quinta-feira, junho 28, 2007

Um curso fora de curso


Foto de Alberto Nunes

Alunos de jornalismo da Ufac realizam protesto
De Tatyane Lima

Na manhã de ontem, os alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizaram um protesto em frente à reitoria, pedindo melhores condições de ensino e providências com relação ao reconhecimento do curso pelo Ministério da Educação (MEC).

Vestidos com roupas pretas, usando nariz de palhaço e apitos, cerca de 30 estudantes discutiram a falta de equipamentos e laboratórios, a falta de professores, o reconhecimento do curso pelo MEC e a implantação do curso de Jornalismo em Cruzeiro do Sul.

Os alunos não concordam com a universidade investir em um novo curso, sendo que o da capital ainda precisa de muitas melhorias.

“Em recente entrevista, o reitor Jonas Filho disse que o curso de Jornalismo do Juruá seria no nível da UnB (Universidade de Brasília). Isso é uma afronta para nós que cursamos o curso aqui em Rio Branco e não temos sequer o reconhecimento do curso pelo MEC,” declarou o estudante do 8º período Jaílson de Macedo.

Em junho do ano passado, o Mec visitou as instalações do curso de Jornalismo da Ufac e fez uma série de exigências quanto à compra de novos equipamentos e reformas do bloco onde atualmente estudam quatro turmas.

Um ano após a visita, nada foi feito. O coordenador do curso, Maurício Bittencourt, explica que a universidade tem muitas dificuldades para conseguir trazer os recursos de Brasília para a Ufac.

“A verdade é que vivemos um momento em que o governo federal não está preocupado com as universidades públicas. E ainda temos de enfrentar uma série de problemas, como falta de recursos financeiros e as greves,” comentou.

Segundo ele, a reitoria liberou a compra dos novos equipamentos, mas as licitações não puderam ser abertas devido à greve dos servidores.

Os universitários prometem continuar as mobilizações caso a reitoria não apresente até o final da semana uma solução prática para os problemas.

A Matemática quer Brincar



Tem professor que só serve para entrar e sair de sala com aulinhas escritas na lousa e copiadas por alunos.

Outros... fazem os cálculos e desejam brincar para alegrar a escola. Esses outros são os professores de Matemática da escola Heloísa Mourão Marques.

Em julho, uma gincana cultural irá rolar na escola. Na foto, a explicação foi ótima para o bem de todos.

A área de Matemática merece os parabéns.

Enem Assim
















Foto de uma introdução dissertativa de um aluno de ensino médio. Sem a mínima noção de pontuação, esse texto tem sido a regra.

O presidente do Sinteac lutará por qualidade de ensino? Duvido.

Se lutar, deverá começar por Literatura, Língua Portuguesa e Matemática.

Há uma realidade entre quatro paredes que propagandas de governos não conseguem ocultar e que a incompetência sindical não alcança.

Li tarde demais

"Professor amanhã aqui na UFAC, mais especificamente na reitoria, os acadêmicos do Curso de Jornalismo irão fazem um manifesto contra a liberação de verba e implantação do referido curso no vale do Juruá. Será um ótimo momento para o JORNAL A TRIBUNA fazer a cobertura. Será amanhã pela manhã, das 9:00 da manhã ( 28/ 6/2007). Pedimos que A TRIBUNA envie um m reporter."

1. Li a mensagem em 28 de junho, às 16h25min.

quarta-feira, junho 27, 2007

A escrita de meus alunos

Podem criar suas propagandas, mas, sem elas, eu vivo a realidade escolar há anos. Há anos. No que se refere a textos dos alunos, conheço bem o que a escola pública impossibilita.

Em 23 de março deste ano, meus alunos, de forma livre, escreveram suas introduções. Leia esta:

Introdução do aluno em 23 de março.

"As familias, estão se acabando com pai matando filho e vice-versa. Por isso enquanto não a ver compartilhamento entre pai e filho vai continua violência na sua casa frequentimente todos os dias".

Esse texto foi escrito por uma aluno do segundo ano do ensino médio, ou seja, dois anos antes de ingressar em uma universidade. O sistem não funciona, porque 100% dos alunos - eu disse 100% - não sabem usar as vírgulas.

Podem pedir que "açeçores de comunicassão" adulem o poder, mas o cotidiano escolar, da forma como se organiza, impede qualificar o ensino, por exemplo, de redação.

Com essa introdução acima, precisamos priorizar os erros. No meu caso, por questão de organização interna do texto, priorizo o uso da vírgulas. Passo aos alunos exercícios relacionados à Ordem Sintática Direta, uma prática que elimina mais de 80% dos erros.

Em aulas de gramática, duas por semana, massifico exercícios com vírgulas segundo a Ordem Sintática Direta. Em um texto bom de jornal ou de revista, realizamos leitura e eu mostro a eles o uso da vírgula.

Com duas aulas de redação na semana, reconstruímos as introduções. Aula, profundamente, cansativa, porque os alunos erram muito e repetem os mesmos erros.

Frequentimente - Quando há erro ortográfico, marco no texto e o aluno consulta o dicionário para escrever corretamente.

Repare como ficou a introdução do aluno após 11 reconstruções.
Introdução do aluno reconstruída em 15 de junho.

"Após dez reconstruções, a introdução ficou assim em 15 de junho de 2007. A destruição das famílias acontece porque, em alguns lugares do país, os filhos não ouvem os conselhos de seus pais. Com isso, eles trazem a violência para dentro de suas próprias residências. termina destruindo a suas famílias."

Ficou melhor, mas precisa melhorar mais ainda. Na sexta-feira, dia 29, apresentarei quatro introduções reconstruídas para que observem, mais uma vez, o que deve ser evitado.

terça-feira, junho 26, 2007

Eu Não a Vi Hoje (2)

Eu não a vi. Não vi. Ela, eu não a vi. Não vi. Não. Ela, eu não a vi. Não vi. Não a vi. Eu não a vi.

Eu-lírico (5)


Na foto, Max Horkheimer. Ele e Adorno escreveram um ótimo livro sobre a Razão, Conceito de iluminismo. Quando o professor bobinho de Literatura tagarela em sala sobre eu-lírico, não relaciona a voz poética como inquietação estética oposta à cultura de massa, ou seja, a Literatura desse professor ignora a linguagem poética no mundo hodierno.

Suas aulas são rotinas que reproduzem livros didáticos.

No caso de Conceito de iluminismo, quando o lemos, nós perdemos a inocência tola sobre a função política da razão científica ou instrumental, a mesma que gerou a sociedade industrial.

Os românticos e os simbolistas, por exemplo, opõem-se à mecanização da vida, porque "o industrialismo reificou as almas", isto é, coisificou-as.

Mas o que é "coisificar"? Horkheimer e Adorno respondem.

"Por meio das inúmeras agências de produção e de cultura de massa, os modos de comportamentos sujeitos a normas são inculcados no indivíduo como os únicos naturais, decentes e racionais. Ele só se determina ainda como coisa, como elemento estatístico, (...). Sua medida é a autoconservação, a adaptação à objetividade bem ou mal sucedida das suas funções, e o modo imposto para esta adaptação
."

Gostei de "a adaptação à objetividade bem ou mal sucedida das suas funções".

segunda-feira, junho 25, 2007

Manuel Lima & o Sinteac

















Escolheram Manuel Lima para representar o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre.

Um vez por ano, o Sinteac, por meio do "imposto sindical", mete a mão em meu bolso para administrar mal o dinheiro.

Por isso, sou forçado tecer uma crítica a um sindicato que perdeu o mouse da história.

Não sei se ele tem filhos, mas Manuel pode ser um ótimo pai. Pode ser um ótimo filho, um ótimo esposo, um ótimo cristão, mas não acredito que ele seja um ótimo administrador.

Pelo que leio nos jornais, as falas de Manuel nunca salivaram o novo. Pelo que diz à imprensa, Manuel deixou de ser professor há muito tempo para se reduzir aos chichês sindicais. Em outras palavras, Manuel não inovará o Sinteac, porque duvido de sua inteligência para isso. Manuel é senso comum.

O sindicato dos professores só serviu até hoje para sustentar um corporativismo anacrônico com o dinheiro dos outros e, dessa forma, projetar nomes. Infelizmente, Manuel Lima representa o continuísmo de um partidarismo parasita de um dinheiro arrecadado à custa de uma estrutura sindical envelhecida.

1. Manuel, como outros, falará para a categoria com clichês sindicais. Manuel não falará para a sociedade;

2. Manuel não promoverá um congresso para debater sobre um novo sindicato. Não trará intelectuais de outros estados para problematizar a questão;

3. Manuel manterá uma luta limitada a interesses econômicos. Ele não possibilitará um sindicato que fale muito bem sobre qualidade de ensino;

4. Manuel não fará auditoria no final de sua gestão;

5. Manuel não modernizará o Sinteac, pois o sindicato ainda servirá aos interesses de grupos partidários;

6. Manuel não criará uma imprensa autônoma no Sinteac que pense, por exemplo, sobre educação;

7. Manuel não possibilitará uma nova estrutura sindical;

8. Manuel não colocará em seu discurso a importância da cultura.

Três Livros

Palavras sem sentido

De linhagens distintas, três novas obras reiteram
a inquietação quanto à legitimidade da poesia na atualidade

MARCOS SISCAR
ESPECIAL PARA A FOLHA
CADERNO MAIS!

Apesar de distintas visões sobre a natureza de seu ofício, três novos livros de poesia reiteram uma mesma inquietação quanto à legitimidade da prática poética: para que poesia? A pergunta, em aparência contraditória, é um dos eixos do discurso poético moderno e se tornou mais aguda depois do "fim das vanguardas", adormecido o etos transformador que a atenuou ao longo de quase todo o século 20.

O desconforto aparece na justificativa editorial da poesia reunida (incluindo vários inéditos) de Alberto Pucheu, no destaque dado à existência de um "projeto", reforçado pela presença de entrevistas do autor, como se a poesia devesse ininterruptamente explicar a que veio.

A obra permite acompanhar as transformações -não apenas o programa- de uma escrita que busca a "fronteira desguarnecida" entre poesia e filosofia, passando das elipses metonímicas a uma expansão reflexiva.

A profusão textual ("falatório"), organizada pelo princípio da montagem ("arranjo"), é seu modo de acolher o "silêncio", no "espanto" do acontecimento.

Abandonando a trava poundiana da síntese carregada de significados, o poeta encontra no parentesco com o pensamento um modo de merecer a vida ("Passo a vida imerecidamente"), mas também de atribuir sentido à manifestação poética. É significativo que essa transformação tenha início na comoção pelos livros esquecidos nas bibliotecas, o que legitima o poético como espaço de transgressão ("O mais novo interdito: não há lugar para o livro./ Transgressão em exercício: o livro como lugar").

O novo livro de Paulo Henriques Britto dá continuidade a uma voz poética mais conhecida dos leitores de poesia. Seu gesto demolidor contraria o de Pucheu, dirigindo-se contra o pensamento abstrato e contra a experiência sentimental.Em Pucheu, a vida "espreita a cada esquina"; em Britto, ela se limita ao mínimo suspiro.

Há certa violência crítica em Britto contra a profundidade do assunto, a favor da superfície, ou seja, da comunicação que se aproxima do simples contato ("e se a linguagem for apenas fática?"). Nota-se a proximidade dessa poética não apenas com a lucidez mas também com a obsessão da forma típica de João Cabral, acolhedora e claustrofóbica. Seu espaço é estreito, sem saída ("beco"), como a medida fixa, tendo em vista a tênue razão de não ser "pior do que outro qualquer".

Dissimetria

Apesar disso, um breve suspiro de vida se manifesta: pragmático, ácido, sem concessões. É o lado talvez drummondiano da poesia de Britto que, à bem cabralina "inapetência para os sentimentos", acrescenta o patos da recusa da "piedade".

É nesses momentos de dissimetria, entre a aridez de superfície e o envolvimento subjetivo com algo que tem que "seguir em frente", que a poesia de Britto respira mais livre, para além da reconhecida coerência de sua poética.

Com "Andaimes", Milton Torres, que é também historiador e diplomata, prossegue um projeto recente (outro livro de poemas saiu pela Ateliê, em 2005), mas de fôlego amplo, que o prefaciador define como busca dos "fundamentos intelectuais da cultura eurocêntrica". O leitor não deve deixar-se enganar pela modéstia do título: Torres se apresenta como um cosmopolita erudito, com manuseio maduro da tradição poética.

Pelo domínio de referências culturais heterogêneas, de modo fragmentário e citacional, seus poemas evocam uma espécie de "pós-modernismo crítico" no qual, entretanto, a questão cultural dificilmente ganha corpo, em sua abrangência, uma vez que tende a diluir-se na exuberante profusão de línguas (basicamente português e inglês, com incursões freqüentes pelo espanhol, francês e italiano), de citações, de exercícios de estilo. Embora organizado tematicamente, o ecletismo do livro é algo desconcertante.

Se, para Britto, o real é um "excremento de palavras" e a razão de escrever oscila entre o desencanto individual e uma exigente visão da vida literária, para Torres é a poesia que está na "lixeira" do real, pois, à falta de "mercado", vive de "propina".

A conclusão, neste caso, sugere que o poeta supostamente corrompido está ausente do poema realizado: o impasse se resolve pela presunção de inocência -ingênua ou cínica- que apenas reforça os motivos da suspeita.

A despeito disso, o cuidado em oferecer uma justificação pública ou pessoal para a prática poética encontra sintonia com os "faits divers" da poesia. O modo inquieto, sistemático e contraditório com que essa justificação tem sido feita mostra que alguma coisa respira na poesia contemporânea, ainda que renovando as razões de sua perplexidade.

MARCOS SISCAR é professor de literatura na Universidade Estadual Paulista.
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A FRONTEIRA DESGUARNECIDA
Autor: Alberto Pucheu
Editora: Azougue (tel. 0/xx/21/ 2240-8812)
Quanto: R$ 32 (288 págs.)

TARDE
Autor: Paulo Henriques Britto
Editora: Companhia das Letras (tel. 0/xx/11/ 3707-3500)
Quanto: R$ 33 (96 págs.)

ANDAIMES
Autor: Milton Torres
Editora: Ateliê (tel. 0/xx/11/ 4612-9666)
Quanto: R$ 45 (200 págs.)

sábado, junho 23, 2007

Eu-lírico (4)






Theodor Wiesengrud-Adorno (1903-1969) publicou Lírica e sociedade, uma interessante contribuição da sociologia para a literatura.

Em sala de aula, por causa de péssimos professores de Literatura, a poesia não se relaciona à política, a um eu-lírico que não surge como linguagem que se opõe à cultura de massa.

"A sensibilidade do eu-lírico faz questão de que continue sendo assim, de que a expressão lírica, desvencilhada do peso da objetividade, conjure a imagem de uma vida que seja livre da coerção da prática dominante, da utilidade, da pressão da autoconservação obtusa."



sexta-feira, junho 22, 2007

Eu-lírico (3)



Para quem encara a disciplina Literatura como quem nega sua infantilização em sala de aula por meio de livros didáticos, tem o dever de ler e de reler Maurice Merleau-Ponty.

Em seu livro Signos, "a palavra não é um meio a serviço de um fim exterior, tem em si mesma sua regra de emprego, sua moral, sua visão de mundo". Para ele, a Literatura é linguagem conquistadora.

Açeçor de Comunicassão

"O deputado, vê o debate como um dos grandes passos que promovem caminhos para maior desenvolvimento da educação."

1. "O deputado, vê", mas o açeçor de comunicassão do deputado federal Henrique Afonso (PT-AC) não viu uma vírgula entre sujeito e predicado. Para um deputado que luta por uma educação melhor no Estado, seu açeçor deveria errar menor, porque ganha muito bem para comprar uns bons livros de gramática em Brasília.

Não Gosto de Louros

Amigo,

Maravilhosa é a sua coragem em criticar, isso enche de esperanças alguns, de raiva outros e pior, despertam naqueles que deveriam recebê-la como incentivo a melhora, antipatia. Continue, porém lembre-se, os louros da vitória nunca são daqueles que laboram , mas dos omissos que fazem parte da turma do amém. Tentei dizer-lhe isso no blog, mas não consegui...abraços

"Evoluir é o nosso destino"

Amiga bloguista,

Fernando Pessoa, em um de seus versos, diz que "viver é não conseguir". Não espero louros. Espero, isso sim, a forma ética e inteligente de travar batalhas por meio de palavras que, para mim, são posturas diante da vida.

Se alguns na escola lêem este blog com raiva, deveriam agir na escola de outra forma para o bem dos alunos.

Coloco a escola neste blog para que, em um futuro próximo, quem sabe, outros professores criem blogs a fim de que eles exponham a escola pública para muito além das propagandas de governo e para muito além dos gestores.

Eu vivo o cotidiano escolar, conheço bem os problemas de uma escola pública e também sei dar propostas. Sou apaixonado pelo ato inquieto de lecionar e, neste blog, jamais lancei palavras para deformar o nome de alguém. Agora, críticas, sim, eu as crio, porque tenho fome de qualidade de ensino na escola onde leciono.

quinta-feira, junho 21, 2007

Eu-lírico (2)



Em José, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos livros pedidos pelo vestibular da Universidade Federal do Acre, a linguagem poética revela um nome bíblico dessacralizado pela sua condição social de boi no campo-cidade (segunda poesia).

Oposto ao sagrado, o eu na poesia Boi não se encontra em comunhão com os outros. Os bois são incomunicáveis. No campo-cidade, não há transcedência, porque nem uma tempestade de amor cai (terceira estrofe, quarto verso).

quarta-feira, junho 20, 2007

Não sou gay, mamãe!



Sempre simpático, alegre, o professor Márcio se diverte com a seriedade de alguns, a minha, por exemplo.

Recente no magistério, espero que a geração de meu colega de trabalho lute por uma escola pública melhor "sem perder a ternura jamais" e o riso.

Sim, ele é homem.

Indigestão



Ontem, com muita fome, fui ao encontro de um sanduba. Abri, vamos dizer assim, o menu.

De cara, um erro ortográfico causou-me indigestão: "sanduiches diverços".

Sentei-me. Não quis mais o sanduíche.

Fui para casa com fome de justiça ortográfica.

Proibido blogar


Hoje, chamado a uma reunião na escola Heloísa Mourão Marques, disseram-me que é contra a lei fotograr a realidade de uma escola pública.

Hoje, um fato ocorreu no corredor escolar, mas não publicarei a foto neste blog, porque dei minha palavra.

No entanto, por favor, publicarei imagens da escola e continuarei a criticar e a propor soluções.

Na foto de hoje, incomoda-me uma parede de escola pública suja. O governo reformou a unidade escolar, mas o ex-gestor e a atual gestora não inibiram o processo de favelização na escola.

Essa parede encontra-se imunda há meses. Tenho orado e rezado para que um milagre aconteça, mas isso independe de Deus. Isso depende do compromisso cívico com o erário, com o dinheiro público.

Quem sujou?

Quem permitiu?

Quem limpará?

Quando limpará?

É contra a lei publicar essa imagem em um blog? Que seja.

Essa imagem não estaria aqui se outras leis fossem cumpridas, por exemplo, zelar pelo patrimônio público.

O ÓbviO

"O deputado cearense ainda comprometeu-se em visitar todo o interior acreano numa próxima vinda ao Acre."

1. Claro, não seria numa próxima vinda a Marte ou a Saturno.

terça-feira, junho 19, 2007

Deixei passar

"Lutar pela insalubridade para professores e funcionários de apoio"

1. Como sabemos, "insalubre" significa algo "sujo". A luta, portanto, é por salubridade, mas o errou foi publicado, porque o repórter que escreveu sempre tem razão embora não consulte os livros.

Lei 1.513

Escola não sai em jornais acreanos. Carro bate em poste quando o cachorrinho fazia xixi é matéria publicada em jornal.

Em uma das reuniões, ficou acertado que professores indicariam dois ou três nomes para que a gestora da escola Heloísa Mourão Marques escolhesse um nome para ser coordenador de ensino.

Até onde eu sei, não como cocô e não rasgo dinheiro, ainda. Bem, como não sou maluco, lembro-me dessa reunião, sem ata.

Antes de ficar internado, não havia um coordenador. Quando retornei à escola, final de abril, havia uma coordenadora de ensino, mas ela não tinha saído do acordo verbal entre professores e gestora. A palavra tinha sido quebrada.

Em seu Capítulo VI, Do Coordenador de Ensino, artigo 40, está escrito:

O Coordenador de Ensino será nomeado pelo Diretor da unidade de ensino, dentre os funcionários da escola que atendam aos requisitos dispostos no art. 39 desta Lei.

Lei desobedecida.