quinta-feira, novembro 29, 2007

Elaíne


A inteligência dessa aluna é bem maior que sua altura. Para ela, a escola pública deveria exigir muito mais. Muito e mais.

Sua poesia recebeu um prêmio, e seus versos entrego agora aos seus olhos, bloguista.







Talvez

Talvez eu quisesse que você me amasse,
Talvez eu quisesse que o céu desabasse,
Talvez eu quisesse que a lua girasse,

Talvez eu quisesse que o mundo parasse,
Talvez eu quisesse num só momento
Beijar-te em silêncio em meus pensamentos,

Talvez eu quisesse voltar ao passado
E pagar todos os erros deixados.

Talvez eu quisesse o mar em minhas mãos
E te oferecer ondas de paixão.

Talvez eu quisesse que os talvez acabassem
E que no mundo só você e eu

restassem...

É... talvez!!!

quarta-feira, novembro 28, 2007

Democracia

Amigo, a escola HMM deu um grande avanço na democracia por meio de uma assembléia com 55 funcionários. Conseguimos, por meio do voto aberto, eleger um vigia para coordenador de administrativo. Foi eleito por maioria absoluta embora nem fosse conhecido entre seus pares. Seu nome é Valdir, perdoe-me, mas ainda não sei seu sobrenome, sei apenas que aceitou o desafio, que votou em mim pelas minhas idéias, tem o 4o período de administração de empresa e dois de ciências sociais. Espero termos acertado, confio em Deus e acho que sim.
________________________

Na sexta-feira, os professores escolherão o coordenador de ensino por meio do voto. A gestora Osmarina está cumprindo o que falou. Tem palavra.

Por que os coordenadores não podem ser votados por seus pares? A escola, em sua gestão, precisa sacramentar essa democracia para, em outro momento, melhorá-la ainda mais.

A um colega de profissão

















Outro dia, conversei com o professor Luís, de Língua Portuguesa, sobre visitar a família após o ano letivo. Ele expôs o desejo intenso de rever sua mãe. Luís chegou há pouco tempo nesta parte do nosso Brasil, veio de Mato Grosso.

Mas o destino não é um cáculo, um produto cartesiano, um ponto exato segundo a abscissa e a ordenada. A vida é imprecisa como a onda do mar, como a nuvem em forma de asa. A vida, sabemos, é barroca como os quadros de Rembrandt - surpreende.

Por volta da meia-noite de quinta-feira, o telefone interrompe o sono de Luís. Sua mãe não se encontra mais entre nós, simples mortais. Revê-la, agora, pertence ao que o passado deixou em sua infância, em sua adolecência.

Luís, meu querido, que, por meio desta singular dor, você edifique um Amor maior ainda pela vida, porque, conforme seu jeito sempre educado e amoroso de ser, você revela que a sua amada mãe deixou marcas profundas em teu caráter.

O quanto nossa fragilidade escorre como lágrimas neste momento de perda.

Nós, professores da escola Heloísa Mourão Marques, somos solidários neste momento... tristeza.

terça-feira, novembro 27, 2007

Professora Osmarina no jornal

Hoje, na escola Heloísa Mourão Marques, a professora Osmarina, eleita à gestora, ficou preocupada com uma matéria publicada no jornal A TRIBUNA. O repórter afirmou que ela é "oposição". Pessoas na Secretaria de Educação não gostaram da palavra.

Li o texto, e essas pessoas interpretaram segundo suas intenções. As linhas deixam claro nenhuma referência à "oposição ao governo". Certos indivíduos precisam aprender a ler.

O repórter cita duas escolas que optaram pela continuação de um trabalho, ou seja, a oposição não venceu. Mas venceu na escola Heloísa Mourão Marques com a professora Osmarina.

Como colega de trabalho, posso afirmar que a professora Osmarina reconhece avanços na educação acreana e, por causa disso, em sua gestão, fará um belo trabalho para elevar os esforços da Secretaria de Educação do Estado do Acre.

Longe de ser uma estúpida, a professora-gestora Osmarina sabe o que deve ser feito para o bem da escola pública, muito diferente de alguns que não sabem sequer ler um texto simples de jornal.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Cofrão


No terminal de ônibus de Rio Branco, a falta de elegância ou de educação é visível.

O Enem do Acre

Da 23ª posição em 2006, o Acre ficou em 14ª em 2007 entre todos os estados. No Norte, em 2006, o Acre ficou na 5ª posição, subindo para a 3ª posição em 2007.

As escolas públicas obtiveram 47,10 em 2006 e 54,57 em 2007.

As escolas particulares do Acre permanecem em 1º lugar no Norte: 60,31 (2006) e 63,45 (2007).

Não podemos ser ufanistas, mas devemos reconhecer, de forma equilibrada, que os números na redação do ensino médio são maiores. Existe um aumento gradual.

Precisamos melhorar mais e mais. Sempre mais.

Matéria de Josafá Batista

Indicadores da escola particular
elevam desempenho do Acre no Enem

Professora de escola pública há 15 anos, Mônica Maria de Carvalho Araújo, de 36 anos, tem três filhos e uma jornada de trabalho exaustiva. Além das quatro horas na sala de aula da escola Roberto Sanches Mubárac, ela precisa dedicar mais três ao planejamento. São sete horas por dia, de segunda a sexta. Em ano de greve dos professores, aos sábados também.

O local de trabalho de Mônica passou por algumas melhorias nos últimos anos. Os professores foram valorizados, ganham melhor. Mas a maioria das salas ainda não tem ar-condicionado nem espaço para a informática, e cada professor dá aula para turmas com 40 e 45 crianças - o recomendado pela Unesco é metade disso.

“É preciso ter amor. Meus filhos, por exemplo, eu só vejo à noite, porque não tenho tempo durante o dia. Quando não estou aqui, estou planejando as aulas”, explica Mônica Maria Carvalho, que ganha R$ 1,4 mil mensais por tanto sacrifício.

O marido, diarista, complementa a renda doméstica, mas a família se ressente da ausência materna. E também sonha com o dia em que a profissão da mãe compense tanto sacrifício.

Mas o horizonte não é promissor. Esses pequenos e grandes problemas, de fato bem mais graves no passado que hoje, ainda tendem a ampliar a já considerável distância entre os indicadores da educação pública e privada.

Prova disso é o recente Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o comemorado salto da educação acreana foi puxado, ironicamente, pelas escolas particulares.

Na prova objetiva, contendo questões de várias matérias e pontuação entre 0 e 100, os alunos da rede pública tiraram 42,91 pontos. Os das escolas particulares alcançaram 59,34, puxando a média do Acre.

O milagre da redação

Mas não foi na prova objetiva o grande empurrão das escolas particulares sobre as públicas. Prova disso é que, nelas, a nota final do Acre está entre as cinco piores do país. Se contabilizadas somente as escolas públicas, o Acre “sobe” para o quarto pior lugar.

A grande revelação foi a prova de redação, onde tanto escolas públicas quanto particulares obtiveram ótimos índices. As públicas faturaram 54,57 pontos, o 14º melhor lugar do ranking nacional e 9 pontos acima do obtido no Enem do ano passado.

No entanto, o salto das escolas particulares foi muito maior. A pontuação de 63,45 pontos é a melhor de toda a Região Norte, está acima da média nacional (apenas 55,99 pontos), e, de quebra, é a quarta melhor colocação de todo o país nessa categoria.

Na divulgação do desempenho por Estado, o Enem somou as escolas públicas às particulares. O resultado para o Acre foi óbvio: uma das melhores colocações em redação do país. Orgulhosa, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) atribuiu as notas às políticas de treinamento e de valorização dos professores.

Mônica Maria, a professora entrevistada pela reportagem, não discorda. Ela agradece ao governo Binho pelos cursos, pelas capacitações e pelas melhorias salariais. Mas não deixa de perceber algo interessante.

“Se o sujeito quiser ser professor, pensando em ganhar dinheiro, é melhor desistir. É preciso ter muito amor, muito mesmo. E disposição para fazer muito sacrifício”, revela a mestre, cujos filhos são, tais quais os seus alunos, crianças.

Confira os números e compare

Enem 2006 – rede pública

30,27 foi a média na prova objetiva, 25º lugar do ranking.

47,10 foi a média na prova de redação, 23º do ranking.

Enem 2006 – rede privada

41,35 foi a média na prova objetiva, 22º lugar do ranking.

60,31 foi a média na redação, 8º lugar do ranking.

Na média nacional, os participantes do Enem 2006 obtiveram 36,90 na parte objetiva e 52,08 na redação.

Enem 2007 – rede pública

42,91 foi a média na prova objetiva, 23º lugar do ranking.

54,57 foi a média na redação, 14º lugar do ranking.

Enem 2007 – rede privada

59,34 foi a média na prova objetiva, 25º lugar do ranking.

63,45 foi a média na redação, 4º lugar do ranking.

Na média nacional, os participantes do Enem 2007 obtiveram 51,52 na parte objetiva e 55,99 na redação.

De um blogueiro

Quero aqui parabenizar a minha querida professora Osmarina pela conquista da direção da Escola Heloísa Mourão Marques, minha escola. Fico muito feliz por saber que os alunos deram esse voto de confiança a ela.

Quero lembrar um fato aqui: Osmarina assim como o professor Aldo Nascimento é "problemática". Ah, se todos os educadores fossem problemáticos, certamente teríamos outros números no Enem.

Professora Osmarina um beijo em teu coração, seja feliz. A senhora chegou aonde a senhora merece.

Do aluno José Pinheiro.
Comunicação Social/ Jornalismo- Ufac.
__________________________

sábado, novembro 24, 2007

Uma nova gestora

Após 15 anos na escola estadual Heloísa Mourão Marques, a professora Osmarina, de Geografia, ganhou a eleição à gestora com uma vantagem enorme sobre a atual administradora, professora Lúcia - 613 votos contra 189 ou 61,21% contra 29,49%.

Trata-se de rejeição incontestável. Na eleição anterior, a professora Lúcia recebeu 61,02%. Mas a gestora não soube ir ao encontro dessa maiora e, para a professora Osmarina, perdeu feio. Isso indica que a escola deseja transformações profundas, por exemplo, qualidade de ensino.

Lúcia errou demais: centralizou ações, ausentou-se muito da escola, agiu em muitos casos de forma arbitrária. A resposta não poderia ser outra: crítica explícita e velada. A professora Lúcia deve ter aprendido que diretor de escola também é criticado, porque, hoje, o Acre é outro. O mundo não pára.

"Na próxima-semana, os professores escolherão seu coordenador de ensino", declarou a professora Osmarina. A ex-gestora negou-se a isso, chegando a infrigir a Lei 1513, isto é, seus coordenadores não pertenciam ao quadro de funcionários da escola.

Como professora de Geografia, Osmarina sabe que existem erosões na escola. Ela precisará plantar paixões para que o solo germine qualidade de ensino. "Precisamos transformar a escola para que ela seja uma das melhores do Acre", crê Osmarina.

Para quem deseja ser vencedor, o trabalho exige constância de todos. Que a sua vitória seja maior ainda após quatro anos. A escola HMM precisa ser outra no final de quatro anos. Em 2006, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sua colocação, mais uma vez, deixou a desejar.

Entre as dez escolas públicas, sua Redação ficou na sexta posição.

Redação de 2006

1. Rodrigues Leite - 43.94
2. Barão do Rio Branco - 39.57
3. Lourenço Filho - 37.57
4. Glória Perez - 37.05
5. Ribamar Batista - 35.44
6. Heloísa Mourão Marques - 35.15
7. João Aguiar - 34.96
8. Henrique Lima - 33.82
9. Humberto Soares - 32.92
10. Leôncio de Carvalho - 30.76

Com as particulares, ela desce.

Particulares
1. Meta - 53.37
2. Lato Sensu - 52.73
3. Imaculada Conceição - 50.46
4. Alternativo - 47.82
5. Fundação Bradesco - 45.77
Públicas
6. Rodrigues Leite - 43.94
7. Barão do Rio Branco - 39.57
8. Lourenço Filho - 37.57
9. Glória Perez - 37.05
10. Ribamar Batista - 35.44
11. Heloísa Mourão Marques - 35.15
12. João Aguiar - 34.96
13. Henrique Lima - 33.82
14. Humberto Soares - 32.92
15. Leôncio de Carvalho - 30.76

Em 2012, desejo ver a escola HMM acima das escolas particulares.

Final

Pela brecha da janela

Começou às 21 horas e terminou às 23h31. Pela brecha da janela, os eleitores encontravam os números favoráveis por meio das expressões faciais.

"O professor Gleidson está sorrindo demais, isso quer dizer que a Osmarina ganhou", sentenciou um aluno.

Ele acertou. Por quatro anos, a escola pública Heloísa Mourão Marques será administrada pela professora Osmarina.

Olhe também pela brecha da janela.

Eleição da Escola HMM

Professora Lúcia
Professora Osmarina

Alunos: 136
Alunos: 541

Pais: 10
Pais: 18

Pais e alunos: 9,40%
Pais e alunos: 35,97%
_____________________________

Funcionários: 30
Funcionários: 15

Professores: 13
Professores: 39

Funcionários e professores: 20,09%
Funcionários e professores: 25,23%

Total: 29,49%
Total: 61,21%
_________________________

quinta-feira, novembro 22, 2007

Expressionismo














Visitar um museu de belas-artes? Entre nós, não há Van Gogh. Não há quadros. Não há arte, beleza.

Somos um país rico... rico em miséria social.

O Expressionismo (re)toma para si conceitos do pré-romantismo, um deles: a subjetividade.

Mas o que é?

Em seu manifesto, publicado em 1918, Kasimir Edschmid escreve que "ninguém duvida de que a essência das coisas não seja a sua realidade exterior. A realidade tem que ser criada por nós". No entanto, ainda que criada por nós, ainda que haja a força do subjetivo, isso não exclui a universalidade.

Subjetivo, aqui, portanto, não implica fazer o que deseja, mas a inquietude da criação implica buscar o novo universal.

Palavra



Repare, a palavra na escola não é preservada.

Da "fanfarra", ficamos só com "RR".

Aqueles que são diretores deveriam deixar o cargo com a escola pública muito limpa. Limpíssima!

Osmarina & Lúcia















Hoje, eu soube que os professores Gleidson (Matemática) e Aires (Física) retiraram suas candidaturas para apoiar a professora Osmarina (Geografia).

Gleidson colocou os números sobre a mesa e concluiu que a maioria dos funcionários poderia (re)colocar a professora Lúcia na direção da escola Heloísa Mourão Marques por mais quatro anos.

O professor Aires, por sua vez, usou a Física para descobrir que seu corpo e o do candidato Gleidson, segundo os funcionários de apoio, estavam em queda livre.

Como a professora Osmarina tinha mais voto do corpo docente, Matemática e Física cederam terreno à Geografia da Osmarina.

Amanhã, dia de votação. Que ela vença. Quem? Ela, a...

democracia.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Alunos(as) & Candidatos(as)

Que desejo incomprável e inalienável de um dia ver a escola Heloísa Mourão Marques como uma das melhores do Acre. Que desejo!

Que desejo de apreciar meus alunos vitoriosos.

Ainda neste ano, deveríamos saber quantos se submeterão ao vestibular da Universidade Federal do Acre, quantos farão uma boa e ruim redação.

Por quatro anos, o novo diretor ou a nova diretora deverá imprimir na vida desses jovens qualidade de ensino, cobrando de alunos e de professores.

Ouça o último debate e...


Alunos(as) & Candidatos(as)



Na próxima eleição, precisará haver mais organização entre os alunos. Houve muita desordem por parte de alguns estudantes. A maioria soube se comportar.

As perguntas do corpo discente foram escritas, e a comissão eleitoral lia antes para permitir ou proibir. Penso que as perguntas poderiam ser elaboradas em sala com orientação dos professores. Em outras palavras, organização prévia.

Deve-se priorizar a qualidade de ensino por meio de perguntas.

CandidatAS(os) & AlunAS(os)



Nessa filmagem, o início do encontro entre candidatos e alunos. Auditório cheio, e uma minoria de alunos bagunçou. Ainda sim, pulsaram as virtudes da nossa jovem democracia.

Coloque um fone e ouça as vozes da democracia.

terça-feira, novembro 20, 2007

Eleição Escolar Exposta

Filmar uma eleição escolar. Em casa, ouvir o que cada candidato falou. Não gravei mais, porque a energia do celular terminou bem antes.

Filmei o começo do debate entre os candidatos a gestor da escola Heloísa Mourão Marques. De forma muito educada, o encontro não se submeteu a agressões verbais, mas a questionamentos e a um fenômeno social interessante: fofoca.

Alunos não votarão em certos candidatos, porque espalharam que serei coordenador de ensino de um dos dois. No debate de hoje, neguei tamanha mentira. Sou candidato a professor - e professor que deve ser submetido a uma avaliação séria na unidade de ensino.

Aluno deve avaliar professor por questionário.

Surpreendeu-me a fala de uma candidata. Ela afirmou que não chegará às 7 horas para trabalhar, porque, por ficar na escola até as 22h30, não tem condições de estar cedo na escola. Não filmei essa parte, porque a bateria do celular terminou.

Muitos funcionários, segundo informações, fecharam com a professora-candidata Lúcia, mas ela tem poucos votos de professores e de alunos.

O professor Aires divide com a professora Osmarina os voto dos alunos, sendo que o professor Gleidson supera os dois nesse setor. A educadora Osmarina perde voto do pessoal de apoio.

A professora Rosângela, por meio de uma prévia, obteve menos voto.

Abaixo, a filmagem amadora de um debate a que muitos assistirão em suas casas, em uma lan house. A isso, chamo TRANSPARÊNCIA. Falar e assumir o que fala diante de uma filmadora de celular. Coloque o fone e ouça.

Que tempos!!!

Alunos, gravem! (2)

Reuniões na escola devem ser filmadas. Conselho Escolar, filmado. Aulas, filmadas. Expor todos. Tudo. A verdade não se esconde.