quinta-feira, abril 03, 2008

Ranking do Enem de 2007 (Rio Branco)

Saiu o resultado do Enem de 2007. Entre as escolas públicas da capital acreana, Rodrigues Leite se manteve em primeiro lugar. Com as particulares, o Meta perdeu para o Lato Sensu.

O bom resultado ocorreu com a escola Heloísa Mourão Marques, ocupando a terceira colocação entre as escolas públicas.

Ranking -Redação e Prova Objetiva

1. Lato Sensu - 68.07 (particular)
2. Meta - 64.08 (particular)
3. Plácido de Castro - 63.96 (particular)
4. Instituto Imaculada Conceição - 61.26 (particular)
5. Colégio de Aplicação - 59.21 (federal)
6. José Rodrigues Leite - 53.74 (estadual)
7. Leôncio de Carvalho - 50.85 (estadual)
8. Bradesco - 50.24 (particular)
9. Heloísa Mourão Marques - 48.97 (estadual)
10. Armando Nogueira - 48.33
11. Cerb - 48.13
12. Glória Perez - 48.02
13. Henrique Lima - 47.67
14. Lourival Pinho - 46.97
15. Lourenço Filho - 46.58
16. Alcimar Leitão - 46.53
17. José Ribamar Batista - 46.50
18. João Batista Aguiar - 45.98
19. Lourival Sombra Pereira - 44.98
20. Humberto Soares de Costa - 44.54
21. Luiz Carneiro Dantas - 44.37
22. Berta Vieira de Andrade -43.18

O copisdesque e o repórter

Nesses dias, um jornalista envaideceu-se ao afirmar que elogiaram sua matéria. "Mas eu tenho parte nisso", disse-lhe. Ele, por sua vez, afirmou que minha obrigação é corrigir. Mas, ainda sim, mesmo sendo obrigado - e isso é óbvio -, sou co-autor de sua matéria, porque, sem uma revisão básica, a matéria não seria publicada.

O texto, portanto, não pertence a ele, mas a nós dois. Infelizmente, como só tenho que me limitar a questões básicas de gramática, a maioria dos jornalista ignora outro paradigma textual.

Texto é algo mais profundo do que gramática, do que organização interna. Na Faculdade de Jornalismo, deveria haver aula de Teoria Literária para possibilitar outra compreensão de texto jornalístico.

Texto do jornalista

"O veículo era dirigido pelo funcionário da empresa Carlos Eduardo Alexandre, que vinha sendo monitorado pelos federais há meses."

Veículo ou Carlos era monitorado? A princípio, por estar perto, "que" substitui Carlos. Melhor, no entanto, colocar "quem", porque se relaciona à pessoa e "que" se relaciona a objetos, a coisas, a animais.

"O veículo era dirigido pelo funcionário da empresa Carlos Eduardo Alexandre, quem vinha sendo monitorado pelos federais há meses."

quarta-feira, abril 02, 2008

Disse-me-disse











A Secretaria de Educação do Acre realiza um encontro entre professores sobre letramento e, dos quatro dias, participei somente de um, porque meu tempo, reduzido por outro trabalho, impediu.

Ainda sim, expressei minha razão sobre leitura e produção textual nas escolas públicas. Afirmei que não pode haver qualidade de ensino sem haver, também, escolas bem administradas e isso implica um novo processo eleitoral na escola.

Por exemplo, pela primeira vez no Estado, entre todas as escolas públicas, a Heloísa Mourão Marques permitiu, por causa da professora-gestora Osmarina, que funcionários de apoio escolhessem seu diretor-administrativo. Os professores escolheram seu coordenador pedagógico, mas foi vetado por questão legislativa do Estado. A lei precisa ser aprimorada.

Desde 2003 na escola, sempre fui claro em minhas colocações, atraindo pessoas simpáticas e antipáticas a minhas razões. Normal.

Pois bem, no único dia de letramento, uma professora da escola Heloísa Mourão Marques, período da tarde, ouvi-me e interpretou minhas palavras segundo suas intenções. Ela disse que eu falei contra a Coordenação de Pedagogia da Heloísa Mourão Marques. O nome dela, Carmem, professora de Língua Espanhola.

Seria bom haver uma reparação diante da coordenação.

Só uma observação. Leciono na escola há cinco anos e pessoas que hoje estão na Coordenação de Ensino passaram por péssimos momentos comigo nessa unidade de ensino. Jamais falei contra elas, professoras Izanilde e Ozélia.

Agora que nós votamos em uma professora para gestora, que é Osmarina, pessoa por quem lutamos no processo eleitoral; agora que a escola toma rumos sérios, melhores, éticos, por que, justo neste momento, eu falaria de pessoas com quem sempre me relacionei bem?

Posso ser antipático, por ser intolerante, por ser exaltado, veemente, mas não sou burro, não assisto à novela Duas Caras.

terça-feira, abril 01, 2008

Marcelo Tas

Finalmente, a inteligência de Marcelo Tas retornou à TV. Existe vida inteligente na televisão, e ela não se encontra no programa do Serginho Groisman,


mas no CQC,
da
Bandeirante.



Quem sabe, meu caro, cria. Quem não sabe, meu caro, reproduz, copia. Jornalismo que muitos não compreendem.

Henrique Afonso e o homossexualismo

Palavras do deputado.

"A Igreja precisa reagir sempre que sentir que sua liberdade está sendo cerceada. Não devemos nos calar ou fazer concessões diante daquilo que temos certeza que é pecado e que desagrada ao Todo Poderoso. Quero inclusive citar um fator recente. Em Brasília, dias antes da celebração da Semana Santa, começou a ser exibida uma peça teatral sob o título “Nunca Fui Santo”. Durante a encenação, os atores usavam a Bíblia Sagrada para mostrar cenas de masturbação, contavam piadas, usando o nome do Senhor Jesus Cristo, e zombavam dos objetos de culto da Igreja Católica, como o cálice e a hóstia. Ao tomar conhecimento deste fato, reagi, fui à Tribuna da Câmara dos Deputados e protestei e agora estou incentivado e apoiando uma senhora católica, residente em Brasília, que tem 82 anos de idade, e que teve a coragem de ir a uma Delegacia de Polícia e registrar um boletim de ocorrência contra os atores e produtores daquela peça teatral. E assim acho que devemos agir. Não podemos permitir que o nome do Senhor Jesus seja envergonhado. Temos a obrigação, como cristãos, de manifestar nossa posição e sair em defesa da fé. Mesmo que tenhamos que pagar algum preço, não devemos nos intimidar nunca. Por exemplo: todos já devem saber que estou sendo ameaçado de ser expulso de meu partido, o PT, por me manifestar contra o PLC 122/2006 e por estar liderando uma campanha nacional contra a legalização do aborto no Brasil, temas que como membro de PT deveria estar a favor. E neste sentido conto com o apoio e as orações do povo de Deus no Brasil."
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Admiro muito a postura não do petista, mas do pastor Henrique Afonso. Por um lado, ele tem razão quando afirma, com outras palavras, que o sagrado deve ser preservado. E há uma tendência em curso que deseja violar o sagrado.

Isso ocorreu, por exemplo, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Asssiti a manifestações artísticas de homossexuais e, em uma delas, havia, na condição de arte, um crucifixo em formato de pênis. A Igreja indignou-se. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, defendeu a liberdade de expressão.

Em outro caso, em Israel, a parada gay quis desfilar por Jerusalém, pelos caminhos por que Jesus passou com a cruz. O Estado de Israel colocou policiais nas ruas e proibiu.

Por outro lado, há homossexuais sóbrios, lúcidos, pessoas com um caráter exemplar. Inteligentes, cultos, vivem sua sexualidade sem haver o exibicionismo do corpo, sem haver o excesso no espaço público.

Mário de Andrade foi homossexual. Foucault. Barthes. Oscar Wilde. A lista é imensa, mas uma lista nenhum pouco vulgar, chula - homossexuais que souberam separar o profano do sagrado.

Ex-aluno do vereador Márcio Batista

O autor que teceu críticas ao vereador Márcio Batista, seu ex-aluno, é Francisco Rodrigues Pedrosa. Sobre ele, escreverei após seu texto.
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A PONTE ESTAVA QUEBRADA

O ano de 1996 foi marcado por algumas ironias e tragédia no Brasil. No futebol, o país se desencantava com uma Seleção de craques carregados de dólares, mas desprovida de força e coragem para bater uma sorridente e simples Nigéria. O sonho olímpico virou pesadelo. Na política, o plano real dividia a audiência com o ET de Varginha. Ninguém sabia ao certo qual dos dois era mais confiável.

Na sociedade, amargávamos um triste desfile de violência e corrupção que tinha o Rio de Janeiro como modelo, um perfeito “abre alas” guiado e guiando o país inteiro ao caos. O Cristo teimava em não erguer os braços.

Na educação, um rapaz da escola Heloísa Mourão Marques concluía o antigo “segundo grau”, desorientado e perguntando se servia para ele a frase do Raul Seixas: “por que foi tao fácil conseguir e agora eu me pergunto e daí?”.

Eram tempos escuros. Concluí o “ano” tendo três professores de Matemática, três de Física e dois de Química. As notas dos bimestres foram obtidas com trabalhos que tinha como “competências e habilidades” estimular a compreensão e o raciocínio do aluno. O magistério já era um mero “bico” para o chope do fim de semana.

A fraqueza teórica e pedagógica era a marca de um ensino público pobre e descompromissado. Faculdade, vestibular, curso superior ou qualquer palavra desse feitio eram desconhecidos pela grande maioria dos alunos.

Confesso por tudo que é mais sagrado no mundo que não me lembro de ter ouvido de algum professor que existia vida fora do planeta escola. Nenhuma orientação, nenhuma voz que ajudasse um grupo de indecisos a entender os caminhos do mundo. Éramos convencidos a repetir o famigerado jargão: “já tenho o seguindo grau completo”.

Da turma que saí, fui uma das poucas exceções a chegar a uma faculdade pública. Cursei História. Dois motivos me levaram a isso: o primeiro o amor eterno que tenho por essa disciplina; o segundo porque sabia das minhas enormes limitações escolares advindas da má formação que tive e da minha conseqüente irresponsabilidade.

Hoje, percebo o quanto as coisas mudaram, ao ver o HMM preocupado em fornecer subsídios para os alunos que almejam um curso superior, oferecendo um pré-vestibular noturno de qualidade. Agora temos mais professores compromissados com o futuro de seus alunos que não tem medo de expor quem é e o que sabe.

Ampliamos aquela frase da Secretaria de Educação, tão repetida naquelas reuniões agonizantes que ocorriam na escola aos sábados; “a escola deve preparar o aluno para a vida”.

Fazer uma faculdade faz parte da vida da pessoa, concurso público, também. Fugir do imediatismo barato não é privar o aluno de suas necessidades mais prementes. Precisamos correr! As estatísticas mostram o tamanho do hiato entre o ensino publico e o privado. A escola está no caminho certo. Uma nova geração de educadores junta-se àqueles que, há tempos, identificaram que a ponte estava quebrada.
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FRANCISCO RODRIGUES PEDROSA é formado em História e formando em Direito pela UFAC. O resto, meu velho, você sabe. Ah! por favor, se puder, dê uma olhada nos erros da língua que me pariu. Valeu, Aldo, um abraço!
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Gosto da amizade entre mim e Francisco, porque o cara incomoda. Trata-se de um acreano que sabe criticar, que sabe tecer autocrítica. Cabra muito bom.

segunda-feira, março 31, 2008

Uma crítica ao vereador Márcio Batista

O texto abaixo não foi escrito por mim, mas por um professor de História, ex-aluno do atual vereador Márcio Batista, do PC do B. Ele postou esta mensagem neste blog depois que o professor-vereador Márcio Batista chamou a oposição de "incivilizada" por ela ter distribuído pizza na Câmara de Vereadores de Rio Branco.

Quando o golpe militar faz 44 anos, este texto veste muito bem o que ocorreu entre os vereadores.

O NÁUFRGO E O AFOGADOO

Acre não tem oposição, tem opositores!

Há tempos que essa máxima invade nossas bocas. Aqui, no Acre, as experiências históricas mostram claramente que as conveniências miúdas e os interesses particulares fizeram bem mais que as gargantas inflamadas e arranhadas de algumas “lendas públicas”.

Intermitentes “marginalidades políticas”! Nos últimos dias, os opositores dos ex-opositores denunciaram os desmandos do Executivo Municipal ao relatarem que o transporte coletivo urbano está monopolizado.

O povo, sem usar a expressão de Aristides Lobos: “assistiu àquilo bestializado”, viu no episódio alguma coisa que confirmasse a certeza do péssimo serviço de transporte disponível.

Assim caminhamos!

O protesto dos opositores dos ex-opositores fez o líder do prefeito utilizar um termo por demais curioso. Entre pizzas e marmeladas, Márcio Batista chamou-os de “incivilizados”.

A particularidade do termo não se deve ao neologismo em si. Aliás, os dicionários qualquer dia irão adotá-lo - (É sempre assim!). A estranheza vem de onde o termo saiu. O preconceituoso adjetivo foi proferido por quem pertence a um partido que até pouco tempo era conhecido pela forma mirabolante de mudar o mundo.

Quem não se lembra dos planejamentos “made in Moscou” de pegar em armar e destruir a burguesia tapuia, conivente com a ordem financeira internacional e com os desideratos capitalistas de primeira ordem? Quem não se lembra do culto a um dos maiores assassinos da história humana, nomeadamente o georgiano Josef Stalin? Quem não se lembra dos protestos “civilizados” que faziam nos movimentos sindicais? Cuba e Albânia já não são mais o “Édem” comunista!

O PCdo B joga para debaixo do tapete o que restou de uma geração que juntava dinheiro para comprar uma camisa do “Tchê”, achava Enver Hoxha o maior administrador da terra e que torcia para o mundo vermelho mostrar sua superioridade nos Jogos Olímpicos (Não falemos dos escândalos de “Dopping” e sua indústria de fazer super-atletas).

Tive a honra de ter como professor de História, na escola Heloísa Mourão Marques, o elegante líder. Suas aulas eram contagiantes. O professor Marcio tinha um charme inconfundível ao falar dos esquemas financeiros mundiais, dos males do capitalismo e dos remédios heróicos de derrotá-lo. Emocionava-se e nos emocionava.

Nos corredores ou nos términos das aulas era comum sempre continuarmos os debates. Quantas vezes não o ouvi dizer que tínhamos um povo extremamente tímido, que não sabia protestar e de que a violência era um “mal necessário”, se caso quiséssemos efetivamente transpor a opressora conjuntura?

Tamanha foi a identificação com o que dizia, que este que escreve e mais alguns outros da sala de aula resolveram percorrer a academia de História, queriam compreender os códigos viabilizadores de uma possível transformação social. Nossa! Hoje um simples protesto, contrário à cartilha vermelha, recebe o nome de “incivilização”.

Não quero aqui dizer que não podemos mudar nossas opiniões, seria um absurdo pensar assim. Vejam Plutão! Passaram setenta anos afirmando ser ele um planeta. Não desejaria que o PC do B voltasse a cogitar o mundo sobre a ótica lunática de Fidel, tampouco utilizasse as fantasias de Regis Debray. Nossa experiência democrática está em plena construção.

Faço voto para que esse partido e os demais naturalizem em seus vocabulários a noção plena de democracia. A diferença, a discordância e os demais elementos que demonstram divergência precisam ser compreendidos. Pode ser que nem um nem outro adquiriram tal conceito. Uns porque sustentaram os longos anos de “ditadura Militar”, outros porque pretendiam destruí-la instalando outra.
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O autor deste texto não quis se identificar. É professor de História e foi aluno do atual vereador Márcio Batista.

sábado, março 29, 2008

Um acreano

Um juízo de valor sobre uma região depende de pessoas, não apenas de uma noção genérica de povo ou de sociedade. Um lugar é também individualidade. Meu amigo há 16 anos, tenho por João Bosco um respeito profundo e uma admiração sincera e leal, porque esse acreano de Xapuri nunca se submeteu à cirurgia plática para ter duas caras.

Quem o chamaria de canalha? quem afirmaria que ele é cínico? quem prova suas traições, suas falsidades? quem o queimaria?

Conheço alguns, gente que bajula poder e que adula a confortável aparência de sorrir para todos.

Professor dedicado, ser humano inquieto, o Acre tem muito valor para mim, porque, nesta tranqüila terra, conheci pessoas como João.

Senhor de uma escrita hábil, esgrimista das palavras e das sintaxes, João é um nobre em um mundo desencantado pela vulgaridade e pela ignorância.

A Secretaria da Educação acertou ao colocar esse profissional entre suas quatro paredes, porque esse cara sabe o que diz sobre língua portuguesa, além, é claro, de possuir um caráter inadequado aos medíocres.

Vida longa, meu amigo!!!

Gramática de Blog

Além de Ronda Gramatical e de Açeçôr di Inprençá, este espaço comentará sobre língua portuguesa em Gramática de Blog. O primeiro, ele: blog do Léo.

1. "Pelo jeito, esses meninos não têm nem bolsa nem escola. Falta menos de três anos para o governador Binho Marques transformar o Acre no melhor lugar para se viver. Desse jeito, será difícil."

2. "Esse julgamento havia sido interrompido por um pedido de vista do ministro Massami Uyeda. Até agora, dois ministros votaram ao contrário e um favorável. Por enquanto, a união entre homossexual é reconhecida sob o aspecto patrimonial."
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Vírgula azul, ele não colocou a vírgula. Vírgula vermelha, ele colocou a vírgula.

Para quem deseja expor sua escrita por meio de um blog, deve errar pouco, porque, se errar muito, revela que ignora seu ofício, este: escrever bem. No caso desse blog, Léo não sabe usar bem as vírgulas. Vacila muito.

"Dois ministros votaram ao contrário e um favorável." Vamos desmembrar:

1. Dois ministros votaram ao contrário; e
2. Um (ministro votou) favorável.

Em (1), há preposição "a" e, em (2), não há preposição. Deveria ter mantido uma simetria e, além disso, não soube usa a vírgula.

Melhor construção sintática é "dois ministros votaram contra e um, a favor". A vírgula deve ser mantida, porque o verbo (e um votou) foi retirado.

sexta-feira, março 28, 2008

Letramento


Nesta semana, a Secretaria de Educação do Acre iniciou a primeira etapa de letramento para os professores, que, usando outras palavras, quer dizer leitura e escrita para o ensino médio.

Não sei se adianta, mas são quase 20 anos lecionando Língua Portuguesa e Literatura, 16 dedicados ao Acre. Ouço há algum tempo que leitura e escrita dependem da sala de aula, ou seja, do professor. Trata-se de um erro.

O que ocorre em uma sala é extensão da gestão escolar. O diretor pode permanecer ausente sem que o corpo docente lute por qualidade de ensino. Como ele não cobra, como ele não é exemplo, tudo corre solto ou matém aparência de funcionamento.

Nossas escolas dependem de alguns que administram de forma séria e ética a escola, mas isso não é regra. Não há no sistema de ensino um modelo eficiente de gestão pública. Não pode haver qualidade enquanto não houver ótima administração.

A ação ensino-aprendizagem depende de organização escolar eficiente. Em outras palavras, não se qualifica o ensino sem uma nova estrutura. Como diz Bourdieu, estrutura implica relações humanas.

Na escola Heloísa Mourão Marques, coloquei a importância dos conselhos de disciplinas desde 2003 e, somente com a atual gestora, tornou-se uma realidade. Em literatura, conflitos bem específicos existem por causa de um espaço específico, o Conselho de Literatura.

Nesse microespaço, professores discordaram sobre história da literatura. Uns defendem a leitura de textos literários em sala de aula, mas outros não defendem. Ora, segundo minhas leituras, o historicismo literário implica a exclusão da leitura de romance, de poesias.

Sendo assim, como falar sobre letramento?

A revolução faltou ao encontro

No centro de Rio Branco, encontrei-me com um ex-aluno do atual vereador Márcio Batista (PC do B). "Fiquei decepcionado com o Márcio, porque ele chamou a oposição de incivilizada". O ex-aluno referia-se à distribuição de pizza. E continuou. "Quando professor, ele dizia que precisávamos parar os ônibus, a cidade. Hoje, ele chama a oposição de incivilizada, porque deu pizza na Câmara de Vereadores como forma de ironia."

Ele me disse que enviaria um texto a este blog. Estou à espera.

A foto!? Sim, dele: Selmo Melo, da TRIBUNA.

Ronda Gramatical

O Sinteac, quando se propõe a escrever, agride a língua portuguesa. Neste blog, outros cartazes do Sindicato dos Trabalhadores da (e não em) Educação expõem sua luta, que é maltratar a LÍNGUA.
Na foto, além de outros erros, começo a entender de o porquê do Sinteac não "paralizar" a categoria. O Sinteac precisa retornar à escola.

quinta-feira, março 27, 2008

Xuxa, maior educadora do país








Em seu programa muito educativo, o entrevistado Leonardo mostra a importância de seu cérebro aos jovens.

A maior pedagoga do Brasil














Referência para milhões de baixinhos, Xuxa é muito bem desmistificada no livro O Cabaré das Crianças, de Gilberto Felisberto Vasconcellos, editora Espaço e Tempo.

quarta-feira, março 26, 2008

Da repórter Angélica Paiva












"
O quadro operacional
da Polícia Militar contém
distorções neoliberais
."

Às vezes, quando posso, minha paciência tibetana ouve textos de alguns repórteres televisivos.

Confesso que a repórter Angélica Paiva surpreende-me em certos momentos. Ela foge a padrões, mas nem sempre sua pessoalidade textual acerta, por exemplo, "distorções neoliberais".

Influência comunista? Espero que a camarada repense alguns conceitos em sua suas matérias. Como exemplo, sugiro os textos da charmosa repórter Neide Duarte (foto). Aprecio muito sua forma por causa da pessoalidade. Suas matérias não se submetem ao fato objetivo, porque ela sabe muito bem dosar elementos poéticos.

Ganhadora de inúmeros prêmios nacionais, Neide surpreende com sua subjetividade textual na justa medida.

PMDB & DEM

Folha de São Paulo






A gestão de Cesar Maia não informou o orçamento de 2007 e 2008; já o governo de Sérgio Cabral aplicou apenas R$ 704 mil neste ano

RAPHAEL GOMIDEDA
SUCURSAL DO RIO

O governo Sérgio Cabral (PMDB) reduziu em 48,6% (R$ 19,2 milhões) a previsão de gastos em prevenção e combate à dengue para este ano no Rio. Passou de R$ 39,5 milhões (valores atualizados) em 2007 para R$ 20,3 milhões em 2008.

A prefeitura de Cesar Maia (DEM) não planejou nenhuma ação direta ou programa de trabalho específico contra a dengue no Orçamento de 2007, embora tenha previsto R$ 37 milhões para "ações indiretas".

Dos R$ 20,3 milhões orçados para 2008, o Estado aplicou só R$ 704 mil na área até 24 de março -na fase crítica da epidemia, que já matou 49 pessoas. Isso equivale a 3,5% do previsto. Mantido esse ritmo, até o fim do ano 14% da verba terá sido aplicada. Tanto o Estado quanto o município do Rio reduziram os valores aplicados no controle da dengue nos últimos anos.

No Estado, desde 2004, foram cortadas as verbas de "vigilância epidemiológica (de doenças)" e "vigilância em saúde", de R$ 45,6 milhões (valores corrigidos pelo IGP-M) para R$ 39,5 milhões (2007). O montante liquidado pela prefeitura caiu de R$ 48,2 milhões (2003) para R$ 23,9 milhões (2006), em valores atualizados. A prefeitura não revelou os gastos de 2007 e os de 2008.

O vereador Carlos Eduardo (PSB) entrou com representação ontem no Ministério Público contra o prefeito Cesar Maia por "desvio de finalidade". Maia, disse ele, aplicou em outros programas uma verba do Ministério da Saúde destinada ao setor de vetores (transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, por exemplo).

O vereador diz que Maia desviou mais da metade da verba de R$ 12 milhões destinada em 2006 ao combate à dengue - para ações de repressão à doença - na locação de ambulâncias e na limpeza de hospitais. O prefeito não comentou.
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Se os números estiverem corretos, PMDB e DEM (ex-PFL) são os únicos responsáveis pelas mortes ocorridas no Rio de Janeiro. Espero que tais partidos jamais administrem o Acre, porque estamos muito bem sem eles.

Ele, Antônio, o Carlos


"Em seguida com um dos assaltantes no volante, dirigiram-se á Estrada do Amapá, já que a vítima mesmo com o rosto encoberto conseguiu ver quando passava pela terceira ponte e entrava na Via Verde."

O cara era paranormal.

Esses repórteres...

"As instituições responsáveis buscam junto às comunidades, que vivem dentro ou próximas as APA’s, parceiras para a preservação e ( ) proteção das unidades."

1. "Junto à" é "perto das" - Nossos jornalistas abusam. As instituições buscam "perto das" comunidades? Não. Elas buscam "com as" comunidades.

2. , que - Nesse caso, há vírgula antes de "que"?. Não são todas as comunidades, mas somente as que vivem dentro ou próximas. Não há vírgula.

3. Chega.

terça-feira, março 25, 2008

Eu & Maria

Hoje, à Maria, apresentei alguns problemas redacionais dos alunos do primeiro ano do ensino médio e que se repetem nos textos dos alunos do segundo e do terceiro ano.

Em suas introduções, há muita presença dos verbos "ser", "estar", "ter", por exemplo, e insistente presença incomoda-me, porque pertence a uma regra viciada, fácil.

Além de eles usarem dicionário em sala, precisamos criar exercícios específicos para uso adequado dos verbos, massificá-los. Sugeri à professora de Leitura-Literatura dez introduções bem escritas, mas sem os verbos e, uma vez compreendidos os textos, encontrar os verbos apropriados a partir de relações internas da introdução.

Esse material didático precisa ser criado por nós.

A Língua

Na escola Heloísa Mourão Marques, a professora-gestora Osmarina popôs a divisão de Língua Portuguesa e de Literatura. Para esta, Leitura e Literatura; e, para aquela, Produção Textual e Gramática.

A princípio, números surgiram, porque eu lecionaria para quatro turmas, 160 alunos, e não mais para duas, 80 alunos. Concordei por este motivo: uma experiência nova.

Por um lado, mesmo com mais alunos, eu me dedicaria a duas disciplinas, havendo mais tempo para elaborar material. Não se trata de mudar grade curricular, mas de alterar a forma. Por esse caminho, haveria, em tese, uma relação pedagógica entre o professor de Literatura-Leitura e o professor de Produção Textual-Gramática.

Entretanto, infelizmente, não foi assim que a Secretaria de Educação compreendeu. Segundo me informaram, esse caminho deverá ser rejeitado no próximo semestre.