sábado, agosto 08, 2009

Com a palavra, deputada Perpétua Almeida











Há dias, Carioca (PT), assessor do governo, declarou que não existe o Estado de direito em Cruzeiro do Sul. A deputada federal Perpétua Almeida (PC do B) pediu a Carioca calar a boca.

O que falar, deputada, depois desta matéria?

Tarifa de táxi revolta população de Cruzeiro do Sul


A população de Cruzeiro do Sul e as pessoas que visitam a cidade reclamam das tarifas dos taxistas. Como não existe tabela de preço, os taxistas cobram as corridas sem critério definido.

Não é por outra coisa que agentes do Inmetro de Rio Branco estão recebendo as reclamações e prometem averiguar in loco as irregularidades. Na verdade, os taxistas, simplesmente, não cumprem o Decreto 276, de 3 de dezembro de 2008, que define as tarifas remuneratórias dos serviços de táxi do município.

Segundo o decreto, a parte fixa, ou seja, a bandeirada custa R$ 2,50, com valor de R$ 2,30 por quilômetro rodado na bandeira um, e custa R$ 2,90 por quilômetro rodado na bandeira dois. A hora parada deve custar R$ 25 para o usuário desse tipo de transporte. O decreto foi assinado ainda na gestão da ex-prefeita Zila Bezerra.

Os taxistas de Cruzeiro do Sul também estão obrigados pelo decreto a utilizar o taxímetro, o que a maioria não cumpre. Eles tiveram, aliás, um prazo de três meses para se adequar ao decreto, mas decidiram ignorá-lo.

Além desrespeitarem o decreto na íntegra, os representantes da categoria, em nome do sindicato, até lutam para derrubar o decreto e manter as cobranças irregulares do jeito que estão. E, a cada dia que passa, as reclamações contra eles se acumulam nos órgão de defesa do consumidor. Em Cruzeiro do Sul, o Procon existe há pouco tempo.

O decreto da prefeitura foi elaborado por uma exigência da Lei 247, de 24 de dezembro de 1998, devidamente aprovada pela câmara de Cruzeiro do Sul. As tarifas somente foram definidas após estudos do Departamento de Transporte Público.

Uma comissão está sendo formada para pressionar as autoridades e para que órgãos responsáveis exijam que os taxistas cumpram a lei e respeitem os usuários.

Saudade de...












Depois da lavagem de roupa entre o desqualificado Renan Callheiro (PMDB-AL) e o bom moço Tasso Jereissati (PSDB-CE), espero que Heloísa Helena (P-SoL-AL) retorne ao Senado na próxima legislatura.

A impaciência também tem seus direitos, PRINCIPALMENTE, contra Sarney e Renan. Da voz inquieta e provocadora de Helena, meus ouvidos sentem falta.

sexta-feira, agosto 07, 2009

O progreço

Foto do professor-doutor Carlos Alberto Alves de Souza












Se existe alguém neste Acre que ouve os que vivem à margem do poder econômico, ele se chama Carlos Alberto. Mantemos uma relação de respeito mútuo há 17 anos, eu o conheci quando comecei a lecionar na Universidade Federal do Acre, Rio Branco, isso foi em 1993.

Gosto de sua amizade porque ele sugeriu a meus olhos bons livros. Bons amigos sugerem boas páginas.

Em uma recente interessante conversa, ele apresentou-me algumas fotos de sua viagem pelo interior do Acre. Acima, três crianças, à margem de uma estrada a ser asfaltada, estão prontas para ir à escola.

O progresso, segundo os políticos, é a estrada.

Pedi ao Carlos Alberto para enviar uma foto que mostra a estrada já asfaltada. Não a recebi. Nessa segunda foto, à margem do progresso asfaltado, as mesmas crianças caminham descalças e sem uniforme.

Essa estrada segue em direção a Cruzeiro do Sul, ele não disse o local exato.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Liberdade de expressão

O que seria “ir mais fundo na questão” da democracia?

Ivo Lucchesi – A mídia, principalmente, se esforça em alardear a vigência do exercício democrático. Para tanto, ela exalta a "liberdade de expressão". Curiosamente, no Brasil, não se usa "liberdade de pensamento". O que define democracia não se situa nos limites da "expressão". A questão é saber se o indivíduo foi educado para libertar o "pensamento". Em caso contrário, ele apenas expressará livremente conteúdos que, na raiz, já foram delimitados.

terça-feira, agosto 04, 2009

Duas mulheres e um Sinplac

Professora Alcilene ou professora Luziele?

Presidenta do Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (Sinplac) por duas vezes, a professora Luziele busca manter-se na posição pela terceira. Infelizmente, o estatuto (errado) do sindicato permite esse abuso. Sou contra o continuísmo.

A professora Luziele, nesse longo tempo, mostrou-se incapaz de criar novas linhas para o jornalismo sindical. Se (ótima) informação é essencial não só para os filiados mas para a sociedade, a atual presidenta permaneceu indiferente a um jornalismo inteligente, irreverente, ético e abusadamente criativo.

Em sua gestão, o Sinplac não tem um sítio (o português de "site"). Não falo de blogue, mas de um sítio muito elaborado. Sem trilhar o caminho da informática, o Sinplac, submetido a duas gestões da professora Luziele, perdeu o "mouse" da história.

No lugar de uma Redação independente do sindicato, compra-se, sem minha autorização e sem a autorização de outros filiados, um terreno por R$ 80 mil. O que é prioritário para o Sinplac? Não penso em R$ 80 mil para isso. Penso que o sindicato, além do dinheiro dos filiados, precisa criar receita.

Por causa desses dois exemplos, não votarei na atual presidente.

E a professora-candidata Alcilene? Eu lhe disse que ela cometou um erro crasso ao ir para o Sinteac. Por outro lado, ela foi a primeira presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac) submeter as contas do sindicato a uma auditoria embora não tenha feito isso quando presidenta do Sinplac.

Ela possibilitou a mim (des) cobrir o que fazem com o dinheiro dos filiados. Publiquei a matéria neste blogue e no jornal Folha do Acre. O Sinteac Bank chegou até a emprestar dinheiro.

Outro erro: ser candidata à vereadora, confirmando aquela velha imagem de pessoas que passaram por sindicatos para chegar à política.

Ainda sim, penso que ela aprendeu e pode retornar ao Sinplac para possibilitar um novo jornalismo sindical e uma nova forma de organizar o Sinplac. Caso as transformações não ocorram, este blogue estará aqui para criticar até a própria mãe, dona Dilma Tavares do Nascimento.

Voto na professora Alcilene.

segunda-feira, agosto 03, 2009

E agora PT?

Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7 mil e um diretor, R$ 8 mil - os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.

Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.

Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo. Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.

Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas - um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.100 mensais. A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo - a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente.

Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

(Folha de S.Paulo)

Resposta a um ânonimo

1. Vc. faz uma análise errada, quando coloca ALCILENE e LUZIELE num mesmo saco. Existem grandes diferenças entre elas. A Prof. Alcilene, é guerreira, sempre pautou suas administrações com transparência prestando contas trimestralmente de suas ações, nunca deixou os associados sem notícias das contas do sindicato (...);

Anônimo, no texto 2, o senhor foge ao assunto, porque a questão não é prestar conta a cada três meses. Eu não me refiro a isso. Eu me refiro a uma auditoria, e isso o senhor reconhece em seu primeiro.

2. Vc ja teve provas da honestidade dela, quando vc procurou fazer uma reportagem sobre a auditoria do SINTEAC e ela colocou todo o setor financeiro daquele sindicato para vc fazer suas pesquisas. E o resultado vc não teve coragem de publicar. faça uma reflexão e não agrida a imagem de uma pessoa honesta, distorcendo os fatos e a comparando com pessoa sem escrúpulos e alto egocentrista.

Anônimo, o senhor não leu a matéria que publiquei no jornal "Folha do Acre" e em meu blogue. Não publiquei em outros jornais porque fui impedido. O senhor não leu, mas eu publiquei a matéria sobre a auditoria nas contas do Sinteac. Ninguém está agredindo aqui, estou é afirmando que Alcilene e Luziele assemelham-se porque não submeteram suas contas a uma auditoria, e isso o senhor mesmo reconhece.

3. (...) é muito natural, não é caro professor? mas vc. deveria fazer as devidas comparações honestamente e não políticamente. A professora Alcilene fez auditoria no SINTEAC e foi severamente punida e perseguida e não me lembro de que vc. tenha saído em defesa da professora. não escreveu uma linha sobre a sua dignidade em denunciar os desmandos do SINTEAC. vc. não pode falar que a ALCILENE não fez prestações de contas no SINPLAC, pois a mesma publicava no informativo do SINPLAC todos os movimentos financeiros do sindicato. é indigno, vc comparar a ALCILENE com a LUZIELE. a ALCILENE tem história no sindicato, é digna , honesta e não merece ser tratada como farinha do mesmo saco, como vc fez.

Anônimo, publicar informativo não se equivale a uma AUDITORIA.

4. Quem mandou as notas não foi o Prof. Edileudo. EU, não quiz criar nenhuma polêmica sobre o caso. Não entenda assim.apenas queria e quero deixar claro que a Prof. ALCILENE GURGEL nunca em sua história em defesa do sindicalismo, praticou alguma ilegalidade. E a sua resposta, insistindo em uma auditoria, leva-nos a pensar que vc. tem alguma acusação a fazer e não a torna público. Se tem alguma coisa contra a PROF. ALCILENE, torne público, de conhecimento a nossa categoria. Agora ficar lançando indiretas, não é legal. e muito menos compará-la à LUZIELE é um absurdo. É a treva. Até onde sei vc. tem respeito pelo trabalho da prof. ALCILENE, que houve para atacá-la desta forma vil. Reflita mestre. DEUS castiga o "iníquos".

Anônimo, não não sou de lançar indiretas, apenas é fato que as duas não submeteram o sindicato a uma auditoria. É só isso, nada mais, entendeu? A comparação relaciona-se a ausência de auditoria.

Em uma campanha, não posso escrever aqui que uma é indigna e que outra é honesta. Prefiro trilhar o caminho das ideias. No caso de uma auditoria, as duas negaram esse procedimento em suas contas. Isso não é acusação, é um fato.

Espero ter sido claro para que minhas palavras não sejam deformadas pela dipersão de sua argumentação.

sexta-feira, julho 31, 2009

O Sinplac não foi criado para isso

Marcada para 30 de setembro, a eleição do Sindicato dos Professores Licenciados do Acre tem duas candidaturas: a da atual presidente, professora Luziele; e a da atual vice, professora Alcilene.

Criado por causa dos erros do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac), o Sinplac comete erros semelhantes e não aponta caminhos opostos do concorrente. Um erro, as brigas internas entre Luziele e Alcilene.

Quando a professora Rosane foi a primeira presidente, disse-lhe que ela deveria buscar um caminho que propusesse uma nova organização sindical para, por exemplo, escolher seus representantes. Em vão.

O processo eleitoral não pode ser o atual, porque ele acirra conflitos pessoais, empobrecendo a democracia sindical. Como a professora Rosane não se antecipou aos fatos, eles, hoje, apresentam-se em forma de acusações mútuas entre as professoras Luziele e Alcilene.

As duas estão erradas

Duas mulheres que não ergueram um Sinplac oposto ao modelo sindical criado pelos homens. Antes de sair do sindicato, a professora-presidente Alcilene não submeteu o Sinplac a uma auditoria, deixando, segundo a oposição, uma dívida de R$ 80 mil.

A professora Luziele sempre seguiu esse caminho errado. Em sua segunda gestão, jamais permitiu uma auditoria em sua administração. Nesse sentido, assemelha à gestão anterior.

Dinheiro de terceiro deve ser administrado com muita clareza, por isso existe auditoria. Não promover uma fiscalização imparcial e ética nas contas do Sinplac representa para mim uma desonestidade daqueles que administram o dinheiro dos outros.

Na condição de filiado, tenho o direito de saber o que fazem com a minha contribuição mensal.

Um procurador público pode...

terça-feira, julho 28, 2009

E a auditoria no Sinplac?

A presidente do Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (Sinplac), professora Luziele Alvez Dias, candidata-se pela terceira vez para continuar na função. Até hoje, não houve uma auditoria nas contas do sindicato.

Como filiado que paga ao sindicato, eu deveria saber o que ocorre com o (meu) dinheiro administrado. Não submeter o Sinplac a uma auditoria é cair no mesmo erro do Sinteac. Luziele, nesse sentido, não aponta um caminho novo, reproduz o mesmo engano.

A eleição está marcada para 30 de setembro.
Lamentável.

domingo, julho 26, 2009

O exibicionismo de uma classe social

De Aldo Nascimento
Fotos de Debora Mangrich

Ontem, sábado, dia 25 de julho, abriram-se as porteiras da Expo-Acre com a tradicional calvagada. Donos de vastas terras bovinas, fazendeiros com suas famílias ricas e empresários ao galope do lucro exibiram as marcas da pecuária na avenida que leva o nome - que ironia! - Chico Mendes.














Por essa avenida, jamais assistiremos ao desfile do seringueiro. Em seu lugar, o pecuarista, o dono da festa, atravessa Chico Mendes com seus cavalos, caminhões, quadriciclos e caminhonetes em nome de uma festa que não é popular, por isso o povo humilde, à margem da avenida, só assiste à opulência daqueles que ostentam poder. Pobre não desfila a cavalo.









Quem conhece a avenida Chico Mendes sabe que se trata de um corredor de bairros periféricos e, justamente através desse corredor, os ricos pavoneiam-se com seus chapéus caros, suas botas de couro, suas calças bem-justas com seus cintos de cowboy. O pecuarista é country. Ele não tem nem o linguajar do homem do interior acriano.
Nesse momento, à margem da avenida, os pobres do Taquari não desejam justiça social, mas tão-somente o desejo (reprimido) de consumir a moda country. Ricos não só exploram - seduzem.

Quando a Expo-Acre chega a cavalo, lojas de roupa não expõem a moda seringueiro em vitrinas de Rio Branco, mas a moda norte-americanizada do pecuarista country. Seringueiro não tem bens culturais que possam circular em forma de roupa. Seringueiro tem museu, símbolo de sua imoblidade cultural.

Por causa disso - e mais -, não existe a Expo-Acre do seringueiro e, se não existe, ele não desfila na avenida Chico Mendes. O seringuerio não tem nada para mostrar, a não ser o seu museu, seu túmulo.

Muitos podem ver a Expo-Acre como uma festa - o deputado Moisés Dinis (PC do B) a viu, por exemplo, como festa popular -, mas eu a vejo com o lugar onde se sepulta um outro mundo rural - o do caipira, imagem oposta à do homem cowboy.








Em Xapuri, porque o gado se alimenta em reserva extrativista, os ideais de Chico Mendes pastam em uma reserva que leva seu nome. A festa do boi de rodeio não deixa de ser menos nociva do que um gado em uma reserva, porque, por meio dessa festa, o pecuarista country, sabemos, não derruba a floresta, mas substitui o homem rural caipira pelo homem rural das botas de couro, das calças com cinto e fivela, da música das duplas sertanejas.








A Expo-Acre é um processo de aculturação do homem simples do interior, uma forma alegre de se esquecer do caipira.

sábado, julho 25, 2009

"Feche a matraca, Carioca!"











Deputada comunista manda
Carioca (PT) fechar a matraca

Texto de Gleiciane Cunha

"Está na hora dele fechar a matraca e falar apenas do que conhece, porque de Cruzeiro do Sul esse nosso amigo não conhece nada", declarou ao jornalista Mariano Maciel, em entrevista nessa quinta-feira, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC). Ela referia-se ao assessor do governo estadual, Nepomuceno Carioca.

Ele teria dito a um jornal de Rio Branco que "não há estado de direito em Cruzeiro do Sul", segundo o assessor "o Partido dos Trabalhadores sofre represálias no município, porque cobra dos comerciantes o imposto devido".

"As pessoas precisam conhecer melhor Cruzeiro do Sul. Saber como os empresários de lá dão duro, e a população se esforça para que a cidade evolua", disse. Perpétua lembra que "há algum tempo uma deputada do PT (Naluh Gouveia) disse que na região de Cruzeiro do Sul a droga corria solta, e que as pessoas enriqueciam a custa de (venda) de drogas". Indignada ela conta que "dessa vez também um dirigente do PT diz que no município não existe estado de direito. Acho isso um absurdo" afirma a deputada.

Para a parlamentar, a cidade não pode ser avaliada mediante aos fatos que ocorrem com algumas pessoas. "Porque um ou outro têm problema com a justiça, não se pode achar que todos têm o mesmo problema". Na sua opinião, a declaração de Carioca é uma falta de respeito, porque, segundo avalia, "aquela região tem um povo batalhador, que vive em uma área isolada do estado do Acre e até do país, e que luta para sobreviver e sustentar seus filhos".

Perpétua garante que a opinião de Carioca não é a mesma da Frente Popular (união de partidos que apóiam o governo estadual). "Esse cidadão deveria vir a público pedir desculpa às pessoas, e falar apenas do que conhece. Estamos todos unidos para melhorar Cruzeiro do Sul. O que queremos é unir esse estado de ponta a ponta", finaliza. De acordo com a comunista, a conclusão da estrada (referindo-se a BR-364) que liga Cruzeiro do Sul a capital, está prevista para 2010.

sexta-feira, julho 24, 2009

A turma A fora da pauta sindical













1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39 e 40.

Quarenta alunos. Eu disse, 40. Em uma sala de aula, QUARENTA jovens. Em 2010, com o fim da semestralidade, teremos 40 multiplicado por 4 turmas, ou seja, 160 alunos. Há também multiplicação por 5, total , 200 alunos. Contemos.

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118, 119, 120, 121, 122, 123, 124, 125, 126, 127, 128, 129, 130, 131, 132, 133, 134, 135, 136, 137, 138, 139, 140, 141, 142, 143, 144, 145, 146, 147, 148, 149, 150, 151, 152, 153, 154, 155, 156, 157, 158, 159, 160, 161. 162, 163, 164, 165, 166, 167, 168, 169, 170, 171, 172, 173, 174, 175, 176, 177, 178, 179, 180, 181, 182, 183, 184, 185, 186, 187, 188, 189, 190, 191, 192, 193, 194, 195, 196, 197, 198, 199 e 200.

Imagine esses números transformados em estudantes entre 14 e 18 anos. Imagine ainda o professor de Português corrigindo 200 redações em um domingo, em sua casa. É possível haver qualidade de ensino (escrever) com esses números?

Sinteac &
Sinplac nunca colocaram em suas pautas 15 ou 20 alunos por sala, por quê?

Professores, subvertamos a ordem injusta imposta pelo poder, declarando a impossibilidade de lecionar Produção de Texto em sala por causa de 40 x 5= 200. A máquina deseja nos moer.

Professores de Língua Portuguesa, uni-vos!


Do Anônimo

O Anônimo, quando pode, deixa boas mensagens neste blogue. Leia esta dele:

Professor quero parabenizá pelo o seu blog. Espero que este canal de comunicação possa nos ajudar a desvendar o ministério da compra de um terreno pelo SINPLAC no valor R$ 80.000,00 sem o conhecimento e sem a autorização dos filiados, num local inadequado e fora do valor de mercado. Nos ajude a desvendar esse mistério.

Se isso for verdade, os filiados devem exigir que a atual presidente, antes de deixar seu cargo, submeta o sindicato a uma auditoria para que os verdadeiros números apareçam.

Por falar nisso, onde fica esse terreno?

quinta-feira, julho 23, 2009

Progresso

Estradas e pontes. Ruas asfaltadas. Pavimentação. Sobre esse chão, mercadorias e mais mercadorias. Políticos dizem que isso é progresso. Mercadorias. Televisões cruzam o Estado.
Que engano relacionar progresso a objetos. Progresso não está no aparelho de TV. Progresso é a programação a que assistimos.

quarta-feira, julho 22, 2009

O panfleto do Sinplac
















Não sou de ir a assembleias de sindicato. Às do Sinplac, poucas vezes. Se houvesse um encontro amplo sobre jornalismo sindical, o Sinplac teria minha presença para ouvir e sugerir ideias.

A questão, entretanto, é que jamais irei porque o Sinplac é incapaz de perceber a importância desse assunto.

Como não percebe, limita-se a gastar dinheiro (meu) com panfletos esporádicos. Como sabemos, por sua natureza, o panfleto apequena o jornalismo sindical.

Segundo a contabilidade do Sinplac, verba existe, o que não existe é ideia para formar uma equipe (muito criativa) e equidistante do aparelho sindical.

Criticam tanto o governo, mas falta autocrítica para novos caminhos esse jornalismo.

segunda-feira, julho 20, 2009

A entrevista do Carioca

Li com muita atenção a entrevista que o assessor político do governo do Acre, o Carioca, concedeu à TRIBUNA. Conheço Carioca desde 1993, quando participei de um congresso estadual do Partido dos Trabalhadores.

Quando vi esse acriano se expressando, logo percebi que eu estava diante de um petista arrogante, vaidoso, pedante, ou seja, diante de um ser político interessante. Ele tem suas falhas, mas bate um bolão por ser muito ético.




Hoje, mais velho, ele não perdeu o charme de ser um exímio provocador. Diante dele, a oposição e os sindicalistas não passam de Pateta.


Por causa de uma parte da entrevista, a oposição na Assembléia Legislativa espalha que Carioca falou contra o povo sul-cruzeirense. Sempre o apelo sentimentalesco.

Como me considero uma pessoa um pouco alfabetizada, Carioca afirmou na entrevista que, em 1999, comerciantes de Cruzeiro do Sul pagavam menos imposto à prefeitura do que o supermercado Araújo arrecadava. Ele disse comerciantes, não o povo.

Ele citou o exemplo dos taxistas. Impostos, eles não pagam à prefeitura. Em Cruzeiro do Sul, táxi não tem taxímetro.

Carioca, na entrevista, não fala contra acrianos humildes de Cruzeiro do Sul- é só ler o texto -, mas contra os que possuem poder econômico e político, contra os que não pagam impostos.

Não desvie a conversa, oposição.

sexta-feira, julho 17, 2009

O senador e este blogue

Escrito pelo assessor do senador Tião Viana (PT), jornalista Tião Maia, o texto é uma consequencia do que escrevi neste blogue sobre "a conta mexicana de telefone" e sobre "a entrevista do senador na revista Veja".

O senador reconheceu seu erro - e isso é nobre. O senador José Sarney não admitiu um só, e olha que são muito mais graves. Quando vejo um Sarney ainda no Senado como se fosse imortal, compreendo que o jogo político ultrapassa o maniqueísmo do P-SoL. No poder, o PT não pôde ser maniqueísta, mas é preciso haver limites. Não pode ser refém de um vale-tudo.

Na Veja, o senador, bem mais do que criticar o vale-tudo do presidente Lula, publicou sua autocrítica, o PT olhou para si mesmo. Isso falta às vezes no PT acriano e na Frente Popular. No campo educacional, por exemplo, o PT acriano não promove grandes encontros com a sociedade civil ou com os atores da educação. Em termos de imprensa, o PT não deixou a marca da diferença, usando-a apenas como propaganda para suas realizações.

Não senti em meu estômago aquele Acre do "Sopão enche o Bucho", mas muitos pobres comeram aquela gororoba. Quando posso, meus olhos visitam jornais antigos. Em minha casa, guardo muitos.

O PT não distribui sopão, tudo bem, porém outros erros. Um deles: pensão vitalícia para ex-governadores. Sobre isso, um silêncio. Embora reconheça isso e outras coisas, ainda sim, opto pelo PT nas próximas eleições. Não gosto de sopão. Não gosto desse passado.

Contradição não é erro.

Abaixo, o texto do assessor do senador Tião Viana.
_________________________
Professor Aldo Nascimento;

De ordem do excelentíssimo senhor Senador Tião Viana (PT-AC), venho, por este, manifestar sinceros agradecimentos por seu comentário, no Blog que leva sua assinatura, em texto datado de sete de julho de 2009, no qual Vossa Senhoria, ainda que tecendo críticas sobre possíveis erros de Sua Excelência, manifesta pubicamente preferência pelo nome do Senador numa eventual disputa para o Governo do Estado nas eleições do ano que vem. Embora o debate sobre o assunto não tenha sido aberto, principalmente no âmbito próprio, o Partido dos Trabalhadores, o senador manifesta alegria por declarações como aquela sobretudo por reconhecer tratar-se de uma manifestação de um profissional conhecedor da realidade local e nacional, e por isso, em caso de vir a ser de fato o candidato ao Governo, espera poder continuar contando com sua lucidez e solidariedade nas lutas por um Acre melhor para todos quantos amamos este lugar e sua gente. No mais, um forte abraço e nos colocamos à disposição no endereço seguinte: Travessa Guaporé, número 67, Bairro da Cerâmica, com o telefone 3226-5607.

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terça-feira, julho 14, 2009

Em defesa de Brasiléia

Acho um absurdo injusto a Academia Acreana de Letras e a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B) defenderem somente a grafia "acreano", permanecendo indiferentes a "Brasileia". Precisamos lutar contra a falta de acento em Brasileia.

Segundo a nova ortografia, palavras paroxítonas com ditongos (-ei) e (-oi) não são mais acentuadas, por exemplo, ideia, diarreia, paranoico, Brasileia. Sem esse acento, Brasileia não será a mesma, seu povo perderá sua identidade, sua história.

Apresentarei um documento ao professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, para expor a importância social, política, cultural e econômica do acento ( ´ ) em Brasiléia.