
Preciso escrever sobre?
O Acre poderá receber, a partir de 2008,
grandes eventos esportivos em várias modalidades
Fragmento de matéria escrita por Paulo H. Nascimento
O secretário extraordinário de Esportes, Cassiano Marques, reuniu-se com vários presidentes de confederações durante a realização do Pan-Americano, no Rio de Janeiro, e está bastante confiante.
“A nossa intenção é trazer grandes eventos para o Acre, colocando a cidade dentro desse circuito. Isso significa muito para o esporte, mas o turismo está diretamente ligado e podemos gerar muitos recursos”, comentou Cassiano."
Para evitar especulações, Cassiano Marques afirmou que os eventos serão divulgados somente quando estiverem confirmados.
“Esse é início de um projeto e precisamos trabalhar com cautela. Estamos trabalhando para termos a seleção brasileira de futsal neste ano e queremos realizar o Sul-Americano de Futevôlei em 2008. São projetos encaminhados”, disse Cassiano.
Língua - Quando leio algo nos jornais sobre o esporte acreano, vejo a Copa do Mundo em Rio Branco e, agora, o conteúdo da matéria acima. Tudo muito espaçoso, tudo muito grandioso.
Não há, no entanto, uma política de esporte direcionada às escolas públicas e aos clubes de futebol. Não há política esportiva. Não sou eu quem diz isso. É o pessoal da área.
Quem leciona nas escola sabe que inexiste uma política esportiva que revele talentos no futebol, no vôlei. Os Jogos Escolares existem, mas, no cotidiano escolar, onde a imprensa não chega, não há trabalho de base.
O secretário de Esporte é bem intencionado. Este blog também.
Após alguns meses, Cibele e Wallena dissertaram melhor que em março, quando as aulas iniciaram-se.
Sei que não consegui um bom resultado com todos, mas alguma transformação ocorreu. Alguma.
Como professor há quase 20 anos, entro em sala, ainda, para transformar meu aluno, porque luto entre quatro paredes contra minha incompetência, por isso resultados bons são obrigados a emergir em um texto dissertativo quando leciono para meu aluno.
Repito: são obrigados. Mas, antes que eles sejam obrigados, eu me obrigo a exigir, mais de mim, o melhor. Nunca estou satisfeito por um único motivo: sou apaixonado pelo que crio, pelo que reinvento.
Pena que o Estado paga a mim o mesmo que paga a um mais medíocre do que eu. Aquele que não trabalha para obter resultados bons em sala recebe no mês o mesmo daquele que se dedica. Nivelam-se as diferenças.
De repente, quem sabe, um dia, serei um tolo proposital em sala para rir da seriedade cínica do Estado. Eu não confio no poder.