quarta-feira, dezembro 07, 2011

"Ser ou não ser, eis a tesão"


Uma das boas amizades que o destino ofertou a mim no Acre, ele: figura profana: Guilherme Cunha. Amante de "Assim falou Zaratustra", trata-se de um profano no sentido de "falar fora do templo sagrado".


Atrás, de propósito, só Jesus salva, por isso nem uso mais pen drive.

Dia
No dia 9 de dezembro de 2011, sexta, às 19 horas, o professor Guilherme Cunha lançará suas palavras “Ser ou não ser, eis a tesão”, livro repleto de aforismos, repleto de pensamento livre e dançante.  


Local

Suas palavras serão servidas no banquete da Cozinharte (antiga Bolota), onde os comensais leitores se lambuzarão com ideias profanas.

Ele espera que o leitor goze de ler.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Eleição da escola HMM


Em nome da unidade da escola Heloísa Mourão Marques, as professoras Osmarina e Ozélia retiraram seus nomes da disputa eleitoral. O professor Valdir representa a escola HMM, sem divisão interna.

Penso que, no futuro, a ideia da prévia deve ser mantida na escola e quem perder deve retirar a candidatura. Com isso, cria-se a ideia de apoiar um colega de trabalho da escola antes do resultado final da eleição. Dessa forma, a escola sai fortalecida em nome não do corporativismo, mas em nome de um grupo comprometido com o ensino público. Apoiar um colega não pode ser motivo de vantagens pessoais na escola.

Hoje, o debate na escola foi muito organizado. Conforme a regra, não se admitiu ataque a qualquer pessoa, inclusive, à pessoa da professora-gestora Osmarina. Caso ocorresse, o agressor verbal sairia da mesa. Só a presença da Polícia Militar inibiu excessos. Não foi um debate com grandes ideias, mas pelo menos a organização foi impecável. Não houve tumulto.

Calamos a boca do professor Jorge Braum, que, um dia antes, diante de mim, disse que a escola era uma bagunça. Sua presença, indesejada por muitos, só esteve na escola para falar mal da professora Osmarina. Se seu candidato vencer, muitos professores sairão da escola, mas a possibilidade de vencer é mínima, quase zero.

Com a vitória do prof. Valdir - torço por isso -, que boas ideias sejam colocadas, que favorecimentos pessoais não existam e que o desejo de trabalhar sempre mais e melhor transforme a vida de nossos alunos.

Um dos sentidos da vida é melhorar a vida de nosso semelhante, no caso, por meio da educação.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Entre os tomates e os ovos da democracia escolar


Quem está na linha de frente da educação sabe o quanto é muito difícil edificar a ordem e a disciplina para obter qualidade de ensino em uma escola pública.

Na escola HMM, esse processo iniciou-se há quatro anos: a vitória da professora Osmarina melhorou as condições de trabalho. Entretanto, uma maioria de professores rejeitou seu nome conforme uma prévia eleitoral. Colocar uma escola pública para trabalhar cria antipatias.

Hoje, vivemos uma situação absurda na "democracia escolar", algo insólito, porque as razões que levam funcionários a votar relacionam-se ao religioso, ou seja, se o candidato é evangélico, ele receberá votos. A condição, portanto, se reduz à "irmandade da fé" ou a um deus [pessoal] que deve guiar a escola.

Políticos e sindicalistas são os únicos responsáveis por essa "democracia escolar". Por causa deles, a escola transformou-se em feira, em tumulto, em espaço doente para o bom debate de ideias.

Na HMM, candidato entra em sala para só falar mal da gestora Osmarina, com o único propósito de desmoralizar quem, na verdade, nunca desmoralizou a escola, muito pelo contrário.

Eu me envolvo porque, em minhas veias, não corre o sangue da indiferença. Onde eu leciono, dedico-me para que a escola seja sempre melhor, primeiro, para os alunos. No entanto, não é essa "democracia" que eu queria ver.

Penso que deveria haver eleição para candidato qualificar o ensino, ou seja, o coordenador deveria ser eleito para somente imprimir na escola ordem, disciplina, qualidade. Como se trata de uma função técnica, a eleição também deveria ter caráter técnico: professores votam em professores.

Para ser candidato a coordenador, critérios profissionais e pessoais. Para administrar a escola, um administrador concursado e formado em administração.


Enquanto isso não ocorre, evangélicos não votam em kardecista, alunos votam no professor simpático e professores são protagonistas de uma feira em que tomates e ovos são jogados contra os colegas de trabalho.      

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Osmarina não é mais candidata




Houve este acordo entre os professores e a direção da escola HMM: quem perder na prévia apoia quem vence. A gestora Osmarina Catarina Montrezol perdeu, não é mais candidata. Sua palavra, portanto, cumprida.

Quando os funcionários souberam do resultado da prévia, alguns riram de Osmarina. Como rir de alguém não deveria fazer parte da "democracia escolar", a atual gestora tomará conta da família dela ou será convidada a trabalhar na Secretaria de Educação.

Parte do acordo realizado, os professores da escola HMM deverão cumprir a outra parte, qual seja, apoiar o prof. Valdir em nome da unidade numérica da escola. 

A hora e a vez do prof. Valdir

Se vencer a eleição, o desafio do prof. Valdir é ser melhor do que a gestão passada, corrigindo erros de sua antecessora, mantendo o que deu certo e realizar o que não foi realizado.


Embora eu vote nele, isso não significa isentá-lo de críticas neste blogue. Se houver "desgoverno" na escola, não permanecerei indiferente a quem deve imprimir qualidade de ensino, ordem e disciplina.

A unidade escolar foi mantida, ou seja, a escola possui um único nome agora. Evitou-se a divisão interna. Nada mais justo do que votar em quem trabalha conosco todo dia. 

Boas palavras

Gregório Dantas Mendes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A um anônimo": 

"Com a abertura democrática achou-se que liberdade era fazer tudo o que se tivesse em mente. Principalmente na escola, alguns gurus da pedagogia inverteram, corromperam, o sentido de liberdade. Liberdade é uma conquista do ser, um ser que respeita as liberdades porque ama a sua. A liberdade não é desregrada, não é desrespeito, desordem. Salve os que lutam pela liberdade e que sabem que a ordem é seu alicerce."

Gregório, o Sinteac é um dos responsáveis por esse modelo de democracia escolar. Quem o vive na escola sabe o quanto ela, a democracia, é nociva ao mérito, ao bom senso e à qualidade de ensino.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Resultado da prévia e outras falas


Hoje, no final da tarde, dois funcionários e dois professores contaram os votos da prévia eleitoral da escola Heloísa Mourão Marques:

1) Prof. Valdir obteve 14 votos dos professores e 11 dos funcionários;

2) Profª Osmarina obteve 12 votos dos professores e 9 dos funcionário; e

3) Profª Maria Célia não obteve voto dos professores e obteve 1 dos funcionários.


Muitas vezes, eu disse à professora-gestora Osmarina submeter sua direção a uma pesquisa anual a fim de saber o que a escola pensava sobre sua administração. Em vão.


Durante quatro anos, a escola HMM se transformou; porém, segundo essa prévia, uma maioria rejeitou essa transformação. Muitos funcionários rejeitam o nome Osmarina, mas rejeitam no silêncio do voto e não no campo aberto das ideias.

Eu penso que, em nossa escola, prevalece não o debate caloroso de ideias, mas a simpatia ou a antipatia por alguém dizer de uma forma e não de outra. Não só isso. Funcionário público precisa ser agradado. Osmarina desagrada.
          
Prefiro uma gestora antipática e verdadeira a uma gestora sorridente e cínica.

Com esse resultado, penso que Osmarina não irá retirar sua candidatura, como outros também não retirariam se o resultado fosse outro.

A escola, infelizmente, está repartida por interesses que não são claros para qualificar o ensino. Não queria que fosse assim. Não queria. Penso que alguém deveria recuar, deixar para depois o seu desejo de ser gestor, porque existe idade para isso. Não será, entretanto, assim: o espaço "confortável" de poder seduz.

Sendo assim, diante de uma conta que nos divide, que divide a escola, não sei me subtrair e não sei ser calculista. A frieza pertence aos cadáveres.

Não vivo à busca de pessoas simpáticas. Não busco pessoas com palavrinhas mansas e agradáveis a todos. Busco quem diz no olho o que eu às vezes não quero ouvir. Busco a antipática que nunca perseguiu quem trabalha e que peita quem é vagabundo na escola. Busco quem não tem duas caras. Busco quem trilhou um longo caminho para ser gestora. Busco a firmeza de um caráter embora  tenha sido chamada de grosseira tantas vezes. Busco a inteligência  de quem pensou, primeiro, na escola e, depois, na escola.

Se é para dividir a escola, não me separo de Osmarina.

quarta-feira, novembro 30, 2011

A um anônimo

Um anônimo escreveu: "Professor Aldo, por que tu não se candidatou pra ser o Diretor do HMM? Queria vê como que ficariamos com os uniformes do tempo da Ditadura Militar! (rsrs). Abraços!"
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Antes de você questionar a minha compreensão de ordem escolar, coloque, primeiro, suas palavras conforme a ordem gramatical.


Mas como eu sei que vc não colocará na devida ordem, digo-lhe o seguinte: se não houver ordem, não há qualidade de ensino. E ditadura militar não tem nada a ver com ordem; tem a ver com opressão.

Ordem não significa impor ou mandar; ordem significa, por exemplo, acolher a escola como autoridade responsável pela educação.

Se não houver essa ordem, se cada um faz o que quer em uma escola pública, a Polícia Militar pode ser chamada para impor a sua ordem. Se a escola não tem a ordem para educar, a Polícia Militar tem a ordem para impor limites.

terça-feira, novembro 29, 2011

Eleição na escola HMM

Em uma das últimas reuniões dos professores, aprovou-se que haveria uma prévia eleitoral na escola. Assim, quem perdesse sairia da disputa para apoiar o candidato vencedor da prévia.

Como ocorreu na última eleição, a prévia foi uma forma encontrada para não fazer da "democracia escolar" um momento deselegante de interesses pessoais. Evitam-se os desgastes da ofensas, os planos pessoais, as vaidades por um micropoder.

A prévia antecipa o resultado da eleição. Se antecipa, podemos evitar divisões internas na escola, podemos evitar que a escola se transforme em uma feira.

Com antecipação, o corpo docente deve preservar a escola pública em torno de um nome legitimado pelos professores, pelos funcionários e pelos alunos por meio, repito, da prévia.

Na quinta-feira, haverá a prévia da manhã e da tarde. Quem vencer permanece e quem perder retira o nome. Houve um acordo entre os professores, que ele, pois, seja mantido.

Caso contrário...





 

sexta-feira, novembro 11, 2011

Mais verba significa mais qualidade?



Aldo Nascimento 
Economista, Gustavo Ioschpe é um dos bons nomes que pensam a educação brasileira. Neste mês, dia 12, ele
escreveu o seguinte título na revista Veja: “O rombo da educação é o cabide de empregos de 46 bilhões de reais”.

Esse artigo inteligente de Ioschpe se opõe à visão míope e à mente obtusa de alguns políticos que defendem mais recursos para as escolas públicas porque, para eles, a qualidade de ensino resulta do volume maior de verba. Afirmar que mais recurso para a educação pública qualifica o ensino, por exemplo, o de Literatura-Língua Portuguesa, nunca foi cálculo exato, correto.  

Eles, por outro lado, jamais falam do excesso de funcionário na rede pública de ensino. Em países desenvolvidos, há 706 mil funcionários públicos na educação. No Brasil, são 2,4 milhões. Nessas nações, há um funcionário para cada dois professores. Nesta terra, mãe gentil, a relação é maior quase três vezes e meia. 

Com esses números, o contribuinte sustenta 1,7 milhão de pessoas excedentes no sistema educacional, gastando 46 bilhões de reais (1,3% do PIB) a cada 365 dias. “Ambos os dados estão disponíveis no
Education at a Glance, e o cálculo completo está disponível em meu Twitter”, indica o economista em seu artigo.

E se não houvesse esse excedente na educação? Bem, se não existisse, a remuneração dos professores aumentaria 73%, isto é, passaria para uma média de R$ 3,906 mil mensais.

Com esse salário, o ensino seria melhor? Não, porque o constante aumento em dez anos foi acompanhado por estagnação. “Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) foram piores em 2007, último ano disponível, do que em 1997”, compara Gustavo Ioschpe. Mais dinheiro na escola pública não fará com que alunos escrevam melhor nas aulas de Língua Portuguesa.

Para a qualidade acontecer, o articulista da
Veja destaca: 1) reformular os cursos universitários de formação de professores; 2) profissionalizar a gestão das escolas; 3) adotar um currículo nacional; 4) permitir a criação de novas modalidades no ensino médio; 5) melhorar o material didático; e 6) cobrar a utilização de práticas de sala de aula comprovadamente eficazes.

Item dois, gestão escolar. Em Rio Branco, péssimas gestões escolares têm sido um problema que a imprensa permanece indiferente e que o governo, há 12 anos, não soluciona. O professor foi bem avaliado pela prova da Secretaria de Educação; porém, depois de eleito pela doente democracia escolar, não ocorreu a boa administração, porque a atual democracia da rede pública de ensino é muito falha.

Quando o assunto é gestão escolar, a política local cala-se embora uma escola bem administrada contribua para qualificar o ensino de Língua Portuguesa. No lugar de defender o bom senso entre qualidade e ensino, sai da boca do político a doença
verborréia, expelindo uma secreção que infecta o bom senso: mais dinheiro significa qualidade de ensino.

            

segunda-feira, outubro 31, 2011

Obrigado!

Há momentos em que o desânimo cai sobre mim como âncora. Mas sei que é só momento, nada mais do que momento.

Hoje, recebi de longe uma mensagem de ex-aluno. Suas palavra animam esse desejo inquieto de lecionar, ainda. Ainda.

Olá, caro professor! É com orgulho que escrevo a você. Fui seu aluno no segundo ano do ensino médio, na escola HMM. Caro professor, você leu "Werther", de Goethe. Fiquei maravilhado por conhecer a literatura estrangeira. Pra mim, o melhor professor que eu tive na área foi o senhor. Hoje, eu faço Biblioteconomia no estado de Rondônia. Pretendo voltar ao Acre, ser gestor de biblioteca e encarar de frente este desafio, de fazer novos leitores. Caro professor, continue assim, sua metodologia deu certo. Obrigado!

Só quem foi ou é meu aluno pode falar bem ou mal de mim. 

quinta-feira, outubro 27, 2011

O futuro é hoje


Quando adolescente, a ditadura militar propagava "o Brasil é o país do futuro". Quem sabe do futuro são empresas como a Microsoft ou homens como Steve Jobs.

Sempre sinto o futuro em meus dedos quando toco na tela de meu samartphone. Algo mágico, uma harmonia entre beleza e funcionamento.

No entanto, quando entro em sala para lecionar, recuo no tempo, presencio um passado que permanece morto-vivo.

Sim, o futuro, eu vejo, é hoje, mas a escola é de ontem.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Onde ler?

De Aldo Nascimento, publicado no jornal "O Rio Branco", na coluna Ler.

A palavra ler, como muitas palavras, provem da cultura rural, dos hábitos agrários: o ato de escolher os grãos de um cereal era o ato de ler. Se separarmos a raiz “leg” da palavra latina “legere”, encontraremos essa mesma raiz em eleger. Em português, “leg” transformou-se em “l(e)”, da palavra lei; transformou-se em “lh(e)”, da palavra colheita; transformou-se em “le.ç”, da palavra seleção; e transformou-se em “lei.t”, das palavras leitor, eleitor. “Leg” também surge sob a forma apofônica “lig”, que está na palavra inteligente. A palavra colega, por mais que possa soar estranho, significa “quem lê junto”.

           
O que significa, afinal, ler? Como escrevi no início, o ato de escolher os grãos de um cereal era o ato de ler, ou seja, ler significa escolher, selecionar – ora, quem escolhe (ou quem sabe ler bem) jamais escolhe o pior. Mas entendamos que, se ler é “escolher o melhor”, isso quer dizer que o melhor nos aproxima do outro. De um cereal, separamos (ou lemos) os melhores grãos dos piores não só por serem os melhores – óbvio! - que nos alimentarão, mas porque, quando servidos, os melhores grãos unirão os comensais à mesa. O melhor, portanto, nos aproxima. Porque cria repulsa, o pior nos afasta.

Antes de ler, porém, é preciso haver o espaço selecionado para a leitura, por isso esta pergunta: onde ler “O Pequeno Príncipe”? O ato da leitura exige conforto, por exemplo, o conforto do silêncio. A temperatura deve ser agradável, entre 20º e 25º. O leitor deve estar prazerosamente acomodado em um ambiente que o faça se sentir separado dos ruídos e dos desconfortos da rua.

Centro de Rio Branco. Na Biblioteca Estadual, segundo piso, encontra-se o conforto do leitor infantil: paz, temperatura agradável, acentos confortáveis, silêncio, tudo selecionado para que o lugar da leitura seja aprazível. Entretanto, na escola, a sala de aula se nega a espaço de deleite, de aprazimento. Muito longe de ser oásis de leitura, o chão de uma sala é infecundo para a abertura de bons livros. Entre suas quatro paredes, não há o conforto do silêncio, muito menos temperatura agradável e acentos confortáveis. Porque cria repulsa, a sala de aula nos afasta do ato de ler.

Uma estrada rasga a floresta. Um viaduto se ergue sobre casas. Milhões de reais gastos com o que o discurso político chama de progresso e de desenvolvimento. Ler, no entanto, nunca representou em propagandas de governos a grandeza cultural de um povo, por isso a sala de aula vale menos do que estradas e viadutos, por isso a sala de aula é esse lugar desinteressante e desagradabilíssimo para ler Ruth Rocha, Ziraldo, Carlos Eduardo Novaes, Fernanda Lopes de Almeida.

O que pensar de escolas que, inadequadas à leitura, roubam de seus alunos a paixão pelos livros? Pela editora Casa da Palavra, os organizadores Júlio Silveira e Martha Ribas publicaram “A Paixão pelos Livros”, páginas simples e repletas de ternura pelo ato de ler. Drummond, Flaubert, Caetano Veloso, Montaigne são alguns nomes que pensam o gesto da ler, que é separar o melhor grão do pior, de preferência, em um lugar agradável.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Grandes descobertas científicas


1. Se você ficar gritando por oito anos, sete meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.
(Não parece valer a pena.)

2. Se você peidar constantemente durante seis anos e nove meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.
(Agora sim!)

3. O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de dez metros.
(Uau!)

4. O orgasmo de um porco dura trinta minutos.
(Por que a natureza foi tão generosa logo com o porco?)

5. Uma barata pode sobreviver nove dias sem sua cabeça até morrer de fome.
(Ainda não consegui esquecer o porco)

6. Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média cento e cinquenta calorias por hora.
(Não tente isso em casa; talvez no trabalho!)

7. O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.
('Taí a origem do ditado: perde-se a cabeça por um bom ...')

8. A pulga pode pular até trezentas e cinquenta vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.
(Trinta minutos...que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

9. O bagre tem mais de vinte e sete mil papilas gustativas.
(O que é que pode haver de tão saboroso no fundo de um rio?)

10. Alguns leões se acasalam até cinquenta vezes em um dia.
(Ainda prefiro o porco... qualidade é melhor que quantidade!)

11. As borboletas sentem o gosto com os pés.
(Isso eu sempre quis saber... Quando uma borboleta pousa na gente, está experimentando o gosto? Vou tomar mais cuidado com esses insetos!)

12. O músculo mais forte do corpo é a língua.
(Hummmmmmmm... e provavelmente a língua das mulheres é mais forte que a dos homens...rs)

13. Pessoas destras vivem em média nove anos mais do que as canhotas.
(E se a pessoa for ambidestra?)

14. Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.
(E é melhor que seja assim!)

15. A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.
(E alguém foi pago para descobrir isso?!)

16. O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.
(Conheço gente assim)

17. Estrelas-do-mar não têm cérebros.
(Conheço gente assim também)

18. Ursos polares são canhotos.
(Se eles começarem a usar a mão direita, viverão mais)

19. Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.
(Sei...E aquele porco???)

20. Agora que você já deu pelo menos uma risadinha, é hora de mandar esses fatos malucos para alguém que mereça rir também, ou seja... TODO MUNDO!



Não consigo esquecer aquele porco..rsrsrsrs..

sexta-feira, outubro 14, 2011

Depois de fevereiro, bons e ruins resultados



Em 16 de fevereiro deste ano, meus alunos elaboraram uma introdução após a leitura da proposta redacional do Enem de 2005. Quero destacar aqui o texto de uma dupla muito atenta à refacção textual: Késsia de Lima Monteiro e Renata Melo Silva.

Com quatro aulas de produção textual por mês, o processo de reconstruir o próprio texto é longo e muito cansativo. Sem que eu explicasse algo, elas escreveram a seguinte introdução:

Hoje em dia podemos afirmar que no Brasil o trabalho infantil já não é mais algo anormal e sim um erros dos familiares, e do poder publico ao permitirem que isso aconteça. O pior é que a maioria desses jovens que atuam nos lugares dos pais não terminam os estudos e não conseguem alcançar uma faculdade, e isso acaba prejudicando os seus futuros, fazendo com que eles acabem perdendo a melhor oportunidade que o mundo nos dar de ter uma boa vida.

Após eu explicar os textos da redação do Enem de 2005 e o tema relacionado a esses textos, elas apresentaram, depois de muitas críticas, sugestões e reconstruções, esta introdução:

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5.438 milhões de crianças e de adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham no Brasil, lugar onde "o futuro espelha essa grandeza". O maior índice de trabalho infanto-juvenil localiza-se no Nordeste, com 2.296 milhões (42.2%). Em segundo, aparece o Sudeste, 1.513 milhão (27.82% ).

Outubro. Sem minha ajuda para a reconstrução textual, elas escreveram uma introdução conforme o Enem de 2002.

Em 1984, em São Paulo, a sociedade realizou um comício pelas Diretas já!, em busca do direito da população votar e ser votada, conquistando assim a democracia. Por falta de conhecimento histórico, os jovens de hoje não sabem valorizar a importância de um voto, deixando espaço livre para a corrupção.
Comparado ao texto de fevereiro, houve melhoras. Há problemas ainda; porém, durante meses, muitos erros foram evitados. Evidente que outros alunos não superaram seus limites. Um professor não consegue  100%.


quinta-feira, outubro 13, 2011

De Fagundes Varela



Tristeza

Minh'alma é como o deserto
De dúbia areia coberto,
Batido pelo tufão;
É como a rocha isolada,
Pelas espumas banhada,
Dos mares na solidão.

A escola pública acriana abandonou os clássicos, muito mais a poesia. Não há gênero textual mais exuberante, complexo e elaborado do que o gênero lírico. E saibamos que o lírico não se limita à poesia. Os elementos líricos estão, por exemplo, no filme "Lavoura Arcaica" ou na minissérie "Dom Casmurro".

Os alunos do ensino médio, todos, ignoram os deslocamentos dos termos nas frases-oracionais. Estudar tais deslocamentos nos versos significa passar da Ordem Sintática Indireta para a Ordem Sintática Direta. Por meio dos versos, quer dizer, por meio de termos deslocados, porque é característica dos versos os deslocamentos, o aluno aprende a colocar na ordem direta os termos da oração.

Outro ponto louvável do texto lírico: a riqueza vocabular. Além da noção da ordem e da desordem sintática, o aluno precisa ampliar o seu cardápio semântico. Sem ampliar seu vocabulário e sem o seu devido sentido no verso ou na prosa, estreita-se a consciência de.

Essa riqueza vocabular associa-se também à combinação com outros vocábulos, permitindo assim a inquietação da polissemia.

Poderia, aqui, destacar outros pontos, mas permaneço com esses.

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Aos meus alunos do ensino médio, ofertei a seus olhos versos de Fagundes Varela. Primeira tarefa, colocar na ordem sintática direta a primeira estrofe para que percebam a sequência lógica (direta) do verso. Considero esse exercício importante para que eles, quando dissertarem, saibam deslocar os termos.

Só nessa estrofe, o aluno aprende vírgula, ponto e vírgula, concordâncias nominal e verbal, além, é claro, de os versos provocarem uma palavra que nos separa dos outros animais, esta: imaginação.

No entanto, nas escolas públicas acrianas, os clássicos estão mortos, mais ainda a poesia. Como disse certa vez um professor: "Meus alunos não estudam poesia, porque no mundo de hoje eles não escreverão versos." Tristeza. E pensar que um jumento como esse recebe um salário igual ao meu.
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Exercício 1:
Colocar na Ordem Sintática Direta  

Minh'alma é como o deserto
De dúbia areia coberto,
Batido pelo tufão;

Ordem Sintática Direta: Minh'alma é como o deserto coberto de dúbia areia, batido pelo tufão.

Uma vez na ordem, o aluno precisa ir ao dicionário para encontrar o significado e, depois, por meio de reflexões, o sentido da palavra adequado no verso. O que significa "dúbia"?

No dicionário Houaiss, há três significados. Qual o mais adequado? Eu penso que seja "difícil de caracterizar". E "batido"? Resposta, "marcado". E "tufão"? Nesse caso, não basta ir ao dicionário, é preciso interpretar a palavra, porque ela se encontra em estado conotativo. "Tufão" tem sentido de "desordem", "desarmonia", "irregularidade".

E "alma"?

Depois da ordem sintática direta, depois do sentido das palavras, interpretar a poesia.

Em sala, essa prática é cansativa. Sem uma boa leitura, sem perceber como o texto lírico é elaborado, escrever melhor torna-se mais difícil.      

terça-feira, outubro 11, 2011

Eu vejo


Sei os teus seios
sei-os de cor
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Poemeto de autor português.





quarta-feira, outubro 05, 2011

Quando eu voltar a blogar, não sei. Se eu voltar.


Certa vez, perguntaram a mim o que seria morrer. Sem apelo religioso, sem pensar em outra vida, sem defender a ideia de que existe vida após a morte, respondi que morrer é a suprema perfeição do esquecimento.

Não importa se amanhã ou se a dois mil anos. Eu, por exemplo, serei lembrado no máximo em uma missa de sétimo dia. Tenho a mais serena compreensão de minha insignificância.

Semelhante a Sísifo, carregamos a pedra ao topo e, depois, deixamos que ela role. Outra vez, nós a carregamos ao topo para que a pedra role outra vez. No entanto, embora façamos esse gesto sem futuro,  sem esperança, precisamos encontrar um sentido para esta vida.

Um sentido. Entretanto, ainda que possamos encontrar um sentido, a morte nos sepultará na cova profunda do esquecimento. Morremos para ser esquecidos.

Resta, portanto, preparar-se. Já li em obras literárias e já vi em belos filmes personagens que deram ao ato final a beleza de não haver o medo do fim, por exemplo, estes: Cyrano de Bergerac (peça teatral de Edmond Rostand), Drogo (romance O Deserto dos Tártaros), Selma (filme Dançando no Escuro), Adolf Hitler (filme A queda) e, antes deles todos, o filósofo Sêneca

Por meio deles, o autocontrole, isto é, a senhora Razão os guiou com a cor da serenidade.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Ab-rupto ou abrupto?



Em 2012, a nova ortografia se estabelecerá, não dividindo espaço com a anterior. O uso do hífen, por exemplo, ficou bem melhor, mas deixou umas dúvidas, um delas, esta: ab-rupto ou abrupto?

Se o prefixo terminar com "b" (ab-), usará hífen quando o segundo elemento começar por -b, -h ou -r. No entanto,  no dicionário Houaiss, o lexicógrafo registra duas formas: ab-rupto e abrupto. Esta permanece por causa do uso; e aquela, da regra.

Em seu livro "A Nova Ortografia", Evanildo Bechara escreve "preferível abrupto", desobedecendo à nova ortografia.

E na redação escolar?

Para mostrar conhecimento, o aluno pode registrar abrupto e ab-rupto.

Chique!


terça-feira, setembro 27, 2011

Da Nova Ortografia a Velhas Pontuações

Em novembro, iniciarei um curso na Faculdade Euclides da Cunha.

O nome, Da Nova Ortografia a Velhas Pontuações.


1) Dia 5 de novembro de 2011

As vírgulas em textos e outros pontos

De 8h as 9h
: A pontuação em textos de Roland Barthes;
De 9h as 9h15min: intervalo;
De 9h15min as 9h45min: A pontuação em texto de Abelardo e Heloísa;
De 9h45min as 10h30min: A pontuação em texto de Antônio Vieira; e
De 10h30min as 11h: Exercícios.

2) Dia 12 de novembro de 2011
O fenômeno da crase e o uso do hífen

Das 8h às 9h: Acentuar ou não acentuar, ei a... crase;
Das 9h às 9h15min: intervalo;
Das 9h15min às 9h45min: Acentuar ou não acentuar, ei a... crase;
Das 9h45min às 10h30min: O hífen que caiu na tua sopa; e
Das 10h30min às 11h: Exercícios.

3) Dia 19 de novembro de 2011
Orações adverbiais, marcadores e o aposto

Das 8h às 9h: Peça a Deus por orações adverbiais;
Das 9h às 9h15min: intervalo;
Das 9h15min às 9h45min: Os marcadores que não entraram ainda em tua vida;
Das 9h45min às 10h30min: O lado aposto da vida; e
Das 10h30min às 11h: Exercícios.

4) Dia 26 de novembro de 2011
A nova acentuação e os velhos erros textuais

Das 8h às 9h: Nesse voo para o Acre, não há mais acento.
Das 9h às 9h15min: intervalo;
Das 9h15min às 10h30min: O texto do meu aluno me deixou confuso; e
Das 10h30min às 11h: Escrever se aprende reescrevendo.