segunda-feira, novembro 20, 2006

UfAc: CaDidatO & VagA

Cursos

Direito
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 27
Total de inscritos: 1.093

Medicina
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 22
Total de inscritos: 908

Enfermagem
Número de vagas: 30
Candidato-vaga: 22
Total de inscritos: 661

Engenharia Florestal
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 17
Total de inscritos: 710

Educação Física (licenciatura)
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 16
Total de inscritos: 653

Enfermagem (Cruzeiro do Sul)
Número de vagas: 25
Candidato-vaga: 16
Total de inscritos: 405

Ciências Sociais
Número de vagas: 45
Candidato-vaga: 15
Total de inscritos: 717

Biologia
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 14
Total de inscritos: 598

Economia
Número de vagas: 45
Candidato-vaga: 13
Total de inscritos: 600

Letras-Espanhol
Número de vagas: 25
Candidato-vaga: 13
Total de inscritos: 342

História (noturno)
Número de vagas: 50
Candidato-vaga: 13
Total de inscritos: 684

Jornalismo
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 12
Total de inscritos: 514

Letras-Português (Cruzeiro do Sul)
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 11
Total de inscritos: 447

Educação Física (bacharelado)
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 11
Total de inscritos: 442

Geografia
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 10
Total de inscritos: 402

Engenharia Florestal (Cruzeiro do Sul)
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 10
Total de inscritos: 436

Pedagogia
Número de vagas: 50
Candidato-vaga: 10
Total de inscritos: 547

Sistema de Informação
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 10
Total de inscritos: 439

Biologia (bacharelado em Cruzeiro do Sul)
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 9
Total de inscritos: 368

Engenharia Civil
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 9
Total de inscritos: 397

História (diurno e licenciatura)
Número de vagas: 50
Candidato-vaga: 9
Total de inscritos: 491

Letras-Inglês
Número de vagas: 25
Candidato-vaga: 8
Total de inscritos: 204

Letras-Português
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 8
Total de inscritos: 344

Pedagogia (Cruzeiro do Sul)
Número de vagas: 50
Candidato-vaga: 7
Total de inscritos: 399

Geografia (bacharelado)
Número de vagas: 20
Candidato-vaga: 7
Total de inscritos: 154

Engenharia Agronômica
Número de vagas: 50
Candidato-vaga: 7
Total de inscritos: 356

Música
Número de vagas: 30
Candidato-vaga: 7
Total de inscritos: 213

Matemática
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 6
Total de inscritos: 250

Química
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 5
Total de inscritos: 211

História (bacharelado e vespertino)
Número de vagas: 50
Candidato-vaga: 5
Total de inscritos: 284

Letras-Inglês (Cruzeiro do Sul)
Número de vagas: 25
Candidato-vaga: 5
Total de inscritos: 145

Artes Cênicas
Número de vagas: 30
Candidato-vaga: 4
Total de inscritos: 149

Letras-Francês
Número de vagas: 25
Candidato-vaga: 4
Total de inscritos: 108

Física
Número de vagas: 40
Candidato-vaga: 4
Total de inscritos: 149

terça-feira, novembro 14, 2006

A Matemática de Mário Quintana



Um pouco de geometria

A curva é o caminho mais agradável entre dois pontos

Mário Quintana para Altino Machado

Meu colega Altino Machado, muito teimoso, acredita que o fato é a verdade, por isso sua escrita encarcera-se nas linhas do jornalismo. Aos seus olhos, dou-lhe... Mário Quintana.
Realidade
O fato é um aspecto secundário da realidade

segunda-feira, novembro 13, 2006

do qual

"No entanto, existe o contrabando de madeira das regiões fronteiriças, algo do qual a PF no Acre ainda se ocuparia de maneira intensa."
    1. O verbo "ocuparia" pede a preposição de (de + o = do) e, também, as preposições "com" e "em". "Do qual" está correto.

À época

"1.020 camelôs à época foram cadastrados, tendo sido adotado o critério da antigüidade. Isso porque muitos vendedores vinham de cidades do interior para trabalhar na capital, sobretudo no verão, quando a rodovia BR-364 é transitável."
    1. Segundo Celso Pedro Luft, "à época" é usado pela linguagem jurídica, mas não encontra defesa na gramática. O correto é "na época".

- 2004 e 2005 - onde

"De janeiro deste ano até o mês passado, foram registrados cerca de 168 casos de dengue, número inferior aos dois últimos anos – 2004 e 2005 – onde houve uma epidemia da doença. Em 2004, por exemplo, foram notificados cerca de 1,8 mil casos, número que diminuiu ano passado, onde foram registrados 600 casos."
    1. "Onde" é usado quando o termo anterior refere-se a lugar. Nesse caso, o que temos é "tempo": 2004 e 2005. Ora, se há o tempo, usa-se "quando".

sexta-feira, novembro 10, 2006

"Pai, eu sou carioca"

Há muito tempo, recolhi meus gestos entre quatro paredes. Muito longe de minha família, as companhias têm sido namorada, filha, colegas de trabalho, alunos e páginas de livros. Cada vez mais, limito-me ao reservado.
Não tenho visitado pessoas por quem tenho enorme apreço, como o prof. Carlos Alberto, o médico Matheus, o prof. João Bosco e... são poucos a quem, hoje, dôo palavras, à beira do rio Acre, à minha acreana filha, ela me olha, "pai, eu sou carioca".
Como!? Menina, você nasceu em Rio Branco, Acre, em 1997, deu para entender?
Um sorriso, de 9 anos, maroto. "Não, pai, eu sou carioca."
Morena, cor de índia, linda pele, sempre procurei mostrar à Lara Valentina a beleza de sua origem, expressada por meio, por exemplo, de sua avó materna, uma mulher-índia, mulher-aldeia.
Mas a floresta não a seduziu como a seduziu o mar. Desde o dia em que visitou os avós paternos no Rio de Janeiro, Lara, em seu íntimo, foi deixando de ser acreana para se deslumbrar com a Cidade Maravilhosa: Barra Shopping, McDonald's, Bob's, C&A e.. o mar.
Minha filha, eu sei, ainda é pequena, não alcança o tamanho de certas palavras, não as que tocam no consumo da cidade grande, mas na identidade de uma pessoa. Ela levará um certo tempo para subir a palavra-rio e ouvir a palavra-silêncio da palavra-floresta.
Conversávamos no Mercado Velho, o novo. O dia estava lindo. Está vendo esse rio, filha? Sente esse vento? Percebe a beleza do céu? Vê esse lugar, as pessoas? " Sim, hoje o dia tá lindo, pai."
Então, não é Rio de Janeiro, não é o Acre, filha, é a vida. O sentido da tua vida não está em ser carioca.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Disputas internas dentro do PT

O jornalista escreve "disputa interna dentro do PT". É tão simples: "disputas internas do PT".

TV Cultura - Amor

LAURA KIPNIS escritora - No Roda Viva, dia 13, às 23 horas (local)

Polêmica, a escritora americana Laura Kipnis defende que o amor é uma invenção moderna, não traz toda a felicidade que promete, cria ansiedade e provoca estresse e depressão.
No seu último livro - “Contra o Amor”, Laura Kipnis questiona o fato da sociedade continuar idealizando relacionamentos duradouros e monogâmicos, quando a realidade mostra que isso é cada vez menos possível.
Na sua obra, ela escreve sobre o amor e casamento e quebra conceitos e tabus. Laura Kipnis diz que os relacionamentos amorosos atuais são marcados cada vez mais, segundo ela, por brigas, traições, infidelidade e separações.
Ela é autora de vários estudos sobre sexualidade e política, e esteve em São Paulo para o lançamento de seu novo livro, que tem o título “Contra o Amor”.
Entrevistadores: Fábio Santos, editor da revista e do site Primeira Leitura; Oscar Pilagallo, editor da revista Entrelivros; Silvia Poppovic, apresentadora da TV Cultura; Gioconda Bordon, da Rádio Cultura; José Ângelo Gaiarsa, médico pscicoterapeuta; Mário Lorenzi, jornalista e escritor.

Cruz e Souza


Imortal atitude

Abre os olhos à Vida e fica mudo!
Oh! Basta crer indefinidamente
Para ficar iluminado tudo
De uma luz imortal e transcendente.

Crer é sentir, como secreto escudo,
A alma risonha, lúcida, vidente...
E abandonar o sujo deus cornudo,
O sátiro da Carne impenitente.

Abandonar os lânguidos rugidos,
O infinito gemido dos gemidos
Que vai no lodo a carne chafurdando.

Erguer os olhos, levantar os braços
Para o eterno Silêncio dos Espaços

E no Silêncio emudecer olhando...

quarta-feira, novembro 08, 2006

"Dom Casmurro", por Márcia Lígia Guidin

Se você ler a obra com atenção, vai ver que Bentinho (apelidado de "casmurro", porque velho, viúvo e calado) decide contar sua história desde a infância para compreender algo mais do que o suposto adultério de sua mulher: ele quer saber se ela sempre fora como ele a via depois do casamento: falsa e dissimulada.
Enquanto Bentinho narra seus amores, ele (leia para ver isso) manipula nossas opiniões, pois vai dando pistas de que ela poderia mesmo tê-lo traído e ter tido um filho com o melhor amigo dele. Mas fique esperto(a): é a voz dele, rico e bem-sucedido advogado, que você lê. Capitu não está mais lá no seu "julgamento" para se defender.
Ela já morrera. E ele precisa entender o que houve com seu amor e seu casamento. Ele é, se não nos deixamos enganar e o lermos melhor, um homem conservador, patriarcal, inseguro (filho único de D. Glória, viúva rica). Inseguro e mimado desde menino, só soube, por exemplo, que gostava de Capitu quando ouve, aos quatorze anos, atrás da porta, uma conversa de José Dias com sua mãe.Leva um susto, pois descobre o amor pela voz de outra pessoa.
Crescido, depois de conseguir se livrar do seminário a que estava destinado por promessa de sua mãe (leia a "negociação" que fizeram com Deus...é deliciosa), casa-se com Capitu. E pouco depois do nascimento do filho começam os ciúmes.
Do romance "Dom Casmurro", se alguém nos pedir o tema, devemos dizer que é mais o ciúme que o adultério. Por que a questão central não é o adultério? Porque não sabemos (nem saberemos) se Capitu o traiu.
Machado escreve o romance com total ambigüidade, dando sinais de que de fato a mulher poderia ter traído o marido, mas este, contando sua própria história e sendo tão frágil, também pode ser um psicótico. Esse romance é um exercício de escrita fabuloso, pois até hoje discutimos a força dos argumentos do narrador de "Dom Casmurro".

0,18% destinados

Como fica a concordância com 0,18%?
    1. 0,18% destinado ou 0,18% destinados? - O correto é 0,18% destinado, o termo concorda com o zero.

À diversos

"Essa foi mais uma das homenagens que os parlamentares prestam periodicamente à diversos setores da sociedade. Nesta quarta será a vez dos profissionais de Serviço Social de todo o Estado serem recebidos em sessão solene."
    1. "À diversos" - Há pessoas que duvidam da existência de Deus. Eu já duvido de um repórter, em sua sanidade profissional, escrever "à diversos". É não ter a mínima não noção do fenômeno da crase. Nem macumba tira esse mal.

Mais de uma chapa deverão

"De acordo com isso, estaria sendo feito na maioria dos municípios, menos Senador Guiomard e Brasiléia, locais onde mais de uma chapa deverão disputar as convenções."
    1. "Locais onde" - Basta só "onde"; e
    2. "Mais de uma chapa deverão" - O correto é cerca de mil pessoas ocuparam a praça, perto de trinta deputados perdem o mandato, mais de um governador assumiu a promessa e mais de uma chapa deverá.

terça-feira, novembro 07, 2006

Se tornaria

"Jamais imaginei que a velha lamparina, adquirida em maio como peça de decoração, se tornaria realmente útil para iluminar minha casa durante as noites dos últimos dois meses."

    1. "Se tornaria" - Quando o verbo encontra-se no Futuro do Pretérito ou do Presente, o pronome fica no meio do verbo, é a chamada mesóclise. Os jornais, há algum tempo, não obedecem a essa regra. Para mim, texto de repórter deve ser elegante, porque o leitor merece o melhor. O correto é iria se tornar ou tornar-se-ia.

Desde por volta

"Os clientes e usuários começariam a se concentrar em frente da agência desde por volta das sete da manhã, o que não acontecia em outros anos, relata o gerente."
    1. "Desde por" - "Desde" é preposição. Por causa disso, não se escreve desde às 22h, mas "desde as 22h", porque não usaremos duas preposições: desde + a(o). A exceção, "até às" ou "até as" 22h. O correto é "desde as 7 horas".

Junto a

"As empresas têm até cinco dias, a partir da data da publicação da lista, para retificar qualquer erro contido no cadastro. Para isso, elas devem entrar com uma petição junto ao Procon e comprovar o erro apontado."
    1. "Junto ao Procon" - Isso que dizer que elas devem entrar com uma petição perto do Procon, "junto a" significa "perto de". Ora, não é essa a idéia. A idéia é "elas devem entrar com uma petição no Procon".

À essas

"A principal punição à essas empresas é a divulgação dessa lista pela imprensa."
    1. "À essas" - Não há acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de "essa", muito antes de "essas", plural. Só rezando!

segunda-feira, novembro 06, 2006

Lula & Cicarelli

Macaco Simão

O Lula e a galega!!! E onde está a nossa musa??? Desta vez o Lula não pode falar que não viu!!! Rárárá!!!
A Cicarelli está lá para manter o seu posto de musa do verão que a Dona Marisa quer desbancar!!! Dona Marisa é forte concorrente à musa do verão!!! O maiô dela foi comoção nacional!!!
O que paralisou a nação mesmo foi o maiô da Dona Marisa. Agora, vamos combinar? Maiô branco com estrela vermelha na pança??? Pança não, PANCEPS!!!
Dona Marisa com seu maiô branco e estrela vermelha na panceps!!! E já falaram de tudo, que ela parece caixa de bombinha de São João!! Rárárá!!! Mas o que eu acho que parece mesmo é um barril da Texaco!!
Se vier cheio de petróleo eu vou adorar!!! Outros disseram que a Dona Marisa já apareceu com este maiô que é um atentado ao pudor, e a gente ainda quer que ela fale???? Rárárá!!! Melhor ficar assim!!

Juntamente com

"No caso do TSE, será proclamada a recondução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à chefia do Executivo por mais quatro anos, juntamente com o vice, José Alencar, a contar de 1º de janeiro de 2007."
    1. "Juntamente com" - Por favor, só "com".

Tinham entregue

"Até ontem, à tarde, apenas o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PC do B) tinham entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre suas prestações de contas completas das eleições gerais de 1º de outubro no Estado."
    1. "Tinham entregue" - O correto é "tinham entregado". Incorreto dizer "tinha pago". O correto é "tinha pagado."

Houveram 41 casos

"Souza exibiu números da Secretaria Estadual de Saúde que mostram uma diminuição de casos neste ano. Na última semana, houveram 451 casos de diarréia, o principal sintoma da doença."
    1. "Houveram 41 casos" - Houve 451 casos.

A incidência têm & este ano

"A incidência de virose, causada por rotavírus, têm sido menor este ano em relação ao ano passado. E sem mortes, contra oito em 2005. É o que relata o diretor-geral do Hospital de Urgências e Emergências de Rio Branco (Huerb), Antônio Gonçalves de Souza, no que concorda o secretário municipal de Saúde, Eduardo Farias."
    1. "Têm" - Onde está o sujeito que concorda com o verbo "têm"? O verbo concorda com "incidência", não há, portanto, "têm", mas "tem";
    2. "Este ano" - O correto é "neste ano";
    3. "E sem mortes, contra oito em 2005". "(...) em relação ao ano passado e, comparado a 2005, não houve morte";
    4. "No que concorda" - O verbo concordar pede a preposição "em" ou "com". Podemos falar "concordo com tudo" ou "concordo em tudo". Há caso em que não se usa "em que", por exemplo, "todos concordaram que aquele parecer era o mais avisado". Eu tenho preferência por "com que concorda o secretário (...)."

sábado, novembro 04, 2006

Conselho de Área

Hoje, mais uma vez, a área Literatura-Língua Portuguesa reuniu-se para traçar o plano de curso do primeiro ano (ensino médio) para 2007, na escola Heloísa Mourão Marques.
Antes, a professora Alessandra leu a ata que determinou alguns pontos para Literatura na última reunião.
Por exemplo, em sua leitura, a partir do próximo ano, os professores de Literatura levarão textos literários para a sala de aula. Literatura é texto para ser lido, compreendido e interpretado em sala.
Mas, como o professor Tadeu defendeu a idéia de que o historicismo literário não deve ser excluída, algo com que não concordei, a área aprovou esse historicismo. Para isso, um trabalho, escrito à mão, servirá para a avaliação.
Falta mais sobre Literatura.
Chegamos hoje a iniciar algo sobre Redação para o primeiro ano. Para a próxima reunião, os professores deverão apresentar um plano de curso. Aqui, coloco algumas idéias.
  1. Nos três anos do ensino médio, o professor precisa lecionar texto dissertativo;
  2. No primeiro ano, deve haver, também, texto narrativo, mas sua carga horária precisa ser menor;
  3. Primeiro ano: 8o% de dissertação e 20% de narração;
  4. Devemos seguir a orientação da Copeve sobre Redação;
  5. Devemos seguir os Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa sobre reconstrução textual;
  6. É preciso definir essa construção de forma bem detalhada;
  7. Precisamos massificar exercícios gramaticais a partir de problemas apresentados pelos alunos em suas dissertações;
  8. Precisamos criar um modelo de folha para a dissertação.

Esses, alguns pontos.

Na próxima reunião de área, pedirei que os professores mostrem, concretamente, como lecionam dissertação em sala de aula (ou na "caixa-preta"). Desejo questionar e ser questionado, e muito.

Notas da Ufac

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE-Rio Branco(AC)-Federal

Dados do MEC - Inep

Agronomia E 2003
Agronomia E 2002
Agronomia C 2001
Agronomia D 2000

Ciências Biológicas C 2003
Ciências Biológicas C 2002
Ciências Biológicas C 2001
Ciências Biológicas C 2000

Direito B 2003
Direito A 2002
Direito B 2001
Direito C 2000
Direito C 1999
Direito E 1998
Direito C 1997
Direito E 1996

Economia D 2003
Economia C 2002
Economia C 2001
Economia C 2000
Economia B 1999

Enfermagem C 2003
Enfermagem C 2002

Engenharia Civil C 2003
Engenharia Civil C 2002
Engenharia Civil C 2001
Engenharia Civil C 2000
Engenharia Civil C 1999
Engenharia Civil C 1998
Engenharia Civil - 1997
Engenharia Civil - 1996

Física D 2003
Física E 2002
Física - 2001
Física - 2000

Geografia C 2003

História C 2003
História A 2002

Letras D 2003
Letras C 2002
Letras C 2001
Letras C 2000
Letras D 1999
Letras E 1998

Matemática C 2003
Matemática C 2002
Matemática C 2001
Matemática C 2000
Matemática C 1999
Matemática E 1998

Pedagogia C 2003
Pedagogia B 2002
Pedagogia B 2001

Química E 2003
Química E 2002
Química - 2001
Química - 2000

sexta-feira, novembro 03, 2006

MachadO de aSSis

A mensagem na garrafa

Em "Por um Novo Machado de Assis", o crítico inglês John Gledson busca decifrar o sentido último das ficções do autor de "Dom Casmurro"

ADRIANO SCHWARTZESPECIAL PARA A FOLHA

Poucos críticos literários praticam seu ofício com tanta retidão quanto John Gledson, que está lançando "Por Um Novo Machado de Assis", uma coletânea de ensaios sobre o autor de "Dom Casmurro", tema principal de seus estudos há muitos anos. Isso fica claro quando se constata como ele valoriza e defende outros críticos de sua própria linhagem, sem, no entanto, deixar de fazer restrições ou apresentar discordâncias -e o exemplo maior aqui é Roberto Schwarz. Mas, principalmente, isso fica ainda mais claro pelo modo como discute os autores com os quais não se alinha.
Ele os nomeia e aceita com prazer e abertura o debate, sem em nenhum momento tentar desqualificar qualquer "oponente". Gledson não vê, inclusive, nenhum problema em afirmar que mesmo posições e pressupostos teóricos bastante incompatíveis com os dele podem até levar a conclusões próximas -e o exemplo evidente aqui é Abel Barros Baptista.
Intenção do autor Nos 14 textos reunidos no volume, o autor analisa contos, crônicas, a personagem Capitu, as relações entre literatura e história, leituras femininas e até faz "especulações sobre sexo e sexualidade" em Machado de Assis e Graciliano Ramos: cada abordagem reforça a percepção de que se trata de um pesquisador com profundo domínio de seu assunto.
Em vez, contudo, de discutir um ou mais ensaios, o que seria difícil por conta dos limites de espaço, gostaria de brevemente comentar uma idéia sempre defendida por John Gledson e que é aqui mais uma vez retomada -a questão da intenção do autor: "Como afirmei então [em "Impostura e Realismo'], eu era (e continuo sendo) um "intencionista declarado" no sentido (restrito) que "acredito ser uma parte essencial do papel do crítico revelar os significados que o escritor pretendia comunicar".".
Corajosa e contestável, tal posição, ainda que na prática seja assumida por muitas pessoas, raramente nos dias de hoje é defendida de modo público, uma vez que se aproxima da idéia do senso comum a respeito do texto artístico (qualquer professor se lembrará com facilidade das inúmeras vezes em que, depois de analisar em sala de aula um conto ou poema, ouviu, com variações, a pergunta: "Mas o autor quis realmente dizer isso?").
Questão rica e polêmica na história dos estudos literários, atualmente ela é pouco debatida. Como amostra do problema, pode-se tomar um exemplo extraído de "O Espelho". O protagonista da narrativa, a certa altura do enredo, recebe da tia o "privilégio" de ter em seu quarto um espelho, assim descrito: "Obra rica e magnífica, que destoava do resto da casa, cuja mobília era modesta e simples... Era um espelho que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de d. João 6º".
Gledson se pergunta as razões de o escritor ter inserido o "pedigree" da peça no conto e conclui: "O Brasil de fato tornou-se um império independente sob a regência de d. Pedro 1º, filho de d. João, em 1822, mas esta era a primeira etapa do processo. Valendo-me da metáfora de Machado: pela primeira vez o país se viu no espelho (...). Não consigo imaginar nenhum outro motivo para a menção do pedigree".
Assim como o objeto refletia um borrão quando Jacobina nele se olhava, ele refletiria, figuradamente, o problema da "existência do Brasil como nação". Pode-se, é claro, argumentar assim. Será, contudo, que isso não implica forçar um pouco a interpretação? Será que o "pedigree" não está ali, de modo mais simplório, só para, por contraste, reforçar a boçalidade desse narrador (Jacobina pouco antes assumira a narração) que se julga tão importante? Ir além dos significados Pensando em termos mais genéricos, quando se fala em intenção, é legítimo especular qual é ela? Ou qual o seu propósito? Para dizer de outro jeito, incorporando a premissa: qual teria sido a intenção de Machado de Assis ao intencionalmente cifrar sua obra, em transformar seus contos e romances em uma espécie de mensagem na garrafa para críticos futuros?
Isso não seria mais ou menos o mesmo que diagnosticar uma doença grave, potencialmente fatal, escrever um relatório sobre ela e guardá-lo em uma gaveta trancada para ser lido décadas depois, quando o doente já há muito morreu e virou pó? Ninguém duvida de que existe, em certa medida, uma intenção autoral; talvez existam também "diagnósticos" e "relatórios", mas a obra de qualquer grande escritor necessariamente transcende a sua própria capacidade de compreendê-la, e a tarefa do crítico é ir além "dos significados que pretendia comunicar", como, certamente fazem, a despeito de suas "intenções", estes ensaios, cheios de percepções agudas e relevantes, de John Gledson.

ADRIANO SCHWARTZ é professor de literatura da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e autor de "O Abismo Invertido - Pessoa, Borges e a Inquietude do Romance em "O Ano da Morte de Ricardo Reis'" (Globo).POR UM NOVO MACHADO DE ASSISAutor: John Gledson Editora: Companhia das Letras (tel. 0/ xx/11/3707-3500) Quanto: preço indefinido, 440 págs.

quarta-feira, novembro 01, 2006

À Lula

“Não posso entrar num partido que faça oposição à Lula”, afirmou.
1. Outro jornalista escreve "à Lula". É a maldição na língua portuguesa.

À Brasília

"Os vôos que partem com destino à Manaus estão saindo normalmente. Já os vôos com destino à Brasília estão sofrendo atrasos por parte do excesso de tráfego no espaço aéreo da cidade", explicou.
1. Como pode um repórter escrever "à Brasília"? Pior: estuda na faculdade.

JornalisTa 1

"Segundo o superintendente da Infraero no Estado, Jaílson Mendes de Araújo, apenas os vôos com destinos à Brasília estão sofrendo atrasos."
1. Acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de Brasília. Minha nossa!

terça-feira, outubro 31, 2006

PoeSia, a Minha

Escrita aos 21 anos para a minha primeira namorada, Ana Maria, esta poesia não brutaliza a vida, pelo contrário.

Te amar
é navegar
no Galeão dos Loucos

e ter
como bússola
a própria loucura.

E te amo
nem muito e nem pouco

apenas o suficiente
para aprender a envelhecer contigo,

buscando as eternas conquistas
que outros navegantes não tiveram,

pois não foram loucos o bastante
a ponto de dizerem como Eu

que você está em mim
como a morte está na vida.

E que seja ela,
a morte,
o limite do Galeão dos Loucos,

que é naufragar
no Oceano Moreno
de teu...

sereno corpo




Naufrágio Insano
Aldo Nascimento

No JornaL 3

" que foram definidos há quase um ano. Para ele, não haveria como fixar um índice tanto tempo antes, pois não haveria como prever o que aconteceria na economia."

1. Que hábito é esse usar tanto ""? Repórter, evite tanto já-já.

No JornaL 2

"Os túmulos se resumem à uma placa no gramado."

1. Por favor, repórter, não coloque essa crase. É obsceno!

No JornaL 1

“'Vamos conversar, orientar e pedir para sair”, afirmou a administradora. No entanto, não está descartado o chamamento da polícia', caso o vendedor insista."
  1. Melhor "não está descartado chamar a polícia" ou "não se descarta chamar a polícia"; e
  2. Por que colocar vírgula antes de "caso"? Nossos jornalistas, sempre, colocam-na. Trata-se de uma Oração Subordinada em sua Ordem Sintática Direta e, dessa forma, não cabe a vírgula.

domingo, outubro 29, 2006

VelinhA em SeÇão EleiToraL

Voto no PT desde o dia em que esse país retornou à democracia. Mais. Militei no Partido dos Trabalhadores quando Bisol, do PSB, foi vice de Lula, em 1989.
Filiado, fiz teatro de rua no Rio de Janeiro, nos subúrbios, porque sempre acreditei que a "ação estética" é uma forma de sensibilizar os humanos.
Votei em Jorge Viana. Votei em Binho. Votei em Nílson Mourão. Votei em Tião. Votei em Ermício. Votei. Votei. Votei.
Mas uma coisa é defender valores; outra, adular. Uma coisa é criticar de forma ética e propositiva; outra, panfletar a favor ou contra. Uma coisa é lutar por um país melhor; outra, defender seu DAS acima do que é justo.
E aí vai a minha insignificante crítica.
Comemorar aniversário em seção eleitoral, convenhamos, é abusar da democracia. Seção eleitoral é lugar de voto, não de bolo e de velinha.
Se a moda pega, comemorarei nas próximas eleições o aniversário da minha bondosa mãe com mesários e com eleitores da seção. Para falar a verdade, não acho boa idéia.
Seção eleitoral não tem essa função. Democracia tem limites. Uma seção eleitoral, por exemplo, pertence aos cidadãos, não aos aniversariantes.
Eu não gostaria de ver o Márcio Bittar, do PPS, comemorando seu aniversário em uma seção eleitoral. Se não aprecio tal atitude em outro candidato, político em quem não votei, não posso admitir em um político eleito, também, por mim. É preciso ser justo.
Uma seção eleitoral não deve ser particularizada. O "parabéns!" não se destina a uma pessoa quando o espaço se limita a uma seção, mas a um Estado que votou em Binho Marques, do PT.
Em uma seção, enfim, é o Estado que está de "parabéns!".

sábado, outubro 28, 2006

O que é isso?


Na Praça da Revolução, uma escultura moderna nos provoca.
Qual seu significado? Na próxima, escreverei algo sobre.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Assessor do governo

Todo dia, um assessor do governo escreve cada uma. Desta vez, foi...
"Uma multidão de pessoas esteve presente na inauguração"
Não seria melhor uma multidão de passarinhos ou de formiguinhas?

Sem Hifen

Não se usa hifen depois de...
bio
macro
mega
micr(o)
mini
mono
moto
multi
neuro
retro
socio
tele

quarta-feira, outubro 25, 2006

Crase & Crase

Ex-aluna, Adriana pediu para eu analisar a crase. A questão é ampla. Não escreverei tudo aqui, impossível por causa do meu tempo.
A primeira observação é que "crase" signfica "união", no caso, entre a preposição "a", relacionada à regência indireta do verbo, e o artigo "a", relacionado ao substantivo feminino.
Um exemplo: eu me dedicarei à vida.
Se Machado de Assis fosse escrever, ele registraria "eu me dedicarei a a vida", porque, na época, e não à época, não havia o acento grave (`), indicador do fenômeno da crase.
Dedicarei a quê? A pergunta pede "a", de preposição. A resposta pede "a" vida, de artigo. Unem-se os dois: a + a = à.
Sugiro o ótimo livro Decifrando a crase, de Celso Pedro Luft, editora Globo. Em outro momento, retornarei a esse assunto.

sábado, outubro 21, 2006

Conselhos de Classe e de Disciplina

Hoje, na primeira reunião dos Conselhos de Classe, na escola Heloísa Mourão Marques, por causa da inexperiência, professores e direção erraram. Compreendo que esses erros serviram para que no futuro não sejam cometidos.
O problema central foi que alguns professores das turmas do 2o ano (A, B, C, D ou E) lecionam, por exemplo, no 3o ano e, por causa disso, permaneceram na reunião do 3o ano por mais tempo, chegando bem depois à reunião do 2o ano.
Não era para todo o 2o ano estar na mesma sala, mas cada professor da mesma turma do 2o ano estar reunido. Nesse sentido, o professor não dialogou com os colegas de uma mesma turma o tempo necessário para solucionar problemas e para apontar novos caminhos.
Na outra reunião, marcada para 4 de novembro, a pauta dos Conselhos de Classe e de Disciplina ficou assim:
1) Redefinir a organização do Conselho de Classe e a sua pauta;
2) Retomar a pauta da reunião (dia 23 de setembro) do Conselho de Disciplina, qual seja: a natureza da prova e a aplicação dessa prova para os três anos do ensino médio; e
3) Exposição oral dos professores-coordenadores das disciplinas a todos os professores da escola sobre o conteúdo da reunião de 12 de outubro.
Como é difícil criar uma nova cultura na escola, uma nova relação entre os professores. Como é árduo criar uma nova organização escolar. Mas qual o sentido da vida se não lutamos por transformações?
Uma dessas transformações, qualificar o ensino na escola Heloísa Mourão Marques.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Gestão Pública

Amanhã, às 7 horas, na escola Heloísa Mourão Marques, os professores e a direção escolar se reunirão para que os Conselhos de Turma registrem em ata os problemas de cada sala de aula e as soluções.
Trata-se de uma experiência nova na rede pública estadual, permitida pela professora-gestora Lúcia e pelo coordenador de ensino, prof. Walmir.
Um dos problemas, a falta. Os professores, por exemplo, da turma 2b anotarão as faltas dos alunos e, depois, o professor-coordenador da turma entregará as anotações à Coordenação de Ensino.
Além disso, o Conselho de Turma da turma 2b irá propor uma solução para a ausência de alunos.

quinta-feira, outubro 19, 2006

"Apenasmente"

Revisor só não sofre mais do que Cristo na cruz. Como são muitos textos, impossível revisar todos. Impossível. E tem cada um...
Ontem, um assessor de comunicação da ordem pública escreveu "apenasmente". O que passa pela cabeça de um repórter, a serviço do poder público, escrever uma coisa dessa?
Pode passar tudo, menos a gramática.

terça-feira, outubro 17, 2006

Conselho de Área

Em 12 de outubro, iniciaram-se os conselhos de área na escola Heloísa Mourão Marques para que os professores de Literatura, por exemplo, troquem experiências por meio do diálogo a fim de que práticas em sala de aula sejam alteradas.
No entanto, revelo minha descrença neste blog, porque a escola pública, por causa de sua natureza, resiste a transformações. Há professores que declaram que não mudarão suas práticas, porque não são obrigadas a isso.
Em sala, "a caixa-preta" de que falou a secretária estadual de Educação, Maria Corrêa, leciona-se como bem quiser, porque, na escola pública, trabalhando bem ou trabalhando mal, recebe-se o salário no fim de mês e o profissional relaxado e incompetente jamais será demitido. Nada é cobrado.
Como qualificar o ensino se o hábito na escola pública é a indiferença?

segunda-feira, outubro 16, 2006

Jornalistas e Binho Marques

Na semana passada, o governador Jorge Viana, do PT, visitou a Redação e, mais uma vez, perguntei a ele se é inteligente a imprensa local adular o poder.
O governador respondeu que isso é um processo de transição, reconhecendo que uma imprensa aduladora não contribui para a democracia e muito menos contribui para qualificar a pauta.
Disse que na Redação deveria haver um repórter que cobrisse o poder de forma inteligente, escrevendo matérias propositivas. Creio que Binho Marques, do PT, a partir de janeiro, possibilitará uma nova prática de escrita nas Redações.
Quero ver, digo, ler.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Introdução de um aluno

Às sextas-feiras, leciono Redação em uma escola pública. Há na escola do Estado ou do município uma liberdade imensa para trabalhar e, para mim, liberdade implica buscar o melhor para o outros, no caso, os alunos.
Liberdade não significa relaxar, negligencair; liberdade representa se responsabilizar por algo melhor.
Na aula, apresentei uma Introdução de um aluno do 2º ano, ensino médio. Leia.
"[Toda forma de poder e sempre uma forma de votar por nada. 1] [A grande maioria das vezes, os políticos usam o poder da mentira para iludir os cidadãos para que ele consiga uma autoridade sobre as pessoas. 2] [A democracia é apenas um obstáculo obrigatório em nossas vidas. 3]"
Observação 1 - O professor deve trabalhar a partir das partes redacionais, nesse caso, a Introdução.
Observação 2 - Devemos enumerar as partes internas, nesse caso, são [1], [2] e [3].
Observação 3 - [Toda forma de poder e sempre uma forma de votar por nada. 1] a) Em pleno ensino médio, a maioria dos alunos confunde "e" com "é". b) Outro ponto, os termos genéricos. Padre Antônio Vieira (1608-1697), no século 17, advertia sobre as generalizações no sermão. O termo nada deve ser retirado.
Observação 4 - Na segunda, eu atualizo.
Observação 5 - [A grande maioria das vezes, os políticos usam o poder da mentira para iludir os cidadãos para que ele consiga uma autoridade sobre as pessoas. 2] a) Melhor é "a maioria dos políticos". b) Na introdução, o aluno não deve usar verbos inapropriados, nesse caso, o verbo "usar". Transforme "mentira" em verbo. Melhor é "a maioria dos políticos mente ou mentem para conseguir autoridade sobre os eleitores". O aluno deve especificar a palavra "pessoas", ou seja, eleitores.
Observação 6 - [A democracia é apenas um obstáculo obrigatório em nossas vidas. 3] a) Não é a democracia, mas "essa democracia", a da mentira. Melhor é "essa democracia torna-se uma obstáculos para uma classe social". "Nossas vidas" é muito genérico.
Os alunos pecam quando são muito previsíveis em seus textos. Ignoram uma introdução com a idéia de surpresa, contrariando o senso comum. Cansam o leitor com textos obedientes a uma informção superficial.
Não formam um elo adequado entre os conceitos e entre os termos.
Erram muito quando não especificam a idéia. Seus textos são muito genéricos.

Alckmin 3

Alckmin 2

Alckmin 1

terça-feira, outubro 10, 2006

PSDB 5

PSDB 4

PSDB 3


E as privatizações?

PSDB 2


Se vamos falar de erro, certos tucanos erraram e certos petistas também. Há, no entanto, uma diferença: o PT cortou na própria carne, abrindo sua ferida.
Nem todos no PT se corromperam. Nem todos do PSDB se corromperam. Há, entretanto, uma diferença: o PT não evitou as CPIs.

PSDB 1


No passado, o PSDB cometeu vários erros, e a revista Veja os denunciou. Há impurezas, também, nos tucanos, por exemplo, compra de voto para a reeleição. O PSDB impediu que houve a CPI da Reeleição, lembra?

Ique, do Jornal do Brasil (RJ)


Para mim, Ique, assim como Angeli, da Folha de São Paulo, é um dos melhores chargistas do Brasil.

sábado, outubro 07, 2006

Eleito

Nos jornais acreanos, habituou-se a escrever "eleito governador", "eleito deputado estadual". Dizem que a mentira muitas vezes repetida vira verdade.
Como não sou chegado a uma mentira gramatical, "eleito governador" é errado. Consultando Celso Pedro Luft, o Dicionário Prático de Regência Nominal registra duas preposições - "a"e "para".
O autor cita este exemplo: "Os (cidadãos) eleitos a(ou para) deputado, para (ou a) vereador". Partindo de um autor, o correto é "eleito a ou para governador ".
Nossos jornais precisam parar de mentir.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Quem nasce em Boca do Acre é...

Quem nasce em Boca do Acre é... aí quem estava na Redação do jornal respondeu "bocacrense". "Acrense" surge por causa de Acre, mas quem nasce no Acre não é "acrense", é "acreano" ou "acriano".
Assim sendo, "Boca do Acre" não cabe "acrense", mas "acreano" ou "acriano". Como há muitos revisores na Redação, incluindo Weverton e Márcio, os diagramadores, eles riram de mim, que não sou diagramador, quando disse que "bocacrense" é errado.
O uso popular determinou "bocacrense", mas um texto de jornal, quando escrito por um repórter, não pode registar "bocacrense", a não ser que a palavra tenha sido dita por uma pessoa entrevistada, por exemplo.
Bem, como revisor não é diagramador, fui consultar os livros da aéra e o dicionário do filólogo Antônio Houaiss.
No livro de Celso Pedro Luft, o correto é "mato-grossense", é "rio-branquense", é "boca-", isto é, coloca-se hifen. Na gramática de Celso Cunha, também. Na gramática de Evanildo Bechara, também. Os diagramadores discordam.
Consultando o Houaiss, encontra-se "boca-acreano" e "boca-acriano". Os diagramadores discordam.
Para não haver discórdia gramatical, A TRIBUNA publicou "bocacrense". Trata-se de um erro, mas deixei passar por causa de colegas que riram de mim.
Proporei ao dono do jornal que diagramadores sejam revisores.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Assessor ganha bem e escreve mal

Há pessoas que, por causa de suas relações pessoais com políticos, são escolhidas a dedo, só que seus dedos preocupam-se mais com a contagem do salário de gabinete e não com a prática da boa escrita.
Ganham bem para comprar roupas. Uma boa gramática não custa caro, bem menos do que vestidos. Hoje, deparei-me com um texto de gabinete.
Pergunta 1 - "O candidato (...) desponta como um dos nomes mais jovens da política local. (...), o candidato obteve nestas eleições (...) votos, alcançando a primeira suplência da Frente Popular à Assembléia Legislativa."
Por que esse acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de Assembléia Legislativa?
Pergunta 2 - "Nós fazemos uma campanha pé no chão."
É assim que se escreve?

O Rio Branco

Como revisor da TRIBUNA, cometo meus erros e os publico aqui. Hoje, no entanto, o erro saiu no jornal O Rio Branco, na capa.
"Circuito cultural do Banco do Brasil trás Alceu Valença"
Vacilo. Verbo trazer - traz.

Clayton, do jornal O Povo (CE)

segunda-feira, outubro 02, 2006

Doze anos de PT

Redação da TRIBUNA, domingo, 16h26min. À espera dos textos que serão publicados na segunda-feira (hoje), não consulto búzios e nem cartas para saber que Binho Marques, do PT, será – e é – governador do Acre. PT por mais quatro anos.
Com a oposição que Deus nos deu (obrigado, Senhor!), não há a mínima necessidade de búzios ou de cartas. O tempo presente, por si, é profético. Um tempo erguido desde que Jorge Viana deixou seu oráculo na Prefeitura de Rio Branco, projetando Binho Marques para o futuro. Esse, portanto, um dos erros da oposição: ela não sabe conjugar o verbo politizar no futuro do presente.
Nestas eleições, os adversários se perderam com denúncias incomprovadas. Se, em Rondônia, a Polícia Federal pega e prende; se, em São Paulo, a Polícia Federal pega e prende alguns petistas que deformam o partido, a oposição acreana não vê o mesmo aqui.
A oposição só aprende a contar: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 anos de governo petista. E, caso seja reprovada nas próximas eleições, a dança dos números continuará: 13, 14, 15, 16 anos. O tempo, para alguns, não ensina - humilha.
Pelos quatro anos que hão de vir, o governo do Partido dos Trabalhadores - tenho certeza! - buscará edificar o melhor, o mais elaborado, porque está em curso o que não pode retroceder, por exemplo, a educação.
Qualificar o ensino de língua portuguesa e de matemática representa, antes, tornar visível o que ocorre entre as quatro paredes da sala de aula para que possamos vê-la com seus limites e com seus erros.
A sala, como bem disse a secretária de Educação, a professora Maria Correa, é uma “caixa-preta”. O atual governo precisará abrir essa caixa, isto é, precisará saber não só o que é lecionado em sala, mas como é lecionado. A sala necessita ser exposta.
Para tanto, o PT dos próximos quatro anos deverá promover uma nova gestão, uma nova estrutura escolar, porque só os conselhos escolares não darão respostas a um ensino que deseja ser qualitativo.
À medida que isso ocorra, à medida que outras transformações surjam, restará à oposição catar no tempo as migalhas de sua própria história; sobrar-lhe-á tão-somente a dança dos números: 12, 13, 14, 15, 16 anos de governo petista, no mínimo.

sábado, setembro 30, 2006

13inho

Quando eu atualizar este blog na segunda segunda-feira, o novo governador do Acre se chamará Binho Marques (PT), da Frente Popular. E digo mais: serão 16 anos de PT neste Estado.
Mais uma vez, a oposição perdeu por causa de seus limites, por causa de sua verborréia presa a um Acre que, aos poucos, deixa de existir. Ela precisa se ver no espelho da história.
E, para a situação ficar pior, essa oposição assistirá, mais uma vez, às transformações no Acre por mais quatro anos.

sexta-feira, setembro 29, 2006

No jornal

Há repórter que escreve "ter pago". Errado. Escreva "ter pagado".
Jornal O Rio Branco - "Bancários voltam a grevar dia 5". Existe registro do verbo "grevar"? No dicionário Houaiss e no Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, não há sinal desse verbo. Não existe.
O correto é "bancários voltam à greve no dia 5".

quinta-feira, setembro 28, 2006

Ainda Sobre Cicarelli

CONTARDO CALLIGARIS
Um filme de amor

O interesse pelo vídeo de Cicarelli revela que somos sobretudo frustrados no amor À FORÇA de receber links para o vídeo de Daniella Cicarelli, acabei dando o clique e assisti ao filme. São quatro minutos e meio, editados a partir de duas horas de gravação e entrecortados por subtítulos, que introduzem diferentes momentos do convívio do casal.
Os subtítulos são em castelhano. Normal, visto que os fatos aconteceram na Espanha, e o "paparazzo" era espanhol. Mas as frases, numa língua estrangeira e próxima, facilitam, para o espectador brasileiro, uma atitude irônica e zombadora, como se pertencessem a um português macarrônico.
De fato, nas conversas destes dias, o vídeo é sempre evocado com um tom maroto e, sobretudo, burlesco. À primeira vista, o cômico parece servir para que o espectador esqueça a posição (incômoda e envergonhada) que ocupa: a de uma criança com o olho colado no buraco da fechadura ou, pior, a de um adulto salivando à vista de frutos proibidos.
Digo logo: suspeito que o cômico, neste caso, proteja o espectador de um outro incômodo, maior e, de certa forma, mais triste. Falando em frutos proibidos, é importante salientar que o vídeo não é nada "ousado".
Um sujeito que estivesse procurando por pornografia na internet certamente o descartaria sem hesitação e encontraria, com facilidade, imagens bem mais explícitas. Alguém dirá que o interesse pelo vídeo depende unicamente do fato de que uma "celebrity" seria assim "exposta".
Os títulos (infames) que acompanhavam os e-mails com o link iam nesse sentido. Algo assim: olhe só, Fulana está "dando" na praia... Ou seja, os brasileiros seriam fascinados pela "descoberta" de que uma "celebrity" e um lindo moço se desejam, beijam-se, acariciam-se etc. Essa cena nos ofereceria a certeza confortante de que os deuses do Olimpo não são muito diferentes da gente.
Seria um pouco como uma foto de Lula ou de Alckmin mordendo um sanduíche cheio de mostarda e ketchup ou entrando com urgência num banheiro. "Te peguei!". Pois é, não acredito em nada disso. Por duas razões. Primeiro, o vídeo nos mostra um casal que não tem nada de "jet-set". Eles não estão num iate na Sardenha nem numa enseada de sua ilha privada. Estão numa praia qualquer.
Tomam um refresco, comem um sorvete, tiram aquela foto que todos já tiramos, esticando o braço e recuando as cabeças para pegar o sorriso dos dois. Há um momento em que a moça puxa os cotovelos do moço para que ele a abrace; o gesto é comovedor de tão familiar.
Segundo, o distanciamento (facilitado pelos subtítulos irrisórios) mostra o seguinte: o espectador se arma de uma boa pitada de cômico para encarar uma visão que, sem isso, poderia magoá-lo (em geral, rir é um jeito de afastar de nós algo que preferimos ignorar). E acontece que, neste caso, o que queremos afastar certamente não é uma extravagância sexual, explícita ou implícita, pois o vídeo não é de sexo; é um vídeo de amor, um excelente vídeo de amor.
Ele poderia ou deveria ser proposto como exemplo nas escolas de cinema, não por suas qualidades técnicas, mas porque é raro que os cineastas consigam mostrar tão bem os gestos do desejo entre duas pessoas que se gostam muito e que se amam (que seja por uma semana, um ano ou uma vida, tanto faz). A delicadeza dos beijos, dos toques, dos abraços do casal falam de um momento de felicidade amorosa que é o verdadeiro "escândalo" do vídeo.
É contra essas imagens de amor que o título chulo e os subtítulos irônicos protegem o espectador, guiando-o para que se convença de que ele está assistindo a alguma devassidão ou se divertindo ao constatar que uma "celebrity" fez "aquilo" que nem a gente. Sem esse desvio da atenção, o vídeo seria, para quase todos os espectadores, tocante e talvez intoleravelmente triste.
Por quê? Simples: alguns podem ser frustrados no sexo, outros podem ser invejosos e estar a fim de dar um pontapé nos pedestais que eles mesmos erigem, mas muitos sentem a falta da delicada intimidade do desejo sexual quando ele acontece entre dois que se gostam e se amam -muitos são frustrados no amor.
Com a ajuda de título e subtítulos, em suma, o tom burlesco dos comentários destes dias serve para que a gente não perceba o que, de fato, o "paparazzo" filmou: uma cena que, ao ser enxergada, produziria em nós a descoberta dolorosa de nossa carência. Pois não se trata de um momento de sexo, mas de uma tarde de amor.

Angeli, da Folha de São Paulo


Nunca foram santos.

Clayton, de O Povo (CE)


Os traços sutis da inteligência.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Cicarelli

Performance anônima

A dinâmica do espetáculo depende do consumo de conteúdos irrelevantes

JULIANA MONACHESI - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Imersos no cotidiano de uma vigilância constante, seja por câmeras de segurança, seja por câmeras fotográficas embutidas em celulares e demais apetrechos que capturam imagens em vídeo, presentes em absolutamente qualquer reduto habitado do planeta, seríamos todos performers, encenando nossas ações no mundo?

O episódio envolvendo a apresentadora da MTV Daniella Cicarelli nesta semana -um vídeo veiculado no You Tube que em poucas horas atingiu picos de "nanoaudiência"- levanta esta e outras questões a respeito dos fenômenos midiáticos em tempos de sociedade do controle e do espetáculo.

Em entrevista à Folha, a professora da Pontifícia Universidade Católica de SP e teórica de novas mídias Giselle Beiguelman fala sobre o tema e sobre a diferença entre produtos da dinâmica do espetáculo e obras de artistas que se nutrem do fenômeno para criticá-lo, como é o caso do vídeo "Uma", do artista plástico Caetano Dias, exibido no 1º Festival Latino-Americano de Cinema de São Paulo, em julho deste ano, e que será apresentado na Paralela 2006, em SP, em outubro.

Registro de um casal que transa no mar, alheio à grande movimentação na praia de Guarajuba, na Bahia, o vídeo acompanha o princípio de conversa entre uma mulher negra e um homem branco, o encontro e o abandono. A investida poética de Caetano Dias trata da espetacularização das patéticas performances humanas.

FOLHA - O vídeo da Daniella Cicarelli com o namorado em uma praia na Espanha se torna, em questão de horas, objeto de interesse de milhões de internautas, sem que se saiba quem filmou. O fenômeno midiático na era da internet é necessariamente sem autoria e de propriedade coletiva?
GISELLE BEIGUELMAN - O anonimato dos produtores de mídia é uma constante na história das comunicações de massa. "As Ilusões Perdidas", de Balzac, publicadas no século 19, são um excelente ponto de partida para essa reflexão. Quantas pessoas sabem o nome do diretor do "Jornal Nacional"? O que a internet tem de diferente de outras mídias é que nela regimes de autoridade, e não de autoria, podem ser questionados e o fato de explicitar que o espectador não é um legume. É crítico e cúmplice.

FOLHA - Pode-se afirmar que o vídeo atualiza o conceito de performance? Ou seja, dado que vivemos em um mundo mediado, um casal namorando em uma praia cheia de gente está, necessariamente, encenando suas ações?
BEIGUELMAN - Não podemos confundir superexposição com performance. Vivemos uma experiência cotidiana tão mediada por câmeras e telas que o ato mais banal assume contornos de encenação programada. Nem a performance é isso nem me parece que o gesto do casal tivesse esse cunho. Há quem diga que foi tudo armação. Pode ser. Mas aí voltamos à sociedade do espetáculo e tudo fica claro, numa espécie de tributo e atualização de uma das máximas de Andy Warhol. Segundo esse expoente da arte pop, no futuro, todos teriam 15 minutos de fama. A internet alargou esse campo, possibilitando que todos possam ser célebres com alguns cliques. Se isso for verdade, performática, então, foi a ação de quem viu, gravou e publicou um material com conteúdo irrelevante e que foi notícia durante toda a semana.

FOLHA - Com a proliferação de tecnologias capazes de registrar e difundir qualquer tipo de informação (sejam texto, fotografia ou vídeo) em tempo real, existe diferença entre as esferas pública e privada? Celebridades midiáticas têm privacidade na sociedade hipermidiática?
BEIGUELMAN - É preciso diferenciar notícia de informação. Os meios hoje permitem grande capacidade de produção e difusão de notícias, mas não necessariamente de informação. A dinâmica da sociedade do espetáculo, analisada por Guy Debord, pensador fundamental do século 20, e ironizada por Fellini em "La Dolce Vitta" depende do consumo de imagens e de uma disponibilidade de alguns para ser protagonista desse espetáculo.Estamos falando de mercado. Em nosso contexto, mediado por câmeras, mensageiros on-line, cartões de fidelidade, o que temos é a consolidação da sociedade de controle, o estado de vigilância distribuída, no qual a privacidade se torna uma mercadoria de luxo, que nunca será entregue na sua totalidade.

FOLHA - A obra de Caetano Dias, que flagra um casal em situação idêntica à de Cicarelli, dá margem a que se veja o vídeo que circulou no You Tube como jornalismo ou arte?
BEIGUELMAN - O vídeo de Cicarelli que circulou no You Tube, em si, é apenas sintomático do tipo de sociedade do espetáculo e da vigilância distribuída em que vivemos. Não é arte nem jornalismo. Já o de Caetano Dias assim como os auto-retratos manipulados da fotógrafa Helga Stein se nutrem desse sintoma para banalizá-lo de uma forma tão extrema que operam sua crítica. O que os distancia do vídeo que circulou no You Tube é que agenciam sentidos e relações cognitivas, ao contrário do primeiro, que pretende participar da dinâmica do espetáculo e da sociedade de controle.

FOLHA - Quais os parâmetros para definir o que é hoje um fenômeno midiático?
BEIGUELMAN - O fenômeno midiático está sempre associado ao domínio rigoroso da mecânica de um meio de comunicação e ao reconhecimento do contexto de veiculação. Basta lembrar do impacto da transmissão de "A Guerra dos Mundos", pelo grupo de radioteatro de Orson Welles, em 1938. Sem a situação de tensão da Segunda Guerra e sem o domínio técnico e de conteúdo do rádio, jamais conseguiria mobilizar um país como mobilizou.Na era da internet, há uma certa flexibilização dos canais de comunicação. Não é mais necessário trabalhar na CBS, como o grupo de Welles, mas ainda é preciso eleger o canal correto de divulgação e ter a expertise de saber o que pode vir a ser notícia ou, pelo menos, fato passível de consumo.

sábado, setembro 23, 2006

A Superficialidade das SuperficialidadeS

Enquanto em outros estados, candidatos debatem sobre aspectos bem específicos da educação, no Acre, levitamos por causa da superficialidade.
Nem tocaram na gestão escolar.
Na escola Heloísa Mourão Marques, a diretora, professora Lúcia, e o coordenador de ensino, professor Walmir, permitem, com o corpo docente, uma outra forma de relação profissional entre professores.
Hoje, iniciou-se a construção dos Conselhos de Disciplinas. Em plenária, os professores aprovaram isto:
1º - Esses encontros pedagógicos baseiam-se na Lei de Diretrizes e Bases, em seu título VI, Dos Profissionais da Educação, artigo 67, inciso V;

2º - Encontro entre professores da mesma disciplina duas vezes por mês (1º sábado e 3º sábado);

3º - Elaborar conteúdo e prática pedagógica específica para alunos do 3º ano, porque o último ano do ensino médio deverá ser destinado ao pré-vestibular da Universidade Federal do Acre e ao Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM);

4º - Professores-coordenadores administrarão as reuniões de áreas pelo período de seis meses ou um semestre do ano letivo;

5º - As reuniões serão registradas e o conteúdo será aprovado em ata;

6º - Por meio do registro em ata, a coordenação deverá fiscalizar seu cumprimento e cobrar resultados;

7º - Os Conselhos de Disciplinas serão compostos pelos professores e pela coordenação de ensino e serão subordinados ao Conselho Escolar;

8º - Plano de curso não deve ser uma ação isolada do professor, mas uma prática elaborada pelo corpo docente da área, e os planos de aula surgirão a partir de um diálogo entre os professores das áreas, tendo como base os planos de curso.
Marcamos para o dia 7 de outubro um encontro sobre aspectos específicos, quais sejam:
1º - Criar atividades lúdicas, por exemplo, para a realização aos sábados de uma Gincana do Conhecimento e criar atividades pedagógicas fora da sala de aula;

2º - Criar um modelo de prova, modelo de teste e modelo de trabalho de pesquisa e elaborar um processo avaliativo que implica a prova, o teste e o trabalho de pesquisa; e

3º - Criar os planos de curso para o 1º ano, o 2º ano e o 3º ano, sendo que o 3º ano será destinado ao vestibular da Universidade Federal do Acre e para o Exame Nacional de Ensino Médio.
________________________

Em 23 de setembro de 2006

1. Nesse dia, professores da manhã, professores da tarde e professores da noite, da Escola Heloísa, aprovaram os Pontos Gerais;

2. Para os Pontos Específicos, os professores provaram o valor 6 para a prova de N1 e de N2;

3. Escolheram 7 de outubro para que os professores da mesma disciplina possam dialogar e definir por escrito sobre a natureza da prova;

4. Sobre a forma como a prova de N1 e a prova de N2 serão aplicadas;

5. Sobre os Planos de Cursos do 1º ano; e

6. Sobre a natureza da prova e sobre a aplicação dessa prova para o 3º ano, visando o pré-vestibular da Ufac e o Enem.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Introdução que dói

Minha nossa, tem repórter que escrevinha para furar o olho do revisor. Leia com atenção e com muita paciência esta estocada.
"Será realizado hoje às 19:00h, na Concha Acústica do Parque da Maternidade, o primeiro "Canto, Vida e Visão", evento que reúne teatro, música e dança e tem como objetivo levar a mensagem do evangelho e contribuir para restauração das vidas de centenas de jovens, crianças e adultos que hoje encontram-se no mundo das drogas, violência e prostituição através da arte e da cultura cristã, de forma a atrair a atenção dessa geração para música, teatro, pintura e outras atividades lúdicas, por meio das quais serão apresentadas mensagens cristãs, de auto-estima, valorização da família e princípios éticos de conduta social, de forma itinerante em praças e locais públicos. Os eventos serão realizados sempre em locais públicos, por artistas voluntários. São músicos, atores de teatro, palestrantes e poetas, daí “canto, vida e visão.”
Fechando o jornal, aparece essa introdução. Como dói. Pensei em suicídio, mas desisti, tenho algumas dívidas para pagar.
Além disso, não sou gay para agüentar uma introdução como essa. Sou revisor.
Que o Senhor Deus ilumine a escrita dessa repórter, amém!

quinta-feira, setembro 21, 2006

Abacaxi com Picanha



Paixão, do jornal Gazeta do Povo (PR)

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Hoje, à tarde, uma repórter de uma TV local vacilou. Em seu texto, ela disse "granditude".
Fui ao dicionário do Houaiss e NÃO encontrei a palavra. Repórter de TV erra e não é pouco.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Um JesuS que TiroU o Fiel da EscolA

Ontem, depois do trabalho, fui a um pequeno mercado para comprar pão de forma. Antes, um jovem, moreno, pediu, com educação, a minha atenção.
- Por favor, posso falar com o senhor?
Parei e dei a ele a minha insignificante atenção.
- Só Jesus nos salva, por isso convido a sua pessoa para comparecer à nossa igreja e fazer parte da sessão do descarrego e tocar no manto sagrado. Só Jesus salva. Se o senhor estiver doente, triste, com depressão, o Senhor Jesus vai salvar.
Sem querer incomodar a crença do jovem, disse a ele que compareceria no domingo.
- Venha, o senhor irá gostar.
Peguei meus pés e fui comprar meu pão de forma, mas fiquei pensando na fé do rapaz. Na volta, perguntei seu nome e idade. Tinha 17 anos. E seus estudos?
- Senhor, eu não terminei meus estudos. Para falar a verdade, deixei tudo em nome de Jesus, meu Salvador.
- Olha, eu iria vir aqui no domingo, mas, depois que você me disse que largou seus estudos, não virei mais, porque não compactuo com um Jesus, o seu, que deseja sua ignorância.
Virei as costas e fui embora.

terça-feira, setembro 19, 2006

Prefeitura de Rio Branco

"Juntos, a gente faz mais"
Aqueles que administram a coisa pública deveriam ter atenção dobrada, porque esse poder, em um país com pouca escolaridade, pode dar um péssimo exemplo quando o assunto é LÍNGUA Portuguesa.
O slogan "Juntos, agente faz mais" revela uma prefeitura que faz, mas, quando a questão é concordância, não faz o correto.
Seria correto se fosse "juntos, nós fazemos mais". Entretanto, como existe "a gente", o correto é "junto, a gente faz mais".
A gente não faz "juntos". A gente faz "junto". A gente faz "unido", e não "unidos". Nós não fazemos "unido". Nós fazemos "unidos".
Não tenho dúvida de que a prefeitura do PT faz uma política pública correta, mas, quando o assunto é gramática...

sábado, setembro 16, 2006

Admirável Mundo Novo 2



Na escola Heloísa Mourão, leciono Literatura, Leitura, Gramática e Redação, havendo duas aulas para cada disciplina durante a semana.
Para a aula de Leitura, escolhi o livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, a fim de apresentar aos alunos o realismo-naturalismo atual.
Infelizmente, a Literatura, na escola, ainda, fixa-se no naturalismo do século 19.
Com o livro de Huxley, depois passarei os filmes Matrix (1) e Código 46, porque defendo a idéia de usar filme como extensão de uma leitura desde a época em que eu lecionava no Rio de Janeiro, no Souza Marques, isso em 1990.
Com esse livro e com esses filmes, o realismo e o naturalismo se atualizam, apresentam-se de forma muita mais acabada e perversa.

Admirável Mundo Novo 1


Americana é primeira a receber braço "biônico"

Jason Read/Reuters

Claudia Mitchell e seu braçoPrótese se mexe com precisão, guiada pela mente

Folha de São Paulo

Pesquisadores dos EUA desenvolveram aquilo que eles anunciam como os primeiros membros "biônicos", controlados pela mente. As próteses foram instaladas em dois pacientes e apresentadas nesta semana pelo Instituto de Reabilitação de Chicago.Uma das pacientes é a ex-marine Claudia Mitchell, 26.
Ela perdeu os braços em um acidente de moto em 2004. O primeiro amputado a se beneficiar dos braços biônicos foi Jesse Sullivan de 59 anos, que recebeu a prótese quatro anos atrás.Ele pensa, "feche as mãos" e sinais elétricos são enviados através de nervos cirurgicamente reorientados.
A tecnologia que produziu os braços biônicos tem sido desenvolvida há mais de cinco anos, com financiamento do Darpa (sigla em inglês para Projetos de Pesquisa Associados à Defesa), do Pentágono.
Ela se baseia em grande parte nas descobertas seminais do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke (EUA). Ele foi o primeiro a fazer uma macaca mover um braço mecânico usando somente a força do pensamento.
No caso de Mitchell, por exemplo, os nervos que controlavam seu braço amputado foram retirados do ombro e conectados a nervos na musculatura peitoral. Após alguns meses, eles cresceram no tecido muscular.
Depois, eletrodos conectados a uma placa no ombro foram usados para detectar impulsos emitidos dos nervos para o músculo e daí ao braço.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Matar & Matar

Atirador canadense se definia como 'Anjo da morte'

Publicada em 14/09/2006 às 15h48m

MONTREAL - O atirador que abriu fogo em uma escola secundária de Montreal, matando uma mulher e ferindo outras 19 pessoas na quarta-feira, referia-se a si mesmo como o "anjo da morte'', segundo o diário que mantinha na internet.

A polícia confirmou nesta quinta-feira que o atirador, que morreu no local do incidente de quarta-feira depois de um tiroteio com a polícia, chamava-se Kimveer Gill, tinha 25 anos e morava em um subúrbio da cidade canadense.

Em website dedicado à cultura gótica, Gill disse que seu lema era “Viva rápido, morra jovem e deixe um corpo mutilado”.

Ele usava o apelido “Trench”' e também escreveu no site que adorava armas e odiava as pessoas.

Testemunhas do incidente, que aconteceu no centro de Montreal, disseram que o atirador usava um casaco preto comprido e botas, e tinha o cabelo cortado no estilo moicano.

Autoridades da área de saúde de Montreal disseram que, dos 19 feridos, seis estavam em estado grave e dois corriam perigo.

O ataque aconteceu no Dawson College, uma faculdade de língua inglesa com cerca de 10 mil estudantes entre 16 e 19 anos, no coração de Montreal, a segunda maior cidade do Canadá.

Em seu blog, escrito em inglês, Gill publicou várias fotos que o mostravam com armas e uma faca, e com o cabelo no estilo moicano. Uma das fotos mostra o homem, que era alto e magro, com um casaco preto comprido e segurando um fuzil automático e com a legenda: “Pronto para a ação”. “A raiva e o ódio fervem dentro de mim”, diz outra legenda de foto.

Uma outra imagem mostra-o com uma arma automática preta descrita por ele como uma carabina semi-automática CX4 Storm. Em outra, ele diz: "Acho que tenho uma obsessão por armas.''

A estudante não resistiu a ferimentos e morreu no hospital. As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região com ferimentos na cabeça, no abdômen, no peito, nas pernas e braços. (Pânico na Dawson College) .

“Eu pude vê-lo disparar várias vezes. Corri para uma sala de aula. Era como em um filme”, disse o aluno Michael Boyer à TV CBC. “Ele tinha menos de seis pés de altura (1,80m), mas não pude ver seu rosto, estava completamente coberto”.

Robert Soroka, que dá aulas na faculdade, disse que estava no quarto andar quando ouviu os disparos. Correu imediatamente pelo corredor e disse aos outros professores que mantivessem os alunos nas salas e fechassem as portas.

“Esta poderia ser uma situação péssima, se acontecesse cinco minutos depois, quando os alunos estariam saindo das salas durante o intervalo” afirmou.

Segundo Soroka, o incidente começou às 12h45m (13h45m em Brasília) e os tiros continuaram por meia hora. Ele disse ter ouvido pelo menos 20 disparos.

Atirador disparou sem aviso
Segundo testemunhas, o atirador estava todo vestido de preto, tinha um rosto “gélido” e abriu fogo sem avisar. Ele teria começado o ataque fora da escola, entrado pela porta da frente e continuado a atirar lá dentro.

“Ele não disse nada. Tinha o rosto gélido como pedra, não havia nada em seu rosto, ele não gritou nenhum slogan nem nada. Ele só começou a disparar. Era um assassino a sangue frio”, disse o estudante Soher Marous.

Uma jovem disse, chocada, que havia saído para fumar com amigos quando o ataque começou.

“Tinha um cara andando com um sobretudo preto e botas pretas enormes, com esse corte de cabelo maluco e uma enorme arma. Ele estava descendo [a rua] em plena luz do sol com a arma, ninguém disse nada a ele, e aí começou a atirar”, contou ela à emissora CBC.

“Ele atirou nas pessoas bem ao nosso lado. Todo mundo estava correndo, nós nos escondemos nos arbustos, havia destroços voando das balas que caíam ao nosso lado. Vimos todo tipo de gente sendo baleada do lado de dentro”, contou.

A moça disse que o atirador era branco, cerca de 20 anos, e parecia um “esterótipo, com o longo casaco preto e cheio de tachas, piercings, coisas assim”.

O aluno Soher Marous estava saindo quando o homem entrou.

“Eu estava na porta da frente e vi esse cara com sobretudo e botas do Exército, e ele tinha um fuzil de duas coronhas. Eu o vi abrir fogo - paf, paf, paf - e aí todo mundo começou a correr”, relatou ele à CBC.

“Corremos para a porta da frente e ele veio atrás de nós. Ele estava alguns metros atrás”, disse Marous, que contou ainda ter tentado alertar outros alunos ao fugir.

Outro aluno, Michael Boyer, disse que estava no corredor esperando uma aula quando viu o pânico.

Marous afirmou que ficou sem ação ao ver o incidente e que só se salvou porque um amigo insistiu que ele corresse.

“Na verdade, é difícil, naquela situação, reagir como se deve. Eu fiquei hesitando, nunca tinha ouvido um tiroteio antes, não sei o que é isso.”

SignO

Bem antes de Mikhail Bakhtin (1895-1975), Nietzsche, que lecionou filologia, revelou o poder NO signo lingüístico.

Como exemplo, ele citou o significante “bom” com seu duplo sentido. Para as classes sociais incultas, sem poder, usava-se “bom” na Alemanha para dizer que alguém era “dócil”. Para os que detinham poder, “bom” era todo aquele que fosse “guerreiro”.

Genealogia da moral”, eis a obra desse que influenciou o futuro.

Mais tarde, no século 20, Volochinov ou Mikhail Bakhtin publica “Marxismo e filosofia da linguagem” em 1929. No capítulo 1, página 32, lê-se que “o signo lingüístico pode distorcer a realidade”.

O signo “bom”, acima, distorce. Com esse exemplo de Nietzsche, Bakhtin completa anos mais tarde: “O signo se torna a arena onde se desenvolve a luta de classe.”

LITERATURA

Em sala, a Literatura caducou. Períodos de época reduzem o literário ao funcional há anos. Na faculdade de Letras, alguma professora-doutora reproduz o historicismo, condenado há anos por professores de História.

Ainda fala-se de características do Barroco. Em sala, o professor de Literatura precisa pensar os signos segundo Nietzsche, segundo Bakhtin. Qual o sentido e a função do conceito sensível, por exemplo?

A pergunta existe, porque sensível pertence ao Barroco. E em que fonte doce irei beber esse conceito? Não outro, ele: Merleau-Ponty.

O professor, mesmo no ensino médio, deve ler e reler esse autor para compreender o conceito sensível, termo tão importante no mundo atual.

Em outras palavras, sensível não é uma característica do Barroco, mas um signo que, se não for estudado, “pode distorcer a realidade”.

quarta-feira, setembro 13, 2006

CruzCruzCruz&SouzaCruzSousa

Na escola Heloísa Mourão Marques, novas turmas: A e B, ensino médio. No primeiro dia, reparei que há muitos alunos atentos. O pessoa participa.
Em Literatura, saí há anos dos estilos de época. Apresentei uma poesia de Cruz e Sousa, Grande Amor, para, primeiro, buscar o significado das palavras no dicionário e, depois, buscar o sentido delas no texto.
O signo, por meio de textos, deve ser repensado, porque, segundo Bakthin, o signo, mais do que significado, tem função.
Quais são as características desse estilo de época? Não respondo, pois rejeito a pergunta. Nego a instrumentalização da Literatura em sala de aula.
Grande Amor
Grande amor, grande amor, grande mistério
Que as nossas almas trêmulas enlaça...
Céu que nos beija, céu que nos abraça
Num abismo de luz profundo e céreo.


Eterno espasmo de um desejo etéreo
E bálsamo dos bálsamos da graça,
Chama secreta que nas almas passa
E deixa nelas um clarão sidéreo.


Cântico de anjos e de arcanjos vagos
Junto às águas sonâmbulas de lagos,
Sob as claras estrelas desprendido...


Selo perpétuo, puro e peregrino
Que prende as almas num igual destino,
Num beijo fecundado num gemido.


Como estou trabalhando essa poesia em sala de aula, escreverei na próxima atualização.

Divisão entre as Partes

Há professor de cursinho de pré-vestibular que, em sala de aula, afirma "número de linhas não importa". Se lesse Redação e Textualidade, por exemplo, não diria isso.
Número, sim, são importantes. Não se escreve uma introdução com duas linhas, porque, além da idéia, é preciso haver elaboração dessa idéia. Ora, não se elabora uma introdução, apenas, com duas linhas.
Se a dissertação tem 30 linhas, repare na divisão:
Introdução - 5 ou 7 linhas;
Desenvolvimento 1 - 10 ou 8 linhas;
Desenvolvimento 2 - 10 ou 8 linhas; e
Conclusão ou solução - 5 ou 7 linhas.

Somadas, teremos 30 linhas. O professor precisa ler mais.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Outra introdução de aluno

O título,
Que País e esse

Hoje no Brasil vivemos a mais vergonhosa corrupção no plenário brasileiro, o mensalão. Que se resume em tirar dinheiro de um povo humilde onde luta todos os dias para ter uma vida digna, tendo educação e saúde.

  1. Incrível como alunos do ensino médio não sabem usar a vírgula;
  2. "No Brasil vivemos (...) no plenário brasileiro." Não pode ser plenário marciano;
  3. "Que se resume." Quem disse que na introdução deve haver resumo?;
  4. "Onde." Não há, antes de "onde", um lugar para se haver "onde". Uso errado do "onde";
  5. E o título?

sábado, setembro 02, 2006

CopEVeCoPevEcOpEvECOpeVE

Após anos, muitos anos, a Copeve deveria levar em consideração o que Maria da Graça Costa Val escreve em Redação e Textualidade, editora Martins Fontes.
Uma redação não pode se reduzida à gramática e às suas organizações interna e externa. Antes do como se escreve, o autor precisa saber o que escreve. A Copeve deve considerar a análise da informatividade.
"A informatividade é entendida pelos estudiosos como a capacidade do texto de acrescentar ao conhecimento do recebedor informações novas e inesperadas."
Longe disso, os textos de nossos alunos ecoam a voz do senso comum. Não são mais previsíveis, porque 1 + 1 = 2. Para dissertar, a Copeve poderia exigir leitura de ótimos textos em revistas e em jornais.
Essas revistas e esses jornais poderiam ser selecionados, e o aluno, para elaborar um conteúdo, deveria, antes, ler, ler, ler, ler, ler, ler.
Por exemplo, no jornal Folha de São Paulo, aos domingos, publica-se o caderno Mais! e, por causa de sua importância, o aluno deveria lê-lo para que depois um tema fosse escolhido pela Copeve.
Leitura antes de escrever. Antes da gramática ou da organização, o conteúdo. Há entre nós, muitas frases feitas, muitas afirmações sobre o óbvio.
Sobre a violência em São Paulo, um aluno escreveu isto em sua introdução.
A metrópole dos criminosos
O Brasil inteiro está com os olhos voltados para a metrópole São Paulo, onde a população está literalmente nas mãos dos criminosos. A cidade tranformou-se num caos total, onde pessoas são feitas vítimas a todo momento e ônibus são queimados; uma cidade onde até os presos mandam, ou seja: submissão.
  1. Peca-se quando generaliza. O Brasil inteiro não está com os olhos voltados para São Paulo. Em maio deste ano, as emissoras de TV transmitiram a falta de segurança por que passou São Paulo;
  2. A população não está literalmente nas mãos dos criminosos, porque 40 milhões de habitantes não cabem nas mãos dos criminosos. Quando se escreve literalmente, significa valor denotativo e não conotativo. Literal, letra, isto é, exato, ao pé da letra;
  3. A cidade não se transformou em um caos total. O aluno precisa especificar e, para tanto, deve ler o que se escreve em ótimas revistas e em ótimos jornais.