segunda-feira, agosto 20, 2007

Sinplac

Hoje, recebi um convite para participar de um debate sobre as propostas de uma candidatura do Sindicato dos Professores Licenciados, o Sinplac.

Infelizmente, por causa do jornal, não poderei ir. Deixo, aqui, algumas idéias.

1. O Sinplac surgiu para mostrar outros caminhos, não podendo imitar o Sinteac, viciado em um sindicalismo anacrônico. O Sinplac precisa ter outro processo eleitoral, porque, caso permaneça nesse, o sindicato ficará vulnerável à infiltração de partidos políticos;

2. Esse processo deve ser debatido em um congresso e, antes dele, a realização de debates com professores da Universidade Federal do Acre e de outras universidades;

3. Criar uma imprensa sindical autônoma, independente do sindicato e que busque recursos próprios para repensar a educação, a cultura e o movimento sindical do Acre. Uma imprensa que não seja pautada pela realidade, mas que paute a educação, a cultura e o movimento sindical;

4. Criação de um ótimo site para que filiados votem pela internete;

5. Criação de um sindicato-empresa;

6. Criação de uma auditoria no final de cada mandato.

Sem 4 aulas de dissertação

Meus alunos receberam de mim todo conteúdo de Literatura e de Língua Portuguesa para o segundo semestre de 2007. Para cada data, um conteúdo.

Na semana passada, dia 14, não apresentei aos meus alunos os modelos de introdução. Amanhã, dia 21, não apresentarei, mais uma vez, modelos de introdução.

São 4 quatro aulas. Na primeira, a causa: Olimpíada de Matemática. Na segunda, passeata.

Paciência!!! e muito blog.

Resposta da professora Osmarina


Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!


Com vc, Aldo, só a poesia resolve.
_________________________

Osmarina, não entendi a sua observação final. Gostei, porque, comigo, só a poesia resolve.

Ronda Gramatical

No jornal

"De acordo com Auxiliadora, desde de 1989 o Brasil não registra mais casos da paralisia infantil."

1. Desde de. Há um repórter na Redação que coloca "de" sempre depois de "desde". Errado. Como "desde" é preposição, não se coloca outra preposição depois; e

2. Desde 1989 o Brasil. Faltou a vírgula, porque a frase-oracional encontra-se fora da ordem sintática direta. O correto, portanto, é "
desde 1989, o Brasil".

Abusar da escola pública

Hoje, pela manhã, recebi a informação de que não haverá aula amanhã, porque a escola pública Heloísa Mourão Marques fará uma passeata contra a violência em Rio Branco.

Já pensou se as escolas públicas do Rio de Janeiro resolvem cancelar suas aulas para protestar contra a violência na terra de Tom Jobim?

O que me causa desconforto é que a escola não tem um calendário para cumprir metas e, dessa forma, buscar qualificar o ensino público. Nós não temos nem Plano Político Pedagógico. Em outras palavras, a escola que fará uma passeata contra a violência comete a violência de não qualificar seu ensino. Violência no sentido de cometer rupturas contra suas obrigaçõe e seus deveres.

Só para falar do semestre passado, meus alunos deixaram de ter 33 aulas de Língua Portuguesa. Dez aulas foram consideradas por causa da gincana. Quanto à gincana, tudo bem, porque se trata de uma atividade lúdica que incluiu, também, conhecimento.

Agora, incluir passeata como aula, convenhamos, considero abusar da coisa pública. Mesmo assim, meus alunos ficaram sem 13 aulas. Isso é um tipo de violência.
E eu não falto. Só faltei no semestre passado, porque fiquei internado e, como não sou diretor, apresentei atestado médico e pedido de internação do médico.

Não sou pago pelo Estado do Acre para fazer passeata, sou pago para lecionar, e bem, ainda que não receba tão bem. A escola ficou em luto por dois dias e teve gente que enforcou ainda na sexta, aproveitando-se de um luto. Na terça, amanhã, a escola irá parar ainda por causa desse luto.

Pior, a passeata poderá ainda servir como aula. Já serviu no passado. "Trata-se de uma aula diferente", como já ouvi.
Isso, para mim, não é aula. Isso é abusar da coisa pública.

sábado, agosto 18, 2007

Drummond e os comunistas


“Os lírios não nascem da lei”

As leis não bastam.
Os lírios não nascem da lei.
Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.


(Nosso Tempo, da Rosa do povo)

Quando o sol se pôs em 17 de agosto de 1987, Carlos Drummond de Andrade passou a ser somente palavras em páginas. Mas, na terra do samba e do futebol, brasileiro não lê nem dois livros por ano, isso significa que Drummond permanece morto em muitas livrarias, em bibliotecas.

Vinte anos após sua morte, ele só poderia estar esquecido em um mundo onde a superficialidade das palavras cria raízes profundas. Ler esse mineiro de Itabira é (des)cobrir o que o cotidiano oculta. Drummond nos revela.

Sua poesia toma formas políticas em 1935 e, em 1942, por meio do livro José, seus versos sociais intensificam-se. Para o poeta Mário Chamie, “Drummond é o nosso Baudelaire”, poeta francês que colocou na linguagem poética as multidões.

"E agora, José?", seu verso mais conhecido, representa essa multidão que com a chave na mão/quer abrir a porta/ não existe porta/ quer morrer no mar,/ mas o mar secou. Não há saída para esse nome comum, o povo. Só perguntas sem respostas.

Sua poesia social e política, entretanto, nunca foi compreendida pelos comunistas. Em O imaginário vigiado, de Dênis de Moraes, lemos que o discurso ideológico da esquerda constrange e pune a criação.

“Essa doença que lhe faz ver tudo negro, num mundo de problemas e contradições sem saída, é própria de sua gente, da classe pobre, arcaica, degenerada, moribunda”, Emílio Carréra alvejou na revista comunista Para todos contra Carlos Drummond de Andrade.

O poeta ficou no Partido Comunista do Brasil (PCB) de maio a novembro de 1945. Foi membro do conselho diretor de Tribuna Popular, mas discordou das práticas do partido. Como não havia troca de idéias, orientação, o pouco que redigia tinha destino incerto.

Mas o motivo de sair do PCB foi outro. Drummond discordou quando os comunistas defenderam uma aliança com Getúlio Vargas.

Censor

Nesse período da história brasileira, havia um censor das artes e da literatura. Membro do PC da União Soviética, ele defendia o realismo socialista, isto é, uma estética panfletária que excluía o imaginário como forma revolucionária. Seu nome, Andrei Jdanov.

Como escreveu Dênis de Moraes em seu livro, “as classes populares não devem descobrir que a força real do partido brota da castração das possibilidades expressivas do outro”. Drummond foi essa expressão de um Eu castrado pelo manual de Jdanov.

Em 17 de agosto de 1934, no 1º Congresso dos Escritores Soviéticos, as artes e a literatura recebem a sentença final de Andrei Jdanov.

“Sob a direção do partido, sob a direção atenta e diária do Comitê Central, sustentados e auxiliados incansavelmente pelo camarada Stalin, a massa inteira dos escritores acha-se unida em volta do poder soviético e do partido”, julga o representante da censura comunista no Brasil.

No livro A rosa do povo, a poesia Nosso tempo expressa que “este é tempo de partido/, tempo de homens partidos”. Partido que inibe a criação individual em nome uma ideologia panfletista. A literatura, segundo Jdanov, deve ser objetiva e objeto da luta revolucionária. A poesia é coisa. Menos para Drummond.

(...)
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
São roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir
.
(...)

(Nosso tempo)

Antes de roubarem


BLOQUEANDO SEU CELULAR

A DICA É MUITO INTERESSANTE,
ATÉ PORQUE POUCA GENTE TEM O HÁBITO DE LER

MANUAIS!

Com a venda do 'Chip', o interesse dos ladrões por aparelhos >celulares aumentou. Ficou simples para eles: é só comprar um novo chip por >um preço médio de R$ 30,00 em uma operadora e instalar no aparelho roubado. >Com isso, generalizou-se o roubo de aparelhos celulares.Segue então uma >informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam, uma espécie >de vingança para quando roubarem seu celular:Para obter o número de série >do seu telefone celular (GSM), digite *#06#Aparecerá no visor um código de >15 algarismos. Esse código é único!Anote-o, e o conserve com cuidado. Se >roubarem seu celular, telefone para a sua operadora e informe este código. >O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão >mude o 'Chip'!Provavelmente você não recuperará o aparelho, mas quem quer >que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo!Se todos tomarem esta >precaução o roubo de celulares se tornará inútil!Envie isto a todos os seus >contatos, e não esqueça de anotar o seu número de série!!>>>

Texto não é meu.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Faltei 3 & 4 & 5



Não fui

Faltei

Faltamos

Solidariedade Atrasada 2



Charge dele, o Braga. Cearense que reside no Rio de Janeiro e, como sempre, por meio de seus traços, o riso.

Várias fotos. A imagem é clonada. Milhares. Milhares. Espalha-se como metástase. Miríade de imagem. Foto. Foto. Charge. Charge.

Blog do Altino.

Solidariedade Atrasada 1


O maior blogueiro do Acre, Altino Machado, foi processado por publicar essa foto em seu blog.

Como não tenho visitado blogs nos últimos dias, eu soube tarde, mas não de mais.

Em muitos aspectos, gosto do blogueiro Altino, porque o cara incomoda. Aqui, entro na rede de solidariedade, porque esse fato correu o Brasil por meio da rede de blogs.

Bispos são condenados

Justiça americana condena casal da Renascer a 140 dias de reclusão

da Folha Online

Os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, apóstolo Estevam Hernandes Filho, 53, e sua mulher, bispa Sônia Haddad Moraes Hernandes, 48, foram condenados nesta sexta-feira pela Justiça americana a 140 dias de reclusão, mais cinco meses de prisão domiciliar e mais dois anos de liberdade condicional.

O que escrever sobre isso? Graças a Deus.

quinta-feira, agosto 16, 2007

20 anos



Em Rio Branco, Acre, a cultura neste estado não celebrará Carlos Drummond de Andrade. Hoje, 17 de agosto, o poeta faz 20 anos de morto.

Preparei um texto e publicarei no jornal A TRIBUNA no domingo e neste blog.

A esse poeta, dedico estas palavras de Octavio Paz.

A razão cria cárceres mais escuros que a teologia. O inimigo do homem se chama Razão, o "deus dos sistemas", o prisioneiro de si mesmo. A verdade não procede da razão e sim da percepção poética, isto é, da imaginação.

Na Fazenda-Expoacre

Em seu depoimento, ela disse que seu esposo João Lobato de Abre (42) passou dois meses trabalhando duro numa fazenda e retornou na tarde de quarta-feira com R$ 250, dinheiro que serviria para quitar alguns débitos pendentes.

1. Essa parte de uma matéria de jornal revela quanto uma Fazenda-Expoacre paga, sem carteira de trabalho, a um peão, a um pobre. Nome da fazenda?

quarta-feira, agosto 15, 2007

Adeus, Aldemir!

Quando soube que meu ex-aluno da Universidade Federal do Acre e colega de trabalho foi assassinado, uma tristeza me diminuiu, deixando-me do tamanho de nossas insignificâncias.

Ótimo aluno. Ótimo professor. Uma ótima pessoa.

Aldemir era muito calmo e, quando falava, emitia juízo e precisão. Gostava dele. Havia respeito entre nós. Mas havia também nele a solidão.

A vida poderia ser outra.

Ronda Gramatical





Superintendência. Superintendente.

Para quem representa instituições, erros gramaticais são péssimos exemplos.

Blog aberto à professora Osmarina


Minha Colega de Profissão, tu não doaste alimentos no bairro Airton Sena, mas ofertaste gestos para a gincana da escola.

Tu sabes muito bem que minha crítica não se destina a ti, mas àqueles que permanecem cínicos ou indiferentes à escola pública.

Desejo muito que sejas gestora da escola, porque sem organização, sem paixão, sem ordem, sem cobrança, sem autocobrança, minha colega professora, não se edifica o novo e o tradicional, a ordem e a trangressão.

Tenho certeza de que a função de gestora não fará com que o poder suba à sua cabeça e muito menos será uma função para sua conta bancária.

A escola precisa de tua afiada inteligência.

Escola pública


Hoje, houve uma reunião entre professores e coordenação de ensino. Não abri a boca.

Meus ouvidos souberam que a escola, sem verba, não tem papel, por exemplo, para reproduzir as provas. Motivo: problemas da gestão passada não foram resolvidos.

Quase dois anos. Fica assim mesmo?

Sobre os conselhos de disciplina, é preciso que a direção apresente aos professores o calendário com as datas para as reuniões.

Outra questão. Quem coordenar os conselhos deve dar rumo à área, ou seja, formalizar por escrito o que pretende e o que executará em sua gestão. Caso algum professor não goste, quando for o coordenador, poderá alterar e melhorar o trabalho anterior do colega de profissão.

Agora, quem for coordenador deve saber o que está fazendo para apresentar resultados, por exemplo, em produção textual. Esse resultado, por sua vez, deverá ser observado no texto dos alunos no final do semestre, isto é, na prova diagnóstica de redação.

Faltei 2






Não fui

Faltei







O pior cego é aquele que se recusa a ter cão

Quem dá aos pobres fica com menos

Há males que vêm para piorar

Mais vale tarde do que muito mais tarde

Cada macaco com a sua macaca

Quem tem boca vai ao dentista

Águas passadas já passaram

Depois da tempestade, vem a gripe

terça-feira, agosto 14, 2007

Camisinha não protege

Hoje, a polícia de Rio Branco revelou o provável assassino de Francisco José Dantas, de 31 anos. Seu nome, Rafael Pereira de Abreu, de 22 anos.

Segundo http://www.ac24horas.com, entre os dois, havia um preço acertado para Rafael prestar um serviço sexual. Na condição de ativo, Rafael receberia R$ 800. Dantas, no entanto, pagou bem menos: R$ 182.

Se isso é verdade, a morte de Dantas, que distribuía camisinha para que jovens se prevenissem contra a aids, revela as conseqüências trágicas de um prazer amoral e, para esse prazer, o uso da camisinha não tem serventia.

Ainda que Dantas e Rafael usassem camisinha, ela não os preveniria contra a desmedida do prazer, do apetite sexual. Camisinha não protege o indivíduo do execesso ou de um "acordo sexual".

Prevenir-se contra a aids, passa por valores humanos que protegem a alma. Sem esses valores, sexo é violência, intriga, sujeição, domínio, acordo. Morte.

Faltei 1




Não fui

Faltei