quarta-feira, outubro 10, 2007

Após 10 anos

Há um bom tempo, defendo a idéia de coordenador de ensino assistir às aulas dos professores. Nesta semana, após dez anos na escola pública, a coordenadora de ensino entrou em minha sala para observar o que leciono e como leciono.

Antes, jamais uma coordenadora assistiu às minhas aulas.

A escola deve aprimorar essa idéia. Eu gostaria que a aula fosse filmada para depois, com a coordenação, considerar algo e criticar outros. Apontar caminhos. Saídas.

Não tenho problema de expor meus limites, meus erros, porque, dessa forma, por meio do diálogo crítico, poderei refazer posturas, rever conteúdos. É preciso dar visibilidade ao que se faz em sala.

Repito, no entanto, que os professores precisam se encontrar em suas específicas áreas para, em ata e em vídeo, registrar seus acordos pedagógicos e, depois disso, tais acordos serem observados em sala.

Se professores da disciplina Língua Portuguesa concordam com leitura em sala de aula, a coordenação deverá observar a realização dessa prática pedagógica em sala.

Isso significa abrir a caixa-preta, isto é, retirar o professor de sua solidão pedagógica.

Açeçôr de inpremçá












Bloguista, leia este título de matéria.

"Sibá conhece experiência de produção de etanol através da mandioca em Botucatu"

Isso quer dizer que, para conhecer a produção de etanol, o senador atravessou a mandioca. Nunca vi um "através" tão mal usado.

O açeçôr deveria ter escrito "por meio de", porque eu acredito que o senador não tenha atravessado a macaxeira, tenha passado por dentro dela. Impossível.

terça-feira, outubro 09, 2007

Ronda Gramatical



1. Avista - À vista ou a vista

2. À partir - A partir

3. Bolsas em
couro - Copo em vidro? Copo de vidro. Bolsas de couro.

Para uma loja comercial, fica uma péssima imagem ortográfica.

Açeçôr de inpremsá

"Com a clássica foto de Che Guevara tirada por Alberto Korda em Cuba, estampada sob a painel frontal da Mesa Diretora, no plenário, o deputado comunista recitou o texto, em forma de poema, onde vários lideres foram lembrados, entre eles o acreano Chico Mendes."

1. Muito mal escrito, o açeçôr ainda confunde 1 + 1 com três ou sob com sobre. Eu vi a foto e ela encontrava-se sobre.



Açeçôr de inpremçá

O açeçôr, desta vez, pertence ao deputado federal Henrique Afonso. Como uma pessoa consegue "escrever" assim. Repare.

"Além disso, R$ 1 milhão de reais de emendas de bancada estão sendo investidos no projeto que, em estrutura física e logística demandou do Governo Federal, através do Ministério da Educação, investimento total da ordem de R$ 7,5 milhões."

Na condição de revisor, todos dia, meus lindos olhos azuis são agredidos por tamanha deformação textual. Como uma pessoa pode ser assessor com esse texto?

Ganha-se bem para escrever muito mal. Se eu fosse deputado, meu assessor deveria ser, pelo menos, alfabetizado.

O revisor não deixa que assessor passe vergonha. Não deixo o jornal sem erro, mas elimino muitos. Onde está o meu Chalub?

Reconstrução

Além disso, de emendas de bancada, destinou-se um milhão de reais para projeto de estrutura física e logística e, do governo federal, por meio do Ministério da Educação, destinaram-se R$ 7,5 milhões. A obra foi concluída ainda em junho e, desde então, cerca de 600 alunos são atendidos em seis cursos de graduação.

Ficou melhor? Caso tenha ficado, deputado, posso ser seu assessor?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Policiais não viram



Na Getúlio Vargas, um carro vira à esquerda, mas a faixa contínua indica que não pode.

Policiais não viram. Eu vi.

Caixa-preta: uma outra proposta

A minha orgulhosa estupidez não compreende a distância entre escola pública e avanços tecnológicos. Até hoje, por exemplo, eu não sei o porquê de a escola Heloísa Mourão Marques não ter criado um portal na internete.

Pior: as escolas públicas acreanas não navegam, porque estão afundadas em um museu sem novidade.

Nesse portal, além de blogs de professsores, haveria um link que nos levaria ao orçamento escolar. Nunca vi a cor do dinheiro público desde 2003.

Não sei quanto a escola recebe. Não sei quanto gasta. Não sei em que gasta. Não sei como gasta. Assim como o segredo da Santíssima Trindade, o orçamento da escola Heloísa Mourão Marques é um mistério.

Prevalece ainda a ata na escola. No conselho escolar, registra-se a reunião por meio de ata. Imagino uma câmera nesse conselho e outra no Conselho de Língua Portuguesa, filmando todos e tudo. Imagino ainda essa filmagem exposta no portal da escola para que todos tenham acesso. Todos.

Em casa, vejo e ouço o que professores debateram e definiram. Minha mãe assiste.

A minha orgulhosa estupidez não entende essa distância entre escola pública e avanços tecnológicos. Democratizar a escola, isto é, torná-la visível por meio de um mouse.

Minha estupidez não entende.

sábado, outubro 06, 2007

sexta-feira, outubro 05, 2007

Progresso e Miséria



Em Rio Branco, uma obra recria uma avenida. Tratores, caminhões e homens ampliam a pista, mas uma senhora de 79 anos, o humano, retira restos do lixo para alimentar seus cães. O progresso não transita para alguns.

"O que você está fazendo aqui?"

Hoje, a escola teve um momento de desordem, alunos por corredores distribuíam barulho para incomodar aulas de professores, a minha. Momentos depois, a coordenção de ensino colocou ordem.

Há anos lecionando na escola Heloísa Mourão Marques, continuamos a falar sobre velhos problemas, por exemplo, alunos nos corredores.

No intervalo, disse a alguns colegas de profissão que o "acreano não cria conflitos éticos" para alterar a realidade, no caso, a realidade escolar.

Por causa disso, permanecemos com os mesmos problemas escolares. Evidente que não me referi ao acreano que mora à beira de rios, que mora em seringais, em bairros maltratados pela falta de saneamento básico.

Referia-me ao acreano-funcionário público que leciona em uma escola do estado. Mais: ao acreano de classe média. Não aprecio generalidades.

Uma professora acreana, no entanto, generalizou minha falas, sentindo-se, portanto, ofendida. Ela ouviu o que eu disse, mas se calou.

Saiu do meu lado para se sentar ao lado de uma outra professora acreana. Colocou o diário escolar na frente de seu rosto para que eu não percebesse o que falava. Com não sou simpático a falas miúdas, ou seja, a fofocas, disse-lhe:

"O que a senhora está dizendo às escondidas?"

"Se você critica tanto o Acre, por que saiu do Rio de Janeiro para ficar aqui?", perguntou a mim.

"Muito mais do que estar no Acre, eu estou em meu país, e problemas que existem aqui também existem no Rio, em São Paulo."

Na verdade, critiquei a postura de funcionários públicos que permanecem indiferentes à escola e que se encontram também no Rio de Janeiro.

Açeçoriâ de inpremçá

Um açeçôr manda esta:

"Secretaria de Segurança proíbe acesso armado à eventos públicos"

1. Governo, por favor, convoque Josafá Batista para elaborar matérias bem escritas. Eu sei que herrar é umano, mas esse tipo de herro é, no mínimo, um insulto;

2. Aluno de 5a série sabe que não há acento grave, indicador do fenômeno da crase, antes de palavra masculina. Ainda: o substantivo "eventos" encontra-se no plural e "à" encontra-se no singular; e

3. Definitivamente, assessoria de imprensa do governo não é questão de competência gramatical.

A TRIBUNA

Hoje, não publico a matéria do repórter Josafá Batista neste blog sobre invasão de terra. Digo apenas que o texto, bem elaborado, oferta ao jornal A TRIBUNA inteligência, qualidade rara em nossas Redações.

Algum babaca dirá que eu devo ter algum caso com Josafá, o Batista. Sim, tenho, eu tenho um caso de amizade e de respeito. Quem não comprar o jornal amanhã, dia 6, perderá de vista uma invasão de terra bem escrita.

Vida longa, Josafá!

Ronda Gramatical

E sim

a. Esse um não é numeral e, sim, artigo.

O Celso Pedro Luft escreveu páginas sobre vírgula, publicadas em Vírgula, editora Ática. Ótimo.

Em (a), ele inadmite a contrução "e, sim, artigo". Com razão, porque "e sim" é uma unidade inseparável, que significa "mas".

b. Esse um não é numeral, e sim artigo.
Construção correta em (b).

c. Esse um não é numeral, mas artigo.

d. Esse um não é numeral; mas, isto sim, artigo.

e. Esse um não é numeral; mas, sim, artigo.

Em (c), em (d) e em (e), construções sintáticas corretas.

quinta-feira, outubro 04, 2007

O Acre em chamas














Inpe localiza 43 focos de queimadas
em 24 horas no Acre

De Josafá Batista

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado aos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e de Meio Ambiente (MMA), flagrou 43 focos de incêndio em 24 horas de monitoramento no Acre. O índice acreano é maior que os registrados em Alagoas (2), Amapá (25) e Distrito Federal (12) somados no mesmo período.

A medição foi feita entre a meia-noite de quarta e as 22h30 de quinta-feira desta semana. O campeão de queimadas é Mato Grosso, com 2.014 focos de incêndio, Tocantins, com 1.393 focos, e Pará, com 744. Vizinho do Acre, Rondônia ficou com 619 focos de incêndio no mesmo período. Por isso, para o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), os números não preocupam.

“Tivemos um período longo de poucos focos na nossa região devido às chuvas esparsas. Mas agora com esse começo de estiagem as pessoas aproveitam para usar o fogo. É um processo natural, porque a chuva dificulta as queimadas. Mesmo assim proibimos a queima em pastos e a norma continua valendo como forma de garantir que não haverá problemas”, explica Cleísa Cartaxo, presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

Se por um lado o número de queimadas no Acre está bem abaixo do total dos grandes poluidores, por outro a média semanal de queimadas aumentou bastante. O Imac também não estranha. De acordo com Cleísa Cartaxo, isso acontece devido às mudanças climáticas que trouxeram chuvas leves ao Acre, impedindo a queima nos primeiros meses de estiagem.

Na comparação de longo prazo o Acre aparece em situação favorável nas estatísticas do Inpe. Enquanto em 2005 houve um aumento de 455% no total de queimadas dentro do Estado, em 2006 houve queda de 86%. Nesse ano a redução chega a 54%, em comparação com o ano passado. (Josafá Batista)

Brasil queima mais que a Bolívia

Os incêndios florestais da Bolívia, que encheram várias regiões do leste e do sul do país de fumaça, e provocaram o fechamento de 30 aeroportos, estão bem abaixo do total de fumaça emitida pelo Brasil. De acordo com o Inpe, a Bolívia reduziu em 47% os focos de incêndio em relação ao ano passado.

Ontem, enquanto o território boliviano ardia com 1.830 focos de incêndio, no Brasil haviam 7.926 focos. A metodologia usada para medir os focos entre os países é a mesma que mede o desempenho dos Estados.

Ontem o comandante-em-chefe das Forças Armadas da Bolívia, general Wilfredo Vargas, disse que o Exército permanece em estado de alerta para ajudar a apagar os focos de incêndio, atualmente calculados em 12 mil em todo o país.

O diretor da Aeronáutica Civil boliviana, Javier García, confirmou que 30 dos 37 aeroportos do país estão fechados devido à densidade da fumaça. Segundo García, só estão operando atualmente os aeroportos das cidades de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Potosí e Sucre, Yacuiba e San Joaquín.

No entanto, assinalou que a fumaça continua aumentado nas primeiras três cidades citadas, que também correm o risco de serem fechados. Além destes prejuízos, a imprensa alerta ainda para o perigo que os incêndios representam nas zonas atravessadas por gasodutos, como a região do Chaco boliviano, onde há mais de 7 mil hectares queimados.

O prefeito da cidade sulina de Villamontes, Rubén Vaca, disse que a companhia petrolífera estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) está preocupada, pois o fogo está prestes a chegar a vários poços de gás, dentre os quais citou os casos de campos controlados pela Petrobras e pela hispano-argentina Repsol YPF.

O presidente Evo Morales se reuniu com seu gabinete para analisar a situação e estudar as medidas de emergência que podem ser tomadas.

Justiça Federal processa governo do MT

O juiz federal Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara em Mato Grosso, determinou à Polícia Federal que abra inquérito para apurar as responsabilidades do governo federal e do Mato Grosso, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis da Amazônia (Ibama) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

A justiça quer saber de quem é a responsabilidade pela devastação e degradação ambiental no Estado, que resultaram nas queimadas criminosas e indiscriminadas. O governo é acusado de omissão criminosa. “Tanto o Ibama quanto a Sema, incluindo todo o governo estadual, estão omissos no exercício de seus deveres legais”, ponderou o magistrado federal.

Em curso na Justiça Federal de Mato Grosso estão vários processos referentes a exploração e comércio ilegal de madeira, bem como atos graves atentatórios ao meio ambiente, incluindo-se nestes queimadas criminosas “e devastação sem igual”.

Esses fatos, segundo o juiz, estão “repercutindo em todo o Estado” e “afetando a população de forma sem precedentes”. Ao pedir a investigação, Julier lembrou que Mato Grosso tem sido o Estado “campeão nacional de queimadas, criminosas ou autorizadas, o que é mais grave, diga-se de passagem”.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Expo-Acre ou Expoacre?

Na Redação, nem tudo pode ser conforme o revisor aprendeu em uma faculdade. Aqui, se escrevemos "megassena" e não mega-sena", o diagramador ri da gente.

Expo-Acre ou expoacre? Cine-jornal ou cinejornal?

A regra é clara. Quando o primeiro elemento é forma reduzida, coloca-se hifen. Expo-Acre, portanto, o correto.

Para o diagramador não rir do revisor, A TRIBUNA copia o erro do governo.

Açeçor de Inpremça

"O deputado federal Fernando Melo (PT-AC), acompanhado de assessores, esteve na manhã desta quarta-feira em visita informal a direção da Fundação Hospital Estadual de Saúde do Acre, Fhundacre."

1. Para meus alunos de ensino médio, aponto termos desnecessários. Nesse caso, o autor poderia ter escrito "visitou informalmente, na manhã desta quarta-feira, a direção da Fundação Hospital Estadual de Saúde do Acre (Fhundacre); e

2. Há açeçores que complicam.

João Bosco

Meu amigo João Bosco encontra-se muito enfermo. Para andar, o cara arrasta a perna: coluna vai muito mal.

Hoje, após ter ido ao médico, protocolou seu pedido de licença-médica. A funcionária disse esta:

"Professor, esse pedido de licença irá prejudicar seu segundo contrato, porque o senhor está em estágio probatório."

Em outras palavras, o servidor do Estado do Acre encontra-se doente e, ainda, será prejudicado.

"Aldo, tem professor que não leciona, porque só sabe apresentar licença-médica para não trabalhar", disse. "No meu caso, eu não posso mesmo lecionar e ainda serei prejudicado."

Cinema & Sinteac & Sinplac & Locadoras

Alunos da rede pública vão ganhar
vale-cinema em 15 cidades de SP

CARMEN POMPEU
da Folha Online

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo começa, nesta sexta-feira (5), a distribuir vale-cinema para estudantes da rede pública estadual de 15 cidades. A iniciativa faz parte do programa "Vá ao Cinema", lançado nesta quarta-feira (3) pelo governador José Serra e pelo secretário João Sayad (Cultura). O vale-ingresso só vale para sessões de filmes nacionais.

"Já há muitos esquemas de financiamento da produção dos filmes, mas não havia do ponto de vista do público, que, em última análise, é o fator principal. E, a meu ver, é por onde o financiamento deveria acontecer", disse Serra.

Assim como outros programas de assistência à população de baixa renda, o "Vá ao Cinema" promete atingir, na sua fase inicial, um público pequeno e depois buscar uma ampliação.

Questionado se não temia o risco de a proposta ser rotulada de "assistencialista", Serra respondeu: "Não me ocorreu essa idéia. Mas tem espírito de porco para tudo no mundo, né?".

Na primeira fase, que vai de outubro a novembro, apenas 30 cidades do interior de São Paulo serão contempladas com 300 mil vales, consumindo R$ 1 milhão.

Neste mês, o programa será aplicado nos seguintes municípios: Araras, Jacareí, Jundiaí, Indaiatuba, Taubaté, Santa Bárbara do Oeste, São José dos Campos, Santos, Praia Grande, Barueri, Amparo, Araraquara, Jaú, Mogi Guaçu e Mogi Mirim. E, em novembro, em outras 15, cujos nomes ainda não foram divulgados.

A partir do próximo ano, o "Vá ao Cinema" receberá, segundo o governo, mais R$ 7,5 milhões em recursos previstos no orçamento estadual, atingindo 80 municípios e distribuindo 2,5 milhões de ingressos.

Capital excluída

A escolha das cidades, explica João Sayad, foi feita obedecendo ao critério da existência de cinemas com disponibilidade. A capital paulista ficou de fora, segundo explicou Serra, devido à ausência de salas de exibição na periferia.

"Os deslocamentos podem envolver custos superiores à própria entrada no cinema", comentou o governador.

A distribuição dos vale-ingressos será realizada por produtores das próprias cidades, que visitarão as escolas e informarão aos alunos sobre o funcionamento do programa e o conteúdo dos filmes em exibição.

Os exibidores deverão programar o filme, inédito na cidade, no mínimo em duas sessões diárias (à tarde e à noite) e serão reembolsados em R$ 3 por vale recebido na bilheteria.

Fraudes

Segundo João Sayad, não há motivos para preocupação com eventuais fraudes, porque o valor (R$ 3) é "relativamente pequeno".

"O produtor vai está dando na mão do aluno. Se o aluno não for, e a tia dele ir ou um amigo, eu não chamaria de fraude. Ele só pode ser trocado por um ingresso de cinema. E a fraude seria ao invés de ser o aluno Zé ser o Antônio? Não vejo nenhum problema", afirmou o secretário.

"Esse é um programa inédito que atuará em duas frentes: formação de público, levando ao cinema pessoas que estão afastadas pelo preço dos ingressos ou porque não têm o hábito de freqüentar as salas, e o apoio aos exibidores que lutam com dificuldades para manter seus cinemas em funcionamento em todo o Estado", explicou André Sturm, coordenador da UFDPC (Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural), da Secretaria de Cultura.
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Sinplac & Sinteac & Locadoras

No Acre, as locadoras reclamam dos piratas, mas não se articulam para conseguir mais consumidores.

Os sindicatos da educação, Sinplac e Sinteac, que só abrem a boca para falar em dinheiro, achando que educação não tem nada a ver com cultura, ignoram os bens culturais para os alunos de escolas públicas.

O cinema nacional passa por um momento rico, porém a trilogia locadoras-sincicatos-pode público não viabiliza filmes nacionais nas escolas públicas.

O caso do Sinplac, eu vejo como mais crítico, porque, uma vez administrado por mulheres, elas não apontam caminhos novos para o sindicato. Não pensam na cultura-educação, por exemplo, em filmes nacionais nas escolas públicas.

Se saíram de casa para reproduzir a mesma linguagem dos homens nos sindicatos, melhor cuidarem dos maridos, dos filhos e da cozinha.

Em São Paulo, o vale-cinema.

terça-feira, outubro 02, 2007

OrixáS X PajÉ



No estádio Arena da Floresta, não podia faltar um índio no jogo entre Rio Branco e Bahia.

Contra os orixás dos jogadores bahianos, o pajé Weverton, da aldeia tupinumbundá.

A pajelança da floresta venceu os terreiros de umbanda, de candomblé.