sábado, março 16, 2013

Rede social não é para isso. Aprenda

  • Marcos, vamos debater a ideia. O Face é ótimo espaço para isso. Não é de seu feitio permanecer indiferente a um anônimo como eu.
  • Marcos Afonso · 20 amigos em comum
    Amigo Aldo Nascimento... Você está fora do Acre há certo tempo... Compreendo sua preocupação... Mas repito o que já te escrevi: nós, na Biblioteca da Floresta estamos fazendo MUITO mais do que você está propondo... Você nem tem ideia... Abraços!...
  • Aldo Tavares Marcos, meu amigo, estou fora há 6 meses e morei no Acre durante 20 anos e 6 meses. Estive na linha de frente da educação durante 20 anos de minha vida e, como professor EM SALA, não há relação entre escolas e bibliotecas no que diz respeito à LEITURA e à ESCRITA.
  • Aldo Tavares Eu não falo de MUITO MAIS DO QUE VC ESTÁ PROPONDO. Quero me prender à natureza da biblioteca, que é LEITURA e ESCRITA.
  • Aldo Tavares Essa é a sua natureza. E, quando digo leitura, diigo no sentido clássico, ou seja, livro. Não falo do MUITO MAIS, falo do que é próprio da biblioteca, que é DISSEMINAR A LEITURA E A ESCRITA na rede pública.
  • Aldo Tavares O conforto de ler não pode se reduzir à biblioteca pública, mas tbm às escolas públicas. Ora, sendo amigo do governador, vc, na condição de diretor de uma biblioteca, deveria lutar para que nas escolas públicas alunos de uma certa classe social tenham salas de leitura. E, se há salas de leitura, elas devem ser confortáveis. Isso deveria ser uma luta TAMBÉM sua.
  • Marcos Afonso · 20 amigos em comum
    Amigo Aldo, você precisa descansar...
  • Aldo Tavares Acho que fui muito claro. O conceito de biblioteca mudou muito. O conceito de bibliotecário tbm mudou. Proponho a leitura de alguns livros, mas começo com este pequeno: "O direito de ler e de escrever", da venezuelana Silvia Castrillón.
  • Aldo Tavares Perguntar-lhe-ei o óbvio: já reparou que governos propagam na televisão estradas e viadutos e não propagam leituras? Se o teu governo propagasse leitura, seria o germe de uma transformação. Digo germe porque é preciso transformar a concepção anacrônica de biblioteca.
  • Aldo Tavares Marcos, obrigado por ter ofertado a palavra. Vc não ficou congelado em seu lugar. Mostra-se aberto a críticas. Assim como tantos outros, vc é um desses acrianos que deixam boas memórias em mim. Eu o admiro com o seu jeito franciscano de falar.
  • Aldo Tavares Um abraço fraterno em teu destino.
  • Aldo Tavares DESCANSAR? Companheiro, a luta não continua? Ainda pulsa muita injustiça, muita coisa errada com o dinheiro público. DESCANSAR?! Marcos, só a morte me descansa. Enquanto houver palavra, busco lutar para além do meu conforto.
  • Marcos Afonso · 20 amigos em comum
    Amigo Aldo... Até os grandes guerreiros precisam descansar... Quando eu morrer, meus átomos descansarão desta minha atual composição... Enquanto isso, eu, você, vamos fazendo o que é possível, factível e realizável... É nesse sentido, entende?... Por v...Veja mais
  • Arthur Ramos Para mim, parece um contrasenso ouvir o combativo e incansável Marcos Afonso aconselhando o descanso. Parece irônico. Mais irônico ainda é o governo impor quilos de mateiral impresso para as escolas (para o "nivelamento" das habilidades de leitura, segundo eles), sendo que ainda falta muito para tornar as escolas lugares adequados à leitura prazerosa.
  • Marcos Afonso · 20 amigos em comum
    Amigo Arthur Ramos... Bem, é uma metáfora!... Descansar é refletir, filosofar sobre os feitos e não feitos etc... Entendeu? Agora, te confesso: me deixe três dias sem dormir que eu adoeço...risos... Grande abraço!...

A palavra na Grécia Antiga

Estava de bobeira olhando as páginas de "As origens do pensamento grego", de Vermont, e revolvi deixar a seus olhos um resumo subjetivo a respeito.

Não acredito em cultura erudita em blogues ou em redes sociais, mas faço isso porque me acostumei a ser inútil.

Boa leitura!


Do livro “As Origens do Pensamento Grego”, de Jean-Pierre Vernant

Capítulo IV: O Universo Espiritual da Polis

Resumo subjetivo de Aldo Antônio Tavares do Nascimento

Entre os séculos VIII e VII, emerge na Grécia uma invenção que tomará nova forma: a palavra. Segundo Jean-Pierre Vernant, “torna-se instrumento político por excelência”. Por meio dela, domina-se; exerce-se comando sobre o outro pela força da persuasão (peithó). As relações entre os indivíduos, as relações sociais, não serão, portanto, as mesmas quando nos séculos V e IV essa invenção chega a seu auge.

Oposta à palavra do rei divino – refiro-me ao período da civilização palaciana ou da sociedade despótica -, a palavra na polis, sem o propósito de ser absoluta, possui a marca do discordante, da instabilidade, da irregularidade, ou seja, ela se encontra agora na arena do debate contraditório, em ágora. Na pólis, porque se apresenta dessacralizada a serviço da arte oratória, a palavra é discussão diante do público.

Todas as questões de interesse público deverão ser solucionadas pelos discursos entre oponentes, sendo o logos, na forma de retórica, que regula essas argumentações.
Assim, na sociedade jurídico-política ou na sociedade democrática, não há mais espaço para a palavra privada, segredada conforme o sagrado, mas tão somente para o espaço público. Isso significa que, por ser emitida aos olhos de todos, perdendo, portanto, sua função sagrada, a palavra, agora no espaço aberto, no espaço de ágora, perde sua hierarquia para se tornar comum ou democrática.

No lugar do verbo do sacerdote ou do monarca, a autoridade da lei determina que a palavra deverá ser igual para todos, da mesma maneira, sem distinção. Acima de todos, a universalidade comum da Lei, devendo, por todos, ser aceita e reconhecida.

Vindo o termo “sagrado” do verbo “separar”, a palavra na sociedade democrática, uma vez dessacralizada, não se põe à parte do que é comum a todos, não mais permanecendo preservada, guardada ou afastada do que é comum ao “poder do povo” (democracia). Assim, rompida a distância entre o sagrado e o ordinário, entre o divino e os mortais, entre o sacerdote e os fiéis e entre o rei e os súditos, o diálogo entre iguais nega a hierarquia da sociedade despótica. A fala instável dos homens em ágora, também fala enganosa, nega a fala estável do sacerdote no templo e a do monarca no palácio. A palavra torna-se isto: política, ou seja: ela deve ser comum a todos na cidade. Por ser pública, por ser política, ela, a palavra, é doxa.

Isso, entretanto, não significa a sua existência absoluta. Única. Quero afirmar que a palavra do longo período da civilização palaciana não chegou a seu fim. Ela não morreu. “O processo de divulgação faz-se por etapas”, afirma Vernant. Mesmo no plano político, o poder trilha caminhos misteriosos, secretos, sobrenaturais. Embora a Grécia encontre-se no período clássico, relações sociais na polis ainda mantêm o hábito de separar o privado do público. Por causa das necessidades humanas, o sagrado resiste, porque o público, por sua natureza universal, geral, aberta, instável, irregular, promove o distante das vicissitudes da arché ou das origens humanas. O íntimo não só pertence aos homens, mas ele é o humano.

Com efeito, paralelo ao espaço de ágora, seitas, cultos, confrarias, mistérios, enfim, grupos hierarquizados guardam a palavra que doxa não pode sequer ver ou ouvir. Mantido o secreto, escreve Vernant que “uma minoria de eleitos se beneficiará com privilégios inacessíveis ao comum”.

Para esses iniciados, a transformação só pode ser “espiritual”, não podendo caber a ela a dimensão política, porque os eleitos, os epoptas, são puros, santos: “sagrados” – estão “separados” do que é comum à cidade. Todavia, sem restrição de nascimento, sem restrição de classe, a todos que desejam conhecer a iniciação, o mistério oferece aos membros de uma seita a promessa da imortalidade bem aventurada, que era na origem concebido somente ao rei. A palavra sacralizada é publicidade entre eles, aos que pertencem a uma seita, e não mais a uma família. Sua democracia não chega ao espaço aberto de ágora, permanecendo a palavra, portanto, ao círculo da seita, da confraria.

Em ágora, como foi escrito, a palavra é irregularidade. Ora, por não ser reta, por não ser linear, a palavra em ágora é curvilínea, sinuosa, tortuosa, confusa; ela mistura pontos que não estão em uma única ou fixa direção. Posso afirmar com isso que ela está em “desordem”. Entregue, portanto, à mistura, a palavra em ágora tem a marca da impureza. Na condição de instável, a palavra é acessível a todos em ágora, mas o Sábio, quando transmite a verdade à polis, não pode reduzir a palavra somente ao ordinário, ao (des)cobrir o que se encontra sob a aparência. A palavra do Sábio não pode ser “desordem”. Dessa forma, em ágora, ele “entrega ao público um saber que proclama ao mesmo tempo inacessível à maior parte”, observa Jean-Pierre Vernant. Para que a palavra seja a revelação da verdade, para que a palavra seja reta, pura, estável, o Sábio buscará “um
conjunto de práticas e de disciplinas caracterizadas pela austeridade e pelo autocontrole do corpo e do espírito, que acompanham e que fortalecem a especulação teórica em busca da verdade”. Ele seguirá o caminho de ascese, o caminho da “pureza”. Se ele “leva o mistério para a praça pública; faz dele o objeto de um exame, de um estudo, sem deixar entretanto de ser mistério”, como escreve Vernant na página 63, o Sábio é o contradito; e a filosofia, a ambiguidade.

Tínhamos escrito que
peithó (força da persuasão), que não havia na sociedade micênica, palaciana ou despótica, manifesta-se em ágora (espaço público), porque a palavra sacralizada do sacerdote ou do rei divino cederá aos poucos - não por completo - à palavra dessacralizada, à opinião (doxa), que se manifesta na sociedade jurídico-política ou democrática. Como sabemos, no espaço público, todos igualam-se por causa de a palavra ser doxa e, dessa forma, ela é instável, irregular, sinuosa, impura, falha, desordem. Entre o público e o privado, entre a exposição e o segredo, o Sábio é a contradição. No entanto, para que a ideia de iguais (isois) prevaleça na Grécia, os séculos VII e VI serão determinantes, ou seja, aproximadamente cem anos antes da sociedade jurídico-política (século V), germina-se o valor de isonomia não pela força da persuasão (peithó), mas pela força do medo (phóbos).

Lacônico no lugar de diálogo. De Lacedemônia, também dita Lacônia, vem o adjetivo “lacônico” (breve, conciso, sucinto), isto é, oposto ao que busca persuadir, ao que busca a doxa, lacônico é aquele que fala pouco. É possível alguém falar muito diante do medo? No máximo, “o que é isso!?!?”. Depois, o silêncio, ou melhor, o silêncio da obediência.

Em Lacônia, nascem os lacedemônios ou os espartanos. Por meio deles, a noção de iguais forja-se naqueles que estão armados, os hoplitas, só que de forma diferente da aristocracia dos hippeis. Destes, surgiu o herói, o indivíduo separado do todo, porque o que contava era somente a sua façanha, o seu ato em si. Sua superioridade pertencia a ele, à unidade sem o conjunto; e daqueles, o indivíduo obediente a uma disciplina comum por causa de uma forma nova de lutar – a forma de falange. Nessa formação, os guerreiros não possuem lugar fixo, havendo, então, o deslocamento constante de posição. Não há hierarquia, mas a inconstância ou o movimento de ocupar várias posições na falange diante do inimigo. Todos, pois, igualam-se. O conjunto da falange, embora cada unidade não seja fixa, cada guerreiro, para manter o conjunto da ação, não pode ultrapassar seu limite. O conjunto depende da obediência de cada um para que a inconstância das posições seja assegurada. Nessa forma de guerrear, não importa o valor individual, prevalecendo assim a lei do grupo, do todo, do conjunto, da falange. Cada parte é igual à outra, havendo, dessa forma, equilíbrio. Cada homem da falange limita-se a essa lei, e esse temor impõe que todo soldado-cidadão curve-se à obediência.

Por causa dessa forma de lutar, a palavra, segundo aqueles nascidos em Esparta, não tem a necessidade de ser argumentação, discussão, diálogo, enganosa, política, contraditória, errante, mas sentenciosa, definitiva e lacônica. Escreve Vernant na página 72: “É na prática dos combates mais que nas controvérsias de ágora que os hómoioi se exercitam.”                                                   
            

quarta-feira, março 13, 2013

Refaça sua redação

Um ex-aluno pediu para eu analisar sua redação. Vejamo-la.

As conseqüências do aquecimento global

O aquecimento global é um dos grandes problemas do mundo que vem prejudicando a humanidade, pois vem se agravando a cada ano, tornando  o clima muito mais abafado e quente, suas causas são sempre devido a queimadas, poluições, desmatamentos e diversos outros fatores que vem  contribuindo para o seu aumento.

1.Não há sequer um ponto contínuo, e, nesse caso, o texto ficou confuso;

2. Muito comum colocar o verbo "ser" na primeira frase. O aluno precisa usar dicionário em sala de aula para encontrar, com ajuda do professor, o verbo mais adequado;

3. Como exercícios, substitua o verbo "ser" e coloque um ou mais ponto contínuo.

domingo, março 10, 2013

"Não sou burro", diz pastor Marco Feliciano

Nesta foto, o pastor esbanja simpatia

Marco Feliciano, do Partido Social Cristão, o PSC-SP, sabe que, se a fé não remover montanhas, ela remove, pelo menos, muita grana para a sua conta bancária.

O pastor-deputado federal, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, é um cristão abençoado pelo dinheiro.

Convertido à palavra de Deus(?) desde os 14 anos, Feliciano, anos depois, saiu da Assembleia de Deus para fundar seu próprio negócio, isto é, a Igreja do Avivamento, em Orlândia, interior de São Paulo.

Antes, ele serviu a outro Mal: a cocaína. Feliciano comeu o pão que o diabo amassou, sem manteiga e geleia.

Foi engraxate. Vendeu picolé.

Hoje, esse empreendedor de Cristo tem 13 empresas, digo, igrejas. O Jesus de Feliciano só coleciona carro importado 

O templo-sede de sua igreja, segundo ele, arrecada por mês entre R$ 13 e R$ 14 mil, mas jura, em nome de Deus, que esse "valor destina-se a pagar despesas".

Marco Feliciano é acusado de estelionato. Em um de seus cultos, o Jesus em que ele crê pediu a senha de um cartão de crédito de um fiel. Sabe-se que só a senha foi salva.

Esse e tantos outros fiéis pagam o dízimo, porque em uma das paredes do Templo do Avivamento escreve-se "Porque não quero que Deus me chame de ladrão".

E o que diria o apóstolo Tiago disso tudo?

Que "as vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias".

Tiago prossegue. Tesouros acumulastes, mas "eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido por fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos".

O pastor-deputado Marco Feliciano, que empresaria Deus e contabiliza a fé em Jesus, nunca leu Tiago.

Ele não é burro.

O passado de Marco Feliciano

Marco Feliciano, do Partido Social Cristão (PSC), deve ter sido escolhido pelo Mal para falar por Deus no Congresso.

Para ele, o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio, ao crime e à rejeição. Essa besta tem toda razão, por exemplo, as guerras religiosas ocorreram porque todos eram viados e lésbicas.

O crime aumentou em São Paulo porque os marginas são umas bichonas.

Como se ainda fosse ridículo e pouco, esse apóstolo dos heterossexuais declarou que "os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé".

Segundo fontes paleontológicas, a linhagem de Feliciano foi descoberta na arca de Noé. Tudo indica que são fósseis de um asno.

O homem mais rico do Acre

Irmão pede na Justiça metade da fortuna bilionária do homem mais rico do Acre

Assem Neto
Do UOL, em Rio Branco

O desempregado Clealdon Matos Moura pede na Justiça metade da fortuna que seus advogados estimam em R$ 1 bilhão, controlada pelo irmão, o empresário Roberto Alves Moura, considerado o homem mais rico do Acre. Pelos valores envolvidos, trata-se da maior ação em curso no Judiciário acreano.
A ação, movida em julho de 2012, na 3ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, pede a nulidade de uma alteração contratual que Roberto Moura, natural de Tarauacá (AC), é acusado de falsificar.
Segundo o advogado de acusação, Maurício Hohenberg, a falsificação teria ocorrido em 1984, um ano após os irmãos concretizarem uma sociedade. 
A Central Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares LTDA nasceu com 10 mil quotas divididas em partes iguais, tendo sido a primeira razão social do atual Grupo Recol, que reúne 11 unidades empresariais, abastece boa parte das farmácias do Acre, de Rondônia e do Mato Grosso e detém nestas regiões a exclusividade para comercializar marcas de multinacionais como Nestlé e Jonhson&Jonhson. 
"A promessa era para ganharmos muito dinheiro juntos", afirma Clealdon. Roberto Moura teria garantido, em seu nome, 90% das quotas (nove mil no total). O contrato, alterado, diz que, de forma espontânea, Clealdon transferiu toda a sua participação acionária para o irmão, ficando sem nada. 
"O autor jamais lançou a sua assinatura na referida alteração contratual. Para ele, foi uma grande surpresa saber que suas quotas estavam transferidas", escreve o advogado de acusação.  
"Até mesmo a matriarca da família, Dona Raimunda Alves, à época sócia minoritária, teve o seu sobrenome Souza grafado grosseiramente com ´s´", afirma o advogado. 

Laudo de autenticidade da assinatura sai em 10 dias

A Juceac (Junta Comercial do Acre) negou abrir seu acervo para perícia grafotécnica na assinatura do empresário. O presidente do órgão, Francisco Ivan de Araújo, disse não ser possível atender ao pedido "por falta de amparo legal". 
Ele disponibilizou cópias de certidões, o que é vedado por lei (não há valor jurídico o laudo produzido a partir de documentos não originais).  
Porém, a pedido da acusação, o Tribunal de Justiça acreano, por meio do desembargador Samoel Evangelista, autorizou a "coleta de provas", que consistiu na comparação da assinatura de Clealdon no contrato que delimita a transferência de cotas. 
"A parte apresenta quadro de saúde nitidamente grave e o seu tratamento não aguarda o deslinde da causa", despachou o desembargador ao negar recurso (agravo de instrumento) movido pela defesa. Clealdon tem aneurisma cerebral e outros dois tumores na região do crânio. O perito, nomeado pelo juiz do caso, apresentará o laudo em 10 dias. 

Juiz fala em manobra e nega pedido de sigilo 

O empresário sofreu outras derrotas. Seus advogados fracassaram na tentativa de que a ação corresse em segredo de Justiça, no fim do ano passado.  
A defesa argumentou risco de constrangimento perante os fornecedores do empresário, que também é proprietário da TV Gazeta (afiliada da Rede Record no Acre), do site de notícias Agazeta.net, da rede de supermercados Pague Pouco, da Distribuidora Acre Beer, da Recol Farma e das concessionárias Kia (veículos), Wolksvagem e Yamaha no Estado.
Mas, numa decisão dura, o juiz Lois Carlos Arruda ensina que "o sigilo pleiteado à época não se aplica a pessoas jurídicas" e disse estar "de olho" para evitar possíveis manobras que retardem ou compliquem a tramitação natural do processo.  
Clealdon também foi beneficiado com justiça e assistência judiciária gratuitas, por viver em estado de penúria no bairro Belo Jardim, periferia de Rio Branco. 
A acusação pede, em liminar, que o processo tramite com urgência, considerando o estado de saúde do autor da ação. "Eu quero a minha vida de volta. Vivo no médico e sobrevivo do salário da minha mulher, de R$ 1.300", disse Clealdon Moura. "Eu tenho medo dele", concluiu. 

Veja polêmicas e gafes de bilionários do mundo dos negócios 16 fotos

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quinta-feira, março 07, 2013

Analise sintática e interpretação


Estou muito feliz, comprei "Toda Poesia", obra poética completa de Paulo Leminski.

Se eu estivesse lecionando na escola Heloísa  Mourão Marques, deixaria para meus alunos este poemeto de Leminski:

minha mãe dizia

- ferve, água!
- frita, ovo!
- pinga, pia!

e tudo obedecia

O que justifica no texto que "tudo obedecia?

 Além disso, estudaríamos o Modo Imperativo, que não se encontra nesses versos.

Ainda: o uso da vírgula.


sábado, março 02, 2013

Salvem Glória Perez

Há alguns dias, no Twitter, um fã de “Salve Jorge” escreveu: “As pessoas vêem novela pra criticar, achar problema e defeito, não por entretenimento! Uma pena, né?” Gloria Perez acrescentou ao comentário: “Pobre de quem não consegue voar!”

A autora tem razão, em parte. Creio que todo mundo assiste novela para se divertir e “voar”. Mas há, entre estes, aqueles que esperam lógica e coerência na fantasia. Diante de uma trama realista, escorada em “fatos reais”, não me parece um desejo despropositado querer se divertir, mas ao mesmo tempo não aceitar ser ludibriado pela falta de sentido de algumas passagens da novela.
Faço esta introdução para dizer que mais uma vez recebo e-mails e mensagens de leitores irritados com cenas de “Salve Jorge” que desafiam a lógica.
No capítulo do dia 21/2, Rosângela foi enviada por Russo ao necrotério para reconhecer o corpo de Morena, desaparecida depois de um atentado em Istambul. Chegando lá, a moça viu o corpo, mas não o reconheceu e informou ao legista que não era o de sua amiga. De volta à boate, mentiu para Russo e Irina, dizendo que, sim, o corpo era de Morena.
Uma semana depois, na quinta-feira, 28, Russo diz a Irina: “A gente conseguiu descobrir onde a Morena foi enterrada.” Em segunda,telefona para Lívia e ouvimos a vilã dizer: “Localizaram? O registro só tem o nome de Morena? Sem sobrenome? Não, claro. Rosangela, quando reconheceu o corpo, só sabia que ela se chamava Morena. Não, mas é o suficiente pra mim. Agora tenho que fazer essa notícia chegar até a imprensa.”

Como Russo pode ter descoberto onde foi enterrada uma “Morena” se Rosângela não reconheceu o corpo diante do legista? Essa é a pergunta que me fazem os leitores Tiago André e Beth Depolli.
Vários leitores também reclamam que no capítulo de quinta-feira, 28, Morena apareceu em uma cena sem barriga e, instantes depois, com barriga. A personagem está grávida. O mesmo tipo de problema de continuidade já havia sido notado em relação ao penteado da personagem, que surgiu diferente num mesmo dia.
A explicação é que Nanda Costa gravou cenas in loco, na Turquia, antes do início da novela, e estas cenas tem sido exibidas em meio a outras, gravadas atualmente, em estúdio.

sexta-feira, março 01, 2013

Pontos da Educação. Hoje, no Museu dos Autonomistas

Sobre educação pública, uma revista para muito além dos discursos políticos

De Aldo Nascimento

Quem fala à sociedade acriana são colunistas sociais, empresários, políticos, jornalistas, médicos. Quando o assunto é educação, por exemplo, ouve-se o secretário, escuta-se o político, assiste-se à reportagem; porém, por meio dos veículos de comunicação de massa, não se ouve o professor-mestre Jaci Pinto ou o professor-doutor Severo.

Pela televisão ou pelos jornais escritos, políticos são os proprietários do que pode ser dito ao público, e eles dizem porque os veículos de comunicação selecionam indivíduos por sua representação social, isto é, o dizer de alguém é o dizer de um grupo. Permite-se ao político se expressar porque ele é escolhido não por saber pensar a educação, mas porque seu poder representa uma relação de troca.

Assim, muito padronizada, a voz pública no Acre não revela questionamentos, reflexões, mas oculta novos sentidos.       

A revista Pontos da Educação quer pensar a educação pública acriana por meio de palavras que possuem a autoridade do conhecimento e da experiência. Se os jornais não registram as palavras de um mestre em educação, se as rádios não emitem reflexões de quem defendeu uma tese de doutorado ou se os programas de tevê não se importam com os pensamentos profundos de um professor, a revista Pontos deseja ocupar esse vazio.                                       

Hoje, 1º de março, no Museu dos Autonomistas, a revista será lançada por volta das 19 horas.