segunda-feira, junho 30, 2008

Arraiá Heloísa



Uma escola que promova um outro modelo de encontro, algo menos racional. Nesta barraca, alunos, depois de tudo pronto, venderam muito. A grana servirá para a formatura.

Valeu, pessoal!

Cortando a ortografia









No bairro Jorge Lavocart, Rio Branco, o repórter-fotográfico Selmo Melo, do jornal A TRIBUNA, registrou este momento capilar. O salão não é de beleza, mas faz "peticure".
E o preço?

sexta-feira, junho 27, 2008

De quem foi a idéia?



Qual foi a mente brilhante que criou ou copiou esse modelo de diário do professor? Comparado ao outro, ele só não é pior porque não tem mais espaço. Sem consultar os professores, colocaram essa jaca na mão do corpo docente. O modelo, pésssimo.

Há certas tradições que são insubstituíveis.

Lista Negra ou Lista Branca?

Parte da matéria abaixo foi escrita pela jornalista Nayanne Santana. Aqui, há alguns nomes e todos pertencem a pessoas brancas. Por que lista negra? A lista é branca. Dos brancos.

Péssimos administradores segundo o TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) preparou uma lista com mais de três mil nomes de pessoas responsáveis por cargos ou por funções públicas que tiveram suas contas rejeitadas. A lista traz nomes de prefeitos, ministros, secretários de Estado, diretores de autarquias e demais funcionários públicos.

No Acre, o TCU condenou 66 prestações de contas. A lista de gestores apresentada pelo Tribunal de Contas da União cita 51 gestores do Estado.Entre os acusados de ter gerido de maneira incorreta a verba pública, está o ex-governador Orleir Cameli, o ex-secretário de Estado José Bestene, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Aluízio Bezerra, o ex-secretário de Estado Alércio Dias, o ex-prefeito de Feijó Aurélio de Souza Braga, ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Acre (Crea-AC) Aysson Rosas Filho e alguns gestores do Conselho Regional de Medicina.

Gramática de Blog

"Paula casou aos 17 anos e separou aos 20. É mãe de Henrique, 10, e de Ana Cecília, 13. O garoto mora com a avó materna em Feijó (AC) e a menina com o pai, em Manaus (AM). No posto de fiscalização do D'Ouro, a indigenista comanda o trabalho de quatro peões e da cozinheira "Preta". Num ambiente tão hostil e carente é inegável que a beleza dela mexe com a libido dos homens."

No blog de Altino Machado, encontrei-me com o verbo "casar". No Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, esse verbo admite duas formas: "ela se casou com um médico" e "ela casou com um médico".

Altino nunca cursou uma academia de jornalismo, concluiu seu ensino médio ou talvez nem isso, mas sua escrita não se compara a muita gente que sai de uma faculdade. Comete seus errinhos gramaticais; entretanto, no geral, é um blog com boa escrita. Tem personalidade, e pernonalidade, sabemos, não se adquire com diploma.

A Vítor Farias

Vítor, muito obrigado por tuas palavras e, se fui grosseiro, queira me desculpar, é que não faço uso de falácias. Tenho minhas causas e sou simpático à esquerda, mas eu não a adulo.

Quanto às minhas causas, uma delas se chama educação, questões bem específicas, por exemplo, aulas de literatura. Não sou escritor, apenas fui bem alfabetizado. Para ser escritor, é preciso haver um reconhecimento nacional por meio de uma obra, de um livro.

E visite este blog, me questione, critique de forma ética, porque o diálogo é sempre melhor. Um grande abraço em teu destino e que tua vida seja farta de sabedoria para que construamos um Acre cada vez melhor.

quinta-feira, junho 26, 2008

Os canalhas demoram a morrer

Hoje, o sepultamento de Ruth Cardoso comoveu-me. Uma infelicidade ver tamanha inteligência partir. Uma tristeza tamanha ética retirar-se para sempre. Elegante e simples, mansa e austera, sua vida deveria ter sido mais longa. Só os canalhas morrem mais tarde.

Pela TV, assistimos à dor do ex-presidente Fernando Henrique ser intensa.

Blog aberto a Edvaldo Sousa

Querido Edvaldo, o programa Gazeta Alerta, por seguir um modelo de jornalismo, merece críticas fundamentadas, mas, em certos momentos, o seu programa se diferencia da matriz paulista, e isso é muito louvável. Muito. Neste blog, desejo reconhecer o lado positivo.

Hoje, o repórter Marílson Maia, muito educado, ofertou o microfone a uma senhora muito humilde. Magra, pobre, dona Francisca disse que a Justiça retirou seus filhos e seu neto da família por ela ser uma pessoa desequilibrada mentalmente.

"Me disseram que tenho que fazer tratamento psicológico, mas eu não sou louca", e Francisca chorou diante da câmera.

Edvaldo, seu programa apresenta a violência dos pobres todo dia; entretanto, dessa vez, Gazeta Alerta, talvez, tenha apresentado a violência institucional, compreendendo como violência a força de uma injustiça.

De forma justa e sensível, o jornalismo deve estar também a serviço dos humilhados.

Grosseria

Hoje, o funcionário público Luís, da Secretaria de Educação, resolveu ser indelicado com uma pessoa fofinha, a coordenadora de ensino, professora Izanilde, da escola Heloísa Mourão Marques.

Parece que ele realiza um serviço no colégio e ficou aborrecidinho porque, na hora do intervalo, os alunos orquestravam uma desarmoniosa confusão, algo natural na hora do intervalo. Foi muito grosseiro. Izanilde chorou.

Quando soube, a gestora não deixou por menos. Luís pediu desculpas. Os tempos são outros, Luís.

Eu também cometi um vacilo - nada comparado ao seu - e levei um puxão de orelha da gestora. Na próxima, pense três vezes antes de falar na escola Heloísa Mourão Marques. Lá, há colegas que tomam as dores dos outros e, além disso, existe gestão.

quarta-feira, junho 25, 2008

Calmo

Manhã

Neste final de semestre, não se encontra um aluno pelos corredores da escola pública Heloísa Mourão Marques. Na administração anterior, encontravam-se vários. Uma das soluções: usar o crachá.

O aluno só sai de sala com ele, um só. Quando retorna, outro aluno vai ao banheiro com crachá. Se andar pelos corredores sem ele, a inspetora o leva à sala ou à direção. Pela manhã, funciona.

Depois de anos sem verba na escola - e isso por causa de duas administrações passadas -, a atual gestão e a sua equipe solucionaram o problema. Gestores prejudicaram a escola e, para isso, não há punição.

Hoje, procura-se colocar ordem na casa, mas, mesmo assim, alguns gostam da desordem, porque, para eles, a escola pública é de ninguém. Liberava-se aluno vinte minutos mais cedo. Houve caso de funcionário que não trabalhava.

Conversando com uma pessoa, eu soube que esse funcionário aparecia na escola de 15 em 15 dias, porque a gestão passada permitia. Agora, finalmente, eu entendo o porquê da gestão anterior garantir voto com alguns funcionários. Havia troca de interesses. E eu que trabalho, falto muito pouco, só quando necessário, a gestão anterior tentou me tirar da escola, colocando alunos contra mim.

A coordenadora de ensino na época chegou levar um "documento" à Secretaria de Educação para prejudicar a minha pessoa, mas, de forma ética, Josenir Calixto, responsável pelo ensino médio, não aceitou por motivos probos.
À noite, aluno levava até carteira para chegar atrasado. Com a atual gestora, professora Osmarina, o aluno do turno da noite deixou de usar essa carteira. Ela telefonou para os patrões e até para o Exército e informou que os alunos tinham direito de sair mais cedo do trabalho para estudar.

Deputado Edvaldo Magalhães, leis precisam ser criadas para aperfeiçoar a gestão escolar.

terça-feira, junho 24, 2008

Casa de Leitura e Letramento. E a Literatura?

DE Aldo Nascimento

Na semana passada, o escritor Milton Hatoum conheceu um projeto do governo estadual, a Casa de Leitura. Ainda na semana passada, a Secretaria Estadual de Educação ofereceu um curso de letramento aos professores do ensino médio. Embora essas iniciativas do Estado sejam muito positivas, existe o avesso. Criaram a Casa de Leitura, porém não há leitura nas escolas públicas do ensino médio. O letramento como curso ocorreu, mas a leitura, segundo o letramento, inexiste em sala de aula

Fala-se tanto em ler; no entanto, até hoje, a disciplina Literatura permanece conforme o currículo formal da Secretaria Estadual de Educação, ou seja, segundo o historicismo literário. A Literatura na escola não é fonte de leitura ou de letramento porque, para o currículo formal, essa disciplina não passa de biografias e de características de época. Não só a secretaria. Por causa de alguns doutores de Letras, o recém-formado leciona para reproduzir o historicismo dos livros didáticos.

Velhas aulas congeladas no tempo. Como quebrar essa espessa geleira didática? Compreender as origens desse historicismo, um começo. O germe encontra-se na Academia Francesa, fundada em 1635 por Richelieu. Foi ela a criadora das condições para que seus autores e suas obras tivessem uma função social, a saber: servir de arrimo da unidade nacional

Nesse século, o 17, não havia a França como nação, mas um conjunto de unidades sobrepostas com leis próprias, sistemas de peso e de medidas particulares e dialetos distintos. Isso significa que esse proto-historicismo literário serviu para a unidade política

Em 1785, 150 anos depois, o alemão Karl Phillipp Moritz protagonizou a classificação, a triagem e a hierarquização de textos por meio de seu livro Rumo à unificação de todas as Belas Artes e Letras sob o conceito de auto-suficiência

Os dicionários registram também essa trilogia classificação-triagem-hierarquização. Em Portugal, o termo “literatura” é dicionarizado pela primeira vez em 1727, no Supplemento ao Vocabulario Portuguez.

Em 1789, Antonio de Moraes Silva exclui o termo literatura em seu Dicionário da Lingua Portugueza. Em 1831, o termo retorna com a definição de Bluteau, vinculando literatura a um conjunto de obras definido não por afinidades estéticas ou formais, mas por terem sido produzidas em determinado tempo ou território

Essa dicionarização da palavra “literatura” chega ao auge com a Biblioteca Lusitana, de Diogo Barbosa Machado, publicada entre 1741 e 1759, quando classifica as obras em função do nome, do sobrenome, do local de nascimento. O português ofereceu e dedicou sua obra a D. João V por ser espelho e sustentação da nacionalidade. Seu trabalho, portanto, assemelha-se ao de Richelieu, fundador da Academia Francesa

No Brasil, século 19, Sílvio Romero [1851-1914] edificou trabalho monumental de história social dos escritores brasileiros – em que se estuda meio, raça, ambiente social, costumes – do que propriamente a literatura “porque para mim a expressão literatura tem a amplitude que lhe dão os críticos e historiadores alemães”, escreveu Romero em História da literatura brasileira, um dos líderes da Escola de Recife

Com esses brevíssimos exemplos, percebe-se que o historicismo literário é vassalo criado para carregar a unidade nacional. O livro Educação literária como metáfora social, de Cyana Leahy-Dios, tece críticas a esse paradigma de literatura na escola quando afirma que “a organização pedagógica da literatura se assemelha a um móvel de gavetas, com divisões e compartimentos para unidades isoladas, um artefato anacronicamente positivista em um mundo pós-moderno”.

DiminutivosSe ele colocou uma “pequena cruz” em seu túmulo, colocou uma “cruzeta”. Se o “verão foi curto”, foi um “veranico”. A ponte, se é pequena, é um “pontilhão”. E se o animal for pequeno? Diminutivo de animal, “animalejo”. E qual o diminutivo de “guerra”? Guerrilha. Se a “câmara dos vereadores” é pequena, chama-se “camarim dos vereadores”. Palácio pequeno é “palacete”; entretanto, como a LÍNGUA não é exata como a matemática, “palacete” significa também “casa muito grande” e “luxuosa”.

Los Porongas

Os caras, simplesmente, são muito bons. Ótimos. Basta.

segunda-feira, junho 23, 2008

Fuso

Hoje, por causa de uma lei, à meia-noite, roubarão de mim um hora de sono. Por que não adiantar o relógio em uma hora quando eu estiver no trabalho?

Menos uma hora de descanso.

Ao Vitor Farias

A DESPEITO DE SUA CONTRADIÇÃO LATENTE QUANDO COMBATE O DISCURSO DOS QUE VOCÊ CHAMA DE "BUROCRATAS DO AR-CONDICIONADO" E AO MESMO TEMPO PROPÕEM UM COMPORTAMNETO ARTÍSTICO DO PROFESSOR, SEU TEXTO É MUITO BOM.

Quando escrevi "burocratas do ar-condicionado", não me referi a todos. Há bons funcionários na Secretaria de Educação. Por outro lado, há aqueles que não sabem o que falam sobre as disciplinas Língua Portuguesa e Literatura. Um dia, eu pensei que a esquerda fosse criteriosa para selecionar seu quadro técnico, mas existem casos em que a escolha é pessoal, partidária. Não concordo com isso, chego a ser antipático.

NO ENTANTO, HÁ UMA RESSALVA: A VIDA JAMAIS EDUCARÁ COMO A ESCOLA, COMO VOCÊ DEVE SABER; A VIDA NAO CURA COMO OS "MÉDICOS DA ALMA". ELA FERE E O MAIOR EXEMPLO DESSA CHAGA É A PERSONAGEM REAL QUE ILUSTRA SUA NARRATIVA.

Tenho dúvidas sobre a educação na escola. Há um ótimo texto de Gilles Deleuze sobre isso. Você não pode negar que certos alunos se negam a experimentar limites. Ignoram que a transgressão só existe por causa de uma noção ética de ordem. Pensam que negar por negar é o caminho. A vida dirá não a eles. São escolhas individuais.

GRAÇAS A TODOS, QUE EXISTEM OS "BUROCRATAS DO AR-CONDICIONADO", QUE SE ESMERRAM NO OFÍCIO DE DESENVOLVER UM APERFEIÇOAMENTO DAQUELES QUE TRABALHAM NO CALOR,QUE SE PREOCUPAM E NÃO SE ESQUECEM DOS "COLEGAS DE PROFISSÃO" MAS QUE SE UNEM, COMO ARTISTAS, NA DEFESA DA ARTE DE EDUCAR, QUE PASSA LONGE DA FALÁCIA BARATA DAS TECLAS DE UM COMPUTADOR.

Nem todos se preocupam. Alguns fogem da sala. Sim, minhas falácias são baratas, e você as lê. Por favor, não leia minhas falácias.

sábado, junho 21, 2008

Fuso horário do senador

Por uma questão comercial - e não revolucionária -, tudo bem, mudem o fuso horário, mas bem que a mudança poderia ocorrer às 16 horas, quando todos estivessem no trabalho.

Hoje, segunda-feira, o frentista de um posto de gasolina, às 16 horas, adiantaria o relógio em uma hora, ou seja, sairia mais cedo. "Patrão, adientei em uma hora, são cinco horas, tchau."

Mas, na hora do sono do trabalhador, a lei do senador pede para adiantar em uma hora à noite, diminuindo o tempo de dormir.

Por que não colocou na lei para adiantar quando todos estivessm trabalhando às 16 horas?

Conselho de Turma

Na gestão da professora Osmarina, temos a chance do Conselho de Turma funcionar. Apresentei a seguinte proposta:

1. A Coordenação de Ensino precisa definir e monitorar uma pauta mínima;
2. nessa pauta mínima, por exemplo, processo de avaliação; e
3. o conselheiro pode ser o padrinho ou madrinha de turma.

Em escola pública, precisa haver uma administração que saiba obter ótimos resultados.

Conselho Escolar e outras coisas

1
Na escola estadual Heloísa Mourão Marques, comenta-se que o Conselho Escolar, por causa de alguns, promove tão-somente o desejo de obstruir a gestão da professora Osmarina. Hoje, em uma reunião do corpo docente, uma professora apresentou ótima idéia.

O conselho só se reúne à noite. Para ela, reuniões devem ocorrer no turno da manhã, da tarde e da noite. Em um mês, à tarde. Em outro, à noite. Em outro, no turno da manhã. Os professores concordaram e assinarão um documento para ser levado ao conselho. Caso o conselho se recuse, legislando em causa própria, o corpo docente irá bater de frente.

Eu aldorei a idéia. Como não posso ir à noite, poderei ir pela manhã ou à tarde. Irei para filmar os conselheiros que apresentam "ótimas idéias" à escola pública para, em um segundo momento, publicar tais idéias neste blog.

Em casa, alunos poderão assistir a uma reunião do conselho. Eu aldoro a democracia.

2
Pouco comparece, mas, quando vai, não fica até o final da reunião. Quando ocorre reunião em um sábado, compensa o dia de sua "folga" na semana. Na verdade, não é folga, é dia de planejamento, mas isso não ocorre na semana.

A lista de presença deveria ter sido passada no final. Quando passa no começo da reunião, aquele professor aproveita e vai logo embora. Some.

sexta-feira, junho 20, 2008

EscOlaS

Só 2 entre 5.530 cidades brasileiras têm 8ª série
com nível de país desenvolvido, segundo MEC

Bruno Aragaki
Em São Paulo

Em todo Brasil, só duas cidades gaúchas têm ensino de oitava série com nível equivalente ao de países desenvolvidos: Imigrantes e Três Arroios, cidades com população de 3 mil habitantes.

É o que mostrou a tabulação por municípios do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2007, divulgada nesta sexta-feira (20).

No restante dos 5.530 municípios com oitava séries avaliadas pelo MEC (Ministério da Educação), o desempenho das escolas públicas ficou abaixo de 6 numa escala de 0 a 10.

Para construir o indicador, o ministério leva em conta o desempenho dos alunos em testes de português e matemática e o percentual de aprovação. Quanto mais altas as notas dos alunos e quanto mais alunos "passam" de ano, maior o Ideb do município.

Segundo o MEC, o mesmo indicador aplicado aos países desenvolvidos daria uma média 6 - que é a meta para todo o país em 2022.Sem "misturar" as notas dos alunos das escolas federais, estaduais e municipais, aparecem 13 redes com média superior a 6 - nove delas são federais.É o caso das capitais Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Recife (PE), que têm médias que ultprassam 7 se analisadas apenas as escolas federais.As médias das escolas estaduais e municipais nesses municípios, no entanto, trazem o Ideb dessas capitais "para baixo".

Quarta série

A situação é um pouco "menos pior" nas quartas séries. Dos 5.493 municípios com escolas públicas avaliadas pelo Ideb para essa série, 48 chegaram ao patamar estimado pelo MEC para todo o país em 2021.

Desses, 30 estão no interior de São Paulo, quatro em Santa Catarina, cinco no Paraná, seis no Rio Grande do Sul e três em Minas Gerais.

Segundo os dados do MEC, em nenhuma capital do país as escolas públicas atingem médias de países desenvolvido.

quinta-feira, junho 19, 2008

Uma mãe

Hoje, depois de algum tempo, a mãe de um aluno compareceu à escola. Seu filho é indiferente às aulas e se comporta de forma nociva para a sua própria idade. É abusado, não respeita, pensa que sabe tudo. Professores reclamam de seu comportamento de 15 anos.

Muito humilde, seu rosto aparentava ter sido muito humilhado pela vida. Suas declarações me comoveram. Ela trabalha como voluntária de uma creche e, dessa maneira, passando o dia todo fora de casa, seu filho não fica em casa. O pai trabalha.

Na rua, o rapaz encarnou posturas de grupos. O meneio do corpo e o trejeito da fala encarnam uma ginga urbana. Não estuda. Nem leva caderno à escola. Não tá nem aí.

Alguns burocratas do ar-condicionado acreditam que escola realiza milagre, bastando que o professor lecione de forma prazerosa. Burocratas pedagógicos não gostam da sala de aula, porque não existe ar-condicionado.

Na creche, a mãe recebe alimento para levar para casa. A renda familiar não chega a R$ 500. A mãe decidiu colocar o filho no turno da noite para estudar com ela. De dia, ele irá trabalhar.

Às vezes, para certos alunos, só a vida educa. A pretensão fútil, o atrevimento tolo, sabemos, irão cair com a força da vida, do tempo. Não adianta falar muito, não adianta aula prazerosa do professor, porque será a vida que educará com seus limites, com suas dores, com suas decepções.

Colegas de profissão, alguns, generalizam, dizem que "os alunos não querem nada". Se eu fosse médico, deveria curar meus pacientes em um hospital. Somos médicos da alma e sempre devemos dar o melhor - e é pouco - de nós para transformar.

Essa, a profissão escolhida. Entrar em sala com vida, dizer bom dia a todos, ser educado, rígido, amoroso, bater de frente com as palavras, fazer cara feia, brincar com eles em uma gincana, mostrar paixão, criticá-los, criticar-se, colocar ordem, teatralizar as aulas, provocar risos. Ser exemplo para seus alunos, ser uma referência quando não houver referência.

Sabemos que a morte virá, mas, até lá, antes que o tempo nos consuma, lutar para edificar o melhor, por exemplo, em sala de aula.

Sobre uma Faculdade de Jornalismo

Enviaram esta mensagem a este blog.
_______________________
O curso de Comunicação Social-Jornalismo, da Universidade Federal do Acre, tem seus problemas como todos os cursos da instituição. Nós, acadêmicos, entretanto, temos o dever de apontar soluções, fazer observações, buscar melhoria.

O curso precisa dar um enfoque especial ao estudo da LÍNGUA. A maioria dos acadêmicos são deficientes, e EU ME INCLUO.

É trabalhada a parte humanística do jornalista, todavia, não é tratada a parte da escrita. O curso disponibiliza, apenas, de duas disciplinas da área das Letras: Língua Portuguesa 1 e 2. E sem falar que é pouca trabalhada a questão redacional.

Andando um pouco no curso, percebemos a presença da disciplina Redação Jornalística, que também não tem uma seqüência no período posterior, quebrando a linha de raciocínio do aluno.

Importante destacar é que os professores buscam dar o melhor de si, entretanto a instituição não faz sua parte. Acredito que a grade precisaria ser avaliada. As aulas de laboratórios necessitariam de monitores para ajudar o trabalho dos professores. Um curso com quatro turmas e apenas um monitor.

O curso de Comunicação Social, na minha visão, deveria ser integral assim como as engenharias.
___________________________________
Por causa disso, recém-formados, quando entram no mercado de trabalho, escrevem muito mal, raríssimos os que escrevem bem, raríssimos.

Não sabem usar as vírgulas, não têm referência bibliográfica, não seguem alguns princípios básicos de um bom manual, além de outras coisinhas.