sábado, novembro 23, 2013

Gay é espancado no Acre

Um dia antes de sua morte, ele fez cara de desejo 

Ontem, às 24 horas, na rua 24 de Março, um corpo foi encontrado com vários hematomas.

Suspeita-se de que o espancamento tenha sido ação do grupo hiperevangélico radical Jesus Cristo perdoa mas é Macho.

Hoje, no Instituto Médico Gramatical de Rio Branco, o policial civil Pasquale declarou à imprensa acriana que o homem assassinado é Adjetivo dos Santos, de 24 anos, jovem rio-branquense que só dava para o Substantivo.

"Segundo testemunha de Advérbio Monteiro, Substantivo não queria que a sua igreja soubesse que ele recebia características de Adjetivo", revelou Pasquale.

Por causa disso, suspeita-se de que Adjetivo tenha sido queima de rosca, digo, queima de arquivo.

A polícia acredita que daqui a alguns dias toda verdade será revelada.

sábado, novembro 02, 2013

O português de O Globo

Em 12.10.2013, o jornal O Globo escreveu com enormes letras: "Advogado teria pago R$ 100 mil pela morte de três parentes de estilista."

Não se fala teria morto, teria falo, teria ando, teria corro, teria vivo, mas...

teria morrido,
teria falado,
teria andado,
teria corrido,
teria vivido.

Usa-se, portanto, o particípio regular: "Advogado teria pagado."

Não houve errata no dia seguinte.



terça-feira, outubro 22, 2013

A escola integral

No Acre, secretários de Educação, vez ou outra, propagam a ideia de escola integral como se fosse uma dádiva intelectual do atual grupo político.

Quando secretário de Educação da Bahia (1947-1950), Anísio Teixeira idealizou e planejou a Escola Parque ou Centro Educacional Carneiro Ribeiro, a primeira experiência de escola integral do Brasil (http://www.escolaparquesalvador.com.br/?page_id=32#), em que Darcy Ribeiro se baseou para criar o Ciep.

É preciso respeitar o passado, no caso, a memória de Anísio Teixeira antes de dizer, a serviço da política e não da educação, que escola integral é coisa nova.

 

Impossível pensar a educação brasileira sem ler Anísio Teixeira


1900-1971
A Universidade Federal do Rio de Janeiro lançou em 2005 os textos completos do professor Anísio Teixeira em 12 volumes. Comprei quatro e acabei de ler o volume 5, “A educação e a crise brasileira”.

Muito do que se fala hoje de educação encontra-se nesse pensador. Um conceito me chamou atenção:  sistema. Anísio não escreveu, pelo menos nesse volume, estrutura, mas sistema pode ser sinônimo, e, para compreender melhor o conceito de estrutura, inevitável a leitura de Pierre Bourdieu.

Escrevi um texto sobre estrutura, mas deixo uma parte em vários parágrafos por causa de eu estar na estética de um blogue. Ei-lo: 

    Na primeira página do capítulo 5, Anísio Teixeira afirma que o Estado brasileiro organizou-se para centralizar com a finalidade de exercer a forma do domínio político. 

    Para tanto, o Estado Novo elaborou um conjunto de leis centralizadoras na organização política, jurídica e administrativa. Essa força centrípeta distribuiu-se para estados e municípios, movendo tudo para o mesmo modo. 
    
    A centralização, portanto, uniformizou a educação, isto é, havendo uma única forma a orbitar o centro, anularam-se as diferenças em uma terra tão fertilizada pelas diferenças.

      Em 7 de julho de 1952, houve a sessão da Comissão de Educação e Cultura e Câmara dos Deputados a fim de debater o projeto da Lei de Diretrizes e Bases e, na parte referente a “Natureza do debate”, Anísio Teixeira pronuncia que o problema da educação é problema político por excelência. 


Ele declarou isso por causa do eixo organizador de tudo, o Estado, que, indiferente às realidades locais, impôs programas oficiais obrigatórios. 

Como consequência didática, livros foram aprovados conforme a determinação oficial. Diferenças regionais apagaram-se, quer dizer, problemas educacionais distintos do país “desapareceram” em nome da unidade nacional. 

Escolas e professores, sabemos, não são iguais, ou seja, “a uniformidade legal não produz a uniformidade real”, desiguala Anísio Teixeira. 

Entretanto, indiferente a isso, o Estado Novo criara quatro línguas estrangeiras para o ensino secundário, e Anísio Teixeira perguntou em 1952: “não seria muito melhor ensinar-se aquilo que, realmente, se podia ensinar do que impor um currículo e um programa, que são, pela sua impraticabilidade, a imposição da fraude?”. 

Assim, por causa de uma imposição externa à realidade social e cultural da escola, “inventaram-se” professores para lecionar línguas estrangeiras. Como o Estado nacional estruturou-se, também se estruturou a escola, determinando relações entre atores sociais.

Presa à estrutura de Estado, a educação não pode ser pensada sem que pensemos, primeiro, a estrutura que a determina. Impossível executar, por exemplo, a ideia de John Dewey sem pensar outra estrutura, porque, para seu pensamento ser materializado, é preciso alterar o tempo-espaço da escola. 

Anísio Teixeira visualizou isso quando questionou as 4 horas e os três turnos da escola pública. E não só: ao admitir a educação como o quarto poder, Anísio, por meio de um ato cirúrgico educacional, realizou a cisão precisa a fim de separar a estrutura do Estado, a serviço do domínio político, de uma nova estrutura da Educação. 

Assim como os outros três Poderes, o quarto Poder, a educação, também é independente, isto é, ele tem a sua própria estrutura.

Uma morte misteriosa[Wikipédia]

Diversas circunstâncias obscuras cercaram a morte de Anísio Teixeira. Dois meses antes de sua morte, ele escreveu: "Por mais que busquemos aceitar a morte, ela nos chega sempre como algo de imprevisto e terrível, talvez devido seu caráter definitivo: a vida é permanente transição, interrompida por estes sobressaltos bruscos de morte" (numa carta a Fernando de Azevedo).
Por intercessão do amigo Hermes Lima, Anísio candidatou-se a uma vaga na Academia. Iniciou-se assim a série de visitas protocolares aos Imortais.
Depois da última visita, ao lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Anísio desapareceu. Preocupada, sua família investigou seu paradeiro, sendo informada pelos militares de que ele se encontrava detido.
Uma longa procura por informações teve início — repetindo um drama vivido por centenas de famílias brasileiras durante a ditadura militar. Mas, ao contrário das desencontradas informações e pistas falsas, seu corpo foi finalmente encontrado no fosso do elevador do prédio do imortal Aurélio, na Praia de Botafogo, no Rio. Dois dias haviam se passado de seu desaparecimento. Seu corpo não tinha sinais de queda, nem hematomas que a comprovassem. A versão oficial foi de "acidente".
Calava-se, para um Brasil mergulhado em sombras, uma voz em defesa da educação — portador da "subversiva" ideia de um país melhor. Era o dia 14 de março de 1971.4
Em depoimento na UnB, em 10 de agosto de 2012, o professor João Augusto de Lima Rocha declarou:
"Em dezembro de 1988, Luiz Viana Filho me confessou que Anísio Teixeira foi preso no dia que desapareceu (11 de março de 1971) e levado para o quartel da Aeronáutica, em uma operação que teve como mentor o brigadeiro João Paulo Burnier, figura conhecida do regime militar e que tinha o plano de matar todos os intelectuais mais importantes do Brasil na época", disse João Augusto. 5

sexta-feira, outubro 18, 2013

À Mony, versos de Vinícius, e os meus

Enquanto você dorme, eu assisto na TV Educativa a um programa sobre Vinícius de Moraes.

Hoje, 19 de outubro, há 100 anos ele nasceu na Gávea, rua Lopes Quintas, em meio a um forte temporal.

Eu te amo, Mony, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.

O poeta colocou no verso Maria,
Mas eu, que nem sou Vinícius,


Não sei, Amor, o que seria
Se o teu nome, em mim,

não fosse vício.

domingo, outubro 13, 2013

Você se lembra da mensagem governamental nº 0001/2013?

Muito é dito e muito também é esquecido. No começo deste ano, em sua posse, o prefeito de Rio Branco, Marcos Também Viana, disse o seguinte:


TRANSPORTE COLETIVO

À direita, Marcus Também Viana, prefeito do PT, e o vice, PC do B

No transporte coletivo, inauguramos a primeiro central de monitoramento da frota por GPS, o que agora permite ao usuário acompanhar em tempo real a movimentação dos ônibus e o horário de chegada no Terminal Urbano. Instalamos esta central na OCA e até o final de fevereiro a cidade contará com estes painéis também nas plataformas do Terminal Urbano. Visando melhorar a fluidez do trânsito, iniciamos pela Avenida Antônio da Rocha Viana um conjunto de intervenções na infraestrutura dos principais corredores de transporte da cidade. Medidas como a redução de rotatórias, melhoria da sinalização e da acessibilidade, com a construção de calçadas e rampas adaptadas para cadeirantes, serão executadas ao longo de toda a nossa gestão.



Faltam dois meses e alguns dias para terminar

2013.


Algo foi feito? Melhor, o novo surgiu?

sábado, outubro 12, 2013

Apaixonei-me por um homem

Um homem para me seduzir precisa saber, somente, introduzir a palavra em meus olhos. 

Homem que é homem deve saber se servir da inteligência e da cultura para que meu olhar se debruce sobre suas palavras. Sem isso, seu verbo não cola em minhas retinas.

Ontem, ele sussurrou em meus olhos adjetivos, substantivos, frases, um jogo semântico que deixou meu juízo deslocado do senso comum.
 

Que homem!

Nos despedimos após dois meses de profunda relação entre as quatro paredes do meu quarto, sempre de 22 a 1 hora da madrugada. 

Ele partiu, mas deixou em mim a memória de um encontro que permite olhar para a vida com beleza. Guy Van de Beuque me fascina.

Encontrei-o entre tantos nomes organizados em linha horizontal, no templo sagrado dos livros.

Entregue ao silêncio, homem como Guy é raro, mas lá estava seu pensamento, lá estavam a virilidade sensível de suas páginas em uma livraria de Ipanema.

"Experiência do nada como princípio do mundo" segue a sinuosidade de Heráclito para falar da vida. Por causa de sua palavra, eu interpreto o pôr-do-sol com outras palavras.

Doutor, Guy faleceu em 2004, lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro e, 18 dias antes de partir para sempre, lançou suas palavras no livro acima.

Estou apaixonado por uma homem, mais um entre tantos, como Raduan Nassar, Drummond, Espinosa, Heráclito, Cruz e Sousa.

Estou apaixonado!!! 
       

domingo, outubro 06, 2013

Criticar

Muitas palavras desviaram-se de sua origem, por exemplo, "crítica", cuja origem grega (krinein) significa "julgar".

Julgar, por sua vez, prende-se a "dividir", isto é, possibilita outro caminho, outra ideia.

Quem critica aponta para outra trilha, outra saída, ou seja, quem critica, por causa do sentido original da palavra, propõe outro conteúdo.

quarta-feira, setembro 25, 2013

Pensar

Pensar não é natural. Da mesma origem do verbo "pesar", pensar origina-se de "peso". Pensar é um peso.

E daí?

Imagino-me em uma planície, só vejo o que está sobre ela e vejo o que todos veem. Ao ver as coisas em uma planície, eu não penso, porque o meu pensar não é um peso, por isso só vejo o que a planície mostra.

Mas, se coloco um peso na superfície, a linha reta da planície se altera, sofrendo um desnível, uma descontinuidade.

Por causa do "peso", isto é, por causa do "pensar", a forma natural como eu via a planície modificou-se.

Não vejo mais a superfície que todos veem, porque, por causa do peso, vejo agora "a fundo".

Por isso que pensar é se (apro)fundar, é ir ao fundo das coisas, é ir ao encontro de suas causas. A causa não se encontra na planície. A superfície, na verdade, oculta as coisas.

Lancemos este peso sobre nós mesmos: pensar.   


O Congresso poderá votar PNE

Conheça as 20 metas do Plano Nacional de Educação

Projeto em análise no Congresso traça objetivos para o ensino no Brasil até 2020

iG São Paulo | 
Em análise no Congresso desde 2011, o Plano Nacional da Educação (PNE) traça objetivos e metas para o ensino no País em todos os níveis (infantil, básico e superior) para serem cumpridos até 2020. A meta mais polêmica é a 20, que trata do percentual do PIB que deve ser investido em educação. Para garantir o que chama de " revolução no ensino"  e o cumprimento desta meta, a presidente enviou ao Congresso, paralelamente, um outro projeto para destinar  100% dos royalties do petróleo e recursos do pré-sal em educação . 

Saiba o que prevê o PNE:
Meta 1 
Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos até o final da vigência deste PNE.
Meta 2 
Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de seis a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.
Meta 3 
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%.
Meta 4 
Universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5 
Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até os oito anos de idade, durante os primeiros cinco anos de vigência do plano; no máximo, até os sete anos de idade, do sexto ao nono ano de vigência do plano; e até o final dos seis anos de idade, a partir do décimo ano de vigência do plano.
Meta 6 
Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.
Meta 7 
Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb :
Ideb2015201720192021
Anos iniciais do ensino fundamental5,25,55,76
Anos finais do ensino fundamental4,755,25,5
Ensino médio4,34,755,2

Meta 8 
Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, de modo a alcançar no mínimo 12 anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.)
Meta 9 
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10 
Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, na forma integrada à educação profissional, nos ensinos fundamental e médio.
Meta 11 
Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% de gratuidade na expansão de vagas.
Meta 12 
Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13 
Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% de doutores.
Meta 14 
Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
Meta 15 
Garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, no prazo de um ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do art. 61 da Lei nº 9.394/1996, assegurando-lhes a devida formação inicial, nos termos da legislação, e formação continuada em nível superior de graduação e pós-graduação, gratuita e na respectiva área de atuação.
Meta 16 
Formar, até o último ano de vigência deste PNE, 50% dos professores que atuam na educação básica em curso de pós-graduação stricto ou lato sensu em sua área de atuação, e garantir que os profissionais da educação básica tenham acesso à formação continuada, considerando as necessidades e contextos dos vários sistemas de ensino.
Meta 17 
Valorizar os profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.
Meta 18 
Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de carreira dos profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.
Meta 19 
Garantir, em leis específicas aprovadas no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a efetivação da gestão democrática na educação básica e superior pública, informada pela prevalência de decisões colegiadas nos órgãos dos sistemas de ensino e nas instituições de educação, e forma de acesso às funções de direção que conjuguem mérito e desempenho à participação das comunidades escolar e acadêmica, observada a autonomia federativa e das universidades.
Meta 20 
Ampliar o investimento público em educação de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no quinto ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB no final do decênio.

    sábado, setembro 21, 2013

    Um sindicalista e um prefeito

    Um sindicalista

    Em 1936, Sérgio Buarque escreveu sobre o homem cordial.
    Isso não é novo. É o velho de novo. 
    Homens públicos deste “berço esplêndido” me incomodam pelo simples motivos de receberem muito bem do contribuinte para que nós tenhamos um ensino público ruim.


    Manoel Lima é um homem público e, desde o dia em que descobriu as redes sociais, ele a usa para projetar sua imagem (à esquerda na foto), e não suas ideias sobre educação pública.

    Manoel é presidente de um sindicato da educação acriana, que arrecada muito dos professores e dos funcionários de apoio, mas, ao sair da direção, não submeterá o dinheiro do contribuinte a uma auditoria. Não se sabe como e quanto se gasta.
    O que o Sinteac faz com o dinheiro dos outros?


    Manoel tem, isso sim, projeto pessoal na política acriana, e o caminho mais cômodo é este: os professores.

    No Facebook, sua presença é constante como garoto-propaganda da prefeitura, mas, em nenhum momento, ele pensa a educação pública.


    Como homem público, ele me incomoda, porque recebe muito para fazer muito pouco pela educação acriana.

    Um prefeito
    Você se lembra das palavras do prefeito no dia de sua posse? Leia só estas:
    1.         TRANSPORTE COLETIVO



    No transporte coletivo, inauguramos a primeiro central de monitoramento da frota por GPS, o que agora permite ao usuário acompanhar em tempo real a movimentação dos ônibus e o horário de chegada no Terminal Urbano. Instalamos esta central na OCA e até o final de fevereiro a cidade contará com estes painéis também nas plataformas do Terminal Urbano. Visando melhorar a fluidez do trânsito, iniciamos pela Avenida Antônio da Rocha Viana um conjunto de intervenções na infraestrutura dos principais corredores de transporte da cidade. Medidas como a redução de rotatórias, melhoria da sinalização e da acessibilidade, com a construção de calçadas e rampas adaptadas para cadeirantes, serão executadas ao longo de toda a nossa gestão.


    A senhora ou a contribuinte da foto já tem frota moderna de ônibus? Ela já acompanha em tempo real a movimentação dos ônibus? A nossa contribuinte já vê construção de calçadas por Rio Branco?

     2.         EDUCAÇÃO


    Na educação, conduzida pelo nosso vice-prefeito, o Professor Márcio Batista, começamos o trabalho adotando medidas para assegurar o início do ano letivo. Abrimos concurso simplificado para preencher 604 novas vagas para professor e pessoal de apoio, asseguramos 300 novas vagas em creches comunitárias e conveniadas, destinadas a crianças de até 3 anos de idade. Neste mês de fevereiro, fruto do apoio da Presidenta Dilma através do Programa Brasil Carinhoso, licitaremos a construção de 10 novas creches para atender mais 1.650 crianças.


    Em fevereiro, as DEZ creches foram construídas e já atendem a mais de 1.650 crianças? Essas creches têm qualidade?
      
    3.         REPETIÇÕES: SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRANSPORTE COLETIVO
    Vamos priorizar as ações básicas, papel principal do prefeito. Saúde, com o fortalecimento dos Centros de Saúde e das URAPs e educação, com as creches e as escolas de tempo integral, serão nossas prioridades. Daremos atenção especial ao nosso trânsito e ao transporte coletivo, buscando soluções criativas e intervenções nos corredores urbanos, ainda carentes de investimentos, como: a Apolônio Sales e a Jarbas Passarinho, a Estrada da Floresta, da Sobral, a Campo Grande e São Salvador e a Getúlio Vargas, por exemplo. Concluiremos a modernização da frota de ônibus e vamos construir terminais de integração nos bairros. Garantir mobilidade urbana é o maior desafio que as médias e grandes cidades enfrentam em todo país e no mundo. Em Rio Branco não é diferente, pois nossa frota de veículos cresce a 12% ao ano, três vezes mais que a população.


    Modernizou-se a frota de ônibus? e as escolas com tempo integral?


    Na essência do que é político, o cidadão, no fundo, com um pouco de lucidez, ele não quer abraço de um governante de um país tão pobre.

    Ele quer que a palavra, proferida no dia de posse, seja cumprida, e o que foi dito no dia ainda é muito pouco.

    terça-feira, setembro 10, 2013

    Íris, de 10 anos (1)

    Uma menina linda e faladora, sua linguagem oral é muito esperta e sua escrita muito organizada.

    Ela aceitou praticar comigo a prática da escrita. Repare na redação de Íris.

    Texto organizado de uma menina de 10 anos
    A escola, quando é organizada, quando sabe o que quer, sabe também organizar a produção textual dos seus alunos.

    O texto da Íris pode ser melhorado mais ainda, e começaremos com o primeiro parágrafo.

    Parte 1
    Nasci no dia 26/11/2002, hoje tenho dez anos e estudo na unidade SESI de Jacarepaguá, comecei estudar esse ano no SESI por isso não tenho muitas amigas, tenho o meu grupo na escola que é composta por oito meninas.

    Minha primeira observação é a repetição de termos, no caso, do verbo "ter". Penso que ampliar o vocabulário e entender o seu uso no texto relaciona-se a um dos exercícios da inteligência.

    Pedi a ela para refazer a primeira parte.

    Parte 1 refeita
    Hoje tenho dez anos :fiz dez anos ,hoje estou com dez anos por isso ñ tenho muitas amigas:por isso ñ conquistei muitas amigas , por isso ñ conheci muitas amigas, por isso ñ consegui muitas amigas.
    Ela não se limitou a evitar a repetição verbal, precisarei conversar com ela pessoalmente, porque ela mudou a ideia.

    O que proponho é manter a ideia com outro verbo no texto. 

    Vamos ver como fica em Íris, de 10 anos (2)