quinta-feira, setembro 27, 2007

Josafá, o Batista



Critico tanto, mas, antes que meus amigos partam deste país do samba e do futebol, sei reconhecê-los para muito além da mediocridade.

Conheci esse acreano no Página 20 há uns bons anos. De família simples, Josafá Batista é um daqueles que um dia recebeu abrigo do Estado por causa de enchente. Josafá não veio das oligarquias acreanas.

Veio de escola pública e chegou à Redação da TRIBUNA
escrevendo muito melhor do que focas que cursam os últimos anos da Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Acre. Há exceções, poucas.

Considero-o, hoje, como um dos melhores repórteres do Acre. Criticado por apresentar um texto que "viaja", Josafá é senhor, isso sim, de um texto subjetivo - raro em nossas redações.

Não se trata de um autômato de redação, profissional viciado pelo hábito dos medíocres. O cara pensa, e isso não tem nada a ver com faculdade. Diploma, afinal, sabemos, não atesta inteligência.

Ainda costuramos um texto jornalístico empobrecido pela "objetividade". Seu texto, entretanto, expressa pessoalidade, isto é, ironias, sutilezas, contradições. As oligarquias não o colocaram para soletrar nas redações. Ele não é filho de... e este, por sua vez, conhece...

Josafá, por fim, é acreano que não maldiz sua terra, sua gente; não se envergonha de sua identidade regional. Josafá é gente boa.

Um comentário:

Josafá disse...

Xiii... tá querendo alguma coisa... tô fudido!