sexta-feira, janeiro 18, 2013

Só Jesus salva a conta bancária

Com fortuna de R$ 2 bilhões, Edir Macedo é o pastor evangélico mais rico do Brasil, diz revista

Do UOL, em São Paulo

Forbes lista os seis líderes evangélicos mais ricos do Brasil

Foto 1 de 5 - A revista "Forbes" listou os milionários entre os bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil. Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, tem fortuna estimada em quase R$ 2 bilhões e lidera a lista AgNews
"Religião sempre foi um negócio lucrativo." Assim começa uma reportagem da revista americana "Forbes" sobre os milionários bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil.
A revista fez um ranking com os líderes mais ricos. No topo da lista, está o bispo Edir Macedo, que tem uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, segundo a revista.
Em seguida, vem Valdemiro Santiago, com R$ 400 milhões; Silas Malafaia, com R$ 300 milhões; R. R. Soares, com R$ 250 milhões; e Estevan Hernandes Filho e a bispa Sônia, com R$ 120 milhões juntos.

OS SEIS LÍDERES EVANGÉLICOS MILIONÁRIOS, SEGUNDO A "FORBES"

NomeFortunaIgreja
Edir MacedoR$ 2 biIgreja Universal do Reino de Deus
Valdemiro SantiagoR$ 400 miIgreja Mundial do Poder de Deus
Silas MalafaiaR$ 300 miAssembleia de Deus Vitória em Cristo
R.R. SoaresR$ 250 miIgreja Internacional da Graça de Deus
Estevam Hernandes Filho e bispa SôniaR$ 120 milhõesIgreja Renascer
  • Fonte: "Forbes"
Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, além de ser o pastor mais rico do Brasil, possui templos até nos Estados e um jatinho particular, de modelo Bombardier Global Express XRS, estimado em R$ 90 milhões.
Macedo tem 10 milhões de livros vendidos, alguns deles extremamente críticos à Igreja Católica e a algumas religiões africanas.
Seu maior movimento aconteceu na década de 1980, quando adquiriu a rede Record, a segunda maior emissora do Brasil. Além disso, é dono do jornal "Folha Universal", que tem uma circulação de 2,5 milhões de exemplares, e da gravadora Record News.
Seguindo os passos de Macedo, Valdemiro Santiago é ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Após se desentender com o chefe, ele fundou sua própria igreja: a Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem 900 mil seguidores e mais de 4.000 templos, muitos deles adornados com imagens dele. Sua fortuna é estimada em R$ 400 milhões.
Silas Malafaia é líder da Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal brasileira. Entre os pastores, ele é o mais polêmico, e se envolve frequentemente em controvérsias com a comunidade gay do Brasil, já que declara ser o maior opositor ao casamento gay.
Ele também é uma figura proeminente no Twitter, onde possui mais de 440 mil seguidores.
Em 2011, Malafaia, cuja fortuna é estimada em R$ 300 milhões, lançou uma campanha a fim de arrecadar R$ 1 bilhão para a sua igreja, com o intuito de criar uma emissora de televisão global, que seria transmitida em 137 países. Os interessados podem contribuir com somas a partir de R$ 1.000, e em troca receberão um livro.
Já o cantor, compositor e televangelista Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares, é possivelmente o mais multimídia entre os pastores brasileiros. Fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, R. R. Soares é uma das faces mais regulares da TV brasileira.
Ele também é ex-membro da Igreja Universal do Reino de Deus, além de ser cunhado de Macedo. Autointitulado "missionário", tem uma fortuna estimada em R$ 250 milhões. Seu jatinho particular, de modelo King Air 350, custa "apenas" R$ 10 milhões.
Fundadores da Renascer em Cristo, o "apóstolo" Estevam Hernandes Filho e sua mulher, a "bispa" Sônia, possuem mais de mil igrejas no Brasil e no exterior – várias delas na Flórida, nos Estados Unidos.
Com uma fortuna estimada em R$ 120 milhões, o casal foi manchete dos jornais internacionais em 2007,quando foram presos em Miami sob a acusação de levarem consigo mais de R$ 100 mil não–declarados. Algumas notas estavam escondidas em meio às páginas da Bíblia, segundo agentes norte-americanos.
Eles voltaram ao Brasil um ano depois, onde respondem por outros crimes, entre eles a queda do teto de um de seus templos, que deixou nove pessoas mortas em 2009.
Entre seus ex-fiéis mais conhecidos, está o jogador de futebol Kaká, que doou mais de R$ 2 milhões no período em que frequentou a igreja. Ele deixou a instituição após as denúncias de fraude envolvendo o casal Hernandes.
Ser um pastor evangélico no Brasil é o sonho de muitas pessoas, de acordo com a Forbes. Diferente de muitas igrejas protestantes, que requerem que seus pastores tenham uma graduação, as igrejas neopentecostais brasileiras oferecem cursos intensivos para "criar" pastores com um custo de R$ 700, para poucos dias de aula.
Não é apenas uma questão de dinheiro – Malafaia, por exemplo, chega a pagar salários de R$ 20 mil a seus pastores mais talentosos – mas também de poder, segundo a reportagem.
Muitos pastores brasileiros conseguiram passaportes diplomáticos nos últimos anos. Alguns, especialmente os mais ricos, são cortejados por políticos em época de eleições. Para finalizar, igrejas são isentas de impostos.

Crescimento os evangélicos

A Forbes também destaca o crescimento dos evangélicos no Brasil --de 15,4% para 22,2% da população na última década--, em detrimento dos católicos. Hoje, os católicos romanos somam 64,6% da população, ou 123 milhões de brasileiros. Os evangélicos, por sua vez, já somam 42 milhões, em uma população total de 191 milhões de pessoas.
Para a revista, um dos motivos do crescimento de religiões evangélicas se dá graças à teologia da prosperidade, segundo a qual o progresso material é resultado dos favores de Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega um olhar conservador sobre o além-vida, os evangélicos --sobretudo os neopentecostais-- são ensinados a ter prosperidade nesta vida.
A fórmula parece estar funcionando. De acordo com a revista, os evangélicos formam uma parte da nova classe média brasileira, conhecida como classe C. Enquanto isso, os mais ricos e os mais pobres permanecem católicos.
Os evangélicos não só usufruem de seus bens como doam uma parte de sua renda à igreja – prática conhecida como "dízimo" e que também está presente em outras religiões cristãs. Isto faz com que certas igrejas pentecostais sejam negócios altamente lucrativos, e seus líderes, milionários. É a chamada "indústria da fé".

O Acre e a Gramática


Político acriano ignora o que seja qualidade de ensino. Sem exceção, eles falam muita merda quando o assunto é escrever e ler bem na escola pública, talvez, quem sabe, pelo motivo  de seus filhos estudarem em escolas particulares.

No Acre, político desconhece o que seja escola e muito menos o que seja sala de aula.

A Prefeitura de Rio Branco tem obtido  crescimento gradual segundo o IDEB, mas os números somente correspondem ao primeiro ciclo do ensino fundamental, não havendo índice para o último.

Embora haja crescimento gradual do IDEB, que políticos usam para seus interesses, isso não significa ótimas condições de trabalho para o professor e muito menos qualidade de leitura e de escrita entre as quatro paredes.

Para piorar a situação, técnicos da Secretaria de Educação do Acre disseminaram nas escolas públicas que o aluno não precisa estudar gramática.

Isso significa que aluno desconhece orações subordinadas adverbiais, não precisa delas, porque ele as aprenderá por meio de gêneros textuais. O mesmo ocorre com o uso do fenômeno da crase, ele aprenderá por meio de gêneros textuais.

Um absurdo uma secretaria afirmar, por meio de técnicos, que a gramática é desnecessária. Eu, até hoje, consulto gramáticas para escrever conforme o padrão da língua, o mesmo padrão exigido pelo Enem.


Escrever bem depende, TAMBÉM, da gramática tradicional.

terça-feira, janeiro 15, 2013

Finalmente retornou. Vou comprar

Lançamento: O arco e a lira, de Octavio Paz

jan 15th, 2013 | Autor Toinho Castro | Categoria: Hoje na Blooks
Super lançamento para que aprecia poesia! Publicado originalmente em 1956 e fora das prateleiras há bastante tempo O arco e a lira, do poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz (1914-1998), ganha uma belíssima reedição pela Cosac Naify, num acordo com a editora mexicana Fondo de Cultura Económica. A parceria promete mais literatura de primeira ao longo de 2013, inclusive com lançamento de mais um título de Paz, Filhos do lodo, espécie de continuação de O arco e a lira.

O arco e a lira é uma profunda reflexão sobre o fazer poético, um dos ensaios mais importantes da literatura mundial. Tê-lo de volta às prateleiras é importante pelo valor de uma obra como essa mas também pelo que ela traz de valor à própria poesia, como objeto da atenção dos leitores e editores. O livro é simples: a poesia é importante. O poeta, esse mensageiro estranho, precisa ser ouvido e sua mensagem processada, refletida, colocada na ordem da vida. Viva a presença da obre de Paz entre nós.
A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro. Pão dos eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à terra natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo com a ausência, é alimentada pelo tédio, pela angústia e pelo desespero. Oração, litania, epifania, presença. Exorcismo, conjuro, magia. Sublimação, compensação, condensação do inconsciente. Expressão histórica de raças, nações, classes. Nega a história: em seu seio resolvem-se todos os conflitos objetivos e o homem adquire, afinal, a consciência de ser algo mais que passagem. Experiência, sentimento, emoção, intuição, pensamento não-dirigido. Filha do acaso; fruto do cálculo. Arte de falar em forma superior; linguagem primitiva. Obediência às regras; criação de outras. Imitação dos antigos, cópia do real, cópia de uma cópia da Idéia. Loucura, êxtase, logos. Regresso à infância, coito, nostalgia do paraíso, do inferno, do limbo. Jogo, trabalho, atividade ascética. Confissão. Experiência inata. Visão, música, símbolo. Analogia: o poema é um caracol onde ressoa a música do mundo, e métricas e rimas são apenas correspondências, ecos, da harmonia universal. Ensinamento, moral, exemplo, revelação, dança, diálogo, monólogo. Voz do povo, língua dos escolhidos, palavra do solitário. Pura e impura, sagrada e maldita, popular c minoritária, coletiva e pessoal, nua e vestida, falada, pintada, escrita, ostenta todas as faces, embora exista quem afirme que não tem nenhuma: o poema é uma máscara que oculta o vazio, bela prova da supérflua grandeza de toda obra humana!
Como não reconhecer em cada uma dessas fórmulas o poeta que as justifica e que, ao encarná-las, lhes dá vida? Expressões de algo vivido e padecido, não temos outro remédio senão aderirmos a elas – condenados a abandonar a primeira pela segunda e esta pela seguinte. Sua própria autenticidade mostra que a experiência que justifica cada um desses conceitos os transcende. Será preciso, portanto, interrogar os testemunhos diretos da experiência poética. A unidade da poesia só pode ser apreendida através do trato desnudo com o poema.
Um poema é uma obra. A poesia se polariza, se congrega c se isola num produto humano: quadro, canção, tragédia. O poético é poesia em estado amorfo; o poema é criação, poesia que se ergue. Só no poema a poesia se recolhe e se revela plenamente. É lícito perguntar ao poema pelo ser da poesia, se deixamos de concebê-lo como uma forma capaz de se encher com qualquer conteúdo. O poema não é uma forma literária, mas o lugar de encontro entre a poesia e o homem.
O poema é um organismo verbal que contém, suscita ou emite poesia. Forma e substância são a mesma coisa. Mal desviamos os olhos do poético para fixá-los no poema, aparece-nos a multiplicidade de formas que assume esse ser que pensávamos único. Como nos apoderarmos da poesia se cada poema se mostra como algo diferente e irredutível?
A forma mais alta da prosa é o discurso, no sentido estrito dessa palavra. No discurso as palavras aspiram a se constituir em significado unívoco. Esse trabalho implica reflexão e análise. Ao mesmo tempo introduz um ideal inatingível, já que a palavra se nega a ser mero conceito, significado sem outra coisa mais. Cada palavra – à parte suas propriedades físicas – encerra uma pluralidade de sentidos. Assim, a atividade do prosador se exerce contra a natureza própria da palavra.
A palavra, finalmente em liberdade, mostra todas as suas entranhas, todos os seus sentidos e alusões, como um fruto maduro ou como um foguete no momento de explodir no céu. O poeta põe em liberdade sua matéria. O prosador aprisiona-a.
O poema, sem deixar de ser palavra e história, transcende a história. Sob condição de examinar com mais atenção em que consiste esse ultrapassar a história, podemos concluir que a plural idade de poemas não nega, antes afirma, a unidade da poesia.

O Acre não existe



Conversando com um parente, ele me disse que o Acre não existe. Concordei. E aqui, meu primo, digo-lhe o porquê de o Acre não existir.

1. O rio Tietê não é rio. O rio Tietê é esgoto a céu aberto. Nesse sentido, São Paulo não existe;

2. No Acre, assaltante jamais explodiu caixa eletrônico;

3. No Acre, no interior, quem planta nunca passa fome;

4. No Acre, motorista não fica três horas em engarrafamento, porque não existe engarrafamento;

5. No Acre, ônibus não é assaltado;

6. No Acre, no interior, não existe miséria, e a pobreza é mais rica do que a pobreza de São Paulo e do Rio de Janeiro;

7. No Acre, a saúde pública é melhor do que a saúde pública do Rio de Janeiro;

8. No Acre, a vida de índio é melhor do que a vida de assalariado de São Paulo e do Rio de Janeiro;

9. No Acre, não existe bala perdida;

10. Realmente, meu primo, o Acre não existe.          

domingo, janeiro 13, 2013

A importância do PT e a sua inutilidade

Durante 20 anos, morei no Acre. Vinte anos. Cheguei em 13 de março de 1992 para lecionar na Universidade Federal do Acre. 

A pessoa com quem falei ao telefone para saber sobre a vida no Acre foi a professora Afra, da Ufac.

Se não mentiu, pelo menos ocultou a verdadeira realidade social do Acre naquela época. Dessa forma, sem saber onde pisaria, viajei de avião pela Varig.

Só não retornei porque conheci dois GRANDES amigos: o casal Lucinéa e Matheus. Em 1994, fui morar em Rio Branco, onde presenciei a administração do petista Jorge Viana.

Continuei então no Acre para esperar a administração petista no governo de estado. Valeu a pena esperar.

A Frente Popular transformou um canto de meu país. Isso deve ser reconhecido. Sou apaixonado por essa terra simples, farta, lugar onde não se passa fome no interior, onde a terra faz brotar fartura.

O PT possui sua importância; no entanto, no campo da educação, para sar um exemplo, sua política caduca. Parece que seus membros padecem de inteligência para imprimir a laser ideias originais nas escolas.

O PT acriano é um partido que construiu o Acre (prédios, pontes, viadutos, escolas), mas um governo não pode se reduzir a isso.

Escola, diferente de viaduto, tem representação simbólica; porém, quando um grupo ignora o que isso significa, escola não passa de cimento e de tijolos.

Entretanto, para esse mesmo grupo, quando sua propaganda de governo entra nas casas pela televisão, o viaduto é progresso, é desenvolvimento.  

As boas ideias elevam-se acima dos partidos, do poder, dos interesses de grupo. Por deixar boas ideias tradicionais de lado e por ignorar ideias modernas, o PT acriano, aos poucos, vai se tornando inútil. 

Uma dica, Leminski


A obra de Paulo Leminski está ausente há muitos anos no mercado. A editora Iluminuras relançou em 2010 sua prosa experimental, "Catatau". Uma obra. O todo encontra-se ocultado.

Para sair desse silêncio editorial, a Companhia das Letras lançará em fevereiro "Toda poesia", livro que acolherá toda obra desse curitibano.

Para os amantes da poesia e para os que estudam a linguagem poética, ler Paulo é, 
por inúmeros motivos, uma obrigação, também, estética.

Escrever bem depende também de ler ótimos autores, um exemplo, ele, o cara: Paulo Leminiski.
     

sexta-feira, janeiro 11, 2013

A escola e a igreja

Durante os anos lecionados na escola estadual Heloísa Mourão Marques, no Acre, entrei em sala com "sejam bem-vindos ao inferno".

Pais evangélicos, crentes ou protestantes crucificaram-me. A palavra "inferno", propriedade da igreja, jamais poderia ser usada como recepção.

Muitas vezes, fui conduzido à direção escolar.

Vendo isso hoje, percebo a fraqueza da instituição escola diante de pessoas que são educadas por pastores. Os livros na escola não têm importância quando as páginas da Bíblia são abertas nos cultos pelos incultos.

No Acre e em muitos lugares do Brasil, são as igrejas que ensinam a palavra, cabendo à escola a entrega do diploma.

Passamos quatro anos na faculdade e dedicamos boa parte do tempo aos livros para, na escola, lugar das ideias, um professor valer menos do que um pastor inculto, fanático e intolerante, que diz, a fiéis mais incultos, mais fanáticos e mais intolerantes, que "inferno" é o lugar do diabo, que este possui chifre, cauda.

Se pastores ignorantes pregam a palavra de Deus conforme sua escolaridade e condição social, se esses pastores interpretam a palavra segundo a tolice dos superficiais, por que na escola, por meio das disciplinas história, literatura e filosofia, a Bíblia não pode ser lida e interpretada?

Penso que a temática "homossexualismo" deveria passar por essas disciplinas, porque a igreja, segundo pastores intolerantes, usa a Bíblia para disseminar a violência (semântica).

Em 2012, 338 foram assassinados. Em 2011, 266. Em 2005, 81 homossexuais perderam a vida por causa de uma intolerância iniciada também nas igrejas evangélicas.

Imagino uma escola pública em que alunos lerão uma bela obra literária de Oscar Wilde (homossexual) e conhecerão sua vida por meio da literatura.

Na aula de história, por sua vez, estudarão o período vitoriano, época de Oscar Wilde.

E a filosofia? Os alunos estudarão conceitos, por exemplo, religiosidade, ética.

Depois, no final do semestre, um filme autoral para os alunos lerem os conceitos nas imagens.

Mas não terminei: para as três disciplinas, um livro escrito por um religioso culto e reconhecido por sua obra, por exemplo, o padre Daniel A. Helminiak.

Jovens deveriam aprender palavras em boas escolas públicas, não em igrejas incultas.

Mas o contrário se reproduz como capim no pasto. Sejam bem-vindos ao inferno (da ignorância)


quinta-feira, janeiro 10, 2013

A morte de uma página

A página virtual da escola HMM não funciona mais. Morreu. A direção, nessa página, pertence ainda à professora Osmarina.

Deus está nos detalhes.

Senadores acrianos querem mais e mais grana

Suplicy muda de ideia e decide devolver salário extra ao Senado


ANDREZA MATAIS

GABRIELA GUERREIRO


O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse nesta quinta-feira que reviu sua posição e decidiu devolver o dinheiro do salário extra que recebeu em dezembro do Senado.


Reportagem da Folha de hoje mostrou que, embora tivessem apoiado projeto que extinguiu o pagamento do 14º e 15º salários, 68 dos 81 senadores embolsaram o dinheiro, incluindo Suplicy.

Carlos Cecconello -1º.jul.2011/Folhapress
Suplicy disse que vai abrir mão de salário extra
Suplicy disse que vai abrir mão de salário extra
O senador afirmou que sua ideia era doar o salário extra de R$ 26,7 mil para um projeto social, mas, após a reportagem, avaliou que os eleitores e a população poderiam considerar que estava fazendo uso particular do valor e que decidiu, portanto, devolver o dinheiro ao Senado.

Na votação do projeto que acaba com os pagamentos, em maio, Suplicy afirmou: "Em nome do PT, recomendo o voto 'sim', uma vez que, para o conjunto dos trabalhadores, não há algo dessa natureza". O projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara. Até isso ocorrer, o pagamento é legal.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também informou, por meio da assessoria, que irá devolver o dinheiro.

O Senado informou, nesta quinta-feira, que 13 senadores decidiram devolver o salário extra já recebido ou a receber em fevereiro, quando têm direito a mais um extra. No total, os dois salários extras somam R$ 53.400 a mais nos contracheques.

Veja a lista de quem se recusou a receber o salário extra:

Ana Amélia (PP-RS)
Ana Rita (PT-ES)
Antonio Russo (PR-MS)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
João Capiberibe (PSB-AP)
João Costa (PPL-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Pedro Taques (PDT-MT)
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)

Você viu algum senador acriano na lista?

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Fugidos à

"Nos anos seguintes, muitos artistas europeus, fugidos à guerra, procuraram refúgio ali, (...)."

Trecho do livro Milagrário Pessoal, do angolano José Eduardo Agualusa, o habitual  é escrever fugidos da guerra.

Em certas situações, fugidos à cai muito bem, cujo sentido é o mesmo de fugidos da.
 


terça-feira, janeiro 08, 2013

A função social de Marcos, não sua pessoa


Marcos Afonso esteve no Programa da Jô para falar de leitura. Fique bem claro que não tenho nada contra a pessoa de Marcos, ser humano íntegro, manso, gente boa.

Mas a questão não é a sua pessoa, e sim sua função dentro da sociedade acriana. Marcos é diretor de uma biblioteca. Por causa de sua função social, ele pode merecer críticas, porque políticas públicas dependem dele e de seu grupo político.

Devemos saber separar a pessoa de sua função social.

Nesse sentido, ou seja, como diretor, Marcos vai a um programa para exaltar a leitura enquanto em escolas públicas não há nem salas de leitura. 

Marcos deveria saber mobilizar a sociedade (Ufac, Academia Acriana de Letras, escolas) para que metas de leitura fossem cumpridas pelos governantes.

No entanto, Marcos, para se manter em sua função, faz o trivial, o cômodo, o óbvio, o normal, o televisivo. 

O poder imobiliza a desobediência.

Folha de São Paulo

Vladimir Safatle

 08/01/2013 - 03h30


O fim do mensalão

O retorno de José Genoino à Câmara dos Deputados é sintoma de uma bizarra compulsão de seu partido em relação ao chamado mensalão.

É compreensível levantar discussões sobre a extensão e a profundidade das penas, assim como sobre a necessidade de punir com o mesmo rigor a vertente tucana do escândalo. Não é aceitável, porém, agir como se nada tivesse ocorrido, como se o julgamento fosse simplesmente um complô urdido contra a esquerda brasileira.

Ao afirmar que os condenados no mensalão não seriam desligados do partido, ao aceitar organizar uma contribuição para auxiliar tais condenados a pagarem as multas aplicadas pelo STF e, agora, ao achar normal que alguém condenado em última instância assuma uma vaga no Congresso, o PT age como um avestruz que coloca a cabeça na terra e erra de maneira imperdoável.

O mínimo a ser feito depois do julgamento era apresentar uma autocrítica severa para a opinião pública. Tal autocrítica não deveria ser apenas moral, embora ela fosse absolutamente necessária.

Ela deveria ser também política, pois se trata de compreender como o maior partido de esquerda do Brasil aceitou, em prol do flerte com as práticas mais arcaicas de "construção da governabilidade", esvaziar completamente as pautas de transformação política do Estado e de aprofundamento de mecanismos de democracia direta.


Desde que subiu ao poder federal, planos interessantes, como o orçamento participativo, sumiram até mesmo da esfera municipal do PT, o que dirá a discussão a respeito da superação dos impasses da democracia parlamentar.


No seu lugar, setores do partido acharam que poderiam administrar a política brasileira com os mesmos expedientes de sempre e, ainda assim, saírem ilesos. Agora, mostram-se surpresos com o STF.


Para que todos não paguem por isso diante da opinião pública, há de se dizer claramente que não é a esquerda brasileira que foi julgada no mensalão, mas um setor que acreditou, com uma ingenuidade impressionante, poder abandonar a construção de novas práticas políticas sem, com isso, se transformar paulatinamente na imagem invertida daquilo que sempre criticaram.


Se uma autocrítica fosse feita, o Brasil poderia esperar que certos atores políticos começassem, enfim, uma reflexão sobre a necessidade do aprofundamento da participação popular como arma contra a corrupção do poder.

Ao que parece, no entanto, precisaremos de muito mais escândalos para que tal pauta seja, um dia, colocada em cena.

VLADIMIR SAFATLE
 escreve às terças-feiras nesta coluna.
Vladimir Safatle
Vladimir Safatle é professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de São Paulo). Escreve às terças na Página A2 da versão impressa.

  1. Rivaldo Riveiras (741)
    (11h25) há 2 horas
    Finalmente uma coluna sensata.....
    Agora, o que é importante dizer é que essa lambança toda é causada pelo conceito de "infalibilidade das esquerdas" ou então "o que é de esquerda é bonito".
    PÊTÊ, militantes, intelectuais, filósofos, etc sempre assinam embaixo e apóiam qualquer coisa que esse pessoal apronta em nome do tal progressismo vermelho.
    Do asqueroso mollusko, passando pelo Marco Antonio Garcia e chegando ao Genoíno, tudo vale porque é PÊTE...
    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem
  2. NELSON GOMES AFFONSECA JUNIOR (388)
    (08h45) há 4 horas
    Opinião serena de um articulista com pendores simpatizantes à esquerda que, no entanto, tem pruridos morais, para ao contrário de Jânio de Freitas que em artigo recente, de forma desavergonhada dava conta de que os problemas do partido do mensalão são de natureza de assessoria de imprensa, hoje ruim e que de forma diferente daria outra imagem. Propunha Goebbels, enfim. Vladimir sabe que a questão moral ainda não foi tocada e o mea culpa público é mais que necessário, essencial.
    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem
  3. M.V Valvemark (457)
    (11h35) há 2 horas
    Caro Vladimir, Parabéns!!
    É bem por aí mesmo, políticos mal intencionados devem ser punidos, independentemente do partido a qual pertençam, inclusive os do P/S/D/B, partido do qual eu me simpatizo!!
    Somos cidadãos e não torcedores de facções politicas e partidárias!!
    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

http://folha.com/no1211246

O velho de novo

Passar a imagem de pessoa comum por estar ele, o prefeito Marcus Alexandre, de Rio Branco, sendo servido e por se sentar em um local onde todos podem estar.

A foto política registra o momento em que a distância entre governante municipal e  contribuinte anula-se, passando a ideia de homem simples, humilde.  

Marcus Alexandre não me convence, porque tudo no homem que exerce o poder tem a intenção de tirar alguma vantagem.



Tudo em um homem público tem interesse político

Repare na posição do fotógrafo (ele recebe pela prefeitura para isso?): seu ângulo busca a expressão facial da autoridade, não se importando com o rosto de quem serve.

Além de anônima, quem serve permanece, sob a lente do fotógrafo, irreconhecível, ou seja, ela só importa como aquela que realiza o gesto de servir não só ao prefeito, mas à cena política, qual seja, Marcus Alexandre é igual a você.

Mas isso é ser popular? 

O que há de novo nisso? 

Um jovem prefeito expondo-se a uma prática política tão velha.

Foi para isso que você veio?

Quero vê-lo, como representante do PT, partido que lutou pelas causas democráticas, expondo o orçamento da prefeitura aos cidadãos em uma assembleia popular a fim de o contribuinte destinar dinheiro público mais para educação, saúde, saneamento e muito menos para a propaganda.

Mas você não veio para isso.