quarta-feira, maio 22, 2013

Beijar



Em sua insana consciência, o Amante jamais pensa como beijará o ser Amado, porque o que é vital no beijo é o não pensar.


Uma vez nele, uma vez entre os lábios e a língua, entre a saliva e o céu da boca, já não vemos mais nada. Fechar os olhos.


Desejamos tão somente sentir o movimento incerto da carne para partir... e, fechados os olhos, a Alma se sente cair no abismo de uma breve viagem. Deixar ir.

Nada no beijo é exato, preciso ou calculado. Quanto mais errado, quanto mais a língua escapa, foge, escorre, quanto mais os lábios se jogam, a boca só deseja se perder, mais ainda, na boca Amada.

Mas quem disse que o beijo são só os movimentos da carne? Antes de eu ter minha boca de volta, antes de eu ir embora, pouco antes de minha partida, deixei na tua não só o pecado molhado da saliva, mas meu sopro...

meu sopro de vida.

segunda-feira, maio 20, 2013

Jorge Viana e Joaquim Barbosa

Senador Jorge Viana não gostou das afirmações do ministro Joaquim Barbosa. Jorge não perdeu a mania do que deve e do que não deve ser dito, mania de monitorar a liberdade de expressão.


Barbosa diz que país tem 

'partidos de 
mentirinha' e critica Congresso

Segundo presidente do STF, Legislativo é 'dominado' pelo Executivo.
Ele defendeu voto distrital, no qual mais votado de cada distrito é eleito.

Mariana Oliveira
Do G1, em Brasília
247 comentários
Joaquim Barbosa participa de evento na Semana Jurídica do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesp) (Foto: Agência Brasil)Joaquim Barbosa participa de evento na Semana
Jurídica do Instituto de Educação Superior de
Brasília (Iesp) (Foto: Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou nesta segunda-feira (20) a representação partidária no país. Segundo ele, os partidos são de "mentirinha". Ele também afirmou que atualmente o Congresso é "inteiramente dominado" pelo Executivo.
Barbosa deu as declarações durante palestra na abertura de Semana Jurídica do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb).
  1. Ao ser perguntado por aluno sobre críticas de interferência do Judiciário no Legislativo, Barbosa disse que partidos "querem o poder pelo poder".

Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais"
Joaquim Barbosa
"Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder."
Para o presidente do STF, a falta de representação partidária faz o Congresso ter "ineficiência pela sua incapacidade de deliberar".
Ele completou, ainda, que outro problema do Congresso é o fato de ser submetido ao Executivo. "O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. [...] Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar."
Joaquim Barbosa disse que uma saída para a falta de representatividade no Congresso seria a adoção do voto distrital, sistema no qual o país é dividido em distritos e é eleito o mais votado daquele distrito. Atualmente, a eleição para a Câmara é proporcional e leva em conta os votos recebidos pelo partido.
"Passados dois anos da eleição ninguém sabe mais em quem votou. Isso vem do sistema proporcional. A solução seria a adoção do voto distrital para a Câmara dos Deputados. [...] Hoje temos um Congresso dividido em interesses setorizados. Há uma bancada evangélica, uma do setor agrário, outra dos bancos. Mas as pessoas não sabem isso, porque essa representatividade não é clara."
Para o senador José Agripino (DEM-RN), Barbosa cometeu injustiça com algumas siglas, mas diz que alguns partidos da base seguem o que o "mestre mandar".
“Eu acho que aí o ministro está cometendo uma injustiça com os partidos como o meu, que tem uma formulação muito clara da qual não abre mal", disse.
“Agora, cá entre nós, os partidos da base do governo tem uma formulação programática, ou seja, tudo que seu mestre mandar”, completou.
Já o senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou que respeita a opinião de Barbosa, mas disse que ela não ajuda nada.
"Eu respeito a opinião do Joaquim Barbosa, mas eu acho que ela não ajuda em nada. O presidente de um poder tem que trabalhar para o fortalecimento dos poderes, respeitando o outro poder e cuidando do seu."
"Mas as criticas que o parlamento está enfrentando vem de todo lado, até porque nós mesmos não fizemos o nosso dever de casa"
PEC 33
O presidente do Supremo comentou ainda a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33, que foi aprovada em uma comissão da Câmara, mas teve a tramitação paralisada após críticas. A proposta determina que decisões do Supremo sejam submetidas à análise do Congresso.


Para ele, a proposta é uma "reação" à decisões do Congresso. "São, sim, reações a decisões do STF. Se levadas adiante essas tentativas, nós teríamos destruído a Constituição brasileira, todo mecanismo de controle de constitucional que o Supremo exerce sobre as leis. Significaria o fim da Constituição de 88."

O Mal necessário




Na última tentação no deserto, ofereci ao filho de deus o domínio sobre a cidade. Ele não quis.

Ofereci então aos homens. Eles aceitaram.

Na cidade, a miséria social não se cura, a ignorância se avoluma e o Poder, que deveria buscar a justiça e o bem comum, se enriquece com a corrupção, com a mentira.
 

Meu nome é Poder, mas pode
me chamar de Lúcifer

Minha especialidade,
seduzir governos




sexta-feira, maio 17, 2013

Alunos, leiam Leminski!

Mais pop que "50 Tons de Cinza", livro apresenta Leminski complexo à geração do Facebook

Carlos Minuano
Do UOL, em São Paulo
Feito raro num país que dá pouca bola à literatura, Paulo Leminski é pop. Morto em junho de 1989, aos 44 anos, os versos do escritor e jornalista paranaense circulam há décadas em agendas e cadernos de estudantes e, hoje, encontram terreno fértil também na internet, sobretudo em redes sociais como o Facebook. Um dos poemas mais populares na rede diz o seguinte: "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além".

E é para além do universo de citações fáceis - e muitas vezes descontextualizadas ou incorretas - que uma série de lançamentos e projetos futuros, incluindo livros, filmes, discos e site, pretende levar a obra do autor descrito por Caetano Veloso como "concretista beatnik", por Haroldo de Campos como "polilíngue paroquiano cósmico" ou simplesmente como "samurai malandro", por Leyla Perrone-Moisés.
 

50 TONS DE LARANJA

  • Reprodução
    Capa do recém-lançado "Toda Poesia", que reúne mais de 600 poemas de Paulo Leminski
Recém-publicado pela Companhia das Letras, "Toda Poesia" reúne os seus mais de 600 poemas, de diferentes fases e estilos, e procura decifrar o complexo universo de Leminski, que transitou com desenvoltura pelos territórios distintos, e eventualmente opostos, do erudito e do popular.

Prova de que o poeta é mesmo pop, o livro está há semanas no topo da lista dos mais vendidos nas livrarias brasileiras na categoria ficção e já desbancou até mesmo o best-seller pornô soft "50 Tons de Cinza".

No conjunto, a criação poética de Leminski apresentada em "Toda Poesia" mostra como ele circulava livremente por diferentes estilos. Do concretismo ao coloquialismo, em haicais ou poemas-piadas, o caboclo polaco-paranaense (descendente de negro e polonês), exibe uma linguagem, que resiste ao tempo.

Apesar de não trazer nenhum texto inédito, o lançamento republica material de livros raros, quase todos já fora de catálogos. A maior parte organizada em livros pelo próprio Leminski, segundo a poeta Alice Ruiz, viúva do autor, e responsável pela seleção dos poemas reunidos na nova publicação.

"O que ficou de fora foi porque ele assim quis, e respeito isso", diz. "O que ele não considerou pronto não será publicado", completa. 

Múltiplo Leminski
Os holofotes que se voltam sobre Leminski nesse momento, além de recolocar em destaque um nome de relevo da poesia brasileira, também devem jogar luz sobre facetas do autor mais desconhecidas do grande público. 

Por trás de tudo isso, o esforço da família, Alice e as filhas Estrela e Áurea, que há anos trabalham na organização e difusão da extensa produção de Leminski nas mais diferentes áreas. Parte desse trabalho resultou na exposição "Múltiplo Leminski". A mostra, que fica até outubro em Curitiba e depois segue para Goiânia e Recife, além da obra poética, destaca os trabalhos do artista na música, no cinema, grafite e quadrinhos.

Áurea também está à frente da digitalização do acervo de Leminski. "Trabalho muito extenso", desabafa. "Já são quase três anos debruçada sobre esse material", conta. O motivo de tanta labuta é lançar em agosto deste ano o acervo digital do autor, a ser distribuído em bibliotecas e universidades.

Outra parte deve se tornar um site oficial gerido pela família. Embora familiarizada com a obra do pai, Áurea diz ter se surpreendido com a multiplicidade de suas criações. "Ele era profundamente interessado em todas as formas de conhecimento, sobretudo as ligadas às áreas humanas".
 

QUASE PARCEIROS

  • Mônica Vendramini/Folhapress
    Uma história pouco conhecida de Leminski é sobre sua 'quase' parceria na canção "Tô Tenso", dos irmãos Arrigo e Paulo Barnabé e Itamar Assumpção. Paulo Barnabé conta que depois que se tornaram amigos em um boteco de Curitiba, e de se encontraram depois em shows e lançamentos de livros, ligou para o poeta em Curitiba para pedir uma ajuda. "Estava escrevendo a música e passei a ele a letra, queria ela mais comprida", explica.

    Depois de uns dias Leminski mandou o complemento, que segundo Paulo Barnabé ficou muito bom. Mas o trecho acabou não sendo usado. "Infelizmente eu perdi o papel. Naquela época não tinha internet, ficou difícil falar com ele sobre isso novamente, acabei deixando pra lá", justifica.
A produção musical de Leminski também é robusta. Suas canções foram gravadas por nomes como Caetano Veloso, Paulinho Boca de Cantor, Jorge Mautner e Itamar Assumpção. Do extenso cancioneiro do poeta pop (também compositor, cantor e músico), quem está cuidando é a outra filha, a compositora e escritora, Estrela.
É ela quem está digitalizando o acervo de gravações em fita cassete. "Tarefa nada fácil", garante. "Algumas estão com bolor, outras grudadas". Ela está reunindo todas as composições do pai para um songbook, que será lançado em 2014.
Em paralelo, ainda está gravando um CD duplo. "Um disco será composto de parcerias do meu pai com diversas pessoas, Itamar Assumpção e Moraes Moreira, por exemplo, e o outro com composições só dele", explica. "Estou mergulhando na linguagem dele, acho que é mais fácil pra mim por ter crescido ouvindo essas músicas e por saber bem o gosto musical do meu pai", observa Estrela.

Mas a falta de distanciamento embolou um pouco o meio de campo, na hora da seleção das músicas. "Minha vontade era de gravar todas as inéditas, mas já sei que nesse projeto não vai caber tudo". Segundo ela, os discos terão algumas participações especiais, como de Zélia Duncan e Zeca Baleiro.

Alice e Paulo
A vida e a obra de Paulo Leminski e Alice Ruiz também vai virar filme. Ou melhor, dois filmes. Segundo o produtor João Pedro Albuquerque, são dois projetos, paralelos e complementares, chamados provisoriamente de "Alice e Paulo". "Representarão toda a pulsação criativa destes poetas", adianta. Ambos em fase de captação serão lançados em 2014, de acordo com o produtor. 

O longa, dirigido por Gustavo Tissot, vai retratar a vida e o amor do casal. "Uma incrível jornada de dois jovens que se conheceram e se apaixonaram em Curitiba, em 1968, e fizeram história em uma geração de contestação cultural", diz.

Em paralelo, ele conta que está sendo produzido um documentário sobre a vida e a obra dos dois poetas, dirigido por Oscar Rodrigues Alvez. "Trará diversas entrevistas e imagens reais da vida e construção da obra deles".

Para Estrela, o objetivo central de tantos projetos é preencher uma lacuna. "As pessoas hoje conhecem muitas coisas pela web, mas perdem o todo do autor, como o meu pai é múltiplo, sinto que há um buraco de informações".

Alunos, leiam Leminski

Mais pop que "50 Tons de Cinza", livro apresenta Leminski complexo à geração do Facebook

Carlos Minuano
Do UOL, em São Paulo
Feito raro num país que dá pouca bola à literatura, Paulo Leminski é pop. Morto em junho de 1989, aos 44 anos, os versos do escritor e jornalista paranaense circulam há décadas em agendas e cadernos de estudantes e, hoje, encontram terreno fértil também na internet, sobretudo em redes sociais como o Facebook. Um dos poemas mais populares na rede diz o seguinte: "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além".

E é para além do universo de citações fáceis - e muitas vezes descontextualizadas ou incorretas - que uma série de lançamentos e projetos futuros, incluindo livros, filmes, discos e site, pretende levar a obra do autor descrito por Caetano Veloso como "concretista beatnik", por Haroldo de Campos como "polilíngue paroquiano cósmico" ou simplesmente como "samurai malandro", por Leyla Perrone-Moisés.
 

50 TONS DE LARANJA

  • Reprodução
    Capa do recém-lançado "Toda Poesia", que reúne mais de 600 poemas de Paulo Leminski
Recém-publicado pela Companhia das Letras, "Toda Poesia" reúne os seus mais de 600 poemas, de diferentes fases e estilos, e procura decifrar o complexo universo de Leminski, que transitou com desenvoltura pelos territórios distintos, e eventualmente opostos, do erudito e do popular.

Prova de que o poeta é mesmo pop, o livro está há semanas no topo da lista dos mais vendidos nas livrarias brasileiras na categoria ficção e já desbancou até mesmo o best-seller pornô soft "50 Tons de Cinza".

No conjunto, a criação poética de Leminski apresentada em "Toda Poesia" mostra como ele circulava livremente por diferentes estilos. Do concretismo ao coloquialismo, em haicais ou poemas-piadas, o caboclo polaco-paranaense (descendente de negro e polonês), exibe uma linguagem, que resiste ao tempo.

Apesar de não trazer nenhum texto inédito, o lançamento republica material de livros raros, quase todos já fora de catálogos. A maior parte organizada em livros pelo próprio Leminski, segundo a poeta Alice Ruiz, viúva do autor, e responsável pela seleção dos poemas reunidos na nova publicação.

"O que ficou de fora foi porque ele assim quis, e respeito isso", diz. "O que ele não considerou pronto não será publicado", completa.

Múltiplo Leminski
Os holofotes que se voltam sobre Leminski nesse momento, além de recolocar em destaque um nome de relevo da poesia brasileira, também devem jogar luz sobre facetas do autor mais desconhecidas do grande público.

Por trás de tudo isso, o esforço da família, Alice e as filhas Estrela e Áurea, que há anos trabalham na organização e difusão da extensa produção de Leminski nas mais diferentes áreas. Parte desse trabalho resultou na exposição "Múltiplo Leminski". A mostra, que fica até outubro em Curitiba e depois segue para Goiânia e Recife, além da obra poética, destaca os trabalhos do artista na música, no cinema, grafite e quadrinhos.

Áurea também está à frente da digitalização do acervo de Leminski. "Trabalho muito extenso", desabafa. "Já são quase três anos debruçada sobre esse material", conta. O motivo de tanta labuta é lançar em agosto deste ano o acervo digital do autor, a ser distribuído em bibliotecas e universidades.

Outra parte deve se tornar um site oficial gerido pela família. Embora familiarizada com a obra do pai, Áurea diz ter se surpreendido com a multiplicidade de suas criações. "Ele era profundamente interessado em todas as formas de conhecimento, sobretudo as ligadas às áreas humanas".
 

QUASE PARCEIROS

  • Mônica Vendramini/Folhapress
    Uma história pouco conhecida de Leminski é sobre sua 'quase' parceria na canção "Tô Tenso", dos irmãos Arrigo e Paulo Barnabé e Itamar Assumpção. Paulo Barnabé conta que depois que se tornaram amigos em um boteco de Curitiba, e de se encontraram depois em shows e lançamentos de livros, ligou para o poeta em Curitiba para pedir uma ajuda. "Estava escrevendo a música e passei a ele a letra, queria ela mais comprida", explica.

    Depois de uns dias Leminski mandou o complemento, que segundo Paulo Barnabé ficou muito bom. Mas o trecho acabou não sendo usado. "Infelizmente eu perdi o papel. Naquela época não tinha internet, ficou difícil falar com ele sobre isso novamente, acabei deixando pra lá", justifica.
A produção musical de Leminski também é robusta. Suas canções foram gravadas por nomes como Caetano Veloso, Paulinho Boca de Cantor, Jorge Mautner e Itamar Assumpção. Do extenso cancioneiro do poeta pop (também compositor, cantor e músico), quem está cuidando é a outra filha, a compositora e escritora, Estrela.
É ela quem está digitalizando o acervo de gravações em fita cassete. "Tarefa nada fácil", garante. "Algumas estão com bolor, outras grudadas". Ela está reunindo todas as composições do pai para um songbook, que será lançado em 2014.
Em paralelo, ainda está gravando um CD duplo. "Um disco será composto de parcerias do meu pai com diversas pessoas, Itamar Assumpção e Moraes Moreira, por exemplo, e o outro com composições só dele", explica. "Estou mergulhando na linguagem dele, acho que é mais fácil pra mim por ter crescido ouvindo essas músicas e por saber bem o gosto musical do meu pai", observa Estrela.

Mas a falta de distanciamento embolou um pouco o meio de campo, na hora da seleção das músicas. "Minha vontade era de gravar todas as inéditas, mas já sei que nesse projeto não vai caber tudo". Segundo ela, os discos terão algumas participações especiais, como de Zélia Duncan e Zeca Baleiro.

Alice e Paulo
A vida e a obra de Paulo Leminski e Alice Ruiz também vai virar filme. Ou melhor, dois filmes. Segundo o produtor João Pedro Albuquerque, são dois projetos, paralelos e complementares, chamados provisoriamente de "Alice e Paulo". "Representarão toda a pulsação criativa destes poetas", adianta. Ambos em fase de captação serão lançados em 2014, de acordo com o produtor.

O longa, dirigido por Gustavo Tissot, vai retratar a vida e o amor do casal. "Uma incrível jornada de dois jovens que se conheceram e se apaixonaram em Curitiba, em 1968, e fizeram história em uma geração de contestação cultural", diz.

Em paralelo, ele conta que está sendo produzido um documentário sobre a vida e a obra dos dois poetas, dirigido por Oscar Rodrigues Alvez. "Trará diversas entrevistas e imagens reais da vida e construção da obra deles".

Para Estrela, o objetivo central de tantos projetos é preencher uma lacuna. "As pessoas hoje conhecem muitas coisas pela web, mas perdem o todo do autor, como o meu pai é múltiplo, sinto que há um buraco de informações".

quinta-feira, maio 16, 2013

Carta Aberta ao Governador Tião Viana


Hoje, resolvi mostrar meu rosto e minhas coxas, porque a verdade deve ser dita de frente.

Antes de lerem minha Carta Aberta, agradeço ao blogueiro Aldo Nascimento por me dar esta oportunidade de defender o PT acriano, vítima de um engendrado plano do diabo.

Obrigada!


A madre faz caridade em um hospício
de pessoas carentes de amor e de justiça social.
Todos dizem que ela é muito boa.



Amado Governador do Acre,

Em nome do Senhor Jesus Cristo, que tudo perdoa, eu acredito na inocência de seu sobrinho, de seus secretários e, principalmente, na sua inocência...

assim como eu creio na inocência de Suzana Richthofen, na inocência de Guilherme de Pádua, na inocência dos Nardoni, de Judas, do Curinga, do Lex Luthor, enfim,

eu ponho a mão no fogo de meu fogão Brastemp por esses que são injustiçados pela mídia, pelo Batman e pelo Super-Homem.

Só faço uma ressalva: Batman e Super-Homem não têm provas na Polícia Federal.

Na verdade, nem a Polícia Federal tem provas contra seu sobrinho, contra seus secretários e contra o seu governo, porque tudo não passa de um esquema montado pelo pseudojornalista Altino Manchado, um homem que serve ao diabo neste mundo.

Foi ele quem montou essa palhaçada com o Carequinha, o Bozo e, principalmente, com o grupo do Palhaço Tenorino. 


Tudo bem que seu governo não é o circo de Soleil, mas ele terá de fazer muita acrobacia para provar que Sobrinho & Wolvenar é dupla sertaneja. 

Governador, permaneça em sua posição, faça como se estivesse sendo assaltado (não se mexa!);

fique na sua;

finja-se de morto, porque o Senhor Jesus irá ressuscitá-lo como ressuscitou Lázaro, só com três diferenças: ele não fingiu, não tinha sobrinho e muito menos secretário de Obras.
    


Madre Tereza de Calcutá, direto do hospício, quarto 13, rua 13, número 13.

Marina morre aos braços de Feliciano

O fim patético de uma candidatura que surgiu como promessa de renovação.
Marina Silva no Recife
Marina Silva no Recife
Marina Silva faleceu politicamente hoje, 15 de maio, vítima de si própria.
Morreu abraçada ao irmão evangélico Marco Feliciano.
RIP.
As três linhas acima resumem o fato político mais importante do dia.
Num erro de avaliação impressionante, Marina Silva, numa viagem ao Recife, tomou a defesa de Feliciano.
Disse que ele estava sendo atacado, em boa parte, por ser evangélico.
Vou repetir.
Disse que ele estava sendo atacado, em boa parte, por ser evangélico.
Você pode checar aqui, neste vídeo.
Ora.
Feliciano, desde que irrompeu do anonimato, tem repetido barbaridades homofóbicas e racistas em sucessivas e despudoradas odes à intolerância e ao fanatismo.
Quando já achávamos que ele tinha esgotado o estoque de obscurantismo agressivo, eis que aparece um vídeo no qual ele diz que Deus assassinou John Lennon porque não gostou de uma coisa que Lennon disse.
E com todo esse passivo brutal de posições que fazem mal à sociedade, Marina consegue dizer que a rejeição a Feliciano se funda mais na religião que na obra do pastor.
“Quando penso em certas coisas que disse, invejo os mudos”, escreveu Sêneca, o grande filósofo estoico da Antiguidade romana.
Eis uma frase que cabe em Marina.
Para quem num certo momento surgiu como esperança de renovação política, não poderia haver desfecho mais patético do que falecer na bizarra defesa do que existe de mais vulgar, mais mistificador e mais atrasado na política brasileira, o pastor Feliciano.

Sobre isso, abra a boca no dentista










Folha de São Paulo
15/05/2013 - 14h11

Marina diz que Feliciano é criticado
'por ser evangélico, e não por posições políticas'


FÁBIO GUIBU
DO RECIFE

Atualizado às 18h48.

A ex-senadora Marina Silva criticou nesta quarta-feira (15), no Recife, a discussão em torno do presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Marco Feliciano (PSC), e disse que considera "um erro" criticá-lo "por ser evangélico", e não "por posições políticas equivocadas".
Cotada para disputar a Presidência em 2014 pelo novo partido em formação, a Rede Sustentabilidade, Marina afirmou que "não se deve combater preconceito com preconceito".

Zanone Fraissat - 19.mar.2013/Folhapress
Marina Silva coleta assinaturas no SPFW
Marina Silva coleta assinaturas no SPFW
Feliciano, que é pastor evangélico, sofre pressões para deixar o comando da Comissão de Direitos Humanos por suas declarações polêmicas em relação aos gays e negros. Ele é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por preconceito e discriminação.

"Não devemos fazer esse debate dessa forma", disse a ex-senadora, usando em seguida seu próprio nome para exemplificar. "O despreparo da Marina é porque ela está despreparada, não porque é evangélica."

As críticas, segundo ela, "devem ser feitas pelas ações e atitudes, não porque se é ateu, católico, evangélico, espírita ou judeu".

Em entrevista à "Rádio Jornal", Marina, que também é evangélica, afirmou que religião e política não devem ser misturadas e que considera "uma conquista" o Estado laico.

"Nas reuniões [que faço] com lideranças evangélicas procuro fazer em espaços neutros, para não transformar púlpito em palanque", declarou.

A ex-senadora já havia feito as mesmas declarações sobre a polêmica em torno de Feliciano na noite de terça-feira, em uma palestra com estudantes da Unicap (Universidade Católica de Pernambuco). Ela nega que suas críticas sejam uma defesa do parlamentar. 

"Ele está sendo criticado por ser evangélico, e não por suas posições políticas equivocadas. A gente acaba combatendo preconceito com outro. Porque se ele fosse ateu, eu não gostaria de combater as posições equivocadas dele dizendo que era porque ele era ateu."
Em 2010, a ex-senadora, então candidata à Presidência pelo PV, declarou ser contra o a legalização do aborto e do casamento gay, embora afirme concordar com à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

DILMA SEM MARCA

Na entrevista, Marina afirmou também que o governo da presidente Dilma Rousseff "ainda não tem uma marca", ao contrário de seus antecessores.

"A marca que está deixando até agora é do retrocesso na agenda socioambiental", disse. "É no governo da presidente Dilma que se retirou as competências do Ibama para fiscalizar desmatamento, que se aprovou uma lei para anistiar quem desmatou ilegalmente 40 milhões de hectares, que se mudou o Código Florestal", criticou.

Ela elogiou o governo por manter as políticas sociais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
osmar (141)
  1. ontem às 15h31
    Vou explicar  p a u s a d a m e n t e  para quem tem só dois neurônios: O casamento gay é opcional até entre os gays. Portanto, entre os heterossexuais, é óbvio que ele não é obrigatório. Deu pra entender ou precisa desenhar?

    Ele é criticado porque quer impor suas convicções PESSOAIS por meio da atribuições de um cargo público. Todos temos convicções PESSOAIS, mas o exercício de um cargo público impõe separar o pessoal da atuação profissional. Um político NÃO PODE propor ou manifestar-se favorável a preconceitos, a segregações, a restrições em função de opções sexuais. Se assim ela pensa, perdeu um voto de um indeciso para 2014.
    A candidata expõem seus dogmas e sua religiosidade em suas vestimentas e sua aparência. Demonstrando ser das correntes evangélicas (são centenas) mais radicais. Realmente Feliciano perto dela e um liberal em suas vaidades e com seu visual  mais afeminado que a maioria dos homossexuais. Não entendo como essa senhora convive com esse contrassenso da modernidade de suas propostas e suas bases morais e conceituais arcaicas.
  2. O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem