terça-feira, junho 16, 2015

Crime e Biologia

Franz J. Gall, pai da frenologia

A palavra frenologia foi registrada pela primeira vez no dicionário, em 1836, como doutrina segundo a qual cada faculdade mental se localiza em uma parte do córtex cerebral, sendo, portanto, uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, as características da personalidade e o grau de criminalidade pela forma da cabeça. Foi o médico alemão Franz Joseph Gall (1758-1828) que desenvolveu, por volta de 1800, a frenologia. Quem mais defendeu essa “ciência” e quem ficou mais famoso com ela foi Cesare Lombroso (1835-1909), criador da antropologia criminal e, de suas ideias, nasceu a Escola Positiva de Direito Penal. Em 1895, Lombroso publicou Antropologia criminal, onde associa características craniofaciais ao tipo de criminoso. Primo de Charles Darwin, Francis Galton (1822-1911), antropólogo e matemático, cunhou o conceito de eugenia em 1883, cujo significado é melhorar determinada espécie por meio da seleção artificial. Em 1964, o psicólogo britânico Hans Eysenck (1916-1997) editou Crime e personalidade, onde o delito é o resultado de uma interação entre condições do ambiente e características do sistema nervoso. Em 2002, a alemã neurocientista Terrie Moffitt publicou o primeiro estudo que relaciona fatores genéticos ao comportamento criminoso. O neurocientista e criminólogo britânico Adrian Raine foi um dos pioneiros a estudar o cérebro de criminosos violentos e, até 2013, pretendia fundar a disciplina “neurocriminologia”.
A sequência desses nomes no período de 213 anos aproximadamente é a permanência fixa no tempo de uma episteme pós-kantiana, cuja razão, sem poder conhecer a substância ou a essência do real, afirma o que é verdade por conhecer o fenômeno, a aparência do real. Um dos fundamentos de Lombroso encontra-se no positivismo de Auguste Comte (1798-1857), e, a fim de alicerçar a relação entre características da personalidade, grau de criminalidade e forma da cabeça, Franz Joseph Gall leu contornos, o exterior, a superfície, enfim, a razão pós-Kant leu a aparência de protuberâncias na cabeça para, após mapeá-la, sentenciar o que é a natureza personalidade-crime-fenômeno.


quinta-feira, junho 11, 2015

Quando o ódio é democrático

Na democracia, fala-se o que quiser, e o que é pior: fala-se o que nem entende. 

Quando se fala o que nem entende, não é para pensar, mas para agredir.

Quando se fala o que entende, fala-se não para agredir o adversário; porém, quando se fala sem entender, inventam-se inimigos políticos a fim então de odiá-los.

Uma forma de democracia serve a isso e se mantém assim por causa disso.

A última eleição presidencial foi a mais agressiva de qualquer outra anterior, ou seja, foi uma campanha para não pensar ideias para o país.

Ataques pessoais serviram para desviar a atenção do que é essencial à democracia: as ideias.

Assim, enquanto ideias não foram pensadas por causa do ódio pessoal, mentiras foram propagadas. 



 

sábado, maio 16, 2015

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Contar até 10, conforme o movimento, demora ou apressa. 

EuMony ou MonyEu chegamos ao 10 hoje, 16 de maio de 2015, sendo que nossa contagem iniciou-se em 16 de maio de 2005.

Não se trata de uma enumeração matemática apenas, mas um vida vivida a dois. 

Assim, em cada 1 ao redor da Terra, contou-se o 1 x 365. O um 1 vivido tem o 1 365 vezes. 

Só que o 1, só ele, tem nele o 24, e cada 1 de 24 tem 60, e cada 60 tem nele 3.600.

Foram muitos e muitos números vividos para muito além da matemática.

Só sei que nesses 10 anos de dedicação um ao outro, não senti o peso dos números, o peso das horas ou o peso ligeiro dos segundos.

Esta foto é p registro de nosso primeiro ano ou o número 1 de nossas vidas.

Te amo, minha eternidade!



       

sábado, maio 09, 2015

O que propor à escola?

Fatima Almeida​

Li sua postagem e eu senti na pele a presença intensa de cristãos fanáticos na vida acriana, o que vc chama de "imperialismo bíblico".

No Rio de Janeiro, essa fé deformada também se faz nas escolas, mas no Acre isso talvez seja mais amplo ou dê a impressão de ser mais amplo porque se trata de uma cidade com menos habitantes.

Esse assunto tem várias dobras, eu me prendo à escola. No Acre ou no Rio de Janeiro, em pleno século 21, a escola não é o lugar do saber, mas o lugar de uma moral, isso é tão forte que estudar História, que estudar Filosofia (isso é bem mais recente), que estudar Literatura, sem dúvida alguma, vale muito pouco diante da palavra de Deus.

A palavra da História, a palavra da Filosofia, a palavra da Literatura, por exemplo, nada representam diante da palavra de Deus. A escola, portanto, nada sabe ou quase nada pode falar quando a palavra do Senhor silencia a história, a filosofia, a literatura.

A palavra do Senhor salva alunos do mundanismo, e o saber escolar desempara esses mesmos alunos no mundo. É na igreja que alunos são educados, ou seja, conforme a palavra latina "educar, é na igreja que o interior ou o íntimos desses alunos é conduzido para fora, porque a palavra proferida na igreja consegue tocar no íntimos para que esse mesmo íntimo se manifeste com um "saber" acima do saber da História, da Filosofia, da Literatura, o que a escola não consegue, porque na escola não existe a palavra do Senhor.

O que propor?

quinta-feira, abril 23, 2015

Hegel não é pensamento cristão

Em sua fase teológica, Georg Friedrich Hegel (1770-1831) escreveu, aos 23 anos, "Religião popular e cristianismo" (1793), depois escreveu, em 1795, "Vida de Jesus", e escreveu "A positividade da religião" (1796-1799).

Embora os dois tenham recebido educação cristã,Kant e Hegel divergem muito quanto ao saber teológico.

Uma das diferença é que o Deus de Hegel é imanência e o de Kant, transcendente. Por essa diferença, o Deus de Hegel se afasta do Deus cristão.


   

terça-feira, abril 21, 2015

Círculo dos Filósofos


Filósofos da Universidade Federal do Acre

A única falha nesta foto é ausência de crédito. O fotógrafo foi muito feliz ao registrar o momento. São professores da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Acre.
Depois da Lei 5.692/71, quando a Filosofia foi excluída das escolas pela ditadura militar, o Saber Filosófico só retornou às unidades escolares como obrigação, por meio da Lei 11.684/08, ou seja, 44 anos depois.
Ora, se Alemanha é Alemanha, se França é França, se Inglaterra é Inglaterra, não é pelo motivo de todos serem advogados, não é pelo motivo de todos serem médicos, não é pelo motivo de todos serem engenheiros - profissões procuradas no Brasil pelo status (econômico) -, mas porque Alemanha, França e Inglaterra - só para ofertar três exemplos europeus - possuem como RAIZ a educação ou, para ser mais exato, a Filosofia como "arché" nas escolas e nas universidades.
Estes países foram atravessados pelo Pensar.
A foto
Trata-se de uma imagem sagrada, porque a origem histórica dessa formalidade é sagrada, ou seja, o Saber Filosófico encontra-se "separado" porque sagrado é separação.
Se assemelha-se a vestes monásticas ou sacerdotais, não é por capricho dos homens, mas é porque o Saber também precisa se separar do comum.
Atrás, pessoas olham para várias direções, mas o Círculo dos Filósofos, como denominou meu saudoso amigo Manoel Coracy Saboia Dias, com traços orientais, olha para uma só direção, no caso, à esquerda, que representa a desobediência (pensada).
No canto, ele, Guilherme (de Ockham?), que, com seu chapéu, quebra a formalidade dos sacerdotes, desobedecendo, portanto, ao sagrado.Guilherme Cunha, para quem conhece, mistura, é pro-fano, um ser híbrido, por isso um profundo leitor de Nietzsche. No entanto, saibamos: Nietzsche não nega Jesus.
À frente dos que olham para várias direções, embora a formação desses pensadores não seja circular, ainda sim podemos simbolicamente denominar de Círculo dos Filósofos, forma geométrica que representa a igualdade (das diferenças) não só entre eles, mas entre eles e o público. Eles estão separados, mas não estão distantes dos que olham para várias direções
Não só isso. A Geometria está no livro "Ética", de Espinosa; encontra-se na Escolástica; escreve-se no livro "Timeu", de Platão. Mas por que a Geometria?
Isso já é texto para outro momento.

Jozafá responde, e eu contrarrespondo

Primeiro parágrafo

Meu amigo 
Aldo Bordoada: estabelecer uma dualidade entre as instituições segundo a preferência de quem julga é apenas desonestidade intelectual. Sem mais. Compreendo e até concordo com a sua referência a Heráclito, embora me pareça que você está tentan
do categorizar a questão a partir de seus conhecimentos recém-adquiridos na Academia. Mas não é o caso, pra mim. Não se aplica, até porque me parece um reducionismo: mesmo o militonto petista mais empedernido não categoria dessa forma (ou pelo menos não deveria). Porque é absurdo. Categoriza assim, e com certo histrionismo, quem observa o militonto e a partir dele forma uma concepção fatalmente genérica do atual discurso petista sobre a luta de classes nas instituições e como ela afeta o PT.

Eu contrarrespondo

Copiando as falas de João Bosco, vou dar uma de Jack Estripador: vamos por parte.
Jozafá Batista, dividamos em partes o seu primeiro parágrafo em Parte 1, letra A; Parte 2, letra B; Parte 3, letra C.
Parte 1)
A) Você escreveu: "Meu amigo Aldo Bordoada: estabelecer uma dualidade entre as instituições segundo a preferência de quem julga é apenas desonestidade intelectual".
1.1) Meu procurador, não se trata de "preferência de quem julga", porque conceitos (uno e contradição) não são de preferência minha. Quando pessoas dizem que "todos os políticos são corruptos", essa declaração é falsa, porque o real não é uno, e ele não é uno porque o real é irregular, assimétrico, contraditório. Quando se diz que é irregular, é da natureza do real. Isso não é "preferência de quem julga". Então, nem todos os políticos são corruptos. Nem todo petista é mensalão. Nem todo PSDB é coxinha.
Parte 2)
B) Você escreveu: "Sem mais. Compreendo e até concordo com a sua referência a Heráclito, embora me pareça que você está tentando categorizar a questão a partir de seus conhecimentos recém-adquiridos na Academia".
2.1) Jozafá, Heráclito não é conhecimento recém-adquirido na Academia, eu já tinha lido alguns fragmentos dele, mas alguns livros lançados sobre ele são recém-adquiridos. O conhecimento sobre Heráclito e a influência dele em Hegel não é nada recém-adquirido; mas, isso sim, é conhecimento meu ampliado que eu adquiri fora e dentro da Academia, porque não havia publicações antes.
2.2) É claro que ótimos professores contribuem muito, ampliam mais, mais essa relação entre Heráclito e Hegel, eu sabia antes de entrar na Academia. Heráclito sempre me fascinou, mas havia, quando eu era jovem, pouca tradução, pouca mesmo.
2.3) Conhecimento recém-adquirido na Academia é a Filosofia Cristã. Sobre isso, eu era muito mais ignorante do que sou hoje e confesso que me surpreendeu, transformou minha visão sobre Filosofia Cristã.
2.4) Então, o que fiz: fui ler mais e mais sobre Filosofia Cristã, e isso não tem fim. Hoje, por exemplo, estou lendo "O Livre-Arbítrio", de Santo Agostinho, e perdi muito tempo de minha vida com pré-conceitos contra esse período da humanidade. Estou encantado com Agostinho no sentido de compreender a fundo o que se opõe, aí sim, à minha "preferência".
Parte 3)
C) "Mas não é o caso, pra mim. Não se aplica, até porque me parece um reducionismo: mesmo o militonto petista mais empedernido não categoria dessa forma (ou pelo menos não deveria)."
3.1) Meu amigo, sim, neste espaço virtual e até oralmente, tudo se reduz, mas o pouco que eu disse foi enxuto, preciso, porque partir do uno e do contraditório.
3.2) Não entendi o "militonto" e o "não categoria". Eu usei conceitos de forma que não deveria, assim como um petista militonto?
Parte 4)
D) "Porque é absurdo. Categoriza assim, e com certo histrionismo, quem observa o militonto e a partir dele forma uma concepção fatalmente genérica do atual discurso petista sobre a luta de classes nas instituições e como ela afeta o PT".
4.1) Histrionismo de minha parte? Mas eu partir só de dois conceitos, quais sejam, uno e contradição. Histrião? Confesso que sou apaixonado pela Filosofia do Bobo, mas não é o caso.
Fim do Primeiro Parágrafo.



domingo, abril 19, 2015

Heráclito e Hegel

Parte I

Jozafá Batista​, meu querido amigo,

os conceitos não existem segundo nossa opinião. Para que haja a conceituação, é preciso haver um profundo pensar não de pessoas comuns como nós, mas de gênios, cujo pensar atravessou séculos e séculos.

Nosso pensar não é original, por isso recorremos a nomes que atravessaram séculos e optamos por alguns.

Não é minha ideia quando digo: o real é movimento, e é movimento por ser contingente, por ser acidente; e é acidente por nos encontrarmos no mundo sensível, cuja marca é a contradição, ou seja, a instabilidade.

Hegel


Essa é a natureza do real. Como disse certa vez a você, até em um mosteiro pulsa essa instabilidade, pois o mosteiro é real, é variação. Não pertence à natureza (humana) o Uno, porque o Uno é estabilidade, imobilidade.

Uma vez humana, em nenhuma instituição existe o Uno, por exemplo, na Polícia Federal ou na Receita Federal. Nesses espaços, existe o Uno? todos são do PSDB? tudo é interesse político? todos são contra o PT?

Como diz Gilvan Fogel, "o real, a realidade do real é movimento de realização de realidade, isto é, ação". Não existe, portanto, a ideia do homogêneo, do absoluto no real, isto é, "todos os brasileiros", "todos na Polícia Federal", "a Polícia Federal age de forma política".

Parte II

O senso comum ignora, mas ele reproduz a ideia de Parmênides, que é a ideia da não contradição, e reproduz a não contradição porque Parmênides atravessou séculos e séculos - muito diferente de Heráclito, que é a ideia da contradição.

No século VI d. C, Heráclito passa a ser ocultado e só é des-coberto de forma bem ampla no século XX.

No entanto, mesmo não de forma bem ampla, só com alguns fragmentos, Hegel lê Heráclito e, embora seja outra contradição, mas tendo como base o pensamento desse grego, Hegel fundamenta a ideia da contradição.

Se Hegel escreveu "Fenomenologia do Espírito" ou "Fenomenologia da Mente" (1807) e "A Lógica da Ciência", não foi só por causa das obras de Kant, mas também por causa de Heráclito. Com Hegel, com Heráclito, com Platão, aprendemos que no tempo nada é absoluto, nem a totalidade.

Sobre a totalidade, pensamento que o senso comum reproduz, eu digo o seguinte a partir de Hegel, que o senso comum, nesse caso, o de Hegel, não reproduz: a totalidade final é tão una, única, homogênea e autônoma quanto à identidade primeira e primordial (a tese), porque ela, a totalidade final, é síntese e, por causa disso, por ser síntese, é identidade e negatividade enquanto nova tese, mas uma tese que já é devir. Assim, há nessa nova tese, que é síntese, estabilidade, imobilidade, fixidez, tal qual a identidade primeira (A=A). No entanto, ao sair de si mesma por causa da negatividade (fora de si), possibilita outra totalidade final, que também possui uma identidade primeira.

Dessa forma, a identidade primeira é homogênea porque não há nela a negatividade, porém tão somente a estabilidade, a imobilidade de A=A. Como na totalidade final tese e antítese têm uma suspensão - o que Hegel chama de "aufheben" (não há no português termo com o mesmo sentido) -, ocorre também na totalidade o uno, o único, o homogêneo, isto é, uma nova tese, uma identidade, sabendo que essa nova tese já um devir.

Heráclito

segunda-feira, abril 06, 2015

domingo, abril 05, 2015

Alma Imoral


"Alma Imoral", uma das melhores peças a que assisti.

A palavra aqui tem uma força reveladora que o ordinário oculta. 



sábado, abril 04, 2015

A estética do palhaço


Na obra de Suassuna, há três palhaços, mas a TV Globo retirou um, deixando Chicó e Grilo.

Hoje, quando se trata de real, é muito difícil se encontrar com o palhaço, isto é, com a alegria, mas não com uma alegria individual.

A alegria do palhaço é uma alegria política.

sábado, março 28, 2015

A alegria como luta política


Acre: um estado pobre com deputados gastadores


Quanto custou em 2014 para o contribuinte acriano um deputado federal? Quem gastou mais? Quem gastou menos? Os nomes são estes: Taumaturgo e Sibá Machado (PT), Márcio Bittar (PSDB), Flaviano Melo (PMDB), Gladson Cameli (PP), Henrique Afonso (PV), Perpétua Almeida (PC do B) e Antônia Lúcia (PSC).

A fim de encontrar na realidade virtual os gastos dos deputados federais acrianos, o mouse é clicado nas páginas http://www.camara.gov.br/cota-parlamentar/ e
http://www.excelencias.org.br/.

1º) Taumaturgo Lima (PT): R$ 477.100,34 mil

     Em 2014, o parlamentar petista usou do contribuinte R$ 477.100,34 mil da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar. Com esse volume de recurso público, ele se tornou no ano passado o deputado federal acriano mais caro do estado.
 
     Dessa verba anual, o deputado Taumaturgo Lima destinou durante sete meses R$ 196,7 mil à Divulgação de Atividade Parlamentar, sendo superado apenas por Márcio Bittar, do PSDB, que gastou, somente em três meses, a vultosa quantia de R$ 344 mil para promover seu próprio nome.

     Se Taumaturgo consumiu por mês R$ 28,1 mil, totalizando R$ 196,7 mil em 7 meses, Márcio Bittar, no curto tempo de 90 dias, impôs ao eleitor acriano o gasto público mensal de R$ 114,666 mil, sendo o deputado federal acriano de 2014 que mais usou o dinheiro do contribuinte para divulgar seu mandato.
    
2º) Antônia Lúcia (PSC): R$ 473.482,87

     
O senso comum sempre diz que a mulher deve ocupar seu lugar na política. Pois bem, Antônia Lúcia ocupou o segundo lugar como a deputada federal mais gastadeira do Acre. Em 12 meses do ano de 2014, a ilustre deputada usou do contribuinte quase meio milhão de reais da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar.
    
     Desse volume de recurso público, R$ 318 mil destinaram-se à Divulgação da Atividade Parlamentar durante sete meses, ou seja, por mês, Antônia Lúcia gastou R$ 45.428,57 a fim de divulgar seu nome. Só em março, do total de R$ 125.350,97, a deputada pagou à empresa UP Comércio e Indústria Gráfica, de Brasília, R$ 109 mil para obter 18 mil exemplares de jornal (8 páginas). Ao todo, foram quatro notas fiscais, mas somente a 584 é discriminada.

     Em cinco meses, a UP Comércio recebeu da deputada do Partido Social Cristão por serviço prestado a benevolência total de R$ 271 mil ou, se quiser, R$ 54 mil por mês.                 

3º) Márcio Bittar
(PSDB): R$ 440.640,92

     
Consta em dezembro de 2014 a verba de R$ 70 mil destinada à empresa Maxx Projetos (nota fiscal 335) com a finalidade de divulgar seu mandato com o envio de 700 mil mensagens eletrônicas, cujo conteúdo é o seguinte: “Amigo acriano, no mandato de Deputado Federal destinamos R$ 20 milhões contemplando: Saúde, Educação, Agricultura, Lazer e Infraestrutura. Muito obrigado! Márcio Bittar.”   
     Em novembro, o deputado pagou R$ 131 mil (nota fiscal 133) para obter 100 mil exemplares de jornal da empresa Lima e Santiago Comércio e Serviços Gráficos, de Brasília. Desse total, o diagramador recebeu R$ 10 mil. Em junho, a mesma empresa recebeu R$ 50 mil (nota fiscal 109) por 100 mil exemplares de informativo parlamentar.     

Ranking dos deputados
mais caros do Acre em 2014

I) Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar

1º) Taumaturgo Lima(PT): R$ 477.100,34
2º) Antônia Lúcia (PSC): R$ 473.482,87
3º) Márcio Bittar (PSDB): R$ 440.640,92
4º) Gladson Cameli (PP): R$ 423.729,55
5º) Perpétua Almeida (PC do B): R$ 409.529,88
6º) Sibá Machado (PT): R$ 377.128,01
7º) Flaviano Melo (PMDB): R$ 323.359,15
8º) Henrique Afonso (PV): R$ 323.146,08

Chico Alencar (P-SoL-RJ): R$ 165.739,58
Arlindo Chinaglia (PT-SP): R$ 87.869,35


II) Divulgação das Atividades Parlamentares

1º) Márcio Bittar (PSDB): R$ 344 mil
2º) Antônia Lúcia (PSC): R$ 318 mil
3º) Taumaturgo (PT): R$ 196,7 mil
4º) Sibá Machado (PT): R$ 83.995,69
5º) Gladson Cameli (PP): R$ 81.883,95
6º) Perpétua Almeida (PC do B): R$ 68.242,03
7º) Henrique Afonso (PV): 49.198,40
8º) Flaviano Melo (PMDB): R$ 37,850 mil

Arlindo Chinaglia (PT-SP): R$ 40 mil
Chico Alencar (P-SoL-RJ):  R$ 8,690 mil

Acre é mais caro que Rio de Janeiro

     
Estado com muito menos recursos do que Rio de Janeiro, o Acre é, no entanto, bem mais caro quando o assunto é deputado federal.

     Chico Alencar (P-SoL), por exemplo, teve um gasto total em 2014 de R$ 165.739,58. Comparado a ele, Taumaturgo Lima (PT) custou para o contribuinte acriano R$ 477.100,34, ou seja, mais R$ 311.360,76. 

     Referente à Divulgação das Atividades Parlamentares, o deputado federal carioca foi ainda mais econômico: enquanto Marcio Bittar (PSDB) gastou R$ 344 mil em 2014, Chico Alencar ficou no limite de R$ 8,69 mil, diferença de R$ 335.310,00.

     No ano passado, a população do Acre chegou a 709.101 mil, e Marcio gastou para divulgar seu mandato a quantia de R$ 344 mil. No mesmo ano, a população do Rio de Janeiro chegou a 16.460 milhões, e Chico Alencar gastou R$ 8.690, mil.

Deputado federal menos caro
    

     Flaviano Melo (PMDB) é o deputado federal acriano menos caro. Para a Divulgação das Atividades Parlamentares, ele gastou R$ 37.850,00, menos do que o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), R$ 40 mil.

     Ainda sobre a Divulgação, a diferença entre Flaviano e Marcio Bittar em 2014 ficou em R$ 306,15.   

segunda-feira, março 16, 2015

Tudo vai MUITO bem

Tempos tranquilos, tempos bons. Embora o Rio de Janeiro seja desagradável a meu espírito por causa de sua violência, por causa de seu trânsito, tenho passado por ótimos momentos.

Tenho aprendido muito. Tenho lido bastante por causa do tempo ofertado a meus olhos.

Ler. Ler. Ler. Reler.

Quantos enganos comete-se quando não se lê. 

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Idade Média no currículo de Filosofia

Durante um bom tempo, lecionei em escola e em universidade públicas. No caso da escola pública, aprovar ideias novas e, mais que isso, fazê-las funcionar é um processo longo de conflitos, porque, nas escola pública, todo mundo manda e ninguém obedece, a não ser que a escola tenha escolhido um diretor inteligente, determinado, alguém acima de interesses de grupo. Eu tive.

Hoje, no Colégio Souza Marques, fui chamado para conversar com a proprietária do colégio, senhora Leopoldina. Assunto: a partir dos Parâmetros Curriculares de Filosofia, elaborar o currículo formal.

Como a Filosofia só retornou ao ensino médio como obrigação em 2008, muito ainda precisa ser feito, porque professores de História, que substituíram os professores de Filosofia segundo a lei, contribuíram para destruir a Filosofia.

Muito então precisa ser feito. Muito.  

Defendi a ideia de que, bem diferente dos livros didáticos, o colégio deve incluir a Filosofia da Idade Média e expliquei os motivos, um deles: não se compreende David Hume sem entender a teoria do conhecimento que cruza a Idade Média.

Outra questão: a Filosofia deve se aproximar da produção textual de Língua Portuguesa, porque, para escrever, além da Gramática, que tem a função de organizar, de estruturar o texto, é preciso que o aluno pense conceitos, por isso a Filosofia precisa ir ao encontro da Língua Portuguesa.

Outra: a presença do cinema nas aulas de Filosofia. Para isso, formalizar enquanto currículo. Hoje, mais do que antes, o cinema deve estar na escola.

Disse na reunião que, quando lecionei Língua Portuguesa e Literatura no Souza Marques em 1990, eu já passava filmes. Hoje, a Filosofia não pode ser lecionada sem cinema.

A escola particular é mais rápida para que ideias novas sejam possíveis, porque, diferente da escola pública, um manda quando a ideia possui uma natureza boa para a educação de jovens.

As ideias foram aprovadas. Estou muito feliz. Outras ideias virão.      

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Estou muito Feliz!

Já são 2 e 5 meses no Rio de Janeiro, após 20 anos no Acre. Passo por um ótimo momento, porque estou aprendendo muito, muito, muito.

Lendo muito.