domingo, fevereiro 24, 2013

As melhores escolas acrianas

Abaixo, as melhores aulas de Português e de Reação do Acre segundo o Enem de 2011.


Municípios
Escolas
Ling. e Código
Municípios
Escolas
Redação







Rio Branco
São José
53.18
Rio Branco
São José
62.02
Rio Branco
Rodrigues Leite   
52.01
Rio Branco
Rodrigues Leite
55.98
Rio Branco
Lourival Sombra
50.72
Cruzeiro
Henrique Ruth
53.87
Porto Acre
Jader Saraiva
49.64
Cruzeiro
Manoel Braz
51.88
Cruzeiro
Henrique Ruth
49.25
Porto Acre
União e Progre.
51.46
Acrelândia
Marcílio Pontes
49.08
Rio Branco
Lourival Sombra
51.31
Porto Acre
União e Progresso
49.06
Rio Branco
Santiago Dantas
50.43
Rio Branco
Armando Nogueira
48.86
Cruzeiro
Flodoardo Cabral
50.31
Rio Branco
Glória Perez
48.84
Rio Branco
Glória Perez
48.86
10º
Rio Branco
Heloísa Mourão
48.75
Rod. Alves
Francisco Braga
48.72
11º
Rio Branco
Sebastião Pedrosa
48.74
Rio Branco
Heloísa Mourão
48.34
12º
Rio Branco
Lourival Filho
48.69
P.de Castro
João Ricardo
48.00
13º
Rio Branco
Alcimar Leitão
48.66
Rio Branco
Sebastião Pedrosa
47.76
14º
Bujari
São João Batista
48.59
Rio Branco
José Ribamar
47.65
15º
Rio Branco
José Ribamar
48.49
Rio Branco
Armando Nogueira
47.44
16º
P.de Castro
João Ricardo
48.37
Bujari
São João Batista
47.13
17º
Rio Branco
Santiago Dantas
48.19
Cruzeiro
Marcílio Nunes
46.90
18º
S. Guiomard
15 de junho
48.12
Rio Branco
Pedro Martinello
46.56
19º
Cruzeiro
Flodoardo Cabral
47.83
Rio Branco
Lourival Filho
46.25
20º
Rio Branco
Leôncio de Carvalho
47.82
Rio Branco
Alcimar Leitão
46.23
21º
Rio Branco
Henrique Lima
47.73
Capixaba
Argentina Pereira
45.33
22º
Rio Branco
Pedro Martinello
47.26
Cruzeiro
Craveiro Costa
45.27
23º
Rio Branco
João Aguiar
47.21-8
Xapuri
Divina Providência
44.86
24º
Rio Branco
Clícia Gadelha
47.21-7
S. Guiomard
15 de Junho
44.79
25º
Xapuri
Divina Providência
47.04
Rio Branco
Leôncio de Carvalho
e Clícia Gadelha
44.59
26º
Porto Acre
Edmundo Pinto
46.87
Rio Branco
Henrique Lima
43.40
27º
Acrelândia
Santa Lúcia 3
46.85
Acrelândia
Marcílio Pontes
43.02
28º
Capixaba
Argentina Pereira
46.59
Mâncio Lima
1§ de Maio
42.66
29º
P.de Castro
Luiz Gonzaga
46.30
Rio Branco
Edgar Cerqueira
41.46
30º
A. Brasil
Íris Célia
46.12
Mâncio Lima
Antônio Oliveira
41.42
31º
Cruzeiro
Manoel Braz
46.06
Rio Branco
João Aguiar
41.38
32º
Rio Branco
Edgar Cerqueira
45.90
Cruzeiro
Adelgundez Becker
41.30
33º
Cruzeiro
Craveiro Costa
45.64
P. de Castro
Luiz Gonzaga
40.32
34º
Rod. Alves
Francisco Braga
45.32
Porto Acre
Jader Saraiva
38.54
35º
Mâncio Lima
Antônio Oliveira
45.09
Acrelândia
Santa Lúcia 3
38.37
36º
Mâncio Lima
1§ de Maio
45.04
Porto Acre
Edmundo Pinto
38.19
37º
Cruzeiro
Marcílio Nunes
44.87
Assis Brasil
Íris Célia
36.12
38º
Cruzeiro
Adelgundez Becker
44.50

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O governador e os seus livros (2)


"Nosso amigo Tião Viana deve ter sido o único governador que, logo após eleger-se, montou em seu Gabinete uma Biblioteca. 'E ela está aberta para qualquer pessoa que queira um livro emprestado', ele me disse esta manhã, após uma rápida conversa. Fiz questão da foto por dois motivos: Primeiro, o Tião é um leitor voraz desde longe e são sempre muito boas as suas indicações: agora mesmo está nos estimulando a reler “Os Miseráveis”, de Victor Hugo. Discutimos sobre livros há anos. Tempo? Ele confidenciou-me que lê nas madrugadas (deve ser a prática dos plantões, como médico); e, por segundo, é gratificante um Governador escolher livros para seu ambiente de trabalho, um exemplo a ser seguido. A foto é do amigo Leonildo Rosas."
Se o assunto é biblioteca, estamos falando tão somente de dois valores: LEITURA e ESCRITA. Nesse sentido, as Bibliotecas do Estado e da Floresta não têm uma política de leitura e de escrita, não havendo nenhuma relação com as escolas públicas.


Na Biblioteca da Floresta, poderia haver redação com alunos do ensino fundamental e com alunos do ensino médio. Esses alunos deveriam se escolhidos por meio de concurso redacional nas escolas e por suas condições sociais.


Um jornal escrito por alunos sem gerenciamento de partido, um jornal sobre LEITURA e sobre ESCRITA. Esses alunos receberiam uma ajuda financeira e receberiam um certificado.

Eles trabalhariam durante um ano, e, depois desse tempo, outros alunos se submeteriam a novo concurso.

Claro que tenho mais ideia sobre isso, mas náo quero cansar quem lê este texto.

Marcos Afonso, na condição de diretor de uma biblioteca, pessoas dependem de vc para ter acesso a uma outra realidade, por exemplo, a de LEITURA e a de ESCRITA. A biblioteca precisa se aproximar da escola pública com um projeto de estado, algo acima do PT, do PMDB, do PC do B.




Aos meus colegas de Língua Portuguesa

Se hoje ainda permanece a luta política em mim, eu a faço na escola pública. Na Heloísa Mourão Pública, em Rio Branco, Acre, eu sempre lutei; mais errado ou menos, mais certo ou menos certo, jamais fui indiferente à escola, meu espaço político sem partidos.

Discordei muito de colegas da profissão com uma forma nenhum pouco franciscana, mas sempre sincera. Nunca tramei algo para receber benefícios depois.

A escola HMM não obteve bom resultado em 2011 segundo o Enem, ficando, entre 51 escolas acrianas, na 32ª posição.

No entanto, meus colegas de Língua Portuguesa não ficaram no 32º lugar. Entre as 51 escolas que se submeteram ao Enem em 2011, Língua Portuguesa ficou na 10ª posição; e Redação, na 11ª.

Mas, no Acre, o professor que leciona mal recebe o mesmo salário de quem leciona bem.

Em 2012, salas com mais alunos (45 alunos) e muito abafadas, e o governo, sem pagar bem para quem trabalha melhor, exige dos professores, mas ninguém no Acre exige do governo qualidade de ensino.

Por isso e por outras, colegas de profissão deixarão o magistério. No Rio de Janeiro, falta professor. No Acre, há carência em certas disciplinas.

O estado, dessa forma, faz a sua própria greve.
         

O desejo de Jorge Viana

O Globo
Publicado em 23/02/2013
Saia-justa na Corte
PanoramaPolítico
 
Saia-justa na Corte 

Há mal-estar no STJ por causa de acordo feito pelo presidente, Felix Fischer, com partidos para aprovar o nome de Sérgio Kukina a ministro em troca da escolha posterior do procurador de Justiça do Acre Sammy Barbosa, candidato do governador Tião Viana (PT). O acordo foi feito em nome do STJ e desagradou a ministros, que não foram consultados e não aceitam os termos.

sábado, fevereiro 23, 2013

Minha família


O espírito humano edifica-se por meio do Amor e da Dor familiar. A família é o lugar, ao mesmo tempo, do encontro e do exílio, lugar em que as palavras silenciam-se também por medo.

O Amor de minha mãe manteve-me vivo, e a Lei (injusta e vazia) de meu pai me provocou para o futuro.

Cresci no meio da contradição; criei-me na casa-exílio de meus pais durante 23 anos.

Hoje, após tanto tempo, o passado é o mais sólido silêncio, porque nada nele pode ser tocado pela palavra. O que passou, sabemos, passou.

O corpo de meu pai é todo despedida. Sobre ele, o peso do tempo faz tombar todo orgulho de sua Lei.

Meu pai, gradualmente, vê suas normas se declinarem, e eu não poderia tirar proveito desse momento, porque a sua condição humana fala acima de tudo, muito acima de um passado (re)visitado por palavras pretensas a acusar.

O que passou encontra-se petrificado como memória. Para que o barulho não nos atormente no convívio de hoje, a pedra não será quebrada por minha palavra.

Que Deus!!! dê a mim não a salvação, mas me dê sabedoria e brisa leve e fresca a meu espírito para eu compreender as contradições da vida a ponto de amar meu pai até o final de sua presença com a mansidão de meu espírito.

Dessa forma, preciso e quero me reclinar diante do tempo e retirar de minha alma qualquer presunção de verdade que faça quebrar a pedra.

"Pai, amanhã, se o tempo estiver bom, vamos passear de barco na lagoa com a Mony, o Ânderson e a mãe."

"Filho, a meteorologia informou que choverá amanhã no Rio e a chuva vai durar um bom tempo."

"O jeito é ter paciência. Se esperei 20 anos para passear de barco com o senhor, o jeito agora é apreciar a chuva."

Meu pai foi a primeira injustiça que conheci nesta vida; porém Deus me ofertou um espírito que sempre cresceu na adversidade.

Devo ao meu pai - sem ele saber - a minha mão firme impedir o fogo entre dedos de cair no chão de pólvora.

Sua injustiça fortificou-me,  e eu o amo por isso.     
  

O que um lugar deixa em nós (1)


Não falo do Acre porque há pontes, estradas, viaduto; falo do Acre porque pessoas nos afetam. 

Falo muito bem da terra de minha amada filha, Lara Valentina, porque acrianos me afetaram, e foram muitos. Tantos.

Que mulher maravilhosa se chama Olinda Batista Assmar. Frequentei a sua casa quando seu inteligente e culto esposo ainda estava vivo.

Cláudio Mota Porfiro, sua escrita muita lida por mim. Quando cheguei ao Acre, Cláudio me ajudou a procurar uma casa. Generoso e uma inteligência que provoca.

Outro, o acriano Stélio. Conheço seus defeitos, mas fico com o melhor dele: a generosidade.

Toinho Alves, escrita simples, cheia de acrianidade.

Altino, provocador, insolente, debochado, boa pessoa.

Marina, que se enganou quando, ao me apresentar a Aleac, disse-me "quando você for deputado" - não sabia ela que fui para o Acre a fim de ser melhor do que deputado: professor.

Nilson Mourão, que me acolheu em sua casa em momento tão difícil.

Josafá Batista, ser humano de um caráter sólido como a meiguice.

O colunista Vagno, que sempre levava bolinho de macaxeira para a redação do jornal. Pessoa simples, boa de coração.

Enfim, outros nomes não estão aqui, sendo que um nome deixo agora: Carlos Alberto Alves de Souza (foto).

Guardo por esse nome um profundo respeito, uma  profunda admiração. Esse acriano, eu sei, também sabe conjugar o verbo "falhar", sim, ele tem lá seus defeitos; porém, ao longo de 20 anos de amizade, poucas vezes eu vi suas falhas.

Assim como meu inesquecível amigo, irmão e mineiro Matheus, Carlos Alberto é um desses acrianos que eu, segundo o pensamento de Jesus Cristo, amo muito.

Carlos, como historiador, ensinou-me a importância da "memória". O Acre, de Thaumaturgo a Brasileia, das cidade a suas entranhas, pertence à minha memória por causa dessas e de outras boas pessoas.

Te amo, terra fertilizada em mim.

  





O governador e os seus livros (1)


"Nosso amigo Tião Viana deve ter sido o único governador que, logo após eleger-se, montou em seu Gabinete uma Biblioteca. 'E ela está aberta para qualquer pessoa que queira um livro emprestado', ele me disse esta manhã, após uma rápida conversa. Fiz questão da foto por dois motivos: Primeiro, o Tião é um leitor voraz desde longe e são sempre muito boas as suas indicações: agora mesmo está nos estimulando a reler “Os Miseráveis”, de Victor Hugo. Discutimos sobre livros há anos. Tempo? Ele confidenciou-me que lê nas madrugadas (deve ser a prática dos plantões, como médico); e, por segundo, é gratificante um Governador escolher livros para seu ambiente de trabalho, um exemplo a ser seguido. A foto é do amigo Leonildo Rosas."

No Face de Marcos Afonso, encontrei foto e texto. O governado é leitor; e Marcos, diretor de uma biblioteca. Ambos, muito amigos.

A imagem dos que exercem o poder, mas, por favor, entendamos poder aqui homens que realizam políticas públicas, ou seja, as pessoas dependem deles.

Ora, eu dependo do governador para consumir água em minha casa ou eu dependo do governador para ser pago como professor e lecionar em uma ótima escola pública.

Isso me angustia: eu dependo do poder. Essa dependência - sem favores - provoca a minha crítica, porque, se eu não dependesse, não haveria crítica.

Leitura

Há muitos anos, esses dois homens públicos, do 
PT, deveriam apresentar à sociedade acriana uma política de leitura, e, para tanto, Marcos 
Afonso deveria repensar a função das bibliotecas acrianas.

Mas apresentar depois de encontros entre segmentos da sociedade, por exemplo, sindicatos da educação e de jornalismo, escolas, universidades, leitores de modo geral.

A biblioteca tem como tema vital, tema principal, ele: a leitura. Ela tem de ter uma política de leitura para a cidade, o que não é o caso das bibliotecas acrianas.

Mas a primeira parte da cidade a que deve se destinar uma política de leitura é a escola
Nesse sentido, não há nenhum tipo de relação, a não ser a Biblioteca do Estado limitando-se a receber alunos da rede pública, o que é muito pouco.

As bibliotecas do Acre, por causa de homens públicos, têm um dívida com a sociedade. 

A biblioteca do governador é linda, mas biblioteca é mais que foto; é leitura na escola.









 

  

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

A importância da gramática

Leio o texto de Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, entitulado "O Congresso deve revidar", na Folha de São Paulo.


Repare nesta sintaxe: "Mas, porque essas Casas são avaliadas periodicamente pelo voto dos cidadãos, são, assim, menos enquadráveis por atos de arbítrio de qualquer regime autoritário."

Por que as vírgulas? Não há vírgula antes de "mas"? 

Guardo centenas de redações do ensino médio e posso afirmar que construções sintáticas desse tipo são desconhecidas pelos alunos. 

Não se aprende na escola pública acriana organizações sintáticas invertidas e muito menos sendo elas subordinadas adverbiais.

Qualidade de ensino encontra-se nos detalhes, e um desses detalhes chama-se Gramática. Até hoje vou a ela para aprender a escrever.