sábado, novembro 24, 2007

Uma nova gestora

Após 15 anos na escola estadual Heloísa Mourão Marques, a professora Osmarina, de Geografia, ganhou a eleição à gestora com uma vantagem enorme sobre a atual administradora, professora Lúcia - 613 votos contra 189 ou 61,21% contra 29,49%.

Trata-se de rejeição incontestável. Na eleição anterior, a professora Lúcia recebeu 61,02%. Mas a gestora não soube ir ao encontro dessa maiora e, para a professora Osmarina, perdeu feio. Isso indica que a escola deseja transformações profundas, por exemplo, qualidade de ensino.

Lúcia errou demais: centralizou ações, ausentou-se muito da escola, agiu em muitos casos de forma arbitrária. A resposta não poderia ser outra: crítica explícita e velada. A professora Lúcia deve ter aprendido que diretor de escola também é criticado, porque, hoje, o Acre é outro. O mundo não pára.

"Na próxima-semana, os professores escolherão seu coordenador de ensino", declarou a professora Osmarina. A ex-gestora negou-se a isso, chegando a infrigir a Lei 1513, isto é, seus coordenadores não pertenciam ao quadro de funcionários da escola.

Como professora de Geografia, Osmarina sabe que existem erosões na escola. Ela precisará plantar paixões para que o solo germine qualidade de ensino. "Precisamos transformar a escola para que ela seja uma das melhores do Acre", crê Osmarina.

Para quem deseja ser vencedor, o trabalho exige constância de todos. Que a sua vitória seja maior ainda após quatro anos. A escola HMM precisa ser outra no final de quatro anos. Em 2006, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sua colocação, mais uma vez, deixou a desejar.

Entre as dez escolas públicas, sua Redação ficou na sexta posição.

Redação de 2006

1. Rodrigues Leite - 43.94
2. Barão do Rio Branco - 39.57
3. Lourenço Filho - 37.57
4. Glória Perez - 37.05
5. Ribamar Batista - 35.44
6. Heloísa Mourão Marques - 35.15
7. João Aguiar - 34.96
8. Henrique Lima - 33.82
9. Humberto Soares - 32.92
10. Leôncio de Carvalho - 30.76

Com as particulares, ela desce.

Particulares
1. Meta - 53.37
2. Lato Sensu - 52.73
3. Imaculada Conceição - 50.46
4. Alternativo - 47.82
5. Fundação Bradesco - 45.77
Públicas
6. Rodrigues Leite - 43.94
7. Barão do Rio Branco - 39.57
8. Lourenço Filho - 37.57
9. Glória Perez - 37.05
10. Ribamar Batista - 35.44
11. Heloísa Mourão Marques - 35.15
12. João Aguiar - 34.96
13. Henrique Lima - 33.82
14. Humberto Soares - 32.92
15. Leôncio de Carvalho - 30.76

Em 2012, desejo ver a escola HMM acima das escolas particulares.

Final

Pela brecha da janela

Começou às 21 horas e terminou às 23h31. Pela brecha da janela, os eleitores encontravam os números favoráveis por meio das expressões faciais.

"O professor Gleidson está sorrindo demais, isso quer dizer que a Osmarina ganhou", sentenciou um aluno.

Ele acertou. Por quatro anos, a escola pública Heloísa Mourão Marques será administrada pela professora Osmarina.

Olhe também pela brecha da janela.

Eleição da Escola HMM

Professora Lúcia
Professora Osmarina

Alunos: 136
Alunos: 541

Pais: 10
Pais: 18

Pais e alunos: 9,40%
Pais e alunos: 35,97%
_____________________________

Funcionários: 30
Funcionários: 15

Professores: 13
Professores: 39

Funcionários e professores: 20,09%
Funcionários e professores: 25,23%

Total: 29,49%
Total: 61,21%
_________________________

quinta-feira, novembro 22, 2007

Expressionismo














Visitar um museu de belas-artes? Entre nós, não há Van Gogh. Não há quadros. Não há arte, beleza.

Somos um país rico... rico em miséria social.

O Expressionismo (re)toma para si conceitos do pré-romantismo, um deles: a subjetividade.

Mas o que é?

Em seu manifesto, publicado em 1918, Kasimir Edschmid escreve que "ninguém duvida de que a essência das coisas não seja a sua realidade exterior. A realidade tem que ser criada por nós". No entanto, ainda que criada por nós, ainda que haja a força do subjetivo, isso não exclui a universalidade.

Subjetivo, aqui, portanto, não implica fazer o que deseja, mas a inquietude da criação implica buscar o novo universal.

Palavra



Repare, a palavra na escola não é preservada.

Da "fanfarra", ficamos só com "RR".

Aqueles que são diretores deveriam deixar o cargo com a escola pública muito limpa. Limpíssima!

Osmarina & Lúcia















Hoje, eu soube que os professores Gleidson (Matemática) e Aires (Física) retiraram suas candidaturas para apoiar a professora Osmarina (Geografia).

Gleidson colocou os números sobre a mesa e concluiu que a maioria dos funcionários poderia (re)colocar a professora Lúcia na direção da escola Heloísa Mourão Marques por mais quatro anos.

O professor Aires, por sua vez, usou a Física para descobrir que seu corpo e o do candidato Gleidson, segundo os funcionários de apoio, estavam em queda livre.

Como a professora Osmarina tinha mais voto do corpo docente, Matemática e Física cederam terreno à Geografia da Osmarina.

Amanhã, dia de votação. Que ela vença. Quem? Ela, a...

democracia.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Alunos(as) & Candidatos(as)

Que desejo incomprável e inalienável de um dia ver a escola Heloísa Mourão Marques como uma das melhores do Acre. Que desejo!

Que desejo de apreciar meus alunos vitoriosos.

Ainda neste ano, deveríamos saber quantos se submeterão ao vestibular da Universidade Federal do Acre, quantos farão uma boa e ruim redação.

Por quatro anos, o novo diretor ou a nova diretora deverá imprimir na vida desses jovens qualidade de ensino, cobrando de alunos e de professores.

Ouça o último debate e...


Alunos(as) & Candidatos(as)



Na próxima eleição, precisará haver mais organização entre os alunos. Houve muita desordem por parte de alguns estudantes. A maioria soube se comportar.

As perguntas do corpo discente foram escritas, e a comissão eleitoral lia antes para permitir ou proibir. Penso que as perguntas poderiam ser elaboradas em sala com orientação dos professores. Em outras palavras, organização prévia.

Deve-se priorizar a qualidade de ensino por meio de perguntas.

CandidatAS(os) & AlunAS(os)



Nessa filmagem, o início do encontro entre candidatos e alunos. Auditório cheio, e uma minoria de alunos bagunçou. Ainda sim, pulsaram as virtudes da nossa jovem democracia.

Coloque um fone e ouça as vozes da democracia.

terça-feira, novembro 20, 2007

Eleição Escolar Exposta

Filmar uma eleição escolar. Em casa, ouvir o que cada candidato falou. Não gravei mais, porque a energia do celular terminou bem antes.

Filmei o começo do debate entre os candidatos a gestor da escola Heloísa Mourão Marques. De forma muito educada, o encontro não se submeteu a agressões verbais, mas a questionamentos e a um fenômeno social interessante: fofoca.

Alunos não votarão em certos candidatos, porque espalharam que serei coordenador de ensino de um dos dois. No debate de hoje, neguei tamanha mentira. Sou candidato a professor - e professor que deve ser submetido a uma avaliação séria na unidade de ensino.

Aluno deve avaliar professor por questionário.

Surpreendeu-me a fala de uma candidata. Ela afirmou que não chegará às 7 horas para trabalhar, porque, por ficar na escola até as 22h30, não tem condições de estar cedo na escola. Não filmei essa parte, porque a bateria do celular terminou.

Muitos funcionários, segundo informações, fecharam com a professora-candidata Lúcia, mas ela tem poucos votos de professores e de alunos.

O professor Aires divide com a professora Osmarina os voto dos alunos, sendo que o professor Gleidson supera os dois nesse setor. A educadora Osmarina perde voto do pessoal de apoio.

A professora Rosângela, por meio de uma prévia, obteve menos voto.

Abaixo, a filmagem amadora de um debate a que muitos assistirão em suas casas, em uma lan house. A isso, chamo TRANSPARÊNCIA. Falar e assumir o que fala diante de uma filmadora de celular. Coloque o fone e ouça.

Que tempos!!!

Alunos, gravem! (2)

Reuniões na escola devem ser filmadas. Conselho Escolar, filmado. Aulas, filmadas. Expor todos. Tudo. A verdade não se esconde.

Alunos, gravem! (1)

Sala filmada. Aulas filmadas. Não temos o que esconder. Não há lei municipal que regulamente isso. Filmar a escola pública. A palavra registrada para todos. Filmar o que é dito. Filmar para revelar. Filmar.

Na escola Heloísa Mourão Marques, os candidatos se apresentam e expõem suas idéias.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Ranking do Poder Legislativo Estadual

Assembléias das capitais que gastam menos por contribuinte:

1. São Paulo SP R$ 68,38

2. Salvador BA R$ 70,20

3. Belém R$ 71,27

4. Fortaleza R$ 80,18

5. São Luís R$ 86,21

6. João Pessoa R$ 86,61

7. Curitiba R$ 93,17

8. Recife R$ 93,45

9. Manaus R$ 95,91

10. Teresina R$ 96,63

11. Belo Horizonte R$ 96,65

12. Distrito Federal R$ 99,14

13. Maceió R$ 104,43

14. Porto Alegre R$ 106,44

15. Rio de Janeiro R$ 109,23

16. Cuiabá R$ 114,18

17. Natal R$ 119,26

18. Vitória R$ 120,92

19. Goiânia R$ 121,55

20. Campo Grande R$ 130,39

21. Aracaju R$ 132,41

22. Porto Velho R$ 132,96

23. Palmas R$ 151,76

24. Florianópolis R$ 155,31

25. Macapá R$ 174,48

26. Rio Branco R$ 176,50

27. Boa Vista R$ 224,70

Eleição escolar

O próximo gestor ou gestora da escola Heloísa Mourão Marques precisará tomar medidas urgentes quanto aos recursos financeiros da escola. Essa unidade de ensino encontra-se inadimplente, ou seja, deram calote e não resolveram o problema.

Sem dinheiro, a escola não tem papel sequer para imprimir provas. Alguns professores fazem por conta própria. "Eu gasto dinheiro para entregar as provas aos alunos", declarou uma professora, que pediu para LÍNGUA não publicar seu nome.

Resolvido esse problema, a escola, segundo alguns candidatos, deverá criar seu site para colocar seu orçamento e suas despesas. "Em plena época tecnológica, nossa escola não tem um site para dar satisfação à sociedade", reclama o professor Gleidson, um dos candidatos.

Mas ele não está sozinho. Outro candidato, o professor Aires, afirmou que, uma vez diretor, criará um site da escola. "O professor, se quiser, colocará seu blog hospedado no site da escola para quem quiser acessar."

Imagine uma reunião de professores filmada para ser exposta em um blog. "Não tenho nada contra a transparência, contra a democracia, a escola precisa ser vista por meio da internete", sentencia a professora Osmarina.

Elas têm 15 anos

.+.+.+.+.+ESSA AI É A ESCOLA Q NÓS ESTUDAMOS ONDE TEM OS INQUISIDORES, OS CORDENADORES DISCIPLINAR Q Ñ PODE NOS VER DE SHORTINHO Q VEM CORRENDO P/ NOS VER D PERTO TENHO CERTEZA Q DEVE ENTRAR NO NOSSO ORKUT E VÊ AS NOSSAS FTS E VEM CONFERIR SE SOMOS TUDO ISSO, ELES ESTAO NOS DESCRIMINANDO POR CAUSA DO NOSSO ORKUT E DO NOSSO FLOG O PROBLEMA Ñ É NOSSO UNIFORME PQ TODO MUNDO USA IGUAL A GENTE ATE A GENTE DE CALÇA COMPRIDA ELES NOS PERSEGUE ESTAMOS PRECISANDO DA AJUDA DOS NOSSOS AMIGOS DA NET, P/ Q TODOS VCS POSSAM DIVULGAR OQ ESTÁ ACONTECENDO CONOSCO, QUERIAMOS Q VC PEGASSEM A FOTOGRAFIA E OQ NÓS ESCREVEMOS E COLOCASSE NO ORKUT DE VCS P/ Q TODOS FIQUEM SABENDO Q ESTAMOS SENDO PERSEGUIDAS, HUMILHADAS E MALTRATADAS Q Ñ TEM UM DIA SE QUER Q AS CACHORRRAS TENHA Q SAIR DA SALA ESCURRAÇADA PELOS COORDENADORES "CARLAO", "LUÍS MONITOR" E "EDUARDO" UMA ESCOLA Q SE DIZ CATOLICA TRATANDO O SER HUMANO DESSA FORMA SE VCS NOS AMAM AGORA TA NA HORA D VCS DEMONSTRAREM O AMOR Q SENTEM PELAS CACHORRRAS NOS AJUDE POR FAVOR+.+.+.+

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O que dizer de duas garotas de 15 anos que se denominam cachorras? Elas são irmãs e, no orkut delas, todos podem apreciar imagens sensuais de menores de idade que desejam ser, repito, cachorras.

Em uma foto, estão com a mãe.

Sobre isso, a escola é inocente.





Ronda Gramatical

Caso seja detectado algum erro no Cartão de Informações, por equívoco da COPEVE, o candidato deverá solicitar, de imediato, junto à COPEVE a correção do mesmo, logo após sua impressão, ou até 48 horas após o término do período de acesso (30/11/2007).

1. O aluno não deverá solicitar "junto à", porque significa "perto de". Ele solicitará na Copeve.

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De um bloguista (2)

Se configurar verdade, não será a primeira vez que tentaram, às escuras, tramar contra um professor da escola. Fazem dessa forma porque sabem que, se vier à tona antes de conseguirem seus objetivos, muitos criticarão e se oporão a essa forma ilegal de agir.

Não pedem opinião sobre sua forma de agir porque sabem do erro que estão cometendo, mas seu "superpoder" lhes cega. Mas, boas notícias: os alunos vêem como a escola jaz abandonada e não desejam que ela continue assim. Não por mais quatro anos.

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Bloguista, a fonte é muito segura, confiável. Eu só publiquei neste blog depois que outra fonte confirmou. Sendo assim, com duas fontes, publiquei a forma como uma coordenadora de ensino age em uma instituição de ensino contra um professor.

Na escola, muitos professores não se expõem por causa do medo de arbitrariedades. Ora, vivo em país livre e minha crítica, sendo ética, sendo a partir de fatos, sendo a partir de fontes, não pode se calar, porque direção de escola pública é tão importante quanto Assembléia Legislativa.

Péssimos diretores precisam ser expostos. Ótimos diretores também.

A postura da coordenadora Gisélia é lamentável. Se não me deseja na escola, pelo menos que procurasse caminhos justos, trâmites legais.

De um bloguista (1)

Os recursos da Web 2.0 (blogs, orkut, youtube, entre outros) assustam aqueles que imaginam que o computador é uma televisão mais bonitinha. Alguns de nossos alunos estão anos-luz a nossa frente e é relaxamento não se interar a esses novos meios de comunicação e liberdade de expressão.

Meios que, inclusive, permitem uma tal transparência que amedronta os que insistem em viver na idade da pedra.A ssisti ao vídeo gravado pelo celular do aluno. Fiquei impressionado com a atitude de alguém que nunca assistiu a uma de tuas aulas, nem pediu que alguém assistisse, criticasse tua forma de lecionar e pedisse àqueles alunos que gostam de tua aula se retirassem.
Até onde sei, a grande maioria saiu do recinto. Restaram poucos. Lembrei da lei complementar nº 39/93, que em seu artigo 167 diz que "ao servidor é proibido promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição". Que se cumpra a lei.

Democracia não é só eleição

De ALBA ZALUAR

BASTA TER ELEIÇÕES para um país ser considerado democrático? Não, dizem os cientistas políticos que comparam regimes pela história afora. Adam Przeworski argumenta que só é democrática a eleição em que há contestação porque há mais de um partido competindo pelo poder.

E, claro, alternância de partidos no poder. Outro modo de comparar países é a maturidade de seu regime político. A idéia é que um país acumula experiências de resolução democrática de conflitos pelos anos ininterruptos de democracia. Isto quer dizer respeito às regras estabelecidas no jogo democrático, sem mudanças de última hora para servir aos interesses dos poderosos.

A idade da Constituição torna-se importante porque revela o respeito que os competidores têm pelas regras do jogo ali estabelecidas. O país que muda as regras ao sabor dos interesses eventuais e momentâneos, de quem pode manipular o Legislativo com o seu poder, não pode ser considerado um país de democracia consolidada.

Por fim, como nos jogos esportivos em que todos os participantes, inclusive o público torcedor, não optam por vencer a qualquer custo, o que importa é a confiança nas instituições envolvidas e a cooperação entre os parceiros.

Quando não confiam nos parceiros, as pessoas procuram tirar o máximo de proveito pessoal sem se importar com a legitimidade dos seus atos, nem com os efeitos perversos deles sobre os demais. Vale tudo: oportunismo, blefes, doping, clientelismo, manipulação, o que pode chegar às raias de uma tirania mal disfarçada quando é comandada por um projeto político secreto e opaco.

E é principalmente o tempo (constitucional, legal) que conta para transformar os indivíduos em parceiros confiantes e cooperativos. Porque é assim que se aprende como todos ganham quando respeitam as regras e agem para fazer prevalecer a ética da confiança e da cooperação. Impossível pensar em combate à desigualdade sem esta ética. Só as sociedades organizadas para obter o bem comum, mesmo que a longo prazo, livram-se dos predadores que só agem em busca de resultados imediatos.

Só nas sociedades em que o jogo parlamentar é limpo, transparente e previsível, a crença dos eleitores em seus representantes nutre a confiança nas instituições do país e suas leis. Só assim deixa de ser imprescindível a coerção constante da polícia legitimamente armada, porque bastam os limites internos que cada um carrega dentro de si. Só assim, sem o uso excessivo da força nem a manipulação do poder, evitam-se as violações e a autofágica prevalência dos interesses individuais dos predadores habituais.

ALBA ZALUAR escreve às segundas-feiras nesta coluna.