terça-feira, novembro 06, 2012

3ª via

Após declarar apoio a candidatos de 11 partidos diferentes nas eleições municipais, a ex-presidenciável Marina Silva (sem partido) disse que desde 2010 a população brasileira vem demonstrando nas urnas que o país quer uma terceira via política.

Embora garanta não saber se é candidata em 2014, a ex-ministra do Meio Ambiente costurou suas declarações de apoio país afora com base na sustentabilidade global "em todas as suas dimensões".


Sob esse discurso, o leque de apoiados por Marina em 2012 incluiu candidatos de PT, PMDB, PSB, PDT, PPS, PSOL, PRB, PTN, PSC, PMN e PV --partido pelo qual a ex-senadora conquistou 19,6 milhões de votos em 2010.


Edson Silva - 11.out.2012/Folhapress
Ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva
Ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva

A Folha identificou 42 candidatos apoiados por Marina, sendo 19 postulantes a prefeito e 23 a vereador. Desses 8 foram eleitos, quatro como prefeitos, como Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, e Clécio Luís (PSOL), em Macapá (AP).


"É um movimento transpartidário. Não sei se serei candidata. Quero que o legado suscitado por mim continue sendo uma agenda relevante e possa crescer. Uma terceira via, o grande desafio do Brasil, que sempre viveu a polarização, é algo que tem de ser entendido como movimento da sociedade", diz.


Apesar de negar qualquer viés pragmático nos apoios, o discurso da "terceira via" a afastou do presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Assim como fez em São Paulo e Belo Horizonte, onde houve a polarização PT-PSDB, Marina não subiu no palanque em Recife: "Apoiei o Serafim [Corrêa], que é do PSB, em Manaus, mas lá [Recife] com o Eduardo Campos não apoiei porque tinha um viés de nacionalização das disputas".


No balanço de suas andanças, Marina vê uma diferença entre a sua caminhada e a "Caravana da Cidadania" de Lula, em 1993-1994: "O Lula tinha muito claro que queria ser candidato a presidente. Eu não tenho esta clareza".

terça-feira, outubro 30, 2012

Para quem diz fazer muito, a diferença foi pouca

De 1993 a 1996, Jorge Viana (PT) foi prefeito.

De 1997 a 2004, a oposição administrou a prefeitura de Rio Branco.

De 2005 a 2012, o PT retoma a capital acriana com Raimundo Angelim.

De 2013 a 2016, Marcus Alexandre (PT).

Serão 12 anos na prefeitura da capital.

No estado, já são 14 anos: Jorge Viana (1999 a 2006), Arnóbio Marques (2007 a 2010) e Tião Viana (2011 a 2014).

São 14 anos no poder do estado.

O tempo tem registrado que, nos últimos anos, o Partido dos Trabalhadores regula os ponteiros do relógio político. É a quarta derrota de Bocalom (PSDB).

Nesse longo tempo, o PT, que tinha 12 prefeituras no Acre, entra em 2013 com 4, sendo que administrará Rio Branco com uma rejeição de 49%,23%, isto é, em um universo de 178.375 mil eleitores, 87.818 não aprovam petistas em solo municipal.

Marcus Alexandre será titulado em 2013 por ter convencido 90.557 eleitores ou 50,77%.  

Como pode um partido que faz tanto há muitos anos pela população de Rio Branco receber tamanha rejeição?


A população retirou do PT acriano oito prefeituras, e metade da capital não votou no Partido dos Trabalhadores. Repito: a metade.

No primeiro turno, o PT ficou com 48,3%; e Bocalom, 43,85%. Um diferença, portanto, de 4,45%.

No segundo turno, a diferença ficou em 1,54%. Isso quer dizer que o petista recebeu a mais 5.275 votos; e o tucano, 10.401.

A pergunta: o que a oposição fará com a outra metade da população rio-branquense durante quatro anos ou na próxima eleição para governador?

sábado, outubro 27, 2012

Amanhã

A eleição dará o destino de Rio Branco por mais quatro anos. Esta capital não pertence ao PT, ao PC do B, ao PMDB, ao PSDB. Rio Branco pertence a ideias que estão muito acima de partidos.

A ideia, por exemplo, do dinheiro público ser destinado pela população, e isso o PT não permite no estado e nem na prefeitura. O dinheiro é destinado a burocratas.

Há anos no poder, o PT afastou a popul
ação das decisões públicas e, por causa disso, por ser mais um partido no poder, a população tem votado menos nele.

O PT não coloca em prática ideias originais, porque sua única ideia é se manter no poder, ofertando a seus membro riqueza para construir posto de gasolina, hotel.

O PT acriano, se um dia foi uma ideia radicalmente democrática, está longe das forças populares e, cedo ou tarde, pagará por isso.

Talvez, quem sabe, o troco virá amanhã.

Amanhã.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Depois que postei "Israel, o Deus-estado que mata", alguns escreveram para mim como quem escarra em um canalha.

Devo ser muito canalha mesmo, porque sempre tirei proveito de pessoas para levar o mal a elas. Eu fiz muito mal a muitas pessoas.

Citar um filme que contraria a fé alheia dá nisso.

Talvez, quem sabe, a grande luta dos sindicatos e do movimento gay seja a luta por cultura e a luta por informação.

Quando as pessoas só veem o mundo com duas cores, branco e preto, cultua-se um deus que julga e condena, ignorando que a compreensão mais profunda sobre a vida encontra-se muito além de duas cores.

O estado de Israel mata crianças palestinas, e isso não é coisa de Deus.

Sem bons filmes e sem bons livros, pessoas se fecham em mundo do tamanho  de um escarro (anônimo). O Deus delas mede-se pela agressão  viscosa de um cuspe.

      

quarta-feira, outubro 17, 2012

Israel, o Deus-estado que mata

No Acre, PT e PC do B, fiéis aos evangélicos, esqueceram-se
dos palestinos que são assassinado na Faixa de Gaza  

Por pouco, eu e Mony não assistimos ao filme A guerra à nossa volta. No último dia do Festival de Filme do Rio de Janeiro, meus olhos realizaram o desejo de ver-saber o que ocorreu em 2008 na Faixa de Gaza.

Trata-se de um documentário.

Ayman Mohyeldin foi o único correspondente norte-americano que esteve em Gaza, em 2008.

Com ele, a jornalista Sherine Tadros, que estava em Gaza para um trabalho de 24 horas, ficou presa por dois meses e meio.

O estado de Israel impediu que jornalistas cruzassem a Faixa de Gaza, mas Ayman e Sherine   já estavam lá dentro.

Narrado em 1ª e em 3ª pessoas, o filme mostra o que o jornalismo comum oculta ou ignora. As cenas revelam o que Israel fez contra os palestinos em 2008.

Crianças e mais tantas crianças assassinadas. Famílias mortas. Um porta-voz do estado de Israel afirma que terroristas do Hamas infiltraram-se entre famílias, mas o filme revela que Israel conduziu mães e filhos a um  abrigo para ser bombardeado.

Mata-se também com a arma química "fósforo branco", proibida pela ONU. Essa arma, ao atingir a pele, queima o corpo. Há uma cena em que aparece uma criança com todo rosto queimado.

Os palestinos ficam 3 horas em uma fila para comprar pão. A água é rara.

Como saber o que ocorre no mundo e no Brasil se filmes como "A guerra à nossa volta" não passam no Acre?

Filme assim deveria estar nas DVDtecas das escolas para que alunos soubessem que o Deus de Israel é assassino.

Diário de Classe

O jornal Folha de São Paulo publicou no dia 7 uma matéria a respeito de alunos que criam páginas de Facebook para mostrar à sociedade o que ocorre em sala de aula e na escola pública.

Já são muitos diários espalhados.

Se escola não selecionam os melhores alunos para eles avaliarem seus professores, nada mais adequado do que criar um Facebook para alunos, de forma ética, séria, inteligente e propositiva, tornarem público o que existe em sala de aula.

Seria interessante também alunos reconhecerem também educadores dedicados e gestores que apresentam caminhos tradicionais, modernos e democráticos para a escola.

Diário de Classe, é só ir ao Facebook.

sexta-feira, outubro 12, 2012

Vote no candidato (2)


Vote no candidato (1)


É Fantástico

Vale o quanto pesa

  1. Ter Ronaldo como estrela do "Medida Certa", do "Fantástico", custou muito caro à Globo. Para participar do quadro em que expõe sua obesidade e se propõe a emagrecer, o ex-craque cobrou R$ 6 milhões, segundo pessoas próximas ao ex-atacante. A intenção de Ronaldo, que começou o programa com 118 quilos, é perder 18 quilos. Ou seja: se cumprir a meta estabelecida, a cada quilo perdido, o ex-jogador deve ganhar R$ 333 mil.

terça-feira, outubro 09, 2012

Rio Branco não pertence a duas facções

Hoje, vejo Rio Branco de muito longe, o Acre está muito distante não só de mim, mas de centros urbanos marcados pelas multidões.

Daqui, vi muitas fotos de grupos que desejam o poder. Bandeira sem vento e alegria interesseira não apresentavam partidos com ideias, mas facções religiosas que rogam por elas mesmas.

Mas Rio Branco não é igreja. Rio Branco são ideias.

O PT é bom para deixar o centro bonito e bom para comparar há 13 anos, por meio de fotos, o que era o Acre e o que o Acre é hoje.

Mas o PT acriano, para fazer o óbvio, perdeu, das 12 prefeituras, 9, ficando com 3. Pode ainda perder Rio Branco.

O senadores do partido de Lula e de José Dirceu podem vir com suas análises previsíveis, mas o fato é que o PT está com o seu tempo contado no Acre caso permaneça igualando-se a outros partidos, por exemplo, esta obra eleitoreira, "Ruas do Povo".

O partido de Nilson Mourão é o mesmo quando o assunto é comunicação. O PT e o governo não sabem se comunicar com a população.

Sua propaganda é muito ruim, mas, como o governador não é homem de ideias - se fosse, jamais teria colocado Leonildo Rosa na Comunicação -, tudo continuará a mesma coisa, ou seja, o governo fala uma coisa por jornais e tevê e a população interpreta outra.

Se a inteligência de petistas não funcionar, O PT acriano está em contagem regressiva.
         
 

sexta-feira, outubro 05, 2012

"Ausência"

Na esquina das ruas Graça Aranha e Araújo Porto Alegre, no centro do Rio, lá estava o andar desmanchado a contrastar com o corpo da multidão. Meu amigo. Depois de mais de 20 anos, Affonso se mantém atípico.

Após um abraço muito carinhoso que obstruiu a calçada, caminhamos em direção ao Sesc-Rio para assistir à peça “Ausência” - nome mais do que apropriado para o nosso reencontro.

Nova York, 4 de abril de 2036. A cidade norte-americana vive um dos maiores caos da história do planeta. A população está praticamente impedida de sair às ruas e, se isso acontecer por alguma necessidade extrema, é obrigada a utilizar máscaras de oxigênio.

Nesse dia, o personagem vestido com sua máscara abre sua janela e observa. O céu não é mais o mesmo: uma estranha luz vinda do sol desenha a caótica e absurda cidade.

No topo do prédio, seu apartamento. No lugar de paredes, tubos metálicos. Em seu espaço, objetos, objetos, objetos. Além de um homem, ratos e, em um aquário com água, o peixe vermelho. Entre peças e tubos, um registro de água. A escassez em Nova York impera. O plante espera por seu fim.

O peixe, porém, permanece na água. Por que um peixe nesse resíduo de mundo?

Quando colocamos um aquário na sala, contemplamos um grau de beleza. Nisso, não há função prática, somente a inércia de olhar fixamente a beleza de um ser vivo que flutua no espaço líquido do aquário. O personagem cuida do peixe. Ele o ama.

O peixe é ornamentação.

Belo, o peixe é delicadeza, única imagem que nega a rudeza do apartamento.

Abre-se o registro de água; a gota, no entanto, não cai na boca sedenta do personagem. O apartamento está seco.

Aos poucos, o personagem recria o aquário. Duas peças metálicas são dois braços. Pedaços de arame, cabelos. Na condição de metáfora, o  peixe, agora, recebe do personagem o amor em forma de declaração poética, único momento em que a plateia ouve palavras.

Mas, quando o orgânico se agoniza, quando a matéria se atormenta, quando a carne necessita matar a sede, por que não beber a água que mantém viva a beleza, a ornamentação, a delicadeza, o peixe vermelho?

A peça-conto continua, mas eu paro aqui, dizendo somente isto: muitos textos teatrais que estão no Rio de Janeiro poderiam circular em Rio Branco, porém, por absoluta ignorância desinteressada de políticos incultos, cidadãos permanecem à margem de uma cultura secular – o teatro.

quarta-feira, outubro 03, 2012

Subúrbio

Fotos de minha esposa. Ela, inclusive, aparece em uma delas

Está ocorrendo o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, são mais de 400 filmes entre nacionais e estrangeiros.

Iniciou-se em 27 de setembro e irá até 11 de outubro.

O Rio é muito mais do que praias, algumas com coliformes fecais, como a de Copacabana.

Quadalupe fica depois de Vista Alegre, à margem da Avenida Brasil, fronteira com os bairros 
 Anchieta, Deodoro, Marechal Hermes, Acari.

Nessa parte do subúrbio carioca, existe uma galeria, mas na fachada batizaram de Shopping Guadalupe, bem menor do que o Via Verde Shopping, nem se compara à beleza e ao conforto do Via.

Nele, um cinema simples, com uma pequena biblioteca e ao lado a bilheteria que vende pipoca. O cinema também não se compara às salas do Via Verde.

O som não é melhor. O conforto não é melhor. A tela é bem menor. No entanto, nesse bairro suburbano e nesse cinema que alguns diriam ser borra-botas passa filmes que jamais passarão nas salas do shopping acriano, porque são filmes autorais enquanto no Acre os filmes são comerciais.

Ontem, como você pode ver nas fotos acima, eu e minha amada esposa, a Mony, fomos ao Ponto Cine para assistir a uma das programações do Festival de Cinema do Rio.

O filme-documento foi "Jorge Mautner - o filho do holocausto", de Pedro Bial e Heitor D'Alincourt.

Terminado, os diretores permaneceram durante 30 minutos para receber perguntas. Eu fiz a minha.

Nesse cinema, onde bons filmes nacionais são apresentados, onde você jamais assistirá a um Homem-Aranha, diretores e atores são convidados para conversar com uma platéia de 77 pessoas, a quantidade máxima de cadeiras.

Ponto Cine também é muito menor do o Via Verde neste quesito: preço. No Acre, pagam-se 20 reais para assistir a enlatados norte-americanos; e, em Quadalupe, subúrbio, pagam-se 4 reais por filmes que mostram o que é o Brasil.         

terça-feira, outubro 02, 2012

Para o Acre ainda ficar melhor

Cena de "A pedra do reino", de Ariano Suassuna

Não há dúvidas - só um cretino não perceber isso - de que o Acre é outro com a administração da Frente Popular. 

Evidente que ainda falta muito, mas devemos reconhecer que muito foi transformado. Não querer mais o PT ma prefeitura de Rio Branco não pode se equiparar a não reconhecer o que já foi edificado.

Se falo bem desta terra, é por causa da Frente Popular. Se critico o PT, é por causa desse monopartidarismo, desse excesso de poder a um só grupo, que, por sinal, acomodou-se, não aponta novos caminhos para a cultura e para a educação.   

Além de amigos, de parentes, eu sentia muita falta de teatro e de cinema em Cruzeiro do Sul e em Rio Branco.

Quando foi governador, Binho colocou no Acre um circuito de teatro muito bom. Liguei meus alunos a ele.

Enfadonho por causa de seus discursos previsíveis, o médico-governador Tião Viana, homem público avesso à cultura - talvez nunca tenha lido Ariano Suassuna -, ignora a diferença entre o teatro popular e a não menos previsível Expo-Acre e a importância vital das culturas teatral e cinematográfica para alma do coletivo acriano.    

No sentido oposto, Binho Marques ofertou à escola, desde que o professor tomasse a iniciativa, a provocação de pensar por meio da estética teatral.

Assim como um ser humano não é mais desenvolvido por ter "ponte de safena", uma cidade não é desenvolvida por ter a terceira ponte ou a quarta, ou a quinta, ou a sexta.  

É o pensar ou os pensares que a tornam desenvolvida. O progresso de uma cidade é medido por sua força cultural, neste caso, do bom teatro profissional, do bom cinema autoral.

Falta isso para o Acre ainda ficar melhor.

O governo do Acre retirou dos contribuintes R$ 25 milhões para construir a ponte de Cruzeiro do Sul.

Penso que seria bem menos grana para que escolas públicas tornassem-se espaços culturais.

Ótimos grupos de teatro do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas Gerais, do Acre, por exemplo, poderiam atrair uma população que sempre ficou à margem do saber teatral. A escola teria mais uma importância.

Mais: por menos de R$ 25 milhões, muitas escolas seriam centros cinematográficos; mas, para isso, salas de cinema intimistas e aconchegantes deveriam ser construídas nas escolas.

Mas o PT acriano, sem política pública contínua para a cultura, não entende isso até hoje, talvez pelo único motivo de seus dirigentes nunca terem assistido a uma peça de Ariano Suassuna.

Cena de "A pedra do reino", de Ariano Suassuna
              

domingo, setembro 30, 2012

Paraty, deputado. Paraty, candidato.

Na Expo-Acre, crianças são fotografadas ao lado de um boi.
Na Flip,  crianças leem depois que a festa chega ao fim  

O deputado Moisés Diniz (PC do B) declarou certa vez que a Expoacre representa a cultura acriana.

Mais tarde, Marcus Alexandre (PT), candidato a prefeito de Rio Branco, expeliu as mesmas palavras do deputado.

Se nós dependermos desses políticos para  compreender o que é "cultura" e o que é "popular", nosso pensamento será menos útil do que uma porta de banheiro de um botequim qualquer.

Há uma cidade no Rio de Janeiro que não tem viaduto, ponte, asfalto, shopping, mas isso não significa ser um lugar atrasado.

Para os políticos acrianos, progresso e desenvolvimento estão associados a viaduto, ponte, estrada, asfalto, comércio.

Localizada na fronteira com São Paulo, distante da capital, banhada por águas sonolentas, Paraty era conhecida por sua aparência colonial. Outros países pouco a conheciam até 2003.

Dez anos depois - ou quase isso -, Paraty elevou a qualidade do turismo, trouxe ganhos materiais e imateriais e recebeu uma aderência simbólica incalculável.

E tudo isso por causa de uma sigla: Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).   Mais: sua organização é referência para outros festivais brasileiros.

Por causa da Literatura, Paraty transpira a autêntica cultura, deixando nesta parte do Rio de Janeiro um legado para o espírito das pessoas, qual seja, 30 novas bibliotecas e programas de incentivo à leitura nas escolas públicas de Paraty.

Essa cultura literária gera também riqueza econômica e identidade.

O deputado Moisés Diniz e o petista Marcus Alexandre
 deveriam ler bons livros de cultura popular.

Mas livros existem nas baias de bois?
   

quarta-feira, setembro 26, 2012

Façam o que os jornais locais são incapazes de fazer

É o começo. Rapazes, vocês podem fazer o que o jornalismo acriano não faz. Para fazer melhor, é preciso que vocês trabalhem mais e mais.

Sejam criativos, irreverentes e sérios. Mas não se esqueçam: por trás de uma boa imagem, sempre existe um bom texto.

Façam material sobre a escola pública, sobre o bairro, sobre pessoas. Criem, porque a imprensa acriana está engessada.


Abraço em suas inteligências!





terça-feira, setembro 25, 2012

À minha Mony


Mony, quando o último sopro tomar o espaço do


quarto, só desejo que meus olhos contemplem a 


última paisagem desta vida: o teu rosto.




Até lá, viveremos muito a dançar dentro e fora 


do compasso. 



Então, dancemos ao som deste clip.

Jesus nunca quis o poder dos homens


Se retornasse, Jesus não caminharia em direção a assembleias legislativas e a câmaras de vereadores. 


Jesus não desejou o poder dos homens. Pelo contrário, Ele se opôs ao Império Romano, aos homens que controlam, dominam.

O advogado e professor Edinei Muniz mandou esta a meus olhos.

Deus não é petista e nem tucano, apenas torce por quem joga bem

O Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, afirmou no dia 14 do mês em curso, em entrevista concedida ao jornal Estadão, que "não se pode instrumentalizar a religião para angariar votos". O cardeal disse ainda que "no mundo democrático não cabe à igreja assumir papel político-partidário".

A Constituição brasileira de 1824 estabelecia em seu artigo 5º:. “A religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a Religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior do templo”.

Contudo, a atual Constituição não repete tal disposição, nem institui qualquer outra religião como sendo a oficial do Estado. Ademais estabeleceu em seu artigo 19, inciso I, o seguinte: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”

Com fulcro nesta disposição, o Estado brasileiro é caracterizado como laico, palavra que, conforme o dicionário Aurélio, é sinônimo de leigo e antônimo de clérigo (sacerdote católico), pessoa que faz parte da própria estrutura da Igreja.

Neste conceito, Estado leigo se difere de Estado religioso, no qual a religião faz parte da própria constituição do Estado. São exemplos de Estados religiosos o Vaticano, os Estados islâmicos e as vizinhas Argentina e Bolívia, em cujas constituições dispõem, respectivamente: “Art. 2. El Gobierno Federal sostiene el culto Católico Apostólico Romano” – “Art. 3. Religion Oficial – El Estado reconoce y sostiene la religion Católica Apostólica y Romana. Garantiza el ejercício público de todo otro culto. Las relaciones con la Iglesia Católica se regirán mediante concordados y acuerdos entre el Estado Boliviano y la Santa Sede.”

O programa eleitoral da Frente Popular de Rio Branco, exibido ontem, dia 24, sem necessidade de citarmos os nomes das religiosas envolvidas, até por uma questão de respeito, eis que são pessoas da mais alta autoridade moral – e provavelmente ignoram que estejam sendo manejadas politicamente para fins nada republicanos ou até mesmo cristãos – na fala das irmãs Servas de Maria, simplesmente as levou a desconsiderar posições superiores assumidas pela Igreja de Roma.

Só para reforçar, vejamos outra passagem da fala do Presidente da CNBB, superior das irmãs Servas de Maria: "A posição da Igreja Católica, enquanto instituição, é de que não deve assumir nenhuma posição político-partidária. O papa Bento 16, numa de suas encíclicas, Deus É Amor, foi muito claro ao dizer que a Igreja não pode nem deve tomar nas suas mãos a batalha política. Isso é próprio dos políticos, dos leigos. A Igreja não pode ter pretensões de poder."

Eis uma pequena passagem da Encíclica Deus é Amor, de Bento XVI:

“A atividade caritativa cristã deve ser independente dos partidos e das ideologias. O programa do cristão – o programa do Bom Samaritano, o programa de Jesus – é “um coração que vê”. Este coração vê onde há necessidade de amor e atua em consequência”.

Ora, convenhamos, o papel que cabe, no espaço de discussão democrática, aos políticos e aos religiosos não é o mesmo. Ao contrário, o papel da igreja deve, salvo melhor juízo, restringir-se à função de orientar o eleitor.

Com efeito, qualquer tentativa destas [igrejas] de assumirem papel de protagonistas no campo político, ofendem o caráter laico do próprio Estado Democrático de Direito. Enfim: as igrejas devem apoiar tudo que diz respeito ao bem da sociedade, independente de partido ou opinião política.

Deste modo, a Igreja Católica do Acre deveria consumir suas energias espirituais com orientações para o voto consciente, contra o balcão de negócios eleitorais e contra a corrupção eleitoral de toda ordem, estimulando a união e a solidariedade, como simples mediadora, e não, jamais - seja em nome de Jesus ou de Maria de Nazaré, ou de qualquer santo ou líder espiritual - como protagonista, posto que tal ativismo exacerbado em prol de certas candidaturas ofendem os conceitos mais simples da ética cristã e do Estado Democrático de Direito. 

Ronda Gramatical






Informamos a todos os usuários e amigos da Biblioteca da Floresta, que estamos construindo um novo portal para melhor atendê-los. Aguardamos em breve a sua visita!
Copyright © 2012 Biblioteca da Floresta. | Via Parque da Maternidade, s/nº - Centro. CEP. 69.900-000 – Rio Branco – AC
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 O que faz aquela vírgula depois de Biblioteca da Floresta?

Lugar do saber, uma biblioteca não deveria destratar a língua portuguesa.

O poder acomodou Marcos Afonso

Marcos, não se trata de "ressentimento", trata-se do exercício salutar da crítica, isto é, vindo do grego, crítica é "juízo". Então, deixe-me ajuizar.

Uma vez na Biblioteca da Floresta, você deveria apontar caminhos, por meios de seminários, de palestras, para a escola pública no tocante à leitura.

Não se lê nas salas de aula. Nesse sentido, a Biblioteca da Floresta deveria perder tempo com o que é essencial à formação do espírito, ela: a leitura.


Você, Marcos, ocupa um lugar confortável na sociedade acriana, mas sua contribuição tem sido nula nesse sentido, nula, porque a Biblioteca da Floresta mantém-se distante daqueles que menos leem: os que estudam na escola pública.

Por sua natureza, a biblioteca deveria lutar para que a leitura se espalhasse nas escolas. Ficar entrincheirado na Biblioteca da Floresta, Marcos, não é lutar pela leitura, mas se refugiar à sombra do conforto de poltronas e de ares-condicionados.  

É muito ruim quando o poder nos acomoda.

Leitura na escola pública acriana


Foram 20 anos nas salas de aula do Acre, do ensino fundamental ao superior. Muito mais do que ensinar a alunos, fui eu quem aprendeu muito nesses anos.

Fácil é Jorge Viana, primeira-dama, Marcos Afonso, por exemplo, abrirem a semana do livro; difícil, senhores, é a arquitetura da leitura nas escolas públicas acrianas.

Quando digo arquitetura, refiro-me também ao espaço de leitura, a salas adequadas para o prazer de ler. Isso não existe na escola acriana.

Arquitetura também no sentido de construir uma política pública de leitura nas escolas, o que nem começou a germinar no solo da educação acriana. 

Antes de deixar o Acre por alguns longos anos, estive com Josenir Calixto, diretor do ensino médio, para falar também de leitura.

Gosto muito desse homem íntegro do PC do B, mas discordei dele quando afirmou que "a leitura não pode ser forçada na escola".

Quem disse que a escola do jeito que é não é forçada para o aluno? Suas salas são desagradáveis ou antipáticas ao prazer de saber, de conhecer.

Se a matemática, que é do jeito que é, está na escola forçada; se geografia, que é do jeito que é, está na escola forçada, por que a leitura não deveria estar na escola?

Entre a leitura ser forçada como a matemática e a inexistência dessa mesma leitura, meu colega de esquerda prefere a ausência da leitura, o que é um erro.

Propus ao Calixto que a Secretaria de Educação do Acre deveria passar uma lista de seis livros para que fossem, em sala de aula, lidos no ano letivo, três para cada semestre, sendo duas leituras em casa e uma em sala de leitura.

Sem leitura na escola, Calixto opta por forçar o aluno a não ler. Mozart foi forçado pelo pai a ler partituras.