terça-feira, abril 15, 2014

Para os que ainda dormem como inocentes

De Aldo Tavares

A realidade efetiva das coisas destina-se a não ter mais como referência o ideal de uma ação na “polis”, mas agir politicamente conforme a necessidade da situação. 

Após séculos de a ética ser pensada na política, esta se separa daquela no século XVI, com “O Príncipe”. Nesta obra, Capítulo XV, escreve-se que a verdade deve ser procurada pelo efeito das coisas, e não pelo que se possa imaginar dessas mesmas coisas, havendo aqui, portanto, uma crítica ao idealismo de Platão e à ética política de Aristóteles, porque “vai tanta diferença entre o como se vive e o modo por que se deveria viver”. 

Na antiguidade grega, como se ignorou a realidade efetiva das coisas, colocaram no lugar dessa realidade repúblicas que nunca se viram reconhecidas como verdadeiras. Idealizaram a vida coletiva por meio da ética, mas a política, depois de Maquiavel, longe de partir de um ideal, fundamenta-se no chão fértil das contradições, no chão fecundo dos interesses segundo a necessidade da raposa e do leão. 

Aqui, o animal político não busca o ideal aristotélico de animal político, porque o homem ou o animal de Maquiavel transita em uma identidade ambígua. A instabilidade política não se motiva mais por falta de ética, de equilíbrio, mas por falta das duas faces do governante, devendo então a estabilidade tirar da ambiguidade as qualidades da raposa e as qualidades do leão. 

Depois de Maquiavel, a política perde sua essência aristotélica para contrair aquilo que o vulgo aprecia, qual seja, ela: a não essência, isto é, a aparência, essa superfície da experiência sensível. Estamos, por fim, no mundo tão recusado por Platão, mas que em Maquiavel ressurge com toda sua sedução: o mundo dos sofistas.


Para muito distante do vulgar

Há o engano de achar que o que se ouve em certas igrejas é canto a Deus. É, isso sim, ruídos do feio, do mau gosto, excrescência sonora de quem já perdeu o bom paladar.

A música ofertada a Deus deve ser Bela. 

Ouça o que certa audição religiosa desconhece. 




segunda-feira, abril 14, 2014

Resenha sobre o Belo

As pinceladas da fé nos quadros da arte medieval

         Resenhado por Aldo Antônio Tavares do Nascimento

ECO, Umberto.  Arte e beleza na estética medieval. Rio de Janeiro: Record, 2010.

       Observe este mural na igreja de São Clemente, Quatro apóstolos, do século XII; repare os corpos estáticos, suas expressões invariáveis, volumes e dimensões uniformes, figuras chapadas que anulam toda ilusão de movimento. Com suas imagens que desconsideram tamanho, forma, proporções, volume, cor, nossos olhos contemplam a arte mais típica da cultura medieval, a românica, que prevaleceu por toda a Alta Idade Média (476-1000).
            Movimento. Ele virá pelo norte europeu, assim como o espaço, a luz, a cor, enfim, a composição extensiva da cultura popular e da natureza. No sul, permanecia a influência da arte bizantina, presa ainda às formas fixas, com o seu hieratismo (invariável), a frontalidade, tricromatismo (normalmente o azul, o dourado e o acre), isocefalia, isodactilia e hierarquia dos espaços (figuras mais sagradas para as menos sagradas). Mais do que arte, a pintura bizantina é dogma.
            Romper com o imóvel. O nome que pincelou profundas rupturas foi Giotto di Bondone (1266-1337), sendo seu maior trabalho na Capella degli Scrovegni, onde retrata cenas da Virgem Maria e da Paixão de Cristo, entre 1303 e 1310. Até conceber a impressão do movimento em sua pintura, um longo período de agonia conceitual atravessou décadas da Idade Média, podendo ser lido tamanho enfrentamento na obra que motiva este artigo, Arte e beleza na estética medieval, publicada em 1987. Entretanto, para que suas páginas fossem lidas no Brasil, elas só foram ancoradas em nossa língua em 2010, após 23 anos.
            Nascido em Alexandria, em 1932, Umberto Eco escreveu esse livro como quem caminha por trilhas conceituais, isto é, por serem estreitas as trilhas, os detalhes de seus passos ampliam nossa visão do que seja a estética do pensamento cristão medieval, por exemplo, não podemos separar a moral da arte porque nesse período a natureza refletia a transcendência de Deus. A consciência da beleza, portanto, é dado metafísico.
            Entretanto, para além dos conceitos pensados por sacerdotes, havia o gosto do homem comum, do artista e do amante das coisas de arte, voltados, vigorosamente, para aspectos sensíveis. Por isso, os sistemas doutrinais da Igreja justificavam e dirigiam esse gosto a fim de que o sensível não ultrapassasse o espiritual. Ao cruzar dois conceitos (metafísico e sensível), a filosofia cristã admite um saber-deleite com a finalidade de melhor amar a Deus, podendo o cristão, portanto, ajoelhar-se diante do amor ornamental. Nessa interseção conceitual, que é reação ao mundano (sensível) e a tensão para o sobrenatural (metafísico) para que os olhos serenos contemplem as coisas do mundo, repousa-se, nesse contraste, nesse ponto de encontro, ela: a paz dos sentidos.
            Duas correntes místicas (a Ordem de Cister, os cistercienses, e a Ordem dos Cartuxos), sobretudo no século XII, opõem-se ao luxo e às figuras na decoração das igrejas: seda, ouro, prata, vitrais coloridos, esculturas, pinturas, tapetes. São Bernardo de Claraval (1090-1153), monge cisterciense, lança-se contra esses supérfluos ou percepções porque eles desviam os fiéis da piedade e da concentração da prece. Patrono da Ordem dos Templários, São Bernardo escreveu as regras dos cavaleiros; pensou a cristandade como força militar, mesma rigidez conceitual concebida na arte.
            Embora houvesse o rigorismo místico de São Bernardo, havia também uma mística que se voltava para o mundo sensível, a do agostiniano Hugo de São Vítor (1096-1141), teólogo mais famoso antes de Santo Tomás de Aquino. Por meio de seu pensamento, o deleite estético provém, efetivamente, do fato de que o ânimo, a alma, reconhece na matéria a harmonia de sua própria estrutura. (ECO, pág. 31). Mas até chegar ao subjetivo de um gosto estético foi um longo percurso. Antes dessa consciência, entretanto, o belo, para o homem medieval, deveria coincidir com o bom. Suger (1081-1151), abade de Saint Denis, concebe a casa de Deus como espaço acolhedor da beleza, encontrando em Salomão e em Pseudo-Dionisio sua justificativa. Suger quem permite a arte gótica no cristianismo. Segundo Erwin Panofsky (1892-1968), o abade concebia a arte como obra teológica, ou seja, o belo associava-se ao que é útil, porque, transmitida pela antiguidade e passada de Cícero a Agostinho e de Agostinho a toda Escolástica, essa ideia afirma que aquilo que é belo é belo em função de algo. No sínodo de Arras, em 1025, havia iniciada uma campanha para permitir aquilo que os simples não pudessem entender por meio da escritura deveria ser aprendido pelas figuras. A pintura deve, pois, embelezar a casa de Deus, revocar a vida dos santos e o deleite dos incultos; um dos problemas da estética escolástica, todavia, foi precisamente o da integração da metafísica do belo com os valores, por exemplo, da unidade, da verdade, da bondade. (ECO, pág. 42).
            Manifestado na visão estética do cosmo, o belo pertence à ordem e, por isso, é propriedade estável e não sentimento poético de admiração. Sistematizado pela filosofia Escolástica conforme a tríade sapiencial (numerus, pondus e mensura; ou modus, forma e ordo; ou substantia, species e virtus; ou ainda constat, congruit e discernit), a Escolástica pensará o belo como noção de propriedades transcendentais, quais sejam, unidade, verdade e bondade, todas retiradas do pensamento grego. Podendo ser pensado como um transcendental, o belo cristão, nos séculos XII e XIII, revive a kalokagathia grega ou a unidade kalos kai agathos (belo e bom), possibilitando a harmônica conjunção de beleza física e virtude.
            Além da arte gótica (segundo parágrafo), que permitiu uma ruptura com a arte bizantina, a espiritualidade franciscana, envolvida com grupos populares, com a realidade material do mundo, com a contemplação da natureza, com o otimismo da vida e com a beleza dos elementos, também influenciou para que fosse percebida na arte a presença do sensível. Não por outro motivo que Giotto expressa o naturalismo da sensibilidade franciscana, podendo ser apreciado na obra A morte de São Francisco.  A presença do sensível, conforme a Ordem Franciscana, veio à luz em 1245, na forma de Summa theologica, obra dos frades Jean de la Rochelle, Frater Considerans e Alexandre de Hales, mas dita Summa fratris Alexandri. Nela, belo refere-se à causa formal, entendendo como forma o princípio substancial de vida, sendo, portanto, ideia aristotélica. “Chamo forma a essência de cada coisa e a substância primeira”, afirma o pensador em sua Metafísica. Assim sendo, a beleza é a disposição da forma em relação ao exterior. Na Summa, bem e belo fundam-se na forma concreta das coisas. Mas, por prudência dos franciscanos, o belo ainda não pertence à série dos transcendentais. Somente após cinco anos, em 1250, São Boaventura escreve em um opúsculo as quatro condições do ser: uno, que concerne à causa eficiente; verdadeiro, à formal; bom, à final; e belo, que abraça todas as causas e é comum a elas. Sendo o belo uno, verdadeiro e bom, o belo atravessa todos os transcendentais.

            Alberto Magno influencia Tomás de Aquino
            Mestre de Santo Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno (1193/1206-1280) retoma dos franciscanos “o belo fundado na forma de uma coisa” por meio de um comentário que, sob o título de De pulchro et bono, figurou por longo tempo entre os Opuscula de Santo Tomás. Para Alberto Magno, “a essência universal do belo consiste no esplendor da forma sobre as partes proporcionais da matéria ou sobre as diversas forças ou ações”. Com isso, permite-se que o belo passe a pertencer verdadeiramente a todo ente a título metafísico. Ao dizer forma e partes proporcionais da matéria, vê-se uma Idade Média inspirada no hilemorfismo aristotélico, isto é, a forma (morfe) compõe-se com a matéria (hyle) para dar vida à substância concreta e individual (ECO, pág. 60). Segundo Alberto, há no hilemorfismo várias tríades de origem sapiencial ou intelectual, quais sejam, modus, species e ordo; numerus, pondus e mensura. Essa “matemática do belo”, todavia, não considera a referência ao ato humano conhecedor como constitutivo do belo em sua própria ratio, sendo, portanto, uma estética marcada por um rigoroso objetivismo. A percepção do outro ainda não existe. Há outro objetivismo: o de que o belo, embora seja propriedade transcendental do ser, revela-se em uma relação em que o homem focaliza o objeto, e esse é pensado por ele - Santo Tomás de Aquino.
            Para chegar à matemática, à lei dos números, Umberto Eco conduz o leitor ao capítulo 3. Depois, amplia essa concepção de estrutura, cuja gênese é Pitágoras. Na condição de causa, princípio, ninguém pode compreender o belo sem antes atravessar o caminho reto dos geômetras, qualquer semelhança com Platão em Timeu, obra onde as formas matemáticas estruturam a Ordem (Cosmo), não é mera coincidência. 
            A arte sensível de um santo
            No capítulo 7 (parte 7.4), Eco escreve que, ao retomar as noções estéticas propostas por Alberto Magno, Tomás de Aquino ocupa-se da visão subjetiva do belo, o que seu professor desconsiderou. Para confirmar essa divisão entre mestre e discípulo, Umberto Eco retira um exemplo da Suma Teológica I, onde bem e belo amalgamam-se na forma, na substância, no que sustenta, isto é, na estrutura. O subjetivo emerge em Tomás porque belas são chamadas as coisas que despertam prazer quando vistas e, se despertam, é porque nossos sentidos deleitam-se nas coisas bem proporcionadas. Em Tratados das Enéadas, Plotino (205 d. C.-270 d.C.) concebe o belo como simetria das partes para haver a harmonia do conjunto. Tanto proporção quanto simetria são conceitos que alinham o belo à matemática, ou matematismo e belo formam um só cálculo. Os sentidos então são uma espécie de proporção, uma espécie de simetria.
            Foi dito antes que bem e belo fundam-se na forma, sendo que o bem faz com que a forma seja objeto de apetite porque todo ente deseja o bem; o belo, ao contrário, coloca a forma em relação com o puro conhecimento, por ser ele, o belo, aquilo cujo conhecimento causa prazer. Sendo assim, olhar é conhecer, e o deleite estético não passa de uma consequência desse conhecimento, visto que esse ato de adesão deleitosa é determinado pelo belo ou pelas formas matemáticas. A ideia de Tomás traz o subjetivo; ele, porém, é determinado pelo belo ou por conceitos matemáticos, cujo propósito implica apaziguar os sentidos, os apetites. Diferente de Tomás de Aquino, o ato de adesão deleitosa pode ser muito bem um livre ato de efusão concedida à coisa e não determinada por ela, e quem pensa assim é João Duns Escoto (1265-1308), para quem a visão estética é uma faculdade livre, pois seus atos sujeitam-se ao império da vontade. Longe de ser coincidência, essa faculdade livre - subentendam-se as experiências -, Escoto pertence à ordem franciscana, a mesma ordem de Roger Bacon (1214-1294) e de Robert Grosseteste (1168-1253). Todos estudaram na Universidade de Oxford e, entre eles, existe esta linha mestra de conhecimento, qual seja, a experimentação ou a vontade do sujeito.
            Penso ter ofertado uma ideia do que seja este significativo livro de Umberto Ecos. No capítulo 8, Santo Tomás e a Estética do Organismo, o autor detalha mais ainda o que esse pensador conceitua o belo; porém, como início, apresentei uma linha de raciocínio em que pontos importantes foram relacionados.                    
                 

sábado, abril 12, 2014

Eu li muito em...


Ser, eu disse ser, professor é caminho longo, nunca se é professor no começo de profissão. Até descobrirmos que não ensinamos, até descobrirmos que nunca sabemos, levamos um tempo nos enganando como professorais.

Encarnar a leveza de falar a alunos leva muito tempo; um certo bom hálito de alegria em sala, uma certa resistência do afeto, segundo Espinosa, só as horas vagarosas do tempo ofertam à alma e à carne.

Lecionar é para poucos, porque exige de nós uma certa estética da desobediência ordenada, e poucos conhecem a beleza do que ser barroco.

Ser professor é profissão que exige a reinvenção de nós mesmos por formas contraditórias. Quem deseja ser certinho em sala com sua fixa didática jamais será professor.

Lecionei em escolas onde havia todo motivo para eu não ler um bom livro em sala de aula ou no pátio, mas eu lia; eu me alegrava com a leitura; eu exigia atenção com a minha admiração de ler palavras.

Li onde não havia sala de leitura. Li onde não havia quem tivesse interesse por leitura. Li onde barulho incomodava. Li onde me diziam para não ler. Li para alunos que não tinham condições de comprar livro.

Li. Li. Li. E muitos alunos leram comigo. Muitos. Li a vida em páginas. Li muitos filmes também com eles. Quantas vezes fomos ao teatro, ao cinema e aos livros.

Li porque me fiz professor. Li para não ser esquecido por meus alunos como leitor. Enquanto leitor. Leitor.

quinta-feira, abril 10, 2014

Belas e eróticas senhoras (1)

O mito de Eros corresponde à intensidade da vida. Esta senhora de idade possui beleza. 

Não se trata, no sentido depreciativo, de uma velha, mas de uma senhora que ainda deseja ser desejada pela maturidade masculina.

A vovó ainda deseja viver para além das bênçãos dos netinhos. 

domingo, abril 06, 2014

A mentira de ser jornalista

Durante anos, trabalhei nas redações dos jornais de Rio Branco. Há uma verdade que nos engana, a de que existe jornalismo no Acre.

Mantidos pelo dinheiro público para enriquecer seus donos, os jornais acrianos só não são piores por milagre de Deus.

A única função social que eles têm é servir à máquina pública, isto é, a políticos.

E ainda tem gente que vomita arrogância por se achar que faz jornalismo.  

sábado, março 29, 2014

A Gramática, sua Importância

Sem tempo para ler o que desejo para repensar, por exemplo, a senhora Gramática na escola pública acriana, tem restado a mim lembranças de reuniões da escola Heloísa Mourão Marques, onde falei da importância do estudo gramatical. Tantas falas em vão.

Digo em vão porque a Secretaria da Educação propagava a ideia dos gêneros textuais. Sem jamais admitir a experiência, segundo John Dewey, a secretaria mantém uma relação vertical com a realidade escolar.

Um erro educacional menosprezar a gramática, saber pensado pelo sofista Górgias. Digo erro porque o pensamento gramatical é pensar a estrutura do próprio pensamento.

Como não falar de  estrutura no aprendizado da língua? Um contrassenso.     



  

sábado, março 22, 2014

O PT não é nosso inimigo

Quanto ódio, quanta raiva, quanta vontade de matar o PT, é como se o PT fosse uma pessoa, como se a política fosse destruir o inimigo. Enquanto ruminamos essa massa disforme de alimento nocivo à vida, jamais estaremos a edificar, por meio desta realidade virtual, o sentido mais humano do que seja A Política.

A monarquia sabia lutar contra o adversário; porque, na luta, havia a honra a ser defendida, mas uma honra defendida com elegância, por exemplo, com a destreza de um espadachim.

Na Grécia Antiga - nossa origem política -, o conflito em Ágora não era para destruir o (ad)versário, mas para convencê-lo, podendo ganhar ou perder, com honra, com elegância. Como Ágora era o espaço público do conflito, os gregos buscaram, por meio da Paideia (formação, educação), duelar com a palavra da MELHOR forma possível.

Senhores, o PT não é nosso inimigo, mas nosso ponto fixo para haver o saboroso conflito de ideias. Há ótimas pessoas no PT. Mais: há no PT boas ideias, algumas esquecidas. Lembremos ao PT, portanto, suas próprias ideias.

Repito: o PT não é inimigo; no máximo, encontra-se, parte dele, com o Mal de Alzheimer.

Política nunca foi desejar o Mal do outro.

domingo, março 09, 2014

Os garis e os professores

Em menos de 10 dias, a prefeitura do Rio de Janeiro concedeu 36% aos garis. A greve chegou ao fim.

Por mais de um mês, os professores pararam suas atividades em 2013, mas não obtiveram o aumento desejado.



Há tempo digo que não existe greve na educação, mas, para afirmar isso, é preciso compreender o sentido da greve para os anarquistas.
 

O lugar autêntico da palavra

Texto referente à epígrafe de Lewis Carroll:

“Cuidai do sentido, e as palavras irão por si mesmas ao lugar certo.”

    Ao escrever “cuidai do sentido”, penso onde as palavras não são cuidadas. Antes, no entanto, uma pergunta: o que é cuidar? No dicionário Houaiss, o primeiro significado é meditar com ponderação. De um, fomos para dois termos. Então, quais os significados originais de meditar e de ponderar? Aquele vem de medir; e este, de peso. Quem medita mede e quem pondera pesa. Ora, quando medimos, marcamos o limite, e, por causa do peso, vamos a fundo. Cuidar é, pois, isto: “marcar o limite com a profundidade do sentido”.
   
  Mas onde as palavras não têm limite e muito menos profundidade? Não leio outro termo a não ser este: vulgaridade. Com seu visgo, o vulgar gruda-se ao significante para disseminar significados inautênticos, dando ao senso comum a segurança do imediato, e o imediato, o prático, sabemos, opõe-se à reflexão.  A linguagem ordinária, por ser bruta, por ser coisa, por ser útil, não cuida da palavra a fim de que ela, a própria palavra, dê a nós sentido.
    
    Onde então as palavras são cuidadas? onde elas, uma vez cuidadas, irão ao lugar certo? Digo que estão neste lugar onde se marca o limite com a profundidade do sentido, qual seja, na poesia.

quinta-feira, março 06, 2014

Primeira-dama não entra no assunto (1)

Eu não sabia que eu era tão importante. 

Pensava que era apenas uma imigrante da década de setenta de Goiás para o Acre. Nascida em uma família simples, que gosta mesmo é de trabalhar. Meus pais sempre nos disseram que a mulher precisava “estudar para não depender de marido”. Isto significava o seguinte: seja dona das suas ideias, assim você será admirada, respeitada e amada por um homem que a mereça. E, assim foi. O destino me colocou um homem, que por causa do seu brilho, eu de repente virei vitrine.

Origem. Simples. Não depender de marido. Amada por suas ideias. Um homem. Virou vitrine.

Até aqui, não entrou no assunto.  

Se eu fosse do tipo que não aproveita as oportunidades para fazer o BEM e projetos ousados, digo na gastronomia e no design. Se não participasse da vida política do meu marido e ficasse apenas cuidando da sua agenda e dos botões das suas camisas eu não estaria passando por todos estes comentários. Mas, fui inventar de criar o ACRE SOLIDÁRIO, a ESCOLA DE GASTRONOMIA e promover o DESIGN de produtos acreanos. E, ainda motivar grupos de pessoas para debater a política. E ai eu perdi completamente a minha liberdade. Deixei de ser a Marlúcia para ser apenas a esposa, ou seja, a sombra.

Fazer o bem. Projetos ousados. Marido. Foi inventar. Debater política. Perdeu liberdade. Deixou de ser Marlúcia. 

Tudo bem, com muito orgulho sou Primeira Dama do Acre. Mas, gostaria que me descrevessem o papel de uma primeira dama. Mas, por gentileza cuidado com o que vão dizer, pois saibam de ante mão que eu não aceito receitas. Afinal de contas eu sou arquiteta, trabalho com a criação. Sei que muitos gostariam de me ver com os cabelos loiros e lisos, vestindo um vestidinho Chanel e sapatinhos meio salto, com pequenos sorrisos acenasse um tchauzinho com a mãos, usasse bolsa de marca importada, sempre maquiada e não abrisse a boca, pousasse com uma criança pobre no colo e fosse sempre fotografada entrando nas igrejas e nos asilos.

Descrever o papel de uma primeira-dama. Não aceito receitas. Arquiteta. Cabelos loiros e lisos. Chanel. Tchauzinho. Marca importada. Não abrisse a boca. Criança pobre no colo. Entrando nas igrejas.

Não entrou ainda no assunto.


Penso que muitos não percebem que o mundo mudou. Somos plurais. Vejam o nosso Papa, que lição de aproximação com as pessoas. Pergunto, por um acaso há diferença no meu caráter se sambo na Sapucaí ou se rezo no templo na segunda de carnaval?

O mundo mudou. Somos plurais. Pela primeira vez no texto, Sapucaí.


Vou informar aos desinformados. Eu através do ACRE SOLIDÁRIO, com apoio do governo e da Prefeitura de Rio Branco, antes do carnaval promovi um baile que arrecadou dinheiro para as vítimas da alagação. Este baile rendeu aproximadamente R$ 45.000,00 que estão sendo destinados a Rio Branco e a Sena Madureira. Visitei as famílias abrigadas no Parque de Exposição e coloquei o ACRE SOLIDÁRIO a disposição de todos. Saibam, que foi a meu pedido que o meu marido adiou o carnaval para o mês de maio. Visto os problemas que estamos passando, mas não podemos anular do calendário uma festa tão importante para a cultura e a economia local.

Baile de carnaval. 45 mil. Visitou famílias. Adiou o carnaval. Problemas.

Não entrou no assunto.
Vejam, diferentemente de outras Primeiras Damas do passado sombrio deste estado, eu não sou Secretária de Ação Social. Quem não se lembra de donativos que desapareceram numa grande enchente ocorrida há algumas décadas?

Comparação entre o agora e o antes de primeira-dama.

O Governo do Estado do Acre é composto por secretarias e secretários com alto nível de responsabilidade e competência os quais não precisam da minha pessoa para resolverem questões relevantes como as enchentes dos nossos rios.

Não precisam de minha pessoa.

Não entrou no assunto.
É público e notório, só não enxerga quem está querendo a derrota do meu marido, o trabalho que faço para ajudar o estado. Eu poderia apenas desfrutar das boas coisas que uma esposa de governador tem a oportunidade, como: ir a coquetéis, jantares, viagens e fotos com pessoas importantes. Poderia optar em cuidar apenas da educação dos meus filhos enquanto o pai governa um estado. Poderia gastar a maior parte do meu tampo cuidando da minha pele, do meu cabelo, das minhas unhas. Poderia ao invés de ser feliz dançando tomar remédio controlado, assim não incomodaria os olhos dos falsos profetas.

Poderia cuidar de sua vida particular.

Ainda não entrou no assunto. 

Mas, a minha opção foi de ser verdadeira, nunca fingir ser o que não sou. Saibam que gosto muito das expressões da cultura popular e de estar próxima a elas. Gosto de abraçar as pessoas, olhar nos seus olhos, ouvi-las, procurar compreende-las, ajuda-las e conhecê-las ... pessoas me inspiram. Por isto, não posso e não devo seguir o receituário de uma Primeira Dama que fica longe das pessoas ou com elas apenas no sofrimento. Me desculpem os que não convivem comigo, mas eu sou e serei uma Primeira Dama com a minha essência, cheia de responsabilidade e de postura que o mundo atual pede de um ser humano.

Não entrou na questão.

Sendo assim fui a Sapucaí a convite da Escola de Samba Unidos da Vila Isabel com a minha consciência tranquila prestigiar os acreanos ali homenageados. Era justo que eu fosse, pois coordenei durante 2013 o projeto CHICO MENDES VIVE MAIS. Lembrem que, até ajuda ao Rio de Janeiro o ACRE SOLIDÁRIO já enviou no momento daquela catástrofe em Petrópolis. Pena que os falsos profetas não queiram falar disso. Não gastei dinheiro público, mas sim o ganhado com o meu trabalho de arquiteta.

Depois de tantas linhas, retoma a questão da Sapucaí, mas não se aprofunda.

Agradeço imensamente todas as manifestações de apoio a minha pessoa e ao meu marido. Nunca esquecerei das palavras daqueles que me compreenderam e ficaram felizes, por eu ser uma das pessoas que estava ali com orgulho de ser acreana. Agradeço o carinho da Vila Isabel com a minha pessoa e com o Acre. Eu não imaginava sair na pista acompanhando os puxadores e a bateria. Infelizmente não conseguiu o título tão sonhado, mas para o Acre foi muito importante ser lembrado de maneira tão digna.

Para finalizar, quero dizer-lhes que sempre que possível, nunca abrirei mão da meu direito de ir e vir. E tenho dito.”

terça-feira, fevereiro 25, 2014

À Mony

Teu nome

Há quase dez anos,
quando teu encanto roçou em minhas cansadas retinas,

o som do teu nome atravessou meus olhos
como brisa.

E, durante um bom tempo, vaguei
entre a esperança e a morte

como vagabundo.

Por causa de teu nome, eu me perdi e, há quase 10 anos,
permaneço fiel à fragilidade de te amar

na rotina das horas

entre o tempo presente e a morte.

Aldoro!


domingo, fevereiro 16, 2014

Escola

QUANDO ESCOLA E POLÍTICOS IGNORAM A PRÓPRIA ESCOLA
Quando políticos acrianos falam de educação, a palavra não pesa. Assim, sem peso, a palavra pertence ao mundo da doxa, da opinião, oposto, portanto, ao profundo. A única coisa que sabem de educação é que ela tem oito letras, não sendo mais cérceos porque desconheço radículas mais rentes do que as de capim. No entanto, em todo Acre, são eles os únicos que dão à palavra educação dimensão pública. Semelhante ao mito de Roland Barthes, a escola acriana, por meio deles, é fala roubada.          
Em 2012, a deputada federal do PC do B Perpétua Almeida e o senador do PT Jorge Viana, com a permissão da escola Heloísa Mourão Marques, agendaram seus dias para falar aos alunos. Embora a instituição escolar seja responsável por promover o senso crítico, isto é, a capacidade de julgar o que se adéqua melhor ao corpo discente, a escola não selecionou o único tema de seu próprio interesse, qual seja, a educação, concedendo-lhes, no lugar de reflexões concernentes à escola, discursos conforme interesses partidários.
Para que partidos políticos discursem perante alunos, a escola pública admite um modelo de democracia que se caracteriza pela liberdade de falar, quer dizer, como não há nessa liberdade limite ou critério, fala-se o que quiser segundo o interesse de candidaturas, e não o interesse da escola ou da educação. Dessa forma, a escola, em nome de uma liberdade estranha à própria escola, permite que políticos falem de tudo, de tudo, de tudo na escola, menos de qualidade de ensino. Ora, se afirmei antes ser essa liberdade estranha à escola, é porque o político pode falar, por exemplo, de seu projeto contra a violência urbana ou a favor de mais verba à construção de presídios, como se qualquer e todo tema fosse de vital importância à educação, o que não é. Lanço dúvidas de que o político falará conforme seu interesse perante juízes, médicos, advogados, engenheiros. A liberdade democrática da escola pública, portanto, significa a escola não possuir a liberdade de pensar ou de pesar suas próprias palavras, quais sejam: a qualidade de ensino.
            No lugar de políticos agendarem o tema que quiserem para a educação, a escola deveria saber que, na democracia, a liberdade não é falar o que quiser, porque falar o que quiser não fundamenta o sentido ou a direção da liberdade. A liberdade terá sentido caso fale conforme a qualidade do que se fala. Quando a liberdade do indivíduo comete um crime, ou seja, quando não qualifica sua escolha, ele é preso, pois, quando livre, não soube escolher o melhor para ele e, como consequência, o melhor para o Outro. Foi preso por ter cometido um crime, mas o crime, aqui, significa, repito, que, quando livre, não percebeu que a liberdade exige qualidade de escolha do que se fala. Prende-se pelo fato de a liberdade do indivíduo não ter escolhido o melhor, não podendo, pois, conviver com o Outro. Somos livres para a (con)vivência e, para que o (con)viver se sustente, não se fala qualquer coisa, mas se escolhe o melhor para ser falado dentro de um contexto social, sabendo que falar já é um agir ou um ato. A liberdade, enfim, implica escolher a qualidade da palavra para que pulse o melhor agir da (con)vivência.
            Os políticos, se desejam falar aos alunos, deveriam ser alertados pela escola pública de que eles não falarão como se fala diante de câmeras de televisão, emitindo a mesma palavra indiferente a pessoas e a classes sociais. Na escola, contexto social específico, eles deveriam falar conforme o interesse dos ouvintes, no caso, dos professores e dos alunos.
            Comum na cultura escolar acriana, essa relação bizarra entre políticos e educação publica evidencia que, em seu próprio espaço, a escola não é sequer pensada por homens públicos, porque, em seu próprio espaço, a escola se permite a ser roubada pelo discurso político. Diante da presença de um senador ou de uma deputada federal, a escola pública se constrange, impedindo, por meio de uma democracia estranha à própria escola, que professores, alunos e políticos pensem a educação pública no espaço escolar.                                           
 

Deus não está aqui


sábado, fevereiro 15, 2014

Cinema e Literatura



Fotos de minha turma de 2011 estavam em meu celular, mas, como o Cristo Redentor não me protege, fui roubado no Rio de Janeiro, coisa que nunca ocorreu no Acre.

Na foto, a turma de 2010, ótima. Aqui, mais um encontro entre Literatura e Cinema. 

Lecionar no Acre é melhor do que no Rio, porque, um exemplo, ir a uma linda videoteca em Rio Branco tem uma ritual que no Rio de Janeiro não existe.

O único problema é que, por falta de política pública, esse tipo de relação (escola e cultura) não tem investimento do governo petista.

Eu era feliz e sabia.  

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Uma foto para os de fora


Caso ocorra uma tragédia com um jornalista acriano no Acre, profissionais de outros estados serão bem capazes de um ato solidário, sendo que essa tragédia, talvez, tenha maior projeção a partir de fora.

No entanto, quando uma tragédia ocorre com um jornalista carioca no Rio de Janeiro, qual alcance existe se repórteres acrianos solidarizam-se no Acre por meio de uma foto? 

Penso que essa foto só importa como ato de solidariedade profissional.

Mas que outros fatos trágicos ou constrangedores existem no Acre que repórteres acrianos não aparecem na foto como imagem de solidadriedade, de questionamento, de protesto?

Fora a solidariedade, posar por causa da morte do cinegrafista da Band Santiago Ilídio Andrade é uma forma de existir ou de ser visto somente por causa de um fato externo à realidade local, à realidade da imprensa acriana. 

A foto é para os de fora, para um problema ocorrido fora do Acre. Como houve repercussão nacional, aos profissionais acrianos então é permitida a manifestação pacífica, sem comprometer ninguém.       

Mas onde estão as fotos de repórteres acrianos que se solidarizam com os constrangimentos da imprensa acriana ou com alguma vítima da violência entre policiais e manifestantes?

Não existe violência entre policiais e a população acriana? 

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Teoria 2

Muito difícil (con)versar com pessoas que falam com suas marcações muito fixas, por exemplo, "na teoria, isso é muito fácil, quero ver na prática". São os famosos clichês.

Teoria é palavra deformada pela opinião comum, a doxa. A palavra tem seu sentido original, autêntico; sem ter passado antes pela deformação do senso, teoria, que vem do grego, significa "ver".

Entre os sentidos, a visão é a que mantém a maior distância do objeto, ou seja, por meio da visão, ampliamos nossa percepção. 

Mais: ao vermos o objeto, isto é, ao estarmos distante dele, não nos envolvemos com ele. O olhar exerce domínio sobre.

A prática, no entanto, aproxima sujeito e objeto, porque, como não existe a distância, não se vê o que se faz, estando o sujeito, portanto, envolvido. 

Na prática, não existe o "ver", mas um hábito de ser condicionado pelo objeto.

Ora, objeto, no sentido original, significa "o que causa obstáculo, impedimento". Estando próximo ao objeto, a prática impede ver além, porque, para ver além, é preciso estar distante do objeto, ou seja, é preciso teorizar.

"Os trabalhadores manuais agem, mas sem saber o que fazem", escreveu Aristóteles em "Metafísica".

James Watt teorizou a máquina a vapor. Outros, entretanto, só a usam. Ou será que são condicionados por ela?

domingo, fevereiro 09, 2014

Teoria

Muitos usam - e não se servem - a palavra "teoria" no sentido de ela não se relacionar com a prática cotidiana.

Quem teoriza afasta-se da realidade pelo fato de abstrair, isto é, de retirar da realidade palavras sem relação com a vida.

Mas a questão está muito longe de ser isso.

domingo, fevereiro 02, 2014

Irresponsabilidade fiscal do PT

Depois de Rondônia (- 11,1%), o Acre é o segundo estado deficitário em receita corrente líquida, com - 5,7%, seguido de Pernambuco, - 3%.

Isso significa que o Acre do PT contribui para a fraqueza das finanças públicas do pais.

O Acre está no vermelho, não contribuindo para o superávit primário, ou seja, não contribuindo com a economia do pagamento de juros.

Isso quer dizer que o Acre não tem compromisso fiscal, isto é, gasta muito mais do que arrecada.

Os dados são do Banco Central.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Deus não existe

O senso comum ou a doxa sempre afirma com toda naturalidade que “Deus existe”, sem saber o único sentido de “existir”.

Não se opina sobre a palavra “existir”, isto é, a palavra não varia conforme a opinião de cada falante, porque a palavra possui seu sentido original, primeiro; um sentido em si mesmo, na própria palavra.

“Ex-istir” significa “estar fora de”. Esse, o sentido da palavra em si mesmo. Assim, dentro de seu próprio significado, “existir”, por ser “estar fora de”, é “separar-se de”.

Uma vez a separação, temos duas substâncias. Deus, porém, só pode ser uma só substância. Deus, portanto, não existe, porque, ao não existir, não “está fora de” e, como consequência, não “está separado de”.

Mais: caso Deus exista, ou seja, se Ele “está fora de” o que O mantinha como Deus, isto é, absoluto, quer dizer, ilimitado, imperecível, indeterminado, eterno, Ele, uma só substância, “não está fora de” o ilimite, de o infinito, de o indeterminado.

No entanto, se afirmarmos que Deus existe, repito, que Ele “está fora de”, fora do ilimite, Deus então está no limite determinado pelo tempo; mas, como Ele não está no tempo, pois, se estivesse, Deus seria determinado, finito, limitado e  transformado pelo tempo, porque o tempo é movimento. 


Deus está fora do movimento. Deus não se transforma. Deus, portanto, não existe.

quinta-feira, janeiro 16, 2014

O vice de Roseana Sarney

Tenho andado muito preocupado com a falta de comida no prato da governadora do Maranhão, R. Sarney. 

No estado mais miserável deste "Berço Esplêndido", a Sarney está sentindo muita fome de 80 quilos de lagosta fresca, 
de 180 quilos de salmão fresco e defumado, de 120 quilos bacalhau do Porto e de 750 quilos de patinhas de caranguejo, porque, depois de a imprensa publicar sua gula, a Sarney cancelou seu desejo.

Com isso, o povão que votou e que não votou nela não precisa pagar a conta, 
por exemplo, de mais de R$ 100 mil com camarões, R$ 55 mil com 950 quilos de sorvete, R$ 1 milhão com bebida e com canapê de caviar.

Mas a Sarney não está só. Com ela, encontra-se o vice-governador, Washington Luiz, que é do Partido dos 
Trabalhadores.

Repare só como ele ficou bem... mal na foto do quadro político do Maranhão. 




domingo, janeiro 05, 2014

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Palavras imortais à Mony


Sobre teu corpo,
deixe tombar minha vida,

bem maior não há 
quando, perante teus olhos,

respiro.

Sobre teu corpo,
deixe cair meu destino,

bem maior não há 
quando, diante de tua alma,

me findo.