quinta-feira, março 19, 2009

"Pai, já estou no México"


Segundo GABRIELA GUERREIRO, da Folha Online, em Brasília, "Viana restituiu ontem o Senado pelo gasto feito por sua filha com um celular da Casa na viagem que ela fez ao México, nas primeiras duas semanas de janeiro deste ano. O parlamentar se recusou a informar o valor da conta".

Em outros tempos, nunca pensaríamos que parlamentares do PT abusariam do erário, porque uma marca do Partido dos Trabalhadores sempre foi a diferença. Foi. O senador sabe que errou e assumiu. No PT, desde que chegaram ao poder, muitos erraram quando usaram dinheiro público.

O senador oculta o que deveria ser público. O poder seduz. Como homem público, o senador deveria informar à democracia que o elegeu o valor da conta de telefone.

Copa de 2014 em Rio Branco

No sítio da Fifa











O governo do Estado do Acre torce para que jogos da Copa do Mundo ocorram em Rio Branco. Segundo o mapa da Fifa, haverá jogos em Rio Branco sim, mas só que não será no Acre, você entendeu?

Novelas da Globo empacam no ibope

De Ricardo Feltrin
Colunista do UOL

Outra grande aposta da Globo que até agora não impressiona no ibope é "Caminho das Índias", de Gloria Perez. Seus últimos capítulos têm registrado no máximo 36 pontos. Ontem chegou a cair para 34. Claro que são obras longas, que podem disparar de uma hora para outra, dependendo da criatividade de seus autores. Mas criatividade não é o que se tem visto nas obras desses dois novelistas. Um voltou ao tempo de "Pantanal"; a outra, só faz repetir a fórmula de "O Clone".

segunda-feira, março 16, 2009

A poesia é inútil

De Aldo Nascimento

Com a revolução industrial, ocorrida em meados do século 18, a máquina submete a vida ao desencanto. Nas fábricas, operários suportam nas costas uma carga acima de 14 horas diárias de trabalho alienado. Com o surgimento da indústria, a engrenagem mecaniza destinos; inicia-se a coisificação da vida.

Contra esse capital industrial, emerge o sentimento intenso de poetas. Hölderlin [1770-1843], um deles, coloca seus versos “românticos” contra uma realidade social infiel à espiritualização dos homens. Contra as fábricas, a beleza de sentidos – poesia.

Chateaubriand [1768-1848], outro romântico, afirma que a existência é pobre, seca e desencantada. “Habitamos um mundo vazio com um coração cheio e, sem termos utilizado nada, somos desiludidos de tudo.”

Esse romantismo, emerso no final do século 18, acometeu-se contra um cotidiano que impôs ao homem o cansaço de si mesmo, que, acovardado diante das pressões sociais, acaba preferindo vegetar na banalidade, vivendo por meio de ideias acomodadas e inalteráveis. Esse sentido original da escola romântica, entretanto, foi deformado.

Embora o romantismo tenha expressado uma luta estética contra a despoetização da vida, ele a expressou em vão, porque a brutalidade normal das coisas grudou-se à linguagem, aos gestos, ao comportamento, ao gosto das pessoas. Nunca fomos tão vulgares.

Em vários bairros de Rio Branco, por exemplo, encontra-se embrenhada a ausência da beleza, do sensível. Objetos, mercadorias, são eles que predominam na paisagem; eles que intermedeiam as relações humanas.

Pela TV, com seus discursos previsíveis, governo e empresários associam desenvolvimento ao consumo, às mercadorias, à renda, às necessidades básicas, como se teatro, imaginário ou poesia não fossem vitais à existência. Em verdade, sepultaram a beleza há anos, por isso somos tão violentos – pais engravidam filhas, homens eretos espancam mais mulheres, população carcerária avoluma-se, drogas entorpecem o sentido da vida.

Ora, não somos mais humanos porque saciamos necessidades básicas ou porque consumimos objetos na Expo-Acre; não somos mais humanos porque associamos o desenvolvimento à circulação de mercadoria ou a ruas asfaltadas; porém, por ser irreal tal como o amor, a honra, o sonho, a poesia nos torna melhores. Humaniza-nos.

Os versos de Vinícius de Moraes lutam contra a coisificação do sexo. As estrofes de Drummond assaltam a alienação social. A poesia de Baudelaire não se sujeita à miséria humana. Mas quem os lê? Quem os ouve recitados em praça pública? Quem os vê como teatro de rua? A poesia, senhores, é inútil – vou ver Faustão ou Sílvio Santos.

sábado, março 14, 2009

O vigor estético de um poeta

Neste domingo, 15 de março, é o Dia da Poesia. Entre tantos poetas, reverencio Paulo Leminski [1944-1989].

















já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo

morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma

morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma.

quinta-feira, março 12, 2009

Ronda Gramatical










De Edvaldo Solto

Meu amigo e minha amiga, a bruxa da tua mãe tá solta e a fada madrinha tá presa no presídio de segurança máxima. Coisa tá feia em Rio Branco, só não tá mais feia do que eu e aquele diagramador da TRIBUNA. Olha só, muita atenção para esta notícia. A repórter Lênilda Lê tem as informações. Imagem.

Repórter
- Edvaldo Solto, eu estou no blog do deputado João Edvaldo Amazonas Magalhães neste momento para mostrar que ele revolucionou a língua portuguesa. Do meu lado, está o capitão Celso Cunha, foi ele quem prendeu o deputado com a droga do erro na mão esquerda.

Policial
- Positivo e operante. Desde a Revolução Russa, a Polícia Ortográfica Brasileira monitora comunistas no Acre e, após anos, encontramos uma ação subversiva em um blog da foi-se o martelo. O deputado cometeu um crime contra a LÍNGUA-PÁTRIA quando escrevinhou... (a repórter interrompe)

Repórter
- Telespectador, eu interrompi o capitão para pedir que os alfabetizados se retirem da sala, a cena é forte, as crianças que não frequentam escola podem ficar.

Policial
- Pois bem, ele escrevinhou que “a vantagem do não tencionamento eleitoral é contrabalançada com o rigor da cobrança por parte dos que terão muita energia a gastar apenas com a vigilância oposicionista”. Quando encontramos a droga “tencionamento” em seu blog, ordenei que a Polícia Gramatical o prendesse, porque essa palavra não existe, sua intenção é disseminar desacordos ortográficos.

Repórter
- Direto do blog, Lênilda Lê, com imagens de João Glaucomatoso. Edvaldo Solto, agora é com você.

Meu amigo e minha amiga, se você está preso no Francisco D’Oliveira Conde e deseja fugir porque a tua pena passou do prazo de validade, passe pela concessionária Recol e fuja com um carro zero-quilômetro. Aproveite nossas condições, confira as ofertas antes de pular o muro do presídio.

A coluna chegou ao fim da picada. Na próxima terça-feira, se o Arquiteto permitir – e ele há de querer -, reformarei minha casa e estarei de volta. Fiquem com Deus e com nossos patrocinadores.

Cocô na "florestania"

Não sou simpático ao programa Gazeta Alerta por ser uma cópia de programas paulistas e cariocas, e estes já são ruins. Prefiro transmissões originais. Entretanto, em certos momentos, a equipe acerta.

Hoje, não publicaram imagens de presos no Francisco D'Oliveira Conde, mas a violência que essa unidade prisional comete contra a natureza. Desta vez - que ironia!!! -, o presídio é o criminoso.

Segundo a ótima matéria do repórter Adaílson Oliveira, o Francisco D'Oliveira Conde, mantido com o dinheiro público, despeja fezes de presos, merda de policiais, cocô de oficiais e bosta de seus diretores no igarapé São Francisco. A matéria revelou que o Estado joga muita merda na natureza.

Pensei: será que é para adubar a terra?

Conversando com Itaan Arruda, ex-assessor de comunicação do governo, ele disse-me que o governador Binho Marques jamais censurou a imprensa acriana. Acreditei, a matéria de Adaílson Oliveira, a prova.

Se este governo não põe sua mão reguladora na Redação de jornal, sobrou para os jornalistas publicarem boas matérias; no entanto, para isso, é preciso haver repórteres bons - e Adaílson Oliveira mostrou por meio dessa matéria que é um deles.

terça-feira, março 10, 2009

CQC voltou! & TV Aldeia


















Ontem, FINALMENTE, o CQC retornou, único programa INTELIGENTE da TV brasileira, mais os programas da TV Cultura, é claro.

Que prazer eu sinto quando O RISO diminui a importância de certos políticos. Rir deles, rir e rir. Ontem, eu ri muito de um Congresso que gasta por minuto mais de R$ 11 mil, o mais caro do mundo.

E a TV Aldeia? Com o retorno do Campeonato Acriano, não assisto mais ao programa Café Filosófico
. TV Aldeia, com isso, deixou de ser CULTURA para ser TV Esporte. O culpado disso: Jorge Henrique, Anibal e Itaan Arruda.

Por favor, deixem que eu assista ao Café Filosófico. Quem quiser assistir ao jogo vai ao estádio.

segunda-feira, março 09, 2009

É fantástico não haver chuchu no Jordão


Não poderia deixar de escrevinhar sobre a falta de chuchu no Jordão. Hoje, A TRIBUNA publica este artigo.

De Aldo Nascimento

Uma pessoa tem um sonho. “Quando crescer, serei jornalista.” A pessoa cresce. Estuda. Estuda. Estuda. Entra na faculdade de jornalismo. Estuda. Estuda. Estuda. Conclui a faculdade. Estuda. Estuda. Estuda. Pós-graduação. Finalmente, depois de tantos anos, consegue trabalhar na Globo. Vai para o interior do Acre e, aqui, depois de estudar tanto na faculdade, sua audiência divulga no Brasil que Jordão não conhece chuchu. A isso dão um nome: fantástico.

Depois, eu me perguntei: qual a relação entre não conhecer um chuchu e o Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH? Outra dúvida: se o cálculo do IDH leva em consideração a expectativa de vida, o nível de educação e a renda da população, o que a falta de chuchu em Jordão estava fazendo em uma matéria sobre IDH? Última pergunta: qualidade de vida tem a ver com o consumo de chuchu?

Ficou a impressão de que quem não conhece chuchu é atrasado ou motivo de chacota. Mas ficou também a impressão de que o jornalista global não conhece o seu próprio país, passando pelo Jordão como turista. Assim, na condição de repórter-turista, sua matéria só poderia ter transmitido isto: superficialidade sobre nós.

Esperar de uma TV comercial e de um repórter-turista o registro de nossa identidade, convenhamos, seria anormal. O normal tem sido - que ironia! - os jornais acrianos ignorarem o interior deste Estado; tem sido desconhecerem o homem rural que nunca viu um chuchu.

Para uma Redação de Rio Branco, tão condicionada a ser aquário, Jordão não passa de um mapa. Se leitores daqui não encontram em nossos jornais o que é o Acre em Feijó, em Mâncio Lima ou em Assis Brasil, outros publicam o que não encontram no Jordão, neste caso, um chuchu. Se nossos jornalistas publicam matérias que ocultam o interior deste Estado, outros descobrem a falta de chuchu e riem de nós.

Após uma semana de o Fantástico rir do Acre, não houve um jornal da capital que tenha tomado a iniciativa de retirar do Jordão “a chacota do chuchu". O repórter-turista plantou nesta terra uma matéria para colher chuchu, e as redações acrianas só cultivam um jornalismo que desconhece Rodrigues Alves, Capixaba, Plácido de Castro. Do Rio de Janeiro, a Globo nos conhece “melhor”. Plim-plim!!!

A Bahia é aqui

Folga no TJ 1
No Mato Grosso do Sul, o novo presidente do Tribunal de Justiça instituiu, por portaria, folga para o servidor no dia do aniversário. A decisão é inédita no Brasil.

Folga no TJ 2
Se o servidor tiver o azar de fazer aniversário em um fim de semana ou em um dia que já é feriado, não tem problema: ele terá direito à folga no primeiro dia útil seguinte.

Folga no TJ 3
O presidente do TJ-MS, Elpídio Helvécio, faz aniversário em 11 de julho, que neste ano cai num sábado. Logo, ele terá direito à folga na segunda, dia 13.
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É preciso comentar?

sábado, março 07, 2009

"Aliança espúria"

Nesta semana, o Congresso Nacional, por meio do PMDB, deu um exemplo de que cargo no poder é o limite. Graças às articulações de Renan Calheiros (PMDB-AL), Fernando Collor de Melo presidirá (PTB-AL) a Comissão de Serviços e de Infraestrutura do Senado. Assista

No passado, Renan não só apoiou como também esteve no (des)governo de Fernando Collor.

Após a eleição do "caçador de marajás", o senador Aluísio Mercadantes declarou que houve uma "aliança espúria" entra PMDB e PTB. Será que o Partido dos Trabalhadores tem moral política para afirmar isso? Pergunto porque Lula formou uma aliança com o PMDB. Não será aliança espúria o PT formar um governo com o PMDB de José Sarney?

Ora, se não há mais o "purismo petista", ser espúrio é detalhe. De passagem: "espúrio" significa "ilegítimo". Os ideais do PT há um bom tempo deixaram de ser legítimos.

sexta-feira, março 06, 2009

Intolerância Evangélica












O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) ajuizou uma ação civil pública contra a Rede Record e a TV Gazeta pedindo indenização no valor de, respectivamente , R$ 13.600.000,00 e R$ 2.424.300,00, pela suposta discriminação das religiões de origem afrobrasileira na programação das emissoras.

De acordo com a Procuradoria, programas religiosos exibidos nas redes de TV utilizam há anos expressões que discriminam religiões como umbanda e candomblé, tais como “encosto”, demônios, “espíritos imundos”, “feitiçaria”, além da famigerada “macumba”.

Para a procuradora regional dos Direitos do Cidadão Adriana da Silva Fernandes, autora da ação, as emissoras não estão imunes de responsabilidade sobre programas feitos por produtoras independentes.

“A Record e a Gazeta são responsáveis pelas ofensas às religiões de matriz africana desferidas reiteradamente pelos programas religiosos veiculados em sua grade de programação”, ressaltou Adriana Fernandes.

Em liminar, o MPF pede que as emissoras interrompam a exibição de programas que façam esse tipo de referência aos cultos de origem afro, e sugere multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da possível decisão da Justiça.

A reportagem de Última Instância procurou a Rede Record e a TV Gazeta, mas até o momento não houve resposta. DireitosA procuradora destaca que os referidos programas ferem direitos fundamentais, como a liberdade de crença e o “respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”.

“O abuso praticado pelas rés contraria a dignidade da pessoa humana,(...) bem como os próprios objetivos de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, com a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, ressalta Adriana da Silva.

Segundo o MPF, em abril de 2008, o Ministério das Comunicações aplicou multa de R$ 1.012,32 às duas emissoras por ofensas às religiões afro, mas na visão da procuradora, a sanção não foi suficiente para acabar com as discriminações praticadas. Por isso pediu indenização equivalente a 1% do faturamento das empresas, que poderá ser revertido para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Moto & Bicicleta

Até hoje, a Câmara de Vereadores de Rio Bracno não elaborou e muito menos aprovou uma lei para regulamentar o uso da bicicleta em via pública. Sem retrovisores, sem lanternas, o ciclista pensa que no trânsito pode tudo.

Neste vídeo, no bairro Floresta, vi quando a moto bateu na bicicleta, jogando o ciclista longe. O carona da moto quase bateu com a cabeça no Uno parado.

O ciclista estava errado, ele deveria pagar o prejuízo.


quinta-feira, março 05, 2009

Suave e Inocente Loucura
















Um personagem no urbano. A ficção encarnada. A loucura que nos constrange. A liberdade que nos inibe. Teatro. Este homem assemelha-se ao deus Pan.

Escola pública na Ufac

Desde que cheguei à escola Heloísa Mourão Marques, sempre falei para que essa escola pública saísse do descaso em que se encontrava. Nada mais do que minha obrigação. Durantes seis anos, alguns professores elevaram a voz contra o sucateamento moral dessa escola que empilhava a desordem, a arbitrariedade, a preguiça, o descaso, a empáfia, a indiferença, o privilégio para uns e de alguns.

Muitos me viam com olhos antipáticos. O tempo, entretanto, não dilapida o que é sincero. Com outros colegas, professores dedicados à causa de educar, servidores comprometidos com o serviço público, NÓS transformamos a escola Heloísa Mourão Marques, colocando em sua direção a professora-gestora Osmarina.

Falta ainda. Sempre falta. O melhor, nós desejamos cada vez mais. O início foi fecundado, e os frutos brotarão mais e mais. Ainda que Cigliane não seja dessa gestão, os professores contribuíram.

Com 150 pontos, a ex-aluna da escola estadual Heloisa Mourão Marques, Cigliane Feitosa dos Santos, 21, obteve o primeiro lugar geral na Ufac para o curso de Direito. A jovem que concluiu todo o ensino básico na rede estadual comenta que, mesmo ainda existindo falhas, o ensino público tem avançado muito no Acre e que sua aprovação deve servir de estímulo e de motivação para outros jovens.

Na escola Heloísa, precisamos, primeiro, para o próximo ano, saber com exatidão o número de alunos que passarão para a Ufac e, em um segundo momento, propagar o nome desses alunos. Devemos saber criar nossa própria divulgação.

A Secretaria de Educação do Estado, por meio de Josenir Calixto, pessoa que dirige o ensino médio, precisa expor a escola pública por meio de propagandas intensas e muito bem elaboradas. Essas alunas de que passaram para medicina e direito deveriam aparecer na televisão, em propagandas do Estado.

quarta-feira, março 04, 2009

Ausência da ficção















Viver no Acre é ficar privado de bons cinemas e de boas casas de teatro. A inquietude irreverente do imaginário ausentou-se entre nós. Quando uma peça de fora surge, procuro sempre ir.

Se a realidade fosse clara, isto é, evidente, não haveria arte. Ouço com os olhos estas palavras de Gilles Deleuze: "A arte é o mais alto poder do falso, ela magnifica 'o mundo enquanto erros', santifica a mentira, faz da vontade de enganar um ideal superior."

Mais cargo

Na matéria de Nayanne Santana, a Frente Popular cria mais cargos. A oposição não gostou, tudo em vão: o projeto foi aprovado.
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Aleac aprova três projetos
De Nayanne Santana


Os deputados estaduais votaram na sessão de quarta-feira, dia 4, três projetos enviados pelo Executivo. O consenso prevaleceu na aprovação de dois projetos, e eles foram aprovados por unanimidade. Apenas o projeto que reestrutura a Secretaria de Planejamento (Seplands) gerou controvérsias entre situação e oposição. Os oposicionistas questionavam a criação de novos cargos na secretaria; mas, no final, o projeto de lei foi aprovado.

“Esse projeto cria cargos na Secretaria de Planejamento para reforçar o trabalho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos empréstimos do Bird e do BNDES”, detalhou Moisés Diniz (PC do B), líder do governo na Casa.

Mais terras

No pacote de projetos aprovados por todos os parlamentares presentes, a sessão realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) também constava que autoriza o Estado a receber doações de terras feitas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Entre as terras que o Estado aguarda receber, estão áreas localizadas em Porto Acre, Senador Guiomard, Plácido de Castro e em Acrelândia.

“Um dos imóveis é destinado à construção de uma escola de ensino fundamental em Porto Acre”, informa o documento enviado pelo Executivo.

Conselho popular

No pacote dos três projetos de lei encaminhados à Aleac, aprovada na quarta-feira, estava o que trata das mudanças na Companhia Habitação do Acre. O projeto tem como objetivo adequar o conselho estadual à lei federal.

“Esse projeto abre espaço para o Movimento de Moradia Popular no Conselho Estadual de Habitação”, afirmou Diniz.

De acordo com informações, a mesma lei federal cria o Fundo Nacional de Habitação (FNHIS) e o Conselho Gestor do FNHIS.

A lei determina que os recursos do Fundo de Habitação sejam aplicados de forma descentralizada, tendo como intermediário o Estado, que deve constituir um conselho que conte com a participação de entidades públicas, privadas e de outras pessoas da sociedade ligadas à área de habitação. A lei assegura que um quarto das vagas do conselho devem ser preenchidas por representantes dos movimentos populares.

Todos os projetos foram aprovados, sendo que apenas um deles, que trata de contratações de servidores para a Secretaria de Planejamento, não obteve consenso. Por unanimidade, os deputados aprovaram a lei que autoriza o Estado a receber doação de terras do Incra e que amplia o número de representantes do movimento social no Conselho Estadual de Habitação.

O secretário em exercício de Habitação de Interesse Social (Sehab), Sebastião Carlos Menegazzo, explica que, com adequação do conselho estadual ao federal, a população terá mais participação. Menegazzo informa que agora serão destinadas mais três vagas para o movimento social. O secretário acredita que isso facilitará a captação e assegura o repasse e aplicação dos recursos destinados a esses programas de habitação.

terça-feira, março 03, 2009

PT, e o Jarbas?















Desde o dia em que a revista Veja publicou as palavras do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), não li um comentário de um deputado petista. Quem diria!

Leia este breve pedaço de discurso do senador.

"Estou nesta Casa há dois anos e um mês, e nada do que afirmei ao repórter Otávio Cabral, da revista 'Veja', difere muito do que eu disse a alguns dos senhores e das senhoras. Nesta mesma tribuna, já critiquei a degradação pública à qual está submetido à qual está submetido o sistema político brasileiro, alertando para a desqualificação moral dos partidos políticos.

A verdade é sempre inconveniente para quem vive da mentira, da farsa e é beneficiário dessa realidade perversa. Eu constatei, senhor presidente, é preciso que se diga isso com clareza desta tribuna, eu constatei o óbvio. Apenas isso. Essa realidade exige ações corretivas correção de rumos e de práticas
."

Será que o PT não luta mais contra a corrupção? Não acredito.

Moisés Diniz tem razão, em parte















Estas fotos não pertencem à realidade do Jordão; pertencem ao Complexo do Alemão. Nelas, eu vejo o que não existe no Jordão: selvageria. Prefiro a selva dos acrianos.










O deputado comunista Moisés Diniz discursou na Assembleia Legislativa do Acre contra a matéria do Fantástico. Sobre Jordão, localizado no Acre, Diniz incomodou-se e comparou: Jordão ou Complexo do Alemão? Favela da Rocinha ou Jordão?

No Complexo do Alemão - rede de favelas localizada perto da Ilha do Governador -, acredito que todos tomem banho sob um chuveiro, mas não creio que tenham a paz, ainda que monótona, que Jordão emite. Eu não gostaria de morar no Complexo do Alemão. Embora não tenha chuveiro nas casas, se eu fosse escolher, passaria meus dias e minhas noites entre os rios, a mata e a preguiça do Jordão.

Por outro lado, o deputado perde quando o ponto é educação. Segundo a matéria da Globo, há um índice alto de crianças fora da escola. Sobre isso, houve o silêncio de um deputado que é líder do governo da Frente Popular.

Leia a matéria da jornalista Nayanne Santana, da TRIBUNA.
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Moisés Diniz diz que matéria sobre o Jordão foi preconceituosa
De Nayanne Santana

O deputado estadual Moisés Diniz (PC do B), líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), criticou a matéria do programa Fantástico, apresentada no último domingo, dia 1°, pela Rede Globo.

A reportagem, que mostrou os quatro municípios brasileiros com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), apontou Jordão, no Acre, como um dos que tem o pior desempenho no IDH.

“Acho que o Jordão ainda está muito distante de ser o melhor lugar para se viver, mas eu tenho certeza, porque convivo e vivo no Jordão e passo às vezes semanas no Jordão, e o Jordão é muito melhor de se viver do que EM uma favela do Complexo do Alemão ou na Favela da Rocinha”, declarou o parlamentar.

Diniz disse que está aberto para debater com qualquer defensor desse IDH, que, segundo ele, só avalia os critérios urbanos e esquece os “critérios de sustentabilidade, de um jeito diferente de se viver, que é a forma de viver na Amazônia”, afirmou o deputado.

Moisés Diniz sugeriu que o jornal que veiculou a reportagem falando da situação de Jordão e de Tarauacá deveria fazer uma matéria banhando-se no rio Tiete, mostrando que o rio está poluído ou que os repórteres fossem às favelas cariocas entrevistar a população.

“Não vão porque têm medo de levar um tiro de bala perdida, aí vem para o interior da Amazônia, vê um problema de dificuldade de abastecimento e fazem esse Carnaval. É uma matéria mentirosa, preconceituosa, anti-indígena, antiamazônica e antiflorestal”, concluiu Diniz.