântico, caricaturamos o falso Carnaval da Sapucaí e o desfantasiado Carnaval de abadás da Bahia. A TV Aldeia transmitirá.
Ortografia. Segundo a lei ortográfica, escreve-se carnaval com letra minúscula por ser uma festa profana, oposta às festas cristãs. Minúsculo, aqui, é questão ideológica. Pois bem, por causa de minhas leituras sobre o Carnaval, registrei a palavra com letra maiúscula por causa de sua grandeza, de sua importância histórica. Carnaval, portanto, um substantivo muito próprio.
sábado, fevereiro 14, 2009
A malandragem do dízimo
Seria bíblico a Igreja cobrar 10% de seu salário? De Sebastião Ramos
funcionário público federal @gmail.com
Num mundo em CONSTANTE MUDANÇA, tudo se tornou passível de questionamentos e incertezas. "O que era sólido se desmanchou no ar como fumaça", como disse certo analista de renome internacional. Até as descobertas científicas podem ser vistas por outro ângulo. E as crenças religiosas? Também já são observadas com desconfiança; uma que trataremos é sobre a cobrança do dízimo. Numa época passada, quando o dízimo não estava sendo pago pelos fiéis, regularmente, os pastores mandavam as irmãs entoarem um hino de louvor, com o objetivo de fazer PRESSÃO PSICOLÓGICA aos fieis, ou seja, se o dizimista não regularizasse suas mensalidades – o seu voto prometido a Deus - pagar o dízimo até o final de sua vida – estariam cometendo infração gravíssima, e, sendo assim, perderiam o direito de entrar nas moradas de Deus. ‘O QUE A RELIGIÃO NÃO TEM CONSEGUIDO FAZER!’
Perante tantas dúvidas persistirem sobre a cobrança dízimo, surgem perguntas: O dízimo é um mandamento bíblico para o cristão? Devo pagar ou não pagar? Dizem até que o dízimo está na Bíblia; mas, o que representa para os nossos dias? Talvez achem que é um assunto polêmico e difícil de obtermos resposta exata, porém a Bíblia, por advir de inspiração divina, pode nos revelar seguramente como proceder diante deste dilema. (2 Timóteo 3: 16)
Inicialmente, leiamos em nossa Bíblia, Deuteronômio, 26: 12, que diz:"De três em três anos, junte a décima parte das colheitas daquele ano e dê aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas que moram na cidade, para que tenham toda a comida que precisarem. Depois, na presença de (Jeová) nosso Deus, você dirá: "Entreguei aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas a parte das minhas colheitas que pertencem a ti”. Precisamente, o relato bíblico assegura, que, o dízimo era doado voluntariamente, para alimentar as viúvas, os órfãos, levitas e estrangeiros, e nunca foi em dinheiro, apesar de já existir. Hoje, os valores se invertem a medida que as próprias viúvas, que ganham um mísero salário mínimo, são obrigadas a pagar o dízimo, quando deveriam ser beneficiadas por ele. (Leia, Deuteronômio 14: 24 – 26)
Noutra ocasião, quando se juntava contribuições para os necessitados da Judéia, não fora mencionado nenhuma porcentagem específica - 10% - a ser entregue, como prova do seguinte relato bíblico: "Cada um dê a sua oferta conforme resolveu no seu coração, não com tristeza nem por obrigação...” (2 Coríntios. 9: 7). Já nos dias do antigo Israel, também os dízimos eram ofertados em cereais, frutas e gado. Notem: "Eu, Jeová, o Todo-Poderoso, ordeno que tragam todos os dízimos aos depósitos do Templo para que haja bastante comida na minha casa" (Mal 3:10). Quando os fariseus tentaram se justificar perante Cristo por serem fiéis ao dízimo, veja o que ele disse: “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da lei...” Mais uma prova cabal de que o dízimo não era ofertado em dinheiro, mas em gêneros alimentícios. Após a morte de Cristo, esta lei foi ABOLIDA, definitivamente, até a que determinava apresentar ofertas e dízimos (materiais específicos). Portanto, no lugar do dízimo, os cristãos são aconselhados a darem uma oferta voluntária, como disse o próprio apóstolo Paulo: "Cada um contribua segundo o que propôs em seu coração.
A maior das ofertas que o cristão pode oferecer a Deus, hoje, é o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome, ou seja, pregar o Reino, tendo em vista que o Dia de Jeová está próximo e se apressa muitíssimo. É lógico que essas contribuições financeiras são essenciais para a manutenção dos locais de adoração com suas despesas inerentes, não para sustentar uma classe privilegiada de líderes religiosos, pois o apóstolo Paulo afirmou que os cristãos deviam estar preparados para trabalhar e sustentar a si próprio e não ser um fardo para outros, como ele mesmo fazia (Atos 18: 4, 1Cor. 9:13-15). Ademais, por causa da cobrança do dízimo, começam a pipocar casos em que a Justiça tem determinado que algumas organizações religiosas devolvam ao fiel o dízimo que este pagou, mediante recibo.
Uma sentença judicial contra a Igreja Universal do Reino de Deus deixa uma alerta para todas as Igrejas que cobram o dízimo. A referida instituição foi condenada a devolver ao fiel Edson Luiz de Mello todos os dízimos e doações feitas por ele. De acordo com o processo movido por sua mãe, Edson, que é portador de enfermidade mental permanente, passou a freqüentar a igreja em 1996 e desde então era induzido a participar de reuniões sempre precedidas e/ou sucedidas de contribuição financeira. Segundo o advogado, que representou o fiel, Walter Soares Oliveira, a quantia total a ser restituída será apurada com base nas provas, mas certamente ultrapassará os R$ 50 mil. Além de devolver as doações, a Igreja Universal ainda terá de indenizar o fiel em R$ 5 mil por danos morais. No processo consta que "promessas extraordinárias" eram feitas na igreja, em troca de doações financeiras e dízimo. Teria sido vendida a Edson Luiz , por exemplo, a "chave do céu". A vítima também recebeu um "Diploma de Dizimista" assinado por Jesus Cristo. Com isso, as colaborações doadas mensalmente chegaram a tomar todo o salário do fiel, que trabalhava como zelador”. (FONTE: Portal Uai).
Os antigos já diziam: "Podemos enganar as pessoas por um tempo, pela metade de um tempo, mas não por todo tempo". Então, é chegada a hora de se falar a verdade sobre o dízimo, que não é mais bíblica a sua cobrança. As religiões, em sua esmagadora maioria, não praticam as doutrinas da lei mosaica, como guardar o sábado, sacrificar animais, dentre outros; porém, quanto à cobrança do dízimo - dinheiro - não desistem jamais, mesmo sabendo que é um mandamento da lei. Em Gálatas, 3: 10, diz-se: “Os que estão debaixo das obras da lei estão debaixo da maldição...” Realmente, por mais que se sacrifique a pagar dízimos, não seria justificado diante de Deus, porque, segundo a Bíblia, o justo vive em razão de sua fé.
Os líderes religiosos, hoje, falam sobre dízimos de modo discreto porque sabem que não tem base bíblica a sua cobrança, porém, em compensação, investem noutros tipo de marketings para fazerem negócios das pessoas como afirma uma profecia bíblica. Exemplos: Em certa religião, um cartão de ouro é proporcionado por mil reais para quem desejar se tornar parceiro de Deus, mas também tem o de prata e o de bronze, com preços menores. Outras religiões apelam para o sensacionalismo midiático por afirmar que, se os fiéis não derem suas ofertas alçadas, o programa sairá do ar e muitas almas ficariam penando pelo mundo afora. Com tanto dinheiro arrecadado, é provável que digam em suas camarinhas: “E viva o dinheiro – o nosso céu”.
Concluindo, podemos observar nos textos bíblicos, que não há ORDENANÇA nenhuma para o cristão ser dizimista e, sim, um ofertante voluntário.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Carnaval antecipado
O poder, entretanto, sendo de esquerda ou não, incomoda-me. Minha mãe me ama, mas aponta meus defeitos. "Filho, você fez errado." O PT também erra. O PC do B também erra. O jornalista Freud Antunes publicou uma matéria que expõe um erro da Frente Popular.
Depois que a li, percebi que o Carnaval chegou mais cedo neste ano, por isso estou neste blog pouco lido para publicar o texto desse repórter e depois comentarei um pouco.
Governo do Estado afirma que extinguirá GTs
Por meio da assessoria de imprensa, o governo do Estado admitiu ontem que existem trabalhadores contratados por meio de grupo de trabalho (GT), mas não informou quantas pessoas estão nessa situação.
A única notícia dada pela assessoria é que o Secretário Estadual de Fazenda (Sefaz), Mâncio Lima, estaria se reunindo com o Ministério Público Estadual (MPE) e com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para extinguir de forma gradual as vagas abertas por meio de GTs.
O tema veio a público nesta semana depois que os conselheiros do TCE decidiram notificar os gestores, dando um prazo de 120 dias para resolver o problema.
De acordo com o presidente do Tribunal, José Augusto Araújo de Faria, o GT é uma gratificação dada aos servidores que estiverem realizando um trabalho extra em sua repartição, um valor dado com o objetivo de oferecer uma compensação.
“Outros órgãos também estão utilizando os grupos de trabalho como alternativa à proibição de contratar as cooperativas, mas as duas formas são irregulares, porque a legislação afirma que é necessário ser servidor contratado por concurso público”, falou o conselheiro Antônio Malheiro durante o seu voto de pedido de notificação dos gestores, na quinta-feira.
Após o prazo, os conselheiros prometem encaminhar ao Ministério Público Estadual (MPE) os casos irregulares.A contratação sem concurso público é crime de improbidade e pode fazer o gestor perder o cargo, além de ter os direitos políticos cassados.
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Criticamos tanto o empreguismo; mas, segundo a matéria, a Frente Popular cometeu uma ilegalidade, uma injustiça.
terça-feira, dezembro 30, 2008
Retornarei quando for Carnaval
Últimas horas de 2008, ano que levou Feyndews e meu amado tio-pai, o Dílson Tavares. Quando o Carnaval bater à porta, retornarei com um texto sobre a Festa de Momo.Quando essa festa chegar, o governo propagará, mais uma vez, que está fazendo tudo para conter a violência no Carnaval, mas esse mesmo governo não fala em violência quando a Expoacre chega.
Por isso, quase todo ano, escrevo sobre o Carnaval ou faço uma matéria para mostrar que o sentido autêntico dessa festa está se perdendo aos poucos. A TV Aldeia, que fala tanto em cultura, nunca apresentou uma matéria original sobre Momo, jamais informou de forma autêntica sobre o Carnaval.
Bem, retornarei quando a festa chegar.
Que venha 2009, mas só depois das férias e com a reforma ortográfica.
A Antônio Alves
Conheci-o no PT, em 1992 ou em 1993, não sei. É um dos bons quadros do PT acreano. Na última propaganda eleitoral, suas ótimas crônicas salvaram os programas ruins da Companhia de Selva. Só assitia ao programa do PT para ouvir sua ironia, sua graça.
Hoje, por estar no poder, compreendo sua situação, não podendo ser mais o homem crítico que fora um dia. O poder, sabemos, exige limites, e Toinho encontra-se no limite. Falar contra pensão vitalícia de governadores, falar contra uma revolução inexistente na educação, por exemplo, seria impróprio para quem está no poder. Eu compreendo.
Quando esse dia chegar, quando ramais forem asfaltados, quando os prédios todos forem reformados, quando pontes e viadutos forem contruídos, outros caminhos precisarão ser apontados, por exemplo, na educação. Para tanto, a autocrítica será indispensável.
Adversários, nós não os criticamos: debochamos, ironizamos, nós os ridicularizamos. Um partido em que acreditamos, por exemplo, o PT, nós criticamos, porque sabemos que a crítica é uma forma de exigir mais ainda o melhor, por isso teci minha crítica a Antônio Alves - ele pode ser ainda melhor.
domingo, dezembro 28, 2008
Do gado da reserva extrativista ao gado do rodeio
Primeiro, ouvi o que o jornalista Antônio Alves expressou quando recebeu o Prêmio Chico Mendes. Depois, com muita atenção, li o texto. Em blog e em jornal, propagou-se a idéia de que Antônio Alves é uma voz crítica dentro do poder, até Altino Machado concordou com isso.Se fosse voz crítica, o bom Toinho Alves não estaria no poder. Como permanecer nele se sua fala se opõe à pensão vitalícia dos governadores? Como permanecer nele se sua fala propaga que não houve revolução na educação acreana? Sobre pensão e pseudo-revolução, silêncio.
Quando digo voz crítica, refiro-me a uma voz que emite rupturas. No poder, com seus amigos, Toinho não promove rupturas, mas se conserva no poder para pagar a conta de luz, as compras do mês, o crediário, para receber prêmios - coisa de que não gosta, disse certa vez.
Quando os senhores falarem de voz crítica, por favor, citem Frei Beto, por exemplo. Ele saiu do poder e revelou em livros o que blogs e jornais não publicam.
Neste pequeno mundo chamado blog, deixo aos teus olhos meu último artigo deste ano. Queria muito, minha mãe, que a senhora o lesse para comentá-lo, porque a senhora é a única que acessa minhas vãs palavras. Meu sonho desde criança, a senhora sabe, era ser um Altino Machado para não ser acessado só pela senhora. Paciência, sou um fracassado.
De Aldo Nascimento
Por sua natureza, o Estado precisa inventar heróis. No Acre, seria diferente? Entre árvores copadas, em plena Floresta Amazônica, surge um herói com farda e patente para militarizar a virtude. Outro herói emerge entre árvores depois que os gringos o projetaram para o mundo. Plácido de Castro, idealizado pela propaganda de Estado, e Chico Mendes, modelado pela comunicação de massa, não só se opõem como também deformam o que Mário de Andrade e Oswald de Andrade pensaram sobre a identidade de um povo, sobre a imagem de uma cultura.
Por meio de seus heróis, o Estado quer convencer, educar, disciplinar, ordenar e, por outro lado, tende a propagar uma ideologia que pode aborrecer ou irritar. A cultura do Estado é forçada, quer adaptar o público à sua cultura. Se tais heróis aborrecem, se eles irritam, é porque não foram germinados no solo fértil da cultura popular.
Zumbi dos Palmares, degolado em 20 de novembro de 1695. O negro jamais colocou seu herói em uma procissão cristã e nunca precisou do Estado ao longo da história para patrocinar sua lembrança. O passado do negro permanece intensamente vivo porque sua cultura, encarnada em seu corpo, dança, musicaliza, canta, veste-se e exporta moda, ou seja, sua cultura cicatrizou-se no modo ser, de existir, de falar.
Qual o herói do seringueiro? O Estado idealizou um. A comunicação de massa modelou outro. Mas onde encontramos a cultura do seringueiro encarnada no corpo social? Qual a dança do seringueiro? Qual a música do seringueiro? Qual o canto do seringueiro? Quais as vestes do seringueiro que exportam moda?
Por meio da Rádio Difusora, o seringueiro manda sua mensagem; hoje, porém, sua fala passa por uma limpeza. Se ele escreve em sua mensagem “Toin”, a rádio o corrige, o certo é “Toinho”. Em Cruzeiro do Sul, o professor-doutor Milton Chamarelli Filho chegou à conclusão em sua pesquisa de que a cultura da fala acreana está deixando de existir, eu acredito que seja por causa dos veículos de comunicação de massa. No caso da Rádio Difusora, que pertence ao Estado, a fala do seringueiro está passando hoje por uma assepsia: “Toin” é uma infecção lingüística. Assim, sem música que nos faça dançar, sem canto que nos faça sonhar, sem vestes que exportem moda, o seringueiro tem sua fala roubada, mas em troca recebe um herói modelado pelos veículos de comunicação de massa e outro idealizado pelo Estado.
Chico Mendes, segundo a cultura de Estado, é herói de um povo, e, por ser herói, um grupo político premia e premia-se; entretanto, na reserva extrativista que leva seu nome, seus ideais foram pro brejo, menos a vaca e o boi. O gado ri de nós, porque, enquanto sublimamos Chico Mendes, suas idéias pastam em sua reserva.
Esse, no entanto, ainda é o mal menor. Mal maior é quando a pecuária nos veste com suas botas, com suas calças justas e cintos largos, com suas blusas, com seus chapéus para o acreano José da Silva, que veio do seringal Redenção, ser chamado de cowboy. Ele ainda ouve música sertaneja e dança. Mal maior não é o gado na reserva, mas a pecuária transfigurada em cultura. Ele veio do seringal, é um jovem seringueiro, mas José da Silva encarna o modo de ser do rodeio.
O Estado pode inventar heróis, idealizá-los para nos convencer, para nos educar, propagando uma ideologia que aborrece e irrita por ser ela forçada e por querer adaptar o público à sua cultura pesada, mas os mitos que criam comportamentos são outros.
Depois que lemos Mitologias, de Roland Barthes, podemos afirmar que o cowboy é um desses mitos que, vindo da pecuária e oposto à cultura enfadonha do Estado, faz tudo para agradar, divertir, recrear. José Silva sai do seringal para ir ao rodeio porque o cowboy o despersonaliza como seringueiro para, em um segundo momento, repersonalizá-lo por meio da bota, da calça justa com cinto, do chapéu, da música sertaneja, da dança. Senhores, o gado na Reserva Extrativista Chico Mendes é mal menor. O mal maior é a pecuária agenciando a fantasia.
Heróis de um povo segundo o Estado. Leiamos Macunaíma, de Mário de Andrade. Leiamos Oswald de Andrade.
sábado, dezembro 27, 2008
Deputados gastam mais de R$ 1 milhão
De Freud Antunes
Os deputados federais do Acre gastaram juntos R$ 1.129.739,87 com verbas indenizatórias em 2008. O valor desperdiçado com hospedagens, com materiais gráficos, com gasolina, com transporte, com aluguéis de carros e até com o pagamento de consultorias daria para pagar mais de 2,7 mil assalariados.
Ilderlei Cordeiro (PPS) foi o congressista que mais gastou nos últimos 12 meses, atingindo a cota de R$ 179.955,25, utilizada para pagar transporte, hospedagem e combustíveis. O segundo lugar ficou com Perpétua Almeida (PC do B), que fez uso de R$ 179.917,33.
O curioso é que, mesmo com o chamado recesso parlamentar em janeiro, eles chegam a utilizar até R$ 22 mil, como é o caso de Sérgio Petecão (PMN), que aplicou o dinheiro público em aluguéis de imóveis (R$ 2 mil), em combustíveis (R$ 4,5 mil) e em consultorias (R$ 4 mil).
Do dia 1º até o dia 27 de dezembro, Perpétua Almeida foi quem mais gastou a verba indenizatória, chegando à marca dos R$ 22.549,33, sendo que foram destinados R$ 17 mil apenas com transporte, com hospedagem e com alimentação.
O benefício pago com o dinheiro do povo foi criado em 2001 para que o parlamentar possa gastar como for de seu interesse, apresentando apenas uma nota fiscal.
Os valores referentes aos gastos parlamentares são encontrados no sítio da própria Câmara dos Deputados: www2.camara.gov.br/.
Aluguéis
Nos benefícios oferecidos aos deputados, está um gabinete dentro do Congresso, um apartamento funcional e um auxílio-moradia, mas, mesmo com todos esses itens, eles ainda chegam a gastar de R$ 400 a R$ 8 mil com aluguéis conforme a planilha divulgada na internete. Os custos não são fixos, podendo chegar a R$ 408,21 em um mês e R$ 6 mil no outro, como é o caso dos valores pagos a Fernando Melo (PT).
Outros gastos
Para não tirar um tostão do próprio bolso, os parlamentares ainda possuem outras regalias, por exemplo, verba de gabinete (R$ 50 mil), auxílio-moradia (R$ 3 mil), cota de gasto postal e telefônico (R$ 4,2 mil), cota de gasto com publicações (R$ 6 mil), cota de passagens aéreas (de até R$ 16 mil) e o próprio salário de R$ 13 mil.Na soma de todos os gastos, cada parlamentar gera um custo de mais de R$ 100 mil por mês, o que ainda não está incluído o plano de saúde e as sessões extras.
sexta-feira, dezembro 26, 2008
O quê? Onde? Por quê?
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Meu Natal
Com quem passarei meu Natal? Minha amada filha, meu único sangue neste chão, passará com a mãe. Longe de meus pais, de meu irmão, de meus primos, de meus tios e de meus bons amigos, eu passarei meu Natal com ela, minha única família neste Acre. Não é sangue do meu sangue, mas é alma de minha alma: Mony.
Falta pouco para a grande ceia, só que a nossa não se prepara na cozinha. Nós preparamos a carne no banheiro. Compramos ervas e perfumes para que a carne exale aromas antes da fome ser saciada.
Com a paciência santa dos que cuidam do que é mortal, nós a limpamos com água e sabonete, e com a alegria serena nas faces por sabermos que a carne não é eterna. Zelar pelo que morre, pelo que jamais retornará aos dedos, às mãos. Ao toque.
Agora, agora sim, espalharei sobre a carne ervas e perfumes, porque hoje é Natal, porque a vida renasce no amor que tenho por ti, Mony.
Falta pouco para meia-noite. Por favor, meu amor, ponha a tua carne sobre a cama para eu colocar a minha sobre a tua, e, uma vez bem postas, temperaremos nossas partes com o suor profano dos mortais que estão de bem com a vida.
Feliz Natal!!!
terça-feira, dezembro 23, 2008
Paz

Entre Maricá e Saquarema, 45 minutos ao volante. Depois de Saquarema, Araruama e, depois, Arraial do Cabo e Cabo Frio. À beira mar, em um quiosque, um prato caseiro barato e muito bom. Um bife acebolado, um feijão carioca, muita sardinha e, diante dos olhos, o aroma do mar.
Finalmente, ele: o descanso.






